sábado, 21 de dezembro de 2019

4 912 - Amazonas do Quitexe a preparar a Consoada do Natal de 1974!

Amazonas do Quitexe, esposas dos alferes milicianos António Albano Cruz e José Leonel Hermida 
(com o filho de Cruz ao colo, o Ricardo), do capitão António Oliveira (e a filha) e do tenente João
Mora. Foram chefs da Consoada de Natal de 1974!
O Natal de 1974 da CCS e da 3ª. CCAV. 8423 no
Quitexe. O jantar de consoada foi no refeitório dos praças
BCAV. 8423


A esmagadora maioria dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, há  precisamente 45 anos, fazia vésperas para o seu primeiro Natal fora de casa. E logo tão longe, nas terras quentes de África, no chão angolano do Uíge. Andávamos todos inquietos, e ansiosos..., e saudosos, mas não nos faltaram mimos. 
As nossas «mães» desses dias de tantas saudades e emoções, no que à CCS e à 3ª. CCAV. diz respeito - as subunidades aquarteladas no Quitexe -, as nossas mães e verdadeiras chefs de cozinha, a cozinhar as delícias de época, fartas e suculentas ementas e muitos afectos, foram as mulheres dos oficiais - as Amazonas do Norte do BCAV.8423!
Hoje, recordamos as dras. Margarida Cruz e Graciete Hermida - as «mais-que-tudo», respectivamente, dos alferes milicianos António Albano Cruz e José Leonel Hermida -, a esposa e filha do capitão António Oliveira, a esposa do tenente João Mora - que hoje recordamos em imagem fotográfica.
Esmeraram-se, e muito, muito, muito!!!..., é justo dizê-lo. Um grande obrigado para elas, é o que melhor sabe dizer agora, 45 anos depois!
Imagens do Diário de Lisboa

Futebol com empate
entre Benfica e Sporting

O dia 22 de Dezembro de 1974 foi domingo! E domingo de empate (1-1) no Benfica-Sporting, cujo relato por lá ouvíamos em onda média, da antiga Emissora Nacional - a actual RDP -, e 60 000 pessoas a ver ao vivo, no antigo Estádio da Luz, com golos de Móia, pelo Benfica (21 minutos), e Yazalde, do Sporting (49).
Jogaram, pelo Benfica, José Henrique; Barros,  Humberto Coelho, Malta da Silva e Artur; Vitor Martins, Simões e Toni; Victor Baptista, Nené e Moínhos; depois, Móia e Ibraim. O Sporting com Victor Damas; Da Costa, Alhinho, Manaca e Bastos; Baltazar (Paulo Rocha), Wagner e Marinho; Nelson (Chico), Yazalde.
A Kinshasa e no mesmo dia de há 45 anos, chegavam  o brigadeiro Silva Cardoso (comandante militar de Luanda) e Magalhães Metelo (da Comissão de Descolonização), que iam reunir com Holden Roberto, o presidente da UNITA.
Carlos Costa
o Plateias

Plateias de Zalala,
faleceu há 4 anos !

O soldado Carlos Alberto da Costa Santos, da 1ª. CCAV. 8423, faleceu há 4 anos, no dia 22 de Dezembro de 2015.
Cavaleiro do Norte da Fazenda de Zalala e por lá popularizado como Plateias, foi atirador de Cavalaria de especialidade - depois em Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona. Nasceu a 12 de Dezembro de 1952, no lugar de Pisões, da freguesia de Pataias, no município de Alcobaça, e lá regressou a 10 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana de Angola.
Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

4 911 - O começo do adeus do Pelotão de Morteiros 4281 ao Quitexe!



Militares do Pelotão de Morteiros 4281 em momento de confraternização, 
eventualmente num restaurante do Quitexe Quem ajuda a identificá-los? 

Alferes João Leite, comam-
dante do PELMOR 4281
Os furriéis milicianos Fer-
nando Pires e Luís Costa
do Pelotão de Morteiros


O Pelotão de Morteiros 4281 iniciou a rotação para Carmona a 20 de Dezembro de 1974.
«Começou a saída para Carmona, abandonando definitivamente o Quitexe em Janeiro de 1975», relata o livro «História da Unidade». 
O PELMOR 4281 partira para Luanda a 16 de Abril de 1974 e «estagiou» uns quatro ou cinco dias no Campo  Militar do Grafanil. Só depois partiu para o Quitexe, integrado num MVL, e ali rendeu um outro PELMOR, que já ali estava há 28 meses.
Era comandado pelo alferes miliciano João Leite, um oficial açoriano (foto acima) que agora é empresário nos Estados Unidos, em San Lorenzo, na Califórnia, na área das tecnologias de informação. É casado, pai de um casal e avô de 3 netos.
O PELMOR 4281 tinha o 2º. sargento Fernando Gomes como responsável pela secretaria e os quadros incluíam os furriéis milicianos Luís Filipe Costa e Fernando Reimão Pires. Com este, falámos em tempos,  achando-o surpreendido com a memória do dia. 
«Eu lá me lembrava!.... Mas fico contente por saber!!!!.... Eh, pá, já lá vão 40 e tal anos, éramos uns putos!!!...», exclamou o Fernando Pires, agora sargento-mor aposentado da GNR - força em que fez carreira, com várias missões internacionais! Mora em S. Domingos de Rana, perto de Cascais. O Luís Costa, também aposentado (da SONAE), vive no Estoril e administra condomínios em Tavira. 
Morteiros do 4281:  Carlos,
Alves , Gonçalves e Conduto
Morteiros do 4281:
Valdemar e Pagaimo

