CAVALEIROS DO NORTE / BCAV. 8423!

CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

quinta-feira, 12 de março de 2026

- Há 52 anos: «Perguntai ao Inimigo Quem Somos» foi o lema dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423!


Cavaleiros do Norte num momento de boa disposição, no Quitexe. Atrás, NN (de bigode, quem o reconhece?), NN
(meio tapado), Ferreira e 1º. cabo Almeida. Depois, em grande plano, o 1º. cabo Porfírio Malheiro (de claro), NN
(tapado), alferes Ribeiro (meio tapado) e 1ºs. cabos Teixeira (estofador) e Frangãos (o Cuba, de óculos). À frente,
 Miguel (condutor), furriel Morais (de bigode), alferes Cruz (de óculos) e 1º. sargento Aires

Cavaleiros do Norte operadores-cripto em passeio «civil»: os 1º.s cabos
Manuel Deus (da 3ª. CCAV., a de Santa Isabel), Abel Felicíssimo e Ângelo

 Lourenço (ambos da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Zalala)

Há 52 anos e nos idos 12 dias de Março de 1974, o BCAV. 8423 continuava a receber especialistas e a fomentar o espírito de grupo tão necessário e sublinhado pelo comandante Almeida e Brito.
«Ser-se da Cavalaria não é ser-se melhor nem pior, é ser-se diferente. Ser-se do RC4 é obedecer ao lema «Perguntai ao Inimigo Quem Somos» (...). O soldado Português é dos melhores do mundo», lia-se na documentação que foi entregue aos futuros Cavaleiros do Norte.
O Serviço de Informação Pública (SIP) das Forças Armadas, nesse dia, dava conta de mais 6 mortos em combate: dois na Guiné, um em Moçambique e três em Angola. Neste caso, todos do recrutamento local
.

O furriel José Fernando Carvalho, da 3ª. CCAV.
 8423, aqui já no Quitexe e em princípios de 1975

Especialistas para o RC4
e arroz para... Angola !


Há 52 anos, uma nota da véspera, no «Diário de Lisboa», dava conta da necessidade de Angola importar arroz, nada mais nada menos que 2000 toneladas para «garantir o regular abastecimento em condições económicas para o consumidor». 
A importação iria ser assegurada pelo Instituto de Cereais de Angola, a partir dos portos de Luanda e Lobito.
O Campo Militar de Santa Margarida e em particular o Regimento de Cavalaria nº. 4 (RC4) e especialmente o Destacamento (deste), onde se aquartelava o BCAV. 8423, continuava a receber, por apresentação e «por irem servir no ultramar», mais militares especialistas.
Especialistas que se juntavam a outros, já entretanto chegados: os enfermeiros, os rádio-telegrafistas, os operadores de mensagens e os operadores-cripto, rádio-montadores, condutores, escriturários e cozinheiros, padeiros, sapadores de infantaria e analistas de águas, mecânicos-auto, operadores de combustíveis, bate-chapas e electricistas, mecânicos electricistas e mecânicos de armamento ligeiro, apontadores de morteiros de várias distâncias, carpinteiros, clarins, de tudo um pouco..., para, na frente de combate, minimamente se estabelecerem as bases mínimas de segurança manutenção do dia-a-dia).
E também aos atiradores de Cavalaria que lá tinham feito a Escola de Recrutas, já com os quadros milicianos mobilizados - os futuros alferes (aspirantes a oficiais milicianos) e furriéis (1ºs. cabos milicianos), na instrução militar ministrada entre 8 de Janeiro e 22 de Fevereiro desse ano de 1974.
1º. cabo José
S. Mendes
Os especialistas que se apresentaram no RC4, ampliando e solidificando o corpo do batalhão, há 52 anos e no dia 12 de Março de 1974, uma terça-feira, foram os seguintes:
Carlos Costa
a de Zalala !

CCS, Companhia
do Quitexe !

- Carlos Alberto de Jesus Mendes, 
1º. cabo mecânico electricista.
Transferido do Grupo de Companhias de Trem Automóvel (GCTA), em Lisboa. Natural da freguesia de Santa Isabel, em Lisboa. Morava na rua Presidente Arriaga e faleceu a 21 de Abril de 2010, em Lisboa (nos Prazeres), vítima de doença. 
RIP!

