CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

domingo, 20 de agosto de 2017

3 859 - A morte do furriel Évora Soares, Comandante na Fazenda Antoave

Cavaleiros dos Norte de Zalala em passeio para as Quedas do Duque de
Bragança: Almiro Maciel, furriel João Dias, alferes Lains dos Santos, fur-
riel Évora Soares (falecido a 21/08/1998), Carlos Coelho e  Lopes (Fama-
licão). Em baixo, Carlos Costa e Fernando Silva, todos da 1ª. CCAV. 8423

O comandante Almeida e Brito, o soldado clarim Arman-
do Silva e o capitão José Paulo Falcão no Quitexe


O dia 21 de Agosto de 2017 (amanhã) assinala o 9º. aniversário da morte do furriel milicianos José Carlos Évora Soares, que foi Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala.
O Évora Soares chegou ao BCAV. 8423 em Outubro de 1974, para render o 
A Fazenda Antoave fica à saída do Quitexe
para Carmona o lado da sanzala do Qui-
toque e depois do Coale e Quimassabi
Mota Viana - que razões disciplinares «mandaram» para Sanza Pombo. Chegado a Zalala, integrou-se no 1º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes Mário Jorge de Sousa e que incluía os furriéis Victor Costa e José Baldy Pereira. 
Não regressou a Portugal na mesma data dos «zalala´s» (9 de Setembro de 1975), eventualmente por ter tempo de comissão diferente. Desconhecemos onde e as razões da sua morte. Morava em Loures.

Comandante A. Brito
na Fazenda Antoave

A 20 de Agosto de 1974, o comandante Almeida e Brito deslocou-se à Fazenda Antoave, de Matos Vaz & Cia, logo à saída do Quitexe, na estrada 
Núcleo principal da Fazenda Ant
para Carmona.
Sempre na Estrada do Café passava-se o Talam-

banza e o Coale, cortando-se à direita - já por zona de picada e a uns 4 ou 5 quilómetros.
Era a zona do fértil vale do Loge e serra do Pingano, ode se localizavam outras fazendas, algumas delas visitadas pelos Cavaleiros do Norte: Pumbaloge (dos herdeiros do dr. Torres Garcia), Ferreira Lima. Marcelina Belo, Boja Santos, Carlos Gaspar e José Bastos, entre outras, e não necessariamente estas.
Este tipo de visitas, para além do interesse militar (que tivessem), tinha essencialmente um objectivo psicológico e social, aproximando populações da tropa - como tão bem sabia fazer o comandante do BCAV. 8423. A protecção militar era normalmente feita pelo PELREC e/ou Pelotão de Sapadores (da CCS), u pelo pelotão de uma das companhias operacionais quem ao mês, se aquartelavam no Quitexe, em destacamento.

Matos de Zalala, 65
anos em Lisboa!

Luís Artur Vasques Matos foi 1º. cabo escriturário da 1ª. CCAV. 8423, assim sendo Cavaleiro do Norte da mítica Fazenda Zalala - a do capitão Davide Castro Dias. Faz 65 anos no dia 21 de Agosto de 2017.
Não temos grandes memórias dele, sabendo-se - e isso é certo - que foi escriturário na secretaria do 1º. cabo Fialho Panasco e que era de Arroios, nos arredores de Lisboa. Lá voltou a 9 de Setembro de 1975 e, depois disso, nada mais soubemos dele. A ser vivo, como se espera, que receba o nosso abraço de parabéns! E nos dê notícias dele!

sábado, 19 de agosto de 2017

3 858 - A morte, de febre tifóide, do Cavaleiro Manuel Barreiros!

O soldado Manuel José Montez Barreiros faleceu a 20 de Agosto de
 1975, em Luanda, vitima da febre tifóide. fazia parte da 3ª. CCAV.
8423, a dos Cavaleiros do Norte da Fazenda Santa Isabel

Manuel José Montez Barreiros em
momento tranquilo de Santa Isabel

O dia 20 de Agosto de 1975 ficou tristemente assinalado na memória dos Cavaleiros do Norte, pela morte de Manuel José Montez Barreiros, soldado da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel.
Atirador de Cavalaria e já no Grafanil, foi vítima da febre tifóide e evacuado para o Hospital Militar. Lá foi identificado pelo furriel Agostinho Belo e o seu cadáver terá regressado a Portugal no mesmo avião que, a 11 de Setembro de 1975, transportou de regresso os Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423.
O seu corpo encontra-se sepultado no cemitério da sua terra natal: Aldeia de Além, em Alcanede. 
O Manuel José Montez Barreiros era casado e tinha um filho de poucos meses, chamado Luís e que
Luís, o filho de
Manuel Barreiros
sabemos viver na região de Fátima/Leiria. Porventura, nem o terá conhecido. Não o conheceu o filho (foto ao lado).
 Hoje o recordamos com saudade,dele fazendo memória precisamente quando se passam 42 anos da sua morte. RIP!!!

