CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

sábado, 18 de agosto de 2018

4 232 - A morte do soldado Barreiros da 3ª CCAV., a de Santa Isabel!

... faleceu em Angola, de doença, a 20
de Agosto de 1975, com febre tifóide e
em vésperas de regressar a Portugal
Manuel José
M. Barreiros,
da 3ª. CCAV...



As notícias de Angola, a 18 de Agosto de 1974, uma segunda-feira, davam conta de morte, em combate, do 1º. cabo Tadeu Jamungo, do recrutamento local e natural do Andulo. 
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, pelos chãos do Uíge, continuavam a sua missão, já concluídas «às remodelações temporárias do dispositivo, com vista a garantir as actuais missões primárias».
E que missões primárias eram essas, definidas no plano de «recrudescimento de actividade» e ocorridas entre 14 e 16 de Agosto de 1974?
Pois, de acordo com o livro «História da Unidade», eram «a segurança dos centros urbanos e a liberdade dos itinerários». Por centros urbanos entenda-se, na ZA do BCAV. 8423, as vilas do Quitexe, Aldeia Viçosa e Vista Alegre, mais as aldeias (sanzalas) que as circundavam, ou outras: Talambanza, Qual, Quimassabi e Quitoque (ao longo da Estrada do Café, do Quitexe para Car-
Mapa do Quitexe e povoações
vizinhas, da autoria (de memória)
de João Garcia
mona), ou Talambanza, Aldeia, Combo, Catenda Tabi e outras (para Camabatela), ou Quimbunda, Luege e Dambi Angola (para Luanda, na Estrada do Café). Outras ainda, nas áreas de Aldeia Viçosa e Vista Alegre.

Luta encarniçada
entre MPLA e UNITA

Um ano depois e com os Cavaleiros do Norte aquartelados no BIA do Grafanil, Angola continuava em estado de guerra (civil), com MPLA e UNITA a rejeitarem qualquer possibilidade de aliança, já que, segundo o Diário de Lisboa,  os dois movimentos «continuavam envolvidos em luta encarniçada em vários pontos do território».
Também dirigentes da FNLA se pronunciaram sobre possível acordo com a UNITA, mas não se passou de palavras. FNLA que retomou Lucala, por onde os Cavaleiros do Norte passaram a 4 de Agosto desse ano (1975), que estava em «posse» do MPLA. Localiza-se entre Salazar e Malanje e era (é) posição estratégica da ligação de Luanda a Henrique de Carvalho
«Travaram-se violentos combates porque a FNLA mostra intenções de avançar para Salazar, que há mais de um mês estava na «posse» do movimento rival», noticiava o Diário Lisboa.
Manuel José
Montez Barreiros

Barreiros, de Santa Isabel, 
faleceu em Angola, em 1975!

O soldado Manuel José Montez Barreiros, dos Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, faleceu em Luanda, capital de Angola, a 20 de Agosto de 1975.
Atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte da Fazenda Santa Isabel, comandada pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes, o Barreiros adoeceu quando o batalhão já estava no Campo Militar Grafanil, a aguardar o regresso a Portugal. 
Transportado de urgência para o Hospital Militar de Luanda, foi-lhe diagnosti-
cada febre tifóide e não resistiu à doença, acabando por falecer. O seu corpo foi trasladado para Portugal no mesmo avião em que regressou a (sua) 3ª. CCAV. 8423 e foi sepultado na sua terra natal, em Aldeia de Além, freguesia de Alcanede, no concelho de Santarém.
Hoje e 43 anos depois da sua morte, o recordamos com saudade, dele fazendo memória viva dos Cavaleiros do Norte. RIP!!!

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

4 231 - A morte do Comandante Viegas, do MPLA, em Carmona!

Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423, todos rádio-montadores e na
parada do Quitexe: 1º. cabo Rudolfo Tomaz, furriel miliciano António Cruz
(que amanhã festeja 68 anos na Póvoa de Santo Adrião, em Loures), 1º. cabo
António Pais e soldado António Silva
O comandante Bundula, da FNLA, com a
esposa, num comício em Aldeia Viçosa
Fernando A.
Vieira (1974)

Um comentário de Fernando Antunes Vieira, sobre os comandantes Bundu-
la (da FNLA) e Viegas (do MPLA) fez a memória navegar no tempo, para um dos dias dos seis primeiros trágicos dias de Junho de 1975, na cidade de Carmona - a actual Uíge.
O PELREC estava a fazer segurança no Hospital Civil e lá chegavam feridos aos mon-
tes. No geral, eram militares e/ou militantes do MPLA, movimento que militarmente estava em desvantagem por aquelas bandas uíjanas, e lá procuravam socorro para as suas dores físicas, feridos nos sangrentos combates da cidade.
A certa altura, começou a circular o boato, um arrepiante boato: «Mataram o Viegas!..., mataram o Viegas!!!...».
Supôs toda a gente, a gente dos Cavaleiros do Norte, que tal Viegas morto seria eu e houve reacções rápidas das NT, suscitando vingança. O apelido era o mesmo, daí a confusão. 
Não era eu, afinal, e ainda bem, e houve o cuidado de, imediatamente, eu mesmo e em voz clara, sem quaisquer códigos, ir descansando, um a um e através da rádio militar, todos os grupos de Cavaleiros do Norte que, em vários pontos da cidade (e no BC12), procuravam e conseguiam garantir a segurança da população civil. O que custasse, custasse.
Carmona em 1975

Comandante Viegas
morto no Imbondeiro!

