CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

3 809 - Comandante no Destacamento de Luísa Maria, a Operação Turbilhão!

Os alferes milicianos António Garcia e Jaime Ribeiro, ambos da CCS dos
 Cavaleiros do Norte, e João Leite, do Pelotão de Morteiros 4281 (que ama-
nhã faz 65 anos), aqui na messe do Quitexe

Cavaleiros do Norte do PELREC na Fazenda Luísa Maria,
 a 30 de Junho de 1974, há precisamente 43 anos: 1º. cabo Hi-
pólito e furriel Viegas (atrás), Caixarias, Ezequiel e Marcos 

O comandante Carlos Almeida e Brito deslocou-se à Fazenda Luísa Maria no dia 30 de Junho de 1974 - hoje se fazem 43 anos!
Era domingo e a escolta foi assegurada pelo PELREC, que lá «achou» o grupo de combate comandado pelo alferes João Machado (de Operações Especiais, os Rangers), com os furriéis milicianos António Carlos Letras (idem) e Mário
Militares e viaturas na Fazenda Luísa Maria
em foto de José Manuel Gonçalves
 Matos (atirador de Cavalaria). Era o 1º. Pelotão da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa.
Almeida e Brito ia em missão de «con-
tactos operacionais» e foi acompanhado pelo administrador do Concelho do Dange (Pimentel, ou Galina?, já nos  escapa quem, na memória).
O Destacamento de Luísa Maria, segundo o Livro da Unidade, estava (ou tinha es-
tado) «cedido temporariamente ao Sector CN, para a realização da Operação Turbilhão», tal qual a CCAÇ. 4145 e o GE 208, ambos de Vista Alegre, operação que «incidiu especialmente sobre as «centrais» de Camabatela e Quiculongo».
A Fazenda Luísa Maria era de um senhor chamado Patrocínio - que lá tinha o ir-
mão Abílio como gerente. Quem lá conhecemos, na altura, foi o gerente Eduar-
do Bento da Silva. Faleceu a 11 de Setembro de 2011 e faria 81 anos a 10 de Outubro seguinte. Tinha um mini-mercado em Taveiro e morava em Condeixa-a-Nova.
Alferes João Leite,
comandante do Pelotão
de Morteiros 4281

Alferes João Leite, 65
anos na América!

O dia desse domingo de há 43 anos foi o do 23º. aniversário do alferes Leite, comandante do Pelotão de Morteiros 4281 - que anfitrionou a CCS e a acompanhou até Dezembro de 1974, quando começou a rodar para Carmona, operação que foi concluída a 4 de Janeiro de 1975.
João Manuel Pacheco Leite era (é) açoreano e actualmente está nos Estados Unidos, em S. Francisco da Califórnia, onde é proprietário de uma rede de distribuição de informação na costa oeste dos EUA - a ABC Direct, Inc.
O Pelotão de Morteiros 4281 chegou ao Quitexe no dia 17 de Abril de 1974 (a CCS, a 6 de Junho seguinte) e, depois de Carmona passou rapidamente por Luanda e regressou a Portugal no dia 17 de Julho de 1975. 
Daqui para a Califórnia, vai a nossa saudação amiga e afectuosa pelos 65 anos do alferes miliciano João Leite. Parabéns! 


Orlando telegrafista,
65 anos em Odivelas

O soldado rádio-telegrafista Silva, da CCS dos Cavaleiros do Norte, faz 65 anos a 30 de Junho de 2017.
José Orlando Machado da Silva era natural e residia na freguesia de S. João, em Lisboa, e lá voltou a 8 de Setembro de 1975. Pouco mais sabemos dele. Apenas que mora(rá) em Bons Dias, no concelho de Odivelas, para onde vai o nosso abraço de parabéns!  
António Venâncio, Cava-
leiro do Norte de Aldeia
Viçosa, aos 65 anos!


Venâncio, atirador,
65 anos na Covilhã!

O Venâncio foi atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, e faz 65 anos a 30 de Junho de 2017.
António de Oliveira Venâncio (é este o seu nome completo) era da freguesia de Ferro, no concelho da Covilhã. E lá voltou, e lá faz vida profissional e familiar, morando agora na Quinta do Poço Frio.
É frequentador habitual e participativo dos encontros dos «aldeias viçosas» e para ele vai o nosso braçao de parabéns pela bonita idade que agora festeja!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

3 808 - Encontros operacionais no Uíge e de saudade na Marinha Grande!

Cavaleiros do Norte maiores da CCS no jardim da saudade semeado na jor-
nada africana do Uíge angolano: o capitão Luz, à esquerda, e o alferes Cruz,
 à direita, fazendo alas às Amazonas dos seus corações: a esposa Maria Vio-
lontina Luz, a mãe Maria Ermelinda e a  «mais-que-tudo» do alferes Cruz, a

dra. Margarida, nossa contemporânea do Quitexe (onde professorou). Acha-
ram-se na Marinha Grande, em casa do capitão Luz! E fizeram «selfie»...