- 1ª. CCAV. 8423,
a de Zalala!

- Carlos Alberto dos Santos Costa. 
Soldado de transmissões de infantaria, transferido do Regimento de Infantaria nº. 1 (RI 1), em Queluz.
Natural da Mouraria, em Lisboa, ao tempo do regresso a Portugal, morava na Avenida 24 de Julho, da freguesia de Santos, também em Lisboa. Faleceu a 24 de Abril de 2015, há quase 11 anos e vítima de doença, em Azeitão, no concelho de Setúbal, onde vivia. RIP!!!

2ª. CCAV. 8423, a
de Aldeia Viçosa!


- Joaquim António Almeida Rodrigues.
Soldado de transmissões de infantaria.
Transferido do Regimento de Infantaria nº. 1 (RI 1), em Queluz.
Mora em Camarate, no município de Loures.
- Carlos Alberto de Abreu Costa (Mouraria), soldado da transmissões.
Transferido do Regimento de Artilharia Ligeira nº. 1 (RAL 1), em Lisboa. Mora na Amadora.
- Joaquim S. Santos, soldado.
Transferido do Regimento de Artilharia Ligeira nº. 1 (RAL 1), em Lisboa. Destino desconhecido.
1º. cabo M. Deus

3ª. CAV. 8423, a
de Santa Isabel!


- Abílio Pimenta Gonçalves. 
1º. cabo operador-cripto.
Transferido do Batalhão de Reconhecimento de Transmissões (BRT), na Ajuda, em Lisboa. Natural do lugar de Costa, em Cucujães, concelho de Oliveira de Azeméis, onde reside.
- Manuel Ramos Deus.
1º. cabo operador-cripto.
Transferido do Batalhão de Reconhecimento de Transmissões (BRT), na Ajuda. Ao tempo do regresso a Portugal, a 11 de Setembro de 1975, morava na Rua do Cardal da Graça, em Lisboa.

César Rocha foi padeiro de Zalala e faria 74 anos. Faleceu em 2011!

O 1º. cabo César Rocha


Esgueira foi condutor-auto da CCS e faz 73 anos na Amadora!


Henrique Esgueira

 

O soldado Henrique Nunes Esgueira foi condutor-auto da CCS e festejou 74 anos a 7 de Janeiro de 2026. Mas apenas foi oficialmente registado a 12 de Março seguinte.
Assim sendo, a verdade é que festeja 74 anos por duas vezes.
Um luxo que não é para todos!
Cavaleiro do Norte do BCAV. 8423, aquartelou-se na vila do Quitexe e depois no BC12, em Carmona - pelos 15 meses da sua (e nossa) jornada africana do norte de Angola.
É natural de Figueira Redonda, lugar da freguesia de Serra, do município de Tomar, e lá regressou no dia 8 de Setembro de 1975, depois de também ter passado pelo BC12, em Carmona - na sua (e nossa) jornada africana do norte de Angola.
 A vida, já em Portugal e entretanto, levou-o para as bandas da Amadora, na Grande Lisboa, onde reside e é empresário do sector da construção civil.
Foi o excelente organizador do encontro de 2024, da CCS, encontro que assinalou os 50 anos da partida para Angola (a 29 de Maio de 1974), reaizado a 8 de Junho e na cidade de Tomar.
Para lá e para ele vão os nossos renovados parabéns!

quarta-feira, 11 de março de 2026

- Há 52 anos: A rotação da 2ª. CCAV. 8423 de Aldeia Viçosa para Carmona!

O alferes Domingos Carvalho, o capitão José Manuel
Cruz e os alferes António Cruz, João Periquito, e em
baixo, Jorge Capela