Encontro MPLA/UNITA: 
- histórico e vital!
O 1º. cabo Celestino de Jesus Pagaimo foi  outro «morteiro» e viria a ser nosso companheiro em outras andanças da vida pós-jornada africana do Uíge angolano. É natural e residente em Montemor-o-Velho e agora está reformado das Brigadas de Trânsito da GNR. 
Outros «morteiros» de que nos lembamos (e outros há!...) são o Valdemar e o Delmar, este de Espinho. Tudo boa gente! 
No mesmo dia de há 40 anos, Rosa Coutinho, já em Lisboa, considerou «histórico e vital» o encontro entre Agostinho Neto (MPLA) e Jonas Savimbi (UNITA), no Luso - de que aqui falámos em dias anteriores.  
«Só ficarei descansado quando vir reunidos em Angola os presidentes dos três movimentos», disse o Alto Comissário. E acrescentou: «O que se está a tratar não é tanto do estabelecimento de uma frente comum, como do processo de independência de Angola».
A Fazenda de Zalala

Marques de Zalala
faleceu há 10 anos !

O soldado João Nunes Marques, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, faleceu há 10 anos, a 20 de Dezembro de 2009.
Cavaleiro do Norte com a especialidade de clarim, regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, ao lugar de Vale Coelheiro, da freguesia de Santo André de Toseiros, em Castelo Branco, onde nasceu a 11 de Maio de 1952. 
Não sabemos a razão da sua «partida», terá sido por doença, mas hoje o recordamos com saudade. RIP!!!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

4 910 - As calmas uíjanas e o encontro de Portugal com MPLA e UNITA!

A entrada da vila do Quitexe, onde se aquartelou a CCS do BCAV. 8423, na Estrada do Café e do lado
de Carmona a actual cidade do Uíge. Ao fundo, de batas brancas, vêem-se muitos estudantes quite-
xanos. Imagem de 25 de Setembro de 2019 
Vista Alegre. Quartel onde. há precisamente
41 anos, estava instalada a 1ª. CCAV. 8423, a
de Zalala, comandada pelo capitão miliciano
Davide Castro Dias
Vista Alegre, o antigo quartel,
imagem de 24/09/2019

Os uíjanos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 lá andavam, há 45 anos, nas suas calmas e a galgar os dias quentes de Dezembro de 1974, entre serviços de ordem, fiscalização de itinerários (principalmente na Estrada do Café) e uma ou outra escoltas.
O correio da metrópole chegava aos montes, através do Serviço Postal Militar (SPM) e embrulhado em mensagens de Natal: da família, das mulheres, das namoradas, dos amigos, das madrinhas de guerra. Todos, quase todos, a perguntar pela data do regresso. 
O Portugal então metropolitano, como se chamava o Portugal de há 45 anos, levedava na ideia de «nem mais um soldado» para as frentes coloniais, frentes de guerra, como se por lá - por Angola, por Moçambique, pela Guiné... - não estivessem milhares de homens para render!!!
Rosa Coutinho a cumprimentar Jonas Savimbi,
na Base Aérea do Luso. À esquerda, de óculos,
Agostinho Neto. Entre este e atrás de Rosa
Coutinho (farda branca), está Lúcio Lara


Alto Comissário com
Neto e Savimbi 

O Alto Comissário Rosa Coutinho, na véspera e na base Aérea do Luso, reuniu com Agostinho Neto (MPLA) e Jonas Savimbi (UNITA), primeiro separadamente, depois a três. 
O comunicado final, lido por Lúcio Lara (chefe da Delegação do MPLA em Luanda), não podia ser mais esperançoso, anunciando o fim de «hostilidades e propaganda que dificultem a colaboração franca e sincera entre as duas organizações».
O comunicado sublinhava «procurar estabelecer, com a FNLA, neste momento crucial da história do nosso povo, uma plataforma política para a formação do Governo de Transição». Também «estudar formas práticas de cooperação imediata, nos planos político e militar». Por outro lado, «opor-se, tenazmente, às manobras da reacção interna que visam perpetuar as relações injustas herdadas do colonialismo, perturbando assim a paz duramente conquistada, após anos de sacrifício». Finalmente, «combater com vigor as manobras que atentem contra a dignidade nacional e visem a secessão do país».
O encontro terminou com uma conferência de imprensa, durante a qual Agostinho Neto disse que ainda não estava marcados a data e o local da cimeira dos três movimentos com o Governo Português, mas que «ela se realizará depois de 27 de Dezembro, em território não português e numa área geográfica já definida pelos três movimentos de libertação».
Sabe-se hoje que foi no Alvor, começando a 10 de Janeiro de 1975, acordando Portugal, FNLA, MPLA e UNITA a constituição de um Governo Provisório, chefiado por um Alto-Comissário Português e o dia 11 de Novembro de 1975 como o da proclamação da independência.
J. Macário

Macário de Santa Isabel, 67
anos em Alcácer do Sal !

