domingo, 18 de novembro de 2018

4 301 - Reunião do Comando do Sector do Uíge no BC12 de Carmona!

O furriel miliciano Armindo Reino, o tenente-coronel Carlos Almeida e Brito (comandante do BCAV. 8423),
o clarim Armando Silva e o capitão José Paulo Falcão (comandante interino, há 44 anos). De costas,
 o capitão António Martins de Oliveira, comandante da CCS
Parada do BC12, em Carmona, na dramática primeira
semana de Junho de 1975, quando os Cavaleiros
do Norte «recolheram» milhares de civis uíjanos


O dia 18 de Novembro de 1974, pelas bandas do Uíge angolano, foi tempo para mais uma reunião de comandantes das unidades que operavam na zona de acção do Comando do Sector do Uíge (CSU), instalado em Carmona.
O BCAV. 8423 uma vez mais se fez re-
presentar pelo capitão José Paulo Fal-
cão, que ao tempo desempenhava as funções de comandante interino do Ba-
talhão, substituindo o tenente-coronel 
Major José Luís
Ornelas Monteiro
Carlos Almeida e Brito, que estava de férias em Portugal. 
Os Cavaleiros do Norte, ao tempo, recordemos, não tinham 2º. comandante, desde que, em vésperas do embarque para Angola - o que, quando à CCS, aconteceu a 29 de Maio de 1974 -, o ma-
jor José Luís Jordão Ornelas Monteiro (que ocupava essa fun-
ção, em Santa Margarida e no RC4, no período de formação do Batalhão e instrução militar dos futuros Cavaleiros do Norte) foi «desviado» pelo MFA e foi para a Guiné.
O encontro de há 44 anos decorreu nas instalações do Batalhão de Caçadores nº. 12 (o BC12), que se localiza(va) na estrada de Carmona para o Songo e quartel que viria a ser destino do BCV. 8423 entre 2 de Março de 1975 (dia da chegada da CCS) e 4 de Agosto do mesmo ano quando, da cidade uíjana, saiu a epopeica coluna militar para Luanda.
Notícias sobre Angola
no DL de 18/11/1974

Conversações em Paris
sobre... Angola !

O dia 18 de Novembro de 1974, uma segunda-feira, foi tempo, também, para uma viagem de Melo Antunes, ministro sem pasta do Governo Português, a Paris - onde se iria reunir com representantes do MPLA, para analisar situações relacionadas com a independência de Angola. 
Dias antes, já Mário Soares, enquanto Ministro dos Negócios Estrangeiros, se reunira com dirigentes da FNLA, no decorrer da sua visita à Tunísia.
Melo Antunes fazia-se acompanhar, segundo a imprensa desse dia, por um representante (não indicado) do Movimento das Forças Armadas em Angola e, no aeroporto, afirmou que «posso apenas dizer algumas coisas de carácter muito geral: esta viagem insere-se na série de negociações com vista a independência de Angola».

sábado, 17 de novembro de 2018

4 300 - Mobilização de 4 Cavaleiros do Norte: Monteiro, Viegas, Neto e Rebelo!

Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423, os três furriéis milicianos de Operações Especiais (Rangers)
 e mobilizados para Angola  há rigorosamente 45 anos: Neto, Viegas e Monteiro. Aqui, na Avenida
 do Quitexe, a Rua de Baixo, e em frente à secretaria da CCS

Furriéis milicianos da Aldeia Viçosa: António Rebelo
 (mobilizado há precisamente 45 anos). Amorim Martins, 
Abel Mourato e Mário Matos

