CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

4 344 - BCAV. 8423 em Santa Margarida e cimeira angolana no Alvor!

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, todos milicianos. Atrás, o alferes Pedrosa
 de Oliveira e o furriel Cipriano Silva. À frente, os furriéis José Fernando Carvalho e Luís Ribeiro Capitão,
que nasceu há 67 anos e faleceu a 5 de Janeiro de 2010, de doença e em Ourém
Três futuros furriéis milicianos da 1ª. CCAV. 8423, que
 viria a ser de Zalala e aqui na instrução do Campo Militar
de Santa Margarida, há 45 anos: Mota Viana, Eusébio
Martins e Plácido Queirós 

Os tempos de há 45 anos, pelo Destacamento do RC4 onde o BCAV. 8423 fazia da sua  formação, foram tranquilos, já com as 3 futuras companhias operacionais minimamente organizadas e segundo a instrução previamente estabelecida.
O BCAV. deveria ter sido formado no 4º. Turno de 1973 de Instrução Especial (IE) da Escola de Recrutas que, de acordo com o livro «História da Unidade», não aconteceu, não se realizou «por condicionalismos diversos». Aconteceu a partir das 9 horas de 8 de Janeiro de 1974, como te aqui relatámos.
Um ano depois e já no uíjano Quitexe da nossa saudade angolana, o comandante Almeida e Brito reuniu com os eleitos da Comissão do MFA para «se obter a  sua actividade o melhor rendimento». Por essa altura e de acordo com o livro HdU, «o MFA, procurando incrementar a sua acção de democratização, foi estendendo as suas actividades às unidades, pelo que houve que nomear a Comissão do MFA/BCAV.», a que esteve reunida com Almeida e Brito.
A primeira página do Diário
de Lisboa de há 44 anos


Cimeira do Alvorno Penina do Algarve

O dia 9 de Janeiro de 1975, há 43 anos, foi véspera do início da Cimeira entre o Governo de Portugal e os três movimentos de libertação de Angola - o MPLA, a FNLA e a UNITA.
O Diário de Lisboa (ver imagem) titulava a toda a lar-
gura da sua primeira página: «Cimeira angolana come-
ça amanhã». E subtitulava: «O general Costa Gomes preside à sessão inaugural». 
Ao tempo, já se sabia que iria decorrer no Hotel Peni-
na, no algarvio Alvor, e que a delegação portuguesa era chefiada pelo major Melo Antunes e incluía Mário Soares (ministro dos Negócios Estrangeiros), Almeida Santos (ministro da Coordenação Inter-Territorial), almirante Rosa Coutinho (Alto Comissário em Angola) e o tenente-coronel Gonçalves Ribeiro (secretário de Estado da Administração Interna de Angola).
A delegações dos movimentos angolanos eram lideradas pelos seus respectivos presidentes: Agostinho Neto (do MPLA), Holden Roberto (FNLA) e Jonas Savimbi (UNITA). Mas, titulava o Diário de Lisboa, «ainda não chegou a Faro qualquer dos presidentes dos três movimentos». Isto, a 9 de Janeiro de 1975, há 44 anos!
Furriel Luís Capitão

Furriel Luís Capitão
nasceu há 67 anos!

O furriel miliciano Luís Ribeiro Capitão, da 3ª. CCAV. 8423, nasceu a 9 de Janeiro de 1952 - há 67 anos. Faleceu há 9, de doença, a 5 de Janeiro de 2010.
Cavaleiro do Norte da Fazenda Santa Isabel (depois do Quitexe e Carmona) e especialista como atirador de Cavalaria, regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975 e fixou-se em Mata do Norte, lugar de Caxarias, freguesia de Urqueira, no município (Vila Nova de) Ourém - o seu chão natal.
Profissionalmente, trabalhou como maquinista da CP e hoje o recordamos com saudade, fazendo memória de um bom companheiro da jornada africana do Uíge angolano. RIP!!! 

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

4 343 - A apresentação formal, há 44 anos, dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423!

O capitão António Martins de Oliveira e os alferes milicianos
 António Albano Cruz, Jaime Ribeiro e António Manuel
 Garcia, todos da CCS do BCAV. 8423 e na Aldeia, sanzala
junto ao Quitexe, na estrada para Camabatela. Ao fundo,

vê a Igreja de Santa Maria de Deus
Os furriéis «Rangers» Neto,
Viegas e Monteiro, no Quitexe

