CAVALEIROS DO NORTE / BCAV. 8423!

CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

quinta-feira, 11 de junho de 2026

- Há 52 anos: A chegada da 3ª. CCAV. 8423 à Fazenda Santa Isabel!

 

A chegada da 3ª. CCAV. 8423 à Fazenda Santa Isabel, a 11/06/1974. Foto do furriel Agostinho Belo

Os alferes Carlos Silva e Barros Simões com o capitão
José Paulo Fernandes, comandante de 3ª. CCAV. 8423

A 3ª. CCAV. 8423 rodou do Campo Militar do Grafanil para a Fazenda Santa Isabel a 11 de Junho de 1974.
Há precisamente 52 anos!
A ordem, tal qual como às outras três Companhias do BCAV. 8423, foi do Quartel General da Região Militar de Angola, já depois de completadas, quanto às subunidades operacionais, «com os grupos de mesclagem». Nada mais nada menos que os grupos formados por militares da incorporação angolana, praças na sua esmagadora maioria e total neste caso.
Os Cavaleiros do Norte da uíjana Fazenda de Santa Isabel eram comandados pelo capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes e o quadro de oficiais incluía os alferes (também milicianos) Augusto Rodrigues (de Operações Especiais, os Rangers), Mário José Barros Simões, Luís António Pedrosa de Oliveira e Carlos Almeida e Silva (todos atiradores de Cavalaria).

Furriéis da 3ª. CCAV.: Graciano Silva, António
Fernandes, José F. Carvalho, Nelsm Rocha (da
CCS) e o 1º. sargento Francisco Marchã
A classe de sargentos
e ainda 136 praças!

O 1º. sargento Francisco António Gouveia Marchã era o responsável da secretaria da 3ª. CCAV. 8423.
O quadro de furriéis milicianos era formado por Armindo Reino (de Operações Especiais, os Ranges), Delmiro Ribeiro, António Flora, António Fernandes (falecido a 05/12/2025, de doença e em Braga), Alcides Ricardo, José Fernando Carvalho, Graciano Silva, António Luís Gordo, José Grenha Lopes, Luís Capitão (falecido a 05/01/2010, de doença e em Ourém) e José Adelino Querido (todos Atiradores de Cavalaria), Victor Guedes (de Armamento Pesado, falecido a 16/04/1998, de doença e em Lisboa), João Cardoso (Transmissões), Agostinho Belo (vagomestre), José Lino (mecânico) e Ângelo Rabiço (enfermeiro).
A Companhia, entre as várias especialidades, incluía 31 primeiros cabos e 69 soldados, para além de 36 militares do Grupo de Mesclagem que rodou do RI20, unidade de recrutas de Luanda.
A 3ª. CCAV. 8423 do capitão José Paulo Fernandes foi a última guarnição portuguesa aquartelada na Fazenda Santa Isabel, de onde saiu a 10 de Dezembro de 1974, meio ano depois - quando rodou para o Quitexe. A 8 Julho de 1975, rodou para o BC12, na cidade de Carmona. A 4 de Agosto, integrou a épica coluna para o Campo Militar do Grafanil, em Luanda. 

- Há 52 anos: O Comandante Almeida e Brito no Liberato e em Vista Alegre!

O aquartelamento da Fazenda do Liberato (anos 70 do Século XX)
O capitão Victor Correia (e a esposa, à esquerda) e o
furriel José Oliveira, da CCAÇ. 209/RI 21, do Liberato 
O capitão Raúl
Corte Real



O Comandante Almeida e Brito, do BCAV. 8423, visitou a CCAÇ. 4145, a de Vista Alegre, e a CCAÇ. 209, a do Liberato, no dia 11 de Junho de 1974. 
Há 52 anos.
O objectivo era «estabelecer contactos operacionais» e, na oportunidade, também foi visitado o Destacamento, na Ponte do Dange.
A CCAÇ. 4145 era comandada pelo capitão Raúl Corte Real. «Estive pouco tempo com o BCAV. 8423, até porque no último período, a nossa Companhia integrou uma grande operação no Quanza Zona Norte - a Operação Turbilhão - e eu fiquei a comandar uma Zona de Intervenção, a  única do Uíge», recordou este  
oficial das terras nortenhas de Angola.
A CCAÇ. 4145 foi substituída pela 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala e do capitão Castro Dias, a 21 de Novembro de 1974, rodando para Luanda - onde, disse o capitão Corte Real, «ficámos a aguardar o
regresso a Lisboa»
Furriel Viegas da CCS e o condutor Nogueira
 (do Liberato) em 2019 e em Angola


Andar por terras
de Angola !

