quarta-feira, 22 de maio de 2019

4 429 - A epopeia do Baltazar Brites para estar com os Cavaleiros do Norte



Baltazar Serafim Brites, soldado sapador dos cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 e
ajudante da cozinha da Messe de Oficiais da CCS do BCAV. 8423

O Baltazar, sapador da CCS, foi aqui re-cordado há dias, falámos com ele, entretanto, e pode-
mos hoje lembrar as memórias vi-
suais deste nosso companheiro da jornada africana do norte uíjano de An-
gola. Aqui o vemos, numa foto de al-
Alberto Ferreira, quarteleiro da CCS, que amanhã
 festeja 67 anos, 1º. cabo Rodolfo Tomás e Costa,
 Cavaleiros do Norte no Quitexe
gum momento de 1974/1975, numa qualquer fazenda do nosso saudoso e uíjano Quitexe angolano.
Baltazar Serafim Brites, é dele que falamos, regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, ao seu Sarzedinho natal, a 11 quilómetros de Ervedosa do Douro, a sua freguesia do trans-
montano município de S. João da Pesqueira. Por lá esteve algum tempo e voltou à emigração, cuja vida já conhecera antes do serviço militar, quando mourejou por terras de França.
Viandou, depois, para a Suíça e pela Europa foi construindo família. É pai de dois rapazes e de uma rapariga; um deles a trabalhar em França, os dois outros na Suíça. Avô de 5 netos.  
O Baltazar, pelo efeito da emigração, não te estado no encontros da CCS. Es-
teve no do Pombal, em 1996, depois de epopeica viagem de comboio. «Entrei no Pinhão, até ao Porto e daqui até a Pombal. E fiz a viagem de regresso, para aí umas 6 horas para cada lado». Uma epopeica viagem para, já há 23 anos, reencontrar companheiros da jornada africana de Angola. Memorável! Este ano não poderá estar connosco, por estar em França. «Quero ver se para o ano estou...», disse-nos o Baltazar.
Os 1ºs. cabos Miguel Teixeira, escriturário e co-
laborador da Messe de Oficiais, e José Maria
Almeida, chefe da cozinha da dita do Quitexe
Albino Dias

Da messe de oficiais
ao encontro do Pombal! 

O Baltazar já está reformado e divi-
de o seu tempo entre a França/Suí-
ça e Portugal, onde regulamente vem para «tratar das vinhas e das coisa que por cá tenho»
A memória desfiou-se, ao sapador Baltazar, re-cuando ao Quitexe onde, em 1974 e 1975, além das tarefas de sapador, tam-
bém, esteve na messe de oficiais, servindo como ajudante de cozinheiro. «Era o Almeida, já o procurei no Algarve...», disse o Baltazar, referindo-se ao 1º. cabo José Maria Antunes de Almeida. E não esquecendo, também, o 1º. cabo Miguel Teixeira, agora a morar na Senhora da Hora, que na messe também serviu, para além da sua especialidade de escriturário.
E o Albino Dias, também sapador de Oliveira de Azeméis e auxiliar da cozinha dos oficiais: «Tinha ataque epilépticos, quando lhe davam tínhamos de rapida-
mente lhe pôr uma toalha na boca, para não o ajudar, e fazer muita força para o segurar», lembra-se o Baltazar Serafim Brites, precisando também que «veio mais cedo para Portugal, por causa da doença».
Alberto Ferreira

Ferreira da CCS, 67
anos em Almeida !

O Ferreira, soldado do PELREC da CCS do BCAV. 8423, festeja 67 anos a 23 de Maio de 2019 e em Almada.
Alberto dos Santos Ferreira foi atirador de Cavalaria e essa espe-
cialidade cumpriu generosa e garbosamente. Acumulou com as funções de quarteleiro do depósito de géneros, desempenhando-as com «mui-
to acerto, honestidade e maior boa vontade, de forma que, nas conferências mensais do armazém, nunca foram notadas quaisquer anormalidades».
Regressou a Portugal a 8 de Dezembro de 1975 e fixou-se na Quinta da Canei-
ra, da Sobreda, em Almada, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

terça-feira, 21 de maio de 2019

4 428 - Coesão e disciplina dos Cavaleiros do Norte por terras do Uíge!