Os primeiros con-
tactos formais da maioria do pessoal do Batalhão de Ca-
valaria 8423 acon-
teceram a 8 de Janeiro de 1974, há rigorosamente 44 anos e depois de sucessivas apresen-
tações de quadros no RC4, a unidade mobilizadora.
A véspera (dia 7) proporcionara «o en-
contro da maioria do pessoal» no Des-
tacamento que iria ser (e foi) o espaço de trabalho operacional, mas no dia de há exactamente 44 anos e de acordo com o Livro da Unidade, «estiveram presentes os quadros do BCAV.», tendo a apresentação «sido precedida de uma palestra a todo o pessoal, na qual foram expressos os princípios e hábitos de vida que teriam de nortear o BCAV. durante o tempo em que, como Unidade constituída, vivesse no RC4 e na Região Militar de Angola».
Os capitães José Paulo Fernandes
 (da 3ª. CCAV.) e José Manuel 
Cruz  (da 2ª. CCAV.)  com o co-
mandante Bundula, da FNLA
O capitão Da-
vide Castro Dias

As 4 Subunidades
do BCAV. 8423 !

A tempo, já estavam apresentados quase todos os quadros operacionais milicianos, nomeadamente os aspirantes e 1ºs. cabos milicianos, futuros alferes e furriéis. Podemos recordar os seus nomes, companhia a companhia:
- CCS, a do Quitexe, comandada pelo capitão António Martins de Oliveira: alferes António Manuel Garcia (Operações Especiais) e Jaime Ribeiro (Sapadores), furriéis Monteiro, Viegas e Neto (Operações Espe-
ciais). O 1º. sargento e responsável pela secretaria era José Claudino Fernan-
des Luzia, já falecido. Também já faleceram, o capitão António Martins de Oliveira e o alferes António Manuel Garcia.
- 1ª. CCAV. 8323, a de Zalala, comandada pelo capitão Castro Dias: alferes Má-
rio Jorge Sousa (Operações Especiais e futuro 2º. comandante da subunida-
de),  Pedro Rosa, Carlos Sampaio e Lains dos Santos (atiradores de Cavalaria) e furriéis Manuel Pinto (Operações Especiais) e, atiradores de Cavalaria, Jorge Barata, Mota Viana, Plácido Queirós, Américo Rodrigues, Victor Costa, Eusébio Martins, José Louro e João Aldeagas).
O 1º. sargento era Alexandre Joaquim Fialho Panasco, já falecido. Também já faleceram os furriéis milicianos Jorge Barata, Américo Rodrigues, Eusébio Martins e, mais tarde apresentado, Manuel Dinis Dias (mecânico-auto). 
O 1º. sargento Ferrnando Norte
e os alferes milicianos Carva-
lo de Sousa e João Machado,
da 2ª. CCAV. 8423
- 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, do capitão José Ma-nuel Cruz: alferes João Machado (Operações Especiais e futuro 2º. comandante da subunidade), João Periquito, Domingos Carvalho de Sousa e Jorge Capela (atiradores de Cavalaria) e furriéis milicianos Carlos Letras (Opera-
ções Especiais) e, atiradores de Cavalaria, António Cruz, Freitas Ferreira, Mário Matos, João Brejo, José Fernando Melo, Rafael Ramalho, José Manuel Costa, José Gomes e
O capitão José P. Fernandes
e o 1º. sargento F. Marchã,
da 3ª. CCAV. 8423
António Artur Guedes. O 1º. sargento era Fernando Mendes Pereira Norte, já falecido.- 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, do capitão José Paulo Fernandes: alferes Augusto Rodrigues (Operações Especiais e futuro 2º. comandante da subunidade), Pedrosa de Oliveira, Carlos Silva e Mário Simões (atiradores de Cavalaria) e furriéis Armindo Reino (Operações Especiais) e, atiradores de Cavalaria, Delmiro Ribeiro, António Flora, António Fer-
nandes, Alcides Ricardo, José Fernando Carvalho, Graciano Silva, António Luís Gordo, Grenha Lopes, Luís Capitão e José Querido. Já faleceram,  Luís Ribeiro Capitão e Victor Guedes, de armamento pesado e que se apresentou mais tarde. Francisco António Gouveia Marchã era o 1º. sargento da secretaria da 3ª. CCAV. 8423.
Idalmiro Vargas
em Vista Alegre
(1975)
Idalmiro Vargas com a esposa
Palmira, em 2017 (Fátima)

Idalmiro, condutor de Zalala,
67 anos no Pico dos Açores !

