CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

4 022 - O Governo de Transição de Angola; a inspecção ao BCAV. 8423!


O Governo de Transição de Angola tomou posse a  31 de Janeiro de 1975, há
43 anos! Foto do jornal 
"A Província de Angola", de 1 de Fevereiro de 1975

Os membros do Governo de Transição de Angola, um
 a um. Clicar na imagem para a ampliar. Imagem
da revista «Notícia» (de Luanda)

A Escola de Recrutas do Batalhão de Cavalaria 8423 foi visitada a 31 de Janeiro de 1974, pelo coronel Paixão, da Arma de Infantaria e quadro superior da Inspecção Geral de Educação Física do Exército (IGEFE).
Os futuros Cavaleiros do Norte estavam aquartelados no Destacamento do RC4, no Campo Militar de Santa Margarida e na quarta semana da Escola de Recrutas
Silva Cardoso, Alto Comissário, na sua
chegada a Luanda, em Janeiro de 1975
 - que, especificamente, preparava os praças para a jornada angolana de terras de África. Os praças, bem entendido, futuros atiradores de Cavalaria do BCAV. 8423.

Governo de Transição
de Angola

Um ano depois, em Luanda, tomava posse o Governo de Transição de Angola, nos termos do Acordo do Alvor.
Era assim formado, por cada uma das 4 partes envolvidas:
- PORTUGAL: Silva Cardoso (Alto Comissário) e Ministros Vasco Vieira de Almeida (Economia), Albino Antunes da Cunha (Transportes e Comunicações) e Manuel Alfredo Resende (Obras Públicas, Habitação e Urbanismo).
- MPLA: Lopo do Nascimento (Colégio Presidencial), ministros Manuel Rui (Informação), Saidy Mingas (Planeamento e Finanças) e Diógenes Boavida (Justiça); Secretários de Estado Augusto Lopes Teixeira (Indústria e Energia), Cornélio Caley (Trabalho) e Henrique Santos (Interior).
-UNITA: José N´Dele (Colégio presidencial), ministros Eduardo Wanga (Edu-
cação), António Dembo (Trabalho) e Jeremias Chitunda (Recursos Naturais), e Secretários de Estado Jaka Jamba (Informação) e João Wayken (Interior).
- FNLA: Johnny Eduardo (Colégio Presidencial), ministros Kabaneu Sahude (Interior), Samuel Abrigada (Assuntos Sociais) e Mateus Neto (Agricultura) e Secretários de Estado Graça Tavares (Comércio), Hendrick Vaal Neto (Informa-
ção) e Baptista Nvugulu (Trabalho).
Vasco Vieira de Almeida, o futuro Ministro da Economia, em representação do Governo Português, só na semana seguinte seguiu para Luanda. 
Ver o Diário de Lisboa desse dia e também do dia seguinte.
Celestino Eira de Zalala

Eira de Zalala, 66
anos em Vila de Rei!

O soldado Eira foi atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, e festeja 66 anos a 1 de Fevereiro de 2018.
Celestino Baptista Marques da Eira integrou o 1º. grupo de combate, comandado pelo alferes miliciano Mário Jorge de Sousa, com os furriéis Victor Costa, Baldy Pereira e Évora Soares. É natural de Lousa, da freguesia e concelho de Vila de Rei, a que regressou a 9 de Setembro de 1975, no final da sua comissão de serviço. Para lá vai o nosso abraço de parabéns!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

4 021 - Véspera do Governo de Transição; o Fonseca que não voltou das férias...

Cavaleiros do Norte, todos furriéis milicianos, na noite de Natal de 1974. De
frente, Nelson Rocha e José Carlos Fonseca (ambos de bigode), Viegas, Agos-
tinho Belo (de óculos), Cândido Ribeiro e José Pires (TRMS). De costas, José
Monteiro, C. Pires (sapador, de bigode), Manuel Machado e Brogueira Dias

Almeida Santos (em primeiro plano), Agostinho Neto,
 Melo Antunes, Holden Roberto, Mário Soares e
 Jonas Savimbi na Cimeira do Alvor (1975)
O ministro António Almeida Santos, da Coordenação Inter-Territorial, saiu de Lisboa a 30 de Janeiro de 1975, hoje se passam 43 anos, para no dia seguinte em Luanda, «assistir às cerimónias da tomada de posse do Governo de Transição de Angola».
O governante iria representar (e repre-
sentou) o Presidente da República, o general Costa Gomes, neste relevante passo do processo de descolonização de
Notícia do Diário de Lisboa de 30 de Janeiro
de 1975 sobre a situação em Angola
Angola que, a partir do Uíge - no Quitexe, em Aldeia Viçosa e Vista Alegre/Ponte do Dange - os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 acom-
panhavam à distância e muito expectantes.
A véspera fora tempo de chegada a Luanda da delegação da FNLA que, em voo da Air Zaire, viajou de Kinshasa e integrava os seus futuros elementos do Governo de Transição de Angola.
«Milhares de pessoas concentraram-se no aeroporto de Belas, tributando-lhe uma recepção entusiástica», reportava o Diário de Lisboa, em despacho da ANI, dando igualmente conta que «formou-se depois um longo cortejo auto-
móvel, que atravessou algumas ruas da cidade, até à sede  daquele movimen-
to» - presidido por Holden Roberto.
O MPLA, de seu lado, anunciou, em comunicado, que o presidente Agostinho Neto chegaria a Luanda no dia 4 de Fevereiro, uma «data histórica» para o mo-
vimento, dado que, frisava o mesmo documento, «foi na madrugada dessa da-
ta de 1961 que o MPLA iniciou a luta armada pela libertação do povo angolano, atacando as cadeias de Luanda».
O Fonseca, em 1º.plano.
Atrás dele, o Carvalho.
Mais atrás, Lajes e Flora