A 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa de Angola e comandada pelo capitão miliciano José Manuel Romeira Pinto da Cruz, concluiu a 11 de Março de 1975 a sua rotação para a cidade de Carmona e para o BC12.
Há 51 anos!
Capital do Uíge e assim denominada logo após a independência, a cidade fica(va) a uns 60 e poucos quilómetros de Aldeia Viçosa e onde, já desde o dia 2 do mesmo mês de Março de há 51 anos, estava aquartelado um seu grupo de combate e toda a CCS dos Cavaleiros do Norte.
E também o comando do BCAV. 8423.
A 3ª. CCAV. 8423 era comandada pelo capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes e iria continuar em Quitexe, depois de para lá ter rodado a 10 de Dezembro de 1974, assim «ficando apenas a 1ª. CCAV. 8433 a aguardar a possibilidade de rodar para o Songo», como se lê no livro «História da Unidade».
A 1ª. CCAV. 8423, a do capitão miliciano Davide de Oliveira Castro Dias, recordemos, estava em Vista Alegre e Ponte do Dange, rodada de Zalala a 21 de Novembro de 1974.
Os Cavaleiros do Norte, nesse tempo de há exactamente 51 anos, davam um passo importante no tempo da sua jornada angolana do Uíge e expectavam e especulavam cada vez mais sobre a data do regresso aos seus chãos natais do Portugal europeu. Aos abraços e conforto de pais e mulheres, namoradas, familiares e amigos. O que só viria a acontecer em Setembro de 1975!

- ANO 1974, há 52 anos: A apresentação do capitão António Oliveira, comandante da CCS!


O capitão António Oliveira, comandante da CCS, à esquerda e em 1974, na aldeia do Talabanza e com
os
alferes milicianos António Albano Cruz (de bigode), Jaime Ribeiro e António Garcia
                                                                                            
Amazonas do Norte: Margarida e Graciete, esposas dos alferes
António Albano Cruz e José Hermida, a esposa e filha do capitão
António Oliveira e a esposa do tenente João Eloy Mora
                                                                                 
O capitão SGE António Martins de Oliveira apresentou-se no RC4 a 11 de Março de 1974, «por ter sido nomeado para servir no Ultramar e com destino ao BCAV. 8423».
Oficial de carreira e com várias comissões ultramarinas, viria a ser o comandante da CCS e apresentou-se nos termos da Nota 9016, de 28 de Fevereiro de 1974, da RO/DSP/ME. Vencia «gratificação como professor e abono de família por descendente». Era este, o seu neto, filho de uma filha que o acompanhava e que no Quitexe deu aulas do ensino primário.
O capitão Oliveira ia transferido da Escola Central de Sargentos, mais tarde Instituto Superior Militar (ISM), em Águeda - a terra natal do furriéis milicianos Neto e Viegas. Nada estes «ganharam» com isso, bem pelo contrário. Foram até «perseguidos» pela acção nem sempre simpática do veterano oficial, na altura já na casa dos 60 anos e várias comissões na Índia (de que fisicamente se queixava), entre outras.
Faleceu em data indeterminada e hoje o recordamos com saudade e em memória dos nossos tempos de Angola. RIP!!!

Carvalho foi enfermeiro de Zalala e faz 74 anos em S. Paio de Oleiros (Feira)!


Carlos Carvalho




O soldado Carlos Moreira de Carvalho foi enfermeiro da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica e saudosa Fazenda de Zalala, e hoje festeja 74 anos!
Hoje, que é dia 11 de Março de 2026.
Natural do lugar de Feitaria, da freguesia de Barros, do município de Castelo de Paiva, lá regressou a  no dia 9 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana do norte de Angola, por terras do Uíge - onde,além de Zalala, também em Ponte do Dange/Vista Alegre, pelo Songo e por Carmona.
Profissionalmente, foi técnico de farmácia e continuado participante dos encontros dos «zalalas». Já aposentado, mora em S. Paio de Oleiros, no município de Santa Maria da Feira. 
Para lá e para ele vai o nosso abraço de parabéns, com o desejo de muitos e mais e bons anos de vida!

terça-feira, 10 de março de 2026

- Há 43 anos: A morte do soldado atirador João Lino Silva!


João Lino O. Silva


O soldado João Lino Oliveira da Silva foi atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423 e faleceu a 10 de Março de 1983, uma quinta-feira de há 43 anos.
Vítima de um trágico acidente de viação.
Cavaleiro do Norte da Fazenda Santa Isabel, também jornadeou pela vila do Quitexe e pela cidade de Carmona, tendo regressado a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar por terras do Uíge angolano.
Natural de Casais dos Arciprestes, em Alcanhões, no concelho de Santarém, lá regressou a 11 de Setembro de 1975 e trabalhava como mecânico de motorizadas, com oficina própria de veículos de duas rodas - depois de ter sido funcionário da Ipetex (tubos de PVC). Tragicamente, neste dia de há 43 anos e quando seguia de motorizada na estrada, deregresso a casa, foi violentamente atropelado por um camião pesado, no cruzamento de Santarém para Rio Maior, em S. Pedro, na Portela das Padeiras.
O João Lino estava casado há apenas 3 meses e era bem jovem, tinha 29 anos, feitos no anterior dia 16 de Fevereiro. Hoje o recordamos com saudade! RIP!!

segunda-feira, 9 de março de 2026

O soldado Júlio Barbosa, de Zalala, festeja 74 anos!




