domingo, 8 de dezembro de 2019

4 898 - Memórias do 8 de Dezembro de 1974, pelas terras do Uíge!

A Igreja de Santa Maria de Deus do Quitexe. Imagem de 24 de Setembro de 2019,  mais de 44 anos
 depois da saída dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 desta vila no nortenho Uíge angolano. O
templo, com se vê, está muito bem conservado
A Missão do Quitexe, onde sacerdotou o Padre Albino
Capela. Mesmo ao lado da Igreja de Santa Maria de Deus
O padre Capela
em baptizado de
 Elisabete Rei

A 8 de Dezembro de 1974, curiosamente um domingo e um feriado nacional, como hoje e hoje se fazem 45 anos (o tempo voa, voa!...), foi dia de «ir à missa» da pequena Igreja da Mãe de Deus do Quitexe, onde ao tempo sacerdotava o padre Albino Capela, da 
O furriel Viegas na entrada da
 Igreja do Quitexe, vendo-se vá-
rias das placas com nomes dos
mortos de 1961
Ordem dos Frades Menores Capuchinhos - da Missão que ficava mesmo ao lado. E do quartel do BCAV. 8423. 
O povo do Quitexe, de qualquer cor, era maioritariamente católico e, por isso, não surpreendia a sua  participação na celebração, a que se associavam muitos militares. Desse dia, e do tempo depois do final da Missa, por lá fiquei (assim que esvaziou) em alguns momentos de recolhimento pessoal, cerrando os olhos e imaginando-me na Igreja de Santo Adrião de Óis da Ribeira, a minha terra natal - mesmo aqui ao lado e na qual fui baptizado e onde cresci e aprendi os ensinamentos da catequese.
Recordo uma foto (não desse dia), em que apareço sentado nas escadas da entrada principal do templo e em que se vêem, na fachada, algumas das
Cassetes com algumas das
 memórias angolanas do
 furriel miliciano Viegas,
dos anos de 1974 e 1975
placas de mármore com nomes de muitas das vítimas mortais dos trágicos incidentes de 1961.

Leituras e sons
da torre sineira

A tarde desse dia de há 45 anos, que vivi muito nostálgico - vá lá saber-se porquê!... -, foi tempo de (re)leituras no meu quarto (e do Neto, já regressado de férias) e de audição, repetida, da cassete que tinha levado daqui, com os repeniques e sinais de chamada da torre sineira da minha aldeia - que eu mesmo gravara e tocando-os eu mesmo. 
Foram momentos intensamente sentidos, diria que emocionados e emocionantes. Reflectivos e grávidos de saudade do meu chão natal e das gente do meu sangue e amizade mas próximas.
Era domingo, mas dia de correio militar - que o 1º. cabo Rodolfo Tomás sempre ia buscar a Carmona, chegado de Lisboa por via aérea e principalmente através do SPM - o Serviço Postal Militar. Recebi o jornal da terra e devorei as notícias. As notícias e os anúncios, da primeira à última página. A leitura era um consolo de alma, um retemperar de entusiasmos!
Os Cavaleiros do Norte de Santa Isabel, os da 3ª. CCAV. 8423, continuavam a sua operação de mudança para o Quitexe. Iam abandonar a mítica fazenda - aquartelada por NT desde o início da guerra colonial, em 1961.
António A. Guedes

Furriel António Guedes
continua internado !

O (furriel miliciano) António Artur Guedes continua internado no Hospital dos Lusíadas, em Lisboa, na sequência do AVC que sofreu a 6 de Dezembro de 2019.
«Está estável, mas afectado a nível motor, do lado direito», disse-nos Pedro Guedes, o filho (militar da GNR), acrescentando que está «algo combalido» mas que «ele é dos duros».
Ainda sem previsão de alta médica, continua internado no Hospital dos Lusíadas e para lá, para ele!!!, vai o nosso grande abraço, amigo e solidário, de todos os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423.
Força, pá!!! Já resististe a outras, és mesmo dos fortes!
José M. Beato,
actual, em 2018
O 1º. cabo José Maria
Beato em 1974/75...


Beato, 1º. cabo de Aldeia 
Viçosa, 67 anos em Valongo !

O 1º. cabo José Maria Pedrosa de Pinho Beato, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja 67 anos a 9 de Dezembro de 2019.
Cavaleiro do Norte rádio-telegrafista, foi louvado pelo «elevado interesse e dedicação postos nos seus serviços da sua especialidade, com o que conseguiu tornear as dificuldades por vezes encontradas, quer devido ao muito uso do material, quer devido às condições em que era obrigado a operar».
O louvor foi publicado na ordem de serviço nº. 170 e sublinha ainda que foi «cumpridor, disciplinado, consciente das responsabilidade das suas funções».
Regressou ao seu Porto natal a 10 de Setembro de 1975 e agora, aposentado e regular colaborador deste blogue, mora  em Valongo, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

sábado, 7 de dezembro de 2019

4 897 - A mobilização de Rangers! Importantes passos da descolonização de Angola!