O 1º. cabo Augusto de Sousa Hipólito, de garrafa na mão (e que vai festejar 67 anos, em França), o furriel
José Monteiro e os 1ºs. cabos Joaquim Almeida e Jorge Vicente. Em baixo, o alferes António Garcia, o sol-
dado Manuel Leal, o furriel Francisco Neto e o soldado Aurélio Júnior (Barbeiro). Garcia, Almeida,
Vicente e Leal já faleceram RIP!!!
Cavaleiros do Norte do PELREC, no Quitexe: Alberto
Ferreira (mais atrás), 1º. cabo João Pinto e soldados
 Francisco Madaleno e João Marcos

O Conselho da Revolução reafirmou, a 21 de Maio de 1975 - há 44 anos!... - «a neutralidade activa em Angola» como princípio a seguir pelas Forças Armadas, numa altura em que, por Luanda, estavam «encerradas ao púbico, em grande número, publicações, comércio e indústria».
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 continuavam a sua jornada por terras do Uíge, onde «a coesão criada e a disciplina vivida vão levando de vencida» as situações problemáticas que se iam desenvolvendo entre os movimentos de libertação, nomeadamente entre a FNLA e o MPLA.
«Não esmorecendo, expondo os seus problemas, mas cumprindo», referindo o livro «História da Unidade», referindo os atropelos e desautorizações a que os garbosos e generosos Cavaleiros do Norte iam estando sujeitos, mas nunca, porém, rejeitando a sua grande bandeira de defesa de pessoas e bens.
O BCAV. 8423 estava, por esse tempo de há 44 anos, «a viver numa ilha no mar da FNLA, com todas as inconveniências que daí advém», sublinha o HdU, frisando também que agia «não olhando aos factos negativos que lhe eram atribuídos, pela certeza da sua irrealidade e falsidade das afirmações»
Os capitães José Paulo Fernandes e José
Manuel Cruz, comandantes da 3ª. e 2ª.
CCAV´s 8423, com o comandante
Bundula, da FNLA

Actividade operacional
por terras do Uíge !

A guarnição de Carmona, ao tempo, era formada pela CCS, do capitão António Oliveira, a 2ª. CCAV. 8423 do capitão José Manuel Cruz e um grupo de combate da 3ª. CCAV. 8423, mais grupos de serviços a ZMN e CSU do Uíge, em extinção, nomeadamente afectos a comandos sectoriais, administração e comunicações
A 1ª. CCAV. 8423, a do capitão miliciano Davide Castro Dias, continuava aquartelada em Vista Alegre, com destacamento em Ponte do Dange e a aguardar rotação para o Songo. A 3ª. CCAV. do capitão miliciano José Paulo Fernandes, continuava no Quitexe.
«Manteve-se o patrulhamento  permanente nos centros urbanos e nos itinerários, especialmente em Carmona, considerada a área mais fulcral do distrito», nota o livro HdU.
Augusto Hipólito
Cavaleiro em França

Hipólito, 1º. cabo da CCS,
67 anos em França !

O 1º. cabo Augusto de Sousa Hipólito, da CCS do BCAV. 8423, festeja 67 anos a 23 de Maio de 2019.
Cavaleiro do Norte do PERLREC e especialista de Reconheci-
mento e Informação, no Quitexe, é transmontano do municí-
pio de Vinhais e morava, na altura do serviço militar, na Azi-
nhaga da Flamenga, freguesia de Marvila, em Lisboa - aonde regressou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) jornada africana do Uíge angolano.
A vida levou-o para França, trabalhou sempre na área da construção civil e, já reformado, mora em Reims, já desde 1978. Para lá a e para ele vai o nosso abraço de parabéns!

segunda-feira, 20 de maio de 2019

4 427 - O estigma da guerra na juventude dos Cavaleiros do Norte!




Albino Dias em Angola, soldado sapador da CCS
do BCAV. 8423, aqui nos anos de 1974/1975
Notícia do Diário de Lisboa
sobre mortos em combate

A 20 de Maio de 1974, uma segun-
da-feira como a de hoje mas há 45 anos e a uma se-
mana do anun-
ciado embarque da CCS do BCAV. 8423 para Luanda e para a jornada africana do norte de Angola, um comunicado do Serviço de Informação Pública das Forças Arma-
das (SIPFA) dava conta, oficialmente, de mais «mortos em combate» e em Angola: um 1º. cabo e dois soldados.
José Augusto de Castro Alexandre era o 1º. cabo, natural da Sé Nova, em Coimbra, deixando viúva Maria da Anunciação Dâmaso. O soldado José Fernando Ferreira da Rocha era do Sobrado, em Valongo,e viúva deixou Amélia da Silva Sousa. Também soldado, era Bento Ribeiro, de Guimarães.
O comunicado do SIPFA dava conta, também, da morte do soldado José Ama-
ral de Sousa Alves, açoriano da Ribeira Seca e em Moçambique; e, ma Guiné, do furriel miliciano José Fernando Felisberto Pereira, de Lisboa.
Todos eles da incorporação de 1971 e na flor da idade: aos 24 anos!
O destino próximo dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 era Angola e para posições de guerra e estas notícias não deixavam de os preocupar. Mas era uma guerra que todos sabíamos ir «viver» deste criança, crescendo com esse estigma. Estava a chegar a hora da verdade!

