quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

- Há 51 anos: O Spínola venceu a corrida de S. Silvestre do Quitexe de 1974!

 

Quitexe, na passagem de ano de 1974 para 1975, furriéis milicianos na entrada da messe e bar de sargentos: Ribeiro e 
Fernandes (de mãos dadas), Viegas, Belo (de óculos e bigode), Grenha Lopes (meio encoberto), Bento, Luís Costa (dos 
Morteiros) e Flora. À frente, Rabiço (enfermeiro, de bigode e cigarro na mão esquerda), Graciano Silva e 
Abrantes (de cachimbo na boca)

Jorge Grácio, o Spínola,
vencedor da S. Silvestre
do Quitexe de 1974
O 1º. cabo Pagaimo
dos Morteiros
José Caetano

A noite de passagem do ano de 1974 para 1975, a de há 51 anos e lá pelas do Uíge angolano, foi de fortes bátegas de água. Por lá jornadeavam os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 e foi tempo de Corrida de S. Silvestre
O «rancho» do dia até foi melhorado e a malta fora das escalas de serviço procurou os melhores programas possíveis, dentro dos condicionalismos que se viviam numa guarnição militar em situação 100% operacional.
Havia, sempre, que ter cuidados! 
E muitos!
Messes cheias, cantina e bares militares cheios, garrafas a abrir nas casernas da parada, onde quer que estivesse um soldado dos Cavaleiros do Norte, não faltou sede para «matar» nesse tempo de festa e de saudade dos chãos de Portugal.
A noite foi intensamente chuvosa, mas não suficientemente forte para atemorizar os valentes atletas-militares que se prepararam para «a tradicional corrida de S. Silvestre no Quitexe» - corrida que, como sublinha o livro «História da Unidade», procurava «marcar a passagem do ano de 1974/75 em convívio fraterno e de paz, tal como as famílias do Quitexe fizeram, tendo no seu seio as famílias de militares, aqui presentes, por impossibilidade de juntar todo o BCAV.».
O 1º. cabo Pagaimo, dos Morteiros, em Outubro
de 2019 e ladeado pelos furriéis Viegas, à
esquerda, e Neto

Spínola e Pagaimo na frente da Corrida de S. Silvestre
ganha por Spínola!


A intensa chuva que caiu na noite de há 51 anos não foi suficientemente forte para atemorizar os atletas-militares que se prepararam para «a tradicional corrida de S. Silvestre no Quitexe».
A corrida, segundo o livro «História da Unidade», procurava «marcar a passagem do ano de 1974/75 em convívio fraterno e de paz, tal como as famílias do Quitexe fizeram, tendo no seu seio as famílias de militares, aqui presentes, por impossibilidade de juntar todo o BCAV.».
E chuva civil não molha militar!
A prova viria a ser ganha, e com todo o mérito, por Jorge Custódio Grácio, soldado atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, e por lá (e depois pelo Quitexe) imortalizado como Spínola. O segundo lugar foi do 1º. cabo Celestino Pagaimo, do Pelotão de Morteiros 4281.
O terceiro classificado foi José António Caetano, soldado clarim da CCS.
O Jorge Grácio (Spínola) viria a ser vítima mortal de um trágico acidente de motorizada, quando, sozinho, embateu na rotunda da entrada de Carmona. Faleceu a 2 de Julho de 1975 e o seu corpo veio para Portugal no avião que transportou a 3ª. CCAV. 8423, a 11 de Setembro do mesmo ano. Está sepultado na sua terra natal, o Casal das Raposas, em Vieira de Leiria.
Hoje, o recordamos com saudade. RIP!!!
O 1º. cabo Celestino de Jesus Pagaimo fez carreira militar nas Brigadas de Trânsito (BT) da GNR e, já aposentado, mora em Montemor-o-Velho.
O José Caetano, também já aposentado, mora em Vila Nova de Gaia.

O 1º. cabo Alfredo Coelho (o Buraquinho), que
 (não) venceu a S. Silvestre do Quitexe, de 1974
 para 1975. Na foto, com o maqueíro Joaquim
 Moreira (o Penafiel), um dos seus «cúmplices»
(com o 1º. cabo Gomes) da falsa corrida 
A (não) S. Silvestre
do Alfredo Buraquinho!


