sexta-feira, 20 de julho de 2018

4 192 - Comandante em Sanza Pombo; as mortes do 1º. cabo Soares e do Pereira da CCS!

O PELREC da CCS do BCAV. 8423. De pé, 1º. cabo Almeida, Messejana, Neves, 1º. cabo Soares, Flo-
rêncio, Ezequiel (?), Marcos, 1º. cabo Pinto, Caixarias e 1º. cabo Florindo (enfermeiro). Em baixo, 1º. cabo
Vicente, furriel Viegas, Francisco, Leal, 1º. cano Oliveira (TRMS) e Hipólito, Aurélio (Barbeiro), Madaleno e

 furriel Neto- O Almeida, o Messejana, o Soares, o Vicente e o Leal já faleceram
Cavaleiros do Norte da CCS, no Quitexe. Atrás, Costa e 1º.
cabo Teixeira (estofador). Sentados e ao meio, Gaiteiro e
1º. cabo malheiro.- À frente, 1º. cabo Monteiro (Gasolinas)
e Canhoto. Ao lado, António Clara Pereira, mecânico
que faleceu a 21 de Fevereiro de 2018



O tenente-coronel Carlos Almeida e Brito deslocou-se a Sanza Pombo no dia 20 de Julho de 1974, para participar na reunião de comandos das unidades do Comando do Sector do Uíge.
Ali se aquartelava o comando do BCAV. 8324, Os Indomáveis, unidade comanda-
da pelo tenente-coronel Adão Neves Baptista e que tinha a sua CCS naquela localidade, com companhias opera-
cionais no Alto Zaza (a 1ª. CCAV. 8324, com grupos de combate em Cuango e Quimbele, onde também esteve um GC da 3ª. CCAV. 8423,
Guião do BCAV. 8324, Os
Indomáveis de Sanza Pombo
a de Santa Isabel, com o furriel José Fernando Carvalho), em Quicua (2ª. CCAV. 8324) e Massau (3ª. CCAV. 8324).
O BCAV. 8324 foi também o destino do furriel miliciano Fernando Mota Viana, da 1ª. CCAV. 8423, quando, em Outubro de 1974, foi algo da decisão disciplinar do comandante Almeida e Brito. Para lá rodou.
Sanza Pombo foi terra de uma visita minha (furriel Viegas), em data que não consigo precisar - lá chegado em sucessivas boleias militares, do Quitexe para Carmona, daqui para Negage, depois para Sanza Pombo. Lá morava um conterrâneo, o Adolfo Pires dos Reis, funcionário do Ministério da Agricultura e já falecido. E lá comi uma das primeiras moambadas da minha vida, de que sempre em disseram maravilhas mas de que nunca fui muito apreciador. Naquele dia, soube-me muito bem. Sei lá se por a conversa rimar sobre as coisas da terra de ambos, falando dos conterrâneos e da coisas que nos eram comuns!
O António Clara Pereira, que faleceu a
 21 de Fevereiro de 2018, o António e o
Simões, no encontro do RC4, em 2017

1º. cabo Soares e Pereira,
duas mortes da CCS!

O dia é de fazer memória de dois Cavaleiros do Norte da CCS falecidos nos últimos tempos: o Fernando Soares e o mecânico Pereira.
Fernando Manuel Soares foi 1º. cabo de reconhe-
cimento e informação, fazendo de atirador de Ca-
O furriel Viegas e o 1º. cabo
Soares, frente à residência
deste, no Laranjeiro (2013)
valaria do PELREC. Ao tempo morava na Cova da Piedade e lá voltou a 8 de Setembro de 1975, por lá fa-
zendo vida como trabalhador dos estaleiros navais. Enviuvou há alguns anos e com um filho emigrado na Suíça, aposentou-se a morava no Laranjeiro, concelho de Almada. Um problema canceroso apressou a sua morte, que aconteceu por volta de Março/Abril deste ano, não conseguimos saber a data exacta.
António Clara Pereira foi soldado mecânico-auto e re-
gressou à sua terra da Carregueira, concelho de Mação, a 8 de Setembro de 1975. Lá nasceu a 18 de Agosto de 1952, falecendo a 21 de Fevereiro de 2018, vítima de doença fatal: um tumor no fígado.
O Pereira andava «fugido» dos contactos da CCS, mas, pela primeira vez, apareceu no encontro de 2017, no RC4 de Santa Margarida, por ele se ficando a saber que, durante muitos anos, trabalhou na exploração de petróleos, em mares arábicos. Aparentava boa saúde, neste reencontro de 42 anos depois, mas foi traído pela doença de fígado que o levou desta vida.
Ambos recordamos com saudade e de ambos hoje fazemos memória, recor-

dando dois bons companheiros da jornada africana do Uíge angolano. RIP!!!



quinta-feira, 19 de julho de 2018

4 191 - Cavaleiros em encontro simples, regado de saudades e «bairradas»...

Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 no Regimento de Cavalaria 4 (RC4),
em Santa Margarida, no princípio do ano de 1974, há 44 anos, e todos
eles futuros furriéis milicianos: Neto, Viegas, Matos e Monteiro
O 1º. sargento Fernando Norte e os furriéis miliciano Abel
 Mourato e Mário Matos, a falar com...? À direita e de bi-
 gode, o furriel Jesuíno Pinto, falecido a 3 de Maio de 2017


O dia de hoje foi de encontro, combina-
do, com o Matos, que foi Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, como furriel miliciano atirador de Cavalaria e homem da secretaria do 1º. sargento Fernando Norte, lá pela uíjana terra de Aldeia Viçosa de Angola.
Mário Augusto da Silva Matos, assim é o seu nome completo, é vizinho de Anadia e recrutou com o blogger na Escola Prá-
tica de Cavalaria, em Santarém no ido
Os furriéis milicianos Mário Matos, da 2ª. CCAV.,
e Viegas, da CCS do BCAV. 8423, hoje em Sanga-
lhos. Dia 19 de Julho de 2018, 45 anos depois da
 recruta na Escola Prática de Cavalaria
ano de 1973. Há 45!!!. No segundo turno!
 Por lá continuou ele, especializando-se como atirador de Cavalaria (ai quantos tiros de G3..., ai, ai!!!), tal qual todos os furriéis milicianos desta «arma» e mobilizados do BCAV. 8423, enquanto fomos nós até Lamego, para o curso de Operações Especiais.A mobilização para Angola reencontrou-nos em Santa Margarida, por lá se fermentando amizade forte e camara-
dagem franca, que galgou décadas e chegou aos dias de hoje. Hoje que foi tempo de ele festejar a entrada no «regime» final das nossas vidas profissionais: a aposentação. 
O que se falou sobre os Cavaleiros do Norte foi tanto que não caberia em muitas crónicas deste blogue/facebook de contar estórias e histórias e fazer memórias da nossa jornada africana do Uíge angolano. Foi muita coisa.
Fica a garantia, seguramente, de que por muitas aventuras que a vida tenha, maior ventura não vive(re)mos que a da jornada africana do Uíge da Angola que por esse tempo se fazia e construía por históricos, embora não simples e pacíficos, caminhos da independência.
O furriel Mário Matos, o 1º. cabo Pampim da
 Silva e o furriel João Brejo em Aldeia Viçosa

Louvor ao furriel
Mário Matos !

O furriel Mário Matos foi louvado pelo coman-
dante do BCAV. 8423, certificando-lhe «as me-
lhores qualidades militares no desempenho de todas as missões que lhe foram determinadas, nas quais sempre se manifestou militar disciplinado e cumpridor».
«Chamado a ajudar o 1º. sargento da sua subunidade, sem que tivesse qual-
quer preparação específica, dada a sua vontade e espírito de servir, rapida-
mente se adaptou a essas funções», acrescenta o louvor, sublinhando também que era «educado, sabendo impor-se aos seus subordinados, merecendo também  a estima dos seus superiores».
Foi com este Mário Matos que, hoje mesmo e em farta mesa, se festejou e memoriou a jornada africana dos Cavaleiros do Norte, e muitos dosa seus agentes - de oficiais a sargentos e praças, sem distinção... -, com uma boa mesa de leitão à Bairrada. Pois não!!!
Mário Almeida, condutor
de Zalala, aqui muito bem
acompanhado

Almeida, CAR de Zalala,
66 anos em Espinho!

O condutor auto-rodas Almeida, da 1ª. CCAV. 8423, a da inesquecível Fazenda de Zalala, festeja 66 anos a 20 de Julho de 2018 e em Espinho.
Mário Pereira de Almeida terá regressado a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, mas o seu nome não consta da lista de embarque dos Cavaleiros do Norte do capitão Davide de Oliveira Castro Dias. Nem em nenhuma das outras três subunidades do BCAV. 8423. Nem em nenhum registo de baixas sofridas ou punições. 
Sabemos, por informação do furriel miliciano João Custódio Dias (das TRMS), que é natural e vive em Espinho, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

quarta-feira, 18 de julho de 2018

4 190 - Cavaleiros de Zalala em Tomar; «ressuscitar» o padeiro Rocha!

Cavaleiros do Norte de Zalala, todos furriéis milicianos e em Belmonte: Manuel
 Pinto, Eusébio Manuel Martins (falecido, de doença, a 16 de Abril de 2014),
Mota Pinto e Américo Rodrigues (de pé), João Dias, Plácido Queirós e Jorge
 Barreto. O Mota Pinto, o Dias e o Queirós são organizadores do encontro de 2018

Zalala´s e a pacaça. o furriel João Dias identificou o pessoal
 desta imagem, aqui editada no sábado: furriel Rodrigues,
1º. cabo Ferreira, Santos (Santinhos da cantina), Adérito
Barros (cozinheiro, falecido a 02/07/2012), Guilherme (às
vezes cozinheiro) e o 1º. cabo Temporão Campos (cozinheiro)

