CAVALEIROS DO NORTE / BCAV. 8423!

CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

- Há 51 anos: A epopeica coluna de Carmona para Luanda com cerca de 700 viaturas !

 

A coluna dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, de Carmona para Luanda, viaNegage, Salazar (actual
N´Dalatando) e Dondo. há precisamente 51 anos! Estão, furriel António Artur Guedes e soldado Santos
(da  2ª. CCAV.), o 1º. cabo Manuel Deus (da 3ª. CCAV.), o 1º. cabo Mendes (da 2ª. CCAV.) e outro militar
 de Santa Isabel. Alguém se lembra do nome?
Um helicóptero da Força Aérea foi alvejado durante a
coluna miitar de Carmona para Luanda. Há 51 anos


A coluna dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, de Carmona para a capital Luanda, «agora com cerca de 700 viaturas», retomou a marcha pelas 19 horas de 4 de Agosto de 1975 e, uma hora depois, atravessou o controlo de Camabatela, onde se incorporaram «mais uns quantos civis».
Há exactamente 51 anos!
No mesmo dia e ás 20,30 horas, chegou a Samba Caju, onde pernoitou.
O livro «História da Unidade» refere, sobre esta coluna, que «a guerra psicológica travada no Negage fora esgotante para os nervos», mas, também sublinha(va), «estavam vencidas as primeiras grandes dificuldades»
.
A marcha foi retomada às 5 horas da
manhã, depois de uma noite mal dormida, e 2,30 horas depois «atingiu-se o controlo de Samba Caju, onde surgiram novas dificuldades, novamente torneadas». Mas que, de qualquer modo, pararam a coluna por uma longa hora.
A imagem de cima mostra o furriel António Artur Guedes e o soldado Santos (ambos da 2ª. CCAV.), o 1º. cabo Manuel Deus (da 3ª. CCAV.), o 1º. cabo Mendes (da 2ª. CCAV.) e outro militar de Santa Isabel. Alguém se lembra do nome?
A coluna do BCAV. 84 23 a caminho de Luanda

Helicóptero alvejado e
viaturas abandonadas


Vila Flor atingiu-se às 11,30 horas desse mesmo dia e «mais viaturas se juntaram à coluna».
Daí para a frente, e em vários quilómetros (quantos?), era terra de ninguém. Nem da FNLA, de cujo feudo ia a coluna dos Cavaleiros do Norte, nem do MPLA - em cujo território ia entrar. Por volta das 13 horas fez-se «nova paragem para juntar todas as viaturas e refazer a coluna».
«Ia-se entrar na terra do MPLA e havia que reconhecer itinerário. Para tal, recorreu-se aos helicópteros estacionados em Salazar e que estavam à nossa espera», reporta o «Livro da Unidade».
Um deles foi alvejado durante o reconhecimento aéreo e, por volta das 13,30 horas, «contactou-se o MPLA, via terrestre», logo se retomando a marcha e meia hora depois chegado a Lucala - onde se abandonou mais uma viatura.
Salazar, actual cidade de N´dalatado, era logo a seguir, lá se chegou às 16 horas, e demorou-se 4 horas a atravessar a cidade. Nomeadamente, porque tiveram de ser reparadas várias viaturas, uma delas lá ficando abandonada.
A marcha foi retomada, agora «incorporando uma Companhia de Paraquedistas que se encontrava de reserva no Comando Territorial de Salazar». Passou-se ao Dondo (às 23 horas) e por volta da uma hora da madrugada de 6 de Agosto de 1975, fez-se «nova interrupção de marcha» - retomada às 7 horas e a 174 quilómetros de Luanda.

O 1º. cabo Rocha de Aldeia Viçosa faria 74 anos. Faleceu em 2015


O 1º. cabo António Rocha


O 1º. cabo enfermeiro António Gomes da Rocha foi combatente da 2ª. CCAV. 8423 e faria hoje 74 anos, dia 5 de Agosto de 2026.
Infelizmente, faleceu a 9 de Maio de 2015 e de doença.
Cavaleiro do Norte da guarnição de Aldeia Viçosa (e depois da cidade de Carmona), era natural do lugar de Ribeiro, da freguesia de Melhundos, em Penafiel - aonde voltou a 10 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar em Angola.
Foip or lá que fez a sua vida e era habitual e activo participante dos encontros dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa.
Residia na Rua António Ferreira Gomes, em Penafiel, e hoje o recordamos com saudade. RIP!!!

terça-feira, 4 de agosto de 2026

- Há 51 anos: O último dia de Carmona! Centenas de viaturas e o êxodo de milhares de uíjanos!