Os alferes milicianos Ribeiro e Garcia e os tenentes Acácio
Luz e João Mora, que amanha faria 91 anos. Faleceu aos 67,
a 21 de Abril de 1993, de doença e em Lisboa. Era, todos
se lembram, o «nosso» tenente Palinhas


A 29 de Junho de 1974, o comandante Almeida e Brito mais uma vez se des-
locou ao Comando do Sector do Uíge para «contactos operacionais».
O dia foi também tempo para mais uma reunião de Trabalho, no Clube do Qui-
texe e com as autoridades tradicionais, repetindo a do dia 22 e com o objectivo de «preparar e mentalizar das popu-
lações para o Programa do MFA».
Flechas de Angola (imagem da net)
Por igual motivo, reuniu com a Comis-são Local de Contra-Subversão (a 19 e 26) e com os comerciantes e autorida-
des de vila quitexana (a 17).
Os tempos era de adaptação dos Cava-
leiros do Norte à sua ZA e estava em desenvolvimento a Operação Castiço DIH, com reforço da 41ª. Companhia de Comandos (que a abandonou ao fim de 18 horas, depois do acidente da mina anti-pessoal ma Baixo do Mungage, que fez perder um pé a um seu soldado) e dos Flechas de Carmona.
«Foi um esforço grande, porquanto a operação foi realizada ainda durante o período de sobreposição com a CCAÇ. 4211, ainda que as suas forças em nada tivessem intervindo», refere o Livro da Unidade.
Acácio Luz em 74/75

Encontro de Cavaleiros
no Jardim da Saudade

O capitão Acácio Luz é o Cavaleiro do Norte Maior do BCAV. 8423, aos 88 anos de uma vida grávida de memórias.
Não falta a um encontro da CCS, esteja onde estiver e tenha de galgar os quilómetros que tiver, sempre com sua amada esposa
A. Cruz em 74/75
Violontina a dar-lhe o braço, a Amazona Maior!
Há dias, num daqueles momentos felizes da vida, «achou-se» a anfitrionar o alferes Cruz - que este ano não pode estar no en-
contro do RC4 e «consumia» saudades de lembrar o Quitexe e Carmona, toda a gente da CCS dos Cavaleiros do Norte e a terra d´Angola que foi destino da nossa jornada africana.
O alferes António Albano Araújo de Sousa Cruz fez-se acompanhar das duas mulheres da sua vida: a esposa Margarida, que é médica e no Quitexe do nosso tempo professorou na escola, e a mãe - a Senhora Dona Maria Ermelinda de Guimarães Sá de Araújo Sousa Cruz.
Foi um encontro, na casa do capitão Luz (na Marinha Grande) de emoções e de memórias do jardim de saudades que se semeou pelos tempos do Quitexe! E continua vivo, muito vivo e fresco e a verdejar futuros, 43 anos depois da jornada uíjana de Angola!
Tenente Joã Elóy
Borges C. Mora em
1974, no Quitexe

Tenente João Mora
faria 91 anos!

O tenente Mora, do SGE, foi Adjunto do Comandante da CCS do BCAV. 8423, durante a jornada africana dos Cavaleiros do Norte, no Uíge Angolano - no Quitexe e em Carmona.
João Eloy Borges da Cunha Mora, de seu nome completo, era natural de Pombal, onde nasceu a 30 de Junho de 1926. Amanhã, dia 30 de Junho de 2017, faria 91 anos. 
Seguiu a carreira militar e, ainda como alferes, apresentou-se no RC4 «nomea-
do para servir na Região Militar de Angola». Mobilizado, foi promovido a tenen-
te - era o «nosso» tenente Palinhas... -, cumpriu a sua (e nossa) comissão de serviço e regressou a Portugal a 8 de Setembro de 1975.
Faleceu a 21 de Abril de 1993, na Lapa, em Lisboa, onde residia e de doença. Hoje o recordamos com saudade. RIP!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

3 807 - Juramento de fidelidade dos alferes milicianos do BCAV. 8423

Alferes milicianos no Quitexe: Pedrosa de Oliveira (da 3ª. CCAV. 8423, a
de Santa Isabel) e, da CCS, do Quitexe, Jaime Ribeiro, António Cruz, Antó-
nio Garcia (falecido a 2 de Novembro de 1979)  e José Leonel Hermida

Cavaleiros do Norte de Zalala, todos milicianos e aqui na
 Ponte do Dange, em 1975: o alferes Pedro Rosa, que
amanhã faz 65 anos, ladeado pelos furriéis Manuel Pinto
(à esquerda) e João Aldeagas



