CAVALEIROS DO NORTE / BCAV. 8423!

CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

quinta-feira, 25 de junho de 2026

- Há 53 anos: A evacuação de civis de Carmona para Luanda!

 
A parada do BC12, em Carmona, recebeu milhares de refugiados do Uíge (em 1975)

O (ex-furriel) Viegas e o engº. Eugénio
Silva em Luanda e em 2019

 
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, a 25 de Junho de 1975, ainda se refaziam (tanto quanto podiam...) dos graves e sangrentos incidentes da primeira semana desse mês de há 51 anos, na cidade de Carmona e outras terras do chão uíjano do norte de Angola..
Os refugiados que no BC12 tinham achado proteção da tropa portuguesa - afectos ao MPLA, no geral... -, tinham começado a sair para Luanda (eventualmente para outros destinos), como se vê na imagem acima, no geral por via aérea, em meios civis e militares
.
Uma das famílias nessa situação foi a do agora aposentado engº. Eugénio Silva, quadro da Sonangol, que, na primeira pessoa e na sua página de facebok, assim recordou o dia de há 51 anos, era ele jovem estudante em Carmona:
Incidentes de Carmona (há 51 anos)
«Hoje, dia 25 de Junho, passaram-se 51 anos desde que, 
em 1975, os meus pais, eu e irmãos mais novos, deixámos definitivamente Carmona, por via aérea, com destino a Luanda, depois de não termos conseguido avançar por via terrestre, no Negage!
Alguns irmãos mais corajosos, decidiram avançar por via terrestre, a partir do Negage, mesmo sob ameaças!
Eu, já adulto, preferi acompanhar os meus pais e irmãos mais novos no regresso a Carmona, tendo nós sido transportados por uma Berliet da tropa portuguesa, até uma aldeia, onde ficamos 14 dias a espera do tão desejado vôo para Luanda!
Felizmente, os outros irmãos conseguiram avançar por terra, sob escolta da tropa portuguesa, e nós, 14 dias depois, conseguimos embarcar de avião para Luanda!
Em terra, ficava tudo o que os meus pais com muito sacrifício, ao longo de 13 anos, haviam conseguido obter! Uma grande lavra e horta, animais, aves, malas e até uma carrinha, que estava a ser reparada!».
Há 7 anos, e como se pode ver na foto, tivemos o gosto de, pessoalmente, conhecer Eugénio Silva. Grande abraço, bom amigo!

O soldado Delfim Serra foi condutor-AUTO e faz 74 anos em S. Pedro da Cova!

 

Condutor Delfim Serra


O soldado Delfim de Sousa Serra foi condutor-auto da CCS do BCAV. 8423 e festeja 74 anos no dia 25 de Junho de 2024!
Hoje mesmo!
Morava ao tempo na Rua do Poço de Fátima, em S. Pedro da Cova, concelho de Gondomar, e lá regressou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana por terras do norte de Angola - no Uíge.
Formou família, por lá trabalhou e se aposentou, morando agora na Rua das Mimosas e não faltando, sempre bem disposto, a um encontro da CCS, sempre acompanhado da sua «mais-que-tudo» - como aconteceu este ano, em Tomar, e como se vê na foto de há 6 anos, em Santarém.
O nosso abraço de parabéns vai daqui direitinho para ele!

Cozinheiro Alcino, da CCS, faleceu há 2 anos!


O soldado Alcino Fernandes Pereira foi combatente da CCS do BCAV. 8423 e faleceu no dia 25 de Junho de 1994.
Há precisamente 32 anos!
Cozinheiro de especialidade militar, era natural do lugar da Benfeita, da freguesia de Cortegaça, no concelho de Mortágua - onde nasceu a 5 de Julho de 1952. E lá voltou a 8 de Setembro de 1975.
A vida profissional e familiar levou-o para a Grande Lisboa e faleceu aos quase 42 anos de vida, em Idanha (Sintra), onde então residia. Nada mais sabemos dele.
Hoje, 32 anos depois do seu passamento, recordamo-lo com saudade! RIP!

quarta-feira, 24 de junho de 2026

O furriel João Cardoso, da 3ª. CCAV. 8423, festeja 74 anos em Coimbra !