A notícia, há 45 anos, da partida
de Américo Tomaz e Marcelo
 Caetano para o Brasil
Américo Tomás e Marcelo Caetano
partiram para o Brasil

O dia de há 45 anos foi também, historicamente, o da partida dos Presidentes Américo Tomaz (da República) e Marcelo Caetano (do Conselho)  para o exílio do Brasil.
Saíram do Funchal a bordo do navio «Pirata Azul», do armador José Maria Branco e com destino à ilha do Porto Santo, onde chegaram às 10,30 horas e de onde partiram em voo directo para o Rio de Janeiro. Os seus familiares continuaram no Funchal, assim como César Moreira Baptista, que era o Secretário de Estado da Informação e do Turismo do Governo de Caetano.
Albino Dias
em 2018

Sapador Albino Dias
no encontro de Penafiel

O soldado sapador Albino Dias vai participar no encontro da CCS pela primeira vez. É o reencontro com um companheiro a quem a doença antecipou o regresso a Portugal.

O livro «História da Unidade» não faz qualquer referência ao Dias, mas contou-nos ele o que se passou: «Sofria de ataques epilécti-
cos e aos 6 meses de Angola fui evacuado para Luanda, onde fui dado como incapaz»O capitão médico Manuel Leal chegou a dizer-lhe, ainda no Quitexe, que «enquanto eu aqui andar, tu também andarás», mas a verdade é que o Hospital Militar de Luanda acabou por decidir o seu destino e voltou a Portugal no dia 26 de Fevereiro de 1975.
Albino Marques Dias, de seu nome completo regressou a Portugal e a Oliveira de Azeméis e por lá tem feito a sua vida, ultimamente como colaborador da Junta de Freguesia de Loureiro, em Oliveira de Azeméis. A 1 de Junho deste ano da graça de 2019 o reencontraremos, para um abraço tão grande como o que se mede desde 1975. Inté!

domingo, 19 de maio de 2019

4 426 - Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423: «Muito em breve vais para o Ultramar!...»


O comandante Almeida e Brito, segundo a contar da direita, ladeado, desde a esquerda, pelo furriel José
 Fernando Melo e alferes milicianos Jorge Capela e João Machado. À direita, o capitão miliciano José
Manuel Cruz, comandante da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa
Cavaleiros do Norte da CCS, à porta da Sala de Operações
 do Quitexe: 1º. cabo Emanuel Santos 1º. sargento João Barata
 e alferes miliciano António Garcia 

As notícias angolanas de 19 de Maio de 1974, há 45 anos, tinham a ver o Movimento Democrático de Angola (MDA), de apoio à Junta de Salvação Nacional e que pretendia alargar a sua acção cidade como  Nova Lisboa, Sá da Bandeira, Benguela e Moçâmedes e outras cidades e vilas.
O MDA nomeava  comissões locais para divulgar o movimento e «iniciar imedia-
tamente acções de politização das 
Manuel Neves (Bolinhas) e furriel
 João Dias, dois Cavaleiros do
Norte de Zalala
populações», para tal procurando contactar democratas locais.
A Comissão Central, localizada em Luanda, era presidida pelo advogado Eugénio Ferreira e preparava a realização de «uma assembleia geral democrática, para o estabelecimento de um programa de acção conjunta».
Os Cavaleiros do Norte, ainda em Portugal, continuavam a riscar dias no calendário e cada vez mais próximos da partida para Angola.
«Muito em breve vais para o ultramar. Recorda-te de tudo o que te pedimos, sobre aprumo e atavio, pontualidade e vontade firma, dedicação e interes-
se, disciplina e respeito total», lê-se no livro «História da Unidade», citando o comandante Almeida e Brito e lembrando também que «as exigências, os ensinamentos e exemplos dos teus superiores são princípios que tens de seguir, de compreender, pois são essas afirmações que te levarão a, como já um dia te disse, querer e saber querer!».
A partida da CCS estava marcada para 27 de Maio, foi a 29 do mesmo Maio de 1974. Depois, as três companhias operacionais.

Novo de Zalala, 67 anos
em Oliveira do Bairro !

O 1º. cabo Manuel de Almeida Novo, dos Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, festeja 67 anos a 20 de Maio de 2019.
Apontador de morteiros médios de especialidade, é natural de Paraduça, povoação da freguesia de Calde, do concelho e distrito de Viseu. Lá voltou a 9 de Setembro de 1975, no final da sua comissão de serviço em terras do Uíge - por Zalala, Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona. A vida, por informação do furriel miliciano João Dias (TRMS), le-
vou-o para a bairradina Oliveira do Bairro, onde mora e para onde vai o nosso abraço de parabéns!

sábado, 18 de maio de 2019

4 425 - Licença pré-embarque dos Cavaleiros do Norte para Angola!