Militares portugueses com civis, na coluna de Carmona para Luanda, há 51 anos e no dia 4 de Agosto de 1975: NN,
 1º. cabo Manuel Mendes (atirador), 1º. cabo Manuel Deus (operador-cripto), soldado António Santos (atirador) e
furriel miliciano António Artur Guedes (atirador de Cavalaria). Alguém sabe identificar os civis?

A fachada principal do BC12, vista do lado de Carmona e de
onde, há 51 anos, saiu o BCAV. 8423. A 4 de Agosto de 1975!



O dia 4 de Agosto de 1975 foi o último da presença militar portuguesa em terras do Uíge: de lá rodaram a 2ª. CCAV. 8423 e a 3ª. CCAV. 8423. Para o Campo Militar do Grafanil, nos arredores de Luanda.
Há precisamente 51 anos!
A epopeica coluna saiu com reforço de uma Companhia de Comandos (desde o BC12) e outra de Paraquedistas (a partir do Negage) e, das vésperas, já se conhecia o desejo de êxodo dos civis.
«Começou a sentir-se que iriam acompanhar a nossa coluna centenas de viaturas, com alguns milhares de desalojados, que procuravam o refúgio protector das NT», sublinha o livro «História da Unidade», salientando que, por isso mesmo, «aumentaram as dificuldades e aumentaram as responsabilidades».
A posição dos Cavaleiros do Norte era, desde a primeira hora, a de defender as populações, a que preço fosse. Já o mesmo acontecera na dramática e sangrenta primeira semana de Junho de 1975  e assim continuou. Até ao último instante!
«Há que entregar toda esta molde de gente são e salva em Luanda, há que contrariar os intentos da FNLA em reter essas populações, os seus bens e se calhar as suas vidas, há que salvaguardá-la do saque do poder popular», escreveu, na altura, o comandante Almeida e Brito.
A coluna saiu de Carmona às 5 horas da manhã de 4 de Agosto de 1975, mas «pode dizer-se», refere o livro «HdU», que «a partir das 2 horas tudo se pôs a postos para que o horário fosse cumprido».
Efectivamente, às 5 horas da manhã, «toda a máquina se moveu». A coluna abriu com a Companhia de Comandos, seguindo-se as duas dos Cavaleiros do Norte. 
«Juntaram-se cerca de 700 viaturas, com alguns milhares de desalojados», anota o livro «História da Unidade».
A FNLA em Carmona

FNLA quis bloquear
os civis da coluna !


As primeiras dificuldades surgiram ainda na cidade capital do Uíge (Carmona), quando «a incompreensão dos civis gerou o primeiro problema com a FNLA, que, bloqueando-os, não os quis deixar sair».
Viveram-se momentos muito tensos, com permanentes e agressivas ameaças dos combatentes do movimento de Holden Roberto, mas tudo se resolveu pelas 5,15 horas, quando finalmente arrancou a coluna para o Negage - pessoalmente liderada pelo tenente-coronel Almeida e Brito, o comandante do BCAV. 8423. 
Este episódio, porém, foi apenas o primeiro de vários da epopeica coluna de Carmona para Luanda (pelo Dondo), pois «esta resolução iria dar azo ao segundo e mais grave incidente, pois todos os que fugiram para o Negage, foram impedidos de partir»
O problema, reporta o «HdU», «iria atrasar em cerca de 8 horas a marcha da coluna».
Posta a coluna em marcha, em Carmona, «passou o controlo da FNLA no Candombe» e por volta das 7,30 horas, o nevoeiro serrado provocou um acidente e o abandono de duas viaturas médias. Depois, e já no Negage, também uma viatura pesada.
No Negage, incorporaram-se as viaturas do Aeródromo Base 3 e as Companhias de Caçadores ali estacionadas. A coluna fechava com a Companhia de Paraquedistas.

Daniel Chipenda

Chipenda no Negage
para passarem civis!

O Negage «estava pejado de viaturas em toda a cidade», mas «a FNLA em peso quis impedir a sua saída, exceptuando as privadas da coluna militar»
E não era o caso das viaturas dos civis. Que as NT de modo algum iriam abandonar.
As negociações «foram improfícuas, tentadas plataformas várias, batendo-se sempre em falso». Refere o livro «História da Unidade» que «começou a odisseia dos civis, sentindo-se abandonados e entregues à sorte do querer da FNLA, convencidos que as NT os abandonariam», mas, na verdade, «assim não aconteceu».
«Após uma reunião com Daniel Chipenda, obteve-se a permissão para o trânsito da quase totalidade dos civis», sublinha o livro «HdU», sem especificar razões para os que ficaram.
- AMANHÃ: Há 51 anos: a epopeica coluna de Carmona para Luanda, com cerca de 700 viaturas!