Os alferes milicianos do BCAV. 8423 «realizaram o seu juramento de fidelidade» em meados de Junho de 1974, há 43 anos e já em Angola. OLivro da Unidade regista o facto, sem o datar, salientando-o «pelo seu significado».
Vale a pena lembrar os seus nomes, Companhia a Companhia:
- CCS, a do Quitexe: António Albano de Araújo Sousa Cruz (Mecânico), José Alberto Alegria Martins de Almeida (Reabastecimentos), Jaime Rodrigues
Furriéis milicianos António Carlos Letras e António
Milheiros Chitas, que amanhã faz 65 anos, Ambos da
2ª. CCVAV. 8423,  a de Aldeia Viçosa
Jaime Rodrigues Picão  Ribeiro (Sapa-
dor) e António Manuel Garcia (Opera-
ções Especiais, os Rangers - falecido, de acidente, a 2 de Novembro de 1979).
- 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala: Mário Jor-
ge de Sousa Correia de Sousa (Ope-
rações Especiais, os Rangers) e os ati-
radores de Cavalaria, Pedro Marques da Silva Rosa, José Manuel Lains dos Santos e Carlos Jorge Costa Sampaio.
- 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa: João Francisco Pereira Machado (Operações Especiais, os Rangers) e os atiradores de Cavalaria Domingos Carvalho de Sousa, João Carlos Lopes Periquito e Jorge Manuel de Jesus Capela.
- 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel: Augusto Rodrigues (Operações Especiais, os Rangers) e os atiradores de Cavalaria Luís António Pedrosa de Oliveira, Carlos Almeida e Silva e Mário José Barros Simões.
Pedro Rosa em 2016

Alferes Rosa, 65 anos
em Algeruz de Palmela

O alferes miliciano Rosa, da 1ª. CCAV. 8423,  está em festa natalícia: faz 65 anos a 29 de 2017.
Pedro Marques da Silva Rosa foi oficial atirador de Cava-
laria dos Cavaleiros do Norte de Zalala (Vista Alegre, Songo e Carmona) e era e residia no Bombarral. Lá regressou a 9 de Setembro de 1975 e seguiu carreira na área da economia, auditoria e contabilidade.
Reside em Algeruz, em Palmela, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

António Chitas em
1974, no RC4

Furriel Chitas, 65 anos
em... Angola!

O furriel miliciano Chitas, atirador de Cavalaria, foi Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, e festeja 65 anos no dia 29 de Junho de 2017.
António Milheiros Courinha Chitas nasceu e residia, ao tempo, na Rua de Lisboa, em Cabeção (Mora). Tem agora residência no Sobralinho, em Vila Franca de Xira, e supõe-se que esteja a trabalhar em An-
gola, numa empresa ligada à construção civil. Onde quer que esteja, para ele vai o nosso abraço de parabéns!


terça-feira, 27 de junho de 2017

3 806 - Forte tensão emocional e carências logísticas no Uíge!


l
Alferes Carvalho de Sousa e furriéis João António Piteira Brejo (que 
amanhã faz 65 anos), António Artur Guedes e Mário Matos. Cavaleiros 
do Norte, todos milicianos e de Aldeia Viçosa



A 1ª. Compaanhia Forças Militares Mistas, há 42 anos e
 na parada do BC1 2, na cidade de Carmona

O dia 27 de Junho de 1975 não teve actividades de especial registo entre a guarnição dos Cavaleiros do Norte, quer em Carmona quer no Quitexe - onde ainda estava a 3ª. CCAV. 84233, a do capitão miliciano José Paulo Fernandes.
As patrulhas, as escoltas e os serviços (incluindo a prevenção) continuavam, com enorme sacrifício do pessoal operacional, horas e dias atrás de dias sempre de serviço. Continuava a instrução da 1ª. Companhia das Forças Militares Mistas, integrada por elementos da FNLA e da UNITA e monitorizada por alferes e furriéis milicianos Cavaleiros do Norte.
O mês caminhava para o final mas ainda «sob forte tensão emocional, quer pelos alguns atritos que voltara a  dar-se» - depois dos combates da primeira semana - que «também por se estão vivendo momentos de carências logísticas». 
O Cuba em 2016
O Cuba em 1974/75 

O diploma do 25 de Abril
para Zé Caeiro, o Cuba!

