sábado, 21 de outubro de 2017

3 920 - A morte do alferes Meneses, o assassínio do Mendes de Zalala!

A entrada (porta d´armas) do aquartelamento de Aldeia Viçosa, Uíge
angolano, onde esteve instalada da 2ª. CCAV. 8423 dos Cavaleiros do Norte


Cavaleiros do Norte de Zalala: Santos e furriéis milicianos
 Jorge Manuel Mesquita Barreto (que hoje faz 66 anos em
Baguim do Monte, Gondomar) e José António Nascimento,
do Porto e emigrado nos Estados Unidos

O dia 21 de Outubro é de efemérides pouco agradáveis para os Cavaleiros do Norte: está associado a dois companheiros já falecidos, em anos diferentes: o alferes miliciano Meneses, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa (que hoje faria 65 anos), e do soldado Moreira, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala. Assassinado em Penafiel.
Manuel Meneses Alves apresentou-se em Aldeia Viçosa no mês de Fevereiro de 1975, transferido de uma Companhia de
O alferes Manuel Meneses Alves, da
2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa,
faleceu de doença há 4 anos, em Leiria
Caçadores que actuava em Cabinda.
Notabilizou-se em Carmona, a 13 de Abril de 1975, «durante uma manifestação não autorizada superiormente» e na qual se verificou «confronto entre elementos de 2 movimentos emancipalistas, com uso de armas de fogo na via pública».
O alferes Meneses Alves «actuou de forma rápida, decidia e enérgica, não deixado dúvidas quanto à determinação do pequeno grupo que comandava, com o que conseguiu a detenção de dois dos elementos em confronto e ainda, de imediato, ter feito abortar a manifestação». O facto justificou louvor do comandante do BCAV. 8423.
Meneses Alves foi empresário do sector da alimentação e transformação de carnes, em Leiria, e ali faleceu (de doença grave) a 16 de Maio de 2013. Não sem que, antes (e por duas vezes), conhecendo o seu destino, organizasse encontros de despedida da família e dos amigos. Ver AQUI.
RIP!!!
A casa onde Agostinho Mendes Moreira foi
assassinado a 21 de Outubro de 2009

O assassínio do
bruxo de Penafiel

Agostinho Mendes Moreira foi soldado atirador de Cavalaria de Zalala e regressou a Portugal o dia 9 de Setembro de 1975. À sua terra de Rio de Moinhos, em Penafiel.
Agostinho Moreira,
o Bruxo de Rio
Moínhos
Tornou-se conhecido nacionalmente por exercer actividades ligadas à bruxaria, ganhando o epíteto de Bruxo - o Bruxo de Rio de Moínhos. Foi assaltado e morto à pancada na madrugada de 21 de Outubro de 2009. Foi encontrado pelo padeiro, na sua casa do Sobreiro (onde vivia com um irmão deficiente), e estava seminu, deitado de barriga para baixo e com as mãos amarradas. Foi  assassinado à pancada e o roubo o móbil do crime: desapareceram 300 000 euros. O assalto foi feito por 5 homens, todos seus conhecidos, mas dois deles viriam a ser absolvidos do crime de assassinato. Um deles foi condenado a 20 anos de cadeia, dois outros, e cada um, a 19 anos - todos os três responsáveis pelo assassinato. Dois outros, a 6 e 7 anos, condenados apenas por roubo.
Ver AQUI e AQUI
Jorge Barreto

Furriel Barreto, 66 anos
em Baguim do Monte!

O furriel enfermeiro Barreto, Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, esta hoje em festa, dia 21 de Outubro de 2017: comemora 66 anos!
Jorge Manuel Mesquita Barreto é natural de Mira, na Bairrada do leitão e do bom espumante, mas, após a jornada africana do Uíge angolano, regressou a Portugal e trabalhou toda a vida civil (como enfermeiro) no Porto, radicando-se em Baguim do Monte, Gondomar. É um infaltável dos encontros dos «zalala´s». Para lá vai o nosso abraço de parabéns!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

3 919 - A morte do furriel Dias, os 65 anos do furriel Guedes!

