CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

5 577 - O Movimento das Forças Armadas (MFA) sem hesitações na efectivação de uma descolonização real em Angola!

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, os últimos que estiveram
 aquarteladosna Fazenda Maria Amélia.  De pé, NN, Caroço, NN, Eusébio e Toy. Em
baixo, NN, Ângelo Teixeira, furriel José Carvalho, Jesus e NN. Quem identifica os NN´s?
Picada para a Fazenda Santa Isabel, com placa a
indicar 15 kms., com uma viatura da 3ª. CCAÇ.
4211, a antecessora da 3ª. CCAV. 8423


As notícias de há 47 anos, sobre a actividade dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, pelo norte uíjano de Angola, davam conta de uma reunião de 500 oficiais dos 3 ramos das Forças Armadas, em Luanda e reafirmando a sua «intransigente fidelidade ao Programa do Movimento das Forças Armadas, sem hesitar na efectivação de uma descolonização real em Angola, na sequência do compromisso internacional assumido por Portugal, ao reconhecer o direito à autodeterminação e independência dos povos colonizados».

A reunião decorreu no Palácio do Governador, na capital angolana e depois de, em Moçambique, a colónia portuguesa do outro lado da costa africana, «manobras provocatórias e agressivas, conduzidas por minorias reaccionárias, a quem o anterior regime colonial fascista garantia todos os privilégios, sem o mínimo respeito pelos mais elementares direitos da esmagadora maioria da população».
Iam assim os tempos revolucionários de há 47 anos! Cheios de dúvidas e indecisões e com a comunidade civil europeia cada vez mais inóspita relativamente aos militares que, voluntários, por lá e por eles arriscavam as suas vidas.

Notícia do Diário de Lisboa
sobre a reunião de 500 oficiais


Êxodo de trabalhadores
e fazendas a... encerrar!


Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, a esse tempo de há 47 anos e pelo Uíge angolano, continuavam as suas tarefas de patrulhamentos permanentes, principalmente nos principais itinerários da sua Zona de Acção (ZA) e para garantir circulação em segurança. De pessoas, principalmente, e bens.
Ao tempo e na verdade, combatentes do comando do tenente-coronel Carlos Almeida e Brito, custasse isso o que custasse. E custou muito sacrifício e riscos. Sem alguém, alguma vez, reclamar o que quer que fosse.
Ao tempo, assistia-se ao êxodo dos trabalhadores do café, «provocando o fecho de algumas fazendas, nomeadamente nas cordas de Zalala e do Canzundo, bem assim na zona de Vista Alegre», como historia o livro «História da Unidade» - o BCAV. 8423.
A paragem, efectivamente e por essa altura de há tantos anos, ainda não afectava a futura colheita, mas «provocava a paragem da laboração». E, caso se mantivesse em Janeiro de 1975, apenas três meses depois..., então, e ainda segundo o «História da Unidade», «já se verificarão fortes prejuízos ao poderio económico local». Seria a altura das colheitas e a situação criou «grande preocupação na maioria dos fazendeiros e e está a conduzir à fuga do pessoal dirigente das fazendas».

José Reis de
Aldeia Viçosa
Reis de Aldeia Viçosa,
69 anos em Fátima!

Reis, soldado atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8423, a dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa e do capitão miliciano José Manuel Cruz, está em festa no dia 9 de Outubro de 2021, amanhã: faz 69 anos!
José Pereira dos Reis, de seu nome completo, é natural e ao tempo residia no lugar de Fontaínhas da Serra, da freguesia de Atouguia, concelho de (Vila Nova de) Ourém. Lá regressou a 10 de Setembro de 1975, depois de também ter passado por Carmona, e reside agora em Fátima, na Cova da Iria (Rua de Nossa Senhora das Vitórias). Para ele, e com o voto de que repita a data por muitos e bons anos, vai o 
 nosso abraço de parabéns!

Alf. Domingos
P. Martins

Alferes Martins, da 3ª. CCAÇ.
4211, faleceu há 10 anos!

O alferes miliciano Domingos Pereira Martins, da 3ª. CCAÇ. 4211, a da Fazenda Santa Isabel, faleceu há 10 anos: a 9 de Outubro de 2011. Supomos que de doença e na Venezuela.
O alferes Martins pertencia à CCAÇ. do BCAÇ. 4211 (com comando e CCS instalados no Quitexe) que, em Santa Isabel foi substituída pela 3ª. CCAV. 8423, comandada pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes, a 11 de Junho de 1974. Foi, pois e durante algum tempo, contemporâneo dos Cavaleiros do Norte daquela fazenda. Muitos se lembrarão dele. RIP!!!

