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| O 1º. cabo Joaquium Breda |
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| O 1º. cabo J. Breda em 1974/1975 |
A CCS do BCAV. 8423 vai reunir a 30 de Maio 2026, dia em que fazem 52 anos da sua chegada ao aeroporto internacional de Luanda, em Angola - para uma comissão militar que iria prolongar-se por 15 meses.
Luanda que era, na verdade, um «novo mundo» aberto à imensa curiosidade dos debutantes combatentes do BCAV. 8423, que por cima dela passavam, espantados... com tanto tamanho de tudo.
O organizador dos «ccs´s» é o Joaquim Rama Breda, que na nossa jornada africana do norte de Angola, foi 1º. cabo condutor.
A concentração está marcada para as 11,30 horas, no adro da Igreja de S. Mamede, na Barosa de Leiria. Seguir-se-á a celebração de missa e, logo depois, o almoço de confraternização.
Os interessados (de última hora) podem contactar o Breda pelos telefones 91 850 66 58 e 91 60 800 89.
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| Uma das entradas do Campo Militar do Grafanil, nos arredores de Luanda e em 1974 |
A chegada a Luanda,
há já... 52 anos!
Os Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423 desembarcaram em Luanda ao princípio da manhã de 30 de Maio de 1974, há 52 anos, e logo foram «banhados» pelo calor tórrido e húmido d´África!
E que calor era, logo os desobrigando dos blusões verdes da farda nº. 2, fazendo-os arregaçar mangas e descobrir os cheiros, os sons e os chãos da misteriosa África que se lhes abriam aos olhos e aos sentidos.
Ao voar sobre a cidade, a espreitar pelas janelas do 747 dos TAM que os transportaram de Lisboa, logo os Cavaleiros do Norte descobriram a enorme metrópole luandina, de gigantescos prédios a banharem-se na baía e no mar que a separa dos brasis do outro lado do Atlântico. A espreitar o Mussulo, ilha de sonhos e de cios que muitos viriam a conhecer.
Luanda era um «novo mundo» aberto à imensa curiosidade dos debutantes combatentes do BCAV. 8423, que por cima dela passavam, espantados... com tanto tamanho de tudo.
Mal imaginavam os caminhos que os esperavam no norte onde «nasciam» as emboscadas, os trilhos e as emboscadas, onde a morte espreitava, sem avisar!, entre duas viagens ao mato, os fogos da metralha e o rebentar de minas e de armadilhas.
Do aeroporto de Luanda
para o Campo Militar do Grafanil !
A viagem de Berliets, desde o aeroporto para o Grafanil, deixou-os esventrar e conhecer a enorme cidade, embora em rápidos olhares sobre as ruas, as avenidas e, depois, a enorme Estrada de Catete, cheia de gente a passear-se pelo chão de terra vermelha, cheia de pressa, indiferente ao olhar curioso dos jovens combatentes que tinham acabado de desembarcar.
Era gente de todas as cores, brancos, mestiços e negros, mulheres bambaleando o corpo e carregando os filhos nas costas, de cigarro entalado nos lábios, gente que fazia história da Angola que descobríamos. Para onde íamos! Gente que espreitávamos com olhares de preguiça me curiosidade, olhando as ancas roliças e nuas das garotas angolanas, mulheres negras como nunca tínhamos visto!
A Angola de 30 de Maio de 1974 era assim, mesmo para quem ia para a guerra. Há 52 anos! Que a 30 de Maio de 2026 iremos recordar!




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