O 1º. cabo Cordeiro, do PELREC, faz 74 anos em Porto de Mós !

 


José M. Cordeiro,
1º. cabo do PELREC

O 1º. cabo José Manuel de Jesus Cordeiro foi Cavaleiro do Norte da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 e hoje festeja 74 anos.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, integrou o PELREC (comamdao pelop alferes António Garcia - que faleceu, de acidente e ao serviço da Polícia Judiciária (PJ), a 2 de Novembro de 1979 - e jornadeou pela vila do Quitexe e pela cidade de Carmona, no BC12.
Natural de Portela do Vale de Espinho, da freguesia de Arrimala, em Porto de Mós, vive lá perto - na aldeia de Bezerra, onde casou e fez família.
Trabalhou nas áreas da serração de maneira e exploração de inertes, agora já há vários anos gozando os prazeres da aposentação. Participou no encontros da CCS, que este ano decorreu em Leiria.
Hoje mesmo, dia 4 de Agosto de 2026, faz 74 anos e para lá e para ele, vai o nosso abraço de parabéns
!

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

- HÁ 51 ANOS: O dia do adeus da CCS e da 1ª. CCAV. 8423 a Carmona e ao Uíge!


O PELREC (imagem), toda a CCS e a 1ª. CCAV. 8423 disseram adeus a Carmona e ao Uíge, no dia 3 de Agosto de
1975. Há 51 anos e por via aérea! De pé, 1º. cabo Florindo (enfermeiro), Caixarias, 1º. cabo Pinto, Marcos, Ezequiel
 Ezequiel (?), Florêncio, 1º. cabo Soares, Neves, Messejana e 1º. cabo Cordeiro. Em baixo, furriel Neto, Madaleno
e Aurélio, 1ºs. cabos Hipólito e Oliveira (enfermeiro), Leal, furriel Viegas e 1º. cabo Vicente

O 1º. cabo Fernando Soares (já falecido) e os
soldados Dionísio Batista e João Marcos na
entrada do avião e no aeroporto de Carmona


O domingo de 3 de Agosto de 1975 foi o dia do histórico adeus a Carmona dos Cavaleiros do Norte da CCS e da 1ª. CCAV. 8423 do BCAV. 8423. 
A 2 de Março desse ano, lá tinham chegados os «ccs´s» do capitão António Oliveira, rodados do Quitexe. A 6 de Junho, começara a rotação oos «zalalas» do capitão Castro Dias, aquartelando-se nas instalações da ZMN.
Hoje, 51 anos depois e com tanta vida galgada no tempo e na história de vida de cada um de nós, leveda fartamente a saudade daquela terra de gente boa e que nos deixou apaixonados! 
De tal forma que, 44 anos depois, lá  voltámos (o furriel Viegas) a 24 e 25 de Setembro de 2019, achando uma cidade quase, quase igual..., da praça da ZMN ao BC12, à Rua do Comércio e todos os outros locais de culto dos Cavaleiros do Norte que por lá jornadearam em 1975.
Ao tempo de hoje se fazem 51 anos, muitos dos Cavaleiros do Norte destas duas companhias não «pregaram olho» e cedo se avolumaram malas e sacos com haveres pessoais, carreados para as Berliets que os levaram ao aeroporto da cidade. De lá, um DC6 e 2 Noratlas «em duas levas» os transportaram para Luanda. 
Aqui desembarcados, em outras Berliets seguiram para o Campo Militar do Grafanil, onde literalmente foram «despejados» no quartel do então já extinto Batalhão de Intendência de Angola. Que estava em estado miserável estado. Comer, não havia e nos quartéis vizinhos do BIA nada havia também.
O furriel Viegas em frente à messe de sargentos da CCS
do BCAV. 8423, no Bairro Montanha Pinto, em Carmona e
a 25 de Setembro de 2019

A ordem do «desenrasca», 
o recolher obrigatório e 
tiros em Luanda!