Retorno programado
de 300 000 portugueses

A Luanda e a 19 de Agosto de 1975, uma segunda-feira, che-
garam ecos da manifestação da véspera, em Lisboa, de retor-
nados de Angola. Nomeadamente, reclamavam «a intensi-
ficação, por parte do Estado, do transporte de angolanos para a metrópole, através de todos os meios, incluindo, em caso de falta de meios de transporte, o fretamento de outras unidades».
As reivindicações incluíam áreas como saídas profissionais, habitacionais e es-
colares (para os filhos dos desalojados). Ao mesmo tempo, o Instituto de Apoio aos Retornados Nacionais (IARN) abriu uma delegação em Luanda, com vista ao «acompanhamento e coordenação local de todas as acções programadas».
Previa-se que, até 31 de Outubro, estivessem «programadas com o maior rigor, acções de retorno de 300 000 cidadãos portugueses» residente em Angola. 


Domingos Faria
Faria de Aldeia Viçosa,
65 anos na Venezuela

O rádio-telegrafista Faria, Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, faz 65 anos a 21 de Agosto de 2017.
Domingos Maciel de Faria é natural da freguesia de Durães, con-
celho de Barcelos, onde regressou a 10 de Setembro de 1975, depois de concluída a comissão em Angola, por terras do Uíge. A vida levou-o para a Venezuela, país para onde emigrou e onde reside. É para lá que vai o nosso abraço de parabéns, embrulhado num «até já» de saudade!

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

3 857 - Combates por toda a Angola, a tomada de Lucala pela FNLA!

n
Cavaleiros do Norte do Parque-Auto. À esquerda, em baixo e de cócoras, António Clara Pereira, que hoje
 faz 65 anos, em Mação. A seguir, Madaleno e 1ºs. cabos Marques (Carpinteiro) e Teixeira (estofador). Na
fila atrás, Vicente (mãos as ancas), NN, NN, e NN, furriel Morais (de óculos), 1º. cabo Frangãos (Cuba),
alferes Cruz (de branco), 1º. sargento Aires, Pereira, Serra (mãos à frente), 1º. cabo Teixeira (pintor) e
Picote (de mãos nas ancas). Atrás, NN. Gaiteiro, NN, Miguel, NN e NN. Quem ajuda a identificar os NN´?


Cavaleiros do Norte da CCS no encontro de 3 de Junho
de 2017, no RC4: Simões, Serra, António Pereira (que
hoje faz 65 anos em Mação) e 1º cabo Teixeira (estofador)

A FNLA, a 18 de Agosto de 1975 e «depois de mais uma tentativa gorada de entrada das suas forças» em Luanda, através do Caxito «retomou a posição anterior, limitada pelo Rio Dande». Mas, aparentemente usando uma força militar de 10 000 homens, «logrou retomar Lucala, posição estratégica no eixo Luanda-Henrique de Carvalho, entre Salazar e Malanje».
A zona foi palco de «violentos comba-
tes, que ainda não terminaram, pois a
Notícia do Diário de Lisboa
de 18 de Agosto de 1975
FNLA mostra a intenção de avançar para Salazar», que há mais de um mês estava controlada pelo MPLA.
O dia foi assinalado também, por combates pelo menos no Luso e Silva Porto (cidades onde a UNITA fez desembarcar muito material de guerra), em Nova Lisboa, Cela e Lobito.
Ao mesmo tempo e nesse dia 18 de Agosto de 1975, a imprensa noticiava que «antigos membros dos Comandos Portugueses em Moçambique, assim com ex-membros da ex-PIDE/DGS, encontrar-se-iam ao lado das forças armadas da FNLA», em Nova Lisboa, cidade controlada por este movimento e pela UNITA, segundo reportava o Diário de Lisboa dessa segunda-feira de há 42 anos.
Temia-se, a esse tempo, que FNLA e UNITA, juntos, tentarem reconquistar o Lobito, sob controlo do MPLA. «A situação pode deteriorar-se de novo, já que parta ali se dirige forças dos dois movimentos, certamente para tentarem a reconquista», noticiava (imagem) o Diário de Lisboa.