Cavaleiros do Norte de Zalala: Rocha (?), Espinho (?), Fião, Romão, Tarciso, Aprumado,
Mora, Mamarracho e Pereira (de pé). Azevedo, Rego, Orlando Oliveira (?), Lopes, Dorindo
 e Manuel Dinis Dias, que faleceu hoje se  
fazem 6 anos, vítima de doença e em Lisboa.
Em baixo, Freire e Oliveira, todos da 2ª. CCAV.  8423

Os furriéis milicianos António Carlos Letras, Cerqueira
da Costa, António Artur César Monteiro Guedes (que
hoje faz 65 anos) e José Gomes


O dia 20 de Outubro assinala, em tempos de Cavaleiros do Norte, duas datas de significados diferentes, mas ambas de carga emocional profunda: a dos 65 anos natalícios do furriel Guedes e os 6 anos que se passam da morte do furriel Dias.
Manuel Dinis Dias foi furriel miliciano mecânico-auto da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda de Zalala. Oriundo de Oliveira do Hospital estava ao tempo a trabalhar em Lisboa e por lá continuou, depois da jornada africana do Uíge 
Furriel Manuel Dinis Dias
angolano. Por lá foi louvado «pela maneira eficiente e cuidada como exerceu as suas funções, garantindo, com o seu esforço e dedicação, a operacionalidade das viaturas da sua subunidade».
O louvor proposto pelo capitão miliciano Davide Castro Dias, comandante da 1ª. CCAV. 8423, sublinha que «torneando todas as dificuldades surgidas e recuperando permanentemente o material a seu cargo, conseguiu assim recuperar os esforços que a este eram pedidos, quer devido ao seu muito uso quer às condições dos itinerários em que eram obrigados a actuar esses meios».
«O zelo demonstrado no seu trabalho, a prontidão da sua execução e o seu es-
pírito de servir constitui, por si só, motivo da consideração e apreço do Co-
mando directo que serviu, tornando-o merecedor da distinção agora confe-
rida», destaca o louvor, publicado na Ordem de Serviço nº. 160 do BCAV. 8423.
O furriel mecânico Dias regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, à Rua Diogo Couto,. em Lisboa. Por lá fez vida, casou e foi pai da Ana Filipa Dias. Hoje o recordamos com saudade. RIP!
Furriel António
Artur C. M. Guedes

Furriel Guedes, 65 anos
em Salvaterra de Magos!

O dia 10 de Outubro é tempo e aniversário do furriel miliciano Guedes, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa. Faz 65 anos.
António Artur César Monteiro Guedes é natural de Silvestre, lugar da freguesia de Moura Morta, em Vila Real. Foi semina-
rista e a vida militar levou-o à Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, onde recrutou e se especializou como atirador de Cavalaria. A comissão militar em Angola terminou a 10 de Setembro de 1975, quando regressou a Portugal.
Fez carreira profissional na GNR e nas Brigadas de Trânsito (BT), atingindo o posto de sargento-mor, agora já aposentado. Vive em Foros de Salvaterra, trabalhando agora nas áreas da segurança e da agricultura. Parabéns!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

3 918 - O (não) castigo ao PELREC Marcos, anos e louvor ao 1º. cabo Tomás!

Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423, todos rádio-montadores: 1º.
cabo Rodolfo Tomás (que hoje faz 65 anos em Lousada), furriel miliciano
 António Cruz, 1º. cabo António Pais e António Silva


Cavaleiros do Norte do PELREC: Alberto Ferreira,
1º. cabo João Pinto, Francisco Madaleno e João
Marcos, todos atiradores de Cavalaria





A 19 de Outubro de 1974, a ordem de serviço nº. 112 do BCAV. 8423 deu conta de uma punição disciplinar ao soldado «pelrec» João Marcos, Cavaleiro do Norte sem medos e sem indisciplinas. O que foi, ou o que não foi?
João Manuel Lopes Marcos, do Pego, em Abrantes, foi Cavaleiro do Norte dos bons: disciplinado e sempre cortez, às vezes irreverente mas sempre cumpridor de deveres sem qualquer dúvida, colaborante e activo, sempre disponível para o que necessário fosse. Pois, imagine-se, foi castigado com 20 dias de prisão disciplinar agravada, pelo Comando do BCAV. 8423, depois agravada pelo Comando da Zona Militar Norte (ZMN).
Perguntámos-lhe agora pela história. Que crime cometeste, ó Marcos?
«Eu não fiz nada, mas o alferes embirrou comigo e nem sequer cumpri prisão nenhuma. Ficou tudo em papéis...», disse-nos ele, 43 anos depois.
A história, na sua versão, passa pela saída do Bar do Topete, do Florêncio, do Silvestre e de outros, de «beber uns copos». Ao entrar no quartel, em grande algazarra, e tanto tempo depois não vem mal ao mundo se falarmos dos nomes, o Florêncio terá mandado o alferes Rosa, que estava de oficial dia, para um certo sítio. Em linguagem de tropa, vernácula e usual.
O acusado foi o Marcos e nada e ninguém  convenceu o oficial miliciano da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, da não culpa dele. «A malta ia com os copos, eu esta-
va à porta d´armas a substituir o Silvestre e fui acusado sem mais nem menos. Mas não fui eu e nunca estive na cadeia», contou o Marcos, desempoeirado sobre o caso de há 43 anos, mas sem deixar de dizer que «ainda hoje tenho um pó do caraças ao alferes». Na verdade, acrescentou, «ninguém gosta de ser castigado em razão».
Regedores das aldeias (sanzalas) angolanas
(imagem da net)