O soldado Júlio Araújo Barbosa foi atirador de Cavalaria de especialidade militar e Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala.
Hoje fará 74 anos!
Nasceu a 9 de Março de 1952, no lugar de Barreiro, da freguesia de S. Paio, em Arcos de Valdevez. O que sabemos dele não é muito, a não ser que está (ou esteve) emigrado em França.
Parabéns!

Afonso Silva, o Vinte/Vinte de Zalala, faria 78s anos! Faleceu em 2024!

 



O soldado Afonso Figueira da Silva foi combatente da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, e comemoraria 78 anos a 9 de Março de 2025. Hoje mesmo!
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, nasceu em 1948 e era natural do Montijo. Lá regressou, ao nº. 24 do Largo Gomes Freire e a 9 de Setembro de 1975, no final da comissão militar em Angola.
Conhecido como o Vinte Vinte (20 / 20 ), sabemos que residiu em Santiago do Cacém e que faleceu em Vale de Cambra, a 7 de Janeiro de 2024.
Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!

domingo, 8 de março de 2026

O condutor António Chambelo de Santa Isabel faria 74 anos!



A Fazenda Santa Isabel, a da 3ª. CCAV. 8423


O soldado António Joaquim Pestana Chambelo foi condutor-auto da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, e faria 74 anos a 8 de Março de 2026.
Faleceu em 2015.
Ao tempo de 1974, era residente na Penha Longa, no Linhó, no concelho de Sintra, e lá regressou a 11 de Setembro de 1975, no final da comissão em Angola. Continuou a morar em Sintra,  nas Escadinhas de Alba Longa, mas sabemos que já faleceu - em data desconhecida mas anterior a 6 de Abril de 2015. Isto porque, por edital da Câmara Municipal da Amadora dessa, foi determinada a exumação do seu cadáver do cemitério municipal. O  que significa que teria falecido há
mais de 5 anos, provavelmente em 2010.
Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!

sábado, 7 de março de 2026

Os (não) 74 anos do clarim Alexandre Oliveira. Faleceu em 2019!


Alexandre Oliveira


O soldado clarim Alexandre dos Santos Oliveira foi Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, e faria 74 anos a 8 de Março de 2026. Amanhã!
Infelizmente, faleceu a 15 de Julho de 2019, vítima de doença. Já desde Junho de 2015 sofria de uma doença degenerativa, depois de uma leucemia e uma anemia, que «combateu» corajosamente, entre muitos tratamentos hospitalares e também na sua residência.
Natural da Mata, freguesia de Lever, em Vila Nova de Gaia, lá regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975 - quando terminou a sua missão em Angola, também passando pela cidade de Carmona. Por lá fez vida e residia no Seixo Alvo, no Olival, também no concelho gaiense.
Foi companheiro de sempre dos encontros dos Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423 e hoje o lembramos com saudade! RIP!!!

sexta-feira, 6 de março de 2026

- Há 52 anos: Especialistas em Santa Margarida e mobilizados para o BCAV. 8423 !


Cavaleiros do Norte no Quitexe. Atrás, Rebelo, Moreira, Marcos, furriéis Neto, José Pires e Rocha (de boina), Graciete Hermida, Zambujo, alferes Hermida (f. a 16/01/2023, na Fogueira da Foz e de doença), NN, NN (à frente de NN), Felicissímo (?, de bigode),
 António (?), 1ºs. cabos Pires (Fecho-eclair, atrás) e Oliveira e Soares. De cócoras, Madaleno, NN (sapador), 1º. cabo Emanuel (?), Silva, 1º. cabos Coelho (Buraquinho) e Gomes (à civil), NN, furriel Cruz (de bigode e quico), NN, NN e NN. À frente, 1º.
cabo Florindo, Costa, NN, Cabrita, furriéis Monteiro (?), Cândido Pires e NN. Quem ajuda a identificar os NN´s?