António Pereira

Mecânico Pereira,
65 anos em Mação

António da Clara Pereira foi soldado mecânico-auto da CCS do BCAV. 8423, o dos Cavaleiros do Norte, e hoje mesmo (18 de Agosto de 2017) festeja 65 anos.
Natural da Carregueira, freguesia do concelho de Mação (actual-
mente devastado pelos fogos florestais), lá regressou a 8 de Setembro de 1975. Entre outras actividades profissionais, trabalhou na prospecção de petróleos em países do Médio Oriente e, já aposentado, vive na sua aldeia natal. Foi participante do encontro de 2017, a 3 de Junho, o que aconteceu pela primeira vez. Parabéns!

Correia de Zalala,
65 anos na Nazaré!

O soldado Correia foi Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, w comemora 65 anos a 18 de Agosto de 2017.
Carlos Manuel Delgado Correia era atirador de Cavalaria e, ao tempo, residente na freguesia de S. Salvador, concelho de Santarém. A vida levou-o para outras bandas, actualmente, reside na Nazaré, e dele nada mais sabemos. Para lá segue o nosso abraço de parabéns!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

3 856 - MPLA contra Governo Provisório, mina no Calambinga!

A equipa de rádio-montadores da CCS do BCAV. 8423: 1º. cabo Rodolfo
 Tomaz, furriel miliciano António José Dias Cruz (que amanhã faz 66
 anos), 1º. cabo António Pais e António Silva, na parada do Quitexe



Rebelo, da messe de sargentos da CCS, aqui em pose
num grupo de pequenos angolanos. Era muito pró-
xima a relação da tropa com o povo angolano

A 17 de Agosto de 1974, um sábado, o Comité Central do MPLA rejeitou, por unanimidade, o plano português de formar um Governo Provisório em Angola. «Por dois anos», anunciava o Zâmbia Daily Mail, jornal controlado pelo Governo zambiano.
O MPLA estava reunido em congresso, precisamente em Lusaka, e os seus dirigentes aprovaram uma moção atra-
vés da qual se soube que «rejeitamos, por unanimidade, as manobras colonia-
Posto 5. Aqui se fez vigilância e «dormiram»
alguns militares. Servia de prisão!
nialistas de iminente formação de um Governo Provisório e os Portugueses serão responsáveis pelas consequências resultantes de tais deci-
sões unilaterais». O Zambia Daily Mail, citado pelas Agências Reuters e ANI, frisava que o MPLA, reafirmava a decisão de «prosseguir a luta armada até ao fim».

Mina anti-carro
no Calambinga
Picada do Liberato (imagem da net)

Os Cavaleiros do Norte, pelas bandas do Uíge, continuavam as suas acções de rotina, em termos de segurança de bens e pessoas, nos centros urbanos, e liberdade de itinerários.
Uma das actividades diárias era proteger as brigadas de trabalho da Junta Autónoma de Estradas de Angola (JAEA), que andavam em arranjos na Estrada do Café (que liga Carmona a Luanda) e nas picadas para as Fazendas de Zalala e do Liberato.
«Foi assim, uma actividade que não brilhou no campo dos feitos militares, muito embora tenha havido uma acção de levantamento de uma mina anti-carro na picada do Rio Calambimba», reporta o Livro da Unidade. 
O rio Calambinga, se a memória não falha, corria praticamente paralelo (à alguns quilómetros) à picada para a Fazenda Zalala.
Furriéis Cavaleiros do Norte: Cruz (que ama-
nhã faz 66 anos), Viegas, Dias e Neto.
Há 3 anos, em Mortágua

Dias, rádio-montador,
66 anos na Póvoa

O furriel miliciano Dias, Cavaleiro do Norte da CCS, está amanhã em festa, dia 18 de Agosto de 2017: comemora 66 anos.
António José Dias Cruz foi rádio-montador e pela idade, lá pela jornada africana de Angola, chegou a ser promovido a 2º. sargento. Natural de Cardigos, concelho de Mação, já na altura trabalhava e morava em Lisboa e lá regressou a 8 de Setembro de 1975. Aposentado, fez carreira profissional na Câmara Municipal de Lisboa, como técnico de manutenção de piscinas (e outras coisas), vivendo na Póvoa de Santo Adrião. Para lá vai o nosso abraço de parabéns!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

3 855 - Ataque iminente a Luanda; o suicídio do 1º. cabo Simões!

Fernando Martins Simões, 1º. cabo apontador de metralhadoras da 3ª.
 CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel. Suicidou-se, por enforcamento,
a 18 de Agosto de 1998. Em Lourinhal, Penacova, sua terra natal
Cavaleiros do Norte de Santa Isabel. Reconhecem-se
o 1º. sargento Marchã (5º), furriel miliciano Belo (6º.) e o
1º. cabo Simões (1º., á direita e de pé). 

