CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

4 041 - Comandante no Zona Militar Norte para analisar rotação do BCAV. 8423

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, em momento bem descon-
 traído: Fernando Jesus Costa Coelho, Rogério Silvestre Raposo (que amanhã
 faz 66 anos),  José Pereira Costa Aires e 1º. cabo Carlos Alberto Pereira Tava-
res Ferreira (actualmente em Moçambique)

Cavaleiros do Norte de Zalala. Em pé,  Lago e Raposo. Em
baixo, Coelho, 1ºs. cabos Hélio e Lourenço, Aires e Carlitos

O comandante Almeida e Brito deslo-
cou-se a Carmona no dia 19 de Feve-
reiro de 1975, para «uma reunião de trabalho na Zona Militar Norte».
O objectivo foi «ultimar os aspectos de rendição do BC12», embora ainda não estivesse decidida, para lá, a rotação do BCAV. 8423 - persistindo a dúvida sobre se iria para Luanda, ou para Carmona.
A «pressa de uma rápida e imediata mu-
dança para o BC12, em extinção» seria
Lúcio Lara
Daniel Chipenda
adiada para 26 de Fevereiro - depois de mais reuniões em Carmona e na ZMN, a 20, 25, 26, 27 e 28 de Fevereiro de 1975, para lá rodando a CCS no dia 2 de Março desse ano.

Banditismo em Luanda,
Lúcio Lara e Chipenda!

Luanda, por esses dias, continuava instável e os industriais de pesca apelaram ao ministro Johnny Eduardo para «uma maior repressão ao banditismo que campeia no porto pesqueiro» e que, reportava o Diário de Lisboa, «está a cau-
sar grandes prejuízos à indústria e perturbar o abastecimento de pescado».
Johnny Eduardo integrava o Colégio Presidencial e, por esse motivo, deslo-
cou-se ao porto pesqueiro, acompanhado por Manuel Alfredo Coelho, o Secre-
tário de Estado das Pescas.
Ao mesmo tempo e também em Luanda, Lúcio Lara acusou Daniel Chipenda de se «vender aos interesses estrangeiros» e de «lançar a instabilidade no nosso país», salientando, porém, que os elementos da Facção Chipenda eram «veteranos da guerra contra o colonialismo português», exortando-os a «lutar patrioticamente por uma Angola melhor, mas sem armas ou, pelo menos, sem armas que ameacem o nosso povo».
A Facção Chipenda/Revolta do Leste, recordemos, tinha sido expulsa de Luan-
da, por forças do MPLA, na quinta-feira anterior, dia 13 de Fevereiro de 1975.
Raposo e furriel Plácido
Queirós em 1974/75

Raposo de Zalala, 66
anos em... Angola!

O soldado Raposo, da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, está amanhã em festa, dia 20 de Fevereiro de 2018: comemora 66 anos!
Rogério Silvestre Raposo foi Cavaleiro do Norte de Trans-
O Raposo em 2018
missões da 1ª. CCAV. 8423, que jornadeou também pelos aquartelamentos de Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona. Voltou a Angola, já como civil, e lá trabalha há mais de 20 anos, para uma empresa portuguesa instalada em Viana, nos arredores de Luanda. Divide-se entre Angola (já foi a Zalala...) e Sintra, onde tem a residência de Portugal.
Para lá (Angola), ou para cá (Sintra), onde quer que esteja neste seu dia de natal, o nosso abraço de parabéns!

domingo, 18 de fevereiro de 2018

4 040 - A Escola de Recrutas dos atiradores do BCAV. 8423, futuros Cavaleiros do Norte!