A Avenida do Quitexe (ou Rua de Baixo). Ao lado direito, com a carrinha Toyota à frente, a casa que
foi messe de oficiais do BCAV. 8423. É agora um estabelecimento comercial. Do lado esquerdo, uma
casa de primeiro andar (de alguma grandiosidade) em construção. Imagem de 24 de Setembro de 2019
Neto, Viegas e Monteiro, os três furriéis milicianos do
 PELREC da CCS dos Cavaleiros do Norte que foram 
mobilizados para Angola, a 7 de Dezembro de 1973. 
Há precisamente 46 anos!!! Quase meio século!
Aqui, na imagem, já no Quitexe, em 1974/1975!


A mobilização, para Angola, dos futuros furriéis milicianos Monteiro, Viegas e Neto, da Companhia de Comando e Serviços (CCS) do Batalhão de Cavalaria 8423, foi publicada a 7 de Dezembro de 1973 na Ordem de Serviço nº. 286, do Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE), em Lamego. Há exactamente 46 anos!
A mobilização propriamente dita vinha de data anterior, embora dela não soubéssemos. Na verdade, já desde a
Nota  nº. 47000, Processo 33007, de 17 
A Ordem de Serviço nº. 286 do CIOE, de
 07/12/1973, há 46 anos!, publicou a mobilização
 dos furriéis milicianos Monteiro, Viegas e Neto
de Novembro de 1973, da Repartição de Serviço de Pessoal/DSP do Ministério do Exército, se ficou a saber (lá pela Lisboa capital do império) que «foram nomeados para servir no Ultramar, nos termos da alínea c) do artigo 20º. do Decreto-Lei nº. 49107, de 7 de Julho de 1969» um grupo de militares que, ao tempo, prestavam serviço no CIOE. Era o caso dos 1ºs. cabos milicianos e futuros furriéis milicianos da CCS do BCAV. 8423, que estavam adidos à 1ª. Companhia de Instrução, em Penude - o José Augusto Guedes Monteiro, com o nº. 493/73/A - e à Companhia de Caçadores do dito CIOE, em Santa Cruz - o Viegas (eu mesmo, com o nº. 487/73A) e o Francisco Neto (486/73A).
Sabiam eles, na Lisboa imperial, souberam depois os serviços do Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE), em Lamego. Soubemos nós depois, hoje se fazem 46 anos! Os últimos a saber!
O futuro furriel Viegas em Lamego,
em finais de 1973, de serviço e quan-
do foi mobilizado para Angola 
«Éramos tão jovens, tão tenrinhos, tão inocentes...», costuma «brincalhar» o Francisco Neto, quando lembramos a efeméride e ironizando sobre a nossa agora «sexygenaridade». A brincar, a brincar, quase meio século já se passou!


A «sorte» de
ir para Angola

Mobilização para Angola era, pelas realidades e emoções desse tempo, o melhor que (nos) poderia acontecer, em vez dos mais bem mais perigosos cenários de guerra de Moçambique e principalmente da Guiné - a actual Guiné-Bissau. 
Daí, a razão de prontamente, nesse fim de tarde de uma segunda-feira fria e chuvosa, ter telefonado para a vizinha Celeste, para que desse recado a minha mãe. Para a tranquilizar sobre o meu futuro próximo. Também ela «sonhava» que fosse parar a Angola. Era o mal menor... para uma mãe então recentemente viúva.
Angola era também território onde estavam vários familiares e muitos conterrâneos, alguns deles amigos íntimos - na sua labuta de vida, civil... - e com quem acabaria por me encontrar bastas vezes, no decorrer dos 15 meses da jornada africana do norte do país (novo) que estava para nascer. 
O BC12, último quartel dos Cavaleiros do Norte
na cidade de Carmona - actual Uíge. Agora, é
Unidade das Forças Armadas de Angola.
Foto de 25 de Setembro de 2019 

Importante passo
da descolonização

Um ano depois, já com mais de seis meses de comissão no Uíge angolano, os três Cavaleiros do Norte estavam no Quitexe, integrando a CCS mas com o Neto em Portugal, por esta data desse tempo - em gozo de férias.
O capitão José Paulo Falcão, enquanto comandante interino do BCAV. 8423, participou em mais uma «reunião de comandos» das várias unidades do Comando do Sector do Uíge (CSU), em Carmona. Realizavam-se para, e citamos o livro «História da Unidade», «estreitamento de contactos, necessários mais que nunca, dada a evolução dos acontecimentos».
Em Carmona e no mesmo dia 7 de Dezembro de 1974, um sábado, realizou-se também uma reunião do MFA, com participação de delegados eleitos pelo BCAV. 8423. 
Melo Antunes partia no dia seguinte para os Açores onde, aparentemente, iria tratar da organização da cimeira dos três movimentos de libertação - o MPLA, a FNLA e a UNITA - para preparar «tão importante passo da descolonização», como referia o Diário de Lisboa dessa data de há 45 anos.ao d
Emídio Pinto

Pinto de Aldeia Viçosa,
67 anos na Covilhã !