A 16 de Agosto de 1975 suspeitava-se em Luanda que a base aérea do Negage esta-
ria a ser usada para escala de aeronaves estrangeiras, lá aprovisionando material para um eventual ataque aéreo a Luanda. Pela FNLA. 
«Segundo consta, entre os aviões que es-
calam o Negage encontrar-se-ão alguns «Skymaster», que estarão a proceder ao transporte de material de guerra para a
Notícia do Diário de Lisboa de 16 de Agosto
de 1975, sobre a situação militar em Angola
 FNLA», admitia o Diário de Lisboa desse dia de há 42 anos, dando ainda como certa «a presença de caça-bombardeiros «Mirage» naquela base do Uíge», muito perto de Carmona e deixada pelos portugueses a 4 de Agosto - menos de duas semanas antes.
Tais suspeições deixavam intuir o iminente ataque aéreo da FNLA a Luanda. Ou pelo menos, adiantava o Diário de Lisboa, «o apoio aéreo a uma possível tentativa para fazer avançar sobre Luanda, a partir do Caxito, as forças da FNLA», que ali estavam ia para um mês, numa «situação de impasse».
Os Cavaleiros do Norte, em situação de «unidade reserva da RMA» e chamados para incidentes pontuais - como foram os combates do Bairro do Saneamento - continuavam a aquartelados nas instalações do já extinto Batalhão de Intendência de Angola, no Grafanil.
Capitão miliciano médico
Manuel Leal e tenente
SGE Acácio Luz

Comandante e médico
na Fazenda Guerra

Um ano antes, o comandante Almeida e Brito visitou a Fa-
zenda Guerra, nos arredores do Quitexe, com escolta do PELREC e para contactos com os gerentes e trabalhadores. 
Estas visitas tinham natureza operacional e social e eram, normalmente, complementadas com a deslocação do capitão miliciano médico Manuel Leal - que lá procedia a consultas e distribuía medicamentos.
O dia 16 de Agosto de 1974, em termos do BCAV. 8423, assinalou também o encerramento da operação de remodelação do dispositivo militar - iniciado dois dias antes (a 14) e com o objectivo de «garantir a segurança dos centros urbanos e itinerários».
Fernando Simões a ba-
nhos no rio de Santa
Isabel, em 1974

O suicídio de 
Fernando Simões

Fernando Martins Simões, 1º. cabo apontador de metralha-
doras, da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, faleceu há 19 anos! Suicidou-se, por enforcamento, a 17 de Agosto de 1998. Tinha (quase) 46 anos, que faria a 2 de Setembro!!
O Simões fez a sua jornada de África pela mítica fazenda de Santa Isabel e, depois, com toda a 3ª. CCAV. 8423, acom-
panheirou com a CCS, no Quitexe e em Carmona. 
Regressou a Portugal a 11 de Setembro de 1975, ao Lourinhal, em Penacova. Fez vida profissional como motorista e casou com Maria Esmeral
da Gomes Cruz. Zaida da Cruz Martins, sua única filha, foi quem, há 3 anos, nos deu nocia da trágica morte do nosso companheiro da jornada africana do Uíge angolano.
É para ela e para a senhora sua mãe que vai o nosso abraço solidário, em memória de um bom companheiro, não esquecível! 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

3 854 - Dia 15 de Agosto: dia de anos de 5 Cavaleiros do Norte!

Os furriéis Pinto e Eusébio (falecido a 16 de Abril de 2014, em Belmonte,
de doença), ambos nascidos a 15 de Agosto de 1952, Mota Viana e Ro-
drigues (de pé), João Dias, Queirós e Barreto, em 2013, em Belmonte 

Cavaleiros da CCS: Ferreira, 1º. cabo Pinto (que hoje faz
65 anos), Madaleno e Marcos, no Quitexe e em 1974