António Picote, à esquerda, de mãos nas ancas, que se
apresentou no BCAV. há 51 anos. À sua esquerda, o 1º.
cabo Agostinho Teixeira (pintor), Delfim Serra e o 1º.
sargento Joaquim Aires. Em baixo e sentado, o 1º. cabo
Teixeira (estofador). Atrás,  à direita o condutor Miguel
José Miguel Santos


O Batalhão de Cavalaria 8423 continuava, há 52 anos, a sua preparação operacional e social no Destacamento do Regimento de Cavalaria 4 (o RC4), no Campo Militar de Santa Margarida.
«Tens de ter aprumo permanente, asseio irrepreensível, pontualidade em extremo, dedicação até ao sacrifício, interesse total, educação firme e valentia até ao destemor», salientava um dos documentos então distribuídos aos futuros Cavaleiros de Norte - que se preparavam para a jornada angolana.
O documento foi elaborado pelo comandante Carlos Almeida e Brito e repassado no livro «História da Unidade», podemos recordar que acrescentava que «então, serás soldado do BCAV. 8423 e daqueles a quem o inimigo, ao perguntar quem és, te acha diferente».
A 6 de Março de 1974, entretanto, continuavam a chegar novos Cavaleiros do Norte a Santa Margarida e ao Batalhão de Cavalaria 8423.
António Gonçalves
Especialistas e os seguintes, da CCS, a Companhia do Quitexe e transferidos do Batalhão de Engenharia nº. 3 (BE 3), em Santa Margarida e ao lado do RC4 e todos soldados condutores:
- Manuel Gomes Alves, natural de Castelo Novo, do concelho do Fundão
- José António da Silva Gomes, de Gueifães, no concelho da Maia.
- Alípio Canhoto Pereira, de Colmeal da Torre, em Belmonte. Irmão de José Canhoto Pereira (atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423, 
a de Santa Isabel).
- Manuel Brites da Costa, da freguesia de Atouguia, em Torres Novas.
- António Rosário Picote, natural e residente em Á-dos-Negros, em Óbidos - onde faleceu, de doença, a 12 de Agosto de 2018.
- António Santos Gonçalves, de Quintais de Baixo, em Penude, em Lamego. Faleceu a 24 de Fevereiro de 2024, de doença.
Também do BE 3,
mas cozinheiros:
- José Miguel dos Santos, soldado. De A-da-Geralda, em Orvalho, concelho de Oleiros.
- Joaquim da Ressurreição Duarte, soldado. Era residente na freguesia de Almaceda, concelho de Castelo Branco.
Do Batalhão de Reconhecimento de Transmissões
(BRT), na Ajuda, em Lisboa:
- António Santana Cabrita, soldado básico, natural de S. João, no Alvor, em Portimão, agora morador em Cascais, onde foi empresário do sector das pescas..
- Ver mais transferências, de outras Companhias, AQUI

quinta-feira, 5 de março de 2026

Eugénio Silva é angolano de Carmona e do BC12 e festeja 70 anos!

O (ex)furriel Viegas e o engº. Eugénio
Silva em Luanda e a 5 de Outubro de 2019

 O engenheiro geofísico Eugénio Henriques Fernandes da Silva foi contemporâneo dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 durante a jornada uíjana do norte de Angola e da cidade de Carmona - a actual cidade do Uíge.
Hoje, festeja 70 anos, em Luanda!
Estudou na Escola 107 (a do Candombe), no Colégio Infante de Sagres, na Escola Preparatória Tomás Berberan e o no Liceu Nacional Salazar e viveu intensamente, na pele e na mente, os trágicos primeiros 6 dias de Junho de 1975.
Então jovem estudante, foi um dos milhares de civis acolhidos no BC12, pelos militares do BCAV. 8423 e em segurança. E testemunha real da epopeica reacção dos Cavaleiros do Norte que, na cidade e onde foi preciso, não deram palmo às investidas dos combatentes da MPLA e da FNLA, que lá se digladiavam, trocando o diálogo e a compreensão e tolerância pelas armas e o sangue com que regaram o chão da cidade com o sangue de muitos angolanos. Milhares!!
Ao tempo, seguiu para Luanda e com a família, evacuado(s) pelos serviços aéreos militares portugueses. Ele e centenas de uíjanos. Licenciou-se em engenharia, tendo sido, profissionalmente, quadro da Sonangol e nesta qualidade correndo muitos cantos do mundo.
A 22 e 28 de Setembro e 10 de Outubro de 2019, tivemos o gosto de com ele nos acharmos em Luanda - em feliz e sentido encontro de muita saudade e imensas e sentidas memórias.
Festeja hoje 70 anos na sua casa de Luanda, a capital angolana, e é para lá, e para ele, vai o nosso grande abraço de parabéns!