O que se sabia, o que constava nesse momento, é que o comandante (ou chefe da delegação) do MPLA, de apelido Viegas e julgo que mestiço, tinha sido efectivamente assassinado com requintes de pérfida malvadez. Teriam-lhe, inclusivé, arrancado a barbicha pela pele  esfacelando-lhe o rosto. Nunca saberemos se tal foi assim e verdadeiro.
O civil Fernando Antunes Vieira vem agora refrescar a memória, lembrando que o comandante Viegas teria sido apanhado pelo comandante Bundula no elevador do Edifício Imbondeiro, onde se refugiara.
«Foi apunhalado, eu não vi, mas constava-se lá por Carmona», sublinha Fer-
nando Antunes Vieira, reportando-se aos primeiros dias de Junho de 1975.
- Ver depoimento de FAV, AQUI
... e em 2015, em Lisboa e já civis, no jardim
da Estufa Fria, em 2015, 41 anos depois. As
mesmas caras e uma amizade se sempre!
Os furriéis milicianos Cruz
e Viegas na placa ajardi-
nada da avenida do Qui-
texe, em 1974 e...

Cruz, furriel da CCS, 67
anos em P. Santo Adrião!

O furriel miliciano Cruz foi rádio-montador da CCS do CAV. 8423 e festeja 67 anos a 18 de Agosto de 2018.
António José Dias Cruz era, a par do furriel António Lo-
pes (enfermeiro), um dos mais velhos milicia-
nos dos Cavaleiros do Norte, por ser morosa a sua especialização - o que atrasava as suas mobilizações. Natural de Cardigos, no concelho de Mação, já trabalhava em Lisboa quando cumpriu a sua jornada africana por terras do Uíge angolano - pelo Quitexe e depois por  Carmona. Lá voltou a 8 de Setembro de 1975, já promovido a 2º. sargento miliciano, tal era a antiguidade que atingira na sua vida militar.
Profissionalmente, foi quadro da Câmara Municipal de Lisboa e, já aposentado, divide-se entre as suas casas de Cardigos e Santar (no concelho de Nelas, na Beira Alta) e a da Póvoa de Santo Adrião, no concelho de Odivelas, seu pouso mais habitual e para onde vai o nosso abraço de parabéns!


Correia de Zalala, 66
anos na Nazaré !

Carlos Manuel Delgado Correia foi soldado atirador de Cava-
laria da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, e comemora 66 anos a 18 de Agosto de 2018.
Cavaleiro do Norte da Companhia do capitão  miliciano Davide Castro Dias e, depois, também de Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona, regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 e fixou-se na Vivenda Vinagre, da fre-
guesia de S. Salvador, em Santarém. Sabemos, por informação do furriel mili-
ciano João Dias (TRMS), que reside actualmente na cidade da Nazaré, para onde mandamos o nosso abraço de parabéns!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

4 230 - Comandante na Guerra e ameaças de «caças» a Luanda!



Cavaleiros do Norte  da CCS, no Quitexe. Atrás, Costa 
(TRMS) e 1º. cabo Teixeira (estofador). No meio, o con-
dutor Gaiteiro e o 1º. cabo Malheiro. Em baixo, o 1º. 
cabo Monteiro (Gasolinas) e o Canhoto. Ao lado, o Pe-
reira, que agora faria 66 anos, a 18 de Agosto, e faleceu 
a 21 de Fevereiro de 2018. RIP!!!
Alm. e Brito,
comandante
do BCAV. 8423

O comandante do BCAV. 8423 deslocou-se à Fazenda Guerra no dia 16 de Agosto de 1974, há 44 anos, no âmbito do «programa de contactos sociais e operacionais».

O tenente-coronel Carlos Al-
meida e Brito sempre se fa-
zia acompanhar de alguns oficiais do BCAV. e a comiti-
va era escoltado ora pelo PELREC do alferes António Manuel Gar-
cia, ora pelo Grupo de Combate de uma das 3 Companhias operacionais que ro-
davam pelo Quitexe. Um em cada mês. 
A Fazenda Guerra fica(va) a
poucos quilómetros do Quitexe.