O soldado condutor Manuel Idalmiro Var-
gas, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, festeja 67 anos a 8 de Janeiro de 2019.
Originário da Ilha do Pico, nos Açores, o Vargas lá regressou a 9 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana do Uíge angolano, onde foi condutor-auto e onde, por negócios, já voltou várias vezes. Faz vida familiar e profissional na povoação de Piedade, em Lajes do Pico, ilhas dos Açores, onde é proprietá-
rio de um posto de combustíveis e armazéns, que vendem de tudo um pouco, e trabalha na área da restauração e do turismo. É conviva indispensável dos encontros anuais dos Cavaleiros do Norte de Zalala - para tal se deslocando expressamente dos Açores. Para lá vai o nosso abraço de parabéns!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

4 342 - O primeiro dia, há 44 anos, dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423

O soldado condutor Henrique Nunes Esgueira, Cavaleiro
do Norte da CCS do BCAV. 8423, que hoje festeja
 67 anos na cidade da Amadora
Comandante Carlos
Almeida e Brito

A apresentação informal dos primeiros quadros do então futuro Batalhão de Cavalaria 8423 acon-
teceu a 7 de Janeiro de 1974, há 44 anos e no Destacamento do Regi-
mento de Cavalaria nº. 4 (RC4), no Campo Militar de Santa Margarida.
A data foi tempo de se conhecerem os primeiros oficiais, sargentos e praças. 
Major José
O. Monteiro
Capitão José
Paulo Falcão
Foi, de acordo com o livro «História da Unidade», tempo de «encontro da maioria do pessoal do futuro Batalhão», do qual já se conhecia o comandante: o tenente-coronel Carlos José Saraiva de Lima Almei-
da e Brito. Que nos impressionou pelo rigor que mostrava, pelas exigências que anunciava, pela distância que parecia querer criar com os subalter-
nos. O tempo viria a dizer-nos que estava ele mais certo com o que fazia, que nós razoáveis na apreciação da sua atitude de comandante do BCAV. 8423.
Vale a pena recordar os nomes dos oficiais quem, já no RC4 nessa data, ou mais tarde chegados, eram oficiais do Quadro Permanente (QP). Além do co-
mandante Almeida e Brito, o major José Luís Jordão Ornelas Monteiro (o 2º. comandante, que viria a ser «desviado» para a Guiné, em vésperas da partida para Angola), o capitão de Cavalaria José Paulo Montenegro Mendonça Falcão (oficial adjunto e de operações), o tenente Acácio Carreira da Luz (chefe de secretaria) e alferes miliciano Gaspar José F. do Carmo Reis - que entretanto foi «julgado incapaz para o serviço militar» e já não seguiu para Angola. Viria a ser substituído por outro alferes miliciano, que ao Quitexe chegou já em Julho 
Capitão médico Manuel Leal
e o tenente Acácio Luz
de 1974: José Alberto Alegria Martins de Al-
meida, oficial de reabastecimentos. 
O quadro de oficiais seria completado já em Angola, com os oficiais médicos milicianos Manuel Soares Cipriano Leal (capitão) e António Honório de Campos (alferes), ambos do quadro do Hospital Militar de Luanda.

Comandante em Carmona
e cimeira em Portugal !

Alferes médico
H. Campos
Um ano depois, Janeiro de 1974 e já em Angola (no Quitexe, onde estava aquartelada a CCS e já também a 3ª. CCAV. 8423), o coman-
dante Almeida e Brito deslocou-se a Carmona para uma reunião no Comando do Sector do Uíge (CSU), pela, segundo o livro «História da Unidade, «necessidade de contactos operacionais» - o que já acontecera no dia 3 e se repetiu a 28 de Janeiro de 1975. Fez-se acompanhar «como em muitos destes contactos» pelo oficial adjunto, o capitão José Paulo Montenegro Mendonça Falcão.
Um outro ao depois, dia 7 de Janeiro de 1975, soube-se que Viana do Castelo «como local provável  da realização da importante cimeira da descolonização, entre o Governo Português e os três movimentos de libertação de Angola» - o MPLA, A FNLA e a UNITA - prevista para o dia 10, a terça-feira seguinte.
O comando Militar do Porto, o BC19 (de Viana) e o Governador Civil de Viana do Castelo não confirmaram tal probabilidade, «a veracidade de tal notícia», como referia o Diário de Lisboa desse dia. Como se sabe, a cimeira viria a decorrer no Hotel Penina, no Alvor, Algarve.
Henrique Esgueira

Esgueira, condutor da CCS,
67 anos na Amadora !