Santa Margarida, há 44 anos, tempo de formação do BCAV. 8423: os futuros
 furriéis milicianos Neto e Viegas (Operações Especiais, da CCS), Matos (atirador
de Cavalaria da 2ª. CCAV.) e Monteiro (Operações Especiais da CCS)

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala: 1º.
cabo Hélio Cunha (?, TRMS), alferes Lains dos Santos
e furriéis Plácido Queirós e Américo Rodrigues

A 18 de Fevereiro de 1974, há 44 anos, em Santa Margarida, iniciaram-se os exercícios finais da Escola de Recrutas do Batalhão de Cavalaria 8423, que «decorreram na tão conhecida Mata do Soares», como historia o livro «História da Unidade».
Os exercícios envolveram as futuras três companhias operacionais, tendo os seus quadros (e alguns da CCS) como instrutores. Decorreram até ao seguinte dia 22 e completaram «a primeira parte da sua instrução, a chamada instrução 
Futuros furriéis milicianos: Carlos Letras (da 2ª. CCAV.),
José Louro e Victor Costa (1ª. CCAV., atrás) e João
Brejo (da 2ª. CCAV., sentado e à frente)
operacional».
A apresentação formal dos futuros ati-
radores de Cavalaria do BCAV. 8423 ocorrera a 7 de Janeiro imediatamente, no Destacamento do Regimento de Cavalaria nº.4 (RC4), no Campo Militar de Santa Margarida e já com toda a estrutura definida, quanto às 4 Compa-
nhias, respectivamente comandadas pelo capitão SGE António Martins de Oliveira (a de Comando e Serviços, a CCS) e pelos então tenentes e futuros capitães milicianos Davide Castro Dias (1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de  Zalala), José Manuel Cruz (2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa) e José Paulo Fernandes (3ª. CCAV., a da Fazenda Santa Isabel). 
Ao tempo, já também com todos os quadros de (futuros) alferes milicianos e furriéis milicianos operacionais, como instrutores da Escola de recrutas - enquanto se iam apresentando os diversos especialistas: enfermeiros, escriturários, mecânicos e condutores, rádio-telegrafistas, operadores de mensagens e transmissões, rádio-montadores, cozinheiros, sapadores, electricistas, entre outras áreas.

Conchinho de Santa Isabel,
66 anos na Amadora!

O 1º. cabo Conchinho, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, festejou 66 anos a 20 de Janeiro de 2018.
António Manuel Conchinho foi atirador de Cavalaria e integrou o 3º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes Pedro Rosa, com os furriéis João Aldeagas, Manuel Pinto e Victor Velez. O pouco que sabemos dele é através do furriel João Dias e morará no Casal de S. Braz, na Amadora. Atrasados, embora, aí vão os nossos parabéns!

sábado, 17 de fevereiro de 2018

4 039 - Cavaleiros à espera do futuro, em terras uíjanas de Angola!

Cavaleiros do Norte em Aldeia Viçosa: capitão José Manuel Cruz (comandan-
 te da 2ª. CCAV.), tenente-coronel Almeida e Brito (comandante do BCAV. 8423),
 alferes João Machado e Jorge Capela e furriel José Fernando Melo


O capitão António Oliveira, comandante da CCS, e os
 alferes milicianos António Cruz, Jaime Ribeiro e
António Garcia, nos arredores do Quitexe

Uíge, vila do Quitexe, as 17 dias de Fevereiro de 1975. Chegam notícias sobre a situação política angolana e a intenção de UNITA de «não pôr objecções à adesão do grupo de Daniel Chipenda à UNITA ou à FNLA».
A declaração foi proferida em Cabinda, por Miguel Nzau Puna, secretário-geral do movimento de Jonas Savimbi, dias depois de militares da Revolta do Leste (de Chipenda) terem sido expulsos das suas instalações em Luanda, por forças
Capitão JP Fernandes,
Cmdt. da 3ª. CCAV
Capitão Castro Dias,
Cmdt. da 1ª. CCAV.
do MPLA.
Os Cavaleiros do Norte, por essa altura, continuavam expectantes quanto ao seu futuro próximo, mantendo-se, de acordo com o livro «História da Unidade», a possibilidade de «ter responsabilidades de actuação em Luanda ou em Carmona».
Ao tempo, recordemos, os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 continuavam por terras uíjanas, desde os primeiros dias de Junho de 1974, e  estavam aquartelados na vila do Quitexe (a CCS do capitão António Martins de Oliveira, do SGE, e a 3ª. CCAV. do capitão miliciano José Paulo Oliveira Fernandes), em Aldeia Viçosa (a 2ª. CCAV., do capitão miliciano José Manuel Romeira Pinto da Cruz) e Vista Alegre e Ponte do Dange (a 1ª. CCAV. do capitão Davide de Oliveira Castro Dias).