Furriel J. Cardoso


O furriel miliciano João Augusto Martins Cardoso foi Cavaleiro do Norte«e da 3ª. CCAV. 8423 e festeja 73 anos a 24 de Junho de 2026. Hoje mesmo, quarta-feira de Junho.
Especialista de transmissões de infantaria, começou a sua jornada africana do nortenho Uíge angolano pela Fazenda Santa Isabel, de onde rodou a 10 de Dezembro para a vila do Quitexe e desta, já a 8 de Julho de 1975, para a cidade de Carmona, actual Uíge e capital da província do mesmo nome.
Regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, à vila de Arganil - de onde é natural e onde então residia.
Fez carreira profissional como funcionário público e radicou-se em Coimbra - de onde, agora já aposentado, se prepara para se retirar, continuando a «dividir-se» pelas praias da Figueira da Foz, onde tem casa de veraneio e lazer, e a sua natal Arganil - onde., em 2013, organizou o encontro anual dos Cavaleiros do Norte da Fazenda de Santa Isabel.
Parabéns para ele, neste dia de festa dos 74 anos!!!

terça-feira, 23 de junho de 2026

O furriel Nelson Rocha festeja 74 anos em Valadares de Gaia!

 

Furriel Nelson Rocha


O furriel miliciano Nelson dos Remédios da Silva Rocha festeja 74 anos a 23 de Junho de 2026.
Hoje mesmo!
Especialista de Transmissões, foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423 e jornadeou pela vila do Quitexe (onde já festejou o 22º. aniversário ) e pela cidade de Carmona - nos chãos do Uíge do norte de Angola.
Regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 e fixou-se em Santa Marinha, no município de Vila Nova de Gaia. Profissionalmente, foi técnico comercial e reside em Valadares, também em VN de Gaia. É participante habitual dos encontros da CCS, como ainda este aconteceu em Leiria.
Parabéns!

O 1º.cabo Augusto Hipólito, do PELREC, festeja 74 anos em terras de França !

O 1º. cabo Augusto Hipólito

 
O 1º. cabo Augusto de Sousa Hipólito foi combatente do PELREC da CCS do BCAV. 8423 e festeja 74 anos a 23 de Junho de 2025.
Hoje mesmo e em França!
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, é natural de Vinhais, em Trás-os-Montes, e morador, ao tempo da missão angolana, na Azinhaga da Flamenga, em Marvila, na cidade de Lisboa, lá regressou a 8 de Setembro de 1975.
Há muitos anos emigrado em França e agora já aposentado, reside em Reims, onde trabalhou na área da construção civil.
Parabéns para ele! E um grande abraço!

 

 


segunda-feira, 22 de junho de 2026

O 1º. sargento Fialho Panasco morreu há 21 anos


O 1º. sargento Fialho Panasco e
a esposa no encontro de 1995



O 1º. sargento Alexandre Joaquim Fialho Panasco foi Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, e faleceu há 21 anos, vítima de doença.
A 22 de Junho de 2005.
Foi o responsável da secretaria e, como toda a 1ª. CCAV. 8423, também rodou por Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona.
A qualidade dos seus serviços levou a que fosse louvado pelo comandante Almeida e Brito, por proposta do capitão Castro Dias, sublinhando «a melhor prontidão, dedicação e espírito de sacrifício, superando deste modo as dificuldades sentidas».
O louvor destaca também que foi «disciplinado, de trato correto e elevado sentido de colaboração, vincada lealdade para o comando que serviu», para além de que «demonstrou o maior zelo e inexcedível sentido de responsabilidade, de que resultou creditar-se como excelente auxiliar na administração da sua Companhia».
O 1º. sargento Fialho Panasco faleceu a 22 de Junho de 2005, de doença cancerosa e aos 70 anos, em Carnaxide. «Foi um bom marido e um excelente pai», disse-nos a viúva, há algum tempo.
Hoje fazemos a sua memória, com saudade. RIP!!!

domingo, 21 de junho de 2026

O primeiro «IN» que se apresentou aos Cavaleiros do Norte! Mina amputou pé de soldado «Comando»!