A corrida da S. Silvestre teve partida na Estrada do Café, na saída para Carmona, onde se cortava para a picada de Zalala. Seguiu para o Quitexe e virava no Bar do Rocha, à esquerda, para a avenida - a Rua de Baixo.
A meta estava instalada em frente à messe de oficiais.
Resolveu o 1º. cabo Alfredo Coelho (o Buraquinho) fazer das dele. E fazer o quê? Ele mesmo conta: 
«Como os enfermeiros tinham de acompanhar a corrida, combinei com o Gomes e Moreira (o Penafiel) que quando a corrida começasse, eu isolar-me-ia e entraria na ambulância, sem que fosse detetado».
Assim foi e ninguém deu por nada. 
As noites de África, como sabemos, são muito cerradas e a chuva «ajudou» a manobra. Ao momento oportuno, o Buraquinho saltou da ambulância e começou a correr. «Íamos a passar próximo da casa do administrador, onde estava este e vários oficiais a verem a corrida, e, ao verem-me, entusiasmaram-me, gritando «força, Buraquinho, és o primeiro!!!...».
Era, mas não era e... fez-se justiça: «Cometi um erro, ao virar para a avenida, deveria ser na rua do Rocha e eu cortei antes», explicou ele, agora e lembrando que «cheguei à meta em primeiro, até fui vitoriado pelo capitão Oliveira, por eu ser da CCS, como ele, mas quando chegou o segundo classificado, este foi naturalmente o primeiro, o vencedor»
Era o Grácio, mais conhecido por Spínola, da 3ª. CCAV. 8423 mas ao tempo já no Quitexe.
«Denunciou a minha chegada forjada e, pronto, foi declarado vencedor, como tinha de ser», recorda o Alfredo Buraquinho, a sorrir-se desta sua «notável» proeza atlética de há 51 anos.



terça-feira, 30 de dezembro de 2025

- Há 51 anos: Um Governo de Transição para a Angola Independente! Futebol no pelado do Quitexe!

A parada do BCAV. 8423, no Quitexe e vista do lado da porta d´armas (para a avenida). Ali se vêem as
bombas de combustível e a cozinha/refeitório (à direita) e as oficinas (à esquerda). E alguns Cavaleiros
do Norte equipados e preparados para mais um jogo de futebol no pelado da vila

Cavaleiros do Norte do Parque-Auto: NN (condutor?)
1º. cabo Malheiro (com Ricardo, filho 
do alferes Cruz,
ao colo), 1º. cabo Monteiro 
(Gasolinas), furriel
Machado e Canhoto (condutor)
Campo de futebol de 5
de Vista Alegre (ou de
Aldeia Viçosa
?)


Dia 30 de Dezembro de 1974, uma segunda-feira de há 51 anos!!!
Lá pelo uíjano Quitexe, por Aldeia Viçosa e Vista Alegre/Ponte do Dange, terras angolanas do norte por onde jornadeava o BCAV. 8423, preparava-se a corrida de S. Silvestre.
A actividade fecharia o ano da sede do batalhão, em ambiente desportivo e no âmbito do plano de acção psicológica, coordenado pelo alferes miliciano José Leonel Hermida.
Os outros aquartelamentos, outras actividades de lazer tiveram e nomeadamente renhidas partidas de futebol - ou de futebol de 5, o actual futsal.
Quanto ao dia a dia do BCAV. 8423, ia igual e sem problemas.
A grande novidade do de 30 de Dezembro desse já distante 1974, tinha a ver com a data (anunciada) da realização da Cimeira dos três movimentos de libertação com o Governo de Portugal: 10 de Janeiro de 1975 «algures, em Portugal»
Até lá, disse Jonas Savimbi em Lusaka, a UNITA, o MPLA e a FNLA «realizarão uma cimeira para concordarem numa plataforma comum, para apresentarem nas conversações com o Governo Português». Isto, numa altura em que, segundo as agências noticiosas France Press e a Reuters, se registavam «progressos recentes na melhoria das relações entre os três movimentos de libertação angolanos, através da assinatura de acordos».
Notícia do «Diário de Lisboa» de há 51 anos,
sobre a cimeira dos movimentos angolanos
com Portugal

Um Governo de Transição
para a Angola Independente!


Observadores internacionais, em Lusaka e citados pelo «Diário de Lisboa» de ha 51 anos, afirmaram que «essa cimeira apresenta-se como uma gigantesca evolução no caminho do entendimento dos três movimentos, para se encontrar a adequada solução angolana de independência».
«O nosso objectivo é ter em Angola um Governo de Transição antes do fim de Janeiro e a independência dentro de 9 a 12 meses», afirmou Jonas Savimbi, o presidente da UNITA- enquanto o «Diário de Lisboa» escrevia que «foi dado um passo em frente pela solução do problema de Angola, o maior território colonial português em África».
Assim ia a Angola de há 51 anos, jornadeando os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 pelas terras uíjanas do norte.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Os 73 anos do mecânico Joaquim Grave da 2ª. CCAV. 8423!