Manuel Oliveira,
cozinheiro da 2ª.
CCAV. 8423

Oliveira de Zalala, 66
anos em Penafiel !

O Oliveira, cozinheiro da 2ª. CCAV. 8423, dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa, está amanhã em festa, dia 18 de Fevereiro de 2018: comemora 66 anos.
Manuel Joaquim Martins de Oliveira regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, no final da comissão em Angola dos coman-
dados do capitão miliciano José Manuel Cruz, e fixou-se no lugar de Serra, da freguesia de Canelas, concelho de Penafiel - a sua terra natal. Ainda lá vive, depois de carreira profissional como motorista de longo curso e de um AVC, em 2000. A saúde levou-o à reforma antecipada, em 2001, e é parti-
cipante habitual dos encontros dos Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423.
Parabéns!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

4 038 - O dia de anos de 3 Cavaleiros do Norte em Angola!

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, todos furriéis milicianos: António
 Fernandes, Victor Guedes (falecido a 16 de Abril de 1988, de doença e em
Lisboa), Ângelo Rabiço, José Querido e Agostinho Pires Belo, que amanhã
faz 66 anos no Retaxo, em Castelo Branco
Furriel Fernando Pires do
Pelotão de Morteiros 4281
Furriel Baldy Pereira
da 1ª. CCAV.  8423, em
 
imagem de 2017

O dia 17 de Fevereiro de 2018 é data de 66 anos de três Cavaleiros do Norte, todos eles furriéis milicianos, embora de especia-
lidades diferentes: Agostinho Belo, Baldy Pereira e Fernando Pires. 
Agostinho Pires Belo foi enfermeiro da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel. Voltou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, ao seu natal Retaxo, em Castelo Branco. sua carreira profissional passou pela função pública, na administração fiscal, de que está aposentado. 
João Manuel Baldy Belém Pereira foi furriel miliciano atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Zalala. 
A sua missão como Cavaleiro do Norte foi algo meteórica, já que, em Julho de 1974 foi punido com 10 dias de prisão disciplinar agravada (OS nº. 28), agravada para 20 dias, pelo Comando do Sector do Uíge (OS nº. 46) e depois transferido para Salazar, por motivos de ordem disciplinar - onde foi achado em finais de Julho e a 4 de Agosto de 1975, quando por lá passaram os Cavaleiros do Norte. A sua actividade profissional esteve principalmente ligada à delegacia de propaganda médica e vive em Santo António 
dos Cavaleiros, nos arredores de Lisboa.
Fernando Freitas Reimão Pires (ao lado, com o Costa) foi fur-
riel do Pelotão de Morteiros 4281. Fez carreira na GNR, atingindo a patente de sargento-mor e com várias missões no estrangeiro. Natural do Porto e, já aposentado, vive em S. Domingos de Rana, em Cascais. Parabéns para os três!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

4 037 - A Revolta do Leste, de Daniel Chipenda; a morte do atirador João Lino!

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423! João Lino de Oliveira Silva, o segundo
a contar da direita, faria 66 anos amanhã, mas faleceu a 10 de Março de 1984,
de acidente de viação e 3 meses após o seu casamento. Quem identifica
os restantes Cavaleiros de Santa Isabel? 

