CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!
CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
quinta-feira, 19 de setembro de 2019
4 816 - A passagem à disponibilidade dos Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423
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| Cavaleiros do Norte na varanda do BC12, em Carmona: alferes milicianos Machado e capitães José Paulo e José José Diogo Themudo, que hoje festeja 78 anos em Lisboa |
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| Cavaleiros do Norte |
Os Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423 passaram à situação de disponibilidade no dia 19 de Setembro de 1975, 11 dias depois da chegada de Angola. Há precisa-
mente 44 anos! Era o fim de um ciclo!
A nova situação militar decorria da con-
clusão da campanha africana de Angola
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| A caderneta militar do furriel Viegas |
A unidade mobilizadora para Angola foi o Regi-
mento de Cavalaria nº. 4. em Santa Margarida, e o BCAV. 8423 «começou a existir cerca de Outubro/Novembro de 1973, com a mobilização da maioria dos seus quadros», como se lê no livro «História da Unidade».
O primeiro encontro da maioria do pessoal, todavia, só se deu a 7 de Janeiro de 1974, por não se ter realizado, em Dezembro de 1973, o 4º. Turno de Ins-
trução Especial. Os contactos formais começaram no dia seguinte, no Destacamento do RC4, «numa reunião em que estiveram presentes os quadros do BCAV., precedida de uma palestra a todo o pessoal».
A partida para Angola começou a 29 de Maio de 1974, quando, nos TAM, voou para Luanda a CCS. Seguiram-se, a 1ª. CCAV. 8423 (dia 30), a 2ª. CCAV. (3 de Junho) e 3ª. CCAV. (5). Todas aquarteladas no Campo Militar do Grafanil.
O regresso a Portugal, como ainda há semanas aqui recordávamos, foi no dia 8 de Setembro de 1975 (quando chegou a CCS), depois a 1ª. CCAV. 8423 (no dia 9), a 2ª. CCAV. 8423 (a 10) e a 3ª. CCAV. (a 11).
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| José Diogo Mota e Silva Themudo |
Coronel José Themudo,
78 anos em Lisboa !
O coronel José Diogo Themudo, 2º. comandante do BCAV. 8423, festeja 78 anos a 19 de Setembro de 2019 e em Lisboa.
José Diogo da Mota e Silva Diogo era capitão de Cavalaria quando, em Março de 1975, foi convidado pelo tenente-coronel Almeida e Brito para assumir as funções de 2º. comandante, vagas desde a nossa partida para Angola. Foi louvado «pelas elevadas qua-
lidades militares demonstradas no desempenho das funções (...), aonde deu as melhores provas da sua comprovada competência profissional».
O documento, referindo-se ao «grave conflito armado entre movimentos de libertação», nos primeiros 6 dias de Junho de 1975 e em Carmona, diz que «soube obter o melhor rendimento do escasso pessoal de que dispunha e, ao mesmo tempo, accionar a segurança a elevado número de refugiados que solicitaram a protecção das NT».
«De completa serenidade perante tais acontecimentos, sem que tivesse horas de descanso, demonstrou a maior ponderação, coragem, espírito de missão e de sacrifício, qualidades que deram certezas aos seus subordinados da acção do comando que se lhes pedia», sublinha o louvor ao agora coronel aposentado José Diogo Themudo.
Mora em Lisboa e para ele vai o nosso abraço de parabéns!!
quarta-feira, 18 de setembro de 2019
4 815 - Pilhagens entre o Quitexe e Aldeia Viçosa! FNLA em Luanda!
O Quitexe. À esquerda, as casernas do PELREC (a primeira) e dos sapadores. O
edifício do comando é o que fica na esquina da avenida. Vê-se, à sua es-
querda, a porta d´armas, já ligeiramente diferente no tempo dos Cavaleiros
do Norte. Estes edifícios já não existem!
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| A notícia da chegada a FNLA a Luanda. Há 4 anos, Setembro de 1974! |
Pilhagens da responsabilidade de guerri-
lheiros da FNLA, como acentua o livro «História da Unidade», e pela zona de acção do Quitexe e quando se «procu-
rava contrariar esta acção de banditismo com o lançamento de patrulha-
mentos inopinados». Ao tempo, preocupava-nos acentuadamente o comportamento dos homens da FNLA que, e de novo cito o livro «HdU», «à aproximação das NT, se furta(vam) ao contacto» - razão por que «consequentemente não se evita a acção já realizada ou a realizar, pois a presença das NT não é, e não pode ser, contínua».