Os Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda Zalala, vão reunir-se a 8 de Setembro de 2018, em Tomar.
Os furriéis  «mordomos» da função já estão a preparar o festim, que vai decorrer no restaurante Lodge. Um deles é João Dias, que assume os contactos do pessoal do centro/sul do país. O telefone é o 962551238. A norte, para viagem em autocarro fretado, serão o Mota Viana (933201296) e Queirós (968020160).
Quem este ano pode aparecer, fazen-
do prova de vida (e da morte dele já aqui 
César Rocha., o
1º. cabo padeiro
que aqui foi dado
como morto e
está bem vivo!
nos adiantámos, erradamente, atribuindo-a ao ano de 2011 - ver AQUI) é o 1º. cabo César Armando Araújo da Silva Rocha. Felizmente, está vivo e bem vivo, depois de uma vida dedicada à panificação, na sua terra natal e residencial de S. Pedro da Cova - ele que por Zalala foi padeiro. E depois em Vista Alegre.
«Está aposentado e graças a Deus de boa saúde», disse-nos a filha Lúcia Rocha, que por aqui leu a notícia da sua morte, vejam lá..., e nos trouxe a boa nova do seu bom estado físico! Fez 66 a 12 de Março deste ano que corre, o de 2018.


Picada de Zalala
e CART. 6322!

Há 44 anos, os artilheiros da 1ª. CART. do BCART. 6322, do COTI 2, passaram à dependência operacional do BCAV. 8423, após o final da Operação Turbilhão.
O livro «História da Unidade» refere que «continuou a traba-
lhar na área dos «quartéis» de Camabatela e Quiculundo» e acrescenta que esta situação «completa o esforço operacional do Subsector» no sentido de «procurar de «procurar actuar sobre todos os refúgios da ZA». Adiante-se que, por razões desconhe-
cidas e ainda segundo o HdU, foi «retirada do Subsector a 28 de Julho».
Ao mesmo tempo e por esse dia em diante, os Cavaleiros do Norte deram pro-
tecção os trabalhos de reparação da picada de Zalala. Também neste dia mas o de há 43 anos, em 1975, terminou o período de prevenção simples que se tinha iniciado a 12 imediatamente anterior.
Fazenda Santa Isabel

Botelho de Santa Isabel
faria 66 anos!

O soldado Ricardo da Conceição Botelho, da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, faria 66 anos a 19 de Julho de 2018. Faleceu a 1 de Agosto de 1993.
O Botelho era Cavaleiro do Norte da área das transmissões e regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975. Fixou-se no Afonseiro, freguesia de Azinheira de Barros, concelho do Montijo, e por lá terá feito a sua vida. Não conhecemos dela mais pormenores, apenas a data do seu falecimento, que ocorreu há 25 anos (que se farão dentro de duas semanas).
Hoje o recordamos com saudade. RIP!!! 

terça-feira, 17 de julho de 2018

4 189 - A responsabilidade operacional do BCAV. 8423 em Luísa Maria e Vista Alegre!

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423 num momento de lazer, frente ao
 bar A Cubata, na Fazenda Santa Isabel, todos furriéis milicianos: Agosti-
 nho Belo, Ângelo Rabiço, José Adelino Borges Querido (que amanhã
festeja 66 anos), Victor Mateus Ribeiro Guedes (falecido a 16 de Abril
de 1998, de doença e em Lisboa) e António Fernandes
O Novo e o 1º. cabo Deus junto a uma avioneta estaciona-
da  pista do Quitexe nos duros e dramáticos dias de Junho
de 1975 e para evacuação de feridos da FNLA/MPLA


O dia 17 de Julho, pelas bandas do Uíge angolano, foi tempo de, em 1974, «con-
tactos operacionais» do comandante Almeida e Brito no Comando do Sector do Uíge (CSU); em Carmona e tal qual acontecera a 14 e se repetiria a 31.
Terá sido nesse encontro que ficou definido, de acordo com o livro «História da Unidade», «o retorno à responsabi-
lidade operacional do BCAV. 8423
Alferes Carvalho
de Sousa
das ZA´s de Luísa Maria e Vista Alegre», data que coincide com o final da Operação Turbilhão - a segunda em que participaram os Cavaleiros do Norte.
A base desta decisão fundamentou-se na «necessidade do Sector CN orientar a sua actividade noutro sentido, em virtude dos acontecimentos de Luanda» - as primeiras confrontações entre os movimentos e destes com a comunidade branca, da qual resultaram dezenas de mortos e centenas de feridos, após a morte de um taxista branco.
O dia registou, também, a rotação do grupo de combate comandado pelo alfe-
res miliciano Domingos Carvalho de Sousa, da 2ª. CCAV. 8423, de Aldeia Viço-
sa para a capital Carmona, onde foi assegurar «patrulhamentos na área subur-
bana da cidade». O Grupo de Combate dos Cavaleiros do Norte foi «em diligência e cedido ao Comando do Sector do Uíge»
Cavaleiros do Norte no Quitexe, todos furriéis
milicianos: Fernandes, Cardoso, Querido, um
 «fnla» e Rocha (de pé), Carvalho, Monteiro e
 Belo (em baixo)
  

Querido, furriel de Santa Isabel,
66 anos em Odivelas!

