CAVALEIROS DO NORTE / BCAV. 8423!
CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!
CAVALEIROS DO NORTE / BCAV. 8423!
CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!
domingo, 27 de setembro de 2026
- HÁ 52 ANOS: A revolta da CCAÇ. 201 / RI 21, a da Fazenda do Liberato!
![]() |
| A esposa e capitão Victor Correia, comandante da CCAÇ. 209/RI 21, com o furriel José Oliveira e 2 militares de identidade desconhecida (o de cima, à direita, e o de baixo). Quem serão? |
![]() |
| Grupo de «liberatos» |
A guarnição do BCAV. 8423 aquartelada no Quitexe viveu, a 27 de Setembro de 1974 - há precisamente 52 anos!!!... - um dos seus dias mais difíceis e dramáticos: o da revolta da Companhia do Liberato.
Tais momentos já foram aqui suficientemente narrados, mas faltava a associar o dia exacto.
Qual foi ele, qual não foi, como foi? Pois, foi 27 e foi um sábado de Setembro muito encalorado e de muitos suores e temores.
O livro «História da Unidade» faz-lhe referência: «Em 27 de Setembro, na sequência de outros incidentes internos, processaram-se na CCAÇ. 209 graves problemas disciplinares, os quais passaram ao controlo do Comando do Sector do Uíge!».
Qual foi ele, qual não foi, como foi? Pois, foi 27 e foi um sábado de Setembro muito encalorado e de muitos suores e temores.
O livro «História da Unidade» faz-lhe referência: «Em 27 de Setembro, na sequência de outros incidentes internos, processaram-se na CCAÇ. 209 graves problemas disciplinares, os quais passaram ao controlo do Comando do Sector do Uíge!».
| O furriel Viegas em 2012, com dois «liberatos»: o condutor Nogueira e o furriel Oliveira (à direita) |
A CCAÇ. 209 era a da Fazenda Liberato e, sobre os incidentes, O LdU nada mais diz.
Ao tempo e passado o susto que nos poderia ter enlutado a alma e o corpo, eu tinha regressado de férias, de laurear o queijo pela imensa Angola e, se me lembro bem, a gravidade do assunto andou em bolandas opinativas durante largos dias. E o aquartelamento em prevenção que não nos descansou o físico.
Na véspera e no dia seguinte, por coincidência, o comandante Almeida e Brito esteve reunido em Carmona, no Comando do Sector do Uíge (CSU). Já lá estivera a 21 e 23, «sempre acompanhado por oficiais da CCS do BCAV.», precisamente para «contactos necessários aos bom andamento dos trabalhos militares».
Ao tempo e passado o susto que nos poderia ter enlutado a alma e o corpo, eu tinha regressado de férias, de laurear o queijo pela imensa Angola e, se me lembro bem, a gravidade do assunto andou em bolandas opinativas durante largos dias. E o aquartelamento em prevenção que não nos descansou o físico.
Na véspera e no dia seguinte, por coincidência, o comandante Almeida e Brito esteve reunido em Carmona, no Comando do Sector do Uíge (CSU). Já lá estivera a 21 e 23, «sempre acompanhado por oficiais da CCS do BCAV.», precisamente para «contactos necessários aos bom andamento dos trabalhos militares».
- NOTA: Ver AQUI
Catuna Santos foi soldado de Zalala e festeja 74 anos em Albufeira
![]() |
| Catuna Santos |
O soldado Catuna dos Santos foi atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423 e festeja 74 anos a 27 de Setembro de 2026.
Hoje e na algarvia e turística cidade de Albufeira.
Joaquim José do Nascimento Catuna Santos, de seu nome completo, é natural da freguesia da Guia (em Albufeira) e lá regressou a 9 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana do Uíge angolano. E depois de também ter passado pelos aquartelamentos de Vista Alegre/Ponte do Dange e cidades do Songo e de Carmona.
Popularizado como Tininho, foi, por terras de Angola e além de atirador de Cavalaria, também foi impedido da messe de oficiais da 1ª. CCAV. 8423.
Sabemos que, em data desconhecida, emigrou para o Brasil, onde trabalhou na área da restauração - num bar-lanchonete da cidade do Rio de Janeiro, Regressou a Portugal e sabemos que trabalha na mesma área e está estabelecido no Mercado Municipal dos Caliços, em Albufeira.
Os nossos parabéns!
sábado, 26 de setembro de 2026
Os Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423 estão hoje reunidos em Fátima!
![]() |
| O grupo de Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423 no encontro de hoje, em Fátima, 26 de Setembro de 2026. Nada mais nada menos que 51 amos depois de regresso a Portugal. E mais 52 da partida! |
![]() |
| O capitão José Manuel Cruz (arquivo) |
Os Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423 estã hoje reunidos em Fátima, no Reguengo de Fetal, em mais um encontro de confraternização, de saudade e de memória da épica jornada africana que, a 4 de Junho de 1974, os levaram ao norte de Angola, em missão que deu passos gigantes para a independência do novo país de expressão oficial portuguesa.
O grupo «achou-se» a meio da manhã, no restaurante «Pérola do Fetal», com mãos cheias de abraços que recordaram e tornaram mais vivas as saudades que nasceram e medraram pelos chãos angolanos do Uíge angolano. Até aos dias de hoje.