Fazenda Santa Isabel, onde esteve aquartelada a 3ª. CCAV.
8423, entre 11 de Junho e 10 de Dezembro de 1974

Os dias de Fevereiro de 1975, há 43 anos!..., iam passando sem grandes alterações na rotina diária dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423: serviços internos, curtos patrulhamentos e escoltas.
Mais agitados iam por Luanda, onde onde forças da Revolta do Leste (a Facção Chipenda) e do MPLA se envolveram em tiroteio - quando estas se aproximaram da
Daniel Chipenda
delegação «chipenda» - e morreram pelo menos 20 pessoas e ainda maior número de feridos.
«Forças militares mistas, constituídas pelo Exército
Português e forças do MPLA, da FNLA e da UNITA, continuam a ocupar as instalações do Grupo Chipen-
da», relatava o Diário de Lisboa de 15 de Fevereiro de 1975, um sábado de há precisamente 43 anos.
Ignorava-se o paradeiro de Chipenda e admitia-se que «teria já abandonado Angola». Por outro lado, forças da FNLA e UNITA guardam o Hospital de S. Paulo, onde se encontra os feridos, entre os quais sete partidários de Chipenda»
Daniel Chipenda tinha entrado dois meses antes pela fronteira leste, com cerca de 3000 homens armados, e os seus partidários ocupavam várias instalações em Luanda. Um informador militar português, entretanto e segundo o Diário de Lisboa, «desmentiu notícias postas a circular em Luanda, de que as forças de Chipenda teriam atacado um hospital do MPLA no Luso».
João Lino em 1974/75

Atirador João Lino faria
66 anos. Faleceu há 34!

O soldado João Lino Oliveira da Silva, da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, faria 66 anos amanhã, dia 16 de Fevereiro de 2018. Faleceu há 34 anos.
Atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte de Santa Isabel, regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975. Fixou-se em Casais dos Arciprestes, em Alcanhões, freguesia de S. Vicente do Paul (Santarém).
Morava em Torre do Bispo quando, casado havia apenas 3 meses, foi atropelado por um camião num cruzamento da estrada de Santarém para Rio Maior, em S. Pedro (Portela das Padeiras).
O João Lino tinha trabalhado na Ipetex (empresa de tubos PVC) e tinha, como mecânico, uma oficina de motorizadas.
Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!
O alferes Sampaio e o
1º. cabo José Leal

Leal, enfermeiro, 66
anos em VN de Gaia!

O 1º. cabo enfermeiro Leal, da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Zalala, está em festa a 16 de Feverei-
ro de 2018: faz 66 anos!
José Manuel do Carmo Leal integrou o 3º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes miliciano Pedro Rosa - com os também milicianos furriéis Pinto, Velez e Aldeagas. Regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, a S. Mamede de Infesta, em Matosinhos. 
Lá vive e para lá vai o nosso abraço de parabéns!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

4 036 - O jornal do BCAV. 8423 e a acção psicológica dos Cavaleiros do Norte!

Cavaleiros do Norte no refeitório. À direita e de frente, o Gaiteiro, seguido do
 Serra, Malheiro (boina no ombro), Aurélio (Barbeiro), Serra Mendes (de ócu-
 los) e... Na segunda fila, Monteiro (Gasolinas, de bigode), Cabrita, Calçada, 
Coelho (sapador), NN e NN (de costas) e Florêncio (de bigode) e... Alguém 
ajuda a identificar os outros companheiros)

Alferes milicianos da CCS do BCAV. 8423: Jaime Ribeiro,
 António Cruz, António Garcia e José Leonel Hermida

O livro «História da Unidade», repor-
tando-se a Fevereiro de 1975, refere que «a saída do oficial de acção psicológica (...) fez melhorar o panorama dos traba-
lhos inerentes aquela função, impulsio-
nando-se a prática de jogos desportivos e, o que é o mais importante, fazendo-se um jornal de parede».
«Teve a melhor adesão dos militares, seus únicos colaboradores, e a maior 
Capa de um jornal do BCAV. 8423
aceitação por sua parte», sublinha o «HdU», que cita-
mos, referindo-se ao jornal do BCAV. 8423.
A saída do alferes miliciano José Leonel  Pinto de Ara-
gão Hermida correspondeu à assumpção do também alferes miliciano António Manuel Garcia como respon-
sável pela acção psicológica.
Dessa altura, lembramo-nos de um pequeno estúdio fotográfico - no qual muitas fotos de militares foram reveladas (e, porventura, outras tantas estragadas). Não estamos certos, mas parece-nos que ficava nas trasei-
ras da enfermaria. Muito provavelmente, a foto de abertura deste post foi lá revelada.
O jornal de parede do BCAV. 8423 incluía variada colaboração em prosa e ver-

so, versando questões relacionadas com a vida quotidiana do Batalhão. Ape-
nas dispomos de um exemplar, o da comemoração do 1º. aniversário (que foi único) da chegada a Angola - cuja 1ª. página reproduzimos, aqui ao lado.