Desarmamento 
dos milícias

Ao tempo de há 43 anos preparava-se o desar-
mamento dos milícias, no âmbito do processo de descolonização, e os quadros dos Cava-
leiros do Norte iam sendo sensibilizados para a delicadeza de tal operação.
Os milícias actuavam em defesa dos povos (sanzalas), sob «comando» dos respectivos regedores e admitia-se que reagissem mal. Afinal, eram homens até aí subordinados e ao serviço das Forças Armadas Portuguesas - embora toda a gente soubesse que também «privavam» com o IN.
Temia-se, nesse quadro, que fossem alvo de vinganças e represálias. 
Os milícias estavam em dupla situação: tinham servido o Exército Português e Portugal e estavam em vésperas de uma nova realidade: a da Angola independente. Como, sobre eles, reagiriam os novos senhores?
Rodolfo Tomás,
1º cabo da CCS,
em 1974/1975

Tomás. 1º. cabo do Quitexe,
65 anos em Lousada !

O 1º. cabo Tomás, Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423, na saudosa vila do Quitexe uíjano, está hoje em festa dos 65 anos! Dia 19 de Outubro de 2017!
Rodolfo Hernâni Tavares Tomás era dos Arcos, na freguesia de Cedofeita, cidade do Porto, aonde voltou a 8 de Setembro de
Rodolfo Tomás
em 2017)
1975. Rádiomontador, foi louvado, no final da jornada africana do Uíge angolano, pelo comandante Almeida e Brito, do BCAV. 8423 e por ser «militar disciplinado, correcto e inexcedível no zelo e eficiência postos no trabalho».
Trabalhou na Secção de Reabastecimentos e «dedicou todo o seu esforço na aprendizagem dessa missão, vindo a desempenhá-la com competência», acumulando-a com os serviços da sua especialidade técnica e «não se poupando a esforços nem a horários para solucionar avarias do material, chegando mesmo a colaborar em serviços de interesse público, de âmbito não militar, quer no Quitexe quer em Carmona». O louvor sublinha também que foi «militar excepcionalmente bem educado e bom camarada», um Cavaleiro do Norte que «granjeou a estima dos seus superiores e camaradas».
O Tomás vive em Lousada, actualmente em período de recuperação de alguns problemas de saúde, e para ele vai o nosso forte abraço de parabéns!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

3 917 - Pilhagens da FNLA na Estrada do Café, entre o Quitexe e Aldeia Viçosa

Cavaleiros do Norte, todos furriéis milicianos, do BCAV. 8423, à porta do bar
 e messe de sargentos do Quitexe. Atrás, Francisco Bento (que hoje faz 65
anos), Rocha, Viegas, Flora, Lopes (enfermeiro, de bigode). Luís Capitão e
Ribeiro. À frente, Carvalho, Belo (de óculos), Lopes (atirador) e Reino
O já então ex-alferes Carlos Silva voltou a Angola para
casar, em Luanda com a namorada Belmira. Hoje
 se fazem 42 anos. Parabéns!

Os patrulhamentos dos Cavaleiros do Norte nos principais itinerários do Uíge justificavam-se pela necessidade garantir a segurança de trânsito, quer de viaturas quer de pessoas. A chamada «liberdade de itinerários».
O  cessar-fogo anunciado pala FNLA, a 15 de Outubro de 1974, não diminuiu a intensidade deste tipo de actividade operacional do BCAV. 8423. E razão havia para isso, porquanto, de acordo com o Livro da Unidade e a partir de 18 de Outubro de 1974, a FNLA começou a realizar «actividade de pilhagem aos utentes dos itinerários, especialmente no troço  compreendido entre o Quitexe e Aldeia Viçosa» - localidades onde se aquartelavam, respectivamente, a CCS do capitão António Oliveira (do SGE) e a 2ª. CCAV. 8423, do capitão miliciano José Manuel Cruz.
«Procurou-se contrariar esta acção de banditismo com o lançamemto de patrulhaentos inopinados, aquando do aparecimento de queixas, sem que, contudo, se preveja parar com elas já que, à aperoximação das NT, a FNLA se furta ao contacto», reporta o Livro da Unidade, acrescantando que «consequentemente, não se evita a acção já realizxada e a realizar á posteriori, pois a presença das NT não é e não pode ser contínua».
Francisco Bento e família

Furriel Bento, 65
anos em França !