A FNLA era a mesma que, no mesmo dia, anunciava que se ia instalar na capital de Angola. Era, como se lê no recorte do jornal de faz hoje 45 anos, «o primeiro dos três movimentos emancipalistas de Angola a abrir escritório em Luanda». Sonhava-se, então, com a formação de «uma frente unida entre a FNLA, o MPLA e a UNITA». Não viria a ser assim, como se sabe!
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| Capitão José Diogo Themudo |
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| JD Themudo em 2019 |
Coronel Themudo,
78 anos em Lisboa!
O agora coronel José Diogo da Mota e Silva Themudo foi 2º. comandante dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 e festeja 78 anos a 29 de Setembro de 2019.
Oficial de Cavalaria e ao tempo (em 1975) com a patente de capitão, assumiu essas funções em Março de 1975, por convite do comandante Carlos Almeida de Brito, e, por elas,louvado «pelas suas elevadas quali-
dades militares demonstradas» e, como se lê na Ordem de Serviço nº. 174 «a comprovada competência profissional». Regressou a Portugal e prosseguiu a sua carreira militar, até à aposentação. Mora em Lisboa muito dedicado às causas hípicas, e para ele vai o nosso abraço de parabéns!
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| Carlos Ferreira |
Ferreira da CCS, 67
anos em Santarém !
Carlos Alberto da Piedade Ferreira foi cozinheiro da CCS, a Companhia dos Cavaleiros do Norte do Quitexe.
Regressou a Portugal a 8 de Setembro de 1975 e fez carreira profissional como motorista do Hospital Distrital de Santarém. Já aposentado, mora em Achede nos arredores da cidade escalabaitana, e foi o organizador do encontro da CCS de 2018. Parabéns!
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| Francisco Pisco |
Pisco de Aldeia Viçosa,
67 anos em Loures !
O 1º. cabo Pisco, da 2º. CCAVB. 8423, a de Aldeia Viçosa, celebra 67 anos a 19 de Setembro de 2019.
Atirador de Cavalaria e Francisco de Jesus Pisco de nome completo, regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, fixando-se em Dáspera, lugar da freguesia de Alvito da Beira, concelho de Proença-a-Nova - a sua terra natal. Mora agora em Vale de Figueira, freguesia de S. João da Talha, município de Loures, para onde vai o nosso abraço de parabéns! em Luanda
terça-feira, 17 de setembro de 2019
4 814 - MPLA a prepara o ataque a Carmona e Uíge, a «terra da FNLA»!
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Holden Roberto a 32 quilómetros de Luanda, numa altura,
há 44 anos, em que o MPLA preparava o assalto as posi- ções da FNLA, em Carmona e no Ambriz. Os Cavaleiros do Norte já estavam em Portugal e muito... expectantes |
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, há 44 anos, continuavam a sua adaptação ao Portugal novo, um Portugal que medrava em democracia revolucionária, mas sempre atentos aos que se passava em Angola. Que nos ficara no coração!
Achá(va)mos um outro país, que procurávamos conhecer - o que era, como era e para onde caminhava... -, um país semeados de dúvidas e interrogações! Mas... e Angola?
Há precisamente 44 anos, reportava o Diário de Lisboa que «em Luanda, a calma é total», assim como «nas frentes de combate angolanas». As agências internacionais, no entanto, davam conta que «é provável que o MPLA esteja presentemente a reagrupar as suas forças para uma grande ofensiva na frente norte, contra Ambriz e Carmona, principais bastiões da FNLA» - que, frisava o jornal, estava «isolada e com grandes dificuldades de reabastecimento, dado que as principais vias utilizadas para o efeito se encontram sob controlo do MPLA».![]() |
| Notícia do Diário de Lisboa de 17 de Setembro de 1975. A imagem é da primeira página e está reproduzida acima (recolhida na net) |
Movimentos calmos,
nas... aparências!