O furriel Querido, da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, festeja 66 anos a 18 de Julho de 2018, em Odivelas.
José Adelino Borges Querido foi atirador de Cavalaria, especializado na Escola Prática de Santarém (onde também recrutou) e regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, no final da missão angolana do Uíge e fixando-se no Bairro do Charquinho, em Benfica, freguesia da Penha de França, cidade de  Lisboa. Aposentado e ocu-
pando os seus tempos (mais livres...) com apoios à loja de retrosaria da famí-
lia, mora actualmente em Odivelas, para onde vai o nosso abraço de parabéns!


Deus, 1º. cabo da 3ª. CCAV.,
66 anos em Lisboa !

O 1º. cabo Manuel Ramos Deus, dos Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, comemora 66 anos a 18 de Julho de 2018, em Lisboa.
Especialista de operações-cripto, também passou pelo Quitexe e Carmona, onde a CCAV. do capitão José Paulo Fernandes também se aquartelou, re-
gressando a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, fixando-se no Cardal da Graça, em Lisboa. Aposentado, mora na cidade de Lisboa e passeia-se por fins de semana de cicloturismo. Para lá vai o nosso abraço de parabéns! 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

4 188 - Cavaleiros do Norte no curso de Operações Especiais - os Rangers!

Os furriéis milicianos Neto, Viegas e Monteiro, da CCS do BCAV. 8423, 3
 dos 9 Cavaleiros do Norte que, há 45 anos, iniciaram o curso de Operações
 Especiais (Rangers) em Lamego. Com os futuros alferes Garcia, Sousa,
 Machado e Rodrigues e os furriéis milicianos Pinto e Letras
Os alferes milicianos João Machado (de ver-
melho) e António Manuel Garcia (de camu-
flado). Quem será «homem das barbas»?

Alferes Mário
J. Machado
Alf. Augusto
Rodrigues

O distante dia 16 de Ju-
lho de 1973, há 45 anos, foi tempo para vários fu-
turos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 se apre-
sentarem no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE), em La-
mego, onde iriam frequentar o 2º. curso de Operações Especiais - os Rangers - desse ano.
Não se conheciam uns aos outros nem, natural-
Furriel A. Carlos
Dias Letras
Furriel Manuel
Moreira Pinto
naturalmente, imaginavam que a sua futura mobilização para o(s( teatro)s) de guerra africano(s) os iriam fazer reencontrar em Santa Margarida, primeiro, e depois,  pelos chãos do Uíge angolano.
Recordamos os seus nomes:
- CCS, a Companhia do Quitexe: alferes miliciano António Manuel Garcia (de Carrazeda de Ansiães) e furriéis milicianos José Augusto Guedes Mon-
teiro (de Marco de Canaveses) e Celestino José Pinheiro Morais Viegas e José Francisco Rodrigues Neto (ambos de Águeda).
- 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala: alferes Mário Jorge de Sousa Correia de Sousa (de Lisboa) e furriel miliciano Manuel Moreira Pinto (Penafiel).
- 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa: alferes miliciano João Francisco Pereira Machado (Lisboa) e furriel miliciano António Carlos Dias Letras (Setúbal)..
- 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel: alferes Augusto Rodrigues (de Vouzela). O furriel miliciano Armindo Henriques Reino foi do curso seguinte, do qual fora monitores os furriéis milicianos Monteiro, Viegas e Neto.
O curso terminou a 29 de Setembro de 1973 e, dos futuros Cavaleiros do Norte, ficaram no CIOE, como instrutores, estes três últimos então 1ºs. cabos milicianos (Monteiro, Neto e Viegas).
Furriel Armindo Reino, comandante Almeida
e Brito, soldado Armando Silva (clarim) e
capitão José Paulo Falcão. Festa quitexena
do Natal de 1974

Coronel Ornelas Monteiro
faleceu há 7 anos !

O coronel Ornelas Monteiro faleceu no dia 16 de Julho de 2011, de doença e em Lisboa.
José Luís Jordão Ornelas Monteiro era major  quando, em finais de 1973, foi mobilizado para Angola, como 2º. comandante do BCAV. 8423. Em vésperas do embarque, foi requisitado pelo
Capitão José Paulo
Falcão, agora te-
nente-coronel
MFA e seguiu para Bissau, onde prestou serviço no Comando Chefe das Forças Armadas da Guiné. Faleceu aos 80 anos.

Capitão Falcão, 76
anos em Coimbra !

O tenente-coronel José Paulo Falcão foi oficial de operações e adjunto do comando do BCAV. 8423 e festeja 76 anos a 17 de Julho de 2018.
José Paulo Montenegro Mendonça Falcão era capitão (de Cavalaria) quando foi Cavaleiro do Norte em Angola, em 1974/75, várias vezes assumindo o coman-
do interino do BCAV. 8423. Continuou a sua carreira militar e, aposentado, mo-
ra em Coimbra - infelizmente com problemas de saúde que muito o fragilizam.
Para lá vai o nosso abraço de parabéns, embrulhado no desejo de que melhor saúde abençoe os seus dias futuros! 

domingo, 15 de julho de 2018

4 187 - FNLA quis armas do BCAV. 8423; a morte de Bernardo Oliveira!