O soldado Pinto, Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja 67 anos a 7 de Dezembro de 2019.
Atirador de Cavalaria de especialidade, Emídio dos Santos Pinto regressou a Portugal no dia 10 de Setembro e 1975,  no final da sua comissão por terras de Angola, e fixou-se no lugar de Trigais, da freguesia de Erada, no concelho da Covilhã - de onde é natural. Mora agora em Barco (Avenida S. Sebastião), no mesmo município serrano da Serra da Estrela, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

4 896 - O processo de descolonização e o Governo de Transição de Angola!

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a Companhia do BCAV. 8423 de Aldeia Viçosa, no encontro 
de Setembro de 2019, na Póvoa do Varzim. O furriel Guedes é o terceiro, de pé e a contar da direita
As instalações da 2ª. CCAV. 8423, em Aldeia Viçosa.
O edifício azul, à esquerda, é agora a esquadra
da Polícia Nacional de Angola
A 2ª. CCAV. 8423


Os primeiros dias de Dezembro de 1974, com várias rotações à vista na ZA dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423  e um carrossel de notícias e dúvidas que ao Quitexe chegavam sobre o processo de descolonização, foram vividos na «paz dos anjos« (passe o termo, dizemos nós...), sem escoltas, sem patrulhas, sem operações militares.
Os grupos de mesclagem, gradualmente e por todo o mês fora, foram passando à situação de licença registada (disponibilidade) e o esforço (de resto aumentado) das tropas metropolitanas acentuou-se, assim, nos serviços de ordem. O que nada fácil era, exigindo grandes sacrifícios, quiçá mais sensíveis que as operações desencadeadas na matas uíjanas.
Sobrava tempo, algum tempo e mesmo assim, para outras actividades. E algumas eram, no âmbito da planificação de acção psicológica do BCAV. Já aqui falámos de cinema (entre 4 e 18 de Dezembro), mas o futebol foi outra das atracções do mês. 
«Realizaram-se desafios entre as subunidades», anotou o livro «História da Unidade». E seriam «épicos», pela rivalidade (sã) entre as Companhias dos Cavaleiros do Norte. E também com equipas da comunidade civil.
«Descolonização de Angola | Optimismo  do MPLA», noticiava
o Diário de Lisboa de 6 de Dezembro de 1974. Há 45 anos!

Processo de descolonização
e Governo de Transição !

O dia 6 de Dezembro de 1974, há precisamente 45 anos, era sexta-feira e, em Luanda, Lúcio Lara, chefe da Delegação do MPLA, denunciou «a existência de um Movimento Democrático para a Divisão de Angola».
O dirigente do movimento de Agostinho Neto falava numa conferência de imprensa e nela (citada pelo Diário de Lisboa) referiu o aparecimento de elementos divisionistas, pretensamente pertencentes ao MPLA, apresentando aos jornalistas um indivíduo de nome Ikuma Imuene, que pretendia trabalhar  na mobilização de massas na Lunda». Descobriu-se, disse Lúcio Lara, que, afinal, pertencia ao tal Movimento Democrático para a Divisão de Angola.
O MPLA, porém e ao tempo, segundo Lúcio Lara, estava optimista relativamente «a esta fase do processo de descolonização, até à constituição do Governo de Transição», sublinhando que esse estado de espírito se devia «ao facto de a calma estar a regressar ao país».
Furriéis de Aldeia Viçosa: Matos,
Guedes e Melo (de pé), Letras, Go-
mes e Cruz, Angola, em 1974/75
António Artur
Guedes (2015)

Furriel Guedes em
internamento hospitalar

O furriel miliciano Guedes, da 2ª. CCAV. 8423,  foi vítima de um AVC e foi hoje internado no Hospital dos Lusíadas.
António Artur César Monteiro Guedes foi atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa e, regressado a Portugal, fez carreira profissional nas Brigadas de Trânsito da GNR, atingindo a patente de sargento-mor.
Natural de Silvestre, pequena povoação da freguesia de Moura Morta, no concelho de Peso da Régua, radicou-se em Foros de Salvaterra, município de Salvaterra de Magos, onde, já aposentado, prosseguiu a sua vida activa nas áreas da agro-pecuária e da segurança.
O que desejamos, todos os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, é que, rapidamente e bem, o António Artur Guedes recupere deste momento menos bom e continue super-forte (como sempre) e como grande animador dos encontros anuais dos «aldeias-viçosa». 
Grande abraço, ó ganda Guedes! Tudo de bom para ti !!! Cá te esperamos para a próxima! És dos bons e dos fortes, nós sabemos!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

4 895 - A (não) cimeira dos movimentos! Cavaleiros de Santa Isabel para o Quitexe!