Há precisamente 45 anos, dia 17 de No-
vembro de 1973, pela Nota nº. 47 000 da Repartição de Pessoal (RSP) da Direcção de Serviço de Pessoal (DSP) do Ministé-
rio do Exército (ME), que citamos, «fo-
ram  nomeados para servir o ultramar» - em Angola - os então futuros furriéis milicianos Monteiro, Viegas e Neto, da CCS do BCAV. 8423.
A mobilização dos futuros furriéis milicianos Mon-
 teiro, Viegas e Neto, da CCS e na Ordem de Serviço
286, do CIOE, a 17/11/973. Há 45 anos!
Os três estavam colocados no Centro de Instrução de Operações Especiais (o CIOE), em Lamego, onde, a 29 de Se-
tembro anterior, tinham concluído o curso, lá ficando colocados. O Monteiro, em Penude, na Companhia de Instrução 
A mobilização do furriel António Rebelo
- no curso «Ranger» que era frequen-
tado pelo Reino, que viria a ser furriel miliciano da 3ª. CCAV., a de Santa Isa-
bel; o Viegas e o Neto no quartel-sede, a serviços de escala e em prontidão para as provas de treinamento de Penude.
A mobilização só chegou ao nosso conhecimento a 7 de Dezembro desse ano, pela leitura da Ordem de Serviço nº. 286, do CIOE, que dava conhecimento de outros «Rangers» colocados em Lamego e futuros furriéis milicianos: João Matos, Joaquim Grilo, Manuel Ferreira, Joaquim Gonçalves, Rui Lucas e Joaquim Nogueira, na 1ª. CCAÇ., e, na Companhia de Instrução, em Penude, Rui Praxedes, Américo Ferreira, Fernando Ribeiro, João C. Pedro, Fernando Rodrigues, Fernando Caldeira, Cristovão Cunha, Zacarias Ramos, Fernando Salgueiro e Abílio Gama.
O António Augusto Faria Novais Rebelo, de transmissões de infantaria e que, 
Mapa da zona de acção operacional
dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423
como furriel miliciano, viria a integrar a 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa,
também foi mobilizado por esta Nota 47000, publicada há 45 anos.

Zalala e Santa Isabel
a prepararem rotação!

Um ano depois e já com meio ano de jornada africana de Angola cumprida, o trio de «rangers» e toda a guarnição expecta-
vam sobre o futuro próximo, quando já iam semanas depois do cessar-fogo anunciado por FNLA e MPLA. Da UNITA, pouco se falava por lá.
A 1ª. CCAV. 8423, do comando do capitão miliciano Davide Castro Dias, ultimava a rotação para Vista Alegre e Ponte do Dange e o definitivo abandono da mítica Fazenda Zalala. E a 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, também começava a pre-
parar-se para «viajar» para o Quitexe.
Cabinda era notícia: a Força Aérea Portuguesa violou o espaço aéreo do Congo e bombardeou algumas posições. O objectivo era pôr cobro a um motim no norte do Enclave de Cabinda. A operação, de acordo com a France Press, decorreu a 15 e 16 de Novembro de 1974, e o objectivo do ataque era «libertar 22 mili-
tares portugueses presos como reféns de elementos da FLEC». Estes, recuaram ara território congolês e as autoridades locais (congolesas) tomaram conta dos reféns e de um mercenário francês.
Eugénio G. Carmo

Carmo de Aldeia Viçosa, 
66 anos na Covilhã !

O 1º. cabo Carmo, da 2ª. CCAV. 8423, festeja 66 anos a 19 de Novembro de 2018, lá pelos altos da Serra da Estrela.
Eugénio Gonçalves do Carmo de seu nome completo, foi atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa e regres-
sou a Portugal a 10 de Setembro de 1975, quando terminou a sua comissão de serviço em Angola, fixando-se na Malhada Chã, da freguesia de Piodão, no con-
celho de Arganil. A vida levou-o para outras paragens e mora agora no Penei-
reiro, povoação da freguesia de Sobral de S. Miguel, concelho da Covilhã. Para lá vai o nosso abraço de parabéns!

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

4 299 - FNLA´s apresentaram-se aos Cavaleiros do Norte do Quitexe!

Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, todos furriéis milicianos e na messe e bar de sargentos do Quitexe:
António Flora, Luís Filipe Costa (Morteiros), Agostinho Belo, Francisco Bento e Joaquim Abrantes
Trio de condutores da CCS do BCAV. 8423: António
Picote, Manuel Alves e Alípio Canhoto Pereira


A 16 de Novembro de 1974 registou-se, no Quitexe, um encontro de dirigentes da FNLA com o comando do BCAV. 8423, agora «já na categorias elevadas da sua chefatura», como já acontecera em Vista Alegre.
Os contactos do movimento de Holden Roberto com as autoridades portugue-
sas começaram por ser feitas «por parte de elementos dispersos» e vinham a acontecer já desde o princípio do mês - o primeiro fora no dia 4 de Novembro de 1974, «o primeiro contacto desde 1961», de acordo com o livro «História da Unidade».
O jornal «O Comércio», de Luanda, noticiava a chegada de «mais um contingente armado da FNLA» à capital angolana, admitindo que fosse para «a constituição de uma unidade militar» com a tarefa de intervir nas «tarefas de repressão a onda de crimes e violência» que se registava.
O MPLA, por seu lado, anunciou-se «favorável à constituição de uma força armada dos diferentes movimentos de libertação para colaborar com as Forças Armadas Portuguesas».
A Estrada do Café nas imediações da vila do
 Quitexe, em imagem dos anos 2000

As FAPLA do MPLA
na Rota do Café !