O Cuba recebeu o diploma do 25 de Abril, pelo Correio, e apressou-se a dar conta de «não estar à espera desta surpresa» e que, e citamo-lo, «fiquei bastante sensibilizado com esta distinção».
José das Doares Caeiro dos Frangãos era o 1º cabo mecânico Cuba, por ser desta vila, e, na epístola enviado ao blogue, explica que «a minha NÃO presen-
sença, mais uma vez, nos encontros realizados até aqui, devem-se principal-
mente à minha saúde». Este ano, até por ser no quartel, diz o Cuba que «sem-
pre pensei em ir a Santa Margarida, mas, após falar com o Victor Vieira, o Sa-
cristão, este mostrou-se indisponível para a nossa ida». A saúde do Cuba «é precária» e, diz ele, «sem uma «muleta», para o caso de algum problema na viagem, optei pela ausência, mas com um sorriso e com motivos de ter espe-
rança de conseguir fazer o que eu tenho no meu pensamento».
E o que é, o que é?
«Ainda vos ver e confraternizar com todos vocês», sublinha o Cuba, precisando que «a bem o companheirismo, da amizade e da saúde, aqui deixo esta minha mensagem, com um abraço e o desejo de tudo bom para todos».
Abraço recebido e multiplicado por todos os Cavaleiros do Norte, amigo Cuba!
João Brejo no encontros da 2ª.
CCAV. 8423, em Salvaterra
de Magos, em 2015

Brejo, o furriell
65 anos no Seixal

O furriel miliciano Brejo está em véspera de 65 anos: é já amanhã, dia 28 de Junho de 2017.
João António Piteira Brejo foi furriel miliciano atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8423, a da uíjana Aldeia Viçosa.

Furriel João
Brejo em 197
Alentejano e natural do lugar de S. Mateus, na freguesia de Nossa Senhora da Vila, em Montemor-o-Novo, lá voltou a 10 de Setembro de 1975 - depois de concluída a comissão de serviço em Angola e por terras do Uíge.
Trabalhou na área da segurança, já na sua última fase da carreira profissional, e actualmente e já aposentado, reestabelece-se de uma recente operação ao coração (a correr bem...) e reside na Cruz do Pau, no Seixal, para onde vai o nosso abraço de parabéns - assim como para um dos seus três filhos (Rui António, o do meio), que é 1º. sargento da Marinha e no mesmo dia faz (34) anos. Parabéns para ambos!
Delmar Alves, 1º.
cabo do Pelotão
de Morteiros 4281


Delmar dos Morteiros,
65 anos em Espinho!

O 1º. cabo Delmar foi enfermeiro do Pelotão de Morteiros 4281, contemporâneo dos Cavaleiros do Norte no Quitexe e comandado pelo alferes miliciano João Manuel Pacheco Leite.
Delmar Rodrigues Alves popularizou-se no Quitexe por jogar futebol e está em festa dos 65 anos, que assinala amanhã, dia 28 de Junho, em Espinho - onde reside. Trabalha no Porto, na gestão de uma loja do Grupo SuperCasa, especializada em decoração de interiores.
Parabéns!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

3 805 - Comandantes a visitar subunidades, o problema de Cabinda!

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, todos à civil e
em passeio. O terceiro, da esquerda para a direita, é Aniano Mesquita To-
más, que era soldado condutor e mora em Ventosa do Bairro, na Mealha-
da. Faz 65 anos a 28 de Junho de 2017! E quem são os outros?


Altino de Magalhães
e, à direita, Bastos
Carreiras


Os comandantes da Zona Militar Norte (ZMN) e do Comando do Sector do Uíge (CSU), respectivamente o brigadeiro Altino de Magalhães e o coronel tirocinado Bastos Carreiras, visitaram o BCAV. 8423 a 26 de Junho de 1974. Há 43 anos!
Foram recebidos pelo comandante Almeida 
Os capitães milicianos José Manuel Cruz (cmdt. 2ª. CCAV.)
e José Paulo Fernandes (cmdt. da 3ª. CCAV.), com o
alferes miliciano João Machado (da 2ª. CCAV.- 8423)
e Brito deslocaram-se à 2ª. CCAV. 8423 (comandada pelo capitão miliciano José Manuel Cruz, em Aldeia Viçosa), a 3ª. CCAV. 8423 (do capitão miliciano José Paulo Fernandes, em Santa Isabel) e a CCAÇ. 4145 (em Vista Alegre e do capitão miliciano Raúl Corte-Real).
O objectivo era «procurar o estreitamento de relações entre as autoridades militares e administrativas» da Zona de Acção dos Cavaleiros do Norte, razão porque, segundo o Livro da Unidade, se fizeram acompanhar «em
Octávio Pimentel
Teixeira (adm.)
todas as reuniões de mentalização realizadas no mês, pelo administrador do Concelho do Dange». Isto até porque o brigadeiro Altino de Magalhães se deslocou «também na qualidade de Governador do Distrito do Uíge».
O administrador do Dange (no Quitexe), era Octávio Pimentel Teixeira, filho do farmacêutico Pimentel Teixeira, provavelmente na altura - e nalguns casos - já substituído (não estamos certos) pelo administrador Galina (interino).
Galina (Quitexe)
A mesma razão, mas já a 30 de Junho desse ano de 1974, os
levou à Fazenda de Luísa Maria, onde ao tempo estava aquar-
telado o pelotão do alferes miliciano João Machado - da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa.