Cavaleiros do Norte no Quitexe. Do lado esquerdo, NN (de bigode) e 1ºs. cabos Miguel Teixeira e Fernando
 Pires (Fecho-Eclair, que hoje faria 74 anos, mas faleceu a 25/05/2026). À direita, Jorge Pinho (sentado), 
José Esteves e Vasco Vieira (Vasquinho, de dedos em V)

A placa do Quitexe na Estrada do Café, do lado de Carmona, com
o condutor Henrique Esgueira, no tempo do BCAV. 8423 (1974/75).
Foi o organizador do encontro da CCS de 2024



A jornada africana dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423,por terras do uíjano norte de Angola e no dia 21 de Junho de 1974 - há 52 anos!!!... -, ficou particularmente assinalada pela apresentação de um combatente da FNLA (um IN, um inimigo).
O primeiro! 
O Batalhão desde a véspera que estava envol
vido na Operação Castigo DIH (que foi a sua grande estreia operacional nas matas do norte de Angola...), na qual e nas suas 4 fases, participaram todas as suas subunidades orgânicas: a CCS (aquartelada no Quitexe e comandada pelo capitão SGE António Martins de Oliveira), a 1ª. CCAV. 8423 (a da Fazenda Zalala e do capitão miliciano Davide de Oliveira Castro Dias), a 2ª. CCAV. 8423 (a de Aldeia Viçosa e do capitão miliciano José Manuel Romeira Pinto da Cruz) e a 3ª. CCAV. 8423 (a da Fazenda Santa Isabel, do capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes).
O furriel Manuel Dias da 41ª.
 Companhia de Comandos 


Mina amputou pé de um
soldado «Comando»!

A operação, segundo o livro «História da Unidade», «não viu grande compensação do esforço desenvolvido pelas NT, pois que, salvo uma emboscada sem consequências, no Tabi, só teve por reacção IN a materialização de tiros de aviso»
Teve, sim, e ainda segundo o mesmo livro, «efeitos mais graves» para a 41ª Companhia de Comandos, pois «foi accionada uma mina anti-pessoal na Central do Negage, ma qual um seu soldado sofreu a amputação de um pé».
Deve haver um lapso nesta referência à Central do Negage, pois foi o PELREC a fazer a evacuação do soldado, mas tal aconteceu na Baixa do Mungage - onde o autor do blogue conheceu um conterrâneo de Águeda, o furriel miliciano Dias, que era do concelho aguedense mas tinha estudado em Anadia. Daí, não nos conhecermos. 
Outro furriel miliciano desta 41ª. Companhia de Comandos era, ao tempo, um ex-futebolista júnior do FC do Porto, o Valongo - de quem não conhecemos o paradeiro. Era angolano e poderá ter ficado em Angola.
«Não teve esta operação resultados que não fossem o conhecimento das reações humanas e acabou até, por ser defraudada, pois que a 4ª. Companhia de Comandos retirou da ZA após umas escassas 18 horas de operação, quando ela, e para esta subunidade, envolveria 8 dias de actividade operacional», relata o Livro da Unidade (o BCAV. 8423).

O 1º cabo Pires, o «Fecho-eclair» da CCS, faria 74 anos. Faleceu emMai e 2026!

O 1º. cabo Fernando Pires

O 1º. cabo Fernando Manuel Martinho Pires foi escriturário da CCS do BCAV. 8423, dos Cavaleiros do Norte da CCS, e festejaria hoje 74 anos, dia 21 de Junho de 2026. Infelizmente, faleceu a 25 de Maio de 2026!
O 1º. cabo Pires tornou-se popular pelos chãos de Uíge com a alcunha de «Fecho-eclair», por razões que a memória esqueceu. Porventura, por alguma «diabrura» de tropa e cognome que ele, na verdade, não «encaixava» muito bem!
Morava em Odivelas e a Odivelas regressou a 8 de Setembro de 1975. Infelizmente e vítima de doença, já viúvo, faleceu a 25 de Maio de 2026, quando estava internado num lar da Moita. RIP!!!
so abraço de parabéns!

A Irmã Maria Augusta Capela morreu há 20 anos!

A Irmã Maria Augusta Capela


A Irmã Maria Augusta Vieira Martins, da Missão do Quitexe, faleceu a 21 de Junho de 2006. Há 20 anos e vítima de doença cancerosa.
Missionária da Congregação da Obra da Imaculada Conceição e Santo António, foi contemporânea dos Cavaleiros do Norte, no Quitexe, e continuou em Angola depois da independência.  Dela recordamos a bondade e a imagem de doçura e carinho com que, para além das suas devoções religiosas, se partilhava com a comunidade civil, nomeadamente com as crianças e as famílias africanas mais carenciadas - a partir da Missão dirigida pelo seu irmão, o padre Albino Capela.
Partilhou-se também com os Cavaleiros do Norte da CCS e 3ª. CCAV. 8423, nomeadamente na consoada de 1974 - que ajudou a confecionar com as mulheres dos oficiais. Continuou em Angola (e em Carmona) depois da independência e até 2006. Veio diversas vezes a Portugal e na última sentiu-se mal. Foi hospitalizada em Lisboa e faleceu as algumas semanas, de cancro. Hoje a recordamos com saudade! E recordada foi no encontro da CCS do passado dia 10 de Junho de 2023. RIP!!!