Um ano depois, as forças das FAPLA conti-
nuavam a controlar a Rota do Café, na Estrada do Café, que liga Luanda a Carmona.
«Toda a frente norte, toda a Rota do Café, está na posse do MPLA, que ameaça agora o Ambriz e Carmona», noticiava o Diário de Lis-
boa, reportando também que, mais a sul, «as FAPLA continuam a reforçar os seus efectivos, com vista a fazerem frente à ofensiva desencadeada por mercenários sul-africanos, belgas e franceses, apoiados por forças do ELP».
A esse tempo, combatia-se nas linhas defensivas dos morros do Pundo, próximo de Novo Redondo - entre forças do MPLA (as FAPLA) e as da UNITA (as FALA) e da FNLA (o ELNA).
Maria dos Anjos e João Rito
no encontro de 2014 no Fundão

Maria Jerónimo, 66
anos em Castelo Branco!

Maria dos Anjos Jerónimo, viúva de João Rito, festeja 66 anos a 16 de Novembro de 2018.
João Jerónimo Rito foi soldado atirador de Cavalaria dos Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, e faleceu, vítima de doença, a 1 de Março de 2016, na cidade de  Castelo Branco - onde o casal morava, na rua da Estrela, mo Bairro da Boa Esperança. A esposa acompanhava-o nos encontros anuais, tornou-se Amazona do Norte por «direito» e aos encontros continuou a ir, por exemplo a Guimarães e Oleiros, em memória do marido e nosso antigo companheiro de armas. Abraço de parabéns para Maria dos Anjos! 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

4 298 - FAPLAS´s às portas de Carmona! O primeiro governo de Angola!

Coluna de Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa que, em data inde-
terminada (de 1974 ou 1975), foi em socorro da madeireiros emboscados nas matas  do Uíge.
Alguém pode precisar o acontecimento?
A viatura incendiada e vários mortos na emboscada
aos madeireiros das matas do Uíge em 1974/75.
Alguém reconhece o militar da esquerda?

O dia 15 de Novembro de 1975, um sá-
bado foi tempo para se conhecer a com-
posição do 1º. Governo de Angola, em-
possado na véspera, liderado pelo 1º. Ministro Lopo do Nascimento e formado, segundo o presidente Agostinho Neto, «por camaradas que deram provas de patriotismo durante a luta contra o co-
lonialismo português».
O Governo era formado pelos ministros José Eduardo dos Santos (Relações Exteriores), Iko Carreira (Defesa), David Aires Machado (Trabalho), Mário Afonso de Almeida (Saúde), António Jacinto (Educação), Diógenes Boavida (Justiça), Nito Alves (Administração Interna), Carlos Rocha Dilolwa (Planeamento e Coordenação Económica), Maria da Conceição Vahekeni (Assuntos Sociais) e José Filipe Martins (Informação).
Secretários de Estado, foram empossados Alberto Bento Ribeiro (Comunica-
ções), Augusto Lopes Ribeiro (Indústria e Energia), Saidy Mingas (Finanças),  José Victor Carvalho (Pescas) e Carlos Fernandes (Agricultura).
O que restou do edifício do Comando do BCAV.
8423, depois da sua retirada e após combates
entre MPLA e UNITA,provavelmente em 1975

Forças das FAPLA 
à porta de Carmona

A nível militar e segundo o Diário de Lisboa de 15 de Novembro de 1975, as FAPLA, exército do MPLA, «mantinham-se em Úcua, ponto es-
tratégico entre Luanda e Carmona» e a sua «ofensiva vitoriosa» sobre a área controlada pela FNLA chegava já «até 340 quilómetros de Luanda» - o que deixa entender que estaria na área do Quitexe.
O mesmo jornal adianta(va) que «foi libertada toda a chamada rota do café», que «está sob o controlo do braço armado do povo angolano» - as FAPLA, que tinham progredido os tais 340 quilómetros de Luanda e preparavam «um anel que isolará Ambriz e preparará a queda de Carmona».
As FAPLA, mais a sul, «dominam Chela, onde destroçaram, as forças da UNITA» e, por outro lado, reforçaram o cerco a Nova do Lisboa.
Amaral, o Bolinhas,
foto de 2016

Bolinhas de Zalala, 66
anos em Penacova!