Sublinhada com traço laranja
Por vezes, também pelo Pelotão de Sapadores comandado pelo alferes miliciano Jaime Ribeiro e com os furriéis, também milicianos, Luís João Mosteias, Cândido Eduardo Pires e Joaquim Augusto Farinhas.
A Fazenda Guerra & Companhia ficava relativamente perto do Quitexe. Saía-se da vila pela estrada (picada) para Ca-
mabatela, a caminho das vizinhas sanzalas do Cazenza e Aldeia (que ficavam à esquerda) e, pouco depois do cemitério (do lado direito), cortava-se à esquerda e em frente na picada. Por lá perto, e se a memória nos não ilude, ficavam também a Fazenda Maria Luísa e mais adiante a José Guerra e a Buzinaria.
Ao tempo, já lá vão 44 anos, estava em execução, de acordo como livro «Histó-
ria da Unidade», um plano de «arranjos da rede estradal», a cargo da Junta Au-
tónoma de Estradas de Angola (JAEA), mas com «protecção de escoltas milita-
res». A 23 de Agosto, terminaram os do itinerário para a Fazenda Zalala e con-
tinuaram em curso os da Estrada do Café, entre Vista Alegre e Ponte do Dange - um troço de asfalto que ligava Carmona a Luanda.
O Diário de Lisboa de
16 de Agosto de 1975
noticiava os prepara-
tivos para o ataque
da FNLA a Luanda


FNLA ameaça Luanda
com «caças» Mirage !

Um ano depois. os Cavaleiros do Norte do BCAV. 842 continuavam aquartelados no extinto Batalhão de Intendência e Angola (BIA) e cada vez mais próximos da data do embarque para Portugal - que, todavia, desconheciam.
Luanda estava grávida de boatos e o mais relevante tinha a ver com a possibilidade de a FNLA atacar a cidade. A partir do Norte, de Carmona (de onde menos de duas semanas antes retirara o BCAV. 8423) e do Negage, onde dispunham da base aérea deixada pelos portugueses.
A presença de caças-bombardeiros «Mirage» era dada como certo, como também o descarregamento de muito material de guerra para a FNLA, que ali chegava transportado em aviões «Skymaster».
Os observadores mais alarmistas, citados pelo Diário de Lisboa de 16 de Agosto de 1975, davam como «iminente ataque a Luanda ou, pelo menos, o apoio aéreo a uma possível tentativa para fazer avançar, a partir do Caxito, as forças das FNLA que ali se encontravam numa situação de impasse há mais de um mês».
O António Clara Pereira, à esquerda e no
encontro de Junho de 2017, no RC4, 42
anos depois do regresso de Angola. Aqui,
com o condutor António, ao meio, e o me-
 cânico Simões. Faleceu, de doença, a 2 de
Fevereiro de 2018. RIP!

Pereira, mecânico, faria
66 anos. Faleceu em 2018!


O soldado mecânico Pereira, da CCS do BCAV. 8423, faria 66 anos a 18 de Agosto de 2018. Fale-
ceu a 21 de Fevereiro de 2018.
António da Clara Pereira era natural de Carreguei-
ra, no concelho de Mação, e lá regressou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) jorna-
da africana do Uíge. Durante muitos anos andou «fora do radar» dos Cavalei-
ros do Norte, mas apareceu em 2017, no encontro anual que decorreu no RC4, em Santa Margarida. Felicíssimo por reachar tantos bons companheiros!
Ficámos a saber que trabalhou durante muitos anos na prospecção do petró-
leo nos mares arábicos e que, assim que reformado, se apresentou ao serviço. Isto é: no encontro. E quando alegria todos sentimos por o rever. 
Infelizmente, vítima de doença, faleceu a 21 de Fevereiro de 2018, na sua casa da Carregueira, com um tumor no fígado. Recordamos-lo com saudade. RIP!!!

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

4 229 - Cavaleiros do Norte reforçados; a morte do furriel Jesuíno e do 1º. cabo Simões!

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, todos furriéis
milicianos: Jesuíno Pinto (que lá chegou em Agosto de 1974 e faleceu, de
doença, a 3 de Maio de 2017, em Parada de Gatim, Vila Verde), José Gomes,
António Carlos Letras e Amorim António Martins. 

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda
Santa Isabel. dois não identificados e o 1º. cabo Fer-
nando Martins Simões, que faleceu a 17 de Agosto de
1998. Há 20 anos! RIP!!!

