segunda-feira, 21 de outubro de 2019

4 849 - O desarmamento dos milícias, os medos de vinganças dos IN´s!!

O ex-furriel Viegas na avenida do Quitexe e na frente do edifício que foi o Comando do BCAV. 8423. Ao
fundo, vê-se a Igreja de Santa Maria de Deus, onde missionou o padre Albino Capela. E vê-se, também,
um dos pavilhões que serve de escola, com outros, na antiga parada dos Cavaleiro do Norte.
A 24 de Setembro de 2019
A Estrada do Café, no Quitexe, a 24 de Setembro de 2019.
O banco era a casa do comerciante José Morais, logo
depois e cor de rosa, a do fazendeiro Carlos Gaspar

A actualidade dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, a 21 de Outubro de 1974 e pelas bandas do Uíge angolano, há 45 anos, envolveu a operação de desarmamento dos milícias. 
A tarefa teve os seus quês, já que os ditos não o aceitaram de boa catadura e tal, como se lê no livro «História da Unidade», «não teve boa aceitação, por parte dos povo, nomeadamente nos postos sede», do Quitexe e Aldeia Viçosa. E nem por isso era assim tão importantes, os milícias: «Salvo honrosas excepções, não tiveram actuações de vulto em defesa dos seus aldeamentos», lê-se no mesmo livro «HdU». Ainda assim, o facto de estarem armados, eram, nas sanzalas, «a melhor defesa às acções de depradação e exigência do IN». Compreende-se por que não queriam ser desarmados. Poderiam, digo eu, ser alvo de acções de vingança por parte do IN, embora também se soubesse que muitos deles «vivem em contacto permanente» com a FNLA.
Isto era lá pelos lados do Quitexe. 
Em Luanda, sabia-se, através da revista «Semana Ilustrada», que a UNITA só participaria na Junta Governativa de Angola, caso participassem, também, o MPLA e a FNLA. 
«Como os outros movimentos não aceitaram participar, o actual Governo de Transição não tem elementos dos movimentos libertadores», declarou Jonas Savimbi, na entrevista concedida à revista de Luanda.
Alferes Meneses Alves

Alferes Meneses faria 67
anos. Faleceu em 2013! 

O alferes miliciano Meneses, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, faria 67 anos a 21 de Outubro de 2019. Faleceu, de doença, a 16 de Maio de 2013.
Manuel Meneses Alves foi atirador de Infantaria e chegou a Aldeia Viçosa em Fevereiro de 1975, ido de Cabinda, onde serviu na CCS do BCAÇ. 4519. Notabilizou-se  a 13 de Abril desse ano, quando, já em Carmona, «durante uma manifestação não autorizada superiormente, na qual se verificou confronto entre elementos de movimentos emancipalistas, com uso de armas de fogo, na via pública, actuou de forma rápida, decidida e enérgica, não deixando dúvidas quanto à determinação do pequeno núcleo de tropa que comandava, com o que conseguiu a detenção de dois dos elementos em confronto e ainda, de imediato, ter feito abortar a referida manifestação» - como se lê no louvor do comando do BCAV. 8423.
Empresário do sector das carnes, em Leiria, lá faleceu, vítima de doença e não sem antes, e por duas vezes, sabendo do seu futuro, se despedir em duas almoçaradas.Hoje, o recordamos com saudade! RIP!
Jorge Barreto

Barreto, furriel de Zalala, 68
anos em Baguim do Monte!

O furriel miliciano Barreto, da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, festeja 68 anos a 21 de Outubro de 2019.
Jorge Manuel Mesquita Barreto, é este o seu nome completo. foi enfermeiro de especialidade militar e regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, fixando-se na sua natal terra de Mira. 
A vida profissional levou-o para o Porto, onde foi profissional hospitalar. Já aposentado, mora em Baguim do Monte, município de Gondomar, para onde vai, e para ele, o nosso abraço de parabéns!
A. Moreira, o bru-
xo de Rio Moínhos