O soldado condutor Esgueira, da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, festeja 67 anos a 7 de Janeiro de 2019.
Henrique Nunes Esgueira apresentou-se no RC4 e no BCAV. 8423 a 14 de Março de 1974, às 20 horas e rodando da Escola Prática de Engenharia, mesmo ao lado do RC4, em Santa Margarida. É natural de Figueira Redonda, lugar da freguesia de Serra, no município de Tomar, aonde regessou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar em Angola. Actualmente, é empresário da construção civil e mora em Alfragide, na Amadora, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

domingo, 6 de janeiro de 2019

4 341 - A morte do 1º. cabo enfermeiro José António Lopes

José António Lopes, 1º. cabo enfermeiro,
faleceu em Vila Nova de Ourém. RIP!
Zona Militar Norte (ZMN)
 em Carmona


O 1º. cabo enfermeiro Lo-
pes foi hoje, dia 6 de Ja-
neiro de 2019, a enterrar em Vila Nova de Ourém, vítima de doença e aos 67 anos de idade.
José António de Oliveira Lopes, de seu nome completo,  integrou os quadros de saúde da Zona Militar Norte (ZMN) e transitou para o BCAV. 8423 aquando da extinção, em meados de 1975, deste órgão de comando regional do Exército Português, que estava instalado na cidade de  Carmona. 
Regressou a Portugal e à sua residência da povoação de Lagoa do Furadouro, da freguesia de Senhora das Misericórdias, no município de (Vila Nova de) Ourém, no final da sua comissão militar em Angola, tendo depois emigrado para França - onde casou com uma senhora francesa. Ultimamente e após a sua saga na diáspora migratória e de novo na sua terra natal, instalou-se como empresário na área da restauração, explorando o café O Painel.
Graves problemas de saúde, do estômago e coração, levaram ao seu faleci-
mento - que ocorreu ontem, tendo o funeral decorrido hoje, 6 de Janeiro de 2019, para o cemitério local. As nossas condolências à família, recordando para sempre um companheiro da nossa jornada africana do Uíge angolano. RIP!!!

4 340 - Negociações da independência entre movimentos e Portugal

Os últimos Cavaleiros do Norte da Fazenda Maria Amélia, todos da 3. CCAV. 8423,
 a de Santa Isabel. De pé, NN, Caroço, NN, Eusébio e Toy. Em em baixo, NN, Ângelo
Teixeira, furriel Carvalho, Jesus e NN. Quem ajuda a identificar os NN´s?
Cavaleiros do Norte da CCS, em frente à secretaria: furriéis
milicianos José Monteiro e Francisco Dias e 1ºs. cabos Miguel
Teixeira e Vasco Vieira (Vasquinho) e, em baixo, João Pires

Os primeiros dias de Janeiro de 1975, pelas bandas do Uíge angolano, foram de muita expectativa quanto à evolução do processo de descolonização, em particular nos primeiros dias do mês e à quanto à Cimeira entre MPLA, FNLA e UNITA - os três movimentos de libertação -, que decorrera em Mombaça, no Quénia, e antecedeu a do dia 10, no algarvio Alvor.
O livro «História da Unidade« refere que esta «iria definir os termos da negocia-
Capitão José P. Fernandes
e 1º. cabo Floro Teixeira
ção da independência de Angola» e que, por isso mesmo, «polarizou todas as atenções». 
Dela falaremos em data mais oportuna.
Por estes mesmos dias uíjanos de há 43 ano, «começou a ser murmurada uma nova remodelação do dispositivo» e a eventual rotação do BCAV. 8423 para Carmona, «dado que o BC12, que desde 1961 guarnecera a capital do distrito do Uíge, iria ser extinto». E assim viria a ser. Na verdade e a 2 de Março desse mesmo ano de 1975, a CCS do BCAV. 8423 rodou para Carmona e para o quartel do Batalhão de Caçadores Nº. 12 (BC12), que fica(va) na saída da cidade e na estrada para o Songo. Começou nesse dia a definitiva remodelação do dispositivo militar dos Cavaleiros do Norte.
Notícia do Diário de Lisboa de 6 de Janeiro de
1975 sobre a situação política em Angola

A cimeira angolana
de Mombaça !

A segunda-feira de dia de Reis de 1975 foi tempo de, logo depois da Cimeira de Mombaça, os presidentes Agostinho Neto (do MPLA), Holden Roberto (FNLA) e Jonas Savimbi (UNITA) viajarem, respectivamente, para Dar-es-Salan (Tanzânia), Kinshasa (via Nairobi) e Gabão e Senegal.
A Lisboa, entretanto, e para participarem na cimeira marcada para o dia 10 (e ainda não se sabia onde), chegaram Lúcio Lara e Lopo do Nascimento, membros do Comité Central do MPLA (vindos de Londres). E aguardava-se  «nos próximos dias» a chegada do presidente Agostinho Neto e Paulo Jorge, do Departamento de Relações Exteriores.
Era, por outro lado, conhecido o comunicado final da Cimeira de Mombaça, apresentado pelos presidentes Jonas Savimbi e Holden Roberto, considerando que «decorreu numa atmosfera de mútua e perfeita compreensão» e que as delegações «chegaram a plataforma política comum, à luz das próximas negociações com o Governo Português para a formação de um Governo Transitório que levará Angola à independência».
A grande novidade tinha a ver com o número de ministros: Portugal sugeria 12 e os movimentos pretendia 17: dois portugueses e cinco de cada movimento.  