O furriel miliciano Bento, Cavaleiro do Norte da CCS, no Quitexe, festeja hoje 65 anos.
Francisco Manuel Gonçalves Bento foi especialista em Reconhecimento, Informações e Operações no Gabinete de Operações do BCAV. 8423, no Quitexe. Regressou a Portugal (com o seu inesquecível papagaio) a 8 de Setembro de 1975. A Santo André, no Barreiro - onde residia na altura. Emigrou e, actualmente, divide-se entre França (onde trabalha/ou) e Portugal, entre os afectos da família e dos amigos.
Parabéns pela bonita idade, ganda Bento, enorme Cavaleiro do Norte do Quitexe! E mais, muitos mais anos de vida, saúde e amor!
João Azevedo

Azevedo da 2ª.  CCAV., 65
anos em Águas Santas !

O Azevedo foi 1º. cabo apontador de morteiros e Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa.
João Francisco da Silva Rocha Azevedo regressou a Portugal a 10 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar em Angola, por terras do Uíge, e fixou-se em Ramalde, no Porto - seu domicílio do tempo. Actualmente, reside em Águas Santas, na Maia, para onde vai o nosso abraço de parabéns!
Carlos Silva e Belmira, casa-
dos há 42 anos (foto actual)

Alferes Carlos Silva
foi casar a Luanda

O alferes miliciano Carlos Silva, da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, é Cavaleiro do Norte protagonista de um verdadeiro romance de amor e, a 18 de Outubro de 1975, casou-se em Luanda com a sua amada Belmira - que já conhecia das bandas de Tomar e reachou em Angola, entre labaredas de paixão.
Carlos Almeida Silva regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, no final da jornada africana do Uíge angolano, mas rapidamente voltou para os braços da sua paixão maior e para o «sim» que, 42 anos depois, ainda (e sempre) o traz preso d´amor. 
Hoje, precisamente, galga mais um tempo d´ano dessa data mágica e, por isso mesmo, aqui estamos a dar os parabéns pelo enlace que lhes enovelou as almas.










terça-feira, 17 de outubro de 2017

3 916 - Comandante em Santa Isabel; 1º. sargento Fialho faleceu há 12 anos

Cavaleiros do Norte em Santa Isabel: alferes milicianos Carlos Silva e
 Jaime Ribeiro, capitão José Paulo Fernandes, comandante Almeida e
Brito, um civil da fazenda e alferes Mário Simões e Augusto Rodrigues 

Cavaleiros do Norte de Zalala: furriéis milicianos Plácido
Queirós e Américo Rodrigues (à civil) e o 1º. sargento Fialho
Panasco, que hoje faria 82 anos. Faleceu há 12,
em 2005 e de doença, em Carnaxide


O dia 17 de Outubro de 1974 foi tempo da visita do comandante Almeida e Brito à Fazenda de Santa Isabel, onde estava aquartelada a 3ª. CCAV. 8423, a do capitão miliciano José Paulo Fernandes.
O comandante fez-se acompanhar por alguns oficiais do Comando (instalado no Quitexe) e a reunião de trabalho envol-
veu, certamente, a preparação da rotação dos «santa isabéis» para o Quitexe, no âmbito do plano de«retracção do
A Fazenda Santa Isabel, onde se aquartelou
 a 3ª. CCAV. 8423, entre 11 de Junho e 10 de
 Dezembro de 1974. Há 43 anos!
dispositivo militar, operada face ao cessar-fogo anunciado pelos três partidos emancipalistas de Angola», como refere o Livro da Unidade, citando a FNLA, o MPLA e a UNITA.
A FNLA, recordemos, era a principal força independentista da zona de acção dos Cavaleiros do Norte e tinha anunciado o (seu)  cessar-fogo apenas dois dias antes - a 15 de Outubro de 1974. 
A rotação dos Cavaleiros do Norte de Santa Isabel só viria a confirmar-se a 10 de Dezembro deste ano, quando de lá saíram os últimos homens, juntando-se aos que já se tinham aquartelado no Quitexe, juntos à CCS.
A Companhia comandada pelo capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fer-
nandes tinha rendido a 3ª. CCAÇ. 4211 a 11 de Junho, assumindo a responsa-
bilidade operacional da sua área de intervenção três dias depois (a 14). 
O 1º. sargento Fialho Panasco e esposa, no en-
 contro dos Cavaleiros do Norte em Águeda, em
  1995. Faleceu 10 anos depois, de doença. RIP!


