CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

terça-feira, 3 de março de 2026

- Há 51 anos: O segundo dia da CCS no BC12 de Carmona!


O antigo BC 12, à saída de Carmona (actual Uíge) para  Songo e agora unidade das Forças Armadas
 de Angola. Imagem de 25 de Setembro de 2019, quando por lá passou o furriel Viegas. A CCS do
BCAV. 8423 lá se aquartelou a 2 de Março de 1975, há 51 anos!


O alferes Machado e os capitães Falcão
e Themudo na varanda do BC 12 (1975)

Aos 3 dias de Março de 1975, uma segunda-feira de calendário, os Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423 já se acomodavam tranquilamente nas instalações do Batalhão de Caçadores 12 (o BC12), na cidade de Carmona (actual Uíge e capital da província do mesmo nome) e na estrada de saída para o Songo.
Há 51 anos!
Para lá rodados na véspera!
As instalações eram bem melhores, mesmo muito melhores mesmo!..., que as que, na vila do Quitexe, tinham sido a sua «casa de todos os dias», desde 6 de Junho de 1974 - quando ali chegaram, idos do Campo Militardo Grafanil (nos arredores de Luanda) e substituíram a CCS do BCAÇ. 4211.
E de onde tinham saído na véspera!
Os praças, então, passaram a ter casernas com muito mais qualidade e comodidade e os furriéis milicianos (e sargentos do quadro) ocuparam a até aí messe de oficiais do Bairro Montanha Pinto.
Os oficiais sem família ocuparam outra messe, no centro da cidade.
Furriéis milicianos Luís Costa (Pelotão de
  Morteiros) e Joaquim Farinhas (Sapadores 
da CCS) na messe de Carmona
Os que lá tinham familiares, alugaram casas civis.

Experiência e confiança
dos «CCS´s» muito fortes

A coabitação, temporária, com a guarnição do BC 12 (unidade que, então, estava em fase de extinção) foi absolutamente pacífica e rápida.
Os quadros e praças dos Cavaleiros do Norte, de resto, logo assumiram os serviços internos do aquartelamento - sem quaisquer problemas. 
Era tudo novo para eles, é verdade, mas tudo simultaneamente tranquilo.
Os nove meses da jornada africana pelos chãos do Uíge angolano já davam aos homens do BCAV. 8423 lastro de experiência e confiança muito fortes. O grande desafio para a esmagadora maioria deles era descobrir a cidade. Vivê-la, na sua total intensidade! O que é, como é uma cidade? Que «desafios» os esperavam?
A verdade é que muitos de nós, nunca tínhamos estado e muito menos vivido numa cidade do rural Portugal daquele saudoso tempo de há 51 anos.
Também «nisto» ganhámos vida e novas experiências!

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