Floro Teixeira
Floro, 1º. cabo de Santa Isabel,
67 anos na Quinta do Conde !

O 1º. cabo Floro, enfermeiro da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel e do capitão miliciano José Paulo Fernandes, co-
memora 67 anos a 6 de Janeiro de 2019. Dia de Reis.
Floro Gomes Teixeira é natural de Coimbra e regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, concluída a sua comissão militar em Angola, e fixou-se na Vivenda de S. José, Na Quinta das Laranjeiras, no almadense Laranjeiro. Fez carreira profissional no Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e, já aposentado, mora na Quinta do Conde, em Sesimbra - de onde regularmente colabora com este blogue. Para lá vai o nosso abraço de parabéns!

sábado, 5 de janeiro de 2019

4 339 - Comandante em Vista Alegre e acordo entre MPLA, FNLA e UNITA!

Cavaleiros do Norte da CCS e 3ª. CCAV. 8423 no bar de sargentos do Quitexe. Atrás e da esquerda para
a direita, furriel Flora, Lajes (impedido do bar), 1º. cabo Almeida e furriéis Cardoso e Luís Ribeiro
Capitão - que faleceu há 9 anos. Depois, Carvalho, Reino, Costa e Cruz (de cara meio tapada). Mais à
frente, Rocha, Fonseca, Lopes (atirador) e Bento
Instalações do BCAV. 8423 em Vista Alegre, em foto do 
1º. cabo Carlos Ferreira, de Dezembro de 2012

Vista Alegre foi o destino do comandante Almeida e Brito, na manhã de 5 de Ja-
neiro de 1975, para «estabelecimento de contactos operacionais». Lá se aquarte-
lava a 1ª. CCAV. 8423, a do capitão mili-
ciano Davide Castro Dias - para lá rodada de Zalala, a 21 de Novembro de 1974.
O dia, um sábado, foi tempo de se saber 
Notícia do Diário de Lisboa sobre a actualidade
angolana de há 43 anos
que MPLA, FNLA e UNITA tinham chegado a acordem, em Mombaça, ao fim de 3 dias e no sentido de «travarem as necessárias negociações com Portugal», o que, se acordo com o Diário de Lisboa (que reportou o acontecimento), «representa um passo decisivo para o processo de descolonização de Angola».
O acordo incluía o Enclave de Cabinda, considerado como «inequivocamente, parte inalienável do território de Angola». Por outro lado, assumiram a formação de um Governo de Transição - embora FNLA, MPLA e UNITA tenham decidido também «conservar as suas identidades», decidindo, por outro lado, «cooperar, entre si, em todos os domínios e muito especialmente na descolonização, na integridade do território e na reconstrução nacional».
O Governo Português congratulou-se com «os resultados obtidos nas conversações de Mombaça», na cimeira dos movimentos angolana, como destacava o comunicado conjunto da Presidência da República e da Comissão Nacional de Descolonização.
Cavaleiros do Norte da 3ª. CAV. 8423, a de Santa
Isabel, todos milicianos: furriéis Graciano Silva
e alferes Pedrosa de Oliveira (atrás), furriéis
Luís Capitão e José F. Carvalho

Furriel Luís Capitão
faleceu há 9 anos !

O furriel miliciano Luís Ribeiro Capitão faleceu há 9 anos, no dia 5 de Janeiro de 2018, de doença e em Vila Nova de Ourém.
Atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423, foi um bom companheiro da jornada africana e regres-
sou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975,  
Luís Capitão em
1995, no encon-
tro de Águeda
fixando-se em Mata Norte, em Caxarias, da freguesia de Urqueira, no município de Ourém. Fez carreira profissional na CP e faria 58 anos no dia 9 seguinte ao da sua prematura morte.
A Ordem de Serviço 164, do BCAV. 8423, louva o seu «alto espírito de querer e inabalável vontade de cumprir», para além do «bom trato social, altamente disciplinado e exigente disciplinador» e que se «mostrou sempre como exemplo de camaradas e subordi-
nados». A colaboração na secretaria da 3ª. CCAV. 8423, liderada pelo 1º. sargento Francisco Marchã, «confirmou em pleno toda a confiança já nele depositada, sendo incansável no trabalho, mesmo nas situa-
ções mais delicadas e difíceis que a companhia viveu». Salienta também que «sempre se ofereceu voluntariamente para qualquer missão, por mais espinho-
sa que se apresentasse, merecendo, por tal, ver reconhecida a sua actuação». 
Hoje e aqui, caro Luís Capitão, te recordamos, com saudade e em memória do excelente e solidário companheiro de armas que foste! RIP!!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

4 348 - O último dia, no Quitexe, do Pelotão de Morteiros 4281!