O território angolano não registava confrontos importantes, desde o fim de semana anterior (dias 13 e 14) e «entre os três movimentos». «Esta calma poderá corresponder a uma reorganização militar dos diversos campos, antecedendo novas batalhas», relatava o vespertino da capital portuguesa - que eu, ao tempo, procurava em Águeda, aos fins de tarde, para ir sabendo notícias de Angola.
O Exército Português, ainda segundo o DL, «continua(va) a observar a neutralidade activa prevista nos Acordos do Alvor», essencialmente concentrado em Nova Lisboa e Luanda - as duas maiores cidades angolanas e onde se encontrava a maior parte dos portugueses que pretendiam voar para Lisboa - os refugiados, ou retornados, como lhes chamavam.
«Este êxodo da população branca já há vários dias que vem enfraquecendo», reportava o DL da há 40 anos. Deu-se até o caso de, na segunda-feira anterior (dia 15), um avião diário da UTA, fretado pelo Governo Francês, não ter qualquer passageiro para embarcar para Lisboa. Um Boeing 707, da Força Aérea Alemã, e um «Iliiuchin», da Alemanha do Leste, «tinham já embarcado os «desalojados» inscritos nos seus voos».
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| João Leirinha |
Leirinha de Zalala, 67
anos em VN de Gaia !
O soldado João Ramos Leirinha, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, festeja 67 anos a 18 de Setembro de 2019.
Atirador de Cavalaria de especialidade, integrou o Grupo de Com-
bate comandado pelo alferes miliciano Mário Jorge de Sousa, com os furriéis Victor Costa, Baldy Pereira e Évora Soares. Actualmente reformado, regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, fixando residência na Rua da Liberdade, em Canidelo, freguesia de Vila Nova de Gaia.
Para lá e para ele vai o nosso abraço de parabéns!
segunda-feira, 16 de setembro de 2019
4 813 - OS LUTOS DOS CAVALEIROS D 3ª. CCAV. 8423! A MEDALHA DOS COMBATENTES!
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| Jorge C. Grácio, o Spínola que faleceu de acidente |
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| Os furriéis milicianos Manuel Capitão (falecido a 05/01/2010) e João Cardoso |
Os Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, foram os últimos a regressar a Portugal, os última a sair do Quitexe, das duas últimas Companhias a abandonar Carmona.
O comandante era o capitão miliciano José Paulo Fernandes e foram também os últimos a
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| Manuel Barreiros |
Foi a primeira a ter baixas, por morte do soldado Bernardo Oliveira, da incorporação local e vítima de acidente de viação, em Julho de 1974, 45 anos.
Bernardo Oliveira pertencia dos Grupos de Mesclagem do RI20, atribuído à 3ª. CCAV., a de Santa Isabel - por onde jornadeavam os alferes milicianos Barros Simões, Pedrosa de Oliveira e Carlos Silva. E o 1º. sargento Marchã e os furriéis milicianos Querido, Guedes (falecido a 16/04/1998, de doença e em Lisboa), Fernandes, Belo e Rabiço, Flora, Ricardo, Carvalho, Lino, Graciano, Gordo, Lopes, Capitão (f. a 05/01/2010, de doença e em VN de Ourém), Cardoso e Reino.
Ainda em Angola, faleceram Manuel Joé Montez Barreiros (a 20 de Agosto de 1975, de doença) e Jorge Custódio Grácio, o Spínola (vítima de acidente, a 2 de Julho do mesmo ano).
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| O BC12, na saída de Carmona para o Songo |
Luanda sem FNLA
e sem UNITA
Há 44 anos, entretanto, a pré-independência angola continuava a semear medos e morte, pelo chão regado de sangue. Luanda, sem FNLA e UNITA, aparentava calma e as Forças Armadas Portuguesas procuravam cumprir o papel de isenção acordado no Alvor.
O movimento de Agostinho Neto, no terreno, «reagrupava forças para uma grande ofensiva militar na frente norte». Além do Ambriz, mais marítimo, o objectivo era Carmona, um dos grandes (e últimos) bastiões da FNLA.
A terra dos Cavaleiros do Norte!
A medalha dos
combatentes
Oficiais, sargentos e praças do BCAV. 8423, todos eles, foram galardoados com a Medalha Comemorativa das Campanhas do Exército Português, com a legenda «Angola 74-75».