Os tenentes João Mora e Acácio Luz com os alferes milicianos António Garcia
e Jaime Ribeiro, que hoje festeja 68 anos no Tramagal. Atrás, vêem-se o 1º. ca-
bo Serra Mendes e o edifício do comando do BCAV. 8423, na avenida do Quitexe 
O comandante Almeida e Brito e o capitão José Paulo
Falcão no encontro de 1995, do BCAV. 8423 e em Águeda

O dia 15 de Julho de 1975, por Luanda, foi tempo da mais confrontações entre as forças dos do MPLA e da FNLA, com consequências trágicas: 12 mortos e 60 feridos. Pelas bandas do Uíge e na zona de acção dos Cavaleiros do Norte, re-
gistou-se «um pedido de armas retidas no quartel», feito pela FNLA e pronta-
mente rejeitado pelo comandante Carlos Almeida e Brito.
As armas estavam em depósito do 
 O alferes João Machado e os capitães
José Paulo Falcão e José Diogo The-
mudo na varanda do BC12
BCAV. 8423, tinham sido dos Flechas de Carmona (a força militarizada da DGS, antiga PIDE) e dos GE´s, grupos entretanto desactivados, e, ao que por esse tempo se murmurava, eram pretendidas pelas forças locais do movimento de Holden Roberto não só para reforçar o seu arsenal como, principalmente (quiçá), para evitar que fossem entregues ao MPLA. Seria isso que mais receariam.
Tal quadro (o da eventual entrega de armas à FNLA) foi questionado por um grupo de furriéis milicianos - que tal analisaram com o comandante, o então te-
nente-coronel Almeida e Brito, que os recebeu no seu gabinete do BC12 (acompanhado pelos capitães José Diogo Themudo, 2º. comandante do BCAV. 8423, e José Paulo Falcão, oficial adjunto e de operações), alegando o risco de, sendo entregues ao IN, se virarem contra nós. Obviamente, foram descansados: tal não iria acontecer, garantiu Carlos Almeida e Brito, na conversa com os jovens e descontentes furriéis milicianos. E não aconteceu!
Os alferes milicianos Jaime Ribeiro, que hoje
faz 68 anos, Augusto Rodrigues e José Alberto
Almeida na messe de oficiais do Quitexe

Alferes Ribeiro, 68 
anos no Tramagal!

O alferes miliciano Jaime Ribeiro está hoje em festa, neste domingo de 15 de Julho de 2018: comemora 68 anos!
Jaime Rodrigues Picão Ribeiro era licenciado em engenharia mecânica e especialista em minas e armadilhas, comandando o Pelotão de Sapadores da CCS do BCAV. 8423.
«Um bom condutor de homens» é como o louvor do comandante Almeida e Brito define este oficial dos Cavaleiros do Norte, frisando que tal «o credita como merecedor da consideração dos seus superiores, a admiração dos seus iguais e estima dos seus inferiores» hierárquicos.
O louvor foi publicado na ordem de serviço 174 e frisa que «paralelamente às funções de comandante do Pelotão de Sapadores, foi sempre um precioso co-
laborador do seu comandante de Companhia, facto que foi notório na resolu-
ção dos diversos problemas surgidos com o elevado número de pessoal civil que pediu a protecção das NT durante os incidentes de Carmona».
O «espírito de justiça e disciplina» demonstrado pelo alferes miliciano Jaime Ribeiro aliou-se aos «excelentes dotes de carácter» sublinhados no mesmo louvor, precisando que tal «muito o honra e o dignifica como oficial do com-

plemento que é». Isto é: oficial miliciano.
Aposentado, trabalha ainda na área da formação profissional, vive no Tramagal, sua vila natal, e para lá vai o nosso abraço de parabéns!
Fazenda Santa Isabel

Soldado Bernardo, da 3ª. CCAV.,
 morreu há 44 anos!

O soldado Bernardo Oliveira, do recrutamento local e integrado na 3ª. CCAV. 423, faleceu a 15 de Julho de 1975, vítima de um acidente de viação.
Natural da angolana Caiango, no Alto Cauale, tinha 25 anos e foi incorporado pelo Regimento de Infantaria nº. 20, em Luanda. Pertencia ao Grupo de Mes-
clagem atribuído à companhia da Fazenda Santa Isabel, comandada pelo ca-
pitão miliciano José Paulo Fernandes, e foi o primeiro Cavaleiro do Norte a falecer, nenhum deles em combate. Ele de acidente (como o Jorge Grácio, o Spínola, também da 3ª. CCAV. 8423, em Julho de 1975), outros de doença, casos de Joaquim Henriques (da 1ª. CCAV., em Setembro de 1974).
Hoje os recordamos com saudade! RIP!!!

sábado, 14 de julho de 2018

4 186 - Furriel Farinhas faleceu há 13 anos; afluxo de refugiados a Carmona!