O grupo «achou-se» a meio da manhã, no restaurante «Pérola do Fetal», com mãos cheias de abraços que recordaram e tornaram mais vivas as saudades que nasceram e medraram pelos chãos angolanos do Uíge angolano. Até aos dias de hoje.
E já lá vão 52 anos desde a chegada ao aeroporto internacional de Luanda, até ao regresso a Portugal, no dia 10 de Setembro de 1975.
A 2 ª. CCAV. 8423 foi comandada pelo capitão miliano José Manuel Cruz (na foto de arquio), que, de novo e como sempre, voltou a «comandar as tropas» neste encontro de saudades, de memórias e de muitas emoções.
«Queremos reviver a família que fomos e preservá-la por muitos e bons anos, o que só poderemos fazer com a presença de todos», comentou o (furriel miliciano) Rafael Ramalho, coorganizador do encontro de hoje.
Voltaremos ao assunto de hoje. Abraços para todos!
Voltaremos ao assunto de hoje. Abraços para todos!
José Canhoto foi CAR de Santa Isabel e faria 77 anos!
![]() |
| Picote, Alves e Alípio Canhoto |
O soldado José Canhoto Pereira foi atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, e faria 77 anos a 26 de Setembro de 2026.
Hoje mesmo!
Irmão de Alípio, também soldado condutor mas da CCS, a Companhia do Quitexe, estava emigrado em França e, numa das visitas de férias, foi «apanhado» para cumprir o serviço militar. Cumprida a jornada africana, voltou a Colmeal da Torre, a siua terra natal, em Belmonte, a 11 de Setembro de 1975, e logo depois voltou a França e por lá fez vida.
Irmão de Alípio, também soldado condutor mas da CCS, a Companhia do Quitexe, estava emigrado em França e, numa das visitas de férias, foi «apanhado» para cumprir o serviço militar. Cumprida a jornada africana, voltou a Colmeal da Torre, a siua terra natal, em Belmonte, a 11 de Setembro de 1975, e logo depois voltou a França e por lá fez vida.
Casou, teve duas filhas e separou-se, casando-se de novo - em Chaves. Faleceu «há uns 10 ou 11 anos», vítima de doença cancerosa, disse-nos o Alípio, há 7 anos e na sua casa, mas sem conseguir precisar a data.
Hoje o recordamos com saudade! RIP!!
Hoje o recordamos com saudade! RIP!!
O soldado Graciano Castelo, d 3ª. CCAV. 8423, festejaria 73 anos em Fanhões !
![]() |
| A Fazenda Santa Isabel |
O soldado Graciano Letras Castelo foi atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423 e festejaria 74 anos a 26 de Setembro de 2025. Hoje mesmo.
Faleceu, segundo nos informou o companheiro Raúl Ferreira e em data desconhecida.
Cavaleiro do Norte da Fazenda Santa Isabel, aonde chegou a 11 de Junho de 1974, também jornadeou pela vila do Quitexe (lá aquartelando a 10 de Dezembro do mesmo ano) e por Carmona (a 9 de Julho de 1975), do comando do capitão miliciano José Paulo Fernandes. Regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, aos Casalinhos, de Fanhões, em Loures.
Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!
Cavaleiro do Norte da Fazenda Santa Isabel, aonde chegou a 11 de Junho de 1974, também jornadeou pela vila do Quitexe (lá aquartelando a 10 de Dezembro do mesmo ano) e por Carmona (a 9 de Julho de 1975), do comando do capitão miliciano José Paulo Fernandes. Regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, aos Casalinhos, de Fanhões, em Loures.
Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
- Há 6 anos: A última passagem pela saudosa vila do Quitexe!
![]() |
| O que, em 2019, restava do edifício do Comando do BCAV. 8423, na vila do Quitexe |
O dia 25 de Setembro de há 7 anos, em 2019, foi o da minha última passagem pelo Quitexe, depois de lá ter estado na véspera e depois de uma saltada e pernoita em Carmona.
Onde revi o inesquecível BC12, de onde, recordemos - entre outras situações operacionais, saímos para os gravíssimos incidentes de 1 a 6 de Junho de 1975!
Uma passagem vivida com muita emoção, deixando cair uma traiçoeira lágrima de alegria e já saudade.
Uma passagem vivida com muita emoção, deixando cair uma traiçoeira lágrima de alegria e já saudade.
Ia já a caminho de Luanda e deixei à vista da memória que o «nosso» quartel inexistia, como se vê na imagem, na sombra de um enorme imbondeiro. Da porta d´armas, resta(va) o sítio e uma avenida que foi de alcatrão estava esburacada, aqui e ali ainda com o separador central com alguns verdes a alegrar o espaço.
Um comerciante de Malanje abriu loja na antiga messe de oficiais e disse-nos que «isto está muito parado». A messe e bar de sargentos, a secretaria e a casa dos furriéis eram habitações ocupadas, de gente que nos espreitou e saudou com sorrisos largos.
«Saúde, papá…, brigado», disseram-nos algumas crianças. E recusaram-se a vender os seus pequenos brinquedos de madeira.