O 1º. cabo Joaquim Macário foi Cavaleiro do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, e festeja 67 anos no dia 20 de Dezembro de 2019.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar,   regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, quando concluiu a sua comissão de serviço. Regressou ao lugar de Vala do Guizo, freguesia de Santiago, em Alcácer do Sal. Ainda lá mora, agora em Arez, e para lá, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

4 909 - Calma no Uíge de 1974 e movimentos a abrir delegações

A avenida do Quitexe, a 24 de Setembro de 2019. Do lado esquerdo, a secretaria da CCS (parede
 azulada claro), casa dos furriéis (mais clara), messe de oficias (cor de Laranja) e, mais ao fundo, a
messe e bar de sargentos. À esquerda, a primeira casa é a do bar dos praças
Avenida do Quitexe, o sentido de Camabatela. À esquerda,
vêem-se as ruínas do edifício do Comando do BCAV. 8423.
À direita, o condutor Nogueira, do Liberato

Há 45 anos e pelas terras uíjanas de Angola, ao ido dia 18 de Dezembro de 1974, tudo ia nas calmas, com a guarnição dos Cavaleiros do Norte, agora reforçada com a 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel. 
Os movimentos emancipalistas, esses, segundo leio no livro «História da Unidade», procuravam «ir estendendo a sua acção ao interior de Angola».  
Notícia do Diário de Lisboa de  17 de
Dezembro de 1974. Há 45 anos!
Abriram delegações em Carmona e, com o decorrer do mês natalício de há 39 anos, «apareceram secretarias desses movimentos em Quitexe e Vista Alegre».
O MPLA festejara os 18 anos em Lisboa, no Pavilhão dos Desportos e, após isso, o seu dirigente Paulo Jorge foi recebido pelo PS. A foto que «pescámos» do Diário de Lisboa, mostra, da esquerda para a direita, Jorge Campinos (socialista), Carlos Veiga Pereira, Ilídio Machado e Mário Jorge (do MPLA), Tito de Morais, Manuel Alegre e Marcelo Curto (do PS).   
Complicadas pareciam, ir as relações da FNLA com o MPLA. Em Paris, Pakou Zola (do movimento de Holden Roberto), acusava que Agostinho Neto «fez todos os possíveis por criar dificuldades de última hora», à realização da cimeira entre os três movimentos». FNLA e UNITA, segundo disse, «já tinha chegado a acordo», faltando agora «a unificação do MPLA».
China e Roménia davam «apoio sincero e desinteressado» à FNLA e o seu dirigente manifestava preocupações por «a União Soviética apoiar uma das facções do MPLA». «Estamos muito preocupados com a política da União Soviética em relação a Angola, a qual poderá conduzir a um guerra fratricida», disse Pakou Zola, em Paris ouvido pela Reuters.

O Clube do Quitexe, na Estrada do Café
e a 24 de Setembro de 2019
Cinema, futebol, 
Natal e S. Silvestre !

O dia 18 de Dezembro de 1974, há 45 anos, foi o último do ciclo de projecção de filmes em todas as subunidades do BCAV. 8423.
O plano decorria no âmbito do programa de acção psicológica da Unidade comandada pelo tenente-coronel de Cavalaria Almeida e Brito (que na véspera regressara ao Quitexe, das férias em Portugal) estendeu-se às populações civis, no Quitexe passando no Clube da vila e pelas mãos do 1º. cabo Rodolfo Tomaz, o expert da matéria.
Os «psicólogos» dos Cavaleiros do Norte preparavam, também, a festa de Natal (com consoada no refeitório) e a corrida de S. Silvestre e organizavam jogos de futebol entre as várias subunidades do BCAV. 8423. 
Luís Oliveira
1º. cabo TRMS

Oliveira, 1º. cabo da CCS,
67 anos em Vila Real !

O Oliveira, 1º. cabo de transmissões da CCS do BCAV. 8423, festeja 67 anos a 19 de Dezembro de 2019.
Luís Alberto Fernandes de Oliveira, de seu nome completo, foi Cavaleiro do Norte da guarnição do Quitexe (e Carmona) e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) jornada angolana do Uíge africano.
Fixou-se em Vila Real (de Trás-os-Montes), onde já residia, e fez carreira profissional na EDP. Agora, já aposentado e habitual participante dos encontros da CCS, lá continua a viver e para lá vai nosso abraço de parabéns!