Cavaleiros do Norte da Secretaria da CCS: os 1ºs. cabos
 Vieira (Vasquinho) e Miguel Soares Teixeira, que amanhã
festeja 67 anos, furriéis milicianos Francisco Dias e José
 Monteiro e, em baixo, o 1º. cabo João Pires
BCAV. 8423

O dia 18 de Maio de 1974, um sábado, foi tempo de se saber que o cessar fogo estava «iminente na Guiné», embora só depois do encontro entre Mário Soares e Aristides Pereira, respectivamente ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal e secretário geral do Partido Africano para  Indepen-
dência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
«Iniciámos uma diplomacia activa e estão criadas as condições para dialogarmos com os movimentos de libertação e com os países africanos», disse Mário Soares, falando no final do Conselho de Ministros realizado em Lisboa, na véspera, e mostrando-se optimista quanto ao encontro de 25 de Maio, com Aristides Pereira
Os Cavaleiros do  Norte do BCAV. 8423 continuavam a sua licença de adeus e já com datas de partida marcadas para Angola. O livro «História da Unidade» precisa que este tempo «era um período de transição entre o soldado na prestação do serviço militar normal e aquele em que esse mesmo soldado última a sua preparação para o combate».
«Aproveita esta licença para tudo o que entendas, mas nomeadamente para tudo o que não possa ser feito nos períodos normais de licença», sugeria o HdU, acrescentando que «a partir dela, estás em condições de poder embarcar, por isso cultiva as virtudes que te solicitaram, para te impores como verdadeiro soldado».
Miguel Teixeira
1º. cabo da CCS

Miguel, 1º. cabo escriturário,
67 anos em Senhora da Hora!

O 1º. cabo Miguel Soares Teixeira, da CCS do BCAV. 8423, a Companhia do Quitexe, festeja 67 anos a 19 de Maio de 2019.
Escriturário de especialidade, também prestou serviço na messe de oficiais e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) jornada africana do Uíge angolano. Fixou-se em Ramalde, freguesia do Porto, e fez vida profissional ligado às artes gráficas, na Ambar. Já aposentado, mora em Senhora da Hora, no município de Matosinhos, para onde vai o nosso abraço de parabéns!
Maia de Zalala
da 1ª. CCAV. 8423

Maia de Zalala, 67 anos
em Castelo da Maia

Manuel Maia da Costa foi atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, e festeja 67 anos a 19 de Maio de 2019.
Integrou o 2º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes mili- 
ciano Carlos Sampaio - com os furriéis milicianos Eusébio Mar-
tins (falecido a 16 de Abril de 2014, em Belmonte), Mota Viana (depois, João Rito) e Plácido Queirós - e regressou a Portugal no dia 9 de Se-
tembro de 1975, fixando-se em Mandim, da freguesia de Barca, na Maia. Mora em Gondim, da freguesia de Castelo da Maia, também do município maiato, onde é lacador de profissão e para onde vai o nosso abraço de parabéns!
Fazenda Santa Isabel

Rocha de Santa Isabel, 67
anos na Figueira da Foz!

Manuel Reis da Rocha foi soldado condutor auto-rodas da 3ª. CCAV. 8423 e festeja 67 anos a 19 de Maio de 2019.
Natural do lugar de Arneiros de Fora, da freguesia da Maiorca, no município da Figueira da Foz, este Cavaleiro do Norte da Fazenda de Santa Isabel (e depois do Quitexe e de Carmona) lá regressou a 11 de Setembro de 1975. Supomos que por lá viverá e para ele vai o nosso abraço e parabéns.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

4 424 - A posse do Governo Constitucional. As mortes dos furriéis Rito e Guedes!|

O furriel João Correia Marques Rito, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala (o de barbas), cujo cadáver foi
 encontrado numa estrada perto de Albergaria dos Doze, já precisamente 11 anos. Ainda hoje não se
conhecem as razões da morte e hoje o lembramos com saudade. RIP!!!
Grupo de furriéis milicianos da 3ª. CCAV. 8423, a de
 Santa Isabel: José Querido, Victor Guedes (que hoje
faria 67 anos mas faleceu há 21 anos), António Fer-
nandes, Ângelo Rabiço e, à frente, Agostinho Belo

A sexta-feira de 17 de Maio de 1974, ha 45 anos, foi tempo de se conhecerem as intervenções do Presidente da República Costa Gomes e do º. Ministro Palma Car-
los, na cerimónia da véspera, que em-
possou o Governo Constitucional.
O Presidente António de Spínola, na ocasião, referiu-se às «grandes linhas da actuação governativa (...) com influên-
cia imediata na vida das mais vastas camadas da população» e, inevitavel-
mente, ao «problema dos território africanos e a proposta da solução via plebiscitária». Para a Guiné, para Angola e para Moçambique.
O 1º. Ministro Palma Carlos, de sua parte, comentou que «há problemas de extrema urgência a resolver» e, expressamente, sublinhou o problema da guerra do ultramar como «o mais dramático e o mais candente», para além do problema económico, as massas trabalhadoras e a paz social, entre outros.
«Uma revolução faz-se num dia, uma alteração das estruturas sociais e obra que exige longo estudo e longa ponderação», disse Palma Carlos.
Victor Guedes,
furriel miliciano

Furriel Guedes de Santa Isabel
faria 67 anos. Morreu em 1998!