A medalha será idêntica à da imagem, mas receio que algum Cavaleiro do Norte a tenha recebido. Eu não recebi, nem nenhum dos companheiros que contactei - a maior parte deles, de resto, ignorando até tal condecoração.
A medalha foi criada em 30 de Novembro de 1916, pelo Decreto nº. 2870, em conjunto com a Cruz de Guerra, a Medalha Comemorativa de Campanhas comemora as campanhas das Forças Armada Portuguesas fora de Portugal metropolitano, principalmente face ao contexto da entrada portuguesa na 1ª. Guerra Mundial.
A medalha é atribuída «aos militares que tenham servido em situação de campanha» (Art. 46.º do Regulamento de 2002). Funciona como medalha geral, sendo cada campanha específica indicada pela colocação de uma passadeira na fita, com a identificação da comissão militar.
O comandante Almeida e Brito, no Livro da Unidade, não se reportando directamente às medalhas, sugere aos Cavaleiros do Norte que «pela vida fora recordem esta vossa passagem pela vida militar, porquanto ela forçosamente terá deixado marcas positivas na vossa formação de homens de amanhã».
Passados exactamente 44 anos, aqui andamos nós - desde Abril de 2009 - a falar da nossa jornada em chão angolano do Uíge.
domingo, 15 de setembro de 2019
4 812 - A ofensiva do MPLA, para norte e a caminho de Carmona!
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Carmona, a estrada para o Quitexe, em Dezembro de
2012 (foto de Carlos Ferreira, 1º. cabo da 1ª. CCAV.
8423, a da Fazenda de Zalala)
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O domingo de 14 de Setembro de 1975 foi tempo de os Cavaleiros do Norte continuarem a sua adaptação ao Portugal novo e, também, de ofensiva do MPLA em duas frentes; a sul e norte. Aqui, após duros combates com a FNLA, próximo da cidade de Duque de Bragança.
Um comunicado do movimento de Agostinho Neto, distribuído em Luanda, relatava que «as forças rivais bateram
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| Noticia do Diário de Lisboa |
em retirada».
Duque de Bragança era (é) bem perto
to das famosas quedas de água o mesmo nome (agora, Calandula) e as forças do MPLA, a esta data de há 44 anos, aprestavam-se a conquistar a cidade, no caminho para Carmona, onde se concentrava a FNLA. Ainda havia o Negage (e a sua estratégica base aérea) pelo meio.
«Esta ofensiva do MPLA insere-se - noticiava o Diário de Lisboa de 15 de Setembro de 1975 - na progressão das suas forças rumo a Ambriz e Carmona, iniciada após a expulsão da FNLA da área da Barra do Dande».![]() |
| Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423 na parada do BC12, em Carmona! |
A queda de Carmona
em Janeiro de 1976
Carmona, a actual cidade de Uíge, só viria a ser tomada a 4 de Janeiro de 1976, depois de o MPLA ocupar pontos essenciais de todo o noroeste angolano, quase sem combater, com a excepção do Negage - onde o ELNA ofereceu «uma desesperada resistência».
A primeira coluna das FAPLA´s, alías, «foi massacrada e obrigada a recua». A artilharia, já na semana de Natal de 1975, faria a diferença e ocupara o aeroporto do Negage, abrindo caminho para Carmona.
As tropas do ELNA que resistiram no Negage, recuaram e dispersaram-se, muitos refugiaram nas matas de Capuku, Quitexe (o «nosso» Quitexe!!!...), Songo, Kimbele, Nsoso e outras localidades, onde, como agora se sabe, continuariam a resistir por vários anos. Não sei quantos, nem como.
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| Carlos Carvalho |
Carvalho de Santa Isabel,
67 anos na Mealhada !
O soldado Carvalho, da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, festeja 67 anos a 15 de Setembro de 2019.
Carlos Alberto Baptista de Carvalho foi atirador de Cavalaria e regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975 - depois de, para além de Santa Isabel, também ter passado pelo Quitexe e Carmona, antes do tempo final do Campo Militar do Grafanil.