A. Moreira de Zalala,
bruxo de Rio de Moinhos,
assassinado há 10 anos!

O soldado Agostinho Mendes Moreira, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, foi assassinado a 21 de Outubro de 2009, na sua casa da Sobreira, em Rio de Moinhos.
Regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 e, na sua terra de origem e residência, dedicou-se a artes de bruxaria, aparentemente fazendo fortuna. Foi num assalto que foi assassinado,  tinha 57 anos, solteiro e vivendo com um irmão, tendo os réus sido condenados a vários anos de prisão efectiva. José Cardoso levou 20 anos de prisão, Ángel Hernández e Paulo Freitas foram condenados a 19 anos.  A juíza Isabel Peixoto deu como provado que os três deram "murros, pontapés e vergastadas" e "espezinharam" Agostinho Moreira para o obrigar a revelar onde escondia o dinheiro. De seguida, abandonaram-no, no exterior da casa, com fita isoladora a tapar-lhe a boca, o que viria a provocar-lhe a morte por asfixia. Condenado a 8 anos de prisão foi também João Ximenes, que ficou com Paulo Renato Silva a vigiar. Ernesto Costa, apontado como mandante do crime, foi condenado a 6 anos de prisão pelos crimes de roubo agravado e detenção de arma proibida. Telmo Ferreira, acusado de ajudar o tio, Ernesto Costa, a planear o assalto foi absolvido, o mesmo sucedendo com Fabiano Pinto, filho de José Cardoso.
Hoje aqui o recordamos. RIP!!! 

domingo, 20 de outubro de 2019

4 848 - Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 a 20 de Outubro de 1974 e 1975

... e a 24 de Setembro de 2019,
45 anos e alguns quilos depois! 
O furriel Viegas frente à Igreja de
Santa Maria de Deus do Quitexe,
 em 1974 e...


Os últimos dias de Outubro de 1974, há 45 anos, foram aparentemente calmos, embora intensos, com os Cavaleiros do Norte operacionais empenhados em muitos patrulhamentos na sua área de acção, especialmente entre o Quitexe e Aldeia Viçosa mas também se estendendo ao Piri, a Úcua, pela Estrada do Café fora.
O esforço e riscos dos grupos de combate do BCAV. 8423 eram enormes, mas compensado pela certeza, com eles, garantiam a segurança dos itinerários e das pessoas e bens - que eram ponto de honra da missão que, por esse tempo e orientação do MFA, queria abrir caminhos para a independência de Angola. 
Eram tempos relativamente calmos e esperançosos, embora de permanente sacrifício, sem nunca se «adivinhar» quando, por trás da mata ou outros esconderijos, traiçoeiramente, qualquer ex-IN poderia atingir os bravos e generosos Cavaleiros do Norte.  
Tempos, também, de acção psicológica, no âmbito das várias guarnições dos Cavaleiros do Norte - no Quitexe (a CCS do BCAV. 8423), na Fazenda Zalala (2ª. CCAV.), em Aldeia Viçosa (2ª. CCAV .) e Dazenda Santa Isabel (3ª. CCAV.), também em Vista Alegre (CCAÇ. 4145) e Fazenda Liberato (CCAÇ. 209/RI 21). Por exemplo, «rodou-se novo filme em toda a ZA». 
Aldeia Viçosa: as lojas coloniais da Estrada do Café,
com o Nogueira do Liberato e o Viegas da CCS,

a 25 de Setembro de 2019!

A FNLA no Ambriz,

às portas de Luanda!


Um ano depois, há 44 e no Ambriz, onde a FNLA tinha assentado sede, o presidente Holden Roberto anunciava que estaria no dia seguinte em Luanda - o que o MPLA desmentia, garantindo a defesa da capital. Em Ambriz, estava a delegação da OUA, depois de se ter encontrado com a UNITA (em Nova Lisboa) e MPLA (em Luanda). Procurava um a solução para a guerra civil. 
Os Cavaleiros do Norte já estavam em Portugal, nos seus chãos natais, mas não deixavam de estar interessados sobre o que se passava na Angola que aprendemos a amar e onde tinham feito 15t meses da sua vida 
As frentes de combate continuavam: violentos no Caxito e tomada de Kiculungo, a 70 quilómetros de Camabatela, vila bem próxima de Quitexe, na estrada que ligava ao Negage e Carmona.

António A. Guedes

Guedes, furriel de Aldeia
Viçosa, 67 anos em Salvaterra!

O furriel miliciano Guedes, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja 67 anos a 20 de Outubro de 2019.
Atirador de Cavalaria de especialidade, António Artur César Monteiro Guedes - de seu nome completo - regressou a Portugal no dia 10 de Setembro, à sua Peso da Régua natal - onde residia, no lugar de Silvestre, freguesia de Moura Morta. Fez carreira profissional nas Brigadas de Trânsito da GNR e, já aposentado, atingiu a patente de sargento-mor.
Vive agora em Foros de Salvaterra, na Estrada das Malhadinhas, do concelho de Salvaterra de Magos, onde se dedica a actividades agro-pecuárias e de segurança. Grande abraço, neste bonito dia dos seus 67 anos e que sabemos estar a festejar em Alenquer, com a família. Parabéns!
Manuel Dinis Dias

Dias, furriel de Zalala,
faleceu há 8 anos. RIP!