O 1º. cabo António Carlos Medeiros faria 74 anos! Faleceu em 2003! A. Carlos Medeiros

 

A. Carlos Medeiros
 


O 1º. cabo escriturário António Carlos Fernandes de Medeiros foi combatente da CCS do BCAV. 8423 e hoje faria 74 anos. Hoje, dia 5 de Março de 2026.
Infelizmente, faleceu, de doença, a 10 de Abril de 2003. Precocemente, aos 51 de idade! Já lá vão quase 23 anos.
Natural do Porto, serviu na secretaria do Comando do BCAV. 8423, no Quitexe, e também passou pela cidade de Carmona (no BC12), antes de, a 8 de Setembro de 1975, regressar a Portugal e se fixar na freguesia de Bonfim (no Porto).
Foi um bom companheiro da nossa jornada africana por terras do norte uíjano de Angola e que hoje evocamos com saudade, dele fazendo memória. RIP!!!

O 1º. cabo Rodrigo Manteigas, de Zalala, festeja 74 anos em Idanha-a-Nova!


Rodrigo Manteigas, à
esquerda e em 2024



O 1º. cabo Rodrigo António do Carmo Manteigas foi Cavaleiro do Norte do BCAV.  8423 e combatente da 1ª. CCAV. 8423, a que se juntou já na Fazenda de Zalala, em Angola.
Clarim de especialidade militar, também jornadeou, além daquela mítica fazenda do Uíge - subunidade do BCAV. 8423 -, pelos aquartelamentos de Vista Alegre/Ponte do Dange e das cidades do Songo e Carmona.
Regressou a Portugal o dia 9 de Setembro de 1975 e a Salvaterra do Extremo, no município de Idanha-a-Nova, de onde é natural e onde residia ao tempo de há 51 anos.
Profissionalmente, fez carreira na GNR e, agora já aposentado, voltou à sua terra natal, onde reside e hoje festejará aos seus 74 anos. Hoje, dia 5 de Março de 2026.
Parabéns!

quarta-feira, 4 de março de 2026

Costa das TRMS da CCS festejaria 74 anos. Faleceu em 2004 e em Santa Marinha!



José A. Costa
TRMS da CCS

O soldado José António da Silva Costa foi combatente da CCS do BCAV. 8423 e hoje faria  74 anos, dia 4 de Março de 2026. 
Infelizmente, faleceu a 12 de Agosto de 2004, vítima de doença - segundo informaçao da Junta de Freguesia de Santa Marinha e Afurada, que recolhemos háa precisamente um ano.
Especialista de transmissões dos Cavaleiros do Norte do Quitexe, e depois de Carmona (no BC12), foi solidário companheiro da muitas operações dos chãos uíjanos e regressou a Portugal no dia 8 de Dezembro de 1975, no final da sua (e nossa) comissão, fixando-se na cidade do Porto, de onde era natural e onde ao tempo residia.
Residiu, trabalhou e teve família em Santa Marinha, freguesia do concelho de Vila Nova de Gaia, e hojeo recordamos com saudade. RIP!!!

- Há 52 anos: A formação do BCAV. 8423 e o regresso dos atiradores!