O mês de Agosto de 1974, há 44 anos e em dias indeterminados, foi tempo de reforço de 3 das 4 companhias do BCAV. 8423 - os Cavaleiros do Norte que jornadeavam por terras uíjanas de Angola. 
Uma por uma, cada uma integrou mais um militar, cada. Os seguintes:
- CCS, a do Quitexe: Júlio S. Plácido, cai-
xeiro de especialidade. Dele pouco sabe-
mos, nem do rosto nos lembramos, sendo certo, porém, que não regressou a Portugal com a CCS ou com qualquer outra Companhia do BCAV. 8423. 
Em Julho de 1975 e por razões que também desconhecemos, integrava a CCS e foi pu-
Jesuíno F. Pinto,
Cavaleiro do Norte
da 2ª. CCAV. 8423
nido com 10 dias de detenção, agravada para 15 dias de prisão disciplinar agravada, segundo a ordem de serviço nº. 173. Terá sido esta a razão por que não regressou a Portugal nos dias do BCAV. 8423.
- 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa: Jesuíno Fernandes Pinto, furriel miliciano atirador de Cavalaria. Era natural de Parada de Gatim, em Vila Verde, e lá faleceu, de doença, a 3 de Maio de 2017. Regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975. A sua actividade profissional foi diversa, tendo, por exemplo, sido animador de rádio.
A doença afastou-o da vida activa e nos últimos tempos da sua vida esteve internado numa IPSS de S. José de Areias do Vilar, em Barcelos. Faria 65 anos a 29 de Setembro de 2017.
A memória do companheiro Jesuíno Pinto aqui fica em acta pública. RIP!

- Miguel J. Garcia, do Grupo de Mesclagem do RI 20, em Luanda, e atribuído à 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Santa isabel. Foi promovido a 1º. cabo e dele nada mais sabemos. Muito provavelmente, passou`à situação de licença registada quando, em Dezembro de 1974, tal aconteceu com os grupos de mesclagem.
Fernando Martins Simões, 1º. cabo apontador
de morteiros (louvado) da 3ª. CCAV. 8423, a
da Fazenda Santa Isabel
Fernando Martins
Simões, 1º. cabo
de Santa Isabel

Simões, 1º. cabo de Santa
Isabel, faleceu há 20 anos !
- Louvado pelo BCAV. 8423! 

O 1º. cabo Fernando Martins Si-
mões, apontador de metralhado-
ras da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, faleceu há 20 anos: a 17 de Agosto de 1998. Suicidou-se, por enforcamento. Sofria de esquizofrenia, segundo indicações médicas, que nos foram dadas pela sua única filha (Zaida Martins).
Cavaleiro do Norte da companhia comandada pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes, foi louvado porque «sempre soube pôr em causa uma completa entrega ao trabalho que lhe era solicitado, numa perfeita hones-
tidade nas missões que lhe forma confiadas», como se pode ler na OS º. 165.
O louvor sublinha que o 1º. cabo Simões  «foi militar fundamental em todas as acepções da palavra», para além de ser «com frequência notado como volun-
tário para qualquer tipo de tarefa, dando assim provas repetidas da aberta confiança que nele se deposita».
«Altamente disciplinado e camarada como poucos, auxiliando sempre aqueles que precisavam do seu amparo (...), o seu exemplo e o carácter de que é dota-
do são dignos do merecido louvor», que foi proposto pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes, comandante da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Iabel, e depois atribuído pelo comandnate do BCAV. 8423.
O 1º. cabo Simões voltou à sua casa de Lourinhal, em Penacova, no dia 11 de Setembro de 1975 e por lá fez vida como motorista profissional. O casamento com Maria Esmeralda Gomes da Cruz deu-lhe a alegria da filha Zaida. Para ela e sua mãe vai o nosso abraço solidário e de saudade do homem bom e do com-panheiro de sempre, das terras uíjanas de Angola! RIP!!!

terça-feira, 14 de agosto de 2018

4 228 - Cavaleiros do Norte em contactos operacionais e 5 em festas de anos!


Os furriéis milicianos Américo Rodrigues
e Manuel Pinto, que amanhã festeja 66 anos
em Paredes. Ambos da 1ª. CCAV. 8423,
a da Fazenda de Zalala
Furriel Eusébio
faria 66 anos. Fa-
leceu a 16/5/2014

O tenente-coronel Carlos Almeida e Brito, comandante do BCAV. 8423, esteve em Carmona e no Comando do Sector do Uíge (CSU) a 14 de Agosto de 1974, há 44 anos, para «contactos operacionais».
Os Cavaleiros do Norte, a esse tempo, já amadurecidos em operações na mata uíjana e com experiências acumuladas em mais de 2 meses de comissão, atravessavam, há 44 anos, um período de «com-
pleta modificação da sua actividade operacional, deixando de bater as áreas dos «quartéis» do IN e passando a apertar a malha dos patrulhamentos ao longo de toda a zona de acção».
Ao mesmo tempo, faziam-se «inúmeras visitas a povos e fazendas, em apoio às vidas de todos estes» e o dia 14 de Agosto de 1974 marcou, também, o início de «remodelações temporárias do dispositivo, com vista a garantir a eficiência das actuais acções primárias das NT».
E quais eram elas, as acções prioritárias? Pois, citando o livro «História da Unidade, «a segurança dos centros urbanos e a liberdade de itinerários». E isso cumpriram., exemplarmente, os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423.
Cavaleiros do Norte do PELREC: soldados
 Marcos e Madaleno e 1º. cabo João Pinto,
que amanhã festeja 66 anos na Suíça
Nogueira, condutor
da CCAÇ. 209,
a do Liberato

Furriéis Pinto e Eusébio,
1º. cabo Pinto, Couto e
Nogueira do Liberato !