Martinho de Zalala, 66
anos em Andorra!

O soldado cozinheiro Martinho, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, festeja 66 anos a 15 de Fevereiro de 2018.
Júlio Manuel Tavares Martinho regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) comissão de serviço em Angola, e ao lugar de Felgueira Velha, da freguesia de Seixo da Beira, concelho de Oliveira do Hospital. Emigrou para Andorra, onde  tem feito carreira profissional, comemorá os seus 66 anos e para onde enviamos o nosso abraço de parabéns!  




terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

4 035 - Extinção do Comando do Sector do Uíge, BCAV. 8423 na ZMN!

Cavaleiros do Norte do PELREC, a 3 de Junho de 2017, no RC4: Raúl Cai-
xaria (que amanhã faz 66 anos de registo de nascimento), Madaleno, 1º. cabo  

António, furriéis Monteiro Neto e Viegas e, com o estandarte, o Marcos. Em 
baixo, o 1º. cabo Silvestre e o Aurélio (Barbeiro)

João Marcos e Raúl Caixaria, atiradores de
Cavalaria do PELREC, no Quitexe e em 1974 

O Comando do Sector do Uíge (CSU), em Car-
mona, foi oficialmente extinto a 13 de Fevereiro de 1975, há 43 anos. «Passou à dependência directa da Zona Militar Norte», historia o livro «História da Unidade.
Os tempos uíjanos eram militarmente algo tran-
quilos, mas não menos responsáveis para os Cavaleiros Norte do BCAV. 8423, que actuavam «numa zona de intensa politização dos movi-
mentos emancipalistas», o que, de acordo com o mesmo «História da Unidade», «forçosamente virá trazer-nos responsabilidades, honrosas por um lado, mas extremamente difíceis e comple-
xas, por outro».
Notícia do Diário de Lisboa de 13 de Fevereiro
de 1975 sobre a situação em Angola

Povo no poder
e... democracia

O presidente Agostinho Neto, do MPLA, afirmou em Luanda, há 43 anos, que «para nós, só com o povo no poder é que pode haver democracia».
«Se assim não fôr, será como no tempo do colonialismo», sublinhou o líder do MPLA, fazendo «a defesa do poder popular», um movimento de massas que, reportava o Diário de Lisboa de 13 de Fevereiro de 1975, «está a ganhar grande projecção nas zonas suburbanas das principais cidades e muito especialmen-
te em Luanda» - a capital de Angola.
Os Cavaleiros do Norte, a esse tempo e em vésperas de rodar para Carmona (para o BC12) não deram por isso - porventura dada a pouca influência do MPLA na zona uíjana, e do Quitexe em particular, onde era, e citamos o «His-
tória da Unidade», «quase na íntegra da FNLA», muito embora «nas áreas de Aldeia Viçosa e Vista Alegre, se verifique uma mesclagem deste movimento com o MPLA», o que, e de novo citando o HdU, «tem dado azo a situações de atrito entre eles».
Raul e Alzira, um amor
em postal de 1974/75

Caixaria, atirador, 66
anos em Torres Vedras!