 

O Fonseca não voltou
de férias de Portugal !

O Fonseca era furriel miliciano amanuense, veio de férias em Janeiro de 1975, devia voltar ao Quitexe no final do mês e... foi o voltas. Bem nos tinha dito ele!
José Carlos Pereira da Fonseca trabalhava no edifício do comando, mexia com papéis, coordenava o SPM e era um filósofo, com ideias sociais que ultrapassavam as nossas fronteiras de conhecimento. Nada de pecaminoso, pelo contrário! Era mesmo, nele todo, o Fonseca, um tipo fixe, que se empolgava numa boa discussão política mas que «perdia» na argumentação, por ser impaciente na alegação: chegava à área, rematava, rematava..., mas falhava o golo, atirava ao lado ou defendia o guar-
da-redes. Quando veio de férias, com o Bento e o Monteiro, há 43 anos, «avi-
sou-nos» que não voltaria ao Quitexe - o que achámos uma bravata. Era lá ele capaz de se tornar refractário!!!
Pois foi o que fez e mais nunca lhe foi posto o olho em cima.
Há para aí uma dezena de anos, tive um pé de orelha com ele, ao telefone, fi-
cando de um dia explicar como não voltou ao Quitexe, como arranjou tal cu-
nha! Esse dia ainda não chegou e não sabemos, por isso, como e com que argumentos há 43 anos ficou por Lisboa, provavelmente envolvendo-se nas labaredas revolucionárias do tempo e, assim, prolongando para a eternidade as férias nascidas no Quitexe.
Estamos ainda para rever o esguio Fonseca, sempre bem penteadinho e de bigode a pentear-lhe o beiço, de ar aristocrático e passo miúdo, mas ligeiro, que galgava as ruas do Quitrexe a ir e vir da secretaria do Comando.
Um abraço, ó Fonseca! 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

4 020 - Uma visita ao BC12, os inimigos da independência!

A avenida do Quitexe, ou rua de Baixo, com a porta d´armas do BCAV. 8423, à
direita. Vê-se, hasteada, a bandeira de Portugal. Os três militares estão na
entrada da rua para a Igreja de Santa Maria de Deus
Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, todos furriéis mi-
licianos: José Querido, Victor Guedes (falecido a 16/04/1998,
de doença e em Lisboa), António Fernandes e âmgelo Rabiço.
 Mais à frente, o Agostinho Belo (de óculos e bigode)



O processo de descolonização de Angola estava em marcha a posse do Governo de Transição estava marcada para 31 de Janeiro de 1975 e, pelas bandas do Uíge, os Cavaleiros do Norte continuavam expectantes sobre a murmurada rotação para o BC12, aquartelado em Carmona.
Como eram regulares as idas a esta ci-
dade, medrou a curiosidade para conhe-
Parada do BC12 no tempo dos Cavaleiros do Norte (1975)
cermos o quartel, que fica(va) à saída da cidade, na estrada para o Songo. Lá fo-
mos, muito curiosos, e lá achámos, por acaso, o capitão Oliveira - não o coman-
dante da CCS, mas um outro Oliveira, que era natural do nosso concelho (Águeda). E que acabou por, embora muito rapida-
mente, mostrar as instalações. Que eram muito boas, por sinal - se as comparás-
semos com as da guarnição do Quitexe, que nem eram más de todo.
«Vocês sempre vem para cá?», perguntou-me ele, que também no BC12 ouvia os murrios da rotação dos Cavaleiros do Norte. E sem que lhe pudesse eu adiantar o que quer que fosse.
O Batalhão de Caçadores 12 desde 1961 que, de acordo com a livro «História da Unidade», «guarnecera a capital do distrito do Uíge», e que, ao tempo, «ia ser extinto». Nele esteve o BCAV. 8423, até 4 de Agosto de 1975 - quando ro-
dou para o Campo Militar do Grafanil e cessou a presença militar portuguesa em terras do Uíge.
Notícia do Diário de Lisboa de 29/01/1975, 
sobre a situação política angolana