Foi o adeus ao Quitexe, pela Estrada do Café fora, depois do corte para Zalala, depois Aldeia Viçosa, Vista Alegre e Ponte do Dange, galgando caminho para Luanda.
Um comerciante de Malanje abriu loja na antiga messe de oficiais e disse-nos que «isto está muito parado». A messe e bar de sargentos, a secretaria e a casa dos furriéis eram habitações ocupadas, de gente que nos espreitou e saudou com sorrisos largos.
«Saúde, papá…, brigado», disseram-nos algumas crianças. E recusaram-se a vender os seus pequenos brinquedos de madeira.
Foi o adeus ao Quitexe, pela Estrada do Café fora, depois do corte para Zalala, depois Aldeia Viçosa, Vista Alegre e Ponte do Dange, galgando caminho para Luanda.
O furriel Norberto Morais, da CCS, festeja 76 anos em Elvas
![]() |
| Furriel Norberto Morais |
O furriel miliciano Norberto António Ribeirinho Carita de Morais foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423, a Companhia do Quitexe, e festeja 76 anos a 25 de Setembro de 2026.
Hoje mesmo, neste lindo dia de sol, e em Elvas!
Hoje mesmo, neste lindo dia de sol, e em Elvas!
Mecânico-auto de especialidade militar, integrou a equipa do Parque-Auto, no Quitexe e em Carmona, e que era comandada pelo alferes miliciano António Albano Cruz - que ontem festejou 81 anos, em Santo Tirso.
Lindas idades, as de ambos estes dois Cavaleiros do Norte!
O furriel Morais regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 e fixou-se na alentejana Nisa - a sua terra natal... -, posteriormente se radicando em Elvas, onde fez carreira profissional, como técnico superior do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, de que reformou em Janeiro de 2013.
O furriel Morais regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 e fixou-se na alentejana Nisa - a sua terra natal... -, posteriormente se radicando em Elvas, onde fez carreira profissional, como técnico superior do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, de que reformou em Janeiro de 2013.
Ao tempo, fazia parte dos quadros do Instituto Nacional de Recursos Biológicos.
É participante habitual dos encontros da CCS, provavelmente quem mais quilómetros galga, desde o seu Alentejo para onde quer que se juntem os CCS´s para partilhar memórias. Ainda este ano esteve em Leiria.
É participante habitual dos encontros da CCS, provavelmente quem mais quilómetros galga, desde o seu Alentejo para onde quer que se juntem os CCS´s para partilhar memórias. Ainda este ano esteve em Leiria.
Parabéns, amigo e grande Morais!
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Alferes António Albano Cruz festeja 81 anos em Santo Tirso!
![]() |
| Alferes A. Cruz |
Hoje mesmo e em Santo Tirso!
António Albano de Araújo Sousa Cruz é engenheiro de formação académica, comandou a equipa do Parque-Auto e foi um excelente e inesquecível companheiro da nossa jornada africana do norte de Angola, por terras do Uíge.
Oficial competente e sempre solidário, o pelotão que proficientemente por comandou pelos chãos uíjanos foi louvado pelo Comando do Batalhão, atestando-o como «equipa de trabalho, com espírito de entreajuda e sacrifício, procurando tirar o maior rendimento do seu labor», conforme se lê na Ordem de Serviço nº. 181 do BCAV. 8423.
A esposa era (é) a dra. Margarida Cruz, médica que por lá foi professora primária e com quem se consorciou a 11 de Agosto de 1973 - há 53 anos!... Já ao tempo angolano, eram pais do Ricardo, o bebé «mascote» do batalhão.
Aposentado da sua vida profissional, mora na sua natal Palmeira, em Santo Tirso, para onde vai o nosso abraço de parabéns!
O furriel Rodrigues faria 74 anos. Faleceu em Agosto de 2018!
O furriel miliciano Rodrigues foi Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda de Zalala, e faria 74 anos a 24 de Setembro de 2026.
Infelizmente, faleceu de doença, a 30 de Agosto de 2018.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, Américo Joaquim da Silva Rodrigues (é ese o nome completo) foi também vagomestre na jornada africana do nortenho Uíge angolano, função que exerceu com farto agrado da guarnição comandada pelo capitão miliciano Davide Castro Dias que, de resto, o louvou em Ordem de Serviço do BCAV. 8423 (a nº. 165).
A 1ª. CCAV. 8423 também jornadeou por Vista Alegre / Ponte do Dange (onde chegou a 10 de Dezembro de 1974, rodando de Zalala) e cidades de Songo (onde chegou a 24 de Abril de 1975) e Carmona (a 12 de Junho).
Natural de Vila Nova de Famalicão, o furriel Rodrigues regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, 15 meses após a partida para Angola, e fez vida profissional e familiar em Vila Nova de Famalicão, o seu chão natal. Foi, desde sempre, grande incentivador e animador dos encontros anuais da 1ª. CCAV. 8423 e prestativo e regular colaborador deste blogue de memórias.
Hoje o recordamos com muita saudade. RIP!!!
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
- Há 52 anos: A 3ª. CCAV. 8423 «acorreu» a «CI» com muitos mortos por rebentamento de mina!