A «ordem» foi o desenrasca e, para alguns furriéis, a sugestão foi de alguém: irem à messe de Luanda, na Avenida dos Combatentes. 
Lá fomos, à sorte! Mas com sorte, valha a verdade, pois, embora «vistos» como «extra-terrestres», lá comemos, já perto das 3 da tarde. 
«Vocês é que são do Batalhão de Carmona?», eramos inquiridos, de forma desconfiada e estranha, como se fossemos de outro mundo. Alguns «et´s». Lá tinha chegado a «fama» da acção dos Cavaleiros do Norte no Uíge.
A cidade pareceu-nos estranhamento tranquila, sem grande movimento. Era o princípio da tarde, muito quente, muito sossegada. Serena, nada do que estávamos avisados.
Um comunicado da 5ª. Divisão do Estado Maior General das Forças Armadas Portuguesa, às 19 horas, referia que «a situação não evoluiu nas últimas 24 horas» e sublinhava que «em Luanda e arredores, nomeadamente no Caxito, a situação mantém-se absolutamente estacionária».
A imprensa do dia, no entanto, aludia que «estado psicológico das populações, branca e negra, é francamente mau». Falava-se em 250 000 portugueses que iriam abandonar Angola e, já durante a noite, «foi escutado imenso tiroteio em pleno centro de Luanda». Por volta das 22 horas.
O recolher obrigatório estava fixado nas 21 horas e «a polícia e o Exército portugueses cercaram imediatamente o bairro de onde provinham os tiros», mas não houve qualquer prisão. Era a primeira vez que se ouviam tiros depois do recolher obrigatório.

O Silvestre de Aldeia Viçosa festeja 74 anos em Abrantes !

 

 

Gabriel Duarte
Silvestre


O soldado Gabriel Duarte Silvestre foi Cavaleiro do Norte de Aldeia Viçosa e festeja 74 anos a 3 de Agosto de 2026.
Hoje mesmo e em Abrantes
!
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, integrou a 2ª. CCAV. 8423, a do capitão José Manuel Cruz, e é natural e ao tempo residente no lugar de Lagarinho, freguesia e concelho de Abrantes.
Jornadeou, também, pela cidade de Carmona, de onde rodou a 4 de Agosto de 1975, para o Campo Militar do Grafanil, nos arredores de Luanda.
Regressou a Portugal a 10 de Setembro de 1975 e mora agora em Vale da Horta, freguesia da Bemposta, também do município de Abrantes. Parabéns!

domingo, 2 de agosto de 2026

O 1º. cabo Santos de Zalala faria 74 anos mas faleceu em 2012!

O 1º. cabo Manuel Santos



O 1º. cabo Manuel Gonçalves dos Santos foi apontador de metralhadora da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, e hoje faria 74 anos. Hije, dia 2 de Agosto de 2026.
Infelizmente, faleceu a 29 de Fevereiro de 2012, há um pouco mais de 14 anos!
O Santos integrou o 2º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes Carlos Sampaio, e não consta da lista dos militares de Zalala que, a 9 de Setembro de 1975, desembarcaram, em Lisboa.
Regressou em data anterior e (por nós) desconhecida, devido ao acidente de caça que teve em Ponte do Dange - de onde foi evacuado para o Hospital do Negage, não tendo voltado à 1ª. CCAV. 8423.
A única notícia, posterior, que dele temos tem a ver com a data da sua morte, em Ega, no concelho de Condeixa-a-Nova. E sabemos também que era o sócio 6967 da Associação dos Deficientes da Forças Armadas. RIP!!!

O 1º. cabo César do BCAV. 1917 festeja 81 em Matosinhos!


José Oliveira (César)
do BCAV. 1917



O 1º. cabo José Oliveira foi rádio-telegrafista da CCS do BCAV. 1917 e hoje festeja 81 anos em Matosinhos.
A sua sub-unidade foi antecessora do BCAV. 8423 no Quitexe e José Oliveira por lá foi popularizado como César. Quitexe, por onde ele jornadeou entre 12 de Maio de 1967 e 8 de Maio de 1969.
Dá-se o caso de já muitas vezes ter colaborado com este blogue e, em 2016, partilhou connosco o dia de emoções e saudades do encontro da CCS dos Cavaleiros do Norte que se realizou em Custóias (Matosinhos).
O dia 3 de Abril de 2025 foi, entretanto, um dia de matar saudades e evocar memórias do Quitexe: em S. João de Loure, ao lado do rio Vouga, entre Águeda e Aveiro, no município de Albergaria-a-Velha. Ele, com o 1º. cabo enfermeiro Branco, o condutor de ambulâncias Joaquim Cunha e o clarim Noel João, a que se juntou, da CCS do BCAV. 8423, o furriel Viegas - ver AQUI
Hoje, o César festeja 81 anos e felicitamo-lo por isso, com voto de que a data se repita feliz por mais fartos e bons anos.