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

5 576 - Comandante «mobilizou» comandantes para os 25 anos da partida para Angola !

Cavaleiros do Norte da CCS reunidos a Estalagem da Pateira a 12 de
Setembro de 2009. Ali foi também, a 9 de Setembro de 1995, o primeiro
encontro do BCAV. 8423. Com cerca de 300 pessoas, entre antigos
comnatebntes e familiares, de todo o país!
O furriel miliciano Viegas deu as boas-vindas
aos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, no seu
primeiro encontro, a 12 de Setembro de 1995.
Aqui, a evocar os nomes dos que, ao tempo,
já tinham falecido. RIP!!!


Há 24 anos, no dia 8 de Outubro de 1997, o comandante Carlos Almeida e Brito escreveu aos comandantes das três companhias operacionais do BCAV. 8423, no sentido de se avançar com o encontro de 1998, que entendia como «preparatório do que deverá ser a comemoração do que deverá ser a comemorativa dos 25 anos do nosso/vosso embarque: 1974/1999».
O primeiro encontro dos Cavaleiros do Norte, recordemos, tinha sido em Águeda, na Estalagem da Pateira, a 9 de Setembro de 1995, juntando na ordem das 
300 pessoas.
O encontro do ano seguinte foi em Leiria e ainda a nível de batalhão, a 1 de Junho de 1996 e então já com mais de 400 pessoas - entre antigos combatentes e familiares.

A carta do comandante Almeida
e Brito aos três comandantes de
Companhia do BCAV. 8423.
O ano de 1997 já foi tempo para encontros das Companhias, isoladamente, estando a CCS em Penafiel. «Por razões várias, que não interessa aprofundar, não foi conseguida a reunião do Batalhão, embora a CCS, teimosamente, se tenha juntado a 27 de Setembro», , escreveu Almeida e Brito, acrescentando ter verificado «o quanto foi triste, para eles, a falta das 1ª. 2ª. e 3ª. CCAV.».».

«Era como um Pai sem os filhos, um companheiro sem os amigos, pois que o BCAV. só com a CCS, não é BCAV e CCAVs sem CCS não são Batalhão», acrescentava Almeida e Brito, na missiva enviada aos capitães Castro Dias, José Manuel Cruz e José Paulo Fernandes - e também ao furriel Viegas - sugerindo que «contactem entre vós e ponham mãos à obra, se assim entenderem».

A verdade é que, por razões que já se escapam no tempo, o encontro não se realizou e, desde então (1996), nunca mais o BCAV. 8423 se encontrou junto. As companhias têm reunido cada uma por si.

Delegados das Unidades
em 1996 e em 1997

O comandante Almeida e Brito, na epístola de há 24 anos, elencava os «delegados das unidades em 1996 e 1997», indicando também os seus contactos:
- CCS, a Companhia do Quitexe: Viegas (ex-furriel miliciano). Juntava o organizador do encontro de Penalfiel em 1997, o (furriel) José Monteiro.
- 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala: Davide Castro Dias (capitão) e João Dias (furriel miliciano).
- 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa: José Manuel Cruz (capitão), Carvaho (alferes) e Matos (furriel miliciano).
- 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel: José Paulo Fernandes (capitão), Barros Simões e Pedrosa de Oliveira (alferes milicianos).

António G. Calçada,
sapador da CCS 1974

Calçada, o sapador, 69
anos na Póvoa do Varzim! 

O  António Gomes Calçada foi soldado sapador da CCS dos Cavaleiros do Norte, no Quitexe. Hoje, na Póvoa do Varzim, festeja 69 anos.
Comnatente dos Cavaleiro do Norte,  integrou o pelotão comandado pelo alferes Jaime Ribeiro e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, ao lugar da Calçada, na Póvoa do Varzim. Trabalhou na área da construção civil, durante muito tempo em Espanha e mais recentemente em França (Marselha), mas já regressou de vez e já agozar a mrerecida reforma. Mora, agora na Rua Bonito de Amorim, e para lá,  e para ele, vai  o nosso abraço de parabéns!

Adérito Barros

Barros, cozinheiro de
Zalala, faria 69 anos !


O soldado cozinheiro Barros, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, faria hoje 69 anos. Faleceu a 2 de Julho de 2012., já mais de 9 anos.
Adérito dos Santos Reis Barros, de seu nome completo, era natural do lugar de Sobreira, na freguesia de Canidelo, do transmontano concelho de Murça. Lá voltou a 9 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar por terras do Uíge angolano - que incluíram Ponte do Dange / Vista Alegre, Songo e Carmona. E dele nada mais sabemos, a não ser da data do seu falecimento.
Hoje, quando faria 69 anos, o recordamos com saudade. RIP!!