O soldado Manuel Jacinto Pereira Neves do Amaral, da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda de Zalala, festeja 66 anos a 15 de Novembro de 2018.
Atirador de Cavalaria, de especialidade militar,  e Cavaleiro do Norte por lá popularizado como Bolinhas, regressou a Portugal e fixou-se na Quinta dos Penedos, no concelho de Penacova - onde agora goza a sua merecida reforma. É participante habitual dos encontros anuais e de natal dos «zalalas» e para ele vai o nosso abraço de parabéns.
Martins Oliveira

Martins da 2ª. CCAV.,
66 anos em Leiria !

Martins Pereira de Oliveira foi soldado atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, e festeja 66 anos a 15 de Novembro de 2018.
Martins, no seu caso, é mesmo nome próprio (não apelido) e re-
gressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975. Foi louvado «pelas qualidades demonstradas no decorrer da sua comissão de serviço na RMA, sendo de destacar o espírito de dedicação sempre oferecido e a dedi-
cação sempre manifestada». «Disciplinado e cumpridor, camarada excelente, levam as suas qualidades a recordá-lo pelo contributo prestado à sua subuni-
dade, onde serviu de molde a merecer justo prémio», lê-se no louvor  do ca-
pitão miliciano José Manuel Cruz, publicado na ordem de serviço nº. 172.
O Martins mora em Aparícios, freguesia de Santa Eufêmia, no concelho de Leiria, para onde segue o nosso abraço de parabéns!

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

4 297 - Cavaleiros de Zalala no almoço de Natal de 2018!

O grupo de Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, reunido no Porto e
 no restaurante Assador Típico, no almoço de Natal de 2016. O encontro deste ano
será o primeiro sem o recém-falecido furriel Américo Rodrigues
O encontro de Natal de 2016 foi bem participado,
muito bem falado e bem melhor... regado!

Os Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423 tem almoço de Natal marcado para o dia 15 de Dezembro e, como habitual-
mente, vai ter farta e participada mesa no Assador Típico, no Porto.
O número de participantes tem vindo a aumentar, mas este ano será o primeiro de ausência do (furriel) Américo Rodri-
gues, que era um dos grandes entusias-
siastas deste encontro de antigos com-
Cavaleiros do Norte do PELREC: 1º. cabo Eze-
quiel Silvestre, soldados Dionísio Baptista e
Francisco Madaleno e furriel Francisco Neto
batentes do Uíge angolano e que a morte levou a 30 de Agosto deste ano de 2018, vítima de doen-
ça. Ali está ele, na foto, em baixo e à esquerda, na confraternização de 17 de Dezembro de 2016.
Os interessados podem inscrever-se junto de Plácido Queirós (telemóvel 968020160), Mota Viana (933201296) e Manuel Pinto (910536104) .


Lopo do Nasci-
mento, o primei-
ro 1º. Ministro
de Angola
Governo de Angola, o
primeiro da Nação nova!

O MPLA anunciou, a 14 de Novembro de 1974, a constituição do primeiro Governo da Angola independente, liderado por Lopo do Nascimento, o 1º. Ministro.
Ministros, eram já conhecidos alguns: Iko Carreira (da Defesa), Jo-
sé Eduardo dos Santos, que viria a ser Presidente da República (Relações Exteriores), José Filipe Martins (Informação), Nito Alves (Administração Interna), Diógenes Boavida (Justiça), David Aires Machado (Trabalho), Carlos Rocha (Planeamento e Coordenação Económica).
Em termos militares, circulavam notícias em Luanda, entre os meios diplomá-
ticos, sobre o avanço de «uma coluna de mercenários e de tropas da FNLA e da UNITA», que já atingira o cruzamento da estrada para a barragem de Cam-
bambe, a barragem que abastecia a capital, admitindo-se que, segundo o Diário de Lisboa desse dia, «a coluna tente avançar para o Dondo».
Dionísio Baptista
Outubro de 2018

Dionísio do PELREC,
66 anos na Amora! 

O soldado Dionísio, do PELREC da CCS do BCAV. 8423, festeja 66 anos a 14 de Novembro de 2018.
Dionísio Cândido Marques Baptista foi atirador de Cavalaria, de especialidade, e regressou a Portugal, à Amora, no dia 8 de Se-
tembro de 1975, depois de concluída a sua (e nossa) jornada africana de Angola, por terras do Uíge - pelo Quitexe e por Carmona. Emigrou para a Suíça, onde trabalhou muitos anos na área da carpintaria e construção civil, e de onde já voltou definitivamente, já aposentado.
Mora em Amora, da outra banda do Tejo, onde há semanas foi localizado pelo Nogueira da Costa (do Liberato) e para ele vai o nosso abraço de parabéns!

terça-feira, 13 de novembro de 2018

4 296 - Capitão Falcão em reuniões no CSU e CLCS! Angola, dia 3 !