A vila do Quitexe, a 24 de Setembro de 2019. O condutor Nogueira, do Liberato (de costas), e o furriel
Viegas (mais à frente) na Estrada do Café, que liga Luanda a Carmona, actual cidade do Uíge. A
casa verde, à direita, era o Restaurante Rocha, agora uma das três farmácias da vila uíjana
A Fazenda Santa Isabel
João Albuquerque, fundador
da Fazenda Santa Isabel,
com a esposa


Os Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a do capitão miliciano José Paulo Fernandes, ultimavam, há precisamente 45 anos, os preparativos para abandonar a Fazenda Santa Isabel - onde foram a última guarnição portuguesa. 
A 5 de Dezembro de 1974, esteve lá o capitão José Paulo Falcão, que interinamente comandava o Batalhão - certamente para as «despedidas» oficiais, particularmente da comunidade civil da fazenda fundada por João Albuquerque.
O dia de quinta-feira, a primeira desse já longínquo Dezembro de 1974, foi tempo, em Lisboa, para o anúncio da partida do ministro Melo Antunes para os Açores, no domingo seguinte (dia 8) - onde iria analisar «os problemas políticos e económicos do arquipélago, no actual contexto», mas ficando de parte a possibilidade de, com o relatava o Diário de Lisboa, «a cimeira dos movimentos africanos de libertação, a realizar este mês em Portugal, vir a efectuar-se numa ilha açoreana».
Notícia do Diário de Lisboa de 6 de
Dezembro de 1974 sobre a cimeira
dos movimentos de libertação

Cavaleiros do Norte
em rotação uíjana

A responsabilidade do processo descolonizador estava, recordemos, «em boa parte sobre os ombros de Melo Antunes», enquanto ministro da Coordenação Inter-Territorial.
Estas diligências, e muitas outras, eram acompanhados à distância e com muita expectativa, pelos Cavaleiros do Norte - que pelo Uíge Angolano continuavam o seu processo de rotação  - em vésperas (dia 10) de a 3ª. CCAV. 8423 abandonar definitivamente a Fazenda Santa Isabel e depois de a 1ª. CCAV. 8423 ter deixado Zalala (num processo concluído a 25 de Novembro) e aquartelado em Vista Alegre e Ponte do Dange. Já não falando do adeus ao Liberato, pela CCAÇ. 209 (a 8 de Novembro) e a saída da CCAÇ. 4145/22 e 4145/74 de Vista Alegre. E do Destacamento de Luísa Maria (que viria a concretizar-se a 14 de Dezembro desse ano de 1974).
Alferes Mário
José B. Simões
em 2018
Furriel Carvalho e
alferes Simões em 1974

Alferes Simões e
furriel Carvalho, 
os 67 anos em festa!

O alferes Mário Simões e o furriel José Carvalho, ambos milicianos da 3ª. CCAV. 8423 e atiradores de Cavalaria, festejam 67 anos a 5 de Dezembro de 2019.
Furriel José
F. Carvalho
em 2018
Mário José Barros Simões regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, à cidade de Tomar, onde vivia. Seguiu a via do ensino e, agora já aposentado, mora nas Caldas da Rainha. Foi o autor/criador do guião do BCAV. 8423.
José Fernando da Costa Carvalho regressou ao seu Entroncamento natal no mesmo dia e fez carreira profissional como agente da PSP, que concluiu como agente principal. Recuperou excelentemente de uma operação aos intestinos, realizada a 1 de Dezembro de 2018, e continua a viver no Entroncamento.
Ambos são participantes habituais do encontro anual dos Cavaleiros do Norte de Santa Isabel e para ambos vai o nosso abraço de parabéns!
Joaquim Almeida
em 1974/1975
O furriel Viegas e D. Piedade,
a viúva do 1º. cabo Almeida,
em Setembro de 2018

Almeida, 1º. cabo da 
CCS, faria 69 anos !