O furriel miliciano Manuel Dinis Dias, mecânico da 1ª. CCAV. 8423, faleceu há 8 anos, em Lisboa e de doença!
As suas berças natais são do concelho de de Oliveira do Hospital mas fixou-se em Lisboa, por onde fez vida depois (e já antes) da jornada angolana do Uíge africano, morando na Rua Diogo Couto, freguesia de S. Vicente.  
A doença fragilizou-o e fê-lo passar para o mundo do além, dele ficando a saudade e a memória de um bom Cavaleiro do Norte, um grande companheiro, de quem hoje fazemos memória, multiplicada de saudades.
Até um destes dias, Manuel Dinis. RIP! 

sábado, 19 de outubro de 2019

4 847 - Banditismo e pilhagens da FNLA na Estrada do Café!

A nova ponte do Rio Dange, substituindo a que foi destruída na guerra civil. Liga as Províncias do
 Bengo à do Uíge e ali estiveram, no destacamento, muitos militares portugueses, incluindo os Cava-
leiros do Norte do BCAV. 8423, que lá substituíram a CCAÇ. 4145
O jardim e a Administração do Quitexe,
em imagem de 24 de Setembro de 2019

Há 44 anos, precisamente 44 anos, em data de Outubro de 1975 cada vez mais próxima do 11 de Novembro (dia da proclamação da independência de Angola), a FNLA, a partir de Kinshasa, dirigiu «um apelo patriótico e amistoso» a todas as populações angolanas e portuguesas, no sentido de, como referia o Diário de Lisboa, «não se envolverem nos combates que opõem 
O furriel Viegas na entrada do Quitexe,
do lado de Luanda, a 24/089/2019, mais
de 44 anos depois da saída para Carmona
a FNLA aos grupos armados apoiados pelo social imperialismo». Ao MPLA, por outras  palavras.
Ao receio de serem apanhadas pelos dois fogos, na sequência do (anunciado) ataque a Luanda, a FNLA sublinhava que o seu Exército de Libertação Nacional de Angola - o ELNA - «dá combate as tropas do MPLA e não às populações civis, sejam elas angolanas ou portuguesas».
«Os portugueses que vivam em Angola - prosseguia o comunicado tornado público em Kinshasa - são amigos e irmãos». 
«Os dirigentes da FNLA jamais tiveram a intenção de perseguir as populações por motivo da sua opção política. Angola precisa da energia de todos os seus habitantes, tanto negros como brancos,  para constituir uma nação racialmente harmoniosa e economicamente próspera», concluía o comunicado do movimento liderado por Holden Roberto.
Placa de Vista Alegre na Estrada do Café
a 24 de Setembro de 2019

O Uíge «controlado»
pelas forças da FNLA

Os Cavaleiros do Norte, por esta altura de 1975, já se encontravam em Portugal há mês e meio, mas o que se passava em Angola não nos era indiferente.
A FNLA, em comunicado divulgado
em Kinshasa, quis tranquilizar os portugueses
sobre o futuro (então) próximo de Angola,
em Outubro de 1975
O que faltava era noticiário do Uíge - do «nosso» Quitexe, de Vista Alegre e Aldeia Viçosa e da «nossa» Carmona -, sobrando apenas as pouco pormenorizadas e esclarecidas notícias de que era território controlado pela FNLA. Já assim era o nosso tempo, quando pouco se sabia do MPLA (que por lá não se via) e muito menos (quase nada) da UNITA.

Acções de banditismo
ma Estrada do Café

Um ano antes, em Outubro de 1974 e depois da emboscada entre as Fazendas Alegria II e Ana Maria, de que resultou a morte de dois civis europeus(no dia 14), e as pilhagens (a 18) no troço Quitexe-Aldeia Viçosa, acentuaram-se os «patrulhamentos inopinados» das NT na Estrada do Café.
O objectivo era, segundo o livro «História da Unidade», procurar «contrariar esta acção de banditismo», nomeadamente aquando do «aparecimento de queixas». Só que, frisa o mesmo «HdU», «à aproximação das NT, a FNLA furta-se ao contacto e, consequentemente, não se evita a acção já realizada e a realizar, á posteriori», pois, na verdade, «a presença das NT não é, e não pode ser, contínua».
Era esta, há precisamente 45 anos, a vida operacional dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, na sua jornada africana do Uíge angolano: contrariar acções de banditismo. Missão nada apetecível e seguramente muito perigosa.
Rodolfo Tomaz e esposa no
encontro de Penafiel (2018)

Tomaz, 1º. cabo da CC,
67 anos em Lousada !

O 1º. cabo Tomaz, da CCS do BCAV. 8423, festeja 67 anos a 19 de Outubro de 2019.
Rodolfo Hernâni Tavares Tomaz era rádio-montador de especialidade e, nessa qualidade, louvado pelo Comando do BCAV. 8423, também pelos serviços prestados à comunidade civil quitexana.
Regressou a Portugal no dia 8 de Setembro e vive em Lousada, já aposentado mas animador da rádio local. Para ele vai o nosso abraço de parabéns!