Feriado nacional pela
independência de Moçambique


Um ano depois, o Governo de Transição de Angola decretou 25 de Junho de 1975 como feriado nacional, assim sublinhando o dia da independência de Moçambique. O ministro Rui Monteiro (da Informação), leu uma mensagem de felicitações ao povo moçambicano e à FRELIMO, durante um comício que se realizou em frente ao Palácio do Governador.
Antes, imediatamente e por 15 minutos, os sinos das igrejas repenicaram du-
rante 15 minutos e à meia-noite fez-se um minuto de silêncio «em memória dos que tombaram  nas guerras de libertação de Angola e Moçambique»A FNLA, nesse dia, emitiu um comunicado, assinado pelos seus chefes militares, pedindo «o apoio total» para as decisões tomadas na Conferência do Quénia.
Problemática estava questão de Cabinda, já que a FLEC não desistia da independência (do Enclave) e o (seu) presidente Ranque Franque apelou aos Chefes de Estado Africanos para que interviessem «antes que seja demasiado tarde, para encontrar uma saída para a situação muito preocupante que reina em Cabinda».
Aniano Tomás em 1974

Aniano e Matias
fazem 65 anos

O condutor Aniano e o atirador de Cavalaria Matias vão estar em festa. Comemoram 65 anos a 28 de Junho de 2017.
Aniano Mesquita Tomás foi soldado condutor da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa. 
Aniano Tomás em 2017
Natural de Ventosa do Bairro, do concelho da Mealhada e em plena Bairrada, lá voltou a 10 de Setembro de 1975. Trabalhou como serralheiro mecânico e lá vive, já aposentado.
António Manuel da Silva Matias foi soldado atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel. O seu nome não consta da relação do pessoal que, a 11 de Setembro de 1975, desembarcou em Lisboa, depois de cumprida a comissão de serviço em Angola. Nem consultando o Livro da Unidade, dele consta qualquer transferência, ou castigo, sendo certo que fazia parte da composição inicial do BCAV. 8423. Supostamente, mora(rá) no Casal da Perdigueira, na Pontinha. Se alguém dele souber algum a coisa, pode avisar este blogue, na caixa de comentários. Obrigado. 

domingo, 25 de junho de 2017

3 804 - Testemunho de Eugénio, refugiado do BC12 de Carmona!

Refugiados de Carmona, quase todos crianças, na parada do BC 12, aqui
com o 1º. cabo escriturário Emanuel Miranda dos Santos - que actual-
mente está emigrado nos Estados Unidos da América do Norte

Parada do BC12, em Carmona, com tropa a sair para a
cidade e já alguns civis refugiados no quartel


A 25 de Junho de 1975, Carmona e os Cavaleiros do Norte ainda se refaziam (no que podiam) dos graves incidentes da primeira semana do mês.
Os refugiados que ali tinha achado protecção da tropa portuguesa - afectos ao MPLA, no geral... -, tinham começado a sair para Luanda (eventualmente para outros destinos), no geral por via aérea e para Luanda.
Eugénio Silva com um irmão (à esquerda), a sobrinha
Euridice e o vizinho Cláudio. Atrás, o vizinho Manu-
cho, agora oficial do Exército Angolano
Uma das das famílias nessa situação foi a do agora engº. Eugénio Silva, quadro da Sonangol, que, na primeira pessoa, relata as peripécias do dia:
«Hoje, 25 de Junho de 2017, são passados 42 anos desde que abandonei Carmona, por força das circunstâncias que se viviam naquela cidade e em todo o distrito do Uíge.
Depois de termos saído do BC12, escol-
tados por forças portuguesas e 
Eugénio Silva
com destino a Luanda, fomos impedidos, no Negage, de prosseguir viagem. Depois de muitas conversações, chegou-se a um entendimento e, a partir daí, a caravana já estaria apta a prosseguir viagem,. embora sob certos riscos!
O meu pai pensou não ser recomendável que seguisse toda a família! Era importante que a vida fosse preservada! Alguns irmãos foram mas eu e os meus pais e irmãos mais pequeninos tivemos de regressar a Carmona, transportados numa Berliet da tropa, que gentilmente acedeu deixar-nos num local relativamente seguro! Já não regressámos ao BC12 e muito menos a nossa casa!
Já nesse local e no dia seguinte, o meu pai encomendou a alguém comprara bilhetes de avião e, assim, tivemos de esperar até 25 de Junho, altura em que conseguimos embarcar para Luanda, tendo meu deixado tudo o que havia conseguido com bastante sacrifício, incluindo uma carrinha - ao mesmo tempo um território luso nas bandas do Índico (Moçambique) proclamava a sua independência!
Já em Luanda, em Julho de 1975, tivemos mais um tiroteio, sendo este de grande envergadura!
Hoje, continuamos em Luanda!». - Ver AQUI