Cavaleiros do Norte do Pelotão de Sapadores e também futebolistas. De pé, NN (será o clarim Irineu?),
Afonso Henriques
, NN (impedido do comandante?), Jerónimo de Sousa e Américo Oliveira. Em baixo,
Amaral, Calçada, 1º. cabo Grácio, NN e Coelho (falecido, de doença, a 13/05/2007, em Penafiel)


 Os furriéis milicianos José A. Nascimento, à esquerda, e
Jorge Barreto, ladeando o soldado clarim Fernando Santos.
Todos de Zalala, da 1ª. CCAV. 8423!
Capitão José
Paulo Falcão
O dia 13 de Novembro de 1974, há 44 anos, foi tem-
po para duas reuniões ofi-
ciais do comandante inte-
rino do BCAV. 8423, o ca-
pitão José Paulo Falcão.
cão. Uma em Carmona, outra no Quitexe.
A da capital do Uíge de-
correu no BC12, na parte da manhã, e envolveu os comandantes de todas as unidades que operavam na área do Comando do Sector do Uíge (CSU), para «estabelecimento de contactos operacionais».
O mesmo já acontecera nos dias 4 e 8 e repetir-se-ia a 18, 22 e 27 de Novembro desse mesmo ano de 1974. Normalmente, o capitão José Paulo Falcão fazia-se acompanhar por oficiais da CCS do BCAV. 8423.
A reunião do Quitexe foi no âmbito da Comissão Local de Contra-Subversão e, de acordo com o livro «História da Unidade, decorreu «de acordo com o pro-
grama traçado». Repetir-se-ia no dia 29 de Novembro.
O Diário de Lisboa de
13/11/1975, com no-
tícias de Amgola

Independentes certos 
no Governo de Angola

Um ano depois, uma terça-feira, era dada como certa a partici-
pação de independentes no Governo de Angola que o MPLA preparava em Luanda - o primeiro da Angola independente.
A imprensa do dia noticiava que «reina acalma em todas as áreas libertadas elo MPLA» e 26 países já tinham oficialmente reconhecido a República Popular de Angola. «Espera-se que com a constituição do primeiro Governo, novas declarações de reconheci-
mento surjam, podendo vir a contar-se entre estas a de Portugal», noticiava o Diário de Lisboa de 13 de Novembro de 1975.
Luanda, por esse tempo, era uma cidade calma, mas as FAPLA (forças arma-
das do MPLA) e o ELNA (exército da FNLA) estavam frente a frente, a escassos 30 quilómetros a nordeste da cidade. Das outras frentes, nada se sabia nesse dia. Fáceis não eram, as comunicações!
O clarim Santos, com
o furriel João Dias

Santos, clarim de Zalala, 66
anos em (VN de) Ourém!

O soldado clarim Santos, da 1ª. CCAV. 8423, está hoje em fes-
ta, dia 13 de Outubro de 2018: comemora 66 anos!
Fernando Manuel Dias dos Santos, é este o seu nome comple-
to, foi Cavaleiro do Norte da mítica Fazenda de Zalala e voltou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, no final da sua co-
missão militar em Angola. Fixou-se no Resouro, povoação da freguesia de Urqueira, em (Vila Nova de) Ourém, a terra da sua naturalidade e residência. É para lá que vai, direitinho, o nosso abraço de parabéns!

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

4 295 - O segundo dia da independência; o arranjo estradal do Uíge!

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV 8423, a de Aldeia Viçosa. De pé, os furriéis milicianos  António Guedes,
 José da Silva Gomes (que 13 de Novembro fez 66 anos), Carlos Letras e Jesuíno Pinto (falecido a 3 de
 Maio de 2017, em Vila Verde). Em baixo, o 1º. cabo Leonel Sebastião (mecânico-auto) e Manuel Oli-
 veira (cozinheiro), ambos de cigarro na boca, na festa de S. Martinho de Aldeia Viçosa, em 1974

A Estrada do Café na vila do Quitexe. Há 44 anos, foi
requalificada até à Ponte do Dange, passando por
Aldeia Viçosa e Vista Alegre