- Há 51 anos: A véspera da saída da CCS e da 1ª. CCAV. 8423 para Luanda!


Cavaleiros do Norte do PELREC. Atrás, A. Ferreira
e 1º. cabo Joaquim Almeida. A contar da esquerda,
Botelho (?, de bigode), Aurélio, Florêncio (bigode),
Messejana,1ºs. cabos Soares e Vicente (ambos
de bigode), NN, Leal, Marcos (tapado), NN,1º. cabo
 Ezequiel e alferes Garcia



O sábado de 2 de Agosto de 1975 foi tempo de a cidade de Carmona acordar serena, pelo menos na aparência, mas sabendo-se (na guarnição) da cada vez mais próxima rotação dos Cavaleiros do Norte para Luanda. 
Há 51anos!
Nesse quadro, a população civil «conhecedora do movimento das NT (...) decide-se pelo êxodo» - relata o livro «História da Unidade».
Ao comando do BCAV. 8423 «para além dos muitos cuidados com o que se pode chamar a coluna militar», na preparação do movimento de rotação, deparou-se com mais esse: a saída de população «descrente do seu futuro e receosa de quaisquer represálias».
Muitos deles tentaram «negociar» com militares o transporte de bens pessoais, a troco de dinheiro ou de outros bens: automóveis, motas(orizadas), aparelhos de música, máquinas de filmar e fotográficas, o que mais pudesse interessar.
O dia seguinte - domingo, 3 de Agosto de 1975 - seria o da partida da CCS e da 1ª. CCAV., por via aérea. Na madrugada de 4, seria a da 2ª. CCAV. e da 3ª. CCAV. 8423. Por terra e com uma Companhia de Comandos e outra Paraquedistas. E com apoio aéreo. As duas últimas Companhias Portuguesas em terras do Uíge.
Há 51 anos! O tempo passou depressa!

sábado, 1 de agosto de 2026

Ricardo Botelho de Santa Isabel faleceu há 33 anos !!!


A Fazenda Santa Isabel


O soldado Ricardo da Conceição Botelho foi operador de transmissões e Cavaleiro do Norte da 3ª. CCAV. 8423 - a da Fazenda Santa Isabel.
Infelizmente, faleceu no dia 1 de Agosto de 1993. Há 33 anos.
O Botelho era residente no lugar de Afonseiro, da freguesia de Azinheira de Barros, do município do Montijo. E lá regressou a 11 de Setembro de 1975, depois de cumprir a sua missão por terras uíjanas do norte de Angola - que começou em Santa Isabel e passou pelo Quitexe e por Carmona.
O Victor Faustino informou-nos que trabalhou no complexo industrial de Sines e teve uma intoxicação de gás quando tomava banho. A intoxicação afectou-lhe o cérebro e a visão foi operado, com um longo período de internamento para recuperar e regressou ao Montijo mas sempre com problemas sérios.
«Nunca recuperou bem e a partir daí deixamos ter contacto, pois emigrei para a Austrália», disse Victor Faustino, acrescentando que «fui informado que tinha falecido numa das vezes que fui a Portugal, através do Carlos Leitão».
«Era um camarada e amigo extraordinário, tinha sido da Casa Pia», sublinhou Victor Faustino, desejando que «descanse em paz» e que «será sempre recordado por nós».
RIP!!!

sexta-feira, 31 de julho de 2026

O mecânico António Simões festeja 74 anos em Figueiró dos Vinhos !!!


António Simões



O soldado António da Conceição Simões foi mecânico-auto de especialidade e Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423, a companhia do Quitexe.
Integrou o Pelotão-Auto do alferes António Albano Cruz e também jornadeou pelo BC12, em Carmona - durante os seus 15 meses de comissao militar em Angola. Localidades onde chegou, respetivamente, a 6 de Junho de 1974 e a 2 de Março de 1975.
Natural de Vale do Rios, da freguesia e concelho de Figueiró dos Vinhos, lá regressou a 8 de Setembro de 1975, depois de concluída a sua jornada africana do Uíge angolano.
Fez carreira profissional na GNR e, já aposentado, mora no Guizo, em Figueiró dos Vinhos - para onde vai o nosso grande abraço de parabéns, pelos 74 anos que festeja hoje, dia 31 de Julho de 2026.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

- Há 51 anos: Os dias de vésperas do adeus do BCAV. 8423 a Carmona e ao Uíge angolano!