O soldado Caixaria foi atirador de Cavalaria do PELREC da CCS dos Cavaleiros do Norte e a 14 de Fevereiro foi registado - depois de nascido a 3 do mesmo mês de 1952.
Raúl Henriques Caixaria, de seu nome completo, foi Cavaleiro do Norte do BCAV. 8423 e regressou a Portugal no dia 8 de
Raúl e Alzira, a
esposa, no Car-
naval de 2018
Setembro de 1975, fixando-se na sua natal terra de Sarge, da freguesia de Santa Maria, em Torres Vedras.
Trabalhou na área da serralharia pesada, mas problemas na co-
luna implicaram duas operações muito delicadas, devido ao crescimento ósseo que lhe provoca apertos modulares, à medula. Em 2004, não foi feliz de todo numa delas e foi «obrigado» a ante-
cipar a reforma. Um ano depois, teve problemas encefálicos, mas recuperou e está bem. É, com a «sua» Alzira, participante habitual dos encontros anuais da CCS. Um grande abraço de parabéns!

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

4 034 - O dia dos 23 anos de três Cavaleiros do Norte de Zalala!

Cavaleiros do Norte de Zalala: Rocha (?), Espinho (?), Fião, Romão, Tarciso,
Aprumado, Mora, Mamarracho e Pereira (de pé). Azevedo, Rego, Orlando
 
Oliveira (?), Lopes, 1º. cabo, Dorindo Santos (que amanhã fez 66 anos) e o
furriel Manuel Dinis Dias (falecido a 20/0/2011, em Lisboa e de doença) 

O furriel miliciano João Dias e o atirador Orlando Canelas,
Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala

A 13 de Fevereiro de 1975, amanhã Se passam 43 anos, três Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423 fizeram 23: o furriel miliciano João Dias, o 1º. cabo Dorindo e o soldado Canelas. Amanhã, chegam à bonita idade dos 66! Sexyyyyygenários!
João Custódio Dias era furriel miliciano de Transmissões e, regressado a Portu-
gal, ingressou na Polícia Judiciária (PJ), de que se aposentou com inspector-chefe. Regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, a Penas Ruivas, na 
O 1º. cabo Dorindo Santos e o furriel João
Duas, Cavaleiros do Morte de Zalala
freguesia de Seiça, em (Vila Nova de) Ourém. De lá partiu para a carreira profissional na PJ. Mora em Tomar.
Dorindo dos Santos foi 1º. cabo mecânico-auto, com o furriel miliciano Manuel Dinis Dias (fale-
cido, de doença, a 20 de Outubro de 2011, em Lisboa), e na mesma data voltou ao seu Soalhal, no concelho de Ílhavo. Por lá fez vida e carreira profissional na Fábrica de Porcelanas da Vista Alegre. Agora, já aposentado.
Orlando Canelas Martins era alfacinha dos Oli-
vais Norte e soldado atirador de Cavalaria do 4º. Grupo de Combate - comandado pelo alferes miliciano Lains dos Santos e com os também milicianos furriéis Américo Ro-
drigues, Jorge Barata (falecido, de doença, a 10 de Outubro de 1997, em Al-
cains) e José Louro. Fez vida profissional como operador de máquinas de ter-
raplanagem e, também já reformado, vive agora em Santa Maria de Azóia. É participante habitual dos encontros anuais dos Cavaleiros do Norte de Zalala.
Parabéns para os três «zalalas»!
Carnaval em terras angolanas do interior (net)

Os 23 anos do trio
foram... separados!

O trio zalaliano festejou anos no mesmo dia 13 de Fevereiro, dois dias depois do Carnaval de 1975, mas sem uns dos outros saberem. 
A 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, já ao tempo  esta-
va aquartelada em Vista Alegre/Ponte do Dange mas, nesse dia de há 43 anos, uma 5ª.-feira, cada qual festejou em seu pouso. 
O furriel João Custódio Dias estava em Luanda, em serviço (por um lado) e aproveitando a «boleia» para umas mini-férias nos prazeres e sabores da ca-
pital angolana. Por lá se fez a marca dos seus 23 anos.
O 1º. cabo Dorindo Santos, ao nono mês da sua (e nossa) jornada africana do Uíge angolano, estava em Portugal, de férias no seu ilhavense Soalhal. Por lá festejou o aniversário, entre familiares e amigos.
O atirador Orlando Martins Canelas estava por Vista Alegre, por lá (e pelo destacamento de Ponte do Dange) cumprindo as suas tarefas diárias de serviço. O dia não deve ter passado sem umas belas e frescas cervejas!
- NOTA: Dados de Dorindo e Canelas fornecidos 
pelo furriel miliciano João Dias.