O comandante Carlos Almeida e Brito, no mesmo dia 11 de Junho de 1974, também visitou outra subunidade do BCAV. 8423, a CCAÇ. 209/RI 21, que estava aquartelada na Fazenda Liberato.
O comandante era o capitão Victor Correia (casado com uma senhora holandesa, que com ele morava na fazenda) e o furriel miliciano vagomestre (em rendição individual) era José Oliveira, que, em Águeda (onde reside) tinha sido companheiro de escola técnica do autor deste blogue.
A CCAÇ. 209/RI 21 era principalmente formada por militares angolanos (naturais ou residente, africanos ou continentais), com alguns quadros europeus. Um dos condutores era José Luís Nogueira da Costa, natural de Tomar mas que foi ainda criança para Angola.
Com ele andámos por terras de Angola entre 22 de Setembro e 10 de Outubro de 2019. De Luanda a Ponte do Dange, Vista Alegre, Aldeia Viçosa, Quitexe e Carmona. Também pelo sul angolano: de Nova Lisboa (Huambo) a Benguela e Lobito, entre outras terras mais.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

O dia 10 de Junho na memória dos Cavaleiros do Norte do BCAV 8423!

 

Aldeia Viçosa, parte do quartel da 2ª. CCAV. 8423 e a igreja. À esquerda, fica a esquadra da Polícia Nacional de Angola. A imagem é de 24 de Setembro de 2019, há quase 7 anos,quando por lá passou o furriel Viegas da CCS
O capitão José Manuel Cruz, o segundo da esquerda e de pé, comandante
da 2ª. CCAV. 8423, com os alferes Carvalho de Sousa, à esquerda, António
Cruz (da CCS) e João Periquito, de pé. Em baixo, o alferes Jorge Capela

 

 

O dia 10 de Junho, sendo agora o Dia de Portugal, de Camões e da Comunidades, está associado a vários acontecimentos ligados ao BCAV. 8423.
Vejamos, ano por ano:
- ANO 1973, há 53 anos: Juramento de bandeira, em Santarém e na Escola Prática de Cavalaria, dos futuros furriéis milicianos Brogueira Dias e Viegas (da CCS, a Companhia do Quitexe, futuros vagomestre e especialista de Operações Especiais, os Rangers), Plácido Queirós, Mota Viana, Victor Costa, João Aldeagas e José Louro e os já falecidos Jorge Barata (a 11 de Outubro de 1997, de doença e em Alcains), Américo Rodrigues, também de doença e em Vila Nova de Famalicão, a 30 de Agosto de 2018), João Dias (TRMS) e Eusébio Martins, igualmente de doença e em Belmonte (a 16 de Abril de 2014), todos da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala), António Cruz, Freitas Ferreira, Mário Matos, João Brejo, José Fernando Melo, Rafael Ramalho, José Manuel Costa, José Gomes e António Artur Guedes (da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa), Carlos Silva (futuro alferes), Delmiro Ribeiro, António Flora, António Fernandes e Alcides Ricardo, José Fernando Carvalho, Graciano Silva, António Luís Gordo, Grenha Lopes, José Querido e o já falecido Luís Capitão, de doença e em Vila Nova de Ourém (a 5 de Janeiro de 2010), todos da 3ª. CCAV. 84233, a de Santa Isabel.
- ANO 1974, há 52 anos: Chegada da 2ª. CCAV. 8423, a do capitão miliciano José Manuel Cruz, a Aldeia Viçosa - vila onde se aquartelou. Rodava do Campo Militar do Grafanil onde, voando de Lisboa, de onde tinha chegado no dia 4 de Junho. No mesmo dia, lá esteve o comandante Almeida e Brito.
- ANO 2009, há 17 anos: A morte (por assasssínio) do soldado Agostinho Mendes Moreira, de Zalala. - Ver AQUI
- ANO 2018, há 8 anos; A morte do soldado José Gonçalves Nunes, o Valetas de Zalala. Ver AQUI

Moreira da Zalala, o bruxo de Rio Moinhos faria 74 anos !