O BC12, último aquartelamento do BCAV. 8423 e das Forças Armadas de Portugal na 
cidade de Carmona. Imagem de 25/09/2019, quando lá passou o furriel Viegas

O capitão José Manuel Cruz e esposa, o comandante
Almeida e  Brito e o capitão José P. Falcão em Águeda,
a 09/09/1995, 20 anos depois da chegada de Angola

A 30 de Julho de 1975 e no âmbito da preparação da operação de saída do BCAV. 8423, tal foi oficialmente «comunicado à FNLA, na reunião do Estado Maior Unificado» - integrado no então Comando Territorial (CTC) de Carmona.
Uma quarta-feira de há 51 anos!
A saída dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 para Luanda, o definitivo adeus à cidade de Carmona e ao Uíge angolano, estava prevista para 4 de Agosto de 1975. Dias depois.
Como se sabe, acabaria por começar na véspera, quando, de avião, «em duas levas de um DC6 e dois Nordatlas», foram transportadas a CCS (do Quitexe) e a 1ª. CCAV. 8423 (da Fazenda Zalala).
A 30 de Julho, e no âmbito dessa preparação, os furriéis milicianos da CCS, nesta altura, já tinham saído da messe do Bairro Montanha Pinto e estavam alojados no edifício residencial limítrofe ao BC12, na estrada para Carmona. Dali, já só saíram no domingo seguinte, para o aeroporto e em voo para Luanda.
Os furriéis José Pires (na mota) e Francisco
Neto (à civil) na messe do Montanha Pinto e
há 51 anos!

A FNLA disposta a
avançar sobre Luanda


Ao tempo, nessa quarta-feira de Julho de 1975, o presidente Holden Roberto (da FNLA) falando no Ambriz, garantia que «o assalto contra a capital angolana deverá verificar-se nos próximos dias». As forças do movimento (o ELNA) estavam no Caxito e calculava-se que seriam formadas por 8000 homens.
«Procedem neste momento a uma pausa, a um reagrupamento, à instalação de um dispositivo de ataque que deverá levá-los a Luanda», referia um fonte do seu Estado Maior, citada pelo Diário de Lisboa.
As FAPLA, do MPLA, essas «já tinham mostrado a sua capacidade e combatividade (em confrontos anteriores) e contavam também com a população armada», que, segundo certos meios, «deverá opor uma grade resistência», tendo como pontos fortes o Quifandongo e Cacuaco - para além de terem um maior conhecimento do terreno.
«A atmosfera continua pesada em Luanda, cidade em que os portugueses estão agora a abandonar ao ritmo de 3000 pessoas por dia», noticiava o Diário de Lisboa. No entanto, «não se têm registado incidentes», continuando a FNLA «a resistir no Forte de S. Pedro da Barra», ao redor do qual os ELNA´s «colocaram minas, para evitar o avanço das FAPLA».
Notícias no «Diário de
Lisboa» de 30/07/1975

Incidentes em Novo Redondo
e Luanda, 6 000 refugiados no
quartel de Malanje !


A comunidade civil Carmona, a actual cidade do Uíge, foi tendo conhecimento da saída da tropa portuguesa e movimentou-se no sentido de poder integrar a anunciada coluna militar.
Os civis uíjano, por esse tempo e de acordo com o livro «História da Unidade», sentiam-se «sem receber quaisquer apoios ou segurança» e muitos dedos foram, por esses últimos dias de Julho de 1975, apontados aos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423.
Sem, porém e felizmente, se registarem incidentes especiais.
Novo Redondo, no Quanza Sul, porém, foi cenário de «graves reencontros» entre FNLA e MPLA, na sequência dos quais «dois sargentos e 15 soldados do ELNA se entregaram às FAPLA, também se teriam registado combates no Lobito, mas desconhecia-se o número vítimas».
Em Luanda e na véspera, realizaram-se os funerais dos guerrilheiros do MPLA que foram vítimas do confronto com tropas portuguesas, no Bairro Maria Alice. Tinham atacado as NT pelas costas. Em Malanje, relatava o «Diário de Lisboa» que «se refugiaram 6000 pessoas no quartel da Forças Armadas Portuguesas».

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Há 51 anos: A operação de retirada do BCAV. 8423 para Luanda!

