terça-feira, 13 de setembro de 2016

3 518 - Cavaleiros no conforto do lar e ofensivas do MPLA em Angola

PELREC. De pé, 1º. cabo Cordeiro, Messejana (que faleceu de doença e em Lisboa, a 13 de Setembro de 2009, 
hoje se passam 7 anos), Neves, 1º. cabo Soares, Florêncio, 1º. cabo Ezequiel, Marcos, 1º. cabo Pinto, Caixarias 
e 1º. cabo Florindo (enfermeiro). Em baixo, 1º. cabo Jorge Vicente (falecido a 21/01/1997, de doença e 
em Vila Moreira, Alcanede), furriel miliciano Viegas, Francisco, Leal (falecido, de doença e a 18/06/2007,
no Pombal), 1º. cabo Oliveira (transmissões) , 1º. cabo Hipólito, Madaleno e furriel miliciano Neto

Furriéis milicianos António Carlos Letras, José
Manuel Costa (que hoje festeja 64 anos; pa-ra-béns!!!),
António Artur Guedes e José Gomes, em momento
de leitura de correio, em Aldeia Viçosa
O fim de semana começado a 13 de Setembro de 1975 - há precisamente 41 anos!!!... - foi tempo, em Angola, de «continuação da ofensiva do MPLA, simultâneamente na Frente Norte, contra a FNLA, e a Sul, contra a UNITA». Nada de novo. Foi tempo, também, de os Cavaleiros do Norte continuarem a sua adaptação a um país novo, levedado nos ares da revolução de Abril de 1974, a 25! E «embriagado» pelas mutações políticas que se repetiam, numa altura em que Pinheiro de Azevedo continuava por completar o VI Governo.
Furriéis milicianos José Augusto Monteiro e Domingos
Peixoto (adido) nas traseiras da messe de Carmona
«Os principais combates» desses já distantes dias de há 41 anos, segundo o jornal Diário de Lisboa, «registaram-se junto ao Luso, havendo certa confusão sobre quem assegura, neste momento, o controlo da cidade»
A UNITA, que a ocupava (?), ou o MPLA, que a desejava conquistar?  Ou a mesma UNITA que a perdera e a pretendia reconquistar?
Na verdade, no «combate» da contra-informação, quer um movimento quer outro reclamavam «vitória nas confrontações» bélicas. 
Certo parecia ser que, depois de o MPLA ter recentemente (a tempo) «assumido o controlo a cidade, até aí em poder da UNITA», esta reagiu ao desaire com uma «contra-ofensiva iniciada no final da semana passada». Já lá iam, pois, 7 ou 8 dias.
Do Uíge, militarmente controlado pela FNLA, nada se sabia - para além do assumido propósito do MPLA ir conquistar a cidade e a província do norte angolano, assim como a do Zaire - os dois grandes bastiões do movimento de Holden Roberto, suportados pelas forças do seu ELNA, o Exército de Libertação Nacional de Angola.  
Os furriéis milicianos Victor Costa e José Ant. Nasci-
mento, ladeando o soldado Leão (Trombone) em Zalala 
O êxodo dos portugueses para a então chamada metrópole (o Portugal Continental, o Europeu - capital do cada vez mais pequeno império), registava, por estes dias de há 41 anos, «um nítido abrandamento», segundo o jornalista Pierre Cayrol, da Agência AFP, acentuando que «depois de uma emigração maciça, essencialmente provocada pelo medo da guerra, grande parte da população branca que ainda reside em Luanda ou nas grandes cidades - cerca de 150 000 pessoas - começa a hesitar em sair de Angola».
Furriéis milicianos José Adelino Querido, Victor Mateus
Guedes (falecido a 16/04/1998, de doença) e António Fernandes.
Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel
«Alguns dos que partiram, começaram a regressar. Os aviões que vêm de Lisboa, que no mês passado voltavam vazios, transportam todos os dias centenas de pessoas que voltam», sublinhava o jornalista francês da AFP, dando ainda conta de ter lido nos jornais que «há calma em Luanda».
Os Cavaleiros do Norte, neste mesmo dia de há precisamente 41 anos, registavam dois 23ºs. aniversários: o do (furriel miliciano) José Manuel Cerqueira da Costa, atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa (em Custóias, Matosinhos) e o do condutor Armando Monteiro dos Santos, da CCS, a do Quitexe (na Quinta dos Bentos, na Guarda).
A 13 de Setembro mas de 2009, infelizmente, faleceu o atirador de Cavalaria João Manuel Pires Messejana, do PELREC (CCS), em Lisboa e vítima de doença, depois de uma vida passada por uma força policial (entre outras actividades profissionais). Aqui deixamos esta singela evocação, em sua memória. RIP!!!

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