Agostinho Moreira


O soldado Agostinho Mendes Moreira foi atirador de Cavalaria e Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Maria João, a de Zalala.
Hoje faria 74 anos, dia 10 de Junho de 2026, mas, infelizmente, foi assassinado, em 2009.
Regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 e fixou-se na sua natal terra de Rio Moinhos, em Penafiel, onde, entre outras actividades, se dedicou ao espiritismo, por isso sendo nacionalmente conhecido como o Bruxo de Rio Moínhos. 
«Arte» que por Angola passou despercebida a todos.
A 22 de Outubro de 2009, aos 57 anos, apareceu morto, barbaramente espancado e assassinado, no decorrer de um assalto à sua residência, com roubo de avultada quantia em dinheiro. Casa onde morava com um irmão, ambos solteiros e este também fortemente agredido.
Condenados em primeiras instâncias, o Tribunal da Relação do Porto confirmou as penas aplicadas aos seus assassinos. José Cardoso apanhou a condenação mais pesada, com 20 anos de cadeia. Os outros dois cúmplices na morte, Angel Hernandez e Paulo Freitas, tinham apanhado 19 anos.
Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!

O soldado José Nunes, o Valetas de Zalala, faria 74 anos !

José G. Nunes
(Valetas)
 nhado 19 anos. 

Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!
O soldado José Gonçalves Nunes foi combatente da 1ª. CCAV. 8423 e hoje faria 74 anos. Infelizmente, faleceu a 23 de Maio de 2018.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar e por Zalala popularizado como Valetas, também passou pelos aquarelamentos de  Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona, regressando a Portugal a 9 de Setembro de 1975, a Castelo Branco. Por lá fez parte da sua profissional e familiar - com dois filhos (um casal).
Também esteve emigrado em França, onde trabalhou como operador de máquinas, e faleceu, vítima de doença cancerosa, aos quase 66 anos de vida.
Hoje o recordamos com saudade. RIP!

terça-feira, 9 de junho de 2026

O 1º. cabo José Gomes foi enfermeiro da CCS e festeja 74 anos em Lousada!

O 1º. cabo José Gomes


O 1º. cabo Gomes foi enfermeiro da CCS do BCAV. 8423 e está hoje em festa, dia 9 de Junho de 2026: faz 74 anos.
José Gomes é mesmo o seu nome completo e foi Cavaleiro do Norte com passagem pelas enfermarias do Quitexe e de Carmona, antes de, a 8 de Setembro de 1975, regressar a Portugal - cumprida a sua (e nossa), jornada africana do Uíge do norte angolano. Onde trabalhou com o capitão miliciano Manuel Leal, o alferes miliciano Honório Campos (ambos médicos) e o furriel enfermeiro António Maria Lopes.
Profissionalmente, trabalhou na Brisa e, nessa qualidade, cirandou pelo país, estando agora já naturalmente aposentado.
É habitual participante dos encontros anuais da CCS - como ainda agora, a 30 de Maio de 2026, aconcteceu na Barosa de Leiria
Natural de Meinedo, em Lousada, lá continua a viver e para lá, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns!


segunda-feira, 8 de junho de 2026

O furriel miliciano Alcides Ricardo, da 3ª. CCAV. 8423, festeja 74 anos em Loures!