Cavaleiros do Norte do parque-auto: 1º. cabo Domingos
Teixeira (estofador), António pereita (mecânico), Delfim
de Sousa Serra (concutor, que hoje faz 65 anos; pa-ra-
-bens!...) e António Simões (mecânico-auto)

Condutor Serra, 65 anos
em S. Pedro da Cova!

O condutor Serra, da CCS dos Cava-
leiros do Norte, esta em hoje em festa: comemora 65 anos!
Delfim de Sousa Serra era da Rua do Poço de Fátima, em S. Pedro da Cova, concelho de Gondomar. E lá voltou a 8 de Setembro de 1975, concluída a sua (e nossa) jornada africana de Angola. Por lá fez vida e lá continua, agora reformado e a viver na Rua das Mimosas.
D. Serra em 1974

É participante de sempre dos encontros da CCS (não faltou no de 3 de Junho último, no RC4) e neste dia feliz do seu aniversário, para ele vai o nosso abraço de parabéns!

Cozinheiro Alcino
faleceu há 23 anos

O cozinheiro Alcino, da CCS do BCAV. 8423, faleceu há precisamente 23 anos - no dia 25 de Junho de 1994.
Alcino Fernandes Pereira, de seu nome completo, era natural do ligar da Benfeita, fre-
guesia de Cortegaça, no concelho de Mortágua - onde nasceu a 5 de Julho de 1952 e aonde voltou a 8 de Setembro de 1975. A vida profissional e familiar levou-o para para a grande Lisboa e faleceu há 23 anos (aos quase 42 de vida!), em Idanha (Sintra). Nada mais sabemos dele.
Hoje, 23 anos depois do seu passamento, recordamo-lo com saudade! RIP!


sábado, 24 de junho de 2017

3 803 - Comandante em Zalala e Carmona, bandos armados em Luanda!

Furriéis milicianos dos Cavaleiros do Norte no Quitexe, em Fevereiro de
1975: António Fernandes e Graciano Silva, um combatente da FNLA, e
Francisco Neto. Em baixo, Nelson Rocha, José Querido e João Cardoso,
que hoje festeja 65 anos, em Coimbra!


Cavaleiros do Norte de Zalala. Reco-
nhece-se, de barbas, o furriel João Rito


O comandante Almeida e Brito deslocou-se ao Comando do Sector do Uíge (CSU), em Carmona, a 14 de Junho de 1974, depois de uma visita de 23 para 24 à 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala. Em ambos os casos, «foram estabelecidos contactos operacionais».
O BCAV. 8423, recordemos, era o responsável pela ZA desde o dia 14 e estava empenhado na Operação Castiço DIH - que só terminaria em Julho e foi dividida por 4 fases. Envolvendo todas as suas subunidades.
O dia, uma segunda-feira, foi tempo de se conhecer a constituição, em Luanda, de um Comité de Acção Política de apoio ao MPLA, que visava «a consciencialização das massas trabalhadoras, com vista á independência de Angola». Era aceite e reconhecido pelo MPLA e definia-se como «um associação de carácter cívico». Não como partido.

Bandos armados de
marginais em Luanda

Um ano depois e já depois da Cimeira do Quénia, «o período de acalmia que se vive(ia) em Luanda, é (era) de quando em quando interrompido por tiros esporádicos e alguns rebentamentos de morteiros nos bairros Operário, Vila Alice e Marçal».
«Deve registar-se a actuação de bandos marginais armados, em alguns casos usando uniformes dos movimentos de libertação, pelo reflexo que tem no amedrontamento da população, que vive em contínua instabilidade psicológica», referia um comunicado do Alto-Comissário, precisando que «o deficiente enquadramento dos militares dos movimentos está na origem de algumas atitudes inconvenientes que se tem, registado, com actuações contra elementos civis e até contra elementos dos próprios movimentos».
O comunicado do Alto Comissário admitia «um possível início de actividades de terrorismo urbano, com o aparecimento de explosivos tipo armadilha» e sublinhava que os movimentos de libertação «procedem a um constate adiamento da libertação de prisioneiros que ilegalmente tem mantido (...), particularmente o MPLA e a FNLA». - o que, segundo o comunicado, «contribui ainda mais para a instabilidade da população, que se sente completamente desprotegida contra este tipo de actuações».
Os Cavaleiros do Norte e ex-furriéis milicianos
Viegas e Cardoso, a 15 de Fevereiro de 2016,
em almoço na Figueira da Foz

Cardoso, furriel TRMS,  
65 anos em Coimbra !!!