Fixou-se no Barcouço, da Mealhada, de onde é e onde reside. Parabéns!
sábado, 14 de setembro de 2019
4 811 - O louvor da Região Militar de Angola aos Cavaleiros do Norte!
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| O louvor da Região Militar de Angola (RMA) ao BCAV. 8423 |
| Comandante Carlos Almeida e Brito do BCAV. 8423 |
Uma jornada de momentos trági-
cos, perigosos e também epopei-
cos, porque os Cavaleiros do Norte não recuaram, nunca, ante qualquer perigo e, mesmo arriscado a suas vidas, salvaram as de muita gente.
«Valeu a ena vosso servir, em rol,do Exérci português», escreveu o comandante Almeida e Brito, no livro «História da Unidade», a encerar as memórias que narrou dos 15 meses em que «honrámos lema da nossa unidade mobilizadora», o RC4. Todos nós, sublinhou o então tenente-coronel Almeida e Brito, «praticámos o nosso «querer e saber querer», fazendo todos nós que o BCAV. 8423 fosse um todo».
Publicamo-lo na íntegra:
Louvo o BCav 8423 porque durante o tempo em que prestou serviço no Norte de ANGOLA, nas áreas do QUITEXE e de CARMONÁ, manifestou sempre uma grande determinação, uma constante vontade de bem cumprir, um elevado espírito de disciplina e uma noção perfeita de como uma Unidade se deve adaptar às tarefas que haja que executar de perfeita harmonia com as determinações dos seus superiores hierárquicos.
Da sua acção muito beneficiaram as populações locais de todas as etnias pois pelo justo e equilibrado tratamento das missões que o BCav 8423 cumpriu ressaltaram, além das características já referidas, a aplicação de um espírito humanitário que o guindou a posição de grande admiração e respeito pela forma como conseguiu, em atitude de perfeita isenção, proteger todos os que às suas instalações se acolheram e posteriarmente manter a mesma atitude, para, finalmente, cumprir com brilhantismo uma das que certamente foi a sua mais delicada e difícil tarefa.
Da acção de todas as suas Praças, Sargentos e Oficiais se fica a dever, tanto na área do QUITEXE como na de CARMONA, o estabelecimento de um clima de segurança efectiva pelo que é com a maior justiça que em simples louvor se leva ao conhecimento de todos a forma como o BCav cumpriu a sua missão, dentro do maior espírito de disciplina, evidenciando qualidades hoje já muito raras, constituindo assim uma Unidade que mercê da acção do Comando e seus graduados nunca conheceu a chamada crise de disciplina, cumprindo exemplarmente todas as tarefas de que foi incumbido, grande parte delas em período muito sensível do processo de descolonização de ANGOLA.
Da sua acção muito beneficiaram as populações locais de todas as etnias pois pelo justo e equilibrado tratamento das missões que o BCav 8423 cumpriu ressaltaram, além das características já referidas, a aplicação de um espírito humanitário que o guindou a posição de grande admiração e respeito pela forma como conseguiu, em atitude de perfeita isenção, proteger todos os que às suas instalações se acolheram e posteriarmente manter a mesma atitude, para, finalmente, cumprir com brilhantismo uma das que certamente foi a sua mais delicada e difícil tarefa.
Da acção de todas as suas Praças, Sargentos e Oficiais se fica a dever, tanto na área do QUITEXE como na de CARMONA, o estabelecimento de um clima de segurança efectiva pelo que é com a maior justiça que em simples louvor se leva ao conhecimento de todos a forma como o BCav cumpriu a sua missão, dentro do maior espírito de disciplina, evidenciando qualidades hoje já muito raras, constituindo assim uma Unidade que mercê da acção do Comando e seus graduados nunca conheceu a chamada crise de disciplina, cumprindo exemplarmente todas as tarefas de que foi incumbido, grande parte delas em período muito sensível do processo de descolonização de ANGOLA.
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| Almeida, Rebelo e Duarte cozinheiros da CCS |
Duarte, cozinheiro da CCS,
67 anos em Castelo Branco
O soldado cozinheiro Joaquim Ressurreição Duarte, da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, festeja 67 anos a 14 de Setembro de 2019.