O BC12, na saída de Carmona para o Songo

A 29 de Julho de 1975, realizou-se em Carmona uma nova «reunião de trabalho com elementos do Quartel General da Região Militar de Angola» para preparar a operação de retirada dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, do BC12 de Carmona (Uíge) para Luanda.
Há 51 anos!
O objectivo era, segundo o livro «História da Unidade», «obter os meios necessários à execução de tal operação». O que, ainda segundo o «HdU», «começou a materializar-se a 31 de Julho, com a chegada de viaturas e de troas de reforço».
A imprensa angolana do dia noticiava que «a situação militar não evoluiu nada». A FNLA continuava no Caxito, entre Luanda e Carmona, mas alegadamente com esta localidade cercada por forças do MPLA. Em Luanda e «ao fim de tarde de ontem, irrompeu cerrado duelo de armas ligeiras e pesadas, nas imediações de S. Pedro da Barra», onde as tropas da FNLA «continuavam a resistir ao assédio do MPLA».
Há 51 anos!!!

O tenente João Eloy Mora faria 100 anos!

 

Tenente João Mora,
em 1974 e no Quitexe
 


O tenente João Eloy Borges da Cunha Mora faria hoje 100 anos - hoje, que é dia 30 de Julho de 2026.
Infelizmente, faleceu aos 77, a 21 de Abril de 2003. Há um pouco mais de 23 anos.
O tenente João Mora foi 2º. comandante da CCS do BCAV. 8423, a do Quitexe, adjunto do capitão António Martins de Oliveira, e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975.
Era o tenente Palinhas, assim popularizado entre a guarnição quitexana, casado com uma senhora de origem indiana - que o acompanhou na jornada africana da Angola.
Natural de Pombal, continuou a sua carreira militar depois de regressar de Angola, fixando residência em Lisboa (à Lapa), onde faleceu, vítima de doença.
Hoje, o recordamos com saudade. RIP!!!

terça-feira, 28 de julho de 2026

- HÁá 51 anos: Carmona e o BCAV. 8423 a preparar a rotação para Luanda !

 ».

A parada do BC12, há 51 anos - em Junho de 1975. A tropa do BCAV.8423 a proteger os civis...

Cavaleiros do Norte do PELREC a CCS: João Marcos,
Francisco Madaleno, João Pinto (1º. cabo) e Carlos Ferreira  
 

A cidade de Carmona e o Uíge, nestes dias finais de Julho de 1975,   continuavam aparentemente calma mas... tensos!, nomeadamente devido às cada vez mais delicadas relações da tropa portuguesa com a FNLA.
 A isto - e já não era pouco... - acrescentavam-se graduais e levedadas as críticas da comunidade civil quanto à acção dos Cavaleiros do Norte do  BCAV. 8423 que, a todo o custo, procuravam «evitar males futuros».
Mesmo assim, eram asperamente maltratados e, dia a dia, muito insultados nas ruas e espaços públicos da cidade - cafés, restaurantes, esplanadas e cinemas. 
A fazer doer a alma daqueles que, na imberbidade dos seus 22 para 23 anos, ali estavam dispostos a tudo, para defender pessoas e bens, até a dar vida por terceiros!
O furriel Viegas (à civil) e o capitão
Dpmimgues (do QG da RM Angola)

Preparar a rotação
para Luanda !...

A 28 de Julho de há 51 anos, de novo o Comando do BCAV. 8423 reuniu com «elementos do Quartel General da Região Militar de Angola», para preparar a operação de retirada de Carmona para Luanda. 
O mesmo acontecera a 23 e repetiu-se a 29. 
O objectivo essencial era «obter os meios necessários à execução de tal operação» e um dos elemento do QG era o capitão Domingues - que eu conhecera da sua relação familiar (primo) com Fátima Resende, ao tempo esposa de José Bernardino Resende, conterrâneo e amigo.
O capitão Raúl
Corte Real


A CCAÇ. 4145 e
a 1ª. CART. 6322


Um ano antes, o comandante Carlos Almeida e Brito tinha-se deslocado a Vista Alegre, para «contacto operacional» com a então ali aquartelada CCAÇ. 4145 - subunidade do BCAV. 8423 que era comandada pelo capitão miliciano Raúl Corte Real.
Ainda neste mesmo dia de há 52 anos, registou-se «a retirada do Subsector», da 1ª. CART do BART. 6322, que «trabalhava na área dos «quartéis» de Camabatela e Quiculungo» - a ZA do BCAV. 8423. 
Os artilheiros da 1ª. CART. 6322, recordemos, faziam parte do Comando Operacional de Tropas de Intervenção 2 (COTI 2) e estava, há 46 anos e desde 18 de Julho anterior, sob dependência operacional do BCAV. 8423.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

- Há 51 anos: Uma «calma fictícia» em Carmona!