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

4 846 - Pilhagens entre Quitexe e Aldeia Viçosa, o amor e as festas de anos!

Aldeia Viçosa, no Uíge angolano e a 24 de Setembro de 2019: a esquadra da Polícia Nacional (PN) de
 Angola (casa azul), a capela da vila e parte daquele que foi o quartel dos Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV.
8423,  a do capitão miliciano José Manuel Cruz

O ex-furriel Viegas no Dambi-Angola, entre Aldeia Viçosa
 e Quitexe e onde, a 4 de Novembro de 1974, o PELREC se
 encontrou, pela primeira vez, com guerrilheiros da FNLA

Os tempos de Outubro de 1974, pela terra uíjana de Angola, foram de, por parte da FNLA e segundo o livro «História da Unidade», de «procurar realizar actividades de pilhagem dos utentes dos itinerários , especialmente no troço entre o Quitexe e Aldeia Viçosa».
Foram tempos bem delicados para a guarnição dos Cavaleiros do Norte, que, inopinadamente, tinham de realizar patrulhamentos que nem sempre corriam bem: ora porque as queixas se repetiam, e confirmavam, ora porque se repetiam «acções de banditismo».
Assim, iam os tempos de há 45 anos, pelas bandas do Quitexe e da Zona de Acção (ZA) dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423.
Francisco Bento
João Rocha
´
Cavaleiros do Norte 
em festa de 67 anos 

Aos dias 18 de Outubro de 1952, nas fraldas maternais desse tempo de há 67 anos, nasceram três Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423: o furriel Bento, o 1º. cabo Azevedo e o soldado Carvalho.

Armando Carvalho
O furriel miliciano Francisco Manuel Gonçalves Bento foi  especialista de Informações, no Comando do BCAV. 8423, e por Angola - pelo Quitexe, por Carmona e pelo Grafanil - foi imortalizado pelo seu bem (mal) falante papagaio. Vernáculo popular não lhe faltava (ao papagaio) e envergonhava, com ele, o mais discreto e educado cidadão. Mesmo militar.
O Bento regressou a Portugal no da 8 de Setembro de 1975 e fixou-se no Barreiro (freguesia de Santo André), de lá se passeando e trabalhando pelo mundo, agora morando em França e de lá vindo para, neste ano de 2019, participar no encontro dos Cavaleiros do Norte da CCS.
João Francisco da Rocha Azevedo da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, foi 1º. cabo apontador de morteiros médio da 2ª. CCAV. 843,. a de Adeia Viçosa, e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, a Ramalde, freguesia do Porto. Mora agora em Águas Santas, na Maia.
Armando Moreira de Carvalho foi soldado atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423, a da fazenda Santa Isabel, depois do Quitexe e em Carmona, e regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975. Fixou residência na Texougueira, freguesia de Milagres, em Leiria, e mora agora em Inglaterra, para onde emigrou, onde trabalha e espera pela merecida reforma.
Aos três, o nosso abraço de parabéns.
Carlos Silva, o amor Mirita e a baía de Luanda,
a 18 de Outubro de 1975. Há 44 anos. Eterno!

O amor de alferes
no altar de Luanda

O alferes Carlos Almeida e Silva, da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, voltou a Angola depois do final da comissão e, a 18 de Outubro de 1975, casou em Luanda, com a sua ainda hoje «mais-que-tudo»: a Belmira. Que o afecto «fez» Mirita, para todo o sempre!
Aquilo, o amor de jovens..., era coisa já antiga, de escola, e levedou pelos calores e cios de Angola, de tal forma que por lá foram ao altar, concelebrando a sua paixão. Que continuou, e vai continuar, muito viva, por terras de Tomar e Ferreira do Zêzere, ambos aposentados e felizes. Parabéns!

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

4 845 - Comandante nas subunidades, movimentos angolanos em negociações!

A avenida do Quitexe, a 24 de Setembro de 2019. O furriel Viegas em primeiro plano e em frente à antiga
messe e bar de sargentos do BCAV. 8423 (a casa verde, agora uma residência). Mais ao fundo e frente
 às duas viaturas brancas, o edifico do messe de oficiais, agora um estabelecimento comercial
Avenida do Quitexe, na direcção de Camabatela. Á esquerda,
cor de rosa, a casa do sr. Guedes. Será? Mais à frente, o
 restaurante Topete. Quem não se lembra?