 

Joaquim M. Grave



O Joaquim Augusto Margalha Grave foi mecânico auto-rodas da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, e hoje festeja 73 anos na cidade do Montijo.

Natural do alentejano Redondo, também passou pela cidade de Carmona durante a sua jornada africana do Uíge angolano, sempre no grupo liderado pelo furriel miliciano Amorim Martins, e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, fixando-se na sua terra natal.
A vida, entretanto, levou-o para outras paragens e está a viver na cidade do Montijo. É para lá e para ele que va o nosso abraço de parabéns!

O 1º. cabo Rui Barros de Zalala festeja 73 anos em Coimbra !

A Fazenda de Zalala

O 1º. cabo Rui António Ferreira Barros foi atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423 e comemora 73 anos a 29 de Dezembro de 2025
. Hoje mesmo e em Coimbra.
Cavaleiro do Norte do 2º. Grupo de Combate de Zalala, comandado pelo alferes miliciano Carlos Sampaio, o seu nome não consta da relação do pessoal da 1ª. CCAV. 8423 que, a 9 de Setembro de 1975, desembarcou no aeroporto de Lisboa, vindo de Angola. Nem nas de qualquer uma das restantes três Companhias do BCAV. 8423. Desconhecemos as razões.
Tanto quanto julgamos saber, residirá na área de Coimbra. Onde quer que esteja, para ele vão os nossos parabéns!

Os 73 anos do 1º. cabo sapador Gabriel Mendes da CCS!

O 1º. cabo Gabriel Mendes em 1975


O 1º. cabo Gabriel Alves Mendes foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423 e festeja 73 anos a 29 de Dezembro de 2025.
Hoje mesmo e na Covilhã.
Sapador de especialidade militar, integrou o pelotão do alferes miliciano Jaime Ribeiro e serviu também no balcão do bar/cantina dos praças, na avenida do Quitexe - onde se popularizou.
Regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 - à sua terra natal de Cortes do Meio, em plena Serra da Estrela e no município da Covilhã.
Já tinha estado (antes da tropa) e depois continuou muitos anos emigrado em França e, agora já aposentado, voltou aos bons ares natais, tendo, em 2021, «estreado» a sua participação no encontro da CCS de Braga. Já em 2022 foi, com Francisco Madaleno, dos organizadores do encontro da Covilhã.
Os nossos parabéns, embrulhados num grande abraço!

domingo, 28 de dezembro de 2025

- Há 51 anos: Tempos calmos no BCAV. 8423 e futebol no Uíge angolano!



Campo de futebol do Quitexe, anos 70 do século XX,
palco de grandes partidas entre Cavaleiros do Norte


Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, por estes tempos finais de 1974 - há 51 anos!!! -, continuavam a sua jornada africana do Uíge angolano e em tempos de acalmia.
O dia-a-dia operacional, porém, continuava com as sempre delicadas missões de patrulhamentos e escoltas, nomeadamente ao longo da Estrada do Café - ora para o lado de Carmona, ora para o de Aldeia Viçosa e até Úcua.
A preparação da corrida de S. Silvestre era um dos assuntos da agenda do gabinete de acção psicológica do Batalhão, então ao cuidado do alferes miliciano José Leonel Pinto de Aragão Hermida, o oficial de Transmissões. Qe faleceu, de doença e na Figueira da Foz, a 16 de Janeiro de 2023, na Figueira da Foz e aos 77 anos.
Assim como a realização de animados e disputados jogos de futebol, no pelado do Quitexe e entre pelotões e subunidades do BCAV. 8423.
Realizavam-se no campo da vila e sempre muito disputados, por vezes até com excesso de entusiasmo e sempre suscitando grandes rivalidades.

- Há 1 ano: A morte do 1º. sargento João Barata!