O furriel miliciano Victor Mateus Ribeiro Guedes, especialista de armamento pesado da 3ª. CCAV. 8423, faria 67 anos a 17 de Maio de 2019. Faleceu a 16 de Abril de 1998.
Cavaleiro do Norte da Fazenda Santa Isabel, depois do Quitexe e de Carmona, regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, no final da sua comissão em Amgoa, fixando-se na Travessa dos Remédios, em Lisboa, freguesia de S. Sebastião da Pedreira, onde residia.
A vida levou-o para a Rinchoa, em Rio de Mouros, município de Sintra, onde faleceu, vítima de doença. Hoje recordamos com saudade um bom companheiro da nossa jornada africana a de Angola. RIP!
João Rito, furriel
miliciano de Zalala
João Rito, o civil

Furriel Rito de Zalala
faleceu há 11 anos !

O furriel miliciano Rito, da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica e saudosa Fazenda de Zalala, faleceu há 11 anos, data em que o seu corpo, aparentemente atropelado, apareceu abandonado numa estrada de Albergaria dos Doze, perto de Pombal.
João Correia Marques Rito apresentou-se em Aldeia Viçosa no mês de Dezembro de 1974, rodando do Casage, no leste de Angola, da 1ª. Companhia do Batalhão de Caçadores 4617, que tinha sido formado em Évora. Na prática, rendeu o fur-
riel Fernando Mota Viana, que a 23 de Outubro do mesmo ano tinha sido transferido de Zalala para Sanza Pombo, onde estava aquartelado o BCAV. 8324.
Originário do Salgueiral, localidade da freguesia de Freixianda, no município de (Vila Nova de) Ourém, a que pertence Fátima, trabalhou na área florestal e era solteiro, falecendo aos 57 anos. Nasceu a 7 de Novembro de 1951. Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!
A. Quaresma


Quaresma de Aldeia Viçosa,
faz 67 anos na Covilhã!

O soldado Quaresma, atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja 67 anos a 18 de Maio de 2019.
Carlos Manuel Versos Quaresma, é este o nome completo deste Ca-
valeiro do Norte, regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1955, no final da jornada africana de Angola que o levou ao Uíge, e fixou-se no lugar de Monte Serrano, da freguesia de Ferro, no município da Covilhã - nas portas da Serra da Estrela. Por lá fez a sua vida familiar e profissional e para lá, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns!

quinta-feira, 16 de maio de 2019

4 423 - Soldado que vais para Angola! A viuvez do 1º. cabo Pagaimo!

Cavaleiros do Norte no Regimento de Cavaria 4, no Campo Militar de Santa Margarida, em 1974 e
a poucas semanas de partida para Angola e futuros furriéis milicianos: Francisco Neto, Viegas,
Mário Matos e José Monteiro
Combatentes do Pelotão de Morteiros 4281, contemporâneos
dos Cavaleiros do Norte no Quitexe: Valdemar e 1º. cabo
Pagaimo, que agora está de luto pela morte da esposa,
a professora Maria Dulce

O Governo Provisório de Palma Carlos, o primeiro depois da revolução de 25 de Abril, tomou posse a 17 de Maio de 1974. «Completa-se, assim, a entrada em funções das instituições que regerão o país durante um ano, até à eleição da Assembleia Nacional Constituinte», reportava a imprensa do dia.
Os Cavaleiros do Norte, a esse tempo,  continuavam de licença e a fazer dias para o embarque, planeado, no caso da CCS, para o dia 27; as companhias operacionais nos dias seguintes. 
«Soldado, vais para Angola, onde irás encontrar populações negras e mestiças, que são portuguesas como tu. Tem usos diferentes, religião que pode não ser a tua, ou não, falam ou não a tua língua e tem os seus dialectos próprios (...) Vai ajudá-los nos seus problemas, como tal respeita-os e aos seus costumes, lembra-te que são seres como tu, a sua família é como a tu», reporta(va) o livro «História da Unidade», acrescentando que «então, poderás contar  que estás a cumprir uma parte importante da tua missão de combatente».
«De contrário, serás um mau militar e estás a atraiçoar os ideais que a Pátria te impõe e que juraste solenemente defender e fazer cumprir», enfatizava a mensagem do comandante Almeida e Brito.
Joaquim Rodrigues

Rodrigues de Aldeia Viçosa,
67 anos em Loures !

O soldado Rodrigues, Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja 67 anos a 16 de Maio de 2019.
Joaquim António de Almeida Rodrigues foi especialista de transmissões e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, depois de concluída a sua comissão militar do norte de Angola, que ainda o «levou» ao BC12 e a Carmona, actual cidade do Uíge.
Fixou-se no Beco dos Barbantes, em Camarate, no município de Loures, e ainda lá vive, agora a Rua Eduardo Augusto Pinto. Para lá, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns!
Maria Dulce Pagaimo

Pagaimo, 1º. cabo dos Morteiros,
de luto pela morte da esposa !