Furriel Alcides Ricardo



O furriel Alcides dos Santos da Fonseca Ricardo foi Cavaleiro do Norte da 3ª. CCAV. 8423 e hoje festeja 74 anos. 
Hoje, dia 8 de Junho de 2025 e em Loures.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, é natural de Paipenela, freguesia do concelho da Meda, mas aos 12 anos «emigrou» com a família para a zona da Grande Lisboa, onde estudou.
Chegou a Angola no dia 5 de Junho de 1974, ao Grafanil, e rodou para Santa Isabel no seguinte dia 11. A 10 de Dezembropassou para o Quitexe e a 8 de Julho de 975 para a cidade de Carmona.
Regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975 e, profissionalmente, trabalhou na área administrativa de um laboratório da indústria farmacêutica: Agora, já aposentado, continua a morar em Loures, para onde vai o nosso abraço de parabéns

domingo, 7 de junho de 2026

Cavaleiros do Norte de Santa Isabel, a 3ª. CCAV. 8423, confraternizaram na Sertã

Os Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, ontem e na Sertã,
dia 6 de Junho de 2026, 52 anos depois da partida para Angola

A Família da 3ª. CCAV. 8423 (a 6 de Junho de 2026) na Sertã
  


Os Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Samta Isabel, confraterizaram ontem na Sertã, assinalando os 52 anos da partida para Angola - que foi a 5 de Junho de 1974, quando - ver AQUI - desembarcaram noaeroporto internacional de Luanda e dali foram para o Campo Militar do Grafanil.
A organização foi do 1º. cabo Ângelo Simões Teixeira, que 
O bolo dos 52 anos da CCAV. 8423
foi especialista de transmissões e 
teve apoio de Belmira Silva (Mirita), a «amazona de todos os noertes» do alferes miliciano Carlos Silva.
A «formatura» teve 25 respostas à chamada, o «pronto» de combatentes que, em 1974 e por 1975 dentro, foram a Angola participar no processo de paz e descolonização que deu lugar a um novo país da lusofonia.
Comandados pelo capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes que, ontem, também ontem não faltou à chamada. Podia lá faltar...
Os Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423 «atraíram» familiares e amigos, sendo 64 as pessoas que ontem brindaram às suas memórias e ao seu futuro.
O futuro próximo, aliás, já tem local - o do próximo encontro: será na zona de Tomar e terá como organizador Manuel Pereira Francisco, o Reguila - que é do lugar das Algarvias nabantinas e por chãos de Angola serviu como atirador de Cavalaria.

- Há 52 anos: A chegada da 1ª. CCAV. 8423 à Fazenda de Zalala!


 

A Fazenda de Zalala



A 1ª. CCAV. 8423 chegou à Fazenda Maria João, em Zalala, a 7 de Junho de 1974 - há precisamente 52 anos.
A subunidade do BCAV. 8423 era comandada pelo capitão miliciano Davide de Oliveira Castro Dias e chegara a Angola no dia 1 imediatamente anterior - aquartelando-se no Campo Militar do Grafanil.
Os oficiais milicanos eram os alferes Mário Jorge Sousa Correia de Sousa (que faleceu a 26 de Janeiro de 2021, de doença e no Porto), Pedro Marques da Silva Rosa, Carlos João da Costa Sampaio e José Manuel Lains dos Santos.
O 1º. sargento era Alexandre Joaquim Fialho Panasco e, também da guarnição de Zalala, eram os furriéis milicianos Jorge Manuel Mesquita Barreto (enfermeiro, falecido a 2 de Novembro de 2020, de doença e em Gondomar), João Custódio Dias (TRMS), José Antómio Moreira do Nasimento (vagomestre, ausente no Brasil), Manuel Moreira Pinto (de Operações Especiais), Manuel Dinis Dias (mecânico, falecido a 21 de Outubdo de 2011, de doença e em Lisboa), e os atiradores Fernando Manuel da Mota Viana, Jorge António Eanes Barata (falecido a 11 de Outubro de 2012, de doença e em Alcains), Américo Joaquim da Silva Rodrigues (falecido a 30 de Agosto de 2018, de doença e em VN de Famalicão), Victor Moreira Gomes da Costa, Eusébio Manuel Martins (falecido a 16 de Abril de 2014, de doença e em Belmonte), João Matias Mota Aldeagas e José dos Santos Louro.
A 1ª. CCAV. 8423 foi sustituir a 1ª. CCAÇ. 4211. Foi há 52 anos e éramos todos bem mais jovens!

- Há 51 anos: Portugal acusado de favorecer o MPLA nos sangrentos combates de Carmona e Uíge!