O 1º. sargento João Barata

 


O 1º. sargento João da Conceição Unas Barata foi Cavaleiro do Norte do BCAV. 8423 e faleceu a 28 de Dezembro de 2024. 
Há um ano!
Militar de carreira e natural de Vila Fernando, em Elvas, lá voltou a 8 de Setembro de 1975, no final sua (e nossa) jornada africana do uíjano norte de Angola. Pelo Quitexe e pela cidade de Carmona.
Serviu na secretaria do Comando e na dependência directa do capitão José Paulo Falcão, oficial de operações do BCAV. 8423.
O seu desempemho justificou um louvor do comandante Almeida e Brito, sublinhando que, e citamos, «sempre demontrou elevadas qualidades de trabalho, quer nos serviços a seu cargo, quer na orientação dos seus subordinados imediatos».
O louvor foi publicado na Ordem de Serviço nº. 174/75 e destaca também que sendo sargento do quadro permanente «com provas dadas», ao serviço do BCAV. 8423 «renovou o conceito em que era tido, mostrando-se militar digno e brioso, disciplinado e disciplinador».
O 1º. sargento João Barata nasceu a 25 de Novembro de 1934 e, regressado de Angola (em 1975), seguiu a carreira militar, atingido a patente de sargento-mor.
Faleceu aos 90 anos, em Vila Fernando, e hoje o recordamos com saudade! RIP!!!

sábado, 27 de dezembro de 2025

Armindo Reino foi furriel de Santa Isabel e festeja 74 anos no Sabugal !

Furriel Armindo Reino
 ».

O furriel miliciano Armindo Henriques Reino foi Cavaleiro do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Santa Isabel, e festeja 74 anos a 28 de Dezembro de 2025. 
Amanhã e no Sabugal!
Especialista de Operações Especiais, os Rangers, em curso tirado no CIOE de Lamego, o Reino tem dois dias de aniversário: o do nascimento propriamente dito (28 de Dezembro de 1951) e o do registo oficial, que é datado de 1 de Janeiro de 1952. O que não é para todos!
Foi este último que vigorou, em termos de recenseamento militar, carreira que o levou ao 3º. curso, o de 1973, do Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE), em Lamego e onde eram instrutores os furriéis Monteiro, Viegas e Neto (da CCS).
Além da Fazenda de Santa Isabel, também passou pelos aquartelamentos pelo Quitexe e Carmona (no BC12), antes do Campo Militar do Grafanil, nos arredores de Luanda - onde chegou a 6 de Agosto de 1975, fazendo parte da epopeica coluna de evacuação do Uíge.                                                               Regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, à Aldeia do Bispo, no Sabugal - a sua terra natal. Profissionalmente, fez carreira na GNR, de que há vários anos está aposentado.
É lá pelo Sabugal que continua a viver e é para lá, e para ele, que vai o nosso abraço de parabéns!

- Há 51 anos: A mensagem de Natal do Comando do Sector dio Uíge!

Combatentes do BCAV. 8423 em dia de Natal de 1974, há 51 anos e todos furriéis milicianos. Atrás, Francisco Bento,
Nelson Rocha, Viegas, António Flora, António Lopes (enfermeiro), Luís Capitão e Delmiro Ribeiro. À
frente e sentados, José Fernando Carvalho, Agostinho Belo, Grenha Lopes e Armindo Henriques
 Reino, que amanhã festeja 74 anos, no Sabugal! Parabéns!
Os furriéis milicianos Bento, Reino e Viegas no dia
de Natal de 1974. No Quitexe de há 51 anos!

A mensagem de Natal do Comando do Sector do Uíge (CSU), a de há 51 anos e por terras do norte uíjano de Angola, sublinhou «a festa de família, época em que é mais viva a saudade dos parentes e amigos», e sendo, como podemos reportar do livro «História da Unidade», «para nós, neste Natal de 1974, que terminará a velada de armas iniciada há 14 anos em Angola».
A mensagem deixou «a 
consolação de encontrar no seio do Exército numa segunda família, a mesma camaradagem diária de combatente para combatente, comungando os mesmos princípios, vivendo os mesmos bons e maus momentos», o que era evidentemente 
O Comando do Sector do Uíge (CSU) na
cidade de Carmona, em 1975
verdade, para além de que, também naturalmente muito importante, havia «a certeza de estar a cumprir uma alta missão, ajudando a construir em paz um país novo de expressão portuguesa».

Missão cumprida
com orgulho!

O Comando do Sector do Uíge (CSU), na sua mensagem às tropas, destacava que «nesta quadra em que todo o mundo se deseja PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE, juntemos os nossos esforços para que em ANGOLA se consiga essa paz e, indiferentes a ofensas e calúnias, com a consciência tranquila, prossigamos confiantes e serenos ate ao fim, para que possamos dizer com satisfação e orgulho: MISSÃO CUMPRIDA!».
«Na impossibilidade de o fazer pessoalmente, com esta saudação a todos os Oficiais, Sargentos e Praças do Sector, envio os meus votos de Boas Festas e Feliz Natal», concluía o Comando do Sector do Uíge, na sua mensagem de 1974, que respigamos do livro «História da Unidade».

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

O soldado Fernando Martins de Zalala faleceu há 21 anos!