O 1º. cabo Celestino de Jesus Pagaimo, especialista de trans-missões do Pelotão de Morteiros 4281, está de luto pelo fale-cimento da esposa: Maria Dulce Pagaimo, seu amor de vida. A 4 de Maio de 2019 e aos 62 anos!
Contemporâneo dos Cavaleiros do Norte no Quitexe, o 1º. cabo Pagaimo regressou a Portugal no Verão de 1975, quando terminou a sua jor-
nada africana de Angola e do Uíge, e fez carreira profissional nas Brigadas de Trânsito da GNR. Vive, já aposentado, em  Moinho da Mata, Montemor-o-Velho!
A esposa, professora primária, já em 2011 teve extraído um rim, devido a pro-
blemas cancerosos, que em 2016 «passaram» para os pulmões. A situação de saúde agravou-se nos últimos meses, passados entre o Instituto Português de Oncologia (IPO), de Coimbra, e, nos últimos dois, nos cuidados paliativos.
O colectivo «Cavaleiros do Norte» associa-se a este luto do Pagaimo - e seu filho Rúben, 1º. sargento da GNR, na Figueira da Foz -, a quem envia forte e afectuoso abraço de solidariedade. RIP!!!

quarta-feira, 15 de maio de 2019

4 422 - Companhias dos Cavaleiros do Norte preparam os seus encontros anuais!

O 1º. cabo Coelho (Buraquinho) e Joaquim
Moreira, Cavaleiros do Norte da CCS
Almeida e Brito,
comandante do
BCAV. 8423

A CCS, a 1ª. CCAV. e a 3. CCAV. do BCAV. 8423 estão a fazer vésperas do seu encontro anual de 2019. Os Cavaleiros do Norte do Quitexe em Penafiel, os de Santa Isabel no Fundão, ambas a 1 de Junho. Os de Zalala, a 9 de Junho e em Fátima.
O BCAV. 8423, recordemos, era comandado pelo tenente-coronel Carlos José Saraiva de Lima Al-
meida e Brito, oficial de Cava-
laria que atingiu a patente de general, e a 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, encontrar-se-á em Setembro, em dia ainda não conhecido e este ano na Póvoa do Varzim.
A organização quitexana deste ano de 2019 está a cargo do (soldado maqueiro) Joaquim Ribeiro Moreira, agora empresário do sector dos transportes, que pode ser contactado pelo telefone 917571124. 
O encontro vai decorrer na Quinta de Castro, em Galegos, em Penafiel, municí-
pio onde os «ccs´s» se encontram pela terceira vez. A primeira, a 27 de Setem-
bro de 1997, a segunda em 2 de Junho de 2012 - ambas organizadas pelo (fur-
riel) José A. Monteiro, que era  de Operações Especiais (Rangers) e por Angola foi adjunto do 1º. sargento José Luzia, chefe de secretaria da CCS.
A concentração será em Rans (a terra do célebre Tino de Rans, que já foi can-
didato a Presidente da República), junto à Igreja e pelas 10 horas.
José Rodrigues Lino
furriel miliciano

Cavaleiros de Santa
Isabel no FUndão!


Os Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, os da Fazenda  Santa Isabel, vão reunir-se a 1 de Junho de 2019, com cui-

dados organizativos do (ex)furriel Lino.
O dia é, também, por coincidência, o do encontro da CCS, mas nada irá impedir o colo de afectos que, em cada lado, medrará entre estes antigos combatentes da guerra colonial portuguesa. De resto, até foram contemporâneos, a CCS e a 3ª. CCAV. 8423, na vila do Quitexe, entre 10 de Dezembro de 1974 e 2 de Março de 1975.
«Está tudo a andar, sem problemas...», disse-nos o (ex)furriel José Rodrigues Lino, que, pela jornada africana de Angola e pelo chão do Uíge, foi mecânico-auto de especialidade e pode ser contactado pelo telefone 966183268.
Joao C. Dias
furriel miliciano


Cavaleiros de Zalala
em Fátima !

Os Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, vão encontrar-se na Quinta do Casalinho, em Fáti-

ma e no dia 9 de Junho de 2019.
«Podem participar todos os nossos companheiros da jornada angolana, os seus familiares e os seus amigos», disse o (furriel miliciano) João Custódio Dias, de transmissões e de novo organizador do encontro zalaliano.
As inscrições podem ser feitas até 30 de Maio, pelo telemóvel 962551238, o do furriel João C. Dias, e quem morar na área do Grande Porto e do Minho pode contactar o (furriel miliciano) Fernando Mota Viana (telemóvel 933201296), que, para além da inscrição, providenciará pelo transporte.

Meneses Alves
alferes miliciano

Alferes Meneses
faleceu há 6 anos!