Os furriéis milicianos Viegas e Neto, ambos de Operações Especiais (Ran-
gers), e Joaquim Farinhas, do Pelotão de Sapadores, que faleceu há 13 anos,
 de doença e em Amarante. O engraxador, que nada engraxava, é o Papelino 
Cavaleiros do Norte de Zalala: furriel miliciano Rodrigues
e 1ºs. cabos Carlos Ferreira (mecânico de armas ligeiras) e
Temporão Campos, cozinheiro, que hoje faz 66 anos em
Monção. Alguém identifica o trio mais atrás? 


O dia 14 de Julho está associado à mor-
te, em 2005, do furriel miliciano Fari-
nhas, que foi do Pelotão de Sapadores da CCS dos Cavaleiros do Norte e, nes-
sa data, faleceu em Amarante.
Joaquim Augusto Loio Farinhas, de seu nome completo e inesquecível compa-
nheiro do Quitexe, era natural de Ama-
rante e lá voltou, em data que desco-
nhecemos,  por ter saído do BCAV. 8423 em Março de 1975, já em Carmona e por razões de natureza disciplinar. 
A última vez que com ele falámos foi pelo telefone, em 1995, e deu para saber
O 1º. cabo Augusto António dos Santos
Mota, 1º. cabo enfermeiro da 3ª. CCAV.
8423,  da da Fazenda Santa Isabel, que
hoje festeja 66 anos em Lousada!
que trabalhava para os Serviços Florestais da sua área residencial (Amarante), depois de alguns anos de emigrado nos Estados Unidos. E nada queria com a tropa - na altura convidado, via telefone, para participar no encontro de Águeda.
A tropa não me diz nada...», comentou o Farinhas, reagindo à sugestão/convite que lhe era feito e pedindo desculpa do «não».
Dele e dessa conversa telefónica, recordo a mesma sensação de melancolia que lhe conhecia de Angola. Hoje e aqui o recordamos com saudade. RIP!!! - Ver AQUI

Cavaleiros do Norte
em 1974 e 1975 !

O dia 14 de Julho de há 44 anos (em 1974) foi tempo para o tenente-coronel Almeida e Brito de deslocar a Fazenda Rio Duízio, no âmbito da campanha de «mentalização das populações». 
O comandante do BCAV. 8423 tinha estado no Comando do Sector do Uíge (CSU) na parte da manhã e, à Duízio, fez-se acompanhar pelas autoridades eclesiásticas (padre Albino Capela) e civis do Quitexe - provavelmente o administrador Pimentel Teixeira, ou o substituto Galina.
Um ano depois (1975), há a lembrar e citamos o livro «História da Unidade», «o constante afluxo de refugiados da FNLA a Carmona», que nesse dia se iniciou.


Mota, 1º. cabo de Santa
Isabel, 66 anos em Lousada!

O 1º. cabo Mota, enfermeiro da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, está em festa a 14 de Julho de 2018: comemora 66 anos.
Augusto António dos Santos Mota, é este o seu nome completo, regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975 e fixou-se em Cristelos, freguesia de Lousada, de onde é natural.
Trabalha na área da panificação, sócio-gerente da Sociedade Panificadora Central de Lousada, e mora em Silvares, deste concelho. Para lá vai o nosso abraço de parabéns!

Campos, cozinheiro de Zalala,
66 anos em Monção !

José Manuel Temporão Campos, Cava-
leiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, festeja 66 anos a 14 de Julho de 2018.
O Campos foi 1º. cabo cozinheiro e regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975. Ao lugar de Quinta dos Picados, freguesia e concelho de Monção, sua terra natal. Por lá tem feito vida e para lá vai o nosso abraço de parabéns!

sexta-feira, 13 de julho de 2018

4 185 - Ameaças aos Cavaleiros do Norte, o cerco ao quartel do Negage!

Grupo de Cavaleiros do Norte do Parque-Auto da CCS. Atrás e de pé,
Manuel Alves, José Gomes, NN, António Gonçalves e Vicente José Alves
(que amanhã festeja 66 anos em Vila de Rei). Em baixo, Miguel Ferreira,
João Monteiro (o 1º. cabo Gasolinas) e Delfim Serra
Cavaleiros do Norte da CCS-. De pé, Alberto Ferreira,
Francisco Madaleno, Raúl Caixaria e João Marcos. Em
baixo, NN e 1ºs. cabos Augusto Hipólito e João Pinto

As sessões de «mentalização das po-pulações» para o processo de desco-
lonização de Angola continuaram a 13 de Julho de 1974, desta vez com o co-mandante Carlos Almeida e Brito a «conversar» com as autoridades tra-
dicionais da zona de acção do Quitexe e do BCAV. 8423.
A acção realizou-se no Clube do Quitexe (a associação da vila) e, de acordo com o livro «História da Unidade», «seguida-
mente com os comerciantes e elevado número de fazendeiros».
Este tipo de reuniões começara nos povos de Aldeia e Luege, continuando com os camionistas (a 6 de Julho), depois nas sanzalas (povos) do Quitoque e Quimassabi (a 10) e prosseguiria, com as populações e autoridades tradi-
cionais de Aldeia Viçosa (a 26).
O tenente-coronel Almeida e Brito fazia-se acompanhar, normalmente, por alguns oficiais do Comando e da CCS o BCAV. 8423, tal como acontecera
Cavaleiros do Norte da CCS: o
Francisco Madaleno, atirador,
e o? Quem identifica es CN? 
nos dias 19 e 26 de Junho, com a Comissão Local de Contra-Subversão (CLCS), depois com os comerciantes e autoridades civis do Quitexe (a 17) e com as autori-
dades tradicionais (a 22 e 29).