(clicar na imagem, para a ampliar)


Notícia do Diário de Lisboa de
 17 de Outubro de 1974, 
O comandante Carlos Almeida e Brito visitou Santa Isabel, onde se aquartelava a 3ª. CCAV. 8423, a do capitão José Paulo Fernandes, a 17 de Outubro de 1974 e acompanhado de oficiais da CCS. 
O muito bem cuidado edifício (colonial) da
Administração Municipal do Quitexe
A 13, estivera no Destacamento da Fazenda Luísa Maria e a 24 deslocar-se-ia a Aldeia Viçosa, onde estava a 2ª. CCAV., a do capitão miliciano José Manuel Cruz. 
Sempre com oficiais da CCS e, muito provavelmente, escoltado pelo PELREC.
O dia foi tempo também para se saber que  Rosa Coutinho, presidente da Junta Governativa de Angola, recebera, na véspera, uma embaixada da República do Zaire que, depois das negociações de Kinshasa, se fazia acompanhar de dirigentes da FNLA, para «acelerar o processo de descolonização de Angola».
Os zairotas eram liderados por Bela Matwamba, genro de Mobuto Sese Seko (o presidente), e a comitiva da FNLA por Hendik Vaal Neto - portador de uma mensagem de Holden Roberto. Mostrou-se, a FNLA, disposta a encetar negociações com o MPLA e a UNITA, no sentido de criarem «uma frente comum», objectivo que era dificultado, ao tempo, pelas dissidências internas do movimento de Agostinho Neto - as da Daniel Chipenda (Revolta do Leste) e de Mário de Andrade (Revolta Activa).
Fialho Panasco, 1º.
sargento de Zalala
Luanda, nesse mesmo tempo, era cenário de incidentes com «quadrilhas não identificadas» que operavam nas imediações da cidade e que levaram mesmo à «suspensão de carreiras nocturnas de autocarros».

Fialho Panasco, 1º-
sargento de Zalala !

O 1º. sargento Fialho Panasco, da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, faria 84 anos a 17 de Outubro de 2019. Faleceu em 2005.
Joaquim António Fialho Panasco, de seu nome completo e originário da Arma de Cavalaria, regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 e continuou a sua carreira militar, atingindo a patente de sargento-mor. 
O seu passamento, por doença, aconteceu a 22 de Junho de 2005, há 14 anos e em Carnaxide, onde então residia. Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!
Fazenda Santa Isabel

Azevedo de Santa Isabel, 67 
anos em Oliveira de Frades !

O soldado João Luís Pinto de Azevedo, atirador de Cavalaria, festeja 67 anos a 17 de Outubro de 2019.
Cavaleiro do Norte da 3ª. CAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel - e depois do Quitexe e de Carmona -, regressou a Portugal e à Amadora, onde então residia, no dia 11 de Setembro de 1975. Mora agora em Oliveira de Frades, distrito de Viseu, para onde vai o nosso abraço de parabéns!  
- NOTA: As fotos do Quitexe são de 24 de Setembro de 2019

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

4 844 - O fim de operações militares na mata uíjana! Combates entre movimentos!

Quitexe: o quartel do BCAV. 8423, zona de casernas, oficinas, balneários, parada, cozinha e refeitório.
Ali funciona, agora (a foto é de 24 de Setembro de 2019)~, uma escola, instalada nos pavilhões junto ao
 adro da Igreja de Santa Maria de Deus (ao fundo)
O furriel miliciano Viegas, da CCS do BCAV. 8423, e João
Nogueira, condutor da CCAÇ. 209/RI 21, a Companhia da
Fazenda do Liberato, a 100 quilómetros a antiga Carmona,
agora cidade do Uíge. A 60 da saudosa vila do Quitexe



O 16 de Outubro de 1974 foi quarta-feira e dia de receber correio de Portugal, de minha mãe, agora a caminho dos seus provectos 99 anos: «Fala-se por cá que vocês vem embora, mas tu não me dizes nada, nunca dizes nada. O filho da Nilzalina e o Dinis da Cidalina já vieram da Guiné e tu...»», apontava e 
Estudantes da escola que funciona no espaço 
do antigo quartel do BCAV. 8423, no Quitexe
perguntava minha mãe, evidentemente preocupada com o que passava com o filho, por quem, dizia, «rezo todos os dias».
O António (da Nilzalina, entretanto falecido, vai para dois anos) e o Dinis eram rapazes do meu ano, mobilizados eles para a Guiné. Outro, era o Custódio, sapador em Angola e colocado no Batalhão de Engenharia de Luanda, com quem me encontrava sempre que ia à capital angolana.
«Tu não dizes nada, não sei o que passa contigo...», lamuriava-se minha mãe, ao tempo de luto muito recente pela morte de meu pai, no aerograma que agora releio, nele achando memórias desse tempo de há 45 anos.
E que lhe poderia contar eu? Que ela percebesse e não a preocupasse?
Pouca coisa, quase nada.
O Uíge por onde jornadeavam os Cavaleiros do Norte continuava expectante, nomeadamente depois do anúncio de cessar-fogo da FNLA. Continuava a «intensa actividade de patrulhamentos, nomeadamente orientados para a obtenção de liberdade de itinerários»
O quartel ficava à esquerda, visto da Igreja. Ao cimo
 e ao fundo, a Administração, um edifício com excelente
aspecto exterior (clicar na imagem, para ampliar)

O fim de operações
na mata uíjana !