Grupo de Cavaleiros do Norte do parque-auto da CCS do BCAV. 8423 na parada do Quitexe, vendo-se ao fundo e do
 lado direito, a torre da Igreja de Santa Maria de Deus. O grupo era comandado pelo alferes miliciano António
António Albano Cruz (ao centro, de boina e mãos mas ancas)

A Ordem de Serviço nº. 73/1974 do RC4


A Ordem de Serviço nº. 73, do RC4 e de 28 de Março de 1974, há quase, quase 52 anos.., deixa ler que «desde 4 de Março de 1974, seja formado o BCAV. 8423, com a seguinte composição: CCS, 1ª. CCAV., 2ª. CCAV. e 3ª. CCAV.»
A curiosidade tem a ver com o primeiro parágrafo do livro «História da Unidade»: «Pode dizer-se que o BCAV. 8423 começou a existir cerca de Outubro/Novembro de 1973, com a mobilização da maioria dos quadros e tendo como unidade mobilizadora o RC4», com destino a Angola.
Então, foi em Outubro/Novembro de 1973 ou 4 de Março de 1974?
Talvez as duas coisas e a mesma Ordem de Serviço (a 73), no artigo 9º., ajuda nesta conclusão, pois regista que «desde 4 de Março de 1974, sejam extintos os seguintes esquadrões de instrução: o 4º. EI, o 5º. EI e o 6º. EI». Que eram os esquadrões de instrução nos quais, desde 8 de Janeiro desse mesmo ano, vinha a ser (foi) ministrada na chamada Escola de Recrutas, de que eram formadores os futuros alferes milicianos e furriéis milicianos atirador de Cavalaria e de Operações Especiais (Rangers).
A partir do Destacamento do RC4, para trás do edifício do cinema do Grafanil, e também pela mítica Mata do Soares.
A ele voltaria todo o BCAV. 8423, nomeadamente quando se realizou o IAO (Instrução Altamente Operacional, ou Instrução de Aperfeiçoamento Operacional) - que antecipava a viagem para as frentes africanas de combate. Para Angola, no caso dos Cavaleiro do Norte.
Atiradores (aqui do PELREC) regressaram
 ao RC4 a 4 de Março de 1974. Há 52 anos!

Atiradores de regresso e
mais Cavaleiros do Norte
para o BCAV. 8423!


O dia 4 de Março de 1974 foi uma segunda-feira e data da apresentação do 1º. sargento Joaquim António de Aires, mecânico que viria a integrar o Parque-Auto.
Também dos futuros furriéis milicianos Cândido Eduardo Lopes Pires e Joaquim Augusto Loio Farinhas (já falecido), ambos sapadores de especialidade militar.
E tempo, igualmente, do regresso dos atiradores de Cavalaria que tinham acabado a Escola de Recrutas e já estavam de férias desde 22 de Fevereiro desse ano de 1974.
Foi também o de apresentação de mais uma «mão-cheia» futuros Cavaleiros do Norte, no RC4 e todos especialistas de diversas áreas, de passagem para o BCAV. 8423 e «por terem sido nomeados para servir no ultramar».
Apresentaram-se pelos menos 19: 7 na CCS (a futura companhia do Quitexe), 2 na 1ª. CCAV. 8423 (a de Zalala), 3 na 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa) e também 7 na 3ª. CCAV. 8423 (a da Fazenda Santa Isabel).

terça-feira, 3 de março de 2026

- Há 51 anos: O segundo dia da CCS no BC12 de Carmona!


O antigo BC 12, à saída de Carmona (actual Uíge) para  Songo e agora unidade das Forças Armadas
 de Angola. Imagem de 25 de Setembro de 2019, quando por lá passou o furriel Viegas. A CCS do
BCAV. 8423 lá se aquartelou a 2 de Março de 1975, há 51 anos!


O alferes Machado e os capitães Falcão
e Themudo na varanda do BC 12 (1975)

Aos 3 dias de Março de 1975, uma segunda-feira de calendário, os Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423 já se acomodavam tranquilamente nas instalações do Batalhão de Caçadores 12 (o BC12), na cidade de Carmona (actual Uíge e capital da província do mesmo nome) e na estrada de saída para o Songo.
Há 51 anos!
Para lá rodados na véspera!
As instalações eram bem melhores, mesmo muito melhores mesmo!..., que as que, na vila do Quitexe, tinham sido a sua «casa de todos os dias», desde 6 de Junho de 1974 - quando ali chegaram, idos do Campo Militardo Grafanil (nos arredores de Luanda) e substituíram a CCS do BCAÇ. 4211.
E de onde tinham saído na véspera!
Os praças, então, passaram a ter casernas com muito mais qualidade e comodidade e os furriéis milicianos (e sargentos do quadro) ocuparam a até aí messe de oficiais do Bairro Montanha Pinto.
Os oficiais sem família ocuparam outra messe, no centro da cidade.
Furriéis milicianos Luís Costa (Pelotão de
  Morteiros) e Joaquim Farinhas (Sapadores 
da CCS) na messe de Carmona
Os que lá tinham familiares, alugaram casas civis.