 

sábado, 20 de junho de 2026

O comandante Carlos lmeida e Brito faleceu há 23 anos!

O general Almeida e Brito
 



O comandante do Batalhão de Cavalaria 8423, o então tenente-coronel Almeida e Brito, faleceu há precisamente 23 anos!
A 20 de Junho de 2003, de morte súbita e no decorrer de um passeio turístico a Espanha. 
Aos 76 anos!
Carlos José Saraiva de Lima Almeida e Brito atingiu a patente de general e, depois da jornada africana de Angola, foi, entre outros cargos, comandante da Polícia de Segurança Pública - a PSP.
Fazendo memória, foi, há 51 anos, o grande responsável pela gestão estratégica e militar da cidade de Carmona e de outros centros urbanos do Uíge, nos difíceis e  trágicos dias de 1 a 6 de Junho de 1975.
Foi, na verdade, o grande comandante no momento mais dramático da nossa jornada africana pelos chãos do Uíge do norte Angola!..., agindo com a serenidade dos competentes e dos sem-medo, a coragem dos que não temem o perigo e antes o enfrentam em qualquer trincheira, inspirando confiança nos seus comandados.
O primeiro encontro dos Cavaleiros do Norte foi a 9 de Setembro de 1995, em Águeda e 20 anos depois do (nosso) regresso de Angola, e nessa altura foi proclamado o Comandante Maior! 
Hoje, quando se passam 23 anos do seu falecimento, aqui dele fazemos memória para sempre e o recordamos com saudade!
Ver AQUI

sexta-feira, 19 de junho de 2026

- Há 52 anos: As Comissões Locais de Contra-Subversão e o BCAV. 8423!


Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala: NN, Campos, alferes Lains dos Santos, furriel José
Nascimento e Casimiro. Em baixo, Ruizinho e NN. Quem identifica estes (NN) antigos combatentes?

Grupo de TRMS da 1ª. CCAV. 8423: Lago e Raposo (de pé), Coelho,
1ºs. cabos Hélio e Louenço, mais Aires e Carlitos

A Comissão Local de Contra-Subversão (CLCS) do Quitexe reuniu a 19 de Junho de 1974.
Há 21 anos!
«Tiveram lugar as normais reuniões», lê-se no livro «História da Unidade», apontando também o dia 26 (seguinte).
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, há poucos dias chegadas aos chãos uíjanos, adaptavam-se à vida operacional e criavam empatias com as autoridades e população local.
TRMS do BCAV 8423: 1º. cabo Mendes, Soares, furriel Pires,
1º. cabo Oliveira e Costa. Em baixo, 1º. cabo Felicissímo (da
1ª. CCAV.), Zambujo e 1º. cabo Salgueiro
O mesmo acontecia em Aldeia Viçosa, vila onde estava aquartelada a 2ª. CCAV. 8423 (a do capitão José Manuel Cruz) e nas Fazendas Zalala e Santa Isabel, espaços, respectivamente, da 1ª. CCAV. 8423 (do capitão Castro Dias) e da 3ª. CCAV. 8423 (do capitão José Paulo Fernandes) - milicianos, os 3.
O BCAÇ. 4211 partira alguns dias antes e a responsabilidade da ZA desde 14 que era integralmente assumida pelo BCAV. 8423.
O comandante Almeida e Brito bem conhecia bem a zona (pois lá tinha sido oficial adjunto do BCAV. 1917, em 1968) e inspirava confiança ilimitada aos debutantes combatentes. «Maçaricos», assim eram identificados na gíria militar.

Mulheres de seios nus e com
filhos pendurados nas costas!