Os alferes milicianos João Leite, comandante do Pelotão
 de Morteiros 4281, Jaime Ribeiro (do Pelotao de Sapadores)
e António Manuel Garcia (do PELREC) 


O Pelotão de Morteiros 4281 - os «Rápidos e Cer-
teiros» - concluiu, a 4 de Janeiro de 1975, há preci-
samente 43 anos, a sua rotação da vila do Quitexe para a cidade de Carmona, «cessando nesta data o reforço dado ao BCAV. 8423», desde a sua «entrada no Sector» do Uíge ango-
lano - que ocorreu a 6 de Junho de 1974.
O PELMOR 4281 era comandado pelo al-
feres miliciano João Leite, um açoreano
Os furriéis milicianos Fer-
nando Pires e Luís Costa,
do PELMOR 4281
que agora (e desde há muitos anos) é empresário de te-cnologias de informação nos Estados Unidos, em San Lorenzo, na Califórnia, casado, pai de um casal e avô de três netos. Partira de Lisboa para Luanda a 16 de Abril de 1974 e, depois de um «estágio» de uns quatro ou cinco dias no Campo Militar do Grafanil, viajou para o Quitexe, galgando os 240 quilómetros da Estrada do Café - que vai de Luanda a Carmona - e onde rendeu um outro Pelotao de Morteiros (o PELMOR 3095), que já ali estava há 28 meses e, no falar do furriel miliciano Luís Costa «completamente cacimbados». 
A rotação do Quitexe para Carmona começara a 10 de Dezembro anterior (de 1974). O Pelotão de Morteiros 4281 tinha sido formado e mobilizado no Regi-
mento de Infantaria 20 (RI20), em Abrantes, e incluía uma meia dúzia de 1ºs. cabos e uns 40 soldados. Regressou a Portugal em Julho de 1975.

Valdemar e Pagaimo, ambos do
 Pelotão de Morteiros 4281
Tiros de G3 a alvos
em... andamento!

O PELMOR 4281 incluía os furriéis milicianos Fernando Pires e Luís Filipe Costa, para além do 2º. sargento Fernando Gomes (que era o responsável pela secretaria). 
A memória lembra-nos um militar com mais de 40 anos, muito alto e magro e meio desengon-
çado, de tez escura e 3 ou 4 comissões, a pri-
meira delas na Índia. Tinha lá a esposa, mas raramente frequentava o bar e messe de sargentos.
O furriel Luís Filipe Costa avivou-nos a memória sobre o 2º. sargento Go-mes: «Era o antigo «chefe» da carreira de tiro de Mafra e uma máquina a fazer tiro de G3. Conseguia saltar de um «burro de mato» em andamento e acertar num alvo em andamento e a uma distância considerável». 
O furriel Luís Filipe Costa é agora aposentado da SONAE e administrador de condomínios em Tavira. Reside no Estoril. O Fernando Pires é reformado da GNR e reside bem perto, em S. Domingos de Rana, embora seja do Porto.
O 1º. cabo Celestino Pagaimo era outro «morteiro» e viria a ser nosso compa-
nheiro em outras andanças da vida pós-jornada africana do Uíge angolano. É natural e residente em Cantanhede e reformado das Brigadas de Trânsito da GNR. E também o Valdemar e o Delmar Alves, de Espinho. Tudo boa gente!
Quem nos pode dar dicas sobre os tantos outros Morteiros 4281 do Quitexe, companheiros da jornada angolana do Uíge?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

4 347 - Comandante no Sector do Uíge e tempo de cimeira(s)!

Cavaleiros do Norte em momento de refeição. Na fila de trás e da direita para a esquerda, Gaiteiro, Serra,
 1º. cabo Malheiro, Aurélio (Barbeiro), 1º. cabo Mendes (de óculos), condutor Miguel e... ? Em primeiro
plano e assinalado, o 1º. cabo João Monteiro (Gasolinas), que amanhã festeja 67 anos. Cabrita, Calçada,
Gonçalves, NN e NN (de costas) e Florêncio. Quem são os quatro em primeiro plano, alguém reconhece?
Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423, ambos 1ºs. cabos
 e na parada do BC12: João Monteiro, o Gasolinas, e Manuel
 Marques, o Carpinteiro (que faleceu a 1 de Novembro de 2011,
de doença e em Ovar)

O tenente-coronel de Cavalaria Carlos Almeida e Brito, comandante do BCAV. 8423, deslocou-se a Carmona no dia 3 de Janeiro de 1975, onde reuniu no Comando do Sector do Uíge (CSU).
A cimeira dos movimentos de libertação de Angola com o Governo de Portugal, projectando a independência da então colónia portuguesa, estava na ordem do dia e foi, seguramente, tema desta conferência de comandantes das Unidades que operavam no Uíge e ali estabeleciam «contactos operacionais». 
Os presidentes Agostinho Neto (MPLA), Holden
Roberto (FNLA) e Jonas Savimbi (UNITA)
 
O BCAV. 8423 era uma delas. 

