sexta-feira, 29 de maio de 2026

- Há 52 anos: O dia da partida dos Cavaleiros do Norte da CCS para Angola !

Cavaleiros do Norte do PELREC, já no Quitexe: 1º. cabo Joaquim Almeida (falecido  a 28/02/2009), Messejana 
(f. a 27/09/2009), Neves, 1º. cabo Soares (f. em ??/3/2019, Florêncio, Marcos, 1º. cabo Pinto, Caixarias e 1º. cabo
  
Florindo (enfermeiro). Em baixo, 1º. cabo Vicente (f. a 21/01/1997), furriel Viegas, Leal (f. a 18/06/2007), 1º. cabo
Oliveira (TRMS), 1º. cabo Hipólito, Aurélio (Barbeiro), Madaleno e furriel Neto

O capitão António Oliveira, comandante da CCS, os alferes
milicianos Cruz, Ribeiro e Garcia e o furriel miliciano Viegas
 na sanzala do Cazenza, na saída do Quitexe para Camabatela.
Em destaque, nota-se a Igreja de Santa Maria de Deus


Quarta-feira, dia 29 de Maio de 1974 !
Há precisamente 52 anos!!!
O dia «acordou» sem quaisquer novidades especiais para os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 que, no Destacamento ou nas messes do RC4 de Sanra Margarida, aguardavam a partida para Angola - adiada da antevéspera, dia 27. 
Os homens da CCS que tinham ficado no RC4 formaram sem grande rigor para o pequeno almoço e a manhã decorreu tranquilamente, devagar e expectante: quem tinha ido a casa nos dois dias do adiamento da partida para Angola, começou a chegar e sabia-se que a viagem para Lisboa, de autocarro, seria a meio da tarde. Ninguém faltou na hora da partida do RC4,
O Clube do Quitexe, que fica na Estrada 
do Café,
que liga as cidades de Luanda e
Carmona agora cidade do Uíge
em Santa Margarida!
E assim foi!

Voos nos «TAM», de
Lisboa para Luanda !

Lisboa, a então ainda capital do império português, era uma cidade desconhecida para a esmagadora maioria de nós, que lá íamos passar pela primeira vez. Assim como a auto-estrada, que ao tempo apenas chegava ao Carregado e em cuja portagem desceu o 1º. sargento José Luzia, para pagar as... portagens.
Os autocarros em que a centena e meia de «ccs´s» seguiam eram civis e chovia torrencialmente - tal como em Lisboa, quando chegámos ao terminal militar do aeroporto. Outra estreia para nós, assim como andar de avião!
Lá fomos, depois da formalidades de embarque, num avião dos Transportes Aéreos Militares - os TAM!!! Sobrevoámos Lisboa, «devorando» o espectáculo de luz que a noite nos oferecia, depois do embarque, aí por volta das 23 horas.
Aí ia a CCS para Luanda, pela rota do mar! Cumpria-se o estigma que nos acompanhou a adolescência e juventude: íamos para a guerra!

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