O cerco do Negage
ameaças no Uíge

Um ano depois, um domingo, a FNLA tentou impedir a saída de um MVL (Movimento de Viaturas Ligeiras) de Carmona para Luanda, com o argumento de que iam meios da sua zona de influência (o Uíge) para a do MPLA (a capital angolana).
A situação repetiu-se a 21 de Julho, o que «culminou com imposições feitas em reunião da FNLA, no dia 23, com os Comandos Militares de Carmona». Era inaceitável a carta de exigên-
cias do movimento presidido por Holden Roberto, cujos dirigentes, no mesmo dia 13 de há 43 anos, proferiram graves acusações às NT, num comício reali-
zado em Carmona. O MPLA controlava Luanda e a sua ascensão militar pode-
ria «pôr em causa outras regiões do território». Por exemplo, o Uíge controla-
do pela FNLA (vitoriosa nos combates de Junho) e que as FAPLA (de Agostinho Neto) poderiam tentar recuperar.
O Diário de Lisboa desse dia reportava que «essa possibilidade poderia pôr em risco algumas unidades portuguesas estacionadas no Uíge, com efectivos relativamente pequenos, no caso de serem acusados de darem apoio ao MPLA - como de resto já tem sido feito». Era o caso dos Cavaleiros do Norte.
Ora isso, precisamente, era o que acusava a FNLA - quer no comício desse domingo, quer noutras ocasiões. O mesmo domingo em que, de acordo com o Livro da Unidade e no Negage, se verificou «o pedido de armas e cerco ao quartel da CCAÇ. 4741» - uma das subunidades do BCAV. 8423.
O Vicente Alves em 1974,
no Parque-Auto do Quitexe
Vicente Alves
em 09/06/2018

Vicente, o condutor, 66
anos em Vila de Rei !

O soldado condutor Vicente José Alves, da CCS dos Cavaleiros do Norte, festeja 66 anos a 14 de Julho de 2018. Em Vila de Rei!
Natural de Cucados, da freguesia e concelho de Vila de Rei, lá voltou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua missão de soberania em Angola. Por lá fez vida, trabalhado na área da construção civil, como empresário, e, agora já aposentado, mora em Estevais, no mesmo concelho de Vila de Rei.
O Vicente é um grande animador dos encontros  anuais da CCS e organizador do ano de 2017 (o do RC4), depois de, em 2010, o coorganizar com o alferes miliciano Jaime Ribeiro e o (soldado) Aurélio Júnior (Barbeiro), em Ferreira do Zêzere. Parabéns para ele!

quinta-feira, 12 de julho de 2018

4 184 - Neutralidade activa e críticas das populações brancas!

Cavaleiros do Norte, todos 1ºs. cabos: Luciano Borges Gomes,
de Leiria (mecânico de armamento ligeiro), Ezequiel Maria
Silvestre, de Almada (atirador de Cavalaria), e Victor Manuel
da Cunha Vieira, da Vidigueira (auxiliar de serviços
religiosos), que amanhã festeja 66 anos!

Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 entraram «em permanente situação de prevenção» simples a 12 de Julho de 1975, devido aos incidentes que se multiplicavam  por Angola fora e que, sabe-se lá por que razão, ainda não tinham, felizmente, chegado a Carmona.
A cidade de Carmona, actual Uíge, mesmo assim e a esse tempo, de acordo com o livro «História da Unidade, era território onde «diariamente se verifica-
ram factos que contrariavam a chamada neutralidade activa» e as NT (os Cava-
leiros do Norte) eram «permanente alvo de crítica das populações brancas, as
O Batalhão de Caçadores 12, em
Carmona, foi quartel dos Cava-
leiros do Norte do BCAV. 8423
quais se sentem marginalizadas e sem receberem quaisquer apoios daqueles que ainda são, como afirmam, os lídimos representantes da Autoridade Portuguesa».
Era muito injusta esta posição da comunidade branca (europeia), pois em nenhum momento os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 recuaram a qualquer problema que, por razão qualquer, pusesse em causa a segurança de pessoas e bens. De quaisquer raças, cores ou credos.
A FNLA, por esse tempo, afirmava a sua preponderância na zona de acção, em desfavor do MPLA, mas isso era, na verdade, uma «guerra» entre eles, que os comandos das NT - e não só do BCAV. 8423 mas também do Comando Sector do Uíge e da Zona Militar Norte - procuravam atenuar, para isso apelando (e exigindo) permanente acção da exígua guarnição da cidade.
O Victor Vieira, em 2017,
com a esposa e o neto

Vieira, 1º. cabo sacristão,
66 anos na Vidigueira !