O ELNA, exército da FNLA de Holden Roberto, quis, há 51 anos,
fazer-se «dono» da cidade de Carmona e de todo o Uíge
 

Os graves e trágicos incidentes de Carmona de há 51 anos ainda faziam levedar ódios pela terra uíjana do norte de Angola, já seis dias passados - desde a sangrenta madrugada do dia 1 de Junho de 1975, um domingo.
A 7 de Junho imediatamente seguinte - hoje se fazem 51 anos!... -, era já certo que «as forças do MPLA foram expulsas, recolhendo aos quartéis portugueses». Recolhidos não só os militares do MPLA/FAPLA da guerrilha urbana dos movimentos angolanos, como muitos civis, de todas as raças, cores e credos 
políticos. Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 823 não faziam distinção. Qualquer que fosse.  
Parada do BC12, há 51 anos: a evacuação
de refugiados do BC12 em autocarros civis 
e com proteção do BCAV. 8423
Um «heli» na parada do BC12


Refugiados no BC12 com 
proteção do BCAV. 8423 

As forças do MPLA, em termos de combatentes, formavam as Forças Armadas Populares de Libertação de Angola - as FAPLA do presidente Agostinho Neto! Pelo Uíge, derrotadas pelo Exército de Libertação Nacional de Angola, o ELNA da FNLA de Holden Roberto.
«Tudo o que se possa considerar simpatizante ou combatente do MPLA foi expulso do distrito», reporta o livro «História da Unidade», acrescentando que «no melhor dos casos» era a expulsão, porque, precisa do documento, «noutros há a citar algumas dezenas de mortos».
Centenas, diríamos nós! Milhares, quiçá!
Isto, enquanto dirigentes da FNLA - a força armada/movimento ganhadora da região - acusavam as NT (ali, exclusivamente os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423) de comportamento discricionário e partidário, questionando, até, a proteção dada à população civil que se refugiara no BC12. Mais de um milhar, talvez 2000, nunca se saberá ao certo!
Aumentavam, entretanto, os problemas de abastecimento, agudizados por «estarem cortadas as ligações rodoviárias com Luanda», como noticiava o «Diário de Lisboa» desse dia.
O abastecimento (militar) era feito, por esta altura, por aviões da Força Aérea Portuguesa, transportando toneladas de mantimentos para militares e civis do Uíge.
!

O 1º. cabo Jacinto Diogo festeja 74 anos na Quarteira!

O 1º. cabo Jacinto em Carmona (1974/75)

O 1º. cabo Jacinto Diogo foi escriturário do Comando de Sector do Uíge (CSU) e contemporâneo dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 na cidade de Carmona.
Hoje, dia 7 de Junho de 2026, festeja 74 anos de vida.
Natural de Odeleite, em Castro Marim (no Algarve), Jacinto Sebastião Gomes Diogo, de se nome completo, lá regressou em 1975, depois de cumprir a sua comissão em Angola, onde foi louvado pelo seus bons serviços militares.
Foi nosso companheiro da comissão uíjana, desde que a CCS do BCAV. 8423 se instalou em Carmona, a 2 de Março de 1975.
A vida levou-o para mais junto do mar e tornou-se próspero empresário do sector da restauração, fundador e gestor do afamadíssimo restaurante «O Jacinto», na avenida Sá Carneiro da algarvia e turística Quarteira. É lá que sempre o achamos nas nossas passagens pelo Algarve.
E é para lá que vaio nosso abraço de parabéns!

Almeida foi TRMS de Zalala e festeja 74 anos em Sesimbra !


José AG Almeida



O soldado José António Gomes de Almeida foi especialista de Transmissões de Infantaria da 1ª. CCAV. 8423 e festeja 74 anos a 7 de Junho de 2026.
Cavaleiro do Norte da mítica e saudosa Fazenda de Zalala, operacionalmente integrou o 4º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes miliciano José Manuel Lains dos Santos, e também passou por Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona, antes do Grafanil, em Luanda - durante a sua jornada africana por terras de Angola. 
Regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, à sua casa da Travessa do Antunes, em Sesimbra, onde continua a viver e para onde - e para ele... - vai o nosso abraço de parabéns!

sábado, 6 de junho de 2026

- Há 52 anos: A chegada da CCS do BCAV. 8423 à vila do Quitexe!