Era quarta-feira e o PELREC teve um patrulhamento apeado - o primeiro!... - , depois de largado na estrada para Carmona e na aldeia do Quitoque - galgando esta, onde os jovens combatentes viram as primeiras mulheres negras de seios nus e filhos pendurados nas costas, algumas a mascar tabaco..., depois caminhando por lavras adentro e pelos primeiros e temidos trilhos da mata, numa operação diurna que serviu de adaptação e de moer de alguns medos.
Ao dia, não sabíamos, mas desde a véspera que Richard Nixon, Presidente dos Estados Unidos, estava nos Açores para debater com António Spínola (PR de Portugal) a questão das colónias portuguesas. As conversações iam começar precisamente nesse dia 19 de Junho de há 52 anos.
Era a Cimeira dos Açores!
Um ano depois, já em Junho de 1975, era a do Quénia - entre os três movimentos de libertação, buscando a paz que as armas «matavam» na terra da Angola que tinha independência marcada para 11 de Novembro desse 1975. 
O desarmamento dos civis e a expulsão de todos os elementos da ex-PIDE/DGS (com julgamento dos angolanos a ela ligados e sua reeducação nacionalista) e a acção do Governo e as suas implicações político-económicas foram temas das negociações da véspera.
Carmona e o Uíge tranquilizavam-se militarmente, embora levedassem dúvidas sobre o futuro - particularmente da comunidade europeia branca. Continuavam as deficiências de abastecimento, logo por isso as carências logísticas, e as NT, sem grande descanso, procuravam assegurar «a liberdade de itinerários» - que, na prática, dependia da sua acção no terreno.

Júlio Camilo de Santa Isabel faz 74 anos em Sesimbra !



O soldado Júlio Camilo Ferreira foi atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423 e festeja 74 anos a 19 de Junho de 2026.
Hoje e em Sesimbra.
Cavaleiro do Norte da Fazenda Santa Isabel  (na foto ao lado), da subunidade do comando do capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes, jornadeou depois pela vila do Quitexe (onde chegou a 10 de Dezembro de 1974) e pela cidade de Carmona (a 8 de Julho de 1975).
Regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana do Uíge angolano, fixando-se em Cabanas de Palmela, na freguesia de Santa Maria do Castelo, em Alcácer do Sal.
Actualmente, sabemos que vive em Boa Água, na Quinta do Conde, em Sesimbra, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

quinta-feira, 18 de junho de 2026

- ANO 2007, há 19 anos: A morte do atirador Manuel Leal do PELREC!


Cavaleiros do Norte do PELREC da CCS. De pé, os 1ºs. Vicente
  e Almeida, furriel Monteiro e 1º. cabo Hipólito. Em baixo, Auélio
 (Barbeiro), furriel Neto, soldado Manuel Leal da Silva e alferes
Garcia. Vicente, Almeida, Leal e Garcia já faleceram. RIP!


O soldado Manuel Leal da Silva foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423 e faleceu, de doença súbita, a 18 de Junho de 2007. 
Há 19 anos!
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, era um dos poucos militares já casado da Companhia (e do Batalhão) e foi pai pela segunda vez no decorrer da sua (e nossa) jornada africana do nortenho Uíge angolano. 
Foi militar disciplinado e sem medos, sempre leal e colaborante.
A 17 de Junho de 2007 e na sua casa, sentiu-se mal, menos bem-disposto, comentou com a mulher que se ia deitar, descansou algum tempo e levantou-se pouco depois, por se sentir melhor, e logo caiu, fulminantemente, já morto. 
Morava em Caxaria, a sua terra natal do concelho de Pombal.
Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!

O condutor Orlando Oliveira, de Zalala, faleceu há 4 anos!


Orlando Oliveira, o
Almeida de Zalala



O soldado Orlando Marques de Oliveira foi condutor-auto de especialidade militar, Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8433, a da mítica  Fazenda de Zalala, e faleceu a 18 de Junho de 2022.
Há precisamente 4 anos!
Natural da vila de Almeida, município fronteiriço do distrito de Guarda (e por Almeida por Angola conhecido e popularizado), lá nasceu a 20 de Janeiro de 1952.
Na missão africana do norte de Angola, também jornadeou pelos aquartelamentos de Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona, regressando a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975.
Fez carreira profissional na Polícia de Segurança Pública (agente da PSP, como se vê na foto) e, depois de já aposentado, fixou residência na terra da sua naturalidade - onde viria a falecer, de doença e aos 70 anos. RIP!!!

quarta-feira, 17 de junho de 2026

- Há 52 anos: Contra-subversão e acção psicológica pelas bandas do Quitexe !