O dia 15 de Agosto é dia «sénior +» para pelo menos 5 Cavaleiros do Norte: os furriéis Pinto e Eusébio (ambos da 1ª. CCAV. 8423), o 1º. cabo Pinto (da CCS), o soldado Couto (da 2ª. CCAV. 8423) e o condutor Nogueira (da CCAÇ. 209/RI 21, a do Liberato).
Manuel Moreira Pinto, originário de 
Adelino Couto
Penafiel, da Tenente Valadim, foi instruendo do 2º. curso de Operações Especiais de 1973, em Lamego, e «ficou» dos Rangers para sempre. Ele e, também todos furriéis milicianos, o Monteiro, o Viegas e o Neto (CCS), o Letras (2ª. CCAV.) e, do curso seguinte, o Reino (3ª. CCAV.). E os alferes milicianos António Garcia (CCS), Mário Sousa (1ª. CCAV.), João Machado (2ª. CCAV.) e Rodrigues (3ª. CCAV.). Mora em Paredes.
Eusébio Manuel Martins foi atirador de Cavalaria, especializado
Nogueira da Costa
na respectiva Escola Prática, em Santarém. Natural de Caria, em Belmonte, lá regressou e por lá fez vida, como funcionário público. Infelizmente, e vítima de doença, faleceu a 16 de Abril de 2014. Recordamo-lo com saudade!
João Augusto Rei Pinto foi 1º. cabo atirador de Cavalaria e integrou o PELREC. Em Setembro de 1974 e por razões disciplinares, foi despromovido e transferido para a 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala. Mora no Alto do Moínho, em Corroios.
Adelino Augusto Ferreira do Couto foi soldado apontador de morteiros médios da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa. É natural da freguesia de Lousado, em Vila Nova de Famalicão, e lá vive.
José Luís Nogueira da Costa é natural de Tomar mas foi para Angola em criança e lá fez o serviço militar, como condutor da CCAÇ.
209/RI 21, aquartelada na Fazenda Liberato. Aposentado da Carris, mora em Almada.
Parabéns para todos!!! Saudades do inesquecível Eusébio Martins!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

3 853 - Luanda sem pão e gasolina, Cavaleiros ainda no Quitexe...

A parada do Quitexe, imediatamente antes da Chegada dos Cavaleiros do
 Norte. À esquerda, onde se vê a entrada, fixaram casernas. Na linha dos
UNIMOG´s, era a dos balneários. Atrás, vê-se a capela e, à esquerda, a
Missão do Padre Albino Capela 
O padre Albino Capela, também um Cavaleiro do Norte,
foi ordenado sacerdote há exactamente 51 anos

O comandante Almeida e Brito esteve no Comando do Sector do Uíge (CSU) a 14 de Agosto de 1974, para «contactos operacionais», a que não eram alheias as alterações introduzidas no que respeita, por exemplo, a «acções ofensivas».
As ordens, no geral, eram «não bater as áreas dos «quartéis» IN e passar a apertar a malha dos patrulhamentos ao longo de toda a ZA». Por outro lado, realizando «inúmeras visitas de apoio a povos e fazendas».
A esse 14 de Agosto, e em função da diminuição da actividade operacional pro-
priamente dita, e até ao dia 16, «fizeram-se remodelações temporárias do dis-
positivo militar, com vista a garantir a eficiência das actuais missões priori-
tárias das NT». Ou seja, segundo o Livro da Unidade, «a segurança dos centros urbanos e a liberdade dos itinerários». 
Um ano depois, e com os Cavaleiros do Norte no Campo Militar do Grafanil, re-
portava o Diário de Lisboa que «apesar da calma que continua a pairar sobre Luanda, reinam grandes incertezas na capital devido à escassez de ali-
mentos», o que provocava «intermináveis bichas às portas dos restaurantes»
Os quadros do BCAV. 8423 bem sentiram isso, pois tinham de se alimentar fora do quartel e nem sempre havia onde. Também havia falta de gasolina e a UNITA apenas tinha um homem em Luanda, Dois, a FNLA: Samuel Abrigada e Graça Tavares.
Alferes F. Ramos

Alferes Ramos, 67 

anos em Foz Coa

O alferes miliciano Ramos integrou a 2ª. CCAV. 8423 entre Maio e Julho de 1975. Faz 67 anos a 14 de Agosto de 1975, em Vila Nova de Foz Coa.
Fernando António Morgado Ramos foi atirador de Cavalaria, tendo sido transferido para os Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa quando estes já estavam no BC12. Em Julho de 1975, foi de férias e já não voltou a Carmona, ficando em Luanda, onde integrou as Forças Militares Mistas - em tempo bem complicado da vida luandina. 
Regressou a Portugal, concluiu o curso de Direito e é advogado em Vila Nova de Foz Coa, de onde é natural e onde reside. Parabéns! Ver AQUI
Albino Capela e esposa

Ordenação do Padre
Capela foi há 51 anos

A ordenação sacerdotal do padre Capela foi a 14 de Agosto de 1966, há 51 anos. Foi contemporâneo dos Cavaleiros do Norte no Quitexe.