Inimigos da
independência

O dia 29 de Janeiro de 1975, uma quarta-feira e a apenas dois dias da tomada de posse do Go-
verno de Transição, Luanda acordou com «agi-
tadores, a soldo não se sabe de quem», que, noticiava o Diário de Lisboa dessa tarde, «an-
dam pelos subúrbios a incitar a população a provocar distúrbios no dia 31 de Janeiro, data da tomada de posse do Governo de Transição que há-de levar Angola à independência total».
O MPLA, sobre isso, emitiu um comunicado a alertar os seus «militantes e sim-
patizantes no sentido de denunciarem os agitadores que consigam identifi-
car», ao mesmo tempo que os aconselhava «a não se deixarem arrastar por manobras que poderão desprestigiar o movimento».
Jonas Savimbi, presidente da UNITA e na sua triunfal chegada a Nova Lisboa, também abordou a questão, associando-a a «um possível golpe de Estado em Portugal», frisando que «há forças que se prepararam, ainda, em Portugal, pa-
ra prepararem um contra-golpe e quiçá denunciarem os acordos concluídos entre os movimentos de libertação e Portugal sobre Angola».
«Há ainda inimigos da nossa independência, que trabalham dia e noite», sublinhou Jonas Savimbi.

domingo, 28 de janeiro de 2018

4 019 - Comandante em Carmona e meio milhão a receber Savimbi!

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, combatentes de Aldeia Viçosa, num
 momento de confraternização na caserna: o Pinto, o Barbeiro e o Soares

Comandante Carlos Almeida e Brito, tenente-coronel, e
o capitão José Paulo Falcão, do BCAV. 8423, no Quitexe.
Ao meio, o soldado clarim Armando Silva

O comandante Carlos Almeida e Brito voltou a Carmona no dia 28 de Janeiro de 1975, há precisamente 43 anos e pela «necessidade de estabelecimento de contactos operacionais», uma vez mais acompanhado pelo capitão José Paulo Falcão, o oficial adjunto do BCAV. 8423.
Ao tempo, recordemos murmurava-se repetidamente sobre a rotação dos Ca-
O BC12, à saída de Carmona e do lado do Songo
valeiros do Norte para o BC12 e a deslocação  seguramente que teve a ver com este objectivo. Por esta razão, já Almeida e Brito tinha estado no Comando do Sector do Uíge nos dias 3 e 7 e no BC12 no dia 18 desse Janeiro de já 43 anos.


Os presidentes Holden Roberto (da
FNLA) e Jonas Savimbi (UNITA)
FNLA libertou jornalista 
e meio milhão a receber Savimbi

A 28 de Janeiro de 1975, uma terça-feira, a FNLA libertou o jornalista António Cardoso, sub-chefe de redacção da Emissora Oficial de Angola e que tinha sido detido por não ter divulgado um comunicado «considerado insultuoso para o Governo Provisório».
A detenção ocorrera no dia 25, o sábado ante-
rior, e foi entregue pela FNLA, «muito combali-
do», ao comando da Região Militar de Angola.
A imprensa do dia noticiava, também, a chegada de Jonas Savimbi, presidente da UNITA, a Nova Lisboa, a capital do Huambo e na véspera, «ovacionado por uma multidão que alguns jornalistas calculam em meio milhão de pessoas».
Esta chegada, de resto, estaria de alguma maneira ligada à entrega de António Cardoso, já que, de acordo com um comunicado da FNLA, referido pelo jornal Diário de Lisboa, que citamos, «a libertação tinha sido pedida pela UNITA», uma vez que «os trabalhadores da Emissora Oficial de Angola se recusavam a fazer a cobertura da chegada de Savimbi a Nova Lisboa».
Licínio Jordão
em foto de 2017

Soares faleceu há 18,
Jordão festeja 65 anos!

O dia 28 de Janeiro foi dia de anos de dois Cavaleiros do Nor-
te: o Soares da 1ª. CCAV. 8423 e o Jordão da 2ª. CCAV. 8423.
Américo da Rocha Soares foi atirador de Cavalaria de Zalala e regressou a Portugal no dia 9 de Setembro. Fixou-se em Guião de Cima, Cabeça Santa, em Penafiel. Lá faleceu, aos 48 anos e em data indeterminada de 2000, segundo informação do furriel João Dias. RIP!
Licínio da Silva Jordão foi 1º. cabo apontador de morteiros da 2ª. CCAV., a de Aldeia Viçosa, e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975. Ao lugar de Mata, na freguesia de Marinha das Ondas, da Figueira da Foz - onde então residia e onde ainda vive. E hoje festeja 65 anos! Os nossos parabéns para ele!

sábado, 27 de janeiro de 2018

4 018 - Cavaleiros do Norte em patrulhamentos na Estrada do Café!