O que «sobrava» do edifício do Comando e parada do BCAV. 8423 quando, a 29 de Setembro de 2019, por
lá passou o furriel Viegas. Ao fundo e à esquerda, a Igreja de Santa Maria de Deus do Quitexe

O Clube do Quitexe em 1974 (em cima) e
a 29 de Setembro de 2019 (em baixo)

O dia 17 de Junho, no distante 1974 da revolução de Abril e com os Cavaleiros do Norte ainda «maçaricos» pelo Uíge angolano, foi tempo de o comandante do Batalhão de Cavalaria 8423 reunir com a comunidade civil do Quitexe, no Clube da vila e «com vista a preparar e mentalizar as populações para o Programa do MFA».
Há 52 anos!
Por comunidade civil, entenda-se e citamos o livro «História da Unidade», «os comerciantes e autoridades tradicionais».
Ao tempo, de resto, o tenente-coronel Carlos de Almeida e Brito, fez «variadíssimas reuniões de trabalho» para esse mesmo efeito. E compreendiam-se: havia muitas dúvidas sobre o programa do MFA e muitas mais quanto ao futuro dos residentes, naturais ou principalmente dos cidadãos metropolitanos - os chamados colonos.
O tempo foi também para «melhorar os itinerários do Sub-Sector», por isso mesmo e de novo citando o «HdU», «entraram em curso a reparação dos itinerários Vista Alegre-Ponte do Dange (na Estrada do Café) e a picada para a Fazenda Santa Isabel».

Os novos ventos
da História!

A Comissão Local de Contra-Subversão reunia normalmente e nesse dia 17 de Junho de 1974 «esteve», com espírito diferente.
Até aí, agia directamente junto das populações, através de acção psicológica e visando influenciar o seu comportamento, no sentido de «promover uma maior fixação no território e de negar o apoio a elementos infiltrados do exterior» - o clássico inimigo, o IN. Era uma espécie de braço civil não armado (com militares) de apoio às Forças Armadas.
Assim era no Quitexe, mas deixou de ser, para os militares explicarem os novos ventos da história.
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 tinham chegado a 6 de Junho (ao Quitexe) e só a 14 assumiram a responsabilidade da sua Zona de Acção. Compreende-se, por isso, o ritmo de reuniões com a CLCS (a 19 e 26 de Junho de 1974), com os comerciantes e população da vila (a 17) e as autoridades tradicionais (22 e 29). Anunciavam ao que vinha o Programa do MFA e apresentavam a suas credenciais.

terça-feira, 16 de junho de 2026

- Há 51 anos: Optimismo e confiança dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 por terras do Uíge!


Cavaleiros do Norte na messe de sargentos do Quitexe, todos furriéis milicianos. À esquerda, Velez (da 1ª. CCAV. 
8423), Miguel (paraquedista), Pires (TRMS) e Cruz. À direita, Graciano (meia cara), Cândido Pires (sapador),
Viegas (mão na cara, Neto, Rocha e Mosteias

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa,
 foram à água, para abastecimento do quartel: Soares,
Mendes, Abrantes e Teodósio. Ao volante, o Martins!

Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 encararam com grande expectativa a Cimeira de Nairobi, entre o MPLA, a FNLA e a UNITA e que começou a 16 de Junho de 1975.
Há precisamente 51 anos!
Jornadeando, a esse tempo, por Carmona e outras localidades (e estradas) do Uíge, os militares do BCAV. 8423 olhavam muito expectantes para o futuro mais próximo, com suficiente optimismo e, vamos lá..., também dom muita confiança.
A grande novidade do dia foi a participação de Daniel Chipenda na cimeira, enquadrado na Delegação da FNLA de Holden Roberto - ele que, e citamos o «Diário de Lisboa» desse dia, «durante muito tempo funcionou como dirigente de uma facção do MPLA - a Revolta do Leste». 
Só que, assim, «acabaria por se integrar no seio do adversário tradicional».
«A presença de Chipenda não é bem vista por alguns sectores progressistas», referia o vespertino de Lisboa.

Notícia do «Diário de Lisboa» de 16 de Junho
de 1975, com notícias da Cimeira de Nairobi

Situação calma mas com
problemas de abastecimento
ao norte de Angola!