Movimentos no Quénia
a preparar Portugal

Ao tempo, MPLA, FNLA e UNITA estavam reunidos no Quénia, para prepararem a cimeira do Algarve, ainda não se sabia onde..., mas já se sabia que Portugal iria propor a formação de um Governo Angolano com 12 ministros - três portugueses e três de cada um dos três movimentos.
As delegações eram lideradas pelos respectivos presidentes: Agostinho Neto (do MPLA), Holden Roberto (da FNLA) e Jonas Savimbi (da UNITA).
«Os três movimentos deverão considerar, ainda, as suas posições sobre a proposta portuguesa de dissolver as suas Forças Armadas e formar uma força unificada de defesa integrada junto das tropas portuguesas», reportava o enviado especial do Diário de Luanda, a partir da queniana Mombaça, precisando que «a aceitação desta proposta pressupõe que cada um dos grupo entregasse o controlo militar das áreas onde tem operado e que tonaram durante a dura e cruenta guerra de guerrilha cm os portugueses».
Assim iam os dias descolonizadores de há 43 anos, por terras nortenhas de Angola.

O 1º. cabo Monteiro
em 1975 (em cima) e
2018 (ao lado)

Monteiro, o 1º. cabo Gasolinas,
67 anos em VN de Gaia !

O 1º. cabo João Monteiro, especialista de combustíveis e lubrificantes da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, está em festa de anos: os 67 que comemora a 4 de Janeiro de 2019.
João Fernando Carvalho Dias Monteiro, de seu nome com-
pleto, foi imortalizado com o epíteto de Gasolinas, na jorna-
da africana do Uíge angolano e ainda hoje assim é afectuo-
samente chamado no ambiente da nossa saudade militar. Regressou a Por-
tugal no dia 8 de Setembro de 1975 e fixou-se em Braz Oleiros, na freguesia de Águas Santas, na Maia - onde residia. Actualmente, é empresário do sector oficinal automóvel e reside em Chãos de Monte, em Vila Nova de Gaia. Para lá vai o nosso abraço de parabéns! 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

4 346 - Pré-cimeira angolana em Mombaça, preparando a de Portugal!

Cavaleiros do Norte num bar do Quitexe, em 1974/75. Da esquerda para a direita, 1º. cabo João Monteiro (Gaso-
linas),  NN, José Coelho (sapador, falecido a 13 de Maio de 2008, de doença e em Penafiel), Victor Faustino
 e NN. Quem serão os NN´s? Alguém os pode identificar?
Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423 a caminho das Quedas
do Duque de Bragança: a alferes miliciano Carlos Silva, em
primeiro plano, e o soldado mecânico auto-rodas Victor
Faustino, à esquerda e a espreitar entre o capim

A 2 de Janeiro de 1975, dia dos 23 anos do imortal furriel Luís Mosteias, ficou a saber-se pelas bandas do Quitexe ango-
lano que a cimeira do Governo de Portu-
gal com os três movimentos de liber-
tação de Angola, marcada para o dia 10 seguinte, seria no Algarve. Faltava saber onde, a localidade.
O Diário de Lisboa, vespertino da capital portuguesa, na edição desse dia adian-
tava que «quanto ao local exacto, era
Os presidentes Holden Ro-
berto (FNLA), Agostinho
Neto (MPLA) e Jonas
Savimbi (UNITA)
prematura a divulgação», mas adiantava que se falava em Sagres, no Algarve (local adiantado por um jornal que não identificou) e Vila Real de Santo António, cidade igual-
mente algarvia que «também oferece as condições neces-
sárias para o encontro».O dia foi também de encontro dos presidentes dos três movimentos em Mombaça, no Quénia e com  o presidente Keniatta, justamente para «preparar as negociações com o Governo Português». 
Agostinho Neto, do MPLA, e Holden Roberto, da FNLA, já tinham chegado na véspera e aguardava-se a de Jonas Savimbi, da UNITA, que na véspera ainda se encontrava em Lusaka, capital da Zâmbia e onde estava em conversações com o presidente Kennett Kaunda.
Holden  Roberto viajara de Kinshasa para Nairobi, capital do Quénia (onde já passara a noite), e Agostinho Neto de Dar-es-Salan, capital da Tanzânia, sendo aqui recebido com «excepcionais medidas de segurança» e nem sequer tendo falado aos jornalistas que o esperavam.
O objectivo desta cimeira dos três movimentos de libertação era, recordemos, preparar a de Portugal, na qual se iria preparar a formação do Governo de Transição de Angola, até á independência do território.
Victor M.  Faustino
na Austrália (2015)

Faustino de Santa Isabel,
67 anos na Austrália !