domingo, 11 de fevereiro de 2018

4 033 - O guião e emblema do Batalhão de Cavalaria 8423

O alferes miliciano Mário Simões, atrás e ao meio, autor do emblema e guião
 do BCAV. 8423. Aqui, já em Santa Isabel, rodeado pelos três furriéis milicianos
do seu grupo de Combate: Graciano (à esquerda), Luís Capitão (falecido a
 05/01/2010, de doença e em Ourém) e José Carvalho (à direita)


Mário Simões em 2017,
43 anos depois do emblema
Emblema braçal do
 BCAV. 8423, criado
pelo alferes Simões

O guião e emblema do Batalhão de Cavalaria 8423 (BCAV. 8423) foi formal-
mente apresentado a 11 de Fevereiro de 1974. O autor foi o alferes miliciano Mário José Barros Simões, da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel.
«Quando cheguei a Santa Margarida, fui chamado ao Comando e o nosso co-
mandante, Almeida e Brito, apresentou o conceito que pretendia para os crachás e galhardete, numa palavra, o símbolo que iria significar o Batalhão, assim como as 
O estandarte do BCAV. 8423 no encontro da CCS
de 2015, em Santo Tirso (foto parcial)
cores da cada Companhia em terras de Angola», explicou o então ainda aspi-
rante a oficial miliciano.
O tenente-coronel Almeida e Brito mos-
trou-lhe, também, um galhardete com um cavalo em fuga e o então futuro alferes miliciano trabalhou, criativamente, a partir desse dado.
«Comecei a trabalhar algumas maque-
tes, foi um trabalho exaustivo, mas o resultado final chegou ao fim de alguns dias», contou Mário Simões, que foi Cavaleiro do Norte da Fazenda de Santa Isabel e agora é professor aposentado e morador nas Caldas da Rainha (é de Tomar), sinalizando o «tempo curto» que havia, então, para «mandar executar os vários crachás, autocolantes e galhardetes».

Espírito de corpo
do BCAV. 8423 !

O comandante Carlos Almeida e Brito, a esse tempo de há 44 anos, pretendia (já desde, aliás, o início da formação do Batalhão) «instituir espírito de corpo ao BCAV.» e, simultâ-
neamente, «que se constituísse um todo coeso, discipli-
nado e disciplinador». 
Por essa razão, e de acordo com o livro «História da Unidade», que citamos, «começou a idealizar-se o futuro emblema braçal da Unidade, ao mesmo tem-
po que se desejou a sua plena identificação com a Unidade mobilizadora» - o Regimento de Cavalaria 4 (RC4). O lema «Perguntai ao inimigo quem somos» era (e é) «pertença das tradições do RC4». 
O fundo do guião e emblema foi escolhido: o preto. Para as companhias opera-
cionais, o vermelho (1ª. CCAV. 8423, a futuramente de Zalala), o azul (2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa) e o castanho (3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel).
O Cuba em 1974/75

Frangãos, o Cuba,
66 anos em Cuba!

O Zé Frangãos foi 1º. cabo mecânico-auto da CCS do BCAV. 8423 e faz 66 anos a 12 de Fevereiro de 2018.
José das Dores Caeiro dos Frangãos, é este o seu nome de baptismo, é alentejano de Cuba, pelos Cavaleiros do Norte 
O Cuba em 2017
ficando, por isso mesmo, imortalizado como..., como o Cuba, nem mais nem menos e até hoje! E lá regressou, a Cuba do Alentejo, por lá continuando a vida de mecânico-auto e também de jogador e treinador de futebol e organizador de eventos.
Já reformado e lutando com alguns problemas de saúde, devido a um tumor que, ele nos diz, «tento eliminar com a ajuda dos médi-
cos, com muita força e vontade de viver e participar no melhor que a vida me proporcionar», isso não tem limitado o seu farto
entusiasmo de viver, bem pelo contrário, e, nesta data bonita da sua vida, para ele vai o nosso abraço de parabéns! Muitos e bons anos de vida, caro Cuba! 