![]() |
| Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423: o furriel Agostinho Belo e o alferes Carlos Silva - que também foi a Além Lucunga |
![]() |
| Capitão José Paulo O. Fernandes |
O dia 23 de Setembro de 1974 foi tempo de um grupo de combate da 3ª. CCAV. 8423 se apresentar na Fazenda do Além-Lucunga, onde estava uma Companhia de Intervenção (CI) comandada por um capitão miliciano que era arquitecto paisagista e do mesmo curso militar dos capitães Castro Dias, José Manuel Cruz e José Paulo Fernandes, oficiais dos Cavaleiros do Norte.
CI que tinham sido emboscada e com «muitos mortos», no rebentamento de uma mina.
«Eu fui na viatura da frente e o que encontrámos foi um terreno descampado, num fazenda abandonada à pressa, algo inóspita e despovoada, sem ninguém mas com valas e trincheiras abertas, que felizmente nunca precisámos de usar. A Companhia que pedira ajuda recuou para o Songo e esperámos por ataques que felizmente não acontecerem», recordou-nos o capitão José Paulo Fernandes, há alguns anos.
Trincheiras que, felizmente, nunca tiveram de usar. De humano, apenas viram um homem, que lhes pediu boleia na picada.
«Esperávamos ataques, mas nada disso aconteceu. Avisaram-nos que iríamos encontrar problemas, mas felizmente não tivemos», lembra-se José Paulo Fernandes, puxando pela memória desses dias de tensão permanente e de medos que a coragem venceu.
A fazenda, que até aí muita riqueza produzira, era bastante grande mas estava estranhamente vazia, com muitos porcos à solta, às varas enormes, e galinhas por lá perdidas, que se foram abatendo e comendo.
«Grandes banquetes, por lá fizemos...», recordou o «nosso» capitão José Manuel Fernandes.
Um dia, elementos da OPVDCA foram-lhe dar conta que iriam abandonar o posto, por lá próximo situado, mas os Cavaleiros do Norte continuaram em Além Lucunga. Até 8 de Novembro de 1974, quando regressaram a Santa Isabel.
O 1º. cabo Araújo, de Aldeia Viçosa, festeja 75 anos em Santo Tirso!
![]() |
| Mário Araújo |
Operador-cripto de especialidade militar, integrou o grupo de transmissões coordenado pelo furriel miliciano António Augusto Rebelo e ao tempo era residente em Santo Tirso. Lá voltou a 10 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar por terras de Angola. Que também passou pela guarnição de Carmona.
O Araújo ainda mora em Santo Tirso, agora na Sampaio de Carvalho e já aposentado, de lá se «criptando» para os encontros anuais dos Cavaleiros do Norte do capitão miliciano José Manuel Romeira Pinto da Cruz.
Para lá e para ele vai o nosso abraço de parabéns!
Para lá e para ele vai o nosso abraço de parabéns!
terça-feira, 22 de setembro de 2026
- Há 7 anos: Redescobrindo Angola 44 anos depois!
![]() |
| A 1ª. página do jornal «Sol», sobre a viagem a Angola |
O furriel Viegas aterrou no aeroporto internacional de Luanda ao princípio da manhã de 22 de Setembro de 2019 para uma visita de saudade aos chãos da nossa memória da jornada africana que levou os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 aos chãos uíjanos do norte de Angola.
Há 7 anos!
O tempo voa rapidamente!
O avão da TAP levantou voo pelas 22,30 horas da noite da véspera, em Lisboa, e chegado a Luando, logo o cheiro de Angola (e de África) lhe encheu a alma, nomeadamente quando, já fora do aeroporto, recuou no tempo e a 30 de Maio de 44 anos antes e ali pousara, então de farda vestida, para servir as Forças Armadas Portuguesas na construção do País novo que ia nascer.
Estava, hoje se fazem 7 anos, e novo em Angola e em jornada de saudade e, ainda no avião da TAP, olhando do ar a baía luandina, já redescobrira os aromas daquela terra enorme, já reachara os seus cheiros, a sua grandeza.
O caminho era para o Uíge, por onde, em 1974/1975, fizera a sua jornada angolana de África e em Luanda era esperado por Mário Ribeiro (Márito) e por João Nogueira – que iriam ser companheiros de um tempo de 18 dias a galgar o chão angolano e a reencontrar sítios onde, com orgulho, com garbo, muitos militares portugueses arriscaram a vida para garantir o processo de descolonização.
O jornal «Sol» publicou uma reportagem de 6 páginas, sobre essa viagem e que pode ser lida AQUI
O caminho era para o Uíge, por onde, em 1974/1975, fizera a sua jornada angolana de África e em Luanda era esperado por Mário Ribeiro (Márito) e por João Nogueira – que iriam ser companheiros de um tempo de 18 dias a galgar o chão angolano e a reencontrar sítios onde, com orgulho, com garbo, muitos militares portugueses arriscaram a vida para garantir o processo de descolonização.
O jornal «Sol» publicou uma reportagem de 6 páginas, sobre essa viagem e que pode ser lida AQUI
- NOTA: O furriel Viegas foi especialista de Operações Especiais (os Rangers) e integrou o Pelotão de Reconhecimento e Serviços (PELREC) da CCS do BCAV. 8423.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
- Há 52 anos: A morte, por doença, do soldado atirador Joaquim Manuel Duarte Henriques!