 

A 1ª. CCAV. 8423


O soldado atirador Fernando Martins foi Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423 e faleceu há precisamente 21 anos e na Lousã, onde residia.
Jornadeou pela mítica Fazenda Maria João, a de Zalala, e passou também por Vista Alegre/Ponte do Dange e depois pelas cidades de Songo e de Carmona, antes do «estágio» final do Campo Militar do Grafanil - nos arredores de Luanda.
Regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, fixando-se no lugar e freguesia de Ermida, no concelho da Sertã. Pouco mais sabemos dele, a não ser que, infelizmente, já faleceu, a 26 de Dezembro de 2004, já lá vão 21 anos.
Hoje o recordamos cm saudade. RIP!!!


1º. cabo Serra Mendes



O 1º. cabo Carlos Alberto Serra Mendes foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCV. 8423 e comemora 73 anos a 26 de Dezembro de 2025.
Hoje mesmo.
Natural de Abrantes, foi bate-chapas de especialidade militar e integrou a equipa do Parque-Auto comandado pelo alferes António Albano Cruz.
Ao tempo de há 50 anos, era  residente no Pátio Joaquim Pedro, da freguesia de S. João Baptista, na cidade abrantina, e lá regressou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) comissão militar em Angola. 
Tanto quando julgamos saber, vive agora no Bairro Catroga Gaio, também em Abrantes, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

- Há 50 anos: Almeida e Brito no comando da Polícia Militar - a PM de Lisboa!


Carlos Almeida e Brito já general

Ornelas Monteiro




O tenente-coronel Carlos José Saraiva de Lima Almeida e Brito foi comandante do BCAV. 8423 e regressou a Portugal a 8 de Setembro de 1975. 
A 26 de Dezembro seguinte - hoje se fazem 50 anos! - foi colocado como comandante da Polícia Militar (PM) em Lisboa.
A nomeação foi conhecida em decreto lei dessa data e o 2º. comandante de Almeida e Brito, curiosamente (ou talvez não...) foi outro oficial do BCAV. 8423: o major José Luís Jordão Ornelas Monteiro, que era o 2º. comandante (na formação do BCAV. 8423, em Santa Margarida) mas não chegou a partir para Angola, por ter sido «desviado» que foi para a Guiné, por ordem do MFA.
Carlos José Saraiva de Lima Almeida e Brito, já aposentado e com a patente de general, faleceu a 20 de Junho de 2003, aos 76 anos e subitamente, no decorrer de um passeio turístico a Espanha. 
Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

- Há 51 anos: O angolano almoço de Natal de 1974 em Aldeia Viçosa e Vista Alegre!

 

O Natal de Almeida Viçosa, no almoço de 25 de Dezembro de 1974. De frente e meio tapado, o alferes Carvalho de Sousa, depois o capitão José Manuel Cruz (comandante da 2ª. CCAV. 8423), comandante Almeida e Brito, alferes João Machado e Jorge Capela e furriel Melo. De costas, o 1º. sargento Norte (já falecido)

O Natal de 1974 em Vista Alegre e na 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala.
O bolo-rei da festa chegou de Luanda e, imagine-se, à... boleia!
Levado pelos furriéis Américo Rodrigues e P. Queirós


O tenente-coronel Carlos Carlos Almeida e Brito era, há 51anos, oficial de Cavalaria e o comandante do BCAV. 8423.
Nessa qualidade, deslocou-se a Vista Alegre (com um «salto» a Ponte do Dange) e Aldeia Viçosa, onde almoçou e jantou, respectivamente, festejando o dia Natal de 1974 com os Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423 e da 2ª. CCAV. 8423.
Companhias operacionais dos Cavaleiros do Norte, respectivamente comandados pelos capitães Davide de Oliveira Castro Dias José Manuel Romeira Pinto da Cruz, ambos milicianos.
A noite da véspera, a da consoada, festejara-se no Quitexe e cheia do calor africano e embrulhada em recordações dos frios e fogueiras da velha Europa, com duas Companhias dos Cavaleiros do Norte: a CCS e a 3ª. CCAV. 8423.
Como ontem relatámos.
O almoço de Natal dos «zalalas» de Castro Dias incluiu uma deslocação ao Destacamento da Ponte do Dange, onde estava destacado um grupo de combate da 1ª. CCAV. 8423.
O almoço de Vista Alegre teve a particularidade de, à última da hora, se ter dado pela falta do bolo-rei. Havia o bacalhau e bom vinho, havia tudo... - quando o furriel Rodrigues (o homem da logística) deu por falta do... bolo-rei. E só havia bolo-rei na Intendência Militar, em Luanda.
Lá se tinha de ir, mas o capitão Castro Dias não autorizou que fossem em viatura militar e, como em tempos nos recordou o furriel Rodrigues (infelizmente falecido, de doença, a de Agosto de 2018, em Vila Nova de Famalicão), «fomos à boleia» - ele e o Queirós. Arranjaram os bolos-reis e o regresso foi feito em cima da carga de um camião que ia para Carmona.
«Chegámos mesmo à queima-roupa, o bacalhau, as batatas e as hortaliças já estavam prontas e o pessoal preparado para a consoada, mas aguardaram a nossa chegada com bolo-rei», recorda o furriel Américo Rodrigues.
Natal de 1974 na 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, mas aqui
já em Vista Alegre. Há exactamente 49 anos!