Os dias dos meados de Novembro de 1974 iam correndo,  «saboreava-se» o cessar-fogo oficial, mas os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 não paravam e, para além dos serviços de rotina (à ordem), por exemplo apoiavam a Junta Autónoma de Estradas de Angola (JAEA) nas obras de requalificação da rede estradal do Uíge.
Capitão miliciano Davide
de Oliveira Castro Dias
«A JAEA manteve os trabalhos na estrada entre Aldeia Viçosa e Ponte do Dange, os quais concluiu, e continuou o arranjo da do Quitexe para Camabatela», relata o livro «História da Unidade», de que nos socorremos.
O troço entre Aldeia Viçosa e Ponte do Dange, no limite com a província dos Dembois, era asfaltado e correspondia a parte da chamada Estrada do Café, que liga Luanda a Carmona - a actual cidade do Uíge, capital da província do mesmo nome. A escolta a esta área era assegurada por Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa, onde se aquartelava a 2ª. CCAV. 8423, comandada pelo capitão milicia-
no José Manuel Cruz, e, até 19 de Novembro, também, por homens da CCAÇ. 4145, a Companhia de Vista Alegre, comandada pelo capitão Raul Corte Real - lá substituída, a 21 do mesmo mês de há 44 anos, pela 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala e do capitão miliciano Davide Castro Dias.
A via para Camabatela era em terra batida e boa parte em condições a que por lá vulgarmente se chamavam picadas.
O Diário de Lisboa de 12 de No-
vembro de 1975 com notícias da
Angola independente

A independência, dia 2,
combates em 3 frentes !

Um ano depois e com Angola no seu segundo dia de independência, «o povo, depois de ter  vivido grandes momentos de entusiasmo e  exaltação patriótica», reto-
mou o trabalho «sob o lema produzir é resistir».
Continuavam os combates, com as Forças Armadas Po-
pulares de Libertação de Angola (FAPLA), o braço ar-
mado do MPLA, a enfrentar a FLEC (em Cabinda) e a UNITA e as suas Forças Armadas de Libertação de An-
gola (FALA) em Balabaia, perto de Novo Redondo. Combatia-se em Balabaia mas as FAPLA «tinham reforçado toda a frente», para, reportava o Diário de Lisboa de 12 de Novembro de 1975, que citamos, «se oporem ao avanço das forças mercenárias».
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 já estavam em Portugal, desde 8 de Setembro. e naturalmente curiosos sobre o que se passava na zona do Uíge,  que foi o chão da sua jornada africana de Angola. 
A FNLA e o seu Exército de Libertação Nacional de Angola (ELNA) faziam frente às FAPLA, procurando evitar a sua progressão para norte. Mas, repor-
tava o Diário de Lisboa  de há 43 anos (uma segunda-feira de 1975), as tropas do MPLA já tinham «tomado Piri, Úcua e Quibaxe».
No plano político, o mesmo MPLA admitia como possível anunciar, no dia seguinte e a partir da capital Luanda, a constituição do Governo de Angola.
José S. Gomes,
em foto de 2018

Gomes, furriel de A. Viçosa,
66 anos na Vila do Prado !

O furriel miliciano José da Silva Gomes, da 2ª. CCAV. 8423, festeja 66 anos a 13 de Novembro de 2018.
Cavaleiro do Norte de Aldeia Viçosa, este atirador de Cavalaria de especialização regressou a Portugal  no dia 10 de Setembro de 1975, no final da sua e nossa jornada africana por terras do Uíge angolano. Regressou ao lugar de Assento, da freguesia de Panóias, no concelho de Braga. A vida levou-o para o Faial, lugar da freguesia de Vila Nova do Prado, do  município de Vila Verde - onde agora tem família e residência.
Assinalamos a sua data natalícia e já bem sexYgenária - já lá vão 66 anos!... -, para lá e para enviando um abraço de parabéns! 

domingo, 11 de novembro de 2018

4 294 - Os últimos dias do Liberato, Além Lucunga e Quipedro! A independência de Angola!

O capitão miliciano José Paulo Fernandes comandou a
 força da 3ª. CCAV. 8423 que, há 44 anos, foi em socorro da
Fazenda Além Lucunga e Quipedro