O 1º. cabo Joaquim Figueiredo de Almeida, da CCS do BCAV. 8423, faria 69 anos a 5 de Dezembro. Faleceu em 2009.
Atirador de Cavalaria do PELREC, foi um bravo e garboso combatente, louvado pelo Comando do Batalhão, e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, a Pedrógão de S. Pedro, no município de Penamacor.
Esteve emigrado em França, antes e depois da jornada africana de Angola, e faleceu, vítima de doença cancerosa, a 28 de Fevereiro de 2009, na sua terra natal, «depois de muito sofrer...», como nos disse D. Piedade, sua viúva, nos primeiros dias de Setembro de 2018. E dele nos disse também que «foi um bom marido, sempre muito amigo...», de quem tem«muitas saudades».Hoje o recordamos com saudade! RIP!!
Joaquim Martins

Martins de Aldeia Viçosa,
67 anos em Fernão Ferro !

O soldado mecânico auto-rodas Martins, da 2ª. CCAV. 8423, festeja 67 anos a 5 de Dezembro de 2019. 
Joaquim Bento Martins regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, à Quinta do Morgado, freguesia e concelho do Seixal, onde morava. Reside actualmente em Redondos, lugar da freguesia de  Fernão Ferro, também no Seixal, para onde vão as nossas felicitações e o nosso abraço!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

4 894 - Cavaleiros do Norte de Zalala em almoço de Natal de 2019!

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, no almoço de Natal de 2016. De pé, Neves (Bolinhas),
Pimenta, Horácio Carneiro, Casimiro, Agra (Famalicão), Alves (Pig-Bó), Carvalho, João Dias (furriel),
Castro Dias (capitão), Leirinha, Alfredo Coelho (Buraquinho, da CCS), Pinto, Celestino (CCS) e Maia
(padeiro). Em baixo, Leal,  Rodrigues (furriel, entretanto falecido, de doença e a 30 de Agosto de
 2018), Vilaça,  Mota Viana, Queirós, Barreto (furriéis), Barroso e Silva (Ciclista)

A entrada do Quitexe, do lado de Luanda e na Estrada
do Café- De costas, o condutor Nogueira do Liberato a
fotografar o furriel Viegas da CCS dos Cavaleiros
 do Norte do BCAV . 8423 

Os Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda de Zalala, vão reunir-se em almoço de Natal, marcado para 14 de Dezembro de 2019. No Assa-
dor Típico, no Porto.
A iniciativa já tem alguns anos, a cada edição aumentando o número de parti-
cipantes. O que começou com meia dúzia, já vai na vintena de «zalala´s» (ou 

mais), que se junta para, em ambiente festivo, saborear os prazeres da ementa e recordarem momentos e memórias da jornada que os levou a África e ao Uíge angolano. 
O mesmo se repetirá este ano, seguramente! Outra coisa não poderá ser!
Ausência que a memória não esquecerá será a do furriel Américo Rodrigues, um dos grades dinamizadores da iniciativa e que a morte já levou do nosso convívio, vítima de doença e a 30 de Agosto, em Vila Nova de Famalicão. RIP!!!
Os interessados em participar podem contactar o Mota Viana (telemóvel 933201296) e Jorge Queirós (968020160).
Natal dos Zalala´s de 1974 em Vista Alegre. Reconhe-
cem-se os furriéis Queirós (terceiro, à esquerda) e Eu-
sébio (primeiro da direita). Quem identifica os outros?

Natal de 1974
em Vista Alegre

A consoada dos Cavaleiros do Norte de Zalala, os da 1ª. CCAV. 8423, a de há 45 anos (como o tempo passa...), foi celebrada no refeitório do quartel de Vista Alegre, terra uíjana do norte de Angola, com ementa de bacalhau e entradas de rissóis e chouriço assado, carapauzinhos com arroz de tomate e posta laminada, apetitosas rabanadas e um saborosíssimo leite creme. Só isso?
Nem por isso, pois tudo foi bem regado com vinhos verdes e maduros e «fechados» com café e alguns aditamentos vínicos. Um luxo!!!
Tudo «argamassado» em boa conversa, belíssimas piadas de época e um mar de contagiante alegria e... saudades!
Os interessados em participar no encontro de 14 de Dezembro de 2019 devem contactar o (ex-furriel) Américo Rodrigues, pelo telefone 933962492.

Os furriéis milicianos Viegas e Cruz, em 1974
e frente à Casa do Furriéis e Messe de Oficiais
do Quitexe, na avenida da vila

Cavaleiros do Norte
há... 45 anos!