sábado, 10 de fevereiro de 2018

4 032 - Os dias de expectativa sobre a rotação para Luanda ou Carmona

Futebol no Quitexe: furriel Lopes (enfermeiro),  1ºs. cabos Gomes e Grácio,
 furriel Mosteias, 1º. cabo Alves (morteiros) e NN. Em baixo, furriel Monteiro,
Covihã (condutor dos morteiros), 1º. cabo Miguel Teixeira, Miguel (furriel
paraquedista) e Jorge Botelho

O furriel miliciano José Pires, TRMS da CCS, nas
Quedas do Duque de Bragança, em 1975


Os dias do Uíge angolano iam sendo riscados no calendário e expectava-se, há 43 anos, sobre a próxima rotação dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423. Seria para Carmona e para o BC12, a 2 de Março de 1975.
«O mês caracterizou-se, para o BCAV, pela incerteza do seu futuro destino, já que iria ser considerado a fazer parte das tropas de integração, determinadas pelo Acordo de Penina», sublinha o livro «História da Unidade». Por Acordo de Penina, entenda-se o do Alvor. 
O furriel miliciano António Guedes, da 2ª. CCAV. 8423.
nas Quedas do Duque de Bragança, há 43 anos
Na altura, ainda de acordo com o «HdU», o BCAV. 8423 era «pretendido pela Re-
gião Militar de Angola e pela Zona Militar Norte» - para actuar, respectivamente ou em Luanda ou em Carmona.
A situação só viria a ser decidida no dia 26 de Fevereiro e, como se sabe, os Ca-
valeiros do Norte rodaram para Carmona - ficando aquartelados no BC12 e até 4 de Agosto de 1975.
Por este tempo de há 43 anos e por terras quitexanas, o futebol era uma das atracções de fins de semana - com renhidas partidas no campo localizado à saída da vila, para a cidade de Carmona, entre pelotões e as subunidades do BCAV. 8423 e, nalguns casos, também com equipas civis.
Outro motivo de (grande) interesse e participação das guarnições dos Cava-
leiros do Norte eram os passeios turísticos de fins de semana, nas pesadas e lentas Berliets das várias Companhias - nomeadamente às Quedas do Duque de Bragança, Cacuso e Malanje.
Celestino Fernandes

Fernandes de Zalala, 
66 anos em Odivelas!

O atirador Fernandes, Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a Companhia de Zalala, festeja 66 anos a 11 de Fevereiro de 2018.
Celestino Marques Fernandes é natural de Borda da Ribeira, da freguesia e concelho de Vila de Rei. Lá regressou a 9 de Setembro de 1975, depois da jornada africana do Uíge angolano - quando integrou o 1º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes miliciano Mário Jorge de Sousa, dos Rangers.
O furriel miliciano João Custódio Dias (TRMS) disse-nos que actualmente mora(rá) em Odivelas, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

Silva, cortador da CCS, 
faleceu já mais de 20 anos!

O soldado cortador Carlos Alberto Morais da Silva, da CCS dos Cavaleiros do Norte, faleceu «há mais de 20 anos».
Natural de Sanfins da Castanheira, em Chaves, lá voltou a 8 de Setembro de 1975. Por lá fez vida familiar e profissional, interrompida, segundo Fernando Ribeiro, um conterrâneo que tal fez o favor de nos informar, «há mais de 20 anos, ainda muito novo e deixando 3 filhos».
O tratamento a uma simples dor de garganta, ainda de acordo com Fernando Ribeiro, levou-o a reacção alérgica a um injectável, provocando-lhe a morte. Teria feito 66 anos a 12 de Janeiro de 2018. Hoje o recordamos com saudade, fazendo memória da sua jornada africana de Angola. RIP!!!