A tensão vivida nos últimos dias de há 51 anos e em Luanda, a capital de Angola, parecia, entretanto, desanuviar-se.
«A situação é bastante calma, em todo o território, estando naturalmente as atenções concentradas nos resultados da Cimeira», anotava o jornal da capital portuguesa, acrescentando, todavia, que «continuam a haver problemas com as colunas de abastecimento e evacuações que se dirigem para o norte» de Angola.
Norte que era o espaço onde jornadeavam os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 e esperava os necessários reabastecimentos, devido às já aqui faladas «carências logísticas» que se faziam sentir, nomeadamente a partir dos incidentes da primeira semana de Junho de há 51 anos.
As forças do MPLA controlavam o tráfego na zona do Caxito e segundo o DL de 16 de Junho de 1975, «mostram-se renitentes na sua passagem, uma vez que pensam que seja possível que as mesmas colunas sirvam de algum modo para fornecer as forças da FNLA». A situação levou a que o comandante Monstro Imortal se deslocasse ao Caxito «numa tentativa de resolver a situação».
Quanto à cidade de Carmona, os aviões da Força Aérea Portuguesa (FAP) fizeram, que nos lembremos, os suficientes abastecimentos.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Gabriel foi condutor de Santa Isabel e festeja 74 anos em Sacavém !

Gabriel Morais



O soldado Gabriel foi condutor auto-rodas da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, e festeja 74 anos a 15 de Junho de 2026.
Gabriel José de Figueiredo Morais, de seu nome completo, foi Cavaleiro do Norte que também jornadeou pela vila do Quitexe (a partir de 10 de Dezembro de 1974) e por Carmona (depois de 8 de Julho de 1975), regressando a Portugal no dia 11 de Setembro, à sua casa do Casal da Vinha, no Catujal, do município de Loures.
Profissionalmente, trabalhou como mecânico na Companhia Portuguesa de Trefilaria e até voltou a Angola, em trabalho, em 2014.
Mora em Sacavém e para lá, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns!

domingo, 14 de junho de 2026

O CONDUTOR OLIVEIRA, DA 2ª.CCAV. 8423, FAZ 74 ANOS NA PÓVOA DE VARZIM!

 




O soldado João da Silva Oliveira (na foto ao lado)  foi condutor auto-rodas e combatente da 2ª. CCAV. 8423 - a do capitão miliciano José Manuel Cruz.
Festeja hoje mesmo (domingo), 74 anos a 14 de Junho de 2026.
Cavaleiro do Norte de Aldeia Viçosa, também passou pelo BC12, na cidade de Carmona (actual Uíge) e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975 e à sua casa do lugar de Penela, freguesia de Beiriz, no concelho da Póvoa de Varzim. Por lá fe(a)z a vida pessoal e profissional e para lá vai o nosso abraço de felicitações!
Parabéns!

 


O alferes José Alberto Almeida festeja 79 anos em Albufeira!

 
Os alferes milicianos Jaime Ribeiro, Augusto Rodrigues e José Alberto Almeida. No Quitexe (1974)
José Alberto Almeida, Cônsul de Marrocos
no Algarve, condecorado pela Embaixadora
Karima Benyaïch (em 2015)


O alferes miliciano José Alberto de Almeida foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423 e hoje, dia 14  de Junho de 2026, festeja anos: faz 79, no Lageado, em Albufeira. 
José Alberto Alegria Martins de Almeida chegou ao Quitexe em Julho de 1974 e foi o oficial de reabastecimentos e de justiça do BCAV. 8423. Natural de Oliveira de Azeméis, já ao tempo vivia em Albufeira e lá voltou a 8 de Setembro de 1975, terminada a (nossa) jornada africana do Uíge Angolano - enquanto Cavaleiros do Norte.
Licenciado em economia e arquitetura, do ensino e
O alferes Almeida
no Quitexe (1974)
é aposentado do ensino e empresário do sector turístico (aldeamento no Lageado) e da construção civil (arquitetura, projeção e construção).
Ligado a Marrocos, pela via da arquitetura, tem gabinete de trabalho e residência em Marraquexe. É Cônsul do Reino Marroquino no Algarve e o seu trabalho diplomático foi sublinhado e elogiado pela Embaixadora Karima Benyaich, em Janeiro de 2015, quando (foto), em cerimónia oficial e pública, mandatada pelo Rei Maomé VI, lhe entregou uma condecoração real. Ver notícia AQUI.
A finais de 2025, foi nomeado representante de Portugal  na União de Arquitectos do Mediterrâneo (UMA, na sigla francesa). Agora e aos 79 anos, continua profissionalmente activo e para ele vai o nosso abraço! Parabéns!

sábado, 13 de junho de 2026

Moreira, o maqueiro da CCS, festeja 74 anos em Penafiel!


Alfredo Coelho (Buraquinho) e
Joaquim Ribeiro Moreira (1974/75)
Joaquim Moreira



O soldado maqueiro Joaquim Ribeiro Moreira foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423, a do Quitexe, e festeja 74 anos a 13 de Junho de 2026.