Há 45 anos, pelas bandas angolanas de Carmo-
na e a 7 de Dezembro, ocorreu mais uma reu-
nião do Comando de Sector do Uíge (CSU), na cidade de Carmona.
O BCAV. 8423 fez-se representar pelo capitão José Paulo Falcão e, ao mesmo tempo, reali-
zou-se uma reunião dos eleitos da Comissão do MFA do Sector - também com representação dos Cavaleiros do Norte.
O oficial eleito foi, se bem nos lembramos, o alferes miliciano António Garcia (especialista de Operações Especiais, os Rangers). Quanto a furriéis milicianos, estiveram o António Cruz (rádio-montador) e o Viegas (Rangers). Curiosamente, e respectivamente, o mais velho e o mais novo dos furriéis da CCS do BCAV. 8423.

Furriel Gordo,
em 1974/75
Os furriéis António Gordo e
João Cardoso em 2019

Gordo, furriel de Santa Isabel, 
67 anos em Alter do Chão !

O furriel miliciano António Gordo, da 3ª. CCAV. 8423 e alentejano de Alter do Chão, festeja 67 anos a 4 de Dezembro de 2019.
António Luís Barradas Mendes Gordo foi atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte da Fazenda Santa Isabel (e depois do Quitexe e Carmona) e regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, depois de cumprida a sua jornada africana do Uíge angolano. Fixou-se na sua alentejana Alter do Chão, a sua vila natal, e lá foi profissional da Câmara Municipal.
Agora, já aposentado, lá continua a residir as emoções da idade e afecto dos netos e para lá vai o nosso abraço de parabéns!
Condutores da CCS:  Alves (?) e Ca-
nhoto (em cima), Serra, Picote e Gon-
çalves (que hoje festeja 67 anos)
António Gonçalves e alferes
António Cruz em 2016

Gonçalves, condutor da 
CCS, 67 anos em Lamego !

O soldado condutor António dos Santos Gonçalves, da CCS do BCAV. 8423, festeja 67 anos a 4 de Dezembro de 2019.
Cavaleiro do Norte do Quitexe, e depois da cidade de Carmona, regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, ao lugar de Quintais de Baixo, freguesia de Penude, em Lamego.
Profissionalmente, trabalhou como motorista da Tecnovia (ou não tivesse ele sido condutor), mas um enfarte de miocárdido (em 2012) e uma operação ao estômago «apressaram» a sua reforma, que vive tranquilamente e sem as fragilidades de saúde que o atormentaram. Parabéns! 

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

4 893 - Acontecimentos e alterações no dispositivo dos Cavaleiros do Norte

O edifício da messe de sargentos da CCS do BCAV. 8423,  a casa verde e amarelo escuro - no Bairro
Montanha Pinto, em Carmona - actual cidade do Uíge. Repare-se no escorrimento de águas que desce
do lado da Igreja de Nossa Senhora de Fátima
Quitexe, Dezembro de 1974. Reconhecem-se o Luís Costa, do 
Pelotão de Morteiros (segundo atrás, da esquerda para a
direita), o Belo (de óculos, sentado e a olhar para baixo)
e o Capitão  (à direita) de pé - os três de  farda nº. 2. Em
baixo, Graciano, Lopes  e Flora, da 3ª. CCAV.
O corte para Zalala, 
à saída do Quitexe


A 2 de Dezembro de 1974, há 45 anos, o capitão José Paulo Falcão esteve em Carmona, no Comando de Sector do Uíge (CSU), onde reuniu com comandantes de outras unidades. 
Estes contactos, refere o livro «História da Unidade», eram «necessários mais do que nunca, dada a constante evolução dos acontecimentos». Lá voltou nos dias 4, 7 e 9 de Dezembro, seguintes.
José Paulo Montenegro Mendonça Falcão era oficial de Cavalaria e comandava interinamente o BCAV. 8423, quando o comandante Almeida e Brito estava de férias em Lisboa e o dispositivo estava a sofrer alterações: a 1ª. CCAV. 8423 já tinha saído de Zalala (para Vista Alegre e Ponte do Dange), a 3ª. CCAV. 8423 ia abandonar a Fazenda Santa Isabel (para o Quitexe) e o Pelotão de Morteiros 4281 ia sair do Quitexe para Carmona.
A Igreja de Nossa Senhora de Fátima, o
 Bairro Montanha Pinto, na cidade
 de Uíge, antiga Carmona

Os heróis e o 
feriado do MPLA!

O MPLA, em Lisboa, na Voz do Operário e na «Semana da Solidariedade para com os povos das colónias e da República da Guiné-Bissau», organizada pelo CIDAC, lembrou o 1 de Dezembro como Dia do Pioneiro, evocando Augusto Ngangula, de 12 anos, que teria sido morto pelo exército português naquela data de 1968.
A Ordem de Serviço nº. 13/69 do MPLA, de 3 de Março de 1969, dizia que «o Comité Executivo honra postumamente o pioneiro Augusto Ngangula, que foi torturado até à morte no dia 1 de Dezembro de 1968, quando ia da sua aldeia para uma das escolas do MPLA»
«Descoberto por soldados portugueses, que o tentaram forçar, com ameaças de morte, a indicar-lhes não só a sua escola, como a localização de uma das bases do MPLA», refere a OS do movimento de Agostinho Neto que «preferiu morrer a revelar ao inimigo a localização». 
Foi isto recordado em Lisboa, ontem se fizerem 45 anos, na Voz do Operário.
Manuel Mendes

Mendes de Santa Isabel,
67 anos em Cascais !