 

O edifício (à esquerda) do Comando do BCAV. 8423, na Avenida do Quitexe
Os furriéis milicianos Viegas e Rocha, ambos da
CCS do BCAV. 8423 e na sua primeira fotografia do
Quitexe. Há nada mais nada menos que 52 anos !
BCAV. 8423

Os Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423 chegaram ao Quitexe no dia 6 de Junho de 1974!
Há 52 anos!
E parece que foi ontem, como ainda no sábado, no encontro de Leiria, tão fartamente foi lembrado!
Saímos do Grafanil de madrugada e fomos galgando quilómetros em asfalto, na chamada Estrada do Café - que ligava (e liga) Luanda a Carmona, pelo Cacuaco, Piri, Úcua, pelos Dembos afora, até à mítica Ponte do Dange, já entrando no território da então província/distrito do Uíge - depois por Vista Alegre e Aldeia Viçosa, ainda o Dambi Angola e muitas outras sanzalas da beira da estrada, antes da vila do Quitexe.
A mesma estrada, quase igual e sem buracos, por onde voltei a 24 de Setembro de 2019, quando viajei pelos chãos do Uíge da nossa saudade.
O comandante Almeida e Brito, tenente-coronel, e o capitão José Paulo Falcão (oficial adjunto) lá lá tinham estado no dia 27 de Maio, para «contactos com o comandante do BCAÇ. 4211», que íamos substituir. Contactos que, segundo o livro «História da Unidade», «foram muito superficiais».
O Quitexe, de resto, já nem era «novidade» para o tenente-coronel Carlos de Almeida e Brito, que lá tinha sido oficial de operações, era major de patente e oficial-adjunto do BCAV. 1917, em 1968.

O atirador Barroso, de Zalala, festeja 74 anos em Vila do Conde!



Manuel Barroso
Barroso e Pimenta (falecido a 07/01/2020)
dois «zalalas» de Vila do Conde 


O soldado Manuel Joaquim Faria Barroso foi combatente da 1ª. CCAV. 8423 e comemora 74 anos a 6 de Junho de 2026.
Cavaleiro do Norte com a especialidade de atirador de Cavalaria, jornadeou pala mítica Fazenda de Zalala e passou depois por Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona, sempre integrando o grupo de combate comandado pelo alferes miliciano Mário Jorge de Sousa Correia de Sousa, especialista de Operações Especiais (os Rangers, já faecido), com os furriéis milicianos Victor Moreira Gomes da Costa e os já falecidos José Carlos Évora Soares e José Manuel Baldy Gomes Pereira.
O Barroso regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 e fixou-se em Vila do Conde, a sua terra natal e onde, profissionalmente, foi comerciante de legumes e frutas.
É para lá (para Vila do Conde) e para ele que vai o nosso abraço de parabéns! Grandes e bons 74 anos!

A 3ª. CCAV. 8423 confraterniza na Sertã e recorda a chegada a Angola!

 

O bolo do encontro de 6 de Junho de 2026 da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel

A animação musical do Mendes da Silva


Os Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423 estão reunidos na Sertã, assinalando os 52 anos da sua chegada a Angola.
Os comandados do capitão miliciano José Manuel Fernandes desembarcaram no aeroporto internacional de Luanda na manhã de 5 de Junho de 1974, seguindo para o Campo Militar do Grafanil - onde «estagiaram» até ao dia 11, quando rodaram para a fazenda uíjana do norte angolano.
A viagem foi pela Estrada do Café, passando pelo Cacuaco e Caxito, por Úcua, Quibaxe e Ponte do Dange, Vista Alegre - até à fazenda onde aquartelaram e onde substituíram uma subunidade do BCAÇ. 4211.
O encontro de hoje está animado e com o Mendes da Silva a «dar-lhe» no acordeon para saudável e alegre pé de dança. São momentos irrepetíveis, que continuam a história de há 52 anos aos dias de hoje!!!

sexta-feira, 5 de junho de 2026

O capitão José Manuel Cruz festeja 80 anos em Esmoriz!