O dia 15 de Agosto é tempo de festa de anos de pelo menos 5 Cavaleiros do Norte.
- Manuel Moreira Pinto, furriel miliciano de Operações Especiais (Rangers), da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala. Comemora 66, em Paredes.
Adelino Couto, 66
anos no Lousado de
VN de Famalicão
- Eusébio Manuel Martins: furriel miliciano atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423. Faria 66, mas, de doença, faleceu a 16 de Maio de 2014, em Belmonte. RIP!!!
- João Augusto Rei Pinto: 1º. cabo atirador de Cavalaria do PELREC da CCS (e depois da 1ª. CCAV. 8423), do Quitexe (e Zalala). Festeja 66 anos na Suíça, onde está emigrado. Ou no Seixal, onde tem morada portuguesa.
- Adelino Augusto Ferreira do Couto: soldado apontador de metralhadora média, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa. Também festeja 66 anos, na sua residência do Alto do Seixo, freguesia de Lousado, no minhoto concelho de Vila Nova de Famalicão.
- José Luís Nogueira da Costa: soldado condutor da CCAÇ. 209/RI 21, a da Fa-
zenda do Liberato. Natural de Tomar, onde nasceu em 1951, para Angola foi em criança e por lá fez vida pessoal e foi mobilizado. Vive em Almada, aposentado da Carris, e é habitual colaborador deste blogue, festejando 67 anos.
Parabéns para todos.

4 227 - Calma em Luanda e intermináveis bichas nos restaurantes!

Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423 no encontro de 2017, que decor-
 reu no Regimento de Cavalaria 4 (RC4), em Santa Margarida, a unidade mobili-
 zadora e de onde saíram a 29/05/1974, para Lisboa e com destino a Angola
O padre Albino Capela, da Ordem dos Capuchinhos Meno-
res e que sacerdotou no Quitexe, ao tempo dos Cavaleiros
do Norte. Foi ordenado há 52 anos, hoje se passam! 

Os Cavaleiros do Norte, muito expectantes quanto ao seu regresso a Portugal e operacionais para o que desse e viesse,  iam riscando dias do calendário e a 14 de Agosto de 1975 souberam que o MPLA, que controlava Luanda, foi convidado a sair da cidade.
O objectivo era «criar uma zona de paz que permitisse a recepção de refugiados em melhores condições».
O MPLA, porém, opôs-se a sair, argu-
São Morais, contemporânea dos Cavaleiros do Norte
no Quitexe, uma das uíjanas da coluna de Carmona
para Luanda. Na imagem e aqui, frente ao mural
do Colégio Amor de Deus, em Carmona
mentando que «os dois outros movimentos rivais continuam a controlar várias cidades do país», sem que, reportava o Diário de Lisboa, «a sua retirada fosse exigida».

Calma em Luanda e
bichas nos restaurantes!

A cidade de Luanda, capital de Angola,  estava a esse tempo, «com grandes incertezas, apesar da calma que paira(va)».
Havia carência de alimentos,  o que, de acordo com o Diário de Lisboa de 14 de Agosto de 1975, provocava «intermináveis bichas às portas dos restaurantes», que, por sua vez, «apenas conseguem fornecer refeições a uma pequena parte dos seus clientes».
Os Cavaleiros do Norte graduados bem sentiram isso na pele e na carteira, pois, sem serviço de messe no BIA, tinham de calcorrear a cidade para poderem refeiçoar. E às vezes ficavam-se por uns pastéis, ou umas sandes.
São Morais, uma jovem contemporânea do Quitexe, comentava há dias, na página de facebook dos Cavaleiros do Norte que a mãe dela «ia para a bicha do pão às 4 horas da manhã, para arranjar algum» e que, vejam lá do que se lembra, «não havia alhos».
«Temperava o que havia com cascas de alhos e comíamos muitas vezes arroz de atum. E às vezes debaixo de tiroteio», recordou-se São Morais.
Alferes miliciano Fer-
nando António Ramos

Ramos, alferes sa 2ª. CCAV., 68
anos em Vila Nova de Foz Coa!

O alferes miliciano Ramos foi atirador de infantaria e serviu o BCAV. 8423 por um curto espaço de tempo, adido à 2ª. CCAV. 8423. Festeja 68 anos a 14 de Agosto de 2018.
Fernando António Morgado Ramos, de seu nome completo, chegou a Carmona em Maio de 1975, por lá esteve uns dois meses e voltou a Luanda de férias, por lá ficando e fazendo parte das Forças Militares Mistas. Não sabemos a data do seu regresso a Portugal, mas voltou à sua natal terra de Vilas Nova de Foz Coa.
Advogado de profissão, por lá tal magistério exerce, também ligado ao movi-
mento associativo das terras das gravuras rupestres. Por exemplo, aos Bom-
beiros Voluntários. Para lá e para ele o nosso abraço de parabéns!
Os drs. Albino Capela e Mar-
garida Cruz, esposa do alferes
Cruz, em 2013 e no encontro
de SantoTirso


Albino Capela ordenado
sacerdote há 52 anos !