1º. Fialho Panasco
faria hoje 82 anos!

O 1º. sargento Fialho Panasco, responsável pela secretaria da 1ª. CCAV . 8423, a da Fazen-
da de Zalala, faria hoje 82 anos. Faleceu há 12, a 22 de Junho de 2005.
Alexandre Joaquim Fialho Panasco, de seu no-
me completo, foi louvado pelo comandante Al-
meida e Brito, por ter sido «excelente auxiliar da administração da Companhia, superando todas as dificuldades», nomea-
damente aquando das «diversas rotações da Unidade». De Zalala para Vista Alegre, daqui para o Songo e depois para Carmona, antes de Luanda.
«Disciplinado, de trato correcto, de elevado sentido de colaboração, vincada lealdade para o comando que serviu, deve considerar-se ser este militar digo do conceito em que do antecedente era tido e que agora novamente confir-
mou», sublinha o louvor,  acrescentando que «se cotou como precioso auxiliar e conselheiro do seu comandante de Companhia» - que era o capitão miliciano Davide de Oliveira Castro Dias. Motivos que, considerou o Comandante Almei-
da e Brito, «levam a garantir a sua eficiência em qualquer outra situação militar que viva e que o torna merecedor do presente louvor».
Faleceu, vítima de doença cancerosa, a 22 de Junho de 2005, aos 70 anos e em Carnaxide, onde residia. Hoje o recordamos com saudade. RIP!!! 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

3 915 - Capitão Luz e alferes Cruz em cuidados hospitalares

O alferes António Albano Cruz, de 72 anos e à direita, e o capitão Acácio Luz,
de 88 e à esquerda, em imagem de 2017, com familiares - esposas e mãe
(de Cruz). Dois Cavaleiros do Norte em período de cuidados hospitalares
Os tenentes Mora e Luz (agora capitão aposentado) e
alferes Garcia e Ribeiro. Há 43 anos, no Quitexe!


O (ex)alferes miliciano António Albano Cruz, comandante dos Cavaleiros do Norte do Parque-Auto da CCS do BCAV. 8423, está internado no Hospital de Famalicão, devido a um problema de saúde relacionado com a coluna.
«Estou em fase de exames médicos, para despistar o eventual foco 
Os alferes milicianos Mário Jorge de Sousa e António
 Albano Cruz na picada de Zalala. Há 43 anos!
infeccioso», disse-nos hoje mesmo, ao telefone, contando que «o internamento aconteceu na última terça-feira», dia 10 de Outubro de 2017. 
«Senti-me algumas vezes mal, tive dificuldades em me levantar, cheguei a cair para o lado e a solução foi a urgên-
cia hospitalar. E cá estou...», acrescen-
tou o oficial miliciano dos Cavaleiros do Norte, muito tranquilo e confiante.
António Albano de Araújo de Sousa Cruz, de 72 anos e aposentado, é natural e residente em Santo Tirso. Este ano, não participou no encontro anual da CCS devido a uma intervenção aos olhos - da qual já recuperou. E bem.
Acácio Carreira da Luz, de 88 anos, tenente da Secretaria do Comando do BCAV. 8423, agora capitão aposentado, é outro Cavaleiro do Norte da CCS (no Comando, do Quitexe) adoentado, mas já a convalescer. 
Vítima de um AVC, em finais de Setembro de 2017 (ver AQUI), esteve internado no Hospital de Leiria, mas teve alta e passou para a Clínica da Marinha Grande. No momento, já está em casa - embora sujeito a tratamentos de fisioterapia.
«Sinto-me muito melhor, mas isto é complicado...», disse-nos há momentos, claramente muito confiante e seguro na recuperação.
Tudo de bom para ambos! 

Contra-subversão no Quitexe e
Junta Governativa de Angola

A Comissão Local de Contra-Subversão (CLCS) do Quitexe reuniu-se a 16 de Outubro de 1974, continuando «o programa traçado» pelas autoridades militares, num período que o Livro da Unidade caracteriza por «uma acalmia não encontrada há largos anos». E ainda bem!
O dia foi também tempo para a chegada, a Luanda, de delegações da FNLA e do Zaire, para conversações com a Junta Governativa de Angola, «incidindo especialmente sobre a descolonização e a independência». Assunto muito particular era o da formação do Governo de Transição, que, de acordo com o Diário de Lisboa desse dia, «englobaria representantes dos 3 movimentos de libertação e outras facções políticas».
Boa notícia doa dia: confirmou-se o cesaar fogo anunciado pela FNLA.

AZevedo de Santa Isabel,
65 anos em Oliv. Frades !