A paragem de hostilidades pouco alterou o ritmo operacional dos Cavaleiros do Norte do  BCAV. 8423. 
A grande, a mais profunda e importante  alteração (e convenhamos que não era coisa pouca...) tinha sido o fim das operações na mata - sempre semeadas de perigos, ora nos trilhos tantas vezes ensaguentados das emboscadas, das minas e das armadilhas, ora nas picadas e nos medos das matas cerradas, onde a cada sítio ou momento poderia surgir um ataque. 
O dia, em Luanda, confirmava a chegada de delegações da FNLA (liderada por Endrick Vaal Neto) e do Zaire (por Bula Matamba, conselheiro do presidente Mobutu Sese Seko), para conversações com a Junta Governativa de Angola, principalmente sobre o processo de descolonização e independência e, em particular, sobre a formação de um Governo de Coligação, com «representantes dos vários movimentos de libertação e outras facções políticas».
Notícia do Diário de Lisboa de 16 de Outubro
 de 1975, sobre a situação militar em Angola

Importantes combates
entre movimentos rivais

Um ano depois, precisamente, esperava-se a chegada da Comissão de Conciliação da OUA a Carmona, dominada pela FNLA - depois de já  ter estado em Luanda (controlada pelo MPLA) e Nova Lisboa (pela UNITA). Mantinham-se as diferenças do MPLA relativamente aos dois outros movimentos. 
«Afiguram-se remotas as possibilidade de conciliação», relatava o Diário de Lisboa de 16 de Outubro de 1975. A própria Missão da OUA tal considerava improvável que aceitasse negociar com os dois rivais. E o presidente Agostinho Neto considerava-os «movimentos fantoches, dirigidos do exterior do país».
A 26 dias da independência «trav(av)am-se importantes combates entre os movimentos rivais, nas frente de Luanda, do centro e do sul». Relativamente à capital, «a luta caracteriza-se por uma ofensiva desencadeada pela FNLA na zona do Caxito, decorrendo os combates no triângulo Porto Quitiri/Libongos e Caxito». No centro, o MPLA «após renhidos combates com tropas da UNITA, libertou a localidade de Quibala, no eixo rodoviário Nova Lisboa/Lobito/Novo Redondo/Luanda, avançando agora sobre Cela, importante centro agrícola de que depende Nova Lisboa».
A norte, a zona dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 (entre outras do Uíge e do Zaire), «não havia notícias pormenorizadas, sabendo-se apenas que o MPLA avança(va) na zona dos Dembos».
Assim ia a Angola de há 44 anos, a 26 dias do dia maior, o da declaração da independência: 11 de Novembro de 1975!

terça-feira, 15 de outubro de 2019

4 843 - Cessar-fogo da FNLA e patrulhamento de itinerários do Uíge!

A avenida do Quitexe, ou Rua de Baixo, a 24 de Setembro de 2019. O segundo edifício, à direita, foi
 o da secretaria da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 e Casa dos Furriéis. Depois, a messe de
 oficiais (terceiro) e messe e bar de sargentos (quarto)
O Posto 5, na entrada do Quitexe, Estrada do Café - de
Luanda a Carmona, actual Uíge. Foi posto militar de vi-
gilância da administração portuguesa 

Aos idos dias que passavam nos meados de Outubro de 1974, andavam os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 preocupados com as pilhagens na Estrada do Café e outros itinerários do Uíge e, por Luanda, era dada conta de chegada de Endrick Val Neto, da FNLA, para conversações com a Junta Governativa de Angola. 
A FNLA do presidente Holden  Roberto, confirmava, às zero horas, o seu anunciado cessar fogo - o que, aliado, ao da UNITA (já desde a 14 de Julho) e a cessação de hostilidades por parte do MPLA (dado como certo no mesmo mês), levava a imprensa a concluir que «na prática, a guerra acabou em Angola». 
O facto, para os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 poderia ser criador de maior tranquilidade, mas a verdade é que, e citando o livro «História da Unidade», «em nada mudou a sua actividade operacional», que, aliás, passou «a caracterizar-se por intensa actividade de patrulhamentos, nomeadamente orientados para a obtenção da liberdade dos itinerários».
Notícia do Diário de Lisboa de 16 de Outubro
de 1974, sobre a situação política de Angola