António Albino Martins Vieira Capela, o padre Albino do Quitexe, ordenou-se a 14 de Agosto de 1966, hoje se fazem 52 anos. 
Foi ordenado no Porto, onde terminou Teologia - depois de estudos em Toulose (na França), do noviciado (em Barcelos) e de cursar Filosofia, aos 17 anos (em Salamanca). Antes, e após a escola primária na sua terra natal de Carvalheira, concelho de Terras do Bouro, fez o 5º. ano do ensino secundário em Vila Nova de Poiares. 
Missionou no Quitexe e outras terras do Uíge (Aldeia Viçosa, Cambamba e Vis-
ta Alegre), sendo contemporâneo e companheiro dos Cavaleiros do Norte. Re-
gressou a Portugal e, «com muita pena», abandonou o sacerdócio e a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.
Foi professor, constituiu família em Barcelos e, já com netos, tem um casal de filhos. É participante habitual dos encontros da CCS e hoje o felicitamos por esta  relevante e significativa data da sua vida.- Ver AQUI

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

4 226 - O colapso do Governo angolano: FNLA e UNITA fora de Luanda!

Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, todos furriéis milicianos e à porta do bar
 e messe de sargentos do Quitexe: Ribeiro, Fernandes, Viegas, Belo (de ócu-
los), Bento, Costa e Flora. À frente, Ângelo Tuna Rabiço (que hoje festeja
68 anos em Guimarães), Graciano e Abrantes (de cachimbo)

A imprensa de Luanda falava de «dificuldades de toda a
ordem»
para recolher «as vítimas dos acontecimentos de
 Luanda».
O necrotério da cidade, sublinhava, «reve-
lou-se insuficiente para esta emergência»

Aos 13 dias de Agosto de há 43 anos, Luanda estava «tomada» pelo MPLA, assim admitiam as autoridades portuguesas. 
«Mantém o controlo total da cidade e o seu presidente, Agostinho Neto, está agora em posição de assumir o poder total do Governo central e declarar uni-
lateralmente a independência», noticia-
va o Diário de Lisboa desse dia, citando forças militares portuguesas. 
Notícia do Diário de Lisboa de 13 de Agosto de
1975 sobre «o colapso do Governo de Angola»
As tropas da FNLA, enquanto isso e ainda segundo o mesmo jornal vespertino de Lisboa, «dispuseram-se em torno da capital, a fim de pressionar o movimento rival a fazer conces-
sões políticas».
Os combates na capital angolana tinham ces-sado e 600 homens da FNLA tinham sido eva-
cuados do Forte de S. Pedro da Barra, situado à entrada do Porto de Luanda, e não era pre-
visível, segundo as autoridades portuguesas,  qualquer ataque deste movimento.
Quando à UNITA de Jonas Savimbi, já tinha retirado as suas tropas de Luanda, o que, de acordo com o Diário de Lisboa de 13 de Agosto de 1975, «marcou o colapso do Governo de Angola tripartido que deveria conduzir o país à inde-
pendência, marcada apara 11 de Novembro».
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, a este tempo de há 43 anos, continua-
vam aquartelados nas instalações do extinto Batalhão de Intendência de An-
gola (BIA), agora já minimamente utilizáveis, e mantinham-se como «unidade de reserva da Região Militar de Angola» e à espera de notícias sobre a data do regresso a Portugal. Expectantes quando a tudo o que se passava na terra an-
golana que a 11 de Novembro desse anos de 1975 seria um novo país! 
Furriéis da 3ª. CCAV. 8423: José Querido, Victor
Guedes (falecido a 16/04/1998, de doença e em
Lisboa),  António Fernandes, Agostinho Belo (de
óculos) e Ãngelo Tuna Rabiço, que hoje faz 68 anos

Rabiço,  furriel enfermeiro,
68 anos em Guimarães!

O furriel miliciano Ângelo Tuna Rabiço, enfer-
meiro da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, festeja 68 anos a 13 de Agosto de 2018.
Natural e ao tempo residente na Morgado Ma-
teus, freguesia de Lordelo, concelho de Guimarães, lá regressou após a jornada africana do Uíge angolano. Era (e é) o mais velho dos furriéis milicianos. O tempo de formação dos cursos de enfermagem levava a que todos os furriéis milicianos fossem mobilizados mais tarde que o geral dos combatentes.
Professor do ensino primário era e professor do ensino primário continuou a ser, entretanto aposentado há alguns anos e agora morador em Guimarães, para onde vai o nosso abraço de parabéns! 



domingo, 12 de agosto de 2018

4 225 - Êxodo dos portugueses, 29 mortos e 233 feridos em Luanda!

Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa os alferes milicianos João Machado e
 Domingos Carvalho de Sousa (que hoje festeja 66 anos em Leiria), 1º. sar-
gento Fernando Norte e furriel miliciano Jesuíno Pinto (ambos já falecidos)  
O Diário de Notícias de 12 de Agosto de 1975 noticiou
a barafunda do aeroporto de Lisboa, provocada pelo

êxodo dos portugueses que estavam em Angola


Aos 12 dias de Agosto de 1975 soube-se pela imprensa angolana que, só em Luan-
da e na semana, houve «pelo menos 29 mortos e 233 feridos, entre brancos e negros». 
O Diário de Notícias, matutino de Lisboa (e de que, ao lado,  parcialmente reproduzimos a página 5), noticiava incidentes em vários locais luandinos.
Um grupo de negros, por exemplo e no Bairro do Golfe,  impediu a Cruz Verme-
lha de remover o cadáver de um negro, morto por uma patrulha militar. No Mota, foi incendiada uma residência e apedrejadas viaturas. Civis negros assaltaram e roubaram civis brancos e um soldado, na Estrada da Brigada. 
Os Bairros Rangel e Marçal escaparam aos incidentes mas as forças militares andaram a remover barricadas. Um civil branco armado foi detido, no bairro da Lixeira, depois de fazer vários disparos. Também aqui, um civil negro de um grupo de assaltantes fugiu à perseguição de uma patrulha (abandonando uma pistola) e continuou a remoção de barricadas.
Uma patrulha da PSP foi apedrejada, disparou e deteve 4 elementos de um grupo, entre a Maianga e o Bairro de Alvalade. Um dos detidos era portador de uma bomba.
«Regresso de colonos de Angola e de Moçam-
bique». O acontecimento foi notícia do Diá-
rio de Notícias de 12/08/1975. Há 43 anos!

Êxodo dos portugueses
a fugir da... guerra!!!! 


O aeroporto de  Lisboa registou movimento inusitado, com a chegada de «numerosos portugueses radicados em Angola». E  chegou o navio Infante D. Henrique com«cerca de um milhar de colonos de Moçambique».
O Diário de Lisboa desse 12 de Agosto de 1975 noticiava que «reina a calma na cidade de Luanda, de onde os últimos efectivos da FNLA estavam acantonados no Forte de S. Pedro da Barra, foram já retirados». O forte «foi imediatamente ocupado pela tropa portuguesa». 
O MPLA, ainda segundo o DL,«mantém as suas posições na capital», enquanto a UNITA «também já retirou da cidade», ficando apenas um funcionário - que iria para Nova Lisboa.
A este dia 12 de Agosto de há 41 anos previa-se «a evacuação das restantes forças da FNLA». Por via marítima, tinham sido retirados os 500 combatentes do seu  ELNA que participaram nos recontros do Bairro de Saneamento.  
A cidade continuava sem reabastecimentos alimentares (embora sem «atingir o nível de alarme») e faltava café, gasolina e tabaco. Isto, enquanto no sul «a água se torna rara, a carne é difícil de encontrar e o pão inexistente».
Nova Lisboa «assistia» à saída do MPLA, depois do acordo entre os três movi-
mentos, patrocinado pela tropa portuguesa e «depois das violentas confrontações» entre a FNLA e a  UNITA, «havendo grande número de desaparecidos (...) saques e destruição de habitações», que o DL atribuía aos dois movimentos.
A situação era tanto mais grave quanto à cidade afluíam «dezenas de milhares de refugiados diariamente provenientes de outras zonas, aguardando o avião que os repatriará para a metrópole». Até em Sá da Bandeira,«cidade até aqui liberta de quaisquer incidentes armados, se regista um crescente aumento de tensão». Assim a Angola que ia ser independente a 11 de Novemro de 1975
Alferes Domingos
Carvalho Sousa

Alferes Carvalho, 66
anos em Marrazes !

O alferes miliciano Carvalho,  da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Vi-
çosa, está em festa a 12 de Agosto de 2018: comemora 66 anos.
Domingos Carvalho de Sousa foi atirador de Cavalaria e louvado «pela maneira como sempre soube cumprir toda as missões que lhe foram solicitadas (...),  quer no comando do seu grupo de combate, quer em outras situações em que foi necessária a sua ajuda e trabalho».
O louvor considera que foi «disciplinado, cumpridor, tirando partido o sue espírito alegre, sabendo transmitir estes predicados aos seus subordinados e restante pessoal da sua subunidade», concluindo que isso «muito contribuiu para facilitar a acção de comando em que se enquadrava».
Regressou a Marrazes, em Leiria, trabalhou na área comercial e, agora já aposentado, por lá mora e para lá vai o nosso abraço de parabéns!

sábado, 11 de agosto de 2018

4 224 - Os 66 anos de 3 Cavaleiros do Norte e os 85 da Irmã Maria Augusta!