O condutor Mendes, da 3ª. CCAV.  8423, festeja 67 anos a 4 de Dezembro de 2019 e em Cascais.
Manuel Augusto Marques Mendes foi Cavaleiro do Norte da Fazenda Santa Isabel - e depois do Quitexe e de Carmona -, é natural de Comarca de Cima, do município de Arganil e lá voltou a 11 de Setembro de 1975. A vida «levou-o» para outras paragens e vive agora em Carcavelos, no município de Cascais, para onde vai o nosso abraço de parabéns e votos de muitos mais e bons anos!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

4 892 - Memória e evocação do furriel Américo Rodrigues, Cavaleiro do Norte de Zalala!

A vila do Quitexe, em imagem do dia 24 de Setembro de 2019: a avenida (ou Rua de Baixo) para
 Camabatela e, à esquerda, o que sobra do edifício do Comando do BCAV. 8423. Entre este e a casa cor
de rosa, ficava a porta d´armas
O furriel Rodrigues por terras uíjanas
do norte de Angola, em 1974/1975
Rodrigues e Angelina

Um grupo de Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, deslocou-se no sábado, 30 de Novembro de 2019, ao cemitério de S. Cosme do Vale, em Vila Nova de Famalicão, em romagem de saudade e memória do furriel miliciano Américo Rodrigues.
Américo Joaquim da Silva Rodrigues foi atirador de Cavalaria mas acumulou com as funções de vagomestre, que exerceu de «maneira eficiente e dedicada», por isso sendo louvado, também «pelo interesse e desejo de acertar demonstrado, impondo-se à consideração da subunidade, o que leva a afirmar ter sido preciosa a sua colaboração, pelo muito que ele contribuiu para facilitar a acção do comando».
O louvor foi publicado na Ordem de Serviço nº. 165 e sublinha também «a colaboração prestada aos seus superiores» e o facto de os seus serviços serem «sempre desejados e compreendido pelos seus subordinados».

A morte do furriel
Américo Rodrigues

O furriel Rodrigues, vítima de doença, faleceu a 30 de Agosto de 2018 e foi enterrado no cemitério de S. Cosme do Vale, onde 15 meses depois e antes do tradicional almoço de Natal dos «zalala´s», de que era grande animador, se deslocaram o Jorge Queirós, o Pinto, o Mota Viana e o António Agra (Famalicão), em romagem de memória e lá depositando simbólico ramos de flores, em honra da saudade e da camaradagem que se semeou e cresceu nos tempos da tropa e se multiplicou pela vida fora.
«Estamos contigo!!!...», assim deixaram em recado, os 34 «zalala´s», em nome dos Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, assim tornando eterna a saudade de um grande amigo dos tempos castrenses, desde a Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, às terras uíjanas do norte de Angola.
A família mais íntima do Rodrigues, surpreendida e emocionada, divulgou «do fundo do coração», uma mensagem dirigida aos «zalala´s». «De mim e dos meus filhos, o nosso agradecimento», disse Angelina Rodrigues, a viúva, um desejo formulando: «Deus vos abençoe e proteja, sempre com muita saúde, paz e muito amor».
Casal Bento: madame Cecília
e monsieur Francisco
Furriel F. Bento

Bento, furriel da CCS, 

com festa de anos em casa!

O furriel miliciano Francisco Manuel Gonçalves Bento tem festa de anos em casa. Hoje, dia 2 de Dezembro de 2019: os da sua «mais-que-tudo» Cecília.
Especialista de operações e informações, imortalizou-se no Quitexe, em Carmona e finalmente no Grafanil, não (só...) pelo seu bom feitio e camaradagem, mas principalmente pelo seu inimitável papagaio - ou papagaia?!... -, que, muito bem ensinado, palrava os mais simpáticos palavrões da caserna, enchendo de graça o quotidiano da CCS.
O Bento anda pelas Franças da sua vida e, de braço dado à sua amada Cecília, participou no encontro da CCS de 2019 . Foi uma alegria e é com ela (a alegria) que hoje saudamos o aniversário de madame Cecília, embrulhando o cumprimento num grande abraço para o Bento. Parabéns!
José Rocha, condutor
de Zalala, em 1974/75


Rocha de Zalala, 67
anos em V. N. de Gaia!