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, todos furriéis milicianos:
Américo Rodrigues, Jorge Barata (falecido a 10/10/1997, de doença e em Al-
cains), José Louro, José António Nascimento, Plácido Queiroz, MD Dias (f.
a 20/10/2011, de doença e em Lisboa), Victor Velez e Victor Costa, à civil
 e que dia 29 de Janeiro de 2018 faz 66 anos em Queluz

O Rogério Raposo (TRMS) e o furriel Victor Costa
durante a jornada africana do Uíge angolano

O mês de Janeiro de 1975 aproximava-se do fim e, decorrentemente do acordo da Cimeira do Alvor, cada vez mais se murmurava, entre a guarnição dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, sobre a rotação para Carmona. 
O destino seria (e foi...) o BC12, mas não se sabia quando. Só tal se verificaria a 2 de Março, quando a CCS literalmente se mudou de armas e bagagens para a capital do Uíge.
Ao tempo, o BCAV. 8423 estava dividido pela vila do Quitexe (onde estavam a CCS e a 3ª. CCAV. 8434), por Vila Viçosa (se-
A Estrada do Café, em 2015 e no Quitexe, na
saída para Carmona, a 39 quilómetros
de da 2ª. CCAV. 8423) e Vista Alegre e Ponte do Dange (1ª. CCAV. 8423).
A sua (nossa) actividade operacional «estava muito limitada, por grande falta de meios humanos», mas não faltou disponibilidade e capacidade de sacrifício aos homens comandados pelo tenente-coronel Carlos Almeida e Brito, muito embora, de acordo com o livro «História da Unidade», que citamos, «foi quase somente conduzida ao longo do «alcatrão» em constantes patrulha-
mentos, apeados e auto».
Era através deles, e com repetidas escoltas e patrulhamentos - de dia e de noite, todos eles inopinados - que, ainda segundo o «História da Unidade», que «se garante a nossa presença e a liberdade do itinerário».
Victor Costa
furriel miliciano



Costa, furriel de Zalala, 
66 anos em Queluz!

O furriel  miliciano Victor Costa, Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, festeja 66 anos a 29 de Janeiro de 2018.
Victor Moreira Gomes da Costa foi atirador de Cavalaria, especia-
lizado na Escola Prática de Santarém, e regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975. A Queluz, onde residia e onde vive os seus dias de reformado.
A recruta na mesma Escola Prática de Cavalaria foi comum a todos os furriéis milicianos atiradores do BCAV. 8423 e também do Viegas, que viria a ser de Operações Especiais (Rangers). Por Angola, o Victor Costa integrou o 1º. gru-
po de combate, comandado pelo alferes miliciano Mário Jorge Sousa.
Para Queluz e para o Costa, vai o nosso abraço de parabéns!

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

4 017 - Comício da FNLA em Aldeia Viçosa e assalto à Emissora Oficial de Angola

Comício da FNLA em Aldeia Viçosa, onde se aquartelava a 2ª. CCAV. 8423.
 Há 43 anos, no dia 26 de Janeiro de 1985. Foto de Carlos Letras

Transporte de militantes da FNLA para o comício de
Aldeia Viçosa, há 43 anos - 26 de Janeiro de 1975. 

Foto do furriel Carlos Letras


Aos 26 dias do mês de Janeiro de 1975, Aldeia Viçosa, onde se aquartelava a 2ª. CCAV. 8423, a do capitão miliciano José Manuel Cruz... -, foi cenário do primeiro comício da FNLA, aos 26 dias do mês de Janeiro de 1975. Há 43 anos! 
O comício assinalou a abertura da Dele-
Aldeia Viçosa antes da chegada da 2ª. CCAV. 8423.
Ainda existia controlo na Estrada do Café
gação local do movimento de Holden Roberto mas o MPLA também quis fazer um comício, conjunto. As duas partes não se entenderam e a
 situação obrigou à intervenção da 2ª. CCAV. dos Cavaleiros do Norte, que ali  jornadeava na sua missão angolana. Interveio, relata o livro «História da Unidade», em «situação apaziguadora, que se conseguiu».
Os movimentos de libertação, por esse tempo «continuavam as suas actividades políticas» na zona de acção do BCAV. 8423 (como noutras, por todo o território angolano) mas enquanto «a área do Quitexe é quase na íntegra da FNLA», acontecia que em Aldeia Viçosa (onde estava a 2ª. CCAV. 84239 e Vista Alegre (sede da 1ª. CCAV. 8423, do capitão miliciano Davide Castro Dias e que estivera em Zalala) «se verifica uma mesclagem deste movimento com o MPLA», o que, sublinha o Livro da Unidade, que de novo citamos, «tem dado aso a situações de atrito entre eles». 
«A mais grave terá sido a 26 de Janeiro, aquando a abertura da Delegação da FNLA em Aldeia Viçosa, aonde os movimentos pretenderam fazer um comício conjunto, mas no qual não conseguiram o entendimento, o que deu origem à intervenção das NT, em situação apaziguadora, o que conseguiu», lê-se no Livro da Unidade.