Hoje mesmo e em Penafiel
Companheiro da jornada africana do Uíge anglano, também passou por Carmona (e pelo BC12) e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, à Rua da Ponte Nova, do lugar de Outeiro, na  freguesia de Duas Igrejas.
Profissional, trabalhou no sector dos transportes, como industrial de camionagem. Foi o organizador do encontro de 2019, em Rans (Penafiel). Já lá vão 7 anos!
Ao tempo da nossa jornada africana do uíjano norte de Angola, muitas vezes acompanhou o PELREC em operações, patrulhamentos (apeados ou transportados) e escoltas pelas estradas e picadas do Uíge, para além do seu habitual trabalho na enfermaria quitexana e serviços de ordem.
Há 52 anos, assinalou os 23 em Carmona e ainda na ressaca dos trágicos acontecimentos da primeira semana de Junho. Agora, festeja os 74 no afecto e tranquilidade da família. Com boa saúde e melhor disposição, como ainda há dias, e com satisfação, vimos no encontro de Leiria.
Grande abraço de parabéns!

sexta-feira, 12 de junho de 2026

- Há 51 anos: A rotação da 1ª. CCAV. 8423 do Songo para Carmona! O comandante no Sector do Uíge!

Grupo de furriéis milicianoa na messe de sargentos do Quitexe, na noite de Natal de 1974: Fernandes
(falecido a 5 de Dezembro de 2025, de doença e em Braga), Viegas, Belo, Grenha Lopes (tapado), Costa
e Flora. Depois, Ribeiro (de mão com Fernandes), Rabiço. Graciano e Abrantes (de cachimbo)


Natal de 1974: 1º. cabo Almeida, Lages e furriel Flora (atrás),
furriéis Costa, Reino e Carvalho (ao meio),
Bento e Fonseca

A 1ª. CCAV. 8423 concluiu a sua rotação para a cidade de Carmona no dia a 12 de Junho de 1975.
Há precisamente 51 anos!
A rotação começara a 6, ida da cidade do Songo e «porquanto era imperioso obter um efectivo que permitisse acorrer a situações semelhantes às vividas na primeira semana do mês», como se explica no livro «História da Unidade» - o BCAV. 8423.
A situação geral, por Angola, estava aparentemente normalizada. «É completamente calma, embora ainda se continue a sentir os efeitos dos violentos combates que se registaram no últimos dias», reportava o «Diário de Lisboa» do dia 11. A 12, o mesmo jornal da tarde referia que a excepção era Henrique de Carvalho, no leste, «onde se registaram confrontações de dimensões ainda desconhecidas».
Confirmava-se nesse dia de há 51 anos que a Cimeira de Nairobi seria a 15 de Junho, entre os três movimentos de libertação de Angola, e por Luanda passou Jonas Savimbi, presidente da UNITA, «onde se avistou com diversas personalidades» e de seguida voou para o Quénia.
O «Diário de Luanda» desse mesmo dia anunciava a constituição de Delegação do MPLA à Cimeira: Agostinho Neto, Lúcio Lara, Hermínio Escórcio, Lopo do Nascimento, Van-Dunen, Diógenes Boavida, Iko Carreira, Maria do Carmo Medina, Nito Alves, Afonso N´Binda e Victor Carvalho
.

O comandante Almeida e Brito
Comandante no
do Sector do Uíge!


Um ano antes, a 12 de Junho de 1974, o comandante Carlos Almeida e Brito, teente-coronel de Cavalaria, deslocou-se a Carmona eao Comando do Sector do Uíge (CSU), para «estabelecer contactos operacionais».
O BCAV. 8423, ao tempo, ainda não tinha assumido responsabilidades operacionais na sua (futura) Zona de Acção (ZA) - que, aliás, já era bem conhecida do tenente-coronel Carlos Almeida e Brito, pois lá estiveram em 1968, como oficial adjunto da BCAV. 1917.
A responsabilidade operacional era ainda do BCAÇ. 4211, cujo comandante recebera Almeida e Brito e o capitão José Paulo Falcão a 27 de Maio - quando lá se deslocaram, via FAP e pelo aeroporto do Negage, para «os primeiros contactos» - que foram os mínimos, mesmo «muito superficiais», por desnecessários, devido ao conhecimento que da ZA tinha o comandante do BCAV. 8423.