O furriel miliciano Cardoso, responsável pelas Transmissões dos Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel e do capitão José Paulo Fernandes, está hoje em festa: comemora 65 anos!
João Cardoso no
Quitexe em 1975
João Augusto Martins Cardoso é natural e ao tempo residia em Arganil - no Bairro do Prazo. Fez vida profissional como quadro da função pública (Conservatória do Registo Predial) e fixou-se em Coimbra. onde reside. Já aposentado, divide o seu tempo pelos três amores familiares e residenciais: Arganil, Coimbra e Figueira da Foz. Casado (bem!!!...), pai e avô «passa» a sénior da vida em plena forma física e intelectual, depois de recente e delicada operação ao olho direito - de que já recuperou.
Hoje, quando faz 65 anos, para ele vão os nossos parabéns, embrulhados no desejo de muitos mais e bons anos de vida! Sempre Cavaleiro do Norte!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

3 802 - Comandante na Fazenda Zalala, as Forças Militares Mistas!

Cavaleiros do Norte do PELREC: 1º. cabo Augusto Hipólito (que hoje faz 65
anos, em França), furriel Monteiro, 1ºs. cabos Almeida (falecido a 28/02/2009)
e Jorge Vicente (F. a 21/01/1997). Em baixo, alferes António Garcia (f. a 02/11/
/1979), Manuel Leal (f. a 10/06/2007),. furriel Francisco Neto e Aurélio
Júnior (Barbeiro). Todos Cavaleiros do Norte maiores!

Os furriéis milicianos Viegas e Rocha na
primeira fotografia de Angola, aos 10/11
dias de Junho de 1974. O Rocha faz 65
anos a 23 de Junho de 2017, em Gaia

O comandante Almeida e Brito deslocou-se à mítica Fazenda Zalala, onde se aquartelava a 1ª. CCAV. 8423, a 23 e 24 de Junho de 1974, para «estabelecer contactos operacionais».
Os Cavaleiros do Norte zalalianos eram comandados pelo capitão miliciano Castro Dias e ao tempo, recordemos, estava em desenvolvimento a Operação Castiço DIH, da qual já saíra a 41ª. Com-
panhia de Comandos, que, segundo o Livro da Uni-
dade, «retirou da ZA após umas escassas 18 horas de operação, quando ela, e para esta subunidade, envolveria 8 dias de actividade operacional».   
Um seu soldado, recordemos, «tinha accionado uma mina anti-pessoal» e sofreu a amputação de um pé. Foi evacuado por uma coluna do PELREC.
Grupo da 1ª, Companhia das Forças Militares Mistas do
futuro Exército Nacional de Angola  desfilar na parada
do BC12. em Carmona. A instrução era dada por qua-
dros do BCAV. 8423 - os Cavaleiros do Norte

Exército Nacional
de Angola

Um ano depois e concluída a Cimeira do Quénia, a criação do Exército Nacional de Angola seria «o grande problema a resolver», segundo o despacho da Agência France Press. A resolver no sentido de ser criada «uma paz efectiva e duradoura, entre o MPLA, a FNLA e a UNITA».
As «místicas particularmente diversas, como é o caso do MPLA e da FNLA», reportava o Diário de Lisboa, citando a France Press, «é questão ponto central, pois as dificuldades que oferece não serão facilmente ultrapassadas», segundo alguns opinadores políticos.
Carmona e o Uíge continuavam a sua calma aparente, continuando a formação da 1ª. Companhia das Forças Militares Mistas, «integradas por elementos da FNLA e da UNITA». O MPLA, recordemos, tinha sido «expulso» do Uíge, depois dos dramáticos combates da primeira semana de Junho desse ano de 1975. 
Nelson Rocha e esposa, Rosa Lu-
ciana no encontro da CCS, no 
RC4, a 03/06/2017

Furriel Rocha e 1º cabo
Hipólito, 65 anos!

O furriel miliciano Rocha e o 1º. cabo Hipólito festejaram 22 anos a 23 de Junho de 1974, ambos na saudosa vila do Quitexe.
Nelson dos Remédios da Silva Rocha foi furriel miliciano de Transmissões e morava em Santa Marinha, Vila Nova de Gaia. Lá voltou e agora, técnico comercial, reside em Valadares, também em  Gaia.
Augusto de Sousa Hipólito foi 1º. cabo do



Augusto Hipólito, esposa e
filho na França e em 2017
PELREC, oriundo de Vinhais, em 
Trás-os-Montes. Ao tempo, 
morava na Azinhaga da Flamenga, em Marvila (Lisboa). 
Actualmente e desde há muitos anos, está
emigrado em França, residindo em Reims, onde trabalha na área da construção civil.
Ambos fazem, hoje, 65 anos. Parabéns para ambos!   

quinta-feira, 22 de junho de 2017

3 801 - A Operação Castiço DIH «estreou» Cavaleiros nas matas angolanas!