Emissora Oficial 
assaltada pela FNLA

O dia 26 de Janeiro de 1975 foi um domingo e, em Luanda e ao princípio da noite, a FNLA invadiu as instalações da Emissora Oficial de Angola (EOA) «paralisando-a, após a destruição de algum material e agressão ao locutor de serviço».
A força militar do movimento de Holden Roberto era comandada por Hendrick Vaal Neto e agiu, segundo o Diário de Lisboa, como «represália pela suspensão da leitura, na rádio, de um comunicado da FNLA, onde se faziam graves acusações ao Governo Provisório e à Junta Governativa».
A decisão de «proibir a leitura» fora da responsabilidade do comandante Correia Jesuíno, Secretário de Estado da Comunicação Social, e «secundada pelos trabalhadores da Emissora».
Durante a madrugada desse domingo de há 44 anos, «tinha sido raptado de sua casa» o subchefe de redacção da EOA, António Cardoso, que era «militante do MPLA» e se encontrava «em local desconhecido».
O problema só no dia seguinte seria resolvido.

Manuel Vieira
Clarim Vieira, 66
anos em Penafiel!

O 1º. cabo Vieira, clarim da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, festeja 66 anos a 28 de Janeiro de 2018.

Manuel da Costa Vieira, de seu nome completo, é originário do lugar de Rio Mau, da freguesia de Sebolido, do concelho de Penafiel - onde regressou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) jornada africana do Uíge angolano - que o (nos) levou ao Quitexe e a Carmona. Por lá fez vida familiar e profissional e lá mora, agora na Rua do Estádio, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

4 016 - Governo de Transição de Angola, a Revolta do Leste de Chipenda

Cavaleiros do Norte no Quitexe. Atrás e de pé, NN, Serra, furriéis Mosteias
 (mais à frente e de cabelo rapado) Neto, Pires (TRMS) e Rocha, dra. Graciete
 Hermida, NN (atrás) e alferes Hermida, NN, 1º. cabo Mendes (mais à frente),
Felicíssímo (de bigode e mais atrás), NN, 1ºs. cabos Pires (Fecho-Eclair) e Oli-
veira, Soares. De cócoras, Madaleno, Sapador, 1º. cabo Luciano, Silva, 1ºs. ca-
bos Coelho (Buraquinho) e Gomes (à civil), NN e furriel Cruz (de óculos) e...?. À
frente, 1º. cabo Florindo, Salgueiro, NN, Cabrita, NN, furriel Pires (sapador) e NN

Junta Governativa de Angola: capitão de mar e guerra Leonel
 Cardoso, brigadeiro Altino Magalhães, almirante Rosa
Coutinho, coronel Silva Cardoso e major Emílio Silva
A 25 de Janeiro de 1975, há 43 anos... e a um sábado, confirmou-se a escolha do brigadeiro Silva Cardoso para o cargo de Alto-Comissário de Portugal no Go-
verno de Transição de Angola. Seria em-
possado dias depois - a 28 e em Lisboa!
A nomeação foi da Comissão Nacional de Descolonização e Silva Cardoso já fazia parte da Junta Governativa de
Imagens dos Cavaleiros do Norte, do BCAV. 8423 numa
montagem automática dos serviços do facebook
Angola, liderada pelo almirante Rosa Coutinho - que ia abandonar o cargo de Alto-Comissário, precisamente dando lugar a Silva Cardoso.
A nomeação foi da Comissão Nacional de Descolonização e Silva Cardoso já fazia parte da Junta Governativa de Angola, liderada pelo almirante Rosa Coutinho - que ia abandonar o cargo de Alto-Comis-
sário, precisamente dando lugar a Silva Cardoso. O brigadeiro tinha participa-
do na Cimeira do Alvor e assistira à cerimónia de assinatura do acordo entre Portugal e os três movimentos de libertação.
Notícia do Diário de Lisboa de 25 de Janeiro de
1975 sobre a Revolta do Leste de Daniel Chipenda