O capitão Victor Correia com o
 furriel Oliveira e 2 militares
 da CCAÇ. 209/RI 21
A CCAÇ. 209, do Regimento de In-
fantaria nº. 21 (RI 21), de Nova Lisboa,  abandonou definiti-
vamente a Fazenda do Liberato a 8 de Novembro de 1974, há 44 anos, «fican-
do assim sem guar-
nição militar».
A «rotação do dis-
positivo militar» 
Monumento aos Mortos do Liberato
afecto ao BCAV. 8423 «começou a ser efecti-
vada à custa de verdadeiros sacrifícios, dadas as carências de meios-auto que permitissem a sua materialização», como refere o livro «His-
tória da Unidade», precisando que «envolviam não uma simples mutação mas, sim, a extinção de aquartelamentos».
O programa previa também, recordemos, a saí-da da CCAÇ. 4145 de Vista Alegre e Ponte do Dange, onde seria substituída pela 1ª. CCAV. 8423 dos Cavaleiros do Norte, a do capitão miliciano Davide Castro Dias - o que se concluiu no dia 25 de Novembro de há 44 anos e assim «ficando abandonada a Fazenda Zalala», também ela, a partir dessa data e de-
finitivamente «sem guarnição militar» portuguesa - o que não acontecia já desde os trágicos e heróicos acontecimentos de 1961, 13 anos antes.
Estava em marcha, e de vez!..., assim se expectava, o processo de descolo-
nização de Angola!
A Fazenda Além Lucunga (a roxo e branco) e
Quipedro, de onde há 44 anos saíram dois
grupos de combate da 3ª. CCAV. 8423
Alferes C. Silva

Cavaleiros de Santa Isabel deixam
Quipedro e Além Lucunga!

As alterações operacionais na ZA, nesse mesmo dia 8 de Novembro de 1974, tiveram também a ver com a 3ª. CCAV. 8423, a dos Cava-
leiros do Norte de Santa Isabel, que desde 23 de Setembro estavam a reforçar o BC12 e, na prática operacional, aquartelados nas Fazen-
Monumento de Quipedro (net)
das Quipedro e Além Lucunga.
O capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes, comandante dos Cavaleiros do Norte «santaisabelianos», liderou pessoalmente a força de reforço, formada por 2 grupos de combate. Um dos grupos, era comandado pelo alferes miliciano Carlos Silva.
Os militares portugueses lá ocasionalmente estacio-
nados, todos de uma companhia de intervenção, tinham sido emboscados, numa acção com «muitos mortos», pelo rebentamento de uma mina. 
«Eu fui na viatura da frente e o que encontrámos foi um terreno descampado, num fazenda abandonada à pressa, algo inóspita e despovoada, sem ninguém mas com valas e trincheiras aber-
tas, que felizmente nunca precisámos de usar. A Companhia que pedira ajuda recuou para o Songo e esperámos por ataques que felizmente não aconte-
cerem», recorda o capitão José Paulo Fernandes, sobre esta jornada inter-uíjana que terminou a 8 de Novembro de 1974, com o regresso a Santa Isabel.

Independência
de Angola !

A independência de Angola foi declarada pelo MPLA, pela FNLA e pela UNITA (cada qual em seu sítio) a 11 de Novem-
bro de 1975 - há precisamente 43 anos!.
A UNITA de Jonas Malheiro Savimbi proclamou-a em Nova Lisboa (agora, cidade do Huambo), a FNLA de Holden Roberto em Ambriz e o MPLA de Agostinho Neto em Luanda, a capital do país que então oficialmente nascia. Apenas esta foi reconhecida pelas organizações internacionais e, a partir daí, desencadeou-se uma trágica guerra civil de muitos anos, uma vez que a FNLA e, sobretudo, a UNITA não se conformaram nem com a derrota mili-
tar e muito menos com a sua exclusão do sistema político angolano. 
A guerra civil angolana durou até 2002, entre vários «intervalos», e terminou com a morte, em combate, de Jonas Savimbi, o líder histórico da UNITA.
Hoje se passam 43 anos da data da independência! Viva Angola!
- Ver AQUI

sábado, 10 de novembro de 2018

4 293 - Comandantes do Sector do Uíge reunidos no Quitexe

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, em trajes civis e em terras de Angola: o furriel miliciano
José António Nascimento, NN e o furriel João Correia Marques Rito, que teria feito 66 anos a 7 de Novembro de
2018, mas, em circunstâncias nunca esclarecidas, apareceu morto perto de Ourém, a 9 de Maio de 2008. RIP!!!
Alguém identifica o NN, no centro da imagem?
Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423: O 1º. cabo Victor Vicente,
apontador de morteiros, e o condutor Eduardo Tomé (o Sintra
ou Mercedes), ambos da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa,
 e os 1ºs. cabos Victor Florindo e Alfredo Coelho (Buraquinho),
ambos da CCS, do Quitexe e dos Serviços de Saúde

O blogue Cavaleiros do Norte esteve im-
pedido de ser editado por causa da que-
bra de serviço da MEO, desde a última segunda-feira (dia 5) até precisamente ontem, sexta-feira, dia 9 de Novembro de 2018. E de nada, mesmo nada, nadi-
nha mesmo adiantou reclamar. 
Foram 5 dias sem net, sem telefones, sem televisão! Com a MEO de orelhas moucas às reclamações e os Cavaleiros do Norte, que por aqui andam diaria-
mente, desde 9 de Abril de 2009, sem poderem manter viva a inter-acção di-
recta com os bravos e garbosos com-
batentes do BCAV. 8423. 
Furriel João C.
Marques Rito,
1ª. CCAV. 8423