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

5 575 - As forças democráticas e a reação! O curso «Ranger» dos Cavaleiros do Norted o BCAV. 8423!

O hospital do Quitexe, em imagem de 24 de Setembro de
 2019, quando por lá passou o furriel Viegas da CCS


A 6 de Outubro de 1974, há 47 anos, chegou ao Quitexe e ao Uíge nortenho de Angola, a notícia, originária de Lisboa, da «grande jornada de trabalho, como manifestação de alegria pela vitória das forças democráticas sobre a reação, no dia 28 de Setembro».
Grande jornada, bem entendido e segundo o Diário de Lisboa desse dia, reportada a 5 de Outubro, o dia de véspera.
O apelo fora do então 1º. Ministro, o general Vasco Gonçalves e, nesse 6 de Outubro, «o país inteiro levantou-se à hora normal de trabalho e dirigiu-se firme e consciente do alcance da sua atitude, para os seus locais de trabalho», como releio agora, no Diário de Lisboa, o vespertino da capital portuguesa desse dia.
A guarnição quitexana pouco, ou mesmo nada, ligou a tão momentoso assunto, mais preocupada estava com o que por Angola se passava e, mais em pormenor, pelo «nosso» Uíge - onde desde Junho desse amos se jornadeava em favor da independência de um novo país de expressão oficial portuguesa.
Em segredo, ia-se falando do cessar-fogo e, como já foi dito, as NT limitavam-se aos serviços de rotina e aos sempre preocupantes patrulhamentos nos itinerários principais, para garantir a segurança do tráfego.

O. Monteiro
Ornelas Monteiro
faleceu aos 89 anos !

O coronel Ornelas Monteiro faria 89 anos a 7 de Outubro de 2019. Faleceu a 16 de Julho a 2011, há 10 anos.
José Luís Jordão Ornelas Monteiro era major de Cavalaria quando foi mobilizado como 2º. comandante do BCAV. 8423 e, em Santa Margarida e no RC4, acompanhou toda a formação do Batalhão comandado pelo tenente-coronel Almeida e Brito. Dias antes do embarque para Angola, porém, foi «desviado» para o Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné - a então futura Guiné-Bissau e à ordem do Movimento das Forças Armadas (MFA).
Hoje, quando faria 92 anos de idade, o recordamos com saudade, dele fazendo memória! As nossas continências! RIP!!!
Évora Soares


Furriel Évora Soares
chegou a Zalala!

A data não é precisa, mas foi por estes dias de Outubro de 1974 que, à Fazenda Zalala e à 1ª. CCAV. 8423, chegou o furriel Évora Soares, atirador de Cavalaria de especialidade militar.
José Carlos Évora Soares chegou para substituir o também furriel miliciano Fernando Manuel Mota Viana, que razões disciplinares «mandaram» para Sanza Pombo. Chegado a Zalala, integrou-se no 1º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes Mário Jorge de Sousa e que incluía os furriéis Victor Costa e José Baldy Pereira.
O Évora Soares faleceu a 21 de Agosto de 2008, em Loures, nos arredores de Lisboa, não sabendo nós quais as razões do seu passamento.
Hoje recordamos com saudade! RIP!!!
O (futuro) furriel
Viegas no final do
curso do CIOE

Futuros Cavaleiros do Norte
no final do Curso dos Rangers

A 4 de Outubro de 1973, a Ordem de Serviço nº. 234, do Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE), em Lamego, publicava as notas finais dos cadetes e instruendos do 2º. Curso de Rangers desse ano, terminado a 29 de Setembro e que envolveu vários futuros Cavaleiros Norte.
Damos conta, para memória futura, das respectivas classificações:
- Curso de oficiais, futuros alferes milicianos: António Manuel Garcia, da CCS, Companhia do Quitexe (14,70 valores), Mário Jorge de Sousa, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala (14,73), João Machado, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa (14,75) e Augusto Rodrigues, da 3ª. CCAV., a de Santa Isabel 8423 (14,78).
- Curso de instruendos, futuros furriéis milicianos: José Augusto Monteiro (16,05 valores), Viegas (15,33) e Francisco Neto (14,68), da CCS; Manuel Pinto, da 1ª. CCAV. 8423 (14,23) e António Carlos Letras, da 2ª. CCAV. 8423 (13,25). O furriel Armindo Reino, da 3ª. CCAV. 8423, foi instruendo do curso seguinte.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

5 574 - O 5 de Outubro de 1974 vivido pelo BCAV. 8423 por terras uíjanas do norte de Angola !