![]() |
| O memorial de mortos da guerra colonial de Odivelas com o nome de Joaquim Manuel D. Henriques |
![]() |
| O soldado Joaquim Manuel Duarte Henriques |
O dia 21 de Setembro de 1974 foi o da morte, por doença, do soldado atirador Joaquim Manuel Duarte Henriques, Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda de Zalala.
Há 52 anos!
Adoeceu naturalmente e, em tratamento, passou pela enfermaria do Quitexe, eventualmemte depois pelo Hospital Militar do Negage, mas, devido ao seu delicado estado de saúde, foi evacuado para o Hospital Militar de Luanda - onde acabou por falecer.
Natural de Odivelas, era solteiro e filho de João Pedro Henriques e de Delfina da Conceição Duarte. O seu corpo foi trasladado para Portugal, estando sepultado no cemitério de Odivelas.
O furriel miliciano José António Nascimento, que foi vagomestre da Fazenda de Zalala, disse-nos, há algum tempo, lembrar-se «muito bem» dele.
«Era apelidado de Cruijff, jogador de futebol famoso desse tempo», recordou o ex-emigrante nos Estados Unidos, agora radicado por terras do Brasil, no Estado de Santa Catarina.
E porquê? Porque chamavam Cruijff - leia-se «Croiif» - ao soldado Joaquim Manuel Duarte Henriques? Precisamente, explicou o furriel Nascimento, «pela sua habilidade a jogar futebol», que demonstrou em rijas partidas disputadas no «estádio» da mítica Fazenda de Zalala. E outros «pelados» da terra uíjana do norte de Angola.
Hoje o lembramos com saudade. RIP!!!
Natural de Odivelas, era solteiro e filho de João Pedro Henriques e de Delfina da Conceição Duarte. O seu corpo foi trasladado para Portugal, estando sepultado no cemitério de Odivelas.
O furriel miliciano José António Nascimento, que foi vagomestre da Fazenda de Zalala, disse-nos, há algum tempo, lembrar-se «muito bem» dele.
«Era apelidado de Cruijff, jogador de futebol famoso desse tempo», recordou o ex-emigrante nos Estados Unidos, agora radicado por terras do Brasil, no Estado de Santa Catarina.
E porquê? Porque chamavam Cruijff - leia-se «Croiif» - ao soldado Joaquim Manuel Duarte Henriques? Precisamente, explicou o furriel Nascimento, «pela sua habilidade a jogar futebol», que demonstrou em rijas partidas disputadas no «estádio» da mítica Fazenda de Zalala. E outros «pelados» da terra uíjana do norte de Angola.
Hoje o lembramos com saudade. RIP!!!
domingo, 20 de setembro de 2026
- Ano 1975, há 51 anos: Os incidentes de Carmona na memória do civil Fernando Vieira!
Fernando Antunes Vieira no seu automóvel, em Carmona e à porta da casa onde residia-
O rés do chão estava ocupado com uma delegação da UNITA. As balas sobrevoaram o
O rés do chão estava ocupado com uma delegação da UNITA. As balas sobrevoaram o
telhado, disparadas do povo Tange. Há 51 anos!
![]() |
| João Manuel (Yá), João Sampaio, Fernando Antunes Vieira e Fernando Martins. Jovens de Carmona de há 51 anos |
Os trágicos 6 primeiros dias de Junho de 1975, em Carmona, tem aqui sido historiados pela visão e a emoção dos militares que os viveram, sentindo na pele e na alma as suas dores e os seus medos e os dramas da comunidade que defenderam, sob risco da própria vida.
A história nunca aqui (ou outro lado) será completamente feita. Muita dela já estará, de resto, esquecida na ampulheta do tempo, arrumada nas gavetas da memória, varrida dos tempos de hoje, até por não querer ser lembrada. Querer ser esquecida!
Hoje, com gosto, trazemos aqui a memória desses dias, em versão narrada por um civil - Fernando Antunes Vieira, ao tempo com 21 anos, funcionário da Câmara Municipal de Carmona. versão AQUI publicada há precisamente 10 anos e que hoje repetimos.!
É este o seu
depoimento:
31 de Maio, de 1975, sábado. Como sempre e depois de jantar, fui tomar a minha bica ao Café Pinguim e, a seguir, talvez tenha ido ao cinema ou dado umas voltas pela cidade. Nada fazia crer no que iria acontecer no dia seguinte e, pela meia-noite, fui-me deitar e dormir o sono dos justos, na minha casa do bairro Popular.
5 da manhã do dia 1 de Junho!
A história nunca aqui (ou outro lado) será completamente feita. Muita dela já estará, de resto, esquecida na ampulheta do tempo, arrumada nas gavetas da memória, varrida dos tempos de hoje, até por não querer ser lembrada. Querer ser esquecida!
Hoje, com gosto, trazemos aqui a memória desses dias, em versão narrada por um civil - Fernando Antunes Vieira, ao tempo com 21 anos, funcionário da Câmara Municipal de Carmona. versão AQUI publicada há precisamente 10 anos e que hoje repetimos.!