Algumas coisas ficaram por dizer, por exemplo da reunião dos Comandantes das Unidades do Comando do Sector do Uíge (CSU) que decorreu no Quitexe, a 6 de Novembro de 1974  - tendo o capi-
tão José Paulo Falcão como anfitrião, enquanto comandante inte-
rino dos Cavaleiros do Norte. O tenente-coronel Almeida e Brito, titular do comando do CCAV. 8423, estava de férias em Lisboa.

Furriel João Rito, de
Zalala, faria 66 anos!
João C. M.
Rito, o civil

O dia 7 de Novembro seria o dos 66 anos do furriel miliciano João Correia Marques Rito, que chegou a Zalala e à 1ª. CCAV. 8423 em Dezembro de 1974, ido de Casage, no leste de Angola - onde ser-
vira na 1ª. CCAÇ. do BCAÇ. 4617, formado em Évora.
Natural do Salgueiral, no município de (Vila Nova de) Ourém, a que pertence Fátima) faleceu a 9 de Maio e 2008, em circunstâncias que nunca fora bem esclarecidas. Na versão de um familiar próxi-
mo, terá sido atropelado e abandonado na estrada. Outra versão, mais dramática, aponta para a probabilidade de ter falecido noutro local e sido levado para estrada, onde o cadáver foi encontrado. Em qualquer dos casos, uma morte trágica! Que, sem testemunhos oculares, nunca será explicada.
Era solteiro e tinha trabalhado na área das resinas. Hoje, quando faria 66 anos, o recordamos com imensa saudade. RIP!!!

Victor Vicente
Vicente de A. Viçosa, 
66 anos em Lisboa !

O dia 7 de Novembro de 2018 foi também tempo de o 1º. cabo Victor Vicente festejar 66 anos, em Lisboa.
Victor Manuel Nunes Vicente foi 1º. cabo apontador de morteiros da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa e comandada pelo capitão miliciano José Manuel Cruz. Regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975 - no final da sua jornada africana do Uíge angolano e à Vila Flamiano, na freguesia de Xabregas, em Lisboa. Reside agora na Rua Cesário Verde, também na capital portuguesa, e, ainda que algo relativamente atrasa-
do, para lá vai um abraço de parabéns pelo feliz dia dos seus 66 anos!
António Picote em
1974/75, Angola
Picote e (furriel)
Viegas em 2012

Picote, condutor, 66
anos Á-dos-Negros!

O soldado condutor António do Rosário Picote, da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, festeja 66 anos a 10 de Novembro de 2018.
O Picote é natural do lugar de Á-dos-Negros, freguesia do concelho de Óbidos, e lá voltou a 8 de Setembro de 1985, quando regressado de Angola, no final da sua (e nossa) comissão de serviço - por terras do Uíge: Quitexe e Carmona!
Trabalhou muitos na área da construção civil e aposentou-se como funcionário da Câmara Municipal das Caldas da Raínha. Solteiro por opção, continua a vi-
ver em Á-dos-Negros, sozinho e na (sua) Rua do Picote, e para lá, e para ele, segue o nosso abraço de parabéns!
O Cabrita em 2015, ladeado pelos furriéis
Viegas, à esquerda, e Cruz, em Cascais

Cabrita da CCS, 66
anos em Cascais !

O Cabrita no bar de sargentos
do Montanha Pinto | Carmona
António Santana Cabrita foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423 e comemora 66 anos em Cascais e a 10 de Novembro de 2018.
Natural da Travessa de S. João, na algarvia cida-
de de Portimão, e sem especialidade militar, foi um exce-
lentíssimo companheiro da nossa jornada africana do Uíge angolano - sempre disponível para todos e para tudo o que necessário fosse fazer no dia-a-dia do aquartelamento do Quitexe e, mais tarde, em Carmona - ora no BC12, mas principalmente na Messe de Sargentos (a anterior Messe de Oficiais) do Bairro Montanha Pinto.
Voltou a Portugal a 8 de Setembro de 1975 e, já casado no Alvor, tornou-se pa-
trão de pesca, empresário do sector, com barco de arrasto registado no porto de Cascais, onde há muitos anos reside e onde aguarda pelos dias da mereci-
da reforma. Para lá vai o nosso abraço de parabéns!