O Governo 
de Coligação

Sobre o Governo de Coligação, a 16 de Outubro de 1974 confiava-se que «deverá funcionar até à realização das eleições constituintes» e o presidente da Junta Governativa  trocou largas impressões com quadros da UNITA, que tinham concluído estudos superiores de Ciência Política, na Suíça. E eram, esperados mais 150 quadros políticos, formados em universidades europeias.
O Governo de Coligação deveria ser constituído por membros dos três movimentos de libertação (MPLA, FNLA e UNITA) e «outras facções políticas».
Duas notas salientes do dia:
1 - Cerca de 2 200 angolanos fugiram para o Botswana, tornando-se cidadãos deste país.
2 - A Inspecção de Crédito e Seguros de Angola anunciou que não eram aceites mais pedidos de transferências. Eram já milhares os não despachados e não se previa que o problema fosse resolvido ao final do mês.
E pelo Quitexe? Há precisamente 45 anos, a 16 de Outubro de 1974, amanhã se passam, reuniu a Comissão de Luta Contra a Subversão - a CLCS.
Fernando Lopes

A morte do cozinheiro Lopes
dos Cavaleiros de Zalala !

O soldado Lopes, cozinheiro da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de  Zalala, faria 66 anos a 17 de Outubro de 2019 mas faleceu a 12 de Julho de 1983, há 36 anos, ainda não tinha 30.
Fernando Manuel da Conceição Lopes, de seu nome completo, era natural da Póvoa do Forno, da freguesia do Troviscal, no concelho de Oliveira do Bairro,
 e lá voltou a 9 de Setembro de 1975, no final da sua comissão de serviço em Angola. Trabalhava na Cooperativa Agrícola de Oliveira do Bairro quando faleceu, vítima de acidente, quando seguia numa motorizada e embateu com uma carrinha.

O Fernando Lopes era solteiro e não tinha filhos. Aqui e hoje, para sempre, o recordamos com saudade. RIP!!!

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

4 842 - Dois mortos em emboscada entre as Fazendas Ana Maria e Alegria II

O que resta do edifício do Camando do B CAV. 8423, em imagem de 24 de Setembro de 2019. Ao fundo,
a Igreja de Santa Maria de Deus do Quitexe. Atrás do imbondeiro, no limite com o antigo quartel com 

o adro, estão vários pavilhões, onde actualmente funciona uma escola
As ruínas do edifício do Comando do BCAV. 8423 «alber-
gam» uma família, aparentemente dentro de um contentor,
À direita, antes da casa cor de rosa, era a porta d´armas

Os tempos do uíjano Quitexe angolano de há 45 anos foram enlutados pela morte (violenta) de dois homens, na picada entre as Fazendas Alegria II e Ana Maria. 
«Um grupo IN realizou uma emboscada a uma viatura civil, com êxito da sua parte, pois que obteve dois mortos civis europeus», relata o livro «História da Unidade», o BCAV. 8423, referindo-se a
Um dos civis mortos
14 de Outubro de 1974.
As fazendas, ainda segundo o «HdU»,  «situam-se mesmo no limite do Subsector» dos Cavaleiros do Norte e o ataque aconteceu na véspera da declaração não oficial de cessar-fogo, da parte da FNLA - marcado para o dia 15 de Outubro de 1974.
«Terá sido uma acção esporádica», de acordo com o «HdU», admitindo até  Carlos Almeida e Brito, o tenente-coronel de Cavalaria que comandava os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, que «poderá mesmo ser um ajuste de contas». To
davia, acrescentava, «o facto é que foi mais uma acção que veio pôr de sobreaviso para a possibilidade de desrespeito à ordem recebida» - a de cessar-fogo.
O cessar-fogo da FNLA foi anunciado para
o dia 15 de Outubro de 1974. Há 45 anos!

Actividades do IN
sem... incidentes

O mesmo dia foi tempo para se conhecer o último relatório mensal do Comando Militar Português, dando conta que «em Setembro não se registaram acontecimentos atribuíveis à UNITA ou ao MPLA».
O movimento de Jonas Savimbi já em Junho anunciara o fim das hostilidades. O de Agostinho Neto, segundo o relatório, citado pelo Diário de Lisboa, «não tem efectuado acções ofensivas há mais de um mês».
A FNLA, recordemos, iria anunciar o cessar-fogo no dia seguinte - 15 de Outubro de 1974. De resto, ainda segundo o relatório do Comando Militar Português, «tem vindo a promover uma campanha pacífica no norte, estabelecendo contactos com as populações locais, segundo informações recebidas do distrito do Uíge e de Carmona».

Joaquim Silva,
o Ciclista
Ciclista de Zalala, 67
anos em Gondomar !