O furriel miliciano João Rito, de barbas, num momento de lazer com três ca-
valeiros do Norte de Zalala. O Rito faleceu a 17 de Maio de 2008, vítima de
um acidente por esclarecer. Era do Salgueiral, na Freixianda, em Ourém 


O 1º. sargento Fialho Panasco, da 1ª. CCAV. 8423, com
os furriéis milicianos Américo Rodrigues e Plácido
Queirós. Aqui, em Vista Alegre, ano de 1975 

A 22 de Junho de 1974, o comandante Almeida e Brito reuniu com as autoridades tradicionais da região do Quitexe. O objectivo era o mesmo de outras reuniões e com outra gente: «Preparar e mentalizar as populações para o Programa do MFA».
O BCAV. 8423, a esse tempo, ia no terceiro dia da Operação Castiço DIH, na qual os Cavaleiros do Norte pela primeira vez sentiram, no corpo e na alma, as dificuldades das picadas e trilhos das desconhecidas e misteriosas matas de Angola.
Cavaleiros de Zalala em Vista Alegre; o alferes milicia-
no Pedro Rosa ladeado pelos furriéis milicianos Manuel
Pinto (à esquerda e à civil) e João Aldeagas
A operação, para além da participação da 41ª. Companhia de Comandos, que a abandonou ao fim de 18 horas, quando, para ela, seria de 8 dias e depois de um seu soldado ter pisado um mina anti-pessoal, perdendo um pé), tinha também a envolvida a Companhia de Flechas aquartelada em Carmona.
- 3  MORTOS: O dia era quinta-feira e um comunicado do Serviço de Informação Pública das Forças Armadas dava conta de mais mortes em combate e em Angola: o furriel miliciano Hélder Aniceto dos Santos Lima (natural de Benguela) e os soldados Mário Justino Viegas Pacheco (de Olhão) e José Manuel da Silva (de S. Gonçalo, no Funchal). Os três militares mortos não pertenciam ao BCAV. 8423, que, de resto e felizmente, não teve qualquer morte em combate.
Mapa de Angola. O Uíge
é o verde mais claro 

Cimeira do Quénia
semeou optimismo

Um ano depois, precisamente, terminou a Cimeira do Quénia «abrindo a via política para a fusão das bases militares a para a aproximação política dos três movimentos de libertação de Angola».
A Cimeira marcou também que as eleições
 para a Assembleia Constituinte se realizaram até 11 de Novembro - a data marcada para a independência. A Constituinte, relatava o Diário de Lisboa, elegeria também o Presidente da República e o Conselho de Ministro do Governo da Angola independente.
Os presidentes dos três movimentos dirigiram-se ao povo angolano, depois da Cimeira e através da Emissora Oficial de Angola. 
Holden Roberto, da FNLA, lamentou «os erros dos movimentos de libertação, que causaram mortes inocentes».
Jonas Savimbi, da UNITA, comentou especialmente uma decisão da Cimeira: que as futuras «reuniões de alto nível» se deveriam realizar em Angola.
Agostinho Neto, do MPLA, sublinhou que a formação do exército único poderá resolver o problema das confrontações armadas», para que «Angola atinja a independência num clima democrático».
O 1º. sargento Fialho Panasco e esposa, no en-
contro do BCAV. 8423, a 9 de Setembro de 1995,
em Águeda, 20 anos depois do regresso de Angola

1º. sargento Panasco
morreu há 12 anos

O 1º. sargento Panasco, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, faleceu há 12 anos, vítima de doença.
Alexandre Joaquim Fialho Panasco foi o responsável da secretaria e louvado pelo comandante Almeida e Brito, por proposta do capitão Castro Dias, sublinhando «a melhor prontidão, dedicação e espírito de sacrifício, superando deste modo as dificuldades sentidas».
O louvor destaca também que foi «disciplinado, de trato correcto e elevado sentido de colaboração, vincada lealdade para o comando que serviu», para além de que «demonstrou o maior zelo e inexcedível sentido de responsabilidade, de que resultou creditar-se como excelente auxiliar na administração da sua Companhia». 
O 1º. sargento Fialho Panasco faleceu a 22 de Junho de 2005, de doença cancerosa e aos 70 anos, em Carnaxide. «Foi um bom marido e um excelente pai», disse-nos a viúva, há algum tempo.
Hoje fazemos a sua memória, com saudade. RIP!!!