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

4 908 - Condutor Joaquim Celestino, da CCS, internado no Hospital Pedro Hispano

Cavaleiros do Norte do Parque-Auto da CCS do BCAV. 8423. À frente e à esquerda, o condutor Joaquim
Celestino Gonçalves da Silva; depois, os milicianos furriel Norberto Morais e alferes António Albano Cruz
(comandante do PA) e 1º. sargento Joaquim Aires
Cavaleiros do Norte do Parque-Auto, da CCS do BCAV.
8423, na (nossa) saudosa vila do Quitexe, com o alferes 

Cruz e o Joaquim Celestino em destaque

O condutor-auto Joaquim Celestino, da CCS do BCAV. 8423, está internado no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, com graves problemas de saúde, que muito o fragilizam. Em momento que «exige» muita força, coragem determinada e infinda fé! 
Cavaleiro do Norte na vila do Quitexe e na cidade de Carmona, a sua jornada militar por terras do africano Uíge, no norte de Angola, mereceu louvor final do Comandante do Batalhão, o então tenente-coronel Almeida e Brito, destacando que «além de ter desempenhado os serviços da sua especialidade com a melhor eficiência, ainda se creditou como precioso auxiliar do pessoal encarregado da escrituração da secretaria do Parque-Auto».
«Militar muito disciplinado e correcto, sempre se tornou merecedor da estima de com quem ele privou», sublinha o documento de louvor  publicado na Ordem de Serviço nº. 181, concluindo que «tal o credita merecedor de ser distinguido com o presente louvor».
Joaquim Celestino Gonçalves da Silva regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, ao Freixieiro, freguesia de Perafita, em Matosinhos. Mora agora em Leça do Balio e é dos sempre presentes dos encontros anuais da CCS. O momento de saúde que atravessa não é o melhor, mas sabêmo-lo homem de força, obstinado e confiante, de fé! Homem de vitórias, nas horas menos boas. Força, pá! 
Joaquim Celestino, 1º. cabo Miguel Teixeira
e furriel miliciano Nelson Rocha no encontro
 de Custóias (em 2016)

Lutar e resistir ao grave

problema de saúde!

O alferes miliciano António Albano Cruz, que por Angola comandou os Cavaleiros do Norte do Parque-Auto, mandou-nos mensagem para o Joaquim Celestino, que editamos na íntegra:
«Nesta época natalícia, é com grande consternação e muita amizade que envio ao Joaquim Celestino Silva, do Pelotão-Auto da CCS do BCAV. 8423, votos de rápidas melhoras e que o mais breve possível volte ao nosso convívio, com a mesma alegria e boa disposição a que nos habituou.
Sabemos que está a atravessar uma fase muito difícil da sua vida, mas estamos certos que nunca deixará de lutar e resistir e, dessa maneira, ultrapassar o grave problema de saúde que o apanhou. 
Na batalha que neste momento trava, queremos que saiba que não está sozinho e que não apenas o Pelotão-Auto e a CCS mas todo Batalhão de Cavalaria 8423, estão todos, mesmo todos e a partir deste momento, mobilizados a torcer por si.
Força Celestino. Um Santo Natal e um Feliz 2020! Um grande abraço!».

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

4 907 - Comissão MFA do BCAV. 8423! Acordo entre entre a UNITA e o MPLA!

O frequentadíssimo bar/discoteca «Diamante Negro», perto do campo de futebol,  o agora 4 de Fevereiro, em
Carmona, a agora cidade do Uíge. «Funcionas, funcionas...», disse o cidadão uíjano, ali casualmente abor-
dado, referindo-se ao espaço de folia que tantas saudades «deixou» aos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423. 
E outros militares, de outras campanhas!... E civis, claro!
Os ex-furriéis Cruz e Viegas, já (muito) civis
em 2017  em Lisboa, 43 anos depois
Os furriéis Cruz e Viegas na
 placa ajardinada da ave-
nida do Quitexe e em 1974

A Comissão do MFA do Batalhão de Cavalaria 8423 reuniu a 16 de Dezembro de 1974, com os eleitos das outras unidades da ZA e no Batalhão de Cavalaria 8324 - não confundir com o 8423. 
O 8324, mobilizado em Estremoz, pelo Regimento de Cavalaria 3, fazia comissão por Sanza Pombo e passou, pelo menos, por Quimiriamba e Massau, depois por  Carmona, em datas que não sabemos precisar.
A eleição, no Quitexe, ocorrera nos primeiros dias de Dezembro de 1974 e a primeira reunião fora do BCAV. 8423 foi a 7 de Dezembro, no Comando do Sector do Uíge, em Carmona. Eleito, foi o (furriel miliciano) António José Cruz - o mais velho de todos nós (nascido a 18 de Agosto de 1951) e eu (furriel Viegas), sem dar por ela, o segundo mais votado e dele suplente, por isso mesmo. Um suplente que, por força das circunstâncias do tempo, várias vezes esteve particularmente activo!
Jonas Savimbi e Agostinho
Neto, presidentes da UNITA
 e do MPLA

Acordo da UNITA
com o MPLA !