 

Os capitães José Manuel Cruz (que hoje faz 80 anos)
e José Paulo Fernandes, com o alferes João Machado


O capitão miliciano José Manuel Romeira Pinto da Cruz foi comandante da 2ª. CCAV. 8423 e está hoje em festa pessoal: comemora 80 anos.
Há 52 e entrando nos 28 da sua então «tenra» idade, já estava em Angola, no Campo Militar do Grafanil. Um ano depois, em 1975 e na cidade de Carmona, comandava a 2ª. CCAV. 8423,  que ainda «ressacava» dos combates entre a FNLA e o MPLA.
Os trágicos e sangrentos combates da cidade e do Uíge não foram, obviamente, o melhor «cenário» para festas de anos e o capitão José Manuel Cruz foi,  até epor essa altura, um dos oficiais portugueses que, no Bairro Popular, negociou com a FNLA o «stop» à matança generalizada que se registava.
Natural e residente na cidade de Esmoriz (em Ovar) e aposentado do ensino, é participante (permanente e activo) dos encontros dos Cavaleiros do Norte desta sub-unidade do BCAV. 8423 - a 2ª. CCAV. 8423, a da saudosa Aldeia Viçosa.
Hoje, 5 de Junho de 2026, comemora 80 anos e para ele daqui vai um grande abraço! Parabéns!

 

- Há 51 anos: A chegada da 3ª. CCAV. 8423 dos Cavaleiros do Norte a Angola!

 

O capitão José Paulo Fernandes no momento de «falar aos tropas» no encontro dos Cavaleiros do Norte
da 3ª. CCAV. 8423 - a da Fazenda Santa Isabel, Quitexe e Carmona, na Batalha e em 2017! 

Furriéis milicianos da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa
Isabel: Alcides Ricardo, António Fernandes (já falecido),
Agostinho Belo e António Flora

Os companheiros da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Santa Isabel e do capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes, chegaram a Luanda no dia 5 de Junho de 1974. 
Há 52 anos, que amanhã vão celebrar na Sertã.
A subunidade foi a quarta do BCAV. 8423 a chegar a terras africanas, juntando-se à CCS do capitão António Oliveira, no Quitexe (lá chegada a 30 de Maio), a 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala e do capitão miliciano Davide Castro Dias (a 1 de Junho) e a 2ª. CCAV. 8423, do capitão José Manuel Cruz (a 4 de Junho), todos aquarteladas no Campo Militar do Grafanil.
A partida para o Uíge e a Fazenda Santa Isabel viria a acontecer no dia 11 de Junho, onde substituiu a 3ª. CCAÇ. 4211 - já depois de também terem rodado as outras três companhias, respectivamente nos dias 6,  e 10 de Junho de 1974.
Oficiais milicianos, eram os alferes Augusto Rodrigues, Carlos Silva, Pedrosa de Oliveira e Mário Simões. Os quadros desta subunidade incluíam o 1º. sargento Francisco Marchã e os furriéis milicianos Ângelo Rabiço (enfermeiro), Agostinho Belo, (vagomestre), João Cardoso (TRMS), José Lino (mecânico-auto), Armindo Reino (Operações Especiais, Rangers) e os atiradores de Cavalaria Delmiro Ribeiro, António Flora, António Fernandes, Alcides Ricardo, José Fernando Carvalho, Graciano Silva, António Luís Gordo e Grenha Lopes.

Pereira foi TRMS de Santa Isabel e festeja 74 anos em Lisboa



O soldado Fernando da Conceição Pereira foi especialista de transmissões da 3ª. CCAV. 8423 e festeja 74 anos a 5 de Junho de 2026.
Hoje mesmo!
Cavaleiro do Norte da Fazenda Santa Isabel, colaborou com o furriel miliciano João Cardoso (o responsável pelas transmissões da subunidade comandada pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes) e depois do Quitexe e de Carmona (no BC12), regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar de 15 meses, no norte de Angola.
Fixou-se em Lisboa, na Rua do Olival, aos Prazeres. Onde supomos que ainda morará. É para lá e para ele que vai o nosso abraço de parabéns!

quinta-feira, 4 de junho de 2026

- Há 52 anos: A chegada da 2ª. CCAV. e a partida da 3ª. CCAV. 8423 para Angola!