![]() |
| Fernando Antunes Vieira em foto actual |
depoimento:
31 de Maio, de 1975, sábado. Como sempre e depois de jantar, fui tomar a minha bica ao Café Pinguim e, a seguir, talvez tenha ido ao cinema ou dado umas voltas pela cidade. Nada fazia crer no que iria acontecer no dia seguinte e, pela meia-noite, fui-me deitar e dormir o sono dos justos, na minha casa do bairro Popular.
5 da manhã do dia 1 de Junho!
Domingo!
Acordei com alguns estrondos que, meio ensonado como estava, me pareceram trovoada. Mas como poderia ser trovoada, se estávamos no cacimbo?! Perscrutei melhor o som que me chegava e dei conta que era um som tipo de explosões. Afinando ainda melhor a audição, reparei que as balas passavam a assobiar por cima da minha casa.
Ora, para ouvir tais explosões perto de casa e as balas assobiarem por cima do telhado, só poderiam vir do povo chamado Tange, nas traseiras do Instituto do Café de Angola (ICA), por sua vez nas traseiras da minha casa. E era mesmo!!!
Levantei-me e chamei meu pai, que já estava a ouvir tudo e todos ficámos em alvoroço. Vivíamos na cave de uma vivenda, com entrada pelas traseiras, e o rés-do-chão estava alugado à UNITA. Penso que lhe servia de dormitório.
O dia 1 de Junho tinha marcado um baptizado no Salão de S. Francisco, os meus pais eram padrinhos e, mesmo com tiros e morteiros, lá fomos ter com o padre para baptizar a criança. Frente ao Salão, existia uma delegação da FNLA, que momentos antes fora atacada por RPG7 do MPLA, disparados do Candombe.
Saímos do baptizado e já não fomos para casa. Como estava lá instalada a UNITA e com medo de que fosse atacada, fomos para casa de amigos, no Edifício Imbondeiro.
A FNLA e a UNITA tomaram conta da cidade e os simpatizantes do MPLA refugiaram-se no BC12. A partir daí e durante pelo menos 5 dias, eram tiros a torto e a direito - atirados para o ar (uns), outros nem sei. Sei é que houve caça ao MPLA.
Nos dias seguintes, relativamente ao início do tiroteio, começaram a aparecer refugiados nativos dentro dos bairros, vindos não se sabe de onde e ocupando os quintais das casas dos brancos. Talvez se achassem mais seguros! Lá permaneceram por algum tempo, no caso do nosso quintal com homens, mulheres e crianças.
A fome começou a apertar, passado algum tempo, e o Governo do Distrito pediu ajuda alimentar a Luanda. Veio de imediato e eu, que trabalhava na Câmara Municipal, e um senhor da Administração do Concelho fomos incumbidos de distribuir os alimentos pelos refugiados.
O tempo foi passando e os refugiados foram regressando às suas casas. A vida continuou, mas não como outrora...
FERNANDO ANTUNES VIEIRA
Ora, para ouvir tais explosões perto de casa e as balas assobiarem por cima do telhado, só poderiam vir do povo chamado Tange, nas traseiras do Instituto do Café de Angola (ICA), por sua vez nas traseiras da minha casa. E era mesmo!!!
Levantei-me e chamei meu pai, que já estava a ouvir tudo e todos ficámos em alvoroço. Vivíamos na cave de uma vivenda, com entrada pelas traseiras, e o rés-do-chão estava alugado à UNITA. Penso que lhe servia de dormitório.
O dia 1 de Junho tinha marcado um baptizado no Salão de S. Francisco, os meus pais eram padrinhos e, mesmo com tiros e morteiros, lá fomos ter com o padre para baptizar a criança. Frente ao Salão, existia uma delegação da FNLA, que momentos antes fora atacada por RPG7 do MPLA, disparados do Candombe.
Saímos do baptizado e já não fomos para casa. Como estava lá instalada a UNITA e com medo de que fosse atacada, fomos para casa de amigos, no Edifício Imbondeiro.
A FNLA e a UNITA tomaram conta da cidade e os simpatizantes do MPLA refugiaram-se no BC12. A partir daí e durante pelo menos 5 dias, eram tiros a torto e a direito - atirados para o ar (uns), outros nem sei. Sei é que houve caça ao MPLA.
Nos dias seguintes, relativamente ao início do tiroteio, começaram a aparecer refugiados nativos dentro dos bairros, vindos não se sabe de onde e ocupando os quintais das casas dos brancos. Talvez se achassem mais seguros! Lá permaneceram por algum tempo, no caso do nosso quintal com homens, mulheres e crianças.
A fome começou a apertar, passado algum tempo, e o Governo do Distrito pediu ajuda alimentar a Luanda. Veio de imediato e eu, que trabalhava na Câmara Municipal, e um senhor da Administração do Concelho fomos incumbidos de distribuir os alimentos pelos refugiados.
O tempo foi passando e os refugiados foram regressando às suas casas. A vida continuou, mas não como outrora...
FERNANDO ANTUNES VIEIRA
sábado, 19 de setembro de 2026
Os 85 anos do coronel José Diogo Themudo, 2º. comandante do BCAV. 8423!