A 16 de Dezembro de 1974, Jonas Savimbi, presidente da UNITA, chegou ao Luso e anunciou um acordo com Agostinho Neto, do MPLA. Acordo, disse ele, a anunciar no «comunicado conjunto, dentro de 4 dias». O líder do «Galo Negro» chegava ao Luso, depois de várias reuniões em várias capitais, com líderes africanos e com Agostinho Neto (MPLA) e Holden Roberto (FNLA), e, em Lusaka, com o tenente-coronel Passos Ramos, do MFA. Desmentiu que a cimeira inter-movimentos fosse a 18 de Dezembro e nos Açores, admitindo, porém, que fosse «depois do Natal e em local a indicar».
Revelou também, na cidade do Luso, que o Governo de Transição anunciado por Almeida Santos (ministro português da Coordenação Inter-Territorial), apresentado na ONU, era liminarmente recusado por UNITA, MPLA e FNLA.
«Só aceitamos participar num Governo em que sejamos responsáveis», disse Jonas Savimbi - que no aeroporto do Luso, foi «ovacionado por milhares de pessoas».
Manuel Mendes
(em foto actual)
Manuel Mendes
1º. cabo em 74/75
- Eleições do MFA, ver AQUI

Mendes de Aldeia Viçosa
67 anos em Monfortinho

O 1º. cabo Manuel de Jesus Mendes, atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8423, festeja 67 anos a 17 de Dezembro de 2019. 
Cavaleiro do Norte da Companhia de Aldeia Viçosa, foi louvado «pelas qualidades militares sempre demonstradas em todos os momentos da sua vida militar», como se lê na OS nº. 170 do BCAV. 8423, sublinhando também que era de «destacar a serenidade demonstrada em todas as acções em que esteve empenhado».
Regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975 e fixou-se na sua natal terra de Termas de Monfortinho, do concelho de Idanha-a-Nova, onde ainda reside e para onde vai o nosso abraço de parabéns!

domingo, 15 de dezembro de 2019

4 906 - A descolonização de Angola e a retracção do dispositivo do BCAV. 8423!

As instalações militares da Fazenda Luísa Maria, onde os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423
tiveram, durante meio ano, um Destacamento permanente entre 10 de Junho e 14 de Dezembro de

 1974. Foi a última guarnição portuguesa naquele espaço uíjano 
O alferes João Machado, ladeado pelos furriéis António
 Carlos Letras e José Fernando Melo, do primeiro grupo
 de combate do BCAV. 8423 a estar em Luísa Maria

O dia 14 de Dezembro de 1974, há precisamente 45 anos!!!..., foi sábado e o do adeus militar ao Destacamento da Fazenda Luísa Maria.
O grupo de combate era comandado pelo alferes miliciano João Machado, oficial de Operações Especiais (Rangers), que para lá rodou, mal chegado a Aldeia Viçosa, no dia 10 de Junho desse mesmo ano.
Meio ano depois, e em face do processo 
Eduardo Bento 
da Silva, gerente 
de Luísa Maria
de descolonização de Angola, o processo de retracção do dispositivo militar do BCAV. 8423 estava em desenvolvimento, a 1ª. CCAV. já tinha rodado de Zalala para Vista Alegre (e Ponte do Dange) a 25 de Novembro e a 3ª. CCAV. 8423 da Fazenda Santa Isabel para o Quitexe (a 10). No que aos Cavaleiros do Norte dizia respeito, apenas se expectava a saída do Pelotão de Morteiros 4281, que iria (e foi) para Carmona - «prevista para Janeiro de 1975», como refere o livro «História da Unidade».
O Destacamento foi principalmente ocupado por grupos de combate da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, mas também lá esteve um da 3ª. CCAV., a de Santa Isabel, comandado pelo alferes miliciano Carlos Silva 
A Fazenda Luísa Maria era de um empresário chamado Patrocínio, mas foi localmente gerida pelo irmão Abílio e, no tempo dos Cavaleiros do Norte, por Eduardo Bento da Silva (foto), que faleceu a 11 de Setembro de 2011 em Condeixa-a-Nova. Tinha um mini-mercado em Taveiro e faria 81 anos a 10 de Outubro seguinte.
«Tive o privilégio de privar com o sr. Eduardo, a sua hospitalidade e a da esposa e da filha, julgo que se chamava Lai-Lai», disse  o alferes Carlos Silva, sublinhando que «foram tempos inesquecíveis».