Jantar de Natal
em Aldeia Viçosa!




O Natal da guarnição dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa foi «consoado» no jantar na cantina, com o comandante Carlos Almeida e Brito - que regressou ao Quitexe na mesma noite e sem escolta.
A partilha da consoada dos Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423 foi íntima e participadíssima, em sentida e emotiva comunhão de afectos, entre oficiais, sargentos e praças! Cada qual a vivendo à sua maneira, na festa natalícia «matando» saudades próprias!
O então alferes miliciano João Machado - quem nos arranjou a foto de abertura da postagem de hoje -, lembra-se que «a refeição foi servida no refeitório dos praças, com toda a companhia». Quanto à ementa é que, disse este oficial miliciano de Operações Especiais (Rangers) de Aldeia Viçosa, «não me recordo o que constava no menu, mas com naquela idade... tudo «marchava».
Pudera! Era o que viesse, desde que bem regado. E assim foi!!!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

- Há 51 anos: A consoada de Natal dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423!

 

Natal de 1974, há 51 anos e na consoada no Quitexe: furriel Armindo Reino, comandante Almeida e Brito, o soldado
clarim Armando Silva e capitão José Paulo Falcão. De costas, o capitão António Martins de Oliveira, comandante da
CCS. Um Natal com ementa confecionada pelas Amazonas da CCS do BCAV. 8423
Amazonas do Quitexe, mães natais da consoada de 1974: Margarida Cruz e
Graciete Hermida, a esposa e a filha do capitão António Oliveira e a esposa
do tenente Mora. Ao colo, está Ricardo, filho do alferes Cruz

A consoada natalícia do BCAV. 8423 de há 51  anos, por terras quitexanas do Uíge angolano, foi a primeira e única em tempos de guerra. 
Teve participação activa das esposas e família dos oficiais da CCS, com a sua arte e saberes de cozinha, que surpreendeu toda a gente. E de que maneira!!!
O inimitável e inesquecível Pires, o furriel Cândido dos Sapadores da CCS, ainda há pouco nos avivou a memória da noite de consoada de 1974, no Quitexe.
«Aquilo é que foi, pá...», lembrou-se. E acrescentou: «No fim, já todos muito bem tratados..., ainda fomos beber e dançar com malta daquela família cabo-verdiana da avenida, em frente à messe»
.
Natal do Quitexe, em 1974. Na fila de trás e à direita, o Gaiteiro (o primeiro,
de bigode), Serra, de NN (boina no ombro) e do Aurélio (Barbeiro). A olhar
de frente e de bigode, em baixo,o 1º. cabo Monteiro (Gasolinas) e, a seguir,
o Cabrita, o Calçada e o Coelho (sapador)? O sétimo é o Florêncio.
E os outros, quem ajuda a identificar?
As compridas mesas do refeitório do Quitexe, na verdade, encheram-se de regalos gastronómicos, saciando o apetite devorador dos jovens Cavaleiros do Norte da CCS (a do Quitexe) e da 3ª. CCAV. 8423 (a de Santa Isabel), então na força da sua juventude e ali emocionados e cúmplices de momentos muito especiais.
A ementa foi carinhosamente tratada pelas Amazonas do Norte e doces e aletrias, rabanadas, mexidos e sopas, frutos secos, queijos, arroz-doce, leite creme e outros acepipes, tantos outros acepipes..., não faltaram na farta mesa do refeitório do Quitexe - onde comungaram, em partilha solidária, cúmplice e amiga, oficias, sargentos e praças das duas companhias, sem distinção..., todos irmãos da noite tão especial como aquela. Noite que nunca tínhamos vivido foram das nossas lareiras e do conforto e intimidade das nossas famílias.
As bebidas foram para todos os gostos, sem abusos, muito embora os bravos e emocionados, diríamos que nostálgicos Cavaleiros do Norte não se tenham feito rogados a... mais um gole. E, vamos lá, até um ou outro tenham abusado. Nada de mal ou execessivamente a mais. Ou talvez não!