O alferes miliciano Meneses, da 2ª. CCAV. 8423, faleceu há 6 anos, a 15 de Maio de 2013.
Manuel Meneses Alves era oficial atirador de infantaria e ro-
dou, em Fevereiro de 1975, da CCS do BCAÇ. 4519, que ao tempo estava aquartelado no Enclave de Cabinda, apresen-
tando-se na uíjana Aldeia Viçosa e ao capitão miliciano José Manuel Cruz.
Natural de Leiria, lá fez vida profissional como empresário do sector das carnes, e lá faleceu, neste dia 15 de Maio de 2013 e vítima de doença cancerosa. Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!
Luis Machado
sargento-ajudante

Sargento-ajudante Machado
faria 99 anos. Morreu em 2000!


O sargento ajudante Luís Ferreira Leite Machado, da secre-
taria do Comando do BCAV. 8423, faria hoje 99 anos.
Natural de Évora, lá voltou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar em Angola e como Cavaleiro do Nor-
te, e continuou a sua carreira militar. Dele pouco mais sabe-
mos, para além de que, vítima de doença e aos 80 anos de idade, naturalmente já aposentado, faleceu a 12 de Julho de 2000, na sua natal idade de Évora.
Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!

Brites, o sapador, 67
anos em SJ Pesqueira

Baltazar Serafim Brites foi soldado do Pelotão de Sapadores da CCS do BCAV. 8423, festeja 67 anos a 15 de Maio de 2019. Hloje!
Natural de Serzedinho, povoação da freguesia de Ervedosa do Douro, no concelho de S. João da Pesqueira, lá voltou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) jornada africana do norte de Angola. Tem feito vida profissional na área da construção civil, numa grande empresa do sector.

Parabéns pelos seus 67 anos!

terça-feira, 14 de maio de 2019

4 421 - A Cimeira angolana, incidentes em Luanda, calma em Carmona!

Grupo de Cavaleiros do Norte da CCS, no Quitexe. De pé, Madaleno, Moreira (?), furriéis Mosteias e Neto,
1º. cabo Gomes, furriel J. Pires (TRMS, de boina), 1º. cabo Florindo, furriéis Rocha e C. Pires (sapador),
1º.s cabos Soares (de braçadeira), Almeida e Oliveira, Felicíssimo, NN e NN. Depois, 1º. cabo Tomás, NN
(sapador), 1º. cabo Pais, furriel Cruz, Silva, Cabrita, 1º. cabo Emanuel, Soares e 1ºs. cabos Vicente e Hipó-
lito. À frente e sentados, Zambujo, Costa, 1º. cabo Coelho (Buraquinho, de calções) e 1º. cabo Jorge Silva  
Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de
 Zalala: José Borges Martins e Tarciso Rebelo
BCAV. 8423

As notícias de há 45 anos, so-
bre a Angola para onde os Ca-
valeiros do Norte iriam partir dentro de duas semanas, ti-
nham a ver com as negociações que, em Luanda, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal teve com os representantes de MPLA, FNLA e UNITA no Governo de Transição.
O objectivo era «encontrar uma solução para o problema de Angola» e Melo Antunes, o major que titulava a pasta do MNE, reuniu também com Agostinho Neto e Jonas Savimbi, respectivamente presidentes do MPLA e UNITA. Isto, num tempo em que se preparava uma cimeira entre os três movi-
mentos de libertação. Cimeira que, segundo o «unitista» Jonas Savimbi, não teria necessariamente a participação de Portugal. 
«Teremos de examinar os problemas tipicamente angolanos. Não julgo, salvo talvez em caso de malogro, que os acordos do Alvor possam ser postos em questão», explicou Jonas Savimbi.
Os Cavaleiros do Norte continuavam no Uíge, em tempos de paz e serenidade, mas multiplicada atenção. Eram conhecidas diferenças entre os movimentos de libertação e, «a bem ou a mal», o Uíge era terra de predomínio da FNLA e, por isso, reporta o livro «História da Unidade», «não será bem aceite no seu solo qualquer outra acção política, donde resultam permanentes quezílias entre movimentos, as quais  dia a adia vão tendendo a aumentar».
Notícia do Diário de Lisboa
de 14 de Maio de 1975

800 refugiados
chegaram a Lisboa

Um ano depois, dia 14 de Maio de há 44 anos, foi tempo, também, para a chegada de cerca de 800 refugiados a Lisboa, vindos de Angola.
«Abandonaram Angola após os últimos acontecimentos de Luanda», reportava o Diário de Lisboa de 14 de Maio de 1974, precisando que «Luanda continua a  viver num clima de tensão, sobretudo nos bairros subur-
banos, embora nos últimos dias não se tenham verificado mais incidentes».
As notícias do dia davam conta, mesmo assim, de continuarem a registar-se «alguns incidentes, embora de pouca gravidade» entre homens do MPLA e da FNLA e o Diário de Lisboa noticiava que «a situação em Nova Lisboa está normalizada» - depois de 4 mortos do MPLA e 14 da FNLA.
A esposa de José Louro
e o filho em 1975, estava
ele em Angola
José Louro, 1º.
cabo sapador

Louro, 1º. cabo da CCS, faria

67 anos ! Morreu em 2008!