Cavaleiros do Norte do PELREC da CCS na Destacamento
 da Fazenda Luísa Maria: 1º. cabo Hipólito e furriel Viegas
 (atrás), Caixarias, 1º. cabo Ezequiel e Marcos

A Cimeira com os
três Movimentos

Angola por esse tempo expectava sobre a realização da cimeira nos Açores, de que já aqui falámos, e sabia-se que «não se realizará antes do Natal, como Portugal teria proposto, mas mais próximo do fim do ano ou mesmo no princípio de Janeiro», como referia
o Diário de Lisboa.
Notícia do Diário de Lisboa
 de 14 de Dezembro de 1974
O jornal vespertino da capital portuguesa acrescentava, na sua edição de há precisamente 45 anos, que «um dos movimentos já pediu o adiamento» e que uma ilha açoriana seria o local do encontro. Mas ainda não era referida qual. Projectava-se a criação de um Governo Provisório de Coligação para Angola, a integração das forças militares de libertação num só exército e a marcação da data da independência, entre outras questões.
A Cimeira dos Açores não se chegaria a realizar, como se sabe, acontecendo no Hotel Penina, em Alvor, no Algarve, mas já em 10 de Janeiro de 1975 e seguintes.
Aldeia Viçosa vista do polidesportivo do quartel português,
onde esteve a 2ª. CCAV. 8423, vendo-se a Estrada do
 Café, de Luanda para o Quitexe e Carmona

Futebol dos Cavaleiros
de norte a... sul

Os tempos operacionalmente bem mais calmos dos espaços uíjanos de há 45 anos, da parte dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, «criaram», na suas guarnições, mais tempos de lazer, de recreio e de desporto. 
O futebol era um dos «passatempos» preferidos e, para além das renhidas partidas entre pelotões e subunidades, em Aldeia Viçosa jogava-se o futebol de cinco - modalidade antecessora do actual futsal. Era de cinco, ou de sete, a mudar aos cinco e acabar aos dez, fosse lá como fosse, mas o polidesportivo da 2ª. CCAV. 8423 (que se pode recordar na foto) era um espaço de vida autêntica na família militar da vila uíjana por onde jornadeou a 2ª. CCAV. 8423! 
Ver AQUI e AQUI

sábado, 14 de dezembro de 2019

4 906 - O Natal 2019 dos Cavaleiros de Zalala! A alta do furriel Guedes!

O grupo de Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da saudosa e mítica Fazenda Zalala, que hoje se
encontraram no Almoço de Natal de 2019, sob «comando» do agora major reservista Davide Castro Dias
Natal dos Zalala´s de 1974 em Vista Alegre. Reconhecem-se
os furriéis Queirós (terceiro, à esquerda) e Eusébio (primeiro
da direita). Quem identifica os outros?

Um grupo de Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423 esteve hoje reunido no já tradicional Almoço de Natal.
A «mobilização» foi dos furriéis milicianos Mota Viana e Plácido Jorge Queirós e os garbosos ex-combatentes «combateram» sob comando do agora reservista major Davide (com um «e») Castro Dias, na parada do Assador Típico, na invicta cidade do Porto, desembrulhando saudades e memórias da jornada africana que (n)os levou a terras africanas do Uíge angolano.  
Há 45 anos, a consoada dos Cavaleiros do Norte de Zalala foi diferente e mais comovente, no refeitório do quartel da uíjana Vista Alegre, com ementa de bacalhau e entradas de rissóis e chouriço assado, carapauzinhos com arroz de tomate e posta laminada, rabanadas e leite creme, vinhos verdes e maduros, com café. Tudo «argamassado» em boa conversa e um mar de contagiante alegria e... saudades!
Hoje, o tempêro foi de saudades, também, e também de memória dos Cavaleiros do Norte que já partiram. O blogue aqui deixa, em registo, a saudade maior: a do furriel Américo Rodrigues, que a 30 de Agosto de 2018, partiu para a grande viagem e foi um dos grandes animadores dos encontros dos «zalalas».
Letras,  Costa, António Guedes e Gomes,
quatro furriéis de Aldeia Viçosa em 1974
António Guedes

Guedes, furriel da 2ª. CCAV.,
já teve alta hospitalar !

O António Artur Guedes, que foi furriel miliciano dos Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa.
O Guedes foi vítima de um AVC e teve de, de urgência, ser internado no Hospital dos Lusíadas, em Lisboa, a 6 de Dezembro de 2019.
A alta médica foi já anteontem e regressou à sua casa de Foros de Salvaterra ao fim da tarde de anteontem (dia 12). «Está com vontade de recuperar e a querer fazer tudo sozinho», disse-nos o filho, Pedro Guedes, acrescentando, confiante, que «tudo irá correr a bom porto».
Força, companheiro Guedes! Já outras batalhas venceste, não és dos de desistir. Grande abraço! Enorme António Artur César Monteiro Guedes!!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

4 904 - O tempo em que se preparava o Natal dos Cavaleiros do Norte!