Victor Manuel Faustino, Cavaleiro do Norte da 3ª. CCAV. 8423, da da Fazenda Santa Isabel, festeja 67 anos a 3 de Janeiro de 2919, Na Austrália, onde se encontra emigrado.
Soldado com a especialidade de mecânico auto-rodas, cum-
priu a sua comissão militar angolana também na vila do Qui-
texe e na cidade de Carmona, regressando a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975 e fixando-se em Lisboa, onde morava em Olivais Norte, no 1º. A do Lote 8. Emigrou para a Austrália e por lá fez vida e viu crescer a família, par-
ticipando sempre que pode nos encontros anuais da companhia que por terras de Angola foi comandada pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes. Para lá vai o nosso abraço de parabéns!

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

4 345 - Cavaleiros expectantes no Uíge quanto à cimeira angolana!

Grupo de Cavaleiros do Norte na parada do Quitexe, todos furriéis milicianos: Nelson Rocha e José Pires
(Transmissões), Francisco Neto (Operações Especiais, os Rangers), Luís Mosteias e Cândido Pires
(Sapadores) e António Cruz (Rádio-montador)
Cavaleiros do Norte no alvor de 1975, todos furriéis milicia-
nos. De pé, Neto, um guerrilheiro da FNLA, Graciano e
Fernandes. Em baixo, Cardoso, Querido e Rocha


O ano novo de 1975 «nasceu» tranquilo para as bandas do Uíge angolano, por onde jornadeavam os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423. Iam entrar no seu oitavo mês de Angola e medravam as expectativas quanto ao final das  suas comissões e consequente regresso às suas casas, aos seus chão natais e ao conforto, segurança e afecto dos seus familiares e amigo.
O dia 1 de Janeiro de 1975 foi a uma quarta-feira e tempo de se saber que os três movimentos emancipalistas de Angola se iriam reunir no dia 3 seguinte, uma sexta-feira e «numa cidade do Quénia», para prepararem a Cimeira com o Governo de Portugal. Seria em Mombaça e com participação dos presidentes Agostinho Neto (do MPLA), Holden Roberto (da FNLA) e Jonas Savimbi (da UNITA).
O objectivo era, de acordo com o Diário de Lisboa de 1 de Janeiro de 1975 - há 43 anos!!!... -, «essencialmente um concerto de opiniões entre os três presi-
dentes», com vista à Cimeira então prevista para Portugal e em Poretugal. 
A dita cimeira viria, de acordo com o livro «História da Unidade», a «polarizar todas as atenções», pois que, assim se expectava, «iria definir os termos das negociações da independência de Angola». 
O objectivo da cimeira em território português europeu seria (era), ainda se-
gundo o Diário de Lisboa, «a formação de um Governo de Transição que encaminhara Angola para a independência».
Os furriéis milicianos Viegas e Mosteias no varan-
dim do bar de sargentos do Quitexe,. em 1974/75

Furriel Mosteias faria 67
anos! Faleceu em 2013!

O furriel miliciano Mosteias comemoraria 67 anos a 2 de Janeiro de 2019. Faleceu, de doença, a 5 de Fevereiro de 2013!
Luís João Ramalho Mosteias, Sapador de In-
fantaria de especialidade militar, foi (é!...) inesquecível companheiro da jornada africana que levou os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 às terras uíjanas do norte de Angola. Companheirismo que, tão natural era, tão espontâneo e tão sentidamente vivo, galgou as ta-
probanas da vida e se multiplicou pelos anos fora, até e depois da sua ines-
perada morte, vítima de grave doença, já lá vão quase 5 anos.
Hoje, que é véspera dos 67 anos que faria, o recordamos com imensa e perma-
nente saudade, em memória de um grande companheiro da vida militar que nos levou aos chãos de Angola e que eternamente será inesquecível! RIP!!!
Mário Costa,
clarim de Zalala
em 2017

Costa, clarim de Zalala, 

67 anos em Fernão Ferro

O soldado clarim Costa, Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, está hoje em festa, dia 1 de Janeiro de 2019: comemora 67 anos em Fernão Ferro.
Mário António Figueiredo da Costa, é este o seu nome completo, regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, no final da sua comissão angolana, e fixou-se em Vale de Figueira, lugar da freguesia de S. João da Talha, concelho de Loures - o seu sítio natal. A vida «levou-o» para outras bandas, no outro lado do Tejo, e, actualmente, reside em Fernão Ferro, no concelho do Seixal, para onde vai o nosso abraço de parabéns!