Oriundo de Almacede, freguesia de Castelo Branco, lá voltou a 8 de Setembro de 1975, quando concluiu a sua comissão militar em Angola. O pouco que sabemos dele é que morará agora na cidade albicastrense, na Rua do Proença, e para ele vai o nosso abraço de parabéns!
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| Artur Gameiro |
65 anos em (VN de) Ourém
O soldado Artur Mendes Gameiro, da 2ª. CCAV. 8423, comemora 65 anos a 14 de Setembro de 2019.
Clarim de especialidade, este Cavaleiro do Norte da Companhia de Aldeia Viçosa regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975 e fixou-se na sua casa do Cercal, na freguesia de Espite, em Vila Nova de Ourém - o município a que pertence Fátima. Ainda lá vive, participa nos encontros anuais da 2ª. CCAV. 8423 e para lá e para ele (o «caçula» de AV) vai o nosso abraço de parabéns!
Clarim de especialidade, este Cavaleiro do Norte da Companhia de Aldeia Viçosa regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975 e fixou-se na sua casa do Cercal, na freguesia de Espite, em Vila Nova de Ourém - o município a que pertence Fátima. Ainda lá vive, participa nos encontros anuais da 2ª. CCAV. 8423 e para lá e para ele (o «caçula» de AV) vai o nosso abraço de parabéns!
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
4 810 - Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 no Portugal novo de 1975!
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| Furriéis milicianos António Carlos Letras, José Manuel Costa (que hoje festeja 64 anos; pa-ra-béns!!!), António Artur Guedes e José Gomes, em momento de leitura de correio, em Aldeia Viçosa |
O que, na verdade, nem era nada de especialmente novo. Foi tempo, também - e isso era, em boa verdade, o que mais lhes interessava - de continuarem a sua adaptação a um país novo, levedado nos ares da revolução de Abril de 1974, a 25! E «embriagado» pelas mutações políticas que se repetiam, numa altura em que Pinheiro de Azevedo continuava por completar o VI Governo.
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| Furriéis milicianos José Monteiro e Domingos Peixoto (adido) nas traseiras da messe de Carmona |
A UNITA, que a ocupava (?), ou o MPLA, que a desejava conquistar? Ou a mesma UNITA que a perdera e a pretendia reconquistar?
Na verdade, no «combate» da contra-informação, quer um movimento quer outro reclamavam «vitória nas confrontações» bélicas.
Do Uíge, militarmente controlado pela FNLA, nada se sabia - para além do assumido propósito do MPLA ir conquistar a cidade e a província do norte angolano, assim como a do Zaire - os dois grandes bastiões do movimento de Holden Roberto, suportados pelas forças do seu ELNA, o Exército de Libertação Nacional de Angola.
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| Os furriéis milicianos Victor Costa e José Nasci- mento, ladeando o soldado Leão de Zalala |
«Alguns dos que partiram, começaram a regressar. Os aviões que vêm de Lisboa, que no mês passado voltavam vazios, transportam todos os dias centenas de pessoas que voltam», sublinhava o jornalista francês da AFP, dando ainda conta de ter lido nos jornais que «há calma em Luanda».
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| Furriéis milicianos Querido, Guedes (falecido a 16/04/1998, de doença) e António Fernandes. Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a d |
Monteiro da CCS,
67 anos de vida !
O soldado condutor Armando Monteiro dos Santos, da CCS, a do Quitexe, festeja 67 anos a 13 de Setembro de 2019.
Cavaleiro do Norte do Parque-Auto comandado pelo alferes miliciano António Albano Cruz, regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, depois de cumprida a sua (e nossa) comissão militar e fixou-se na Quinta dos Bentos, na Guarda - de onde é natural. Nada mais sabemos dele, mas para ele vai o nosso abraço de parabéns!
Botelho de Aldeia Viçosa,
67 anos em Lisboa !
O soldado cozinheiro Belarmino Botelho, da 2ª. CCAV. 8423, festeja 67 anos a 13 de Setembro de 2019.
Belarmino da Conceição da Silva Botelho residia em Mós, lugar da freguesia de Ferreirim, em Lamego, e la voltou a 10 de Setembro de 2019. O que sabemos dele tem a ver com a residência actual, em Lisboa (Rua Brunilde Júdice), para onde vai o nosso abraço de parabéns!