O 1º. cabo Victor Manuel da Cunha Vieira foi auxiliar de serviços religiosos da CCS do BCAV. 8423 e festeja 66 anos a 13 de Julho de 2018.
O Vieira, comummente conhecido por Sacristão, acu-
mulou funções, «em regime de escolha», com as de quarteleiro da Companhia, desempenhando-as «com a maior boa vontade, dedicação e honestidade», como refere o louvor proposto pelo capitão António Mar-
O 1º. cabo Vieira
em 1974/1975
tins de Oliveira, o comandante da CCS.
«Voluntarioso, conhecedor das realidades presentes, dada a função que também desempenhou como elemento da Comissão do MFA, soube simultâneamente ser um bom camarada, apre-
sentando ao seu comandante de Companhia tudo o que lhe pareceu merecer correcção», sublinha o louvor, acrescentando que «é merecedor do presente louvor, destacando-se, assim, o auxílio por si prestado ao comando que serviu na sua comissão militar na Região Militar de Angola».
O Vieira é da Vidigueira e lá regressou a 8 de Setembro de 1975. Lá vive e para lá vai o nosso abraço de parabéns pela bonita idade que amanhã festeja!

quarta-feira, 11 de julho de 2018

4 183 - Comandante Almeida e Brito em campanha no Quitoque e Quimassabi!

Furriéis milicianos da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 na sanzala
 do Talambanza, à saída do Quitexe para Carmona: Joaquim Abrantes (atirador
 e adido à CCAV.), Cândido Pires, dos Sapadores (que amanhã faz 66 anos,
em Niza) e Viegas, de Operações Especiais (Rangers) 

O sargento-ajudante Luís Machado, em primeiro plano e
que faleceu há 18 anos. De frente, os alferes milicianos
José Leonel Hermida e António Albano Cruz com
as respectivas esposas - as dras. Graciete e Margarida
O comandante Carlos Almeida e Brito deslocou-se aos povos (sanzalas) do Quitoque e Quimassabi no dia 10 de Julho de 1974, há 44 anos no âmbito do programa de «mentalização das popu-
lações» para o processo de descoloni-
zação de Angola.
Julgo estar certo dizendo que a comitiva se deslocava nestas missões sem escol-
ta especial, ou mesmo nenhuma, e, e disso tenho a certeza, era recebida com muito calor, respeito e entusiasmo pelas populações autóctones.
O tenente-coronel Carlos Almeida e Brito, recordemos, já era bem conhecido das gentes quitexanas e arredores, por ter sido, em 1968 e como major, oficial de operações e adjunto do BCAV. 1967. E, nesse seguimento, muito popular e respeitado pelas comunidades locais - de qualquer cor.
A noite de 10 para 11 de Julho de 1974, agora se passam 44 anos, foi tragica-
mente assinalada com os primeiros incidentes em Luanda, onde, às primeiras horas da madrugada e no musseque Rangel, foi assassinado um taxista bran-
co, com requintes muito especiais: foi degolado.
A situação provocou reacções violentas e retaliações várias, com expulsão dos brancos,  roubos e saques e incêndios a casas de habitação e lojas co-
merciais. Vingaram-se os brancos, à entrada da Avenida Brasil, por onde passavam os negros que trabalhavam na cidade, registando-e agressões físicas e verbais muito violentas.

Pires, furriel sapador,
66 anos em Niza!

O furriel miliciano Pires, do Pelotão de Sapadores 
do BCAV. 8423, está amanhã em festa, dia 12 de Julho de
2018 e em Niza: comemora 66 anos.
Cândido Eduardo Lopes Pires foi Cavaleiro do Norte da CCS e, ao tempo, vivia no Montijo (na Rua de Cabo Verde), e lá regressou a 8 de Setembro da 1975, no final da sua (e nossa) jornada africana do Uíge angolano. Por lá fez vida profissional e familiar e, actualmen-
te e quase aposentado, é funcionário da Câmara Municipal de Niza - vila e município  alto-alentejano do distrito de Portalegre, onde agora reside, com a sua «mais-que-tudo» e família. Ele e ela, ambos na imagem de cima e durante o encontro da CCS de 9 de Junho de 2018, em Santarém. Parabéns, ó Pires! E mais 66 em cima!

Machado, sargento ajudante,
faleceu há 18 anos !

O sargento ajudante Machado, da CCS do BCAV. 8423, faleceu há 18 anos, no dia 12 de 2000 e em Évora.
Luís Ferreira Leite Machado, ao tempo com 54 anos, tra-
balhou na secretaria do Comando do BCAV. 8423, dirigida pelo tenente Acácio Luz (agora capitão aposentado), e foi figura muito res-
peitada e amada pela classe de sargentos milicianos da CCS, os furriéis, com quem partilhava a messe e bar do Quitexe.
Natural de Évora, onde nasceu a 15 de Maio de 1920, fez carreira profissional no Exército e faleceu aos 80 anos, supomos que por doença. Hoje o recorda-
mos com imensa saudade. RIP!!!