Noite de Natal no Quitexe, em 1974. Do canto esquerdo para a direita, os furriéis
milicianos Rocha (de bigode), Fonseca (a fumar), Viegas, Belo (de óculos),
Ribeiro e...? Da direita, Monteiro, Cândido Pires (de bigode), Machado (de
cigarro) e Costa (dos Morteiros, a rir). Entre ele e o Machado, de pé,
está o Lajes, que foi o barman do bar dos sargentos


Noite de emoções e
lágrimas de saudade


Os alferes milicianos Jaime Ribeiro e António Albano Cruz recordam-se bem dessa saudosa e sentida noite de Natal de há 51 anos e ambos lembram que «era tanta a quantidade e a variedade» de comidas e de... bebidas, que «alguns até entraram de gatas nas suas casernas e quartos».
«Acho que isto tudo, esta vivência muito particular, afinal, até nos ajudou a criar a nossa personalidade, a nossa maneira de ser e estar e a ter forças nos momentos difíceis que por lá atravessámos, tanto jeito ou falta nos faziam», comentou, faz já algum tempo, o alferes António Albano Cruz, que teve a mulher, a dra. Margarida, médica, como um das cozinheiras.
José Alberto Almeida, o alferes miliciano de reabastecimentos, recorda ter encontrado o alferes Manuel Garcia, de Operações Especiais (os Rangers), recolhido no canto do bar de oficiais, em momento de choradas saudades da família, enquanto no refeitório o «povo» do BCAV. 8423 continuava a festejar a data e fartava a fome das ementas de época, bem regadas a cerveja e também vinho - que vinho houve, sem faltas..., nessa nossa consoada de há 51 anos!!!
Vinho e mimos, muitos mimos..., que nos encheram o corpo e o espírito! E parece que tudo isso foi ontem à noite. Mas, não...: foi há já 51 anos! Grande abraço para todos!

- Há 52 anos: A apresentação de 3 furriéis «Ranger´s» da CCS no RC4, em Santa Margarida!

Os furriéis Neto, Viegas e Monteiro
apresentaram-se o RC4 há 52 anos


Os três futuros furriéis milicianos de Operações Especiais (Rangers) da CCS do BCAV. 8423 - o Monteiro, o Viegas e o Neto - apresentaram-se no Regimento de Cavalria 4 (o RC4)  a 24 de Dezembro de 1973.
Há 52 anos!
A Ordem de Serviço nº. 301, do RC4, de 26 de Dezembro de 1974, dá conta que a 24 de Dezembro (desse ano), às 11 horas, se apresentaram, «vindos do CIOE, por terem sido nomeados para servir no ultramar, com destino às companhias que se indicam, do BCAV. 8423/73/RC4/RMA».
E lá estão os nomes: Neto, Monteiro e Viegas, «pagos até 22 de Dezembro e abonados de alimentação até 23 de Dezembro, portadores da relação modelo 9 de fardamento e aumentados ao Regimento e ao BCAV. 8423». Nem mais!
Ordem de Serviço do RC4, de 26/12/1973,
com a apresentação, no RC4, dos futuros
furriéis Neto, Monteiro e Viegas,

Entrar de serviço
na Noite de Natal!

O oficial de dia do RC4 ainda «brincou» connosco - dizendo-nos que teríamos de «entrar de serviço às 14 horas», o que, na prática, significava que lá iríamos passar a noite de Natal. 
O Neto, porém, logo «sentenciou» o nosso destino próximo: «Vamos embora, castigo maior que o de ir para Angola, já não nos pode acontecer».
Saímos do RC4, no SIMCA 1100 dele, chegámos a Águeda e o Monteiro telefonou para Fornos, em Marco de Canaveses, para um irmão o ir buscar ao Porto. Em Águeda, ainda chegou a tempo de apanhar a carreira para a capital do norte e foi passar a noite de Natal a casa.
* Noite de Natal de1974, ver AQUI

Tobias e António de Santa Isabel festejam 73 anos em Dia de Natal !