António Albino Vieira Martins Capela é natural de
Carvalheira, em Terras de Bouro. Aos 10 anos foi para o Seminário dos Padres Capuchinhos, em Vila Nova de Poiares, onde fez os estudos preparatórios até ao antigo 5º. ano.
Ingressou no Noviciado, em Barcelos, e com 17 anos, foi cursar Filosofia para Salamanca. Em 3 anos, completou o curso e foi para França, onde frequentou Teologia no Instituto Católico de Toulouse. 
Terminou Teologia no Porto e ali foi ordenado sacerdote a 14 de Agosto de 1966. Leccionou dois anos no Seminário dos Padres Capuchinhos, em Barcelos, e partiu para Angola no navio «Uíge», lá chegando a 28 de Setembro de 1968. Leccionou Religião e Moral no Liceu Nacional Salvador Correia e foi para Carmona em 1969, ficando com a área missionária do Quitexe, Aldeia Viçosa, Vista Alegre e Cambamba.
Regressado a Portugal, Albino Capela diz que «deixei com muita pena» a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Frequentou o Curso de Humanidades da Universidade Católica, o correspondente ao antigo Clássicas (Português, Latim e Grego) da Universidade Católica e não esquece Angola. Professorou, constituiu família é. pai e avô babado, já aposentado, vive em Barcelos e é companheiro habitual dos encontros da CCS.

domingo, 13 de agosto de 2017

3 852 - Cavaleiros da mítica Zalala vão reunir-se em Fátima!

Os Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, no encontro de
2014, em Fátima. Lá voltarão em 2017


José Querido, Victor Guedes, António Fernandes,
Agostinho Belo (de óculos) e Ângelo Rabiço, que
 hoje faz 67 anos em Vila Real

Os Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda Zalala, vão reunir-se a 9 de Setembro de 2017 - precisamente 42 anos depois do seu regresso de Angola. 
Os «zalala´s» foram comandados pelo capitão miliciano Davide de Oliveira Castro Dias e lá chegaram a 7 de Junho de 1974, depois do «estágio» de 5 dias no Campo Militar do Grafanil. Tinha saído de
Américo Rodrigues e Manuel Pinto,
dois furriéis de Zalala
Lisboa a 31 de Maio e voado para Luanda, onde desembarcaram na manhã de 1 de Junho do mesmo mês de há 43 anos. 
Todos eram(os) jovens e mergulhados nas águas de esperança do Portugal novo que nos era prometido pela revolução de 25 de Abril.
Zalala foi definitivamente «deixada» a 25 de Novem-
bro de 1974, quando de lá saíram os últimos Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, em rodagem para Vista Alegre e Ponte do Dange. Foi a última guarnição portuguesa naquele mártir sítio do norte angolano. A 24 de Abril de 1975, nova rotação, desta feita para o Songo - cidade uíjana onde também acabou por ser a última Companhia Portuguesa. Teve um destacamento temporário em Cachalonde e saiu da zona a 6 de Junho, quando rodou para Carmona e se aquartelou nas instalações da ZMN. A 3 de Agosto «voou» para o Campo Militar do Grafanil e regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975.
O furriel João Dias junto do guião
da 1ª. CCAV. 8423, no Museu do
RC4, a 3 de Junho de 2017

Encontro em Fátima

O encontro de Fátima vai decorrer na Quinta do Casalinho Farto, a 9 de Setembro de 2017, com concentração marcada para as 12 horas.
As marcações terão de ser feitas até 31 de Agosto, junto de dois ex-furriéis milicianos: João Dias, de Transmissões (telemóvel 962551238) e Américo Rodrigues, Atirador (933962492) - este, especialmente para o pessoal do Norte, pois se o número de inscritos o justificar, providenciar-se-á transporte em autocarro.

Angola sem Governo
e MPLA em Luanda

A 13 de Agosto de 1975, fontes militares portuguesas, em Luanda, adiantavam que «o MPLA mantém o controlo total da cidade» e que Agostinho Neto, o seu presidente, estava «agora numa posição que lhe permite assumir o poder total do Governo Central e declarar unilateralmente a independência».
As forças da FNLA, segundo o Diário de Lisboa, «dispuseram-se em torno da capital, a fim e pressionar o movimento rival a fazer cedências políticas». No entanto, «círculos militares indicaram que ainda não é previsível o contra-ataque deste movimento».
A UNITA já tinham abandonado a cidade, pelo que, ainda segundo o Diário de Lisboa, a retirada da FNLA «marcou o colapso do Governo de Angola, tripartido, que deveria conduzir os destinos do país até 11 de Novembro» - o dia da independência.
Os Cavaleiros do Norte continuavam aquartelados no Batalhão de Intendência de Angola, no Grafanil.
Ângelo Rabiço

Furriel Rabiço, 67
anos em Guimarães

O furriel miliciano Rabiço, da 3ª. CCAV. 8423, está em festa: faz 67 anos a 13 de Agosto de 2017.
Ângelo Tuna Rabiço foi enfermeiro dos Cavaleiros do Norte da Fazenda Santa Isabel e regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975. A Lordelo, em Vila Real, onde então residia. Fez carreira profissional como professor do ensino primário e, aposentado, mora em Costa, Guimarães, onde se radicou. Para lá vão os nossos parabéns!

sábado, 12 de agosto de 2017

3 851 - Luanda sem FNLA e UNITA, Angola a ferro e fogo!


Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa: alferes milicianos
 João Machado e Domingos Carvalho de Sousa (que hoje faz 65 anos), 1º. sar-
gento Fernando Mendes Pereira Norte (já falecido) e furriel miliciano Jesuíno
Fernandes Pinto (falecido a 3 de Maio de 2017, de doença e em Vila Verde) 


Os alferes milicianos Mário Jorge de Sousa (Operações
Especiais, os Rangers, da 1ª. CCAV. 8423) e António
Albano Cruz, da CCS (mecânico-auto)

A 12 de Agosto de 1975, uma terça-feira e sobre a situação militar em Angola, relatava a imprensa portuguesa que «reina a calma na cidade de Luanda, onde os últimos efectivos da FNLA que se encontravam acoitados em S. Pedro da Barra, foram já retirados» e o MPLA «mantém firmemente as suas posições na capital angolana»Há precisamente 42 anos!
Cavaleiros do Norte, três furriéis milicianos:
P. Queirós, José Lino e JA Nascimento
O Gabinete do Alto Comissário divulgou um comunicado, dando conta que as Forças Armadas Portuguesas, a pedido da FNLA, tinham evacuado o pessoal do ELNA que estava na cidade: 450 de S. Pedro da Barra (que logo foi ocupado pelas forças portuguesas) e 500 do Bairro do Saneamento (que, no dia 9 de Agosto, saíram por via marítima). Para 12 de Setembro, ficou marcada a saída dos ELNA´s que estavam no Grafanil e integravam as Forças Militares Mistas.
A UNITA «também já retirou» e na véspera «ape-
nas um funcionário se mantinha», mas também ele «preste a retirar para Nova Lisboa».
Luanda, «apesar de ter voltado a calma» contava aos milhares «os candidatos à transferência para outras zonas», onde, reportava  Diário de Lisboa, «a fome espreita»Na capital angolana e contrariamente ao seu se admitia na véspera (em que se sublinha-
va o espectro da fome), «começava a faltar o café, a gasolina e o tabaco», mas, frisava o jornal, «a vida continua a decorrer normalmente, ao passo que, no sul, água se torna rara, a carne é difícil de encontrar e o pão é inexistente».
Mas «ainda não se atingiu o alarme no capítulo do abastecimento alimentar», como sublinhava o Diário de Lisboa. Porém, como nós mesmos testemunhá-
mos, sem quaisquer dúvidas, restaurantes havia que nem sequer abriam portas, por falta, justamente, de... géneros alimentícios.

Três exércitos, o
fogo das armas 

Angola, foram de Luanda, continuava a ferro e fogo, com três exércitos em armas: o ELNA (da FNLA), as FAPLA (do MPLA) e as FALA (da UNITA). 
«Quase todas as regiões do país estão em fogo de armas», reportava o Diário de Lisboa de 12 de Agosto de 1975. E apontava o Caxito (a norte de Luanda), em Moçâmedes (no extremo sul) e em Nova Lisboa (no sueste, centro do país). E «aumento de tensão» em Sá da Bandeira.
Os três movimentos de libertação «travam combates sobre combates, procurando alargar a sua zona de influência»: o MPLA a predominar no centro, leste e costa ocidental, a UNITA predominantemente no sul (e cada vez mais próxima da FNLA), a FNLA «bem instalada no norte».
O norte angolano, que era a terra onde os Cavaleiros do Norte tinham jornadeado até uma semana antes e de onde não chegavam notícias.
Alferes Domingos
Carvalho de Sousa

Alferes Carvalho, 65 anos
em Marrazes de Leiria

O alferes Domingos Carvalho de Sousa está em festa, neste dia 12 de Agosto de 2017: comemora 65 anos.
Atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, regressou a Portugal a 10 de Setembro de 1975. Ao lugar de Marinheiros, freguesia de Marrazes, em Leiria, de onde é natural e onde residia. Ainda hoje lá vive - agora na Travessa do Outeiro do Pomar -, trabalhando na área das vendas. É técnico comercial.
Grande abraço para ele, neste dia 12 de Agosto de 2017, em que passa a grande sénior da vida. Parabéns! 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

3 850 - Angola sem (?) Governo, espectro da fome em Luanda!