O capitão José Diogo da Mota e Silva Themudo foi 2º. comandante do BCAV. 8423 e faz 85 anos a 19 de Setembro de 2026.
Hoje e em Lisboa!
O agora coronel aposentado chegou aos Cavaleiros do Norte já em Carmona, em Março de 1975 - depois de, em Luanda, ter sido convidado pelo comandante Almeida e Brito. Até aí, o BCAV. 8423 não tinha 2º. comandante, pois o major José Luís Jordão Ornelas Monteiro foi desmobilizado antes da partida para Angola, indo para à Guiné-Bissau.
O BCAV. 8423 até Março de 1975 esteve sem este quadro, sendo as funções exercidas pelo capitão José Paulo Falcão - que era o oficial-adjunto e de operações.
A carreira militar do capitão Themudo tinha passado já por duas outras comissões (em Angola e Moçambique), continuou em Portugal e atingiu a patente de coronel, em que se aposentou aos 57 anos, em 1998. Até então, foi comandante de um dos Regimentos de Cavalaria da GNR - «dividido» pelos quartéis da Ajuda e Estefânia, com liderança na CCS, esquadrão motorizado, em dois esquadrões a cavalo e brigadas de trânsito. Também comandou a PSP de Santarém (durante 5 anos) e foi 2º. comandante da Regimento de Cavalaria de Santa Margarida, o antigo RC4 - a unidade mobilizadora do BCAV. 8423.
O coronel José Diogo Themudo vive em Lisboa e, há alguns anos, recordou-nos 6 meses que passou com os Cavaleiros do Norte e de um telegrama forjado pelo coronel Ramiro Mourato (Chefe do Estado Maior do Comando de Sector de Carmona) e o general Leão Correia, atribuído ao Ministro do Interior do Governo de Transição (Ngola Kabango) e que serviu de «passaporte» para a passagem da coluna que se dirigia a Luanda e a FNLA não queria deixar passar no Negage.O telegrama, lembrou o então capitão Themudo, dava ordens ao FNLA para não criar problemas e lá seguiu a coluna para Luanda, sem mais confusões.
Hioje, festeja 85 anos e para ele vão os nossos parabéns!
O 1º. cabo Pisco de Aldeia Viçosa festeja 73 anos em S. João da Talha!
O 1º. cabo Francisco de Jesus Pisco foi combatente da 2ª. CCAV. 8423, a subunidade da vila de Aldeia Viçosa, e festeja 74 anos a 19 de Setembro de 2026.
Cavaleiro do Norte com a especialidade de atirador de Cavalaria, voltou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana do norte de Angola e depois de também passar pela cidade de Carmona.
Fixou residência no lugar de Fonte da Dáspera, na freguesia de Alvito da Beira, no município de Proença-a-Nova - a sua terra natal.
A vida profissional e pessoal, entretanto, levou-o para o lugar de Vale de Figueira, na freguesia de S. João da Talha, concelho de Loures, nos arredores de Lisboa, e onde actualmente reside.
A vida profissional e pessoal, entretanto, levou-o para o lugar de Vale de Figueira, na freguesia de S. João da Talha, concelho de Loures, nos arredores de Lisboa, e onde actualmente reside.
Parabéns!
O soldado Carlos Ferreira festeja 74 anos em Santarém!
![]() |
| Carlos Ferreira |
O soldado Carlos Manuel da Piedade Ferreira foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423 e está hoje em festa, dia 19 de Setembro de 2026: comemora 74 anos!
Cozinheiro de especialidade, é natural de Casais da Branca, em Santarém, e lá viveu toda a sua juventude e adolescência, até que foi cumprir a sua jornada militar e africana, por terras do Uíge.
Esta terminada, lá regressou a 8 de Setembro de 1975, dia em que regressou a Portugal.
Profissionalmente, foi funcionário público e condutor do Hospital Distrital de Santarém e, já há anos aposentado, reside em Achede, neste mesmo concelho ribatejano e onde agora se ocupa de tarefas agrícolas pessoais.
Foi o organizador do encontro da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, que se realizou em Junho de 2018.
Foi o organizador do encontro da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, que se realizou em Junho de 2018.
Parabéns pelo aniversário. E que venham mais e bons anos!
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
O soldado João Leirinhas de Zalala faz 74 anos em Vila Nova de Gaia!
![]() |
| João Leirinhas |
O soldado João Ramos Leirinhas foi combatente dos Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda de Zalala, e festeja 74 anos a 18 de Setembro de 2026.
Hoje mesmo e em Vila Nova de Gaia.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, integrou o 1º. Grupo de Combate - o do comando o alferes miliciano Mário Jorge de Sousa Correia de Sousa - que, infelizmente, faleceu a 26 de Janeiro de 2021, aos 70 anos, de doença e no Porto.
O Leirinhas regressou a Portugal e a Canidelo, em Vila Nova de Gaia, no dia 9 de Setembro de 1975 e lá reside, sendo habitual participante dos encontros anuais dos Cavaleiros do Norte de Zalala, de Vista Alegre/Ponte do Dange, do Songo e de Carmona.