O 1º. cabo Louro, sapador da CCS do BCAV. 8423, no Quitexe, faria 67 anos a 14 de Maio de 2019. Faleceu, de suicídio, há 11 anos.
José Adriano Nunes Louro era sapador de espe-
cialidade e natural de Casal do Pinheiro, povoa-
ção da freguesia de Casais, no município de Tomar. E lá regressou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana de Angola, por terras do Uíge. 
Uma doença cancerosa «roubou-lhe» a esposa e ele mesmo, pouco tempo depois - a 23 de Julho de 2008 -, de desgosto e com a mesma do-
ença igualmente incurável (que entretanto lhe foi diagnosticada) optou pelo suicídio. Explicou a dramática decisão num corajoso documento escrito, que nos foi contado pelo filho: «Para não sofrer, nem fazer sofrer a família».
Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!

segunda-feira, 13 de maio de 2019

4 420 - Cavaleiros em licença preparatória do embarque para Angola!

O PELREC da CCS. De pé, Caixarias, 1º. cabo Pinto, Marcos, Florêncio, Ezequiel, 1º. cabo Soares, José
Coutinho das Neves (que hoje festeja 67 anos), Messejana e 1º. cabo Cordeiro. À frente, Aurélio (Barbeiro),
 1ºs. cabos Hipólito e Oliveira (TRMS), Leal, Francisco, furriel Viegas e 1º. cabo Vicente. O Messejana,
o Leal e o Vicente já faleceram
Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423 no Restaurante
 Pacheco do Quitexe: 1º. cabo Monteiro (Gasolinas), NN,
José Gomes Coelho, Calçada e NN. Quem são os NN´s? 

Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, há 45 anos, faziam do seus tempos de despedidas da família e dos amigos, das namoradas, porque a partida para Ango-
la estava próxima: a CCS no dia 27 (se-
ria a 29) de Maio de 1974, as compa-
nhias operacionais nos dias seguintes.
Angola era o nosso destino e de lá chegavam noticias nesse dia de Fátima de 1974: «Foram libertados do Campo de Reabilitação de S. Nicolau 636 presos políticos que ali se encontravam, muitos deles há muitos anos», noticiava o Diário de Lisboa, acrescentando que «os libertados embarcaram ontem com destino a Luanda, de onde serão enviados para as suas terras».
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, em gozo da última licença pré-embar-
que, expectavam sobre o seu futuro próximo mas sempre muito confiantes. «Aproveita  esta licença para tudo o que tu entendas, mas nomeadamente para tudo o que não possa ser feito durante os períodos normais de licença. A par-
tir dela, estás em condições de poder embarcar», reporta a literatura da época, acrescentando que «por isso, cultiva as virtudes que te solicitaram, para te impores como verdadeiro soldado».
José Neves

Neves, atirador do PELREC,
67 anos em Sintra ! 

O soldado José Antunes das Neves, do PELREC da CCS do BCAV. 8423, festeja 67 anos a 13 de Maio de 2019.
Atirador de Cavalaria e portador de doença epiléctica, era natu-
ralmente dispensado das operações, escoltas e patrulhas da mata uíjana, situação que aparentemente o beneficiava, mas que não lhe agradava e da qual se lamentava. Até que por uma vez foi «integrado» e desse dia fez ele um dos maiores da sua jornada africana como Cavaleiro do Norte.
Cumprida a sua missão angolana, regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, fixando-se em Rio de Mouro, Sintra. Sabemos que vive em Cabriz, no mesmo município de Sintra, e para ele vai o nosso abraço de parabéns!
José Coelho

Coelho, sapador da CCS,
faleceu há 12 anos !

O soldado sapador Coelho, da CCS dos Cavaleiros do Norte, faleceu há 12 anos, a 13 de maio de 2007, de doença e em Penafiel.
José Gomes Coelho regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 e fixou-se em Real de Cima, freguesia de Oldrões, em Penafiel, a sua terra natal. Trabalhou como carpinteiro na Universidade do Porto e a saúde levou-o à reforma antecipada, aos 55 anos. Que pouco «gozou».
«Teve um tumor cerebral e nunca quis ser operado», disse-nos a filha Ângela, há 10 anos, quando o procurávamos para o encontro de Águeda. Maria Elisa de Sousa Ferreira, a viúva e na mesma altura, tinha-nos dado a notícia da sua morte, precisamente dois anos antes, precisando que o casal teve duas filhas e que o Coelho ainda conheceu dois netos.
Está sepultado no cemitério paroquial de Oldrões da Calçada, em Penafiel, e hoje o recordamos com saudade. RIP!!!