Os furriéis milicianos Farinhas (que nasceu hoje se fazem 65 anos e faleceu
  14 de Julho de 2005, de doença e em Amarante). Neto e Viegas na sanzala Ta-
lambanza, com o inesquecível Agostinho Papelino a «fazer» de engraxador

Furriéis milicianos João Aldeagas,
António Cruz, Grciano Silva e Nel-
son Rocha. À frente, José Pires. Frente
à Casa dos Furriéis, no Quitexe


O dia 11 de Agosto de 1975, uma segunda-feira e em Lisboa, reuniu a Comissão Nacional de Descolonização para apreciar a situação em Angola - numa altura em que o MPLA sugeria ir declarar unilateralmente a independência.
As violentas confrontação de dois dias antes (9 de Agosto, sábado) levaram a que fossem evacuados os militares e ministros da FNLA, feita por «tropas portuguesas»
Vasco Vieira de Almeida, ministro da Economia - em representação de Portugal - comentou «não saber» se a evacuação dos ministros «significaria a queda do Governo de Transição».
«Há semanas que não vejo alguns dos meus colegas de Gabinete», disse Vasco Vieira
Ângelo Simões Teixeira, soldado TRMS
da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel
de Almeida, acrescentando que «o meu próprio Ministério, onde tenho Scretários de Estado dos três movimentos, não está a funcionar».

Espectro da fome
em Luanda

A imprensa de 11 de Agosto de 1975 dava conta que «paira sobre Luanda o espectro da fome».
«Começam a rarear os combustíveis e a comida e não tem chegado reabastecimentos», noticiava o Diário de Lisboa.
Os Cavaleiros do Norte, ao tempo aquartelados no extinto Batalhão de Inten-
dência do Campo Militar do Grafanil, bem sentiram esse problema - nomea-
damente as classes de sargentos e oficiais. Sem direito a comer na cantina geral procuravam alimentação nos restaurantes de Luanda e arredores - muitas vezes sem a encontrar. Ou encontrá-la em quantidades muito escassas.
Furriel João Aldeagas
em imagem recente

Furriel Aldeagas, 65
anos em Estremoz

O furriel miliciano Aldeagas, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, faz 65 anos a 11 de Agosto de 2917.
João Matias Mota Aldeagas foi atirador de Cavalaria e regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975. Ao Monte da Raspadinha, na freguesia de Santa Vitória do Ameixial, concelho de Estremoz.
Alentejano dos bons, fez vida pelas suas bandas e é empresário agrícola bem sucedido. Mora na Estrada do Giz e para lá vai o nosso abraço de parabéns.
Furriel Joaquim Fari-
nhas, sapador da CCS
do BCAV. 8423

Furriel Farinhas
faria 65 anos

O furriel miliciano Farinhas faria hoje 65 anos. Faleceu a 14 de Julho de 2005, de doença e em Amarante.
Joaquim Augusto Loio Farinhas foi sapador da CCS e deixou o BCAV. 8423 em Março de 1975. Esteve emigrado nos Estados Unidos e, regressado a Portugal, trabalhou como guarda florestal. É o que dele sabemos.
Hoje, quando faria 65 anos, o recordamos com saudade! RIP!!!
Ângelo Teixeira, TRMS
da 3ª. CCAV. 8423

Teixeira, TRMS, 65 anos
em Vila Franca de Xira

O soldado Ângelo Simões Teixeira foi Cavaleiro do Norte das Transmissões da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel.
Natural de Amoreira Cimeira, na freguesia de Portela do Fogo, no concelho de Pampilhosa da Serra, lá regressou a 11 de Setembro de 1975. Fixou-se, entretanto, em Vila Franca de Xira, onde é empresário comercial do sector do calçado. Para lá vai  o nosso abraço de parabéns, no dia (11 de Agosto de 2017) em que comemora 65 anos!
A Irmã Maria Augusta
Capela com Ricardo, o
filho do alferes Cruz

Irmã Maria Augusta
faria 84 anos

A Irmã Maria Augusta Martins Capela faria 84 anos a 11 de Agosto de 2017. Hoje. Faleceu a 21 de Junho de 2006, de doença e em Lisboa.
Pertencia à Congregação da Obra da Imaculada Conceição e Santo António e missionou no Quitexe, no tempo dos Cavaleiros do Norte e com seu irmão, o padre Albino Capela - da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Continuoiu em Angola depois da independência e até ppouco tempo antes da sua morte. RIP!!!"