Pires de Bragança (assinalado no círculo) e Flora (rectângulo), aniversariantes de 5
 de Outubro de 2021 - 69 anos. A imagem não é a melhor, 
é do Quitexe, em Dezembro
 de 1974., mas dá para identificar os furriéis milicianos João Cardoso, J. Carvalho.
 Manuel Bento, Luís Costa 
(morteiros) e António Fernandes. Em baixo, Nelson Rocha,
Viegas, Graciano Silva, José Pires, José 
Carlos Fonseca e António Flora. À frente,
 Delmiro Ribeiro. Em baixo, notícia DL sobre o 5 de Outubro de 1974
Os furriéis milicianos Viegas e José
 Pires, com um combatente da FNLA,
a 04/11/1974, do Dambi Angola
O Diário de Lisboa de
6 de Outubro de 1974




Dia 5 de Outubro de 1974, há 47 anos!
É sábado e feriado nacional e ao Quitexe chegaram ecos da «grande jornada nacional» que em Portugal comemorava os 64 anos da implantação da República - a primeira vez, depois do 25 de Abril.
A data, digamos que não passou indiferente às várias guarnições dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, mas não tanto o registo da primeira página do «Diário de Lisboa» (como se vê na imagem), referindo a apoteótica aclamação ao Presidente Costa Gomes mas também, e aqui queríamos chegar, a atribuição do nome 25 de Abril à até aí chamada Ponte Salazar.
Ao reler isto, a memória flui para a farta discussão do bar de sargentos, opondo a absoluta concordância dos furriéis milicianos Joaquim Farinhas, José Carlos Fonseca e Cândido  Pires, do Montijo - que se davam com politicamente muito esclarecidos... - quanto à ponte sobre o Rio Tejo passar a chamar-se 25 de Abril, deixando de ser Salazar -, às dúvidas, sobre esta matéria, dos também furriéis milicianos Manuel Machado, Francisco Neto, Luís Mosteias e de mim mesmo (Viegas), os três não tão concordantes com o «milagre» de fazer uma ponte numa noite (ou num dia) de apoteose revolucionária. 
Não chegámos a acordo, se bem me lembro... Nem era para chegar!!! E o novo nome da ponte «pegou de estaca», como todos sabemos, e anda hoje é a Ponte 25 de Abril.
Quanto a «septeto» de furriéis, veio o Fonseca de férias em Janeiro de 1975 e não voltou a Angola; o Machado está por Braga, o Neto e o Viegas em Águeda, o Cândido Pires em Nisa; os sapadores Farinhas (a 14/07/2005, em Amarante) e Mosteias (a 05/02/2013, em Santo André)  infelizmente já faleceram, ambos por doença.
Hoje os recordamos com saudade! RIP!!!

Furriel J. Pires

Furriel Pires da CCS,
69 anos em Bragança!

O furriel miliciano Pires, da CCS do BCAV. 8423, está hoje em festa: o dia 5 de Outubro de 2021 é tempo de comemorar 69 anos.
José dos Santos Pires foi Cavaleiro do Norte especialista de transmissões, do grupo do alferes miliciano José Leonel Hermida e com o também miliciano furriel Nelson Rocha, e é natural de Vale de Nogueira, lugar da freguesia de Salsas, em Bragança.
Lá voltou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) jornada africana do norte de Angola - que o (nos) levou ao Quitexe e a Carmona - actual cidade do Uíge.
Fez carreira profissional na GNR, como operacional das Brigadas de Trânsito (BT), e, já aposentado, mora na cidade de Bragança, entretendo a vida com algumas tarefas agrícolas e vinícolas e fartos e regulares passeios cicloturísticos e... outros. É para lá, e para ele, que vai o nosso abraço de parabéns!

Furriel Flora

Flora, furriel de Santa Isabel,
69 anos em Famões de Odivelas

O furriel miliciano António Pires Flora foi atirador de Cavalaria de espacialidade militar e Cavaleiro do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel. Hoje, está em festa  dos seus 69 anos.
Natural de Tinalhas, em Alcains, morava ao tempo no Lumiar, em Lisboa, aonde regressou a no dia 11 de Setembro de 1975 - depois de também passar pelo Quitexe e Carmona, no decorrer da sua comissão militar jornadeada pelo norte de Angola.
Bancário de profissão, fez carreira na Caixa Geral de Depósitos e, já aposentado, mora em Famões, no concelho de Odivelas, mas sempre voltando à sua natal Tinalhas, para matar saudades e rever os tempos de jovem, os familiares e os haveres emocionais da sua vida.
Parabéns!


segunda-feira, 4 de outubro de 2021

5 573 - O capitão Paulo Fernandes, 74 anos, e o confronto armado entre movimentos no Quitexe!