Cavaleiros do Norte no Natal da escola de Aldeia, ao lado do Quitexe. Da es-
querda para a direita, a Irmã Maria Augusta (que hoje faria 85 anos e faleceu
há 12), NN, alferes Hermida, Pedrosa, Simões, Cruz, Ribeiro e Garcia. À frente,
o padre Albino Capela e um militar não identificado,. todos no meio da miudagem

Os furriéis milicianos Farinhas, que hoje faria 66 anos (e
faleceu a 14 de Julho de 2005, de doença e em Amarante),
Neto e Viegas, na saída do Quitexe e com o inesquecível
Papelino, o pequeno engraxador que nada engraxava

O dia 11 de Agosto está associado ao nascimento de três Cavaleiros do Norte: os furriéis milicianos João Aldeagas e Joaquim Farinhas e o soldado Ângelo Teixeira. Também da Irmã Maria Augusta Capela, contemporânea da Missão do Quitexe.
João Matias Mota Aldeagas, de quem ainda ontem aqui falámos, foi furriel miliciano atirador de Cavalaria, especializado na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém (onde também recrutou), e e agora (e desde que regressou de Angola) empresário do sector agro-pecuário no concelho de Estremoz. 
Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 84233, a de Zalala e do capitão miliciano Davi-
de Castro Dias, integrou  3º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes mili-
ciano Pedro Rosa, com os furriéis milicianos Manuel Moreira Pinto e Victor Manuel da Conceição Gregório Velez.
Foi um grande companheiro da jornada africana do Uíge angolano, de quem sempre falamos com prazer e alegria. Abraço para Estremoz!
Os furriéis milicianos Luís Costa,  do Pelotão de
Morteiros 4281, e  Joaquim Farinhas, do Pelotão
de Sapadores da CCS do BCAV. 8423

Furriel Farinhas
dos Sapadores

Joaquim Augusto Loio Farinhas foi furriel miliciano sapador e integrou o pelotão comandado pelo alferes miliciano Jaime Ribeiro, que também integrava os furriéis milicianos Luís Mosteias e Cândido Pires.
Militar muito reservado e de comportamento até , era, porém, um excelente companheiro do dia-a-dia, com ideias políticas e sociais muito bem vincadas (e que algumas vezes o prejudicaram). Por Razões de natureza disciplinar, deixou a CCS do BCAV. 8423 em Março de 1965, já em Carmona, e dela apenas soubemos em 1995, quando foi organizado o primeiro encontro do BCAV. 8423, em Águeda. Por ele mesmo soubemos, então, que tinha estado emigrado nos Estados Unidos e que, já em Portugal e casado, era guarda-florestal na zona de Amarante, de onde era natural.
Faria 66 anos a 11 de Agosto de 2018, mas, infelizmente, faleceu a 14 de Julho de 2005, vítima de doença. Hoje o recordamos com saudade. RIP!
Ângelo S. Teixeira,
TRMS da 3ª. CCAV.

Teixeira de Santa Isabel,
66 anos em VF de Xira !

Ângelo Simões Teixeira foi soldado de transmissões da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, e festeja 66 anos a 11 de Agosto de 2018.
Natural de Amoreira Cimeira, lugar da freguesia de Portela do Fogo, no concelho de Pampilhosa da Serra, lá voltou a 11 de Setembro de 1975 - no final da comissão em Angola. Migrou, depois para a Grande Lisboa e, actualmente, é empresário do sector do calçado, gestor do Grupo Sitex, com armazém e lojas, nomeadamente na área de Vila Franca de Xira. Para lá vai o nosso abraço de parabéns!
A Irmã Maria Augusta,
com o Ricardo, filho do
alferes Cruz

Irmã Maria Augusta
nasceu há 85 anos!

A Irmã Maria Augusta Vieira Martins, da Congregação da Obra da Imaculada Conceição e Santo António, missionou no Quitexe, no tempo dos Cavaleiros do Norte.
Irmã de sangue do padre Albino Capela, nasceu a 11 de Agosto de 1933, faria hoje 85 anos mas faleceu, de doença, a 21 de Junho de 2006. A mais velha de 9 irmãos da Família Martins Capela, da Carvalheira, em Terras do Bouro, no Gerez, iniciou-se na Congregação da Obra de Santa Zita, passando para a da Imaculada Conceição e Santo António. Nossa contemporânea no Quitexe, continuou em Angola (em Carmona) depois da independência e até 2006. Veio diversas vezes a Portugal e na última sentiu-se mal. Foi hospitalizada em Lisboa e faleceu passadas algumas semanas, de cancro - a  21 de Junho de 2016, aos 73 anos. Hoje a recordamos com saudade! RIP!!!