A Revolta do Leste
de Daniel Chipenda

O Quitexe o Uíge continuavam tranqui-
quilos e expectantes quanto à evolução do processo de descolonização, envol-
Daniel Chipenda
vidos nas suas tarefas diárias - sempre de forma atenta, é verdade, mas descomplexada.
O mesmo não acontecia na zona leste de Angola, na cidade do Luso, onde Daniel Chipenda chegara na véspera e para onde se dirigia a sua facção «Revolta do Leste», dissidente do MPLA e que, segundo o luandino jornal «Comércio», era facto a causar «uma certa preocupação nos meios políticos da capital».
As forças da RL estavam aquarteladas em Ninda e uma compa-
nhia de 100 homens, com os comandante Rosa e Kilimanjaro -, avançava para o Luso, precisamente para fazer a segurança a Chipenda. Estava anunciado o congresso da RL, que definiria a sua posição sobre o Acordo do Alvor.
Forças portuguesas e do MPLA, entretanto, tinham tomado posição na estrada de entrada na capital do Moxico, para, segundo o jornal «A Província de Ango-
la», estabelecer «uma barreira para impedir a entrada das forças de Chipenda».
O major Soares (português) parlamentou com os comandantes Rosa e Kila-
manjaro, mas a proposta de desarmamento, para entrar na cidade, não foi acei-
te. Só o fariam se as forças do MPLA também fossem desarmadas. O que não aconteceu. Para «evitar quaisquer incidentes», os comandante da RL determi-
naram a retirada da sua unidade «para uma distância de 3 quilómetros».
Outro dos objectivos da RL era a integração dos seus militares nas então For-
ças Armadas de Angola, «ao abrigo de acordos que garantam a sua participa-
ção no futuro do país». Enquanto isso, «uma unidade da FNLA, saída do Luso, começou a movimentar-se nas proximidades onde estavam as forças de Chi-
penda, ao mesmo tempo que as o MPLA regressavam à capital do Moxico».
Daniel Chipenda tinha forças aquarteladas em Ninda, Bom e Ivungo.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

4 015 - Cavaleiros na Mata do Soares a formar o BCAV. 8423

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, todos furriéis mi-
 licianos:  António Rebelo (TRMS), Amorim Martins (mecânico-auro), Abel
Maria Ribeiro Mourato (vagomestre, que hoje faz 66 anos em Vila Viçosa) e
Mário Matos (atirador de Cavalaria)


Cavaleiros do Norte de Zalala. Os furriéis milicianos MD
 Dias, José Nascimento e Plácido Queirós

Aos 24 dias de Janeiro de 1974, uma quinta-feira, os futuros Cavaleiros do Norte continuavam a sua preparação militar para a jornada angolana em ter-
ras do Campo Militar de Santa Margari-
da. Funcionava a Escola de Recrutas, a partir do Destacamento do RC4 e com «passeios» pelas terras envolventes. 
Campo Militar de Santa Margarida. O RC4 (assinalado
no hexágono amarelo), a capela (seta) e o Destacamento
 onde, há precisamente 44 anos, estava o BCAV. 8423.
Por exemplo, pela conhecida Mata do Soares.
A formação do BCAV. 8423 envolvia já, perfeitamente definidas, as três compa-
nhias operacionais: a 1ª. CCAV. 8423, que viria a ser a de Zalala, comandada pelo então futuro capitão miliciano Da-
vide Castro Dias; a 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, do capitão José Manuel Cruz; e 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isa-
bel, a de José Paulo Fernandes - então, os três ainda tenentes milicianos.
A CCS, a esse tempo, estava limitada aos quadros e alguns especialistas, mas já se conhecia a respectiva cadeia de comando: o capitão António Martins de Oliveira, do SGE (o comandante) e o tenente João Elóy Borges da Cunha Mora (adjunto do comando e então ainda alferes SGE). Os oficiais milicianos eram aspirantes/alferes: José Leonel Pinto de Aragão Hermida (comandante das Transmissões), António Albano Araújo de Sousa Cruz (mecânico-auto), Jaime Rodrigues Picão Ribeiro (sapadores) e António Manuel Garcia (PELREC).
Conheciam-se também os sargentos do quadro, todos profissionais: Luís Fer-
reira Leite Machado (ajudante) e os 1ºs. sargentos José Claudino Fernandes Luzia (secretaria), Joaquim António do Aires (mecânico-auto) e João da Con-
ceição Unas Barata (operações).
Abel Mourato
 em 2017

Mourato, furriel da 2ª. CCAV.,
66 anos em Vila Viçosa!

O furriel miliciano Mourato, da 2ª. CCAV. 8423, está hoje em festa, dia 24 de Janeiro de 2018: comemora 66 anos!
Abel Maria Ribeiro Mourato foi vagomestre dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa e regressou a Portugal no dia 10 de Se-
tembro. A Portalegre, cidade alto-alentejana onde então residia - na rua da Mouraria. Actualmente e já aposentado, depois de  carreira profis-
sional na administração fiscal, reside em Vila Viçosa, para onde vai o nosso abraço de parabéns! E o desejo de repetição festiva por muitos e bons anos!
Casimiro Martins e Maia, de
Zalala, em Geraz do Lima,
Novembro de 2015

Casimiro de Zalala, 66
anos na Póvoa do Lanhoso!

O soldado Casimiro foi atirador de Cavalaria dos Cava-
leiros do Norte de Zalala. Hoje, dia 24 de Janeiro de 2018, festeja 66 anos na Póvoa do Lanhoso.
Casimiro da Silva Martins jornadeou por Zalala e também por Vista Alegre e Carmona, na 1ª. CCAV. 8423. De Angola regressou a 9 de Se-
tembro de 1975, no final da comissão angolana, fixando-se em Vilarinho de Baixo, freguesia de Sobradelo da Goma, na Póvoa do Lanhoso. Já aposentado, mora no mesmo Sobradelo, para onde vai o nosso abraço de parabéns! 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

4 014 - Inspecção ao BCAV. 8423 no RC4, Almeida e Brito em Aldeia Viçosa!