Experiência e confiança
dos «CCS´s» muito fortes

A coabitação, temporária, com a guarnição do BC 12 (unidade que, então, estava em fase de extinção) foi absolutamente pacífica e rápida.
Os quadros e praças dos Cavaleiros do Norte, de resto, logo assumiram os serviços internos do aquartelamento - sem quaisquer problemas. 
Era tudo novo para eles, é verdade, mas tudo simultaneamente tranquilo.
Os nove meses da jornada africana pelos chãos do Uíge angolano já davam aos homens do BCAV. 8423 lastro de experiência e confiança muito fortes. O grande desafio para a esmagadora maioria deles era descobrir a cidade. Vivê-la, na sua total intensidade! O que é, como é uma cidade? Que «desafios» os esperavam?
A verdade é que muitos de nós, nunca tínhamos estado e muito menos vivido numa cidade do rural Portugal daquele saudoso tempo de há 51 anos.
Também «nisto» ganhámos vida e novas experiências!

segunda-feira, 2 de março de 2026

- Há 51 anos: O adeus ao Quitexe dos Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423!


O Quitexe de 2019, a 24 de Setembro. O que resta do edifício do Comando do BCAV. 8423. O imbondeiro
 fica numa das entradas da parada, Ao fundo, vê-se um dos pavilhões de uma escola que funciona onde
eram os balneários da CCS. E também a Igreja de Santa Maria de Deus 
Os furriéis milicianos Joaquim Abrantes, Cândido Pires e
Viegas com um grupo de criançasaAldeia do Talambanza
 nos últimos dias do Quitexe 


A Companhia de Comando e Serviços (CCS) dos Cavaleiros do Norte do Batalhao de Cavalaria 8423 (BCAV. 8423) deixou o Quitexe a 2 de Março de 1975. 
Há precisamente 51 anos e rodando para o BC12, em Carmona - a actual cidade do Uíge!
Foi o dia do adeus!
O momento desse dia foi quase nostálgico, seguramente muito emotivo, na altura deixando para trás uma terra que nos recebera em Junho anterior e da qual levávamos um coração já cheio de saudades! E pouco importa, agora, fazer memória dos momentos de desventura, de medos e de riscos que foram aos 9 meses em que, galgando os trilhos e as matas uíjanas, nas escoltas e nos patrulhamentos que são memória desse tempo, sempre arriscando a vida, nos entregámos à missão que a Angola nos levou. Nisso temos honra!
A azáfama começara nas vésperas deste dia de adeus: a preparação da coluna militar, o carregamento de haveres, a mobilização de tarefas para que a rotação fosse feita tranquilamente. Tudo como devia ser. Por lá ainda iria ficar a 3ª. CCAV. 8423, a dos Cavaleiros do Norte da Fazenda Santa Isabel, comandada pelo capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes - que de lá rodou, também para Carmona, a 8 de Julho de 1975.

A entrada na vila do Quitexe, na Estrada do
Café, do lado de Luanda, com o famoso Posto
5. magem do dia 24 de Setembro de 2019

O último olhar
sobre o Quitexe!


Recordo-me de, em cima de uma Berliet e na avenida principal do Quitexe, olhar a vila, da igreja ao parque-auto, ao posto 5 que se via à entrada, as messes, a administração civil e às casas «militarizadas», os bares e restaurantes, e do olhar do Papélino - o adolescente/criança engraxador que fazia as nossas delícias e tanto queria vir para Portugal. Escondeu-se de nós, atrás de uma enorme bananeira da xitaca, espreitando de olhos grandes por entre as folhas gigantes que tapavam os cachos.
Alguns civis, olhavam-nos com alguma ironia, até com desdém, e rodavam outros avenida acima, avenida abaixo, buzinando e como que escarnecendo de nós. 
Ainda hoje penso que nem sonhavam o que seria o seu futuro próximo. A hora de marcha chegou e nesse momento senti que um dia voltaria ao Quitexe. E voltei! A 24 e 25 de Setembro de 2019!