O condutor Silva, Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, comemora 67 anos a 14 de Outubro de 2019.
Joaquim Carlos da Costa Silva, o Ciclista, regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, à sua residência de S. Cosme, em Gondomar. Foi ciclista profissional e correu 4 Voltas a Portugal, representando o Coimbrões/Fagor (em 1978), a Manufacturas Olimpo (1979) e o Coimbrões (1980 e 1981, neste caso ficando em 24º. lugar e sendo, com Benedito Ferreira, os dois únicos da equipa a terminar a Volta).
Continua a morar em S. Cosme, agora aposentado do sector da ourivesaria. Para lá e para ele aí vai, a «correr» o nosso abraço de parabéns!

domingo, 13 de outubro de 2019

4 841 - Comandante Almeida e Brito no Destacamento de Luísa Maria

O 1º. cabo Augusto Hipólito (emigrado em França) e o furriel Viegas (atrás), Raúl Cai-
xarias, Ezequiel Silvestre (?) e Victor Francisco. Militares do  PELREC da CCS
 na Fazenda Luísa Maria, no dia 13 de Outubro de 1974 - há 45 anos!
Os 1º.s cabos escriturários João Pires e Vasco Vieira (Vas-
quinho), que hoje festeja 67 anos, no Porto. Ambos à porta
 da secretaria da CCS do BCAV. 8423, no Quitexe 



O comandante Carlos Almeida e Brito deslocou-se a Fazenda Luísa Maria no dia 13 de Outubro de 1974, há 45 anos e também um domingo, como hoje.
A viagem foi escoltada pelo PELREC e era de natureza oficial e seguramente também para analisar e esclarecer a situação política (e militar) decorrente do 25 de Abril - que, a brincar a brincar, já ia em quase meio ano!
A Fazenda Luísa Maria, a esse tempo, estava guarnecida por um pelotão, um grupo de combate da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, e por lá almoçámos, talvez grão de bico e bacalhau (se a memória não falha) e as inevitáveis Cuca´s, a popular cerveja angolana que nos matava a sede e afogava saudades.
Terá sido neste domingo, no regresso ao Quitexe, que assistimos à perseguição de uma pacaça a um homem, que fugia desalmado, a quanta força davam as pernas, e acabou por «safar-se» andando à volta de uma árvore, na qual marrava o animal, até que foi abatido pela tropa e o perseguido se pendurou no tronco, como que por artes mágicas. E que boa carne deu a pacaça! Bons bifes, boas peças cozidas ou assadas, nalguns casos parecidas com rojões (parecesse-se lá com o que parecesse), passadas à faca e ao lume da cozinha do Quitexe.  
E o que será feito deste quinteto de «pelrec´s» da foto? Eu, o Viegas, por aqui ando a blogar, tentando não deixar apagar as memórias da nossa jornada africana do Uíge angolano. O Hipólito está em França, emigrado e aposentado, depois de, anos a fio, trabalhar na construção civil. O Raúl Caixarias aposentou-se e vive na sua natal terra de Sarge (em Torres Vedras). O Ezequiel Silvestre vive além-Tejo, na zona de Almada, no Feijó. O Victor Francisco, também já reformado, mora na Marinha Grande.- Ver AQUI e AQUI
Vasco Vieira

Vasco, 1º. cabo da CCS,
67 anos no Porto !

1º. cabo Vasco de Araúlo Soares Vieira, da CCS do BCAV. 8423, festeja 67 anos a 13 de Outubro de 2019, no Porto!
Escriturário de especialidade militar e por lá, pelo Quitexe e Carmona, imortalizado com o petit nom de Vasquinho (e logo ele, que é um homenzarrão...), regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 e fixou-se o seu Porto natal - onde sempre  trabalhou na área comercial e onde ainda vive, já aposentadoe na Rua do Lidaddor. É para lá e para ele que vai o nosso abraço de parabéns!


José Lica
José Lica de Zalala, 67
anos em Viana do Castelo !

José Afonso da Lica foi soldado da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, e comemora 67 anos a 13 de Outubro de 2019.
Atirador de Cavalaria de especialidade, também passou por Vista Alegre, Songo e Carmona, na sua (e nossa) jornada uíjana de Angola, e regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, fixando-se na Meadela, freguesia de Viana do Castelo - onde foi comerciante na área alimentar (congelados), mas agora já aposentado.

Parabéns para ele!
Fernando Silva

Silva, o Montalegre de Zalala,

faria 67 anos. Faleceu em 1995!

Fernando Alves da Slva, soldado condutor da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, faria 67 anos a 13 de Outubro de 2019. Faleceu há 24 anos!
Popularizado como o Mamarracho e/ou Montalegre, regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 - a Vilar de Perdizes, em Montalegre. O que sabemos dele é informação do furriel miliciano João Dias e é a dar conta da sua morte, a 27 de Julho de 1995, em circunstâncias que não conseguimos apurar. Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!