O BC12 de Carmona e em 1975



Aos 27 dias de Julho de 1975, um domingo de há 51 anos, a cidade de Carmona e todo o Uíge angolano continuavam pacíficos, aparentemente calmos, mas nada que evitasse o permanente alerta dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 84323, bem «avisados» para iminentes problemas com a FNLA.
Era, como refere o livro «História da Unidade», «uma calma fictícia», caldeada de ameaças e boatos, numa altura em que já toda a gente (a civil incluída) sabia da cada vez mais próxima retirada da tropa, para Luanda.
E o Exército de Libertação Nacional de Angola (ELNA), o braço armado da FNLA, se fazia dona do território e das NT fazia «alvo de queixas e ataques».
Um ano antes, o comandante Almeida e Brito deslocou-se do Quitexe a Vista Alegre, onde estava aquartelada a CCAÇ. 4145/2, comandada pelo capitão miliciano Raúl Corte Real e que era aa única companhia de da intervenção da zona.

O soldado Silva, o Mamarracho da Zalala, faleceu há 31 anos !


 

Fernando Silva

O soldado Fernando Alves da Silva foi Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423 e, infelizmente, faleceu há 31 anos: a 27 de Julho de 1995.
Condutor auto-rodas da guarnição de Zalala e por lá popularmente conhecido como Mamarracho (vá lá saber-se porquê...), regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 - depois de também ter passado pelos aquartelamentos de Vista Alegre / Ponte do Dange, pelo Songo e por Carmona. Fixou-se em Vilar de Perdizes, a sua terra natal, na transmontana Montalegre, e onde nasceu da 13 de Outubro de 1952.
Pouco mais sabemos dele: apenas que terá falecido aos 43 anos, não sabemos se por doença ou acidente - ou outra qualquer razão. 
Hoje o recordamos com saudade! RIP!!

domingo, 26 de julho de 2026

- Há 52 anos: O comandante Almeida e Brito em Aldeia Viçosa e Fazenda Minervina!

O capitão José Manuel Cruz e
o comandante Almeida e Brito

O tenente-coronel Carlos Almeida e Brito era o comandante do BCAV. 8423 e deslocou-se a Aldeia Viçosa no dia 26 de Julho de 1974.
Uma sexta-feira de há 52 anos!
Ali se aquartelava a 2ª. CCAV. 8423, que era comandada pelo capitão miliiano José Manuel Cruz (os dois na foto) e com ele se reuniu com as autoridades tradicionais locais.
O comandante do BCAV. 8423 fez-se acompanhar por alguns oficiais da CCS (aquartelada no Quitexe) e pelas autoridades administrativas e eclesiásticas desta vila uíjana. 
O dia foi também tempo para uma deslocação à Fazenda Minervina, em continuação do trabalho de «mentalização das populações» para a nova situação militar e política - a decorrente do 25 de Abril de 3 meses antes.
A Fazenda Minervina ficava na região de Quitexe, na margem esquerda do rio Vamba e perto da aldeia de Camoezo, na área de Cadeadea. Era explorada por Alcides Morais, mas era de Dionísio (?)  e operava de forma integrada com históricas fazendas vizinhas, de proprietários como Silva Fogueteiro (a Fazenda Pumbassinge), José Bastos (a Fazenda Esmeralda) e as famílias Guerra (a Rio Vouga e a Buzinaria). Todas partilhavam redes de secadores de café, descascadores e picadas de escoamento.
E já lá vão 52 anos!

sábado, 25 de julho de 2026

O soldado Artur Rosa, da 2ª. CCAV. 8423, festeja 74 anos em Ferreira do Zêzere !


Artur Rosa
 pular».



O 1º. cabo Artur da Maia Ferreira Rosa foi Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, e faz 74 anos a 1 de Agosto de 2026. 
Hoje mesmo!
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, era (é) natural e residente no lugar de Chão da Serra, concelho de Ferreira do Zêzere.
Lá regressou a 10 de Setembro de 1975, no final da sua jornada angolana por terras do nortenho Uíge - que o levou à vila de Aldeia Viçosa e, depois, â cidade de Carmona. Por Ferreira do Zêzera fez vida e lá vive, para lá indo o nosso abraço de parabéns pela bonita idade que hoje mesmo festeja.