Carmona, a capital do Uíge, de onde os Cavaleiros do Norte saíram a 4 de Agosto desse ano de 1975. Há 51 anos!
O Leirinhas regressou a Portugal e a Canidelo, em Vila Nova de Gaia, no dia 9 de Setembro de 1975 e lá reside, sendo habitual participante dos encontros anuais dos Cavaleiros do Norte de Zalala, de Vista Alegre/Ponte do Dange, do Songo e de Carmona.
Carmona, a capital do Uíge, de onde os Cavaleiros do Norte saíram a 4 de Agosto desse ano de 1975. Há 51 anos!
Parabéns ao Leirinhas!
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
- Há 51 anos: O ELNA da FNLA de Holden Roberto limitado a Carmona!
![]() |
| Condutores da CCS do BCAV. 8423: Henrique Esgueira, António Gonçalves (falecido a 27/04/2020, de doença e em Lamego) e José A. Gomes |
![]() |
| Um helicóptero na Fazenda Santa Isabel, a da CCAV. 8423 (data desconhecida) |
A imprensa da quarta-feira de 17 de Setembro de 1975, há precisamente 51 anos, noticiava que «a calma é (era) total em Luanda».
Assim titulava o «Diário de Lisboa» desse dia de há 51 anos.
Já os Cavaleiros do Norte estavam em Portugal, desde há um pouco mais de uma semana.
A cidade capital de Angola estava militarmente controlada pelo MPLA e suas Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) - o seu braço armado.
Cidade de onde, também, se confirmava que «o êxodo da população branca há várias dias que vem enfraquecendo».
A véspera tinha sido tempo de o representante da UTA ser surpreendido, segundo o relato do «Diário de Lisboa», por «não encontrar qualquer passageiro para o voo diário fretado pelo Governo Francês, com destino a Lisboa».
Um Boeing 707 da Força Aérea Alemã e um Liunchym da Alemanha de Leste «tinham embarcado os desalojados inscritos nos seus voos».
O dia 15 de há 51 anos foi também tempo para se iniciarem «os voos directos para o Porto», devido ao congestionamento do aeroporto de Lisboa e evacuando desalojados de Angola. Lá chegou um avião da TAP com 160 passageiros, logo levados para a Fábrica de Conservas Serrano, em Matosinhos, «onde lhe foram prestados os primeiros serviços de assistência».
A FNLA (e o seu ELNA), de Holden Roberto, estava limitada aos seus bastiões do norte: as cidades de Ambriz e Carmona. A «nossa» Carmona!
A cidade capital de Angola estava militarmente controlada pelo MPLA e suas Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) - o seu braço armado.
Cidade de onde, também, se confirmava que «o êxodo da população branca há várias dias que vem enfraquecendo».
A véspera tinha sido tempo de o representante da UTA ser surpreendido, segundo o relato do «Diário de Lisboa», por «não encontrar qualquer passageiro para o voo diário fretado pelo Governo Francês, com destino a Lisboa».
Um Boeing 707 da Força Aérea Alemã e um Liunchym da Alemanha de Leste «tinham embarcado os desalojados inscritos nos seus voos».
O dia 15 de há 51 anos foi também tempo para se iniciarem «os voos directos para o Porto», devido ao congestionamento do aeroporto de Lisboa e evacuando desalojados de Angola. Lá chegou um avião da TAP com 160 passageiros, logo levados para a Fábrica de Conservas Serrano, em Matosinhos, «onde lhe foram prestados os primeiros serviços de assistência».
A FNLA (e o seu ELNA), de Holden Roberto, estava limitada aos seus bastiões do norte: as cidades de Ambriz e Carmona. A «nossa» Carmona!
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
- Há 52 anos: Patrulhamentos em pontos críticos e operações stop!
![]() |
| Comandante Carlos Almeida e Brito |
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423
continuavam com «permanentes patrulhamentos na ZA, nomeadamente nos pontos críticos em redor dos centros urbanos e aquartelamentos», assim como, refere o livro «História da Unidade», «às diversas fazendas».
Há 52 anos!
A Unidade era comandada pelo tenente coronel Almeida e Brito, oficial de Cavalaria (na foto), e o livro, de resto, sublinha igualmente que «mereceu também a maior atenção a garantia de liberdade de trânsito em todos os itinerários, com maior incidência para o itinerário entre o Quitexe e Carmona».
Para tal e «para além de aumentar o número de patrulhamentos realizados, variando-os no tempo e no espaço, passaram a ser diariamente executadas operações «stop», com vista a efectivar o controlo de passageiros e de mercadorias em trânsito, destas nomeadamente armamento e munições».
- ZALALA: A 1ª. CCAV. 8423, a da Fazende de Zalala e do capitão Davide Castro Dias, recebeu, nessa mesma altura, três reforços, oriundos dos Grupos de Mesclagem e a 14 de Setembro de 1974, há 52 anos: Pedro Gila, Justino Nambu e Pena C. Messa.
Todos oriundos do Regimento de Infantaria 20 (o RI 20), aquartelado na cidade de Luanda.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.png)








%20(1).jpg)
%20bbb.jpg)




%20(1).jpg)
.jpg)

.png)






.png)





.jpg)