 A vila do Quitexe, a 24 de Setembro de 2019: a entrada do lado de Luanda, pela Estrada do Café, vendo-se
antigas bombas e o edifício (verde) do restaurante Rocha, agora uma farmácia. Junto à árvore, atrás,
vê-se a Igreja de Santa Maria de Deus do Quitexe 
Três oficiais milicianos dos Cavaleiros do Norte: os alferes
milicianos Jaime Ribeiro e José Alberto Almeida, ambos 

da CCS, ladeando Augusto Rodrigues (da 3ª. CCAV. 8423)
namesse de oficiais do Quitexe


Aos 13 dias de Dezembro de 1974, há 45 anos, já os Cavaleiros do Norte de Santa Isabel estavam no Quitexe e era véspera da saída do pelotão da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, que estava no Destacamento de Luísa Maria. Era o processo de rotação do BCAV. 8423 em marcha, completando «a primeira fase de retracção do dispositivo do subsector», como anota o Livro de Unidade.
O dia, embora 13 e uma sexta-feira 
Notícia do Diário de Lisboa de 13/12/1974
não foi de azares
pelas terras do Uíge onde, ao tempo, se aquartelavam os Cavaleiros do Norte, todos ao longo da Estrada do Café, entre Luanda e Carmona: a CCS e a 3ª. CCAV. 8423 no Quitexe, a 2ª. CCAV. em Aldeia Viçosa e a 1ª. CCAV. em Vista Alegre e Ponte do Dange.
Angola, pelo menos que se registassem na imprensa, não teve incidentes e a vida decorria aparentemente tranquila. Apenas se noticiavam despedimentos na Inforang, empresa de publicidade ligada à CUCA - que pertencia ao Grupo Vinhas, tal qual a Sociedade Central de Cervejas, tudo ligado ao Banco Português do Atlântico e ao Banco Comercial de Angola.
Os cerca de 15 trabalhadores em vias de despedimento na Inforang (depois de «uma primeira tentativa da entidade patronal», como relatava o Diário de Lisboa) eram publicitários, administrativos e contabilistas. A situação «agrava(va) ainda mais a crise de trabalho no sector da publicidade», depois de despedimentos na Leo Burnett, semanas antes.
A Missão do Padre Albino Capela, dos Capuchinhos
Menores (e anexos, à esquerda) no Quitexe, em imagem
 de 24 de Setembro de 2019

O tempo de 1974
em que «fazia» Natal

As guarnições dos Cavaleiros do Norte preparavam-se para o seu primeiro (e único) Natal africano, sabendo-se que as senhoras de oficiais e sargentos se esmeravam a preparar os melhores pratos e doces de época. E saíam e chegavam aerogramas e cartas com mensagens natalícias, carreando 
Um aerograma (bate-estradas)
do Alberto Ferreira, c abo
especialista da Força Aérea
e matando saudades. Acabo de reler algumas e não pude evitar alguma emoção, nomeadamente ao dar com um «bate-estradas» do meu amigo Alberto Ferreira - companheiro de escola e ao tempo cabo especialista da Força Aérea em Luanda, na Base Aérea 9. E falecido, de doença, em 2006. Amigos até ao último dia, de e para sempre.
«Já que não temos neve nem frio, nem rabanadas e bilharacos e perú, nem os miminhos da mãe, ao menos que possamos estar juntos a festejar, para esquecermos um pouco esta m.... Não podes vir cá abaixo?...», perguntava-me ele, que tantas vezes foi companheiro, em Luanda, das loucuras noctívagas. 
«Arranjamos aí um programazinho, falo com o Nuno, aparece...», acrescentou o Alberto, desafiando-me.
Não apareci, não pude, a noite e o dia de Natal da CCS e da 3ª. CCAV. 8423 foram vividos no Quitexe - com  consoada no refeitório dos praças.
M. Quaresma

Quaresma, 1º. cabo de Santa 
Isabel faria 67 anos !

O 1º. cabo Quaresma, apontador de morteiros da 3ª. CCAV. 8423, faria 67 anos a 13 de Dezembro de 2019. Faleceu em 2004.
Manuel Quaresma da Silva foi Cavaleiro do Norte da Fazenda Santa Isabel - e depois do Quitexe e de Carmona -  e era natural Cacia, freguesia de Aveiro, aonde, à Rua da Agra, a sua residência de então, regressou no dia 11 de Setembro de 1975.
Infelizmente e vítima de doença cancerosa, faleceu a 6 de Fevereiro de 2004, há já mais de 15 anos, e hoje aqui o recordamos com saudade. RIP!



quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

4 903 - Uma cimeira dos movimentos angolanos e mais futuros Cavaleiros do Norte


Três Cavaleiros do Norte no bar/restaurante Rocha, no Quitexe: o 1º. cabo António Pais rádio-monta-
dor), o furriel miliciano Viegas (Rangers) e o 1º. cabo Emanuel Miranda dos Santos (escriturário), que
hoje festeja 67 anos, nos Estados Unidos, onde é empresário do ramo dos transportes
Cavaleiros do Norte de Zalala: capitão Castro Dias, furriel
Eusébio Martins (falecido a 16/04/2014, em Belmonte, de
doença), António Pedro Coelho (atirador), NN, NN e 
e Carlos Manuel da Costa Santos, o Plateias, Santa
atirador de Cavalaria, falecido a 12/2015,  em Pisões,
de Pataias, Alcobaça