O soldado Rocha, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, festeja 67 anos a 2 de Dezembro de 2019.
José Alves da Rocha, é este o seu nome completo, foi condutor auto-rodas de especialidade, também passou por Vista Alegre (e destacamento de Ponte do Dange), pelo Songo e pela capital cidade de Carmona (Uíge). Regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, há mais de 44 anos e à sua residência do lugar de Vila Chã, da freguesia de Arcozelo, município de Vila Nova de Gaia - onde ainda reside.
É para lá e para ele que vai o nosso abraço de parabéns!

domingo, 1 de dezembro de 2019

4 891 - O fim dos Grupos de Mesclagem dos Cavaleiros do BCAV. 8423

O Hospital/Delegação de Saúde do Quitexe, edifício colonial do tempo dos Cavaleiros do Norte do
BCAV. 8423, e guarnições anteriores. Aqui trabalharam, para além das suas obrigações militares,
os médicos milicianos capitão Manuel Leal e alferes Honório Campos
Cavaleiros do Norte da CCS e 3ª. CCAV. 8423, no Quitexe:
Luís Capitão (05/0172010), Cardoso, Almeida (1º. cabo
cozinheiro), Lages  (bar) Flora, Cruz (de óculos e cara
semi-tapada), Costa, Reino e Carvalho. À frente, Bento,
 Grenha Lopes, Fonseca (de bigode) e Rocha



A 1 de Dezembro de 1974, um domingo,  como hoje e hoje se passam 45 anos, foi determinado que os Grupos de Mesclagem do BCAV. 8423 «entrassem de licença registada (...), o que rapidamente se realizou com o decorrer do mês».
O livro «História da Unidade», refere, a propósito, que «tornando-se necessário remover as dificuldades que as tropas da GN estavam criando aos comandos que serviam e na continuação da desactivação dos destacamentos, mercê da retracção do dispositivo, foi possível pensar em dispensar a prestação do serviço militar aos Grupos de Mesclagem»
A situação, porém, sublinhava o mesmo HdU do BCAV. 8423, iria implicar «algum esforço para as tropas metropolitanas, mas, por outro lado, com vantagens no campo da sua vivência».
O Quitexe visto da Estrada do Café, ao lado do Restau-
rante Rocha. A fundo, vê-se a Igreja de Santa Maria de
Deus. Ao lado direito, o campo de futebol

Grupos de Mesclagem
mas 3 Companhias

O Batalhão de Cavalaria 8423 tinha 3 Grupos de Mesclagem, um em cada uma das três companhias operacionais - as de Zalala (do capitão miliciano Davide Castro Dias, de Aldeia Viçosa (do capitão miliciano José Manuel Cruz) e Santa Isabel (do capitão miliciano José Paulo Fernandes). Todos eles oriundos do Regimento de Infantaria 20, aquartelado em Luanda.
Alguns deles desertaram ao longo da (nossa) jornada africana do Uíge angolano. Em Outubro de 1974, 5 deles abandonaram o Grupo de Aldeia Viçosa. Mas também chegaram mais: um para a 2ª. CCAV. (em Julho), dois para a 3ª. CCAV. (Agosto) e três para a 1ª. CCAV. (Setembro).
Ao mesmo tempo, na Fazenda Santa Isabel, acelerava-se o processo de rotação para o Quitexe, onde passaria a aquartelar-se a 3ª. CCAV. 8423 - operação que viria a concluir-e a 10 de Dezembro desse mesmo ano (1974). Assim como o Destacamento de Luísa Maria, de onde a última guarnição dos Cavaleiros do Norte saiu a 14 de Dezembro seguinte.
O alferes Lains dos Santos, à frente e à
 direita, com os furriéis Costa, Queirós e
Louro, todos da 1ª. CCAV. 8423

Alferes Lains dos Santos,
68 anos em Coimbra !

O alferes miliciano Lains dos Santos, da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, festeja 68 anos a 2 de Dezembro de 2019.
Oficial atirador de Cavalaria de especialidade, José Manuel Lains dos Santos comandou o grupo de combate que também incluía os furriéis milicianos Américo Rodrigues (falecido a 30 de Agosto de 2018, em Vila Nova de Famalicão e de doença), Jorge Barata (falecido a 10 de Outubro de 1997, de doença e em Alcains) e José Louro, jornadeando também por Vista Alegre/
/Ponte do Dange, Songo e Carmona, localidades do Uíge do norte de Angola. 
Regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1985, no final da sua comissão militar e fixou-se em Almeirim, de onde é natural. A vida levou-o para Refu-
gidos e lá foi presidente da Junta de Freguesia de Cadafais, no município de Alenquer. Mora agora em Coimbra, para onde vai  nosso abraço de parabéns!