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
4 809 - O Dia 1 de todos os Cavaleiros do Norte em Portugal!
Os Cavaleiros do Norte, há 44 anos, já estavam todos pelas suas casas, chegados em 4 levas seguidas do Boeing dos TAM, de 8 a 11 de Setembro de 1975, nos colos íntimos das famílias e felizes pelo regresso são e sereno.
O BCAV. 8423 tinha cumprido a sua missão, felizmente sem mortos em combate, e, apesar dos alguns constrangimentos que ainda se sentiam, eras imensas alegrias e as aleluias de vida que nos enchiam a alma, revendo familiares e amigos, cheiros e chãos dos nossos tempos anteriores à jornada angolana, e já lá iam 4 dias: já íamos 12 de Setembro de 1975! Hoje se fazem 44 anos!
O disco da história que contávamos a toda a gente, repetindo emoções e repetindo as memórias frescas a nossa jornada angolana do Uíge, sucedia-se a cada esquina e encontro. «Como é que aquilo está, por lá? (...). É verdade isto e aquilo? Como e que foi e não foi?!!!...»..
As perguntas sucediam-se, as das gentes, todas as gentes mais próximas, porque cada um que m´achava por lá tinha um familiar, um amigo, um vizinho, alguns alguéns dos seus antigamentes mais próximos. Pois que estava assim, era assado, lá ia eu desfiando informação que podia, me ocorria!
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| O furriel Viegas em Nova Lisboa, em Abril de 1975: a madrinha Isolina (viúva do padri- nho Arménio) e as netas Fátima e Idalina |
Os «ontens» de Luanda,
de Nova Kisboa e Uíge!
A 12 de Setembro de 1975, a imprensa nacional portuguesa dava conta do intuito do MPLA: «Ofensiva em duas frentes!». No sul, contra a UNITA, para a desalojar de Nova Lisboa.
A mesma Nova Lisboa (a agora Huambo) de onde não sabia paradeiro de Cecília, dos irmãos Viegas (Manuel, Zé e Aníbal), do Orlando Rino, do Óscar Miranda, familiares e amigos! Tinha-lhes perdido o rasto, nos meus últimos dias de Angola. A norte, para «correr» com a FNLA, a caminho do Ambriz e Carmona! A «nossa» Carmona!
A FNLA «dominava sobretudo as províncias a norte», o Uíge (o nosso Uíge) e o Zaire. Que o MPLA projectava controlar. Eram «dois objectivos prioritários»: expulsar o seu adversário de Ambriz (a ocidente) e de Carmona (a leste). Desde segunda-feira, o dia da nossa partida de Luanda para Lisboa (8 de Setembro de 1975), «as suas tropas avançaram, estando a cerca de 90 quilómetros do Ambriz e a 100 de Carmona».
Uff, isto foi há 4 anos e ainda se me rasga uma emoção farta, a fervilhar na alma, ao lembrar estes tempos! Pfffff!!!...
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| José M. Costa |
Costa, furriel da 2ª. CCAV.,
67 anos em Matosinhos !
O furriel miliciano José Manuel Cerqueira da Costa, da 2ª. CCAV. 8423, festeja 67 anos a 13 de Setembro de 2019.
Atirador de Cavalaria e Cavaleiro do Norte de Aldeia Viçosa, regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, há 44 anos, e fixou-se na vila de Custóias, sua terra natal do município de Matosinhos.
Fez carreira profissional como técnico comercial da área dos adubos e fertilizantes e, agora já aposentado, mora em Santa Cruz do Bispo, no mesmo município do distrito do Porto. Parabéns!
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| J. Messejana |
Messejana, do PELREC
da CCS faria 67 anos !
O soldado João Manuel Pires Messejana, atirador de Cavalaria da CCS do BCAV. 8423, faria 67 anos a 13 de Setembro de 2019. Faleceu a 27 de Novembro de 2009!
Cavaleiro do Norte do PELREC, foi combatente discreto e sempre cumpridor, regressando a Portugal no dia 8 de Setembro de 19785 e fixando-se na Rua Augusto Machado, em Lisboa. Por lá viveu, julgamos que exerceu actividade profissional como agente policial (que terá abandonado) e faleceu de doença há quase 10 anos. Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!
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