Cavaleiros do Norte de Santa Isabel: Castelo
e Cabecinha (de pé), Romão, Raúl e Tobias,
que hoje festeja 73 anos em Leiria


Os Cavaleiros do Norte António e Tobias, ambos da 3ª. CCAV. 8423 e ambos atiradores da Cavalaria da Fazenda Santa Isabel, festejam 73 anos no dia de Natal de 2025.
Hoje mesmo!!!
António Joaquim da Silva António regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, a Alfragide, no município de Oeiras - de onde era originário. Julgamos saber, sem certezas, que mora(rá) agora no Pragal, em Almada.
Diamantino Rodrigues Tobias também regressou no mesmo dia mas a Pernelhas, lugar da freguesia de Parceiros, em Leiria, onde ainda reside.
Sempre integrados na 3ª. CCAV. 8423, ambos passaram também pela vila do Quitexe (onde chegaram a 10 de Dezembro de 1974, rodando de Santa Isabel) e pela cidade de Carmona (onde chegaram a 8 de Julho de 1975), aquartelando-se no BC12.
A sua jornada africana do Uíge angolano teve daqui saída a 4 de Agosto de 1975. quando, integrando famosa e épica coluna militar e sempre sob o comando do capitão miliciano José Paulo Fernandes, rodaram para o Campo Militar do Grafanil, nos arredores de Luanda, até ao dia de volta a Portugal!
Parabéns para ambos!

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

- Há 52 anos: Apresentações no RC4 de 9 alferes e 4 furriéis do BCAV. 8423!


Alferes Jaime Ribeiro, Augusto Rodrigues e José Alberto
 Almeida na Messe de Oficiais do Quitexe, em 1974



O dia 23 de Dezembro de 1973, há precisamente 52 anos - já mais de meio século, vejam lá... -, foi tempo de se apresentarem no Regimento de Cavalaria nº. 4 (o RC4), em Santa Margarida, vários futuros alferes e furriéis milicianos do BCAV. 8423, «por terem sido nomeados para servir no ultramar e com destino às Companhias que a cada um se indica e do BCAV. 8423».
Eram assim as mobilizações desse tempo, envolvendo jovens aspirantes a oficiais milicianos (futuros alferes) e 1ºs. cabos milicianos (futuros 
Furriel A. Belo e alferes Carlos Silva 
Alferes João Machado e Jorge 
Capela (da 2ª. CCAV. 8423)
furriéis milicianos).
Recordemos os apresentados de há 52 anos:

- Alferes milicianos:
Os seguintes e todos eles rodados da Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém:
- ROSA: Pedro Marques da Silva Rosa, da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala. Mora em Palmela.
- SAMPAIO: Carlos Jorge da Costa Sampaio, 
da 1ª. CCAV. 8423.
- PERIQUITO: João Carlos Lopes Periquito, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa.
- CAPELA: Jorge Manuel de Jesus Capela, da 2ª. CCAV. 8423, idem. Mora em Oeiras.
- SIMÕES: Mário Jorge Barros Simões, da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel. Mora nas Caldas da Rainha.
Furriéis José Querido, Victor Guedes
 e António Fernandes (da 3ª. CCAV.)
- SILVA: Carlos Almeida Silva, da 3ª. CCAV. 8423, idem. Mora em Ferreira do Zêzere.
Rodados do Centro de Tiro da Serra da Carregueira e os três especialistas de Operações Especiais (Rangers), também se apresentaramos futuros alferes milicianos:
- SOUSA: Mário Jorge de Sousa Correia de Sousa, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala. Esteve emigrado em Andorra e faleceu a 21 de Janeiro de 2021, de doença e no Porto.
- MACHADO: João Francisco Pereira Machado, 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa. Mora na Amadora.
- RODRIGUES: Augusto Rodrigues, da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel. De Vouzela e morador em Lisboa.

- Furriéis milicianos:
Furriéis Carlos Letras e António
Chitas (da 2ª. CCAV.)
Os seguintes, os três rodados da Escola Prática de Cavalaria
(EPC), em Santarém:
- QUERIDO: José Adelino Borges Querido, da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel. Mora em Odivelas.
- FLORA: António Pires Flora, da 3ª. CCAV. 8423, a da Fa
zenda Santa Isabel. Mora Famões (Odivelas).
- RODRIGUES: Américo Joaquim da Silva Rodrigues, da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Zalala. Faleceu a 30 de Agosto de 2018, de doença e em Vila Nova de Famalicão.
Na véspera, dia 22, já se tinham apresentado, rodando do RI3, em Beja:
- CHITAS: António Milheiros Courinha Chitas, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa. Terá estado a trabalhar em Angola.
Todos eles foram, cada qual a seu jeito e estilo pessoal, bons companheiros da jornada africana do Uíge angolano dos anos de 1974 e 1975. 
Abraços para todos! 
Um bom Natal de 2025 e um melhor ano de 2026!!!