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, companhia que,
 a 23 de Janeiro de 1975,  recebeu o comandante Carlos Almeida e Brito, para
 «estabelecimento de contactos operacionais». Há 43 anos!

A enfermaria militar do Quitexe, coordenada pelo
capitão médico Manuel Leal e furriel António Lopes

A 23 de Janeiro de 1974, já mobilizados para Angola e em tempo de escola de recrutas do RC4,, o  BCAV. 8423 foi alvo de uma primeira visita inspectiva, a car-
go do coronel Magalhães Correia, da Direcção da Arma de Cavalaria (DAC).
O BCAV. 8423, a esse tempo, formava o  seu próprio espírito de grupo, com 
Aldeia Viçosa em imagem dos anos 2000
«instrução e mentalização de todo o pessoal», como sublinha o livro «História da Unidade», de que nos socorremos, precisando que «foi sem-
pre distribuído a todos os militares um documen-
to, versando precisamente essa mentalização»
Um ano depois,  já em terras do Uíge angolano, o comandante Carlos Almeida e Brito, então tenen-
te-coronel de Cavalaria (ere essa a patente), deslocou-se a Aldeia Viçosa, onde se aquartelava a 2ª. CCAV. 8423, comanda-
da pelo capitão miliciano José Manuel Cruz. A razão, explica-a o livro «História da Unidade»: «Necessidade de estabelecimento de contactos operacionais».
Aldeia Viçosa, por esse tempo de 23 de Janeiro de 1975 (antes e depois...), as-
sim como Vista Alegre (onde estava a 1ª. CCAV. 8423, a do capitão Davide Cas-
tro Dias) era(m) zona(s) de mesclagem de elementos da FNLA e do MPLA». O que, aliás e ainda de acordo com o «História da Unidade», que citamos, «tem dado aso a situações de atrito entre eles».
A Fazenda Zalala, a da 1ª. CCAV. 8423!

Costa de Zalala, 66
anos em Leiria !

O soldado Costa, da 1ª. CCAV. 8423, festejou 23 anos a 23 de Janeiro de 1975, quando se aquar-
telava em Vista Alegre, com os «zalalas». Hoje e em Leiria, comemora 66!
Mário Ventura Soares da Costa foi soldado ati-
rador de Cavalaria e regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975. A Vale de Figueira, na freguesia de S. João da Ta-
lha, em Loures - onde então residia. Sabemos, por prestimosa informação do furriel miliciano João Custódio Dias (TRMS), que mora agora na freguesia de Maceira-Lis, no concelho de Leiria - lá trabalhando numa fábrica de cimentos. É para lá que vai o nosso abraço de parabéns!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

4 013 - Cavaleiros no norte de Angola à espera do futuro próximo...

Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, todos furriéis milicianos, numa tarde de
um domingo de Janeiro de 1975. De pé: António Fernandes, Graciano Silva, 
um combatente da FNLA e Francisco Neto. Em baixo, Nelson Rocha, José 
Adelino Queride João Cardoso
O 1º. cabo Albino Ferreira, à esquerda e atirador de Cava-
laria, faleceu há um ano, em Sintra e de doença. Aqui, no
 encontro de Ferreira do Zêzere, em 2010, com os furriéis
Viegas e Francisco Neto e os também «pelres´s» solda-

dos Francisco António e Augusto Florêncio

Os dias de Janeiro de 1975 ia correndo, riscados no calendário da nossa jornada africana, a Cimeira do Alvor já lá ia e, pelo Uíge angolano, os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 continuavam expectantes mas serenos.
Muito poucas notícias lá chegavam e, mesmo as que chegavam, para além da rádio, chegavam com algum atraso  mas muito discutidas pela guarnição. 
Os presidentes Agostinho Neto (do MPLA),
Holden Roberto (da FNLA) e Jonas
Savimbi (da UNITA)
Agostinho Neto, presidente do MPLA, continua-
va em Portugal (Holden Roberto, da FNLA, e Jonas Savimbi, da UNITA, já tinham partido) e reunia com os partidos políticos portugueses. A 21 de Janeiro, por exemplo, fora recebido pelo PPD (actual PSD) e MDP/CDE. A 22, deixou Lis-
boa e voou para a Argélia, depois para  Tanzânia e a Zâmbia - antes de chegar a Luanda, onde a 31 de Janeiro  desse anos programava assistir à posse do Governo de Transição.
«Nesta nova fase da luta pela independência de Angola, as tarefas prioritárias são a resolução dos problemas políticos, o que exige a diminuição de tensões entre brancos e pretos, entre todos os movimentos políticos», disse Agostinho Neto, à saída de Lisboa.
O furriel João Dias e o 1º. cabo Albino
Ferreira, já visivelmente debilitado, em
Outubro de 2016, a 3 meses da sua morte