 

A Força Aérea Portuguesa evacuou muitos refugiados do BC12, há 51 anos e em Carmona. A Imagem 
recorda um helicóptero na parada do quartel e um grupo de Cavaleiros do Norte. De frente, o alferes
António Garcia (de rádio empunhado) e o furriel Manuel Machado (de mãos nas ancas)

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV.
8423, a de Aldeia Viçosa
Os capitães Fernandes e
Cruz,os comandantes da 
3ª. e da 2ª. CCAV. 8423
 


A 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa e do capitão miliciano José Manuel Cruz, aterrou no aeroporto internacional de Luanda na manhã de 4 de Junho de 1974. 
Há 52 anos! 
O mesmo dia, mas ao princípio da noite, foi o tempo de partida de Lisboa da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel e do capitão José Manuel Fernandes - que sábado se reencontra na Sertã, na sua confraternização anual.
Era terça-feira e desde a quinta-feira anterior (dia 30 de Maio) já pelo Grafanil «debutava» a CCS, comandada pelo capitão António Martins Oliveira (SGE) e destinada à vila do Quitexe. A 1ª. CCAV. 8423, do capitão miliciano Davide de Oliveira Castro Dias e de Zalala, desembarcou a 1 de Junho.
Os Cavaleiros do Norte destas duas Companhias do BCAV. 8423 já eram «veteranos» e procuravam melhor conhecer Angola, que era o seu novo mundo. E não eram boas as notícias, as de mais mortos em combate. E era para a guerra que íamos nós.
A imprensa do dia de ha 51 anos publicava o comunicado do Serviço de Informação Pública (SIP) das Forças Armadas e este dava conta que «morreram em combate» dois furriéis milicianos: Carlos da Silva Miranda, natural de Vila Chã (em Vila do Conde) e Francisco Emídio Augusto Matos, do recrutamento local e natural de Nova Lisboa, actual cidade do Huambo.
Também a do soldado António Galeano Velasco, também do recrutamento local e natural do bairro de S. Paulo (na cidade de Luanda).

- Há 51 anos: Matança em Carmona e a caça ao homem!


O hospital de Carmona recebeu e tratou muitos feridos dos sangrentos combates do Uíge de 1975

Imagem dos incidentes de Carmona, há 51 anos!!!

O dia 4 de Junho de 1975 foi o quarto dos dramáticos combates de Carmona e o quarto da acção operacional permanente dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 - já desde a madrugada de 1 de Junho.
Há 51 anos!
«A aparente estabilidade da situação em Carmona rompeu-se brutalmente nas últimas 24 horas, com uma fulminante e sangrenta caça ao homem, lançada pelos comandos de Holden Roberto, contra militares e civis do MPLA», noticiava a imprensa.
Bem nos lembramos disso, como actores vivos e operacionais desses dias de tragédia, violência e lutos! 
A memória, recuando ao tempo, não esquece os momentos trágicos vividos nas ruas e bairros envolventes da cidade de Carmona, onde se «achavam» corpos esquartejados, assassinados a tiro e armas brancas, alguns deles queimados (há quem diga que ainda vivos, ainda alguns).
«A ofensiva coincide com ataques dispersos do ELNA, em Cabinda, e representava uma grave deterioração da situação militar e um pesado fracasso para as diligências das missões quadripartidas que voaram para Carmona no princípio da semana e julgavam ter reposto a ordem», noticiava o (extinto) «Diário de Lisboa», acrescentando que «a matança prossegue em Carmona».
«Ninguém dispõe ainda do número de mortos, feridos, presos e desaparecidos, mas as vítimas serão já muitas dezenas. As ruas estão cheias de cadáveres», sublinhava o jornal lisboeta, em despacho de Luanda, frisando também que «os comandos a FNLA invadiram e destruíram as casas de dezenas de simpatizantes do MPLA, matando muitos deles, espancando e raptando outros».
Já lá vão 51 anos!