João Luís Pinto de Azevedo foi soldado atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel.
Regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana do Uíge angolano, e fixou-se na Cândido dos Reis, cidade da Amadora. Supostamente (não estamos certos), residirá agora no Bairro da Remolha, em Oliveira de Frades, para onde vai o nosso abraço de parabéns!



domingo, 15 de outubro de 2017

3 914 - O cessar-fogo da FNLA; a UNITA em Luanda, Chipenda x MPLA!

Cavaleiros do Norte da CCS, no Quitexe. De pé: 1ºs. cabos Soares, Oliveira e Pais, furriel Rocha, 1º. cabo
 Estrela (de bigode), Silva, alferes Hermida (de bigode), Zambujo (idem), furriel Pires (braços cruzados), 
Felicíssimo (Zalala), 1º. cabo Mendes, Couto, 1º. cabo Pires (Fecho-eclair, de mão no queixo) e NN. Em 
baixo, NN, Costa, 1º. cabo Salgueiro, furriel Cruz e 1º. cabo Tomás


Trio aparentemente musical de furriéis
 milicianos do Quitexe: Peixoto, Neto e Viegas


A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA confirmou o seu cessar-fogo a 15 de Outubro de 1974, hoje se fazem 43 anos.
O anúncio, já previamente proclamado, foi recebido com expectativa mas, de acordo com o «Livro da Unidade» do BCAV. 8423, «a atitude em nada mudou a vida operacional que se conduzia» os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423.
«Já havia sido obtida uma plataforma de entendimento, que levava à paragem das hostilidades entre as NT e a FNLA» , lê-se no sobredito Livro de Unidade.
Manter a actividade operacional foi medida acertada do Comando dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, pois, logo no dia 18 - apenas três dias depois... -, a mesma FNLA «começou a procurar realizar actividade de pilhagem aos utentes dos itinerários».
Notícia do Diário de Lisboa de 15 de Outubro de 1974
sobre os acordos de Chipenda com Portugal e Zaire

UNITA em Luanda, diferenças
entre o MPLA e Chipenda

A UNITA, há precisamente 43 anos (15 de Outubro de 1974), «começou a instalar em Luanda os seus quadros políticos».
Os seus primeiros três dirigentes foram recebido pelo almirante Rosa Coutinho, no Palácio do Governador, e o encontro, segundo um despacho da Junta Governativa de Angola, «inseriu-se no contexto da descolonização, no qual a UNITA participa, a par dos outros movimentos de libertação».

O MPLA, por seu lado, reagia ao encontro de Daniel Chipenda com uma delegação portuguesa, no Zaire, considerando-o como «uma troca de impressões, uma vez que não está mandatado para estabelecer quaisquer negociações pelo MPLA».
Daniel Chipenda era um dos dois vice-presidentes do MPLA (com Joaquim Pinto de Andrade), na presidência de Agostinho Neto. Abriu uma delegação em Kinshasa,  que o MPLA considerou ser «um escritório de Chipenda e não uma delegação do MPLA».


Lopes, cozinheiro
de Zalala, 65 anos!

O cozinheiro Lopes, Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, fará hoje 65 anos. Dia 15 de Outubro de 2017.
Fernando Manuel da Conceição Lopes apresentou-se no RC4, em Santa Margarida, a 6 de Março de 1974, então rodando do Regimento de Artilharia Ligeira nº. 4 (RAL 4), em Leiria. Integrou a CCAV. de Zalala, depois Vista Alegre, Songo e Carmona, e regres-
sou a Portugal a 9 de Setembro de 1975. À Póvoa do Forno, na freguesia do Troviscal, em Oliveira do Bairro, na Bairrada. Dele, nada mais sabemos mas, certos que poderá chegar-lhe esta mensagem, daqui lhe enviamos o nosso abraço de parabéns!

sábado, 14 de outubro de 2017

3 913 - Emboscada e 2 mortos civis, entre Alegria II e Ana Maria!

