sábado, 10 de janeiro de 2026

Há 51 anos: A Cimeira do Alvor de 1975 «polarizou todas as atenções»!


Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423. De pé, Cabrita, 1º. cabo Emanuel, NN e 1º. cabo João Cardoso.
Sentados, 1º. cabo Luciano Borges, António Amaral, António Calçada e 1ºs. cabo Victor Vieira (Sacristão)
e Fernando Martinho Grácio, que amanhã faz 74 anos, em Amor (Leiria) 

Cavaleiros do Norte no encontro de Mortágua, em 2015: Raúl
Caixarias, Francisco Madaleno, Fernando Grácio e ntónio Silva
 (à frente): Atrás, Delfim Serra,Henrique Esgueira e furriel  Neto

A Cimeira do Alvor começou a 10 de Janeiro de 1975, há precisamente 51 anos, e, lá pelas bandas do nortenho Uíge de Angola, por onde jornadeavam os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, era grande a expectativa mas poucas as notícias que lá chegavam do histórico evento. 
A informação desse tempo não tinha a rapidez de agora. Nem pensar...
A mais rápida chegava através da onda curta da Emissora Nacional (a actual RDP), que se escutava mal por lá e,
A revista NOTICIA de 11
de Janeiro de 1975
por isso mesmo, não permitia grandes conclusões sobre o andamento dos trabalhos. A cimeira, lê-se no livro «História da Unidade», «polarizou todas as atenções», é verdade, e sobre o que se passou neste dia de há 51  anos, chegou a confirmação que Rosa Coutinho, afinal, não integrava a delegação portuguesa e que, na primeira sessão plenária da cimeira e de acordo com o Diário de Lisboa, «as delegações ter-se-ão limitado a ratificar os acordos emergentes da plataforma comum acordada na pré-cimeira» - a de Mombaça. 
E que há 51 anos foram apresentados à Delegação de Portugal.
Outra novidade, e até algo estranha e surpreendente, foi o «apagamento» interventivo dos ministros Mário Soares (dos Negócios Estrangeiros) e António Almeida Santos (da Coordenação Inter-Territorial).
O comunicado final sobre os trabalhos do dia 10 de Janeiro de 1975, o primeiro da cimeira, referia que «houve reuniões entre todos os participantes nas conversações e que a vários níveis e por diversas formas foram abordados, preliminarmente, alguns aspectos relacionados com aspectos de fundo». 
O comunicado relatou também «a cordialidade e franca compreensão na procura de soluções para os problemas inerentes à descolonização de Angola».

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