A 12 de Dezembro de 1974, a Angola chegou uma notícia: o Governo Português propusera os Açores como local para a Cimeira com os três movimentos - o MPLA, a FNLA e a UNITA - «antes do Natal». Tal não se viria a confirmar, porém. «Continuam, os contactos e as negociações para acertar o local do encontro e sabemos, por outro lado, que os movimentos ainda não deram resposta a qualquer das propostas», noticiava o Diário de Lisboa.
Os furriéis milicianos António Rebelo (que há
46 anos foi «nomeado para servir no Ultra-
mar»), Martins, Mourato e Matos, todos da 2ª. 

CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa

Um Governo 
de Transição

O objectivo era, recordemos, formar um Governo de Transição, até à independência de Angola, e expectava-se, até, há precisamente 42 anos, que os três movimentos chegassem a acordo com alguma facilidade. Expectava-se, mas já se adivinhavam problemas, por exemplo na questão da «fusão das forças combatentes dos movimentos num único exército nacional».
Furriéis milicianos Neto, Viegas e  Monteiro
 «nomeados» pelo RC4 a 13/12/1973, pela OS 291 
e para Angola (RMA) e o BCAV. 8423 
«A constituição do Governo transitório apresenta sérias dificuldades», reportava o Diário de Lisboa de 12 de Dezembro de 1974, uma quinta-feira, adiantando, contudo, que deveria englobar «ministros e técnicos das quatro partes interessadas», que naturalmente eram Portugal e os três movimentos de libertação. E um Alto-Comissário do Governo Português.
O ministro Melo Antunes (sem pasta) estivera dias antes do arquipélago e admitia-se que a razão era precisamente preparar a cimeira, «ao menos em parte». Mas, ao tempo, e segundo o DL, parecia «muito improvável que a reunião se inicie na quarta-feira» - o dia 18 de Dezembro de 1974 -, como alguns jornais matutinos de Lisboa noticiavam nessa manhã. Por outro lado, também era considerado «pouco certo que a importante reunião tenha lugar na Ilha Terceira».
Não foi, como se sabe. Seria no Hotel Penina, no Alvor, Algarve, e já em Janeiro de 1975, entre os dias 10 e 15. A independência foi marcada para 11 de Novembro desse mesmo ano.
A Ordem de Serviço nº. 291 do RC4, com as 
nomeações para a RMA dos futuros furriéis 
milicianos Monteiro, Viegas, Neto e Rebelo

Cavaleiros do Norte
com mais 4 furriéis

A Ordem de Serviço nº. 291 do Regimento de Cavalaria nº. 4 (RC4) publicou, a 13 de Dezembro de 1974, várias «nomeações para o Ultramar».
Três deles estavam ainda no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE): o Monteiro (na 1ª. Companhia de Instrução, em Penude), o Viegas e Neto (na companhia de Caçadores). Os três de Operações Especiais (Rangers).
O quarto era António Augusto Faria Novais Rebelo, de transmissões e também oriundo do CIOE. Foi colocado no Batalhão de Caçadores nº. 5 (BC5), em Campolide, Lisboa, a 10 de Dezembro desse ano de 1973, para frequentar a Instrução Especial (IE) da Escola Prática de Quadros (EPQ). Com ordem de apresentação o RC4 a 28 de Fevereiro de 1975.
O 1º. cabo Emanuel, que hoje festeja 67 anos
nos Estados Unidos, o 1º. sargento João Barata

 e o alferes miliciano António Garcia

Emanuel, 1º. cabo da CCS, 
67 anos nos Estados Unidos !

O 1º. cabo Emanuel Miranda dos Santos, da CCS do BCAV. 8423, festeja 67 anos a 12 de Dezembro de 2019.
Cavaleiro do Norte com a especialidade de escriturário, regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, à Gafanha da Boa Hora, município de Vagos, distrito de Aveiro. Esteve algum tempo emigrado na Venezuela e, há já muitos anos, mudou-se para os Estados Unidos, para South River, no Estado de Nova Jersey, onde é empresário dos transportes.
Parabéns para ele!  E muitos mais e bons anos!
Santos, o Plateias

Carlos Santos, o Plateias 
de Zalala, faria 67 anos!

O soldado Carlos Alberto da Costa Santos, o Plateias da mítica fazenda  de Zalala, faria 67 anos a 12 de Dezembro de 2019. Faleceu há quase 4 anos.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar e da 1ª. CCAV. 8423, também jornadeou pelo Quitexe e Carmona, regressando a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, à sua casa do lugar de Pisões, na freguesia de Pataias, do município de Alcobaça. Lá faleceu a 22 de Dezembro de 2015, supomos que por doença.
Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!