A morte do Ferreira,
1º. cabo do PELREC

Há um ano, no dia 23 de Janeiro de 2018, precisa-
mente, faleceu o 1º. cabo Ferreira, que foi atirador de Cavalaria do PELREC da CCS, antes da rotação para a 1ª. CCAV. 8423, em Novembro de 1974.
Albino dos Anjos Ferreira nasceu na freguesia de Cardal, em Ferreira do Zêzere, aonde voltou a 9 de Setembro de 1975. Migrou para a zona de Sintra e por lá trabalhou na área da construção civil e, ulti-
mamente, em automóveis usados - em  Almargem do Bispo, onde foi localiza-
do em finais de 2016 pelo furriel miliciano João Dias, TRMS da 1ª. CCAV. 8423.
A última vez que confraternizámos foi no encontro de Ferreira do Zêzere, em 2010, no qual participou com a alegria de sempre, muito bem apessoado, de fato e gravata a condizer, comungando a alegria de se partilhar com os compa-
nheiros dos tempos da terra africana.
Faleceu, de doença, a 23 de Janeiro de 2017, em Almargem do Bispo. Faria 65 anos dia 28 de Novembro de 2017 e hoje o recordamos com saudade. RIP!!!

domingo, 21 de janeiro de 2018

4 012 - Espectáculo e desporto do BCAV. 8423 no Pavilhão do CR do Uíge!

Combatentes dos Cavaleiros do Norte do PELREC do BCAV. 8423: de pé, 1º.
cabo Vicente, furriel Monteiro (à civil), 1º. cabo Almeida (falecido a 28/02/2009,
de doença e em Penamacor) e Jorge Vicente (hoje de passam 31 anos sobre
 o seu passamento, em Vila Moreira, Alcanede). Em baixo, alferes Garcia (f. a
02/11/1979, de acidente, morava em VN Gaia), Leal (f. a 18/06/2007, no Pombal),
furriel Neto e Aurélio (Barbeiro)

´Cavaleiros do Norte rádio-montadores da CCS: os 1ºs.
cabos Rodolfo Tomás e António Pais e o também
basquetebolista António Silva 

Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 participaram, a 21 de Janeiro de 1975, num espectáculo cultural realizado em Carmona, no pavilhão do Clube Recreativo do Uíge (foto).
A iniciativa foi do MFA/Angola, no âm-
bito das actividades de acção psicoló-gica, e destinado aos militares de todas as unidades e sub-unidades do Coman-
do do Sector do Uíge. 
Pavilhão do Recreativo do Uíge onde há 43 anos, se rea-
lizou um espectáculo cultural com os Cavaleiros do Norte
e, noutras datas, torneios de basquetebol e futebol de 5
Um dos participantes mais activos era o então capitão miliciano José Paulo Fer-nandes, comandante da 3ª. Companhia - ao tempo já aquartelada no Quitexe, com a CCS. Tocava viola, muito bem, e cantava, e formou um grupo musical que entusiasmou, literalmente, toda a assistência militar e, muito em particu-
lar, a comunidade civil que assistia também ao espectaculo.
O pavilhão do Clube Recreativo do Uíge foi palco de outras histórias do CCS, neste caso desportivas - ora de basquetebol, ora de futebol de 5 (o actual futsal). É o 1º. cabo Tomás quem recorda que, no basquetebol, «a grande estrela foi o Silva», que era soldado rádio-montador da CCS.
«Não me recordo já de pormenores, mas está bem viva a memória de grandes espectáculos de basquetebol. E nem admira, pois o Silva, nesse tempo, jogava no Vilar de Andorinho», recorda o Tomás, acrescentando que «a dada altura, o pavilhão, em peso, gritava «CCS, CCS, CCS...», com outro slogan: «Somos os melhores, vamos ganhar isto!».
A CCS terá ganho esse torneio, mas ninguém agora tem essa certeza. «Nem o Silva se lembra», anotou o Tomás. Não admira: já lá vão 43 anos!
O 1º. cabo Jorge Vicen-
te faleceu há 31 anos

Vicente, 1º. cabo da CCS,
faleceu há 31 anos!

O 1º. cabo Vicente, garboso Cavaleiro do Norte do PELREC, faleceu a 21 de Janeiro de 1997, vítima de doença cancerosa.
Jorge Luís Domingues Vicente, natural de Vila Moreira (em Alcanena), foi atirador de Cavalaria da CCS e um combatente sem medos. Além disso, sempre prestável e disciplinado, sempre cumpridor (sem uma recusa) e disciplinador - um daqueles companheiros que nunca morrem na nossa memória!
Ganhou todos os combates da vida, menos o que, aos 45 anos de vida, enfren-
tou com uma dolorosa doença cancerosa, que o roubou do nosso convívio e companheirismo - ele, que foi um grande entusiasta dos encontros da CCS.
Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!