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala: Neves (Bolinhas),
Joaquim Silva, o Ciclistas, que hoje faz 65 anos) e furriel Mota Pinto, no
almoço de Natal de 2016, no Porto
Civil europeu morto numa emboscada nos arredores
da vila do Quitexd, na ZA do BCAV. 8423



A 14 de Outubro de 1974, há precisa-
mente 3 anos e entre as fazendas Alegria II e Ana Maria, «um grupo IN realizou uma emboscada a uma viatura civil, com êxito da sua parte, pois que obteve dois morto civis europeu».
As fazendas «situam-se mesmo no limite do Subsector» dos Cavaleiros do Norte e o ataque aconteceu na véspera da declaração não oficial de cessar-fogo, da parte da FNLA -marcado para o dia 15 de Outubro de 1974.
«Terá sido uma acção esporádica», de acordo com o Livro da Unidade, admitindo até que «poderá mesmo ser um ajuste de contas, mas o facto é que foi mais uma acção, que veio pôr de sobreaviso para a possibilidade de desrespeito à ordem recebido» - a de cessar-fogo.
O cessar-fogo da FNLA foi anunciado para
o dia 15 de Outubro de 1974

Actividades do IN
sem... incidentes

O mesmo dia foi tempo para se conhecer o último relatório mensal do Comando Militar Português, dando conta que «em Setembro não se registaram acontecimentos atribuíveis à UNITA ou ao MPLA».
O movimento de Jonas Savimbi já em Junho anunciara o fim das hostilidades. O de Agostinho Neto, segundo o relatório, citado pelo Diário de Lisboa, «não tem efectuado acções ofensivas há mais de um mês».
A FNLA, recordemos, iria anunciar o cessar-fogo no dia seguinte - 15 de Outubro de 1974. De resto, ainda segundo o relatório do Coando Militar Português, «tem vindo a promover uma campanha pacífica no norte, estabelecendo contactos com as populações locais, segundo informações recebidas do distrito do Uíge e de Carmona».

Joaquim Silva,
o Ciclista

Ciclista de Zalala, 65
anos em Gondomar !

O condutor Silva, o Ciclista, da 1ª. CCAV. 8423, a  de Zalala, está hoje em festa, dia 14 de Outubro de 2017: comemora 65 anos.
Joaquim Carlos da Costa Silva foi Cavaleiro do Norte e regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, a S. Cosme, em Gondomar. Foi ciclista profissional e correu 4 Voltas a Portugal, representando o Coimbrões/Fagor (em 1978), a Manufacturas Olimpo (1979) e o Coimbrões (1980 e 1981, neste caso ficando em 24º. lugar e sendo, com Benedito Ferreira, os dois únicos da equipa a terminar a Volta).
Reformado do sector da ourivesaria, mora em S. Cosme, Gondomar, para onde «corre» o nosso abraço de parabéns!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

3 912 - Cavaleiros do Norte e Comandante na Fazenda Luísa Maria

Cavaleiros do Norte da CCS, no Quitexe: furriéis milicianos José Monteiro
 e Francisco Dias e 1º.s cabos Miguel Teixeira. Vasco Vieira (Vasquinho, que
hoje faz 65 anos, no Porto) e Jorge Pires

Cavaleiros do Norte do PELREC na Fazenda Luísa Ma-
ria: furriel Viegas (atrás), Caixarias, Florêncio e Marcos 


O comandante Almeida e Brito voltou à Fazenda e Destacamento de Luísa Maria a 13 de Outubro de 1974, ali reunindo com o grupo de combate da 3ª. CCAV. 8423, a da fazenda Santa Isabel - comando, se a memória não falha, pelo alferes miliciano Carlos Silva.
O comandante Carlos Almeida e Brito, ao tempo tenente-coronel de Cavalaria e como era habitual, fez-se acompanhar por oficiais do Comando do BCAV. 8423 (certamente os capitães José Paulo Falcão e o médico Manuel Cipriano Leal - que dava consultas na fazenda e aos nativos das sanzalas limítrofes,  a quem distribuía muita medicação) e da CCS (os alferes milicianos António Garcia e Jaime Ribeiro). O dia, um domingo, foi tempo para, no regressos de fazer caça a uma pacaça que se «plantou» nas traseiras da coluna motorizada que regressava ao Quitexe, em corrida desenfreada pela picada fora e foi atingida por um dos Cavaleiros do Norte do PELREC. Não me lembro por quem!
A fazenda (ou roça) Luísa Mariia era de um empresário em Luanda, chamado Patrocínio - que lá teve o irmão Abílio como gerente. Ao tempo da nossa vista, o gerente era Eduardo Bento da Silva (na foto) - que regressou a Portugal em 975 e faleceu a 11 de Setembro de 2011. Faria 81 anos a 10 de Outubro seguinte e tinha um mini-mercado em Taveiro, morando em Condeixa-a-Nova. 
O primeiro grupo de combate dos Cavaleiros do Norte que lá aquartelou foi o alferes miliciano João Machado, em Junho de 1974, com os furriéis milicianos Ramalho e Letras. Seguiu-se o do alferes Jorge Capela, com o furriel Guedes. Ambos os GC eram da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa e, cada qual, esteve lá mais ou menos um mês.
1º. cabo Vasco Vieira
(Vasquinho

Vasco do Quitexe, 65

anos no Porto!

O 1º. cabo Vasco de Araújo Soares Vieira, da CCS dos Cavaleiros do Norte do Quitexe, está hoje em festa: comemora 65 anos!

O Vasquinho, como era comummente conhecido dentro do BCAV. 8423, é do Porto e ao Porto regressou no dia 8 de Setembro de 1975, depois de cumprida a missão angolana. Sempre lá trabalhou e lá vive, já aposentado. Parabéns pela feliz data, embrulhados no desejo de que se repita por muitos e longos anos!


Zé da Liça, 65 anos, 
em Viana do Castelo!

José Afonso da Liça foi soldado atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala.
Regressou ou a Portugal no da 9 de Setembro de 1975 e a Viana do Castelo, onde é empresário do ramo alimentar. Faz 65 anos a 13 de Outubro de 2017, hoje mesmo, e para ele vai o nosso abraço de parabéns! E desejo de muitos mais anos de vida!
Fernando Silva, o
Mamarracho de
Zalala

Silva, o Mamarracho, 

faria 65 anos !

O soldado condutor Fernando Alves da Silva, dos Cavaleiros do Norte de Zalala, faria hoje 65 anos. Faleceu em data inde-
terminada de Janeiro ou Fevereiro de 2004.
Conhecido por Mamarracho, ou Montalegre - por ser natural de Vilar de Perdizes, neste concelho transmontano - regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975. Dele nada mais sabemos e hoje o recordamos com saudade. RIP!!! 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

3 911 - As milícias do nortenho Uíge, a independência de Angola!

Cavaleiros do Norte a 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa: 1º. cabo José Beato,
Oliveira, 1º. cabo enfermeiro António Ferreira (que hoje faz 65 anos em
Anadia), Aniano Tomás, Samuel Oliveira, Almeida e Couto

.
Delmar Alves, 1º. cabo do Pelotão de
Morteiros 4281, no Quitexe de 1974

A 12 de Outubro de 1974, um sábado, os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 continuavam a sua jornada africana do Uíge angolano e prepa-
rava-se o desarmamento das milícias, expectando-se que o plano não fosse muito bem aceite pelo povos - que neles tinham, de alguma maneira, o seu braço armado. E ninguém estava muito confiante nos tempos próximos. Quem poderia «adivinhar» o que ia acontecer no dia seguinte?
As milícias, valha a verdade e de acordo com o Livro da Unidade 8do BCAV. 8423), até «poucas vezes tiveram actuações de vulto em defesa dos aldeamentos», mas sempre eram homens armados 
Notícia do Diário de Lisboa
 de 11/10/1974 sobre a
actualidade angolana
e poderiam confrontar-se, se necessário, com os próximos donos do poder - os movimentos de libertação.
Eram tempos de insegurança, grávidos de dú-
vidas e cheios de incertezas.

A independência
total de Angola

Angola esteve na agenda da entrevista dada pelo 1º. Ministro Vasco Gonçalves ao jornal «Politika», de Belgrado (então capital da Jugoslávia, agora da Sérvia), afirmando que «será iniciada em breve uma acção resoluta, com vista a garantir a sua independência total».
Vasco Gonçalves afirmou também que o Governo Português iria iniciar «num futuro próximo e com todos os movimentos de libertação de Angola» nego-
ciações «com vista ao cessar fogo e à criação de um governo de coligação que conduza à independência de Angola».


A. Ferreira
Ferreira de A. Viçosa,
65 anos em Anadia !

O 1º. cabo enfermeiro Ferreira, Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa,  faz hoje 65 anos. Mora em Óis do Bairro, concelho de Anadia.
António Ferreira, de nome completo, é natural de Contenças, na freguesia de Sazes, em Penacova, e lá regressou a 10 de Setem-
bro de 1975. Migrou para Anadia e trabalha na Pavigrés, importante empresa cerâmica deste concelho bairradino. Está de boa saúde, falámos com ele há poucos momentos, e não falha um encontro da 2ª. CCAV. 8423. Parabéns!
Fazenda Santa Isabel

Constantino de Santa Isabel,
65 anos no Porto !

O soldado Constantino de Oliveira Santos, da 3ª. CCAV. 8423, faz hoje 65 anos, em Paranhos, no Porto.
Constantino foi atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte da Fazenda de Santa Isabel e regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975. Morava nas Escadas do Cadocal, freguesia da Sé, cidade do Porto. Nada mais sabemos dele, a não ser que mora no bairro do Regado (em Paramos) mas para para ele vai o nosso abraço de parabéns!