Os capitães José Paulo Fernandes (de mão na boca e que hoje festeja 74 anos) e
José Manuel Cruz, comandantes da 3ª. CCAV. e 2ª. CCAV. 8423, respectivamente,
com o comandante Bundula, da FNLA (em 1975)

Os 1ºs. cabos Novo e Deus, ambos da 3ª. CCAV. 8423, 
junto da avioneta que evacuou os feridos dos
incidentes do Quitexe, em Julho de 1975

Capitão José Paulo
Oliv. Fernandes
O comandante Carlos Almeida e Brito deslocou-se a Carmona no dia 4 de Outubro de 1974, há 47 anos e ao Comando
de Sector do Uíge (CSU), para «contactos operacionais» com os comandos da ZMN e de outras unidades a operar na Zona Militar Norte.
Oficial miliciano de Cavalaria, então com a patente de tenente-coronel, fez-se acompanhar de oficiais do BCSV. 8423, para reunião de trabalhos que se repetiria nos dias 21, 25, 26 e 28 desse mesmo mês de Outubro desse ano.
O dia, pelas bandas da Fazenda Santa Isael, foi o dos 27 anos do capitão 
miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes, que era o comandante da 3ª. CCAV. 8423, subunidade dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423. Hoje, repete a festa, mas a comemorar os seus excelentes 74 anos!
Licenciado em engenharia e ao tempo morador em S. Julião da Barra, em Oeiras, lá regressou a 11 de Setembro de 1975, depois da jornada africana de Angola e de ter sido louvado pelo comandante Almeida e Brito, porque «chamado a ocupar, ou a actuar, em diversas áreas, no cumprimento do processo de descolonização, algumas delas particularmente delicadas, conseguiu sempre orientar a sua subunidade de modo a garantir o cabal cumprimento das missões que lhe eram solicitadas».
Os incidentes de Julho de 1975, na vila do Quitexe, foram particularmente delicados e graves e o louvor do comandante do BCAV. 8423 destaca, em particular, «o desequilíbrio de forças» e a actuação da sua subunidade (a 3ª. CCAV 8423) «aquando da eclosão dos graves acontecimentos de confronto armado entre os movimentos de libertação» na área do quitexana. E bem graves foram, na verdade - obrigando a uma vasta operação de evacuação aérea de feridos dos movimentos de libertação.
Já aposentado, mora agora em Torres Vedras, de boa saúde e melhor disposição, sendo participante infaltoso e sempre pró-activo e dinâmico dos encontros dos Cavaleiros do Norte de Santa Isabel. Para ele vai o nosso abraço de parabéns!

J. Nascimento em
Luanda, 08/1975
Furriel Nascimento
em Zalala (1974)

Nascimento, furriel, 69
anos nos Estados Unidos!

O furriel miliciano José António Moreira do Nascimento foi vagomestre dos Cavaleiros do Norte de Zalala e festeja hoje 69 anos. Nos Estados Unidos da América do Norte, onde há muitas luas está emigrado.
N
atural e ao tempo residente na freguesia de Campanhã, na cidade do Porto, jornadeou pela 1ª. CCAV. 8423 e lá voltou (ao Porto) a 9 de Setembro de 1975, depois de cumprida a sua jornada africana por terras do Uíge nortenho de Angola. A sub-unidade comandada pelo capitão miliciano Davide Castro Dias também passou pelos aquartelamentos de Vista Alegre/Ponte do Sange, Songo e Carmona.
A vida levou-o para terras americanas, onde trabalhou e se reformou, lá vivendo - em Peoria, no Arizona -, a quase, quase serenidade septuagenária, e para ele vai um abraço de parabéns!

domingo, 3 de outubro de 2021

5 572 - Capitão médico Leal faria hoje 93 anos. Faleceu a 10 de Abril de 2020, aos 91 !

Os alferes milicianos António Garcia (falecido a 01/11/1979) e Jaime Ribeiro, capitão
médico Manuel  Leal (que hoje faria 93 anos e faleceu a 10 de Abril de 2020, aos
quase 92) e o então tenente e agora capitão Acácio Luz no Quitexe e em 1974 

Os capitães Manuel Leal e Acácio Luz no encontro
da CCS de 2016, em Custóias (Matosinhos)

O capitão miliciano médico Manuel Leal faria hoje 93 anos. Faleceu a 10 de Abril de 2020, na Póvoa do Varzim, aos 91 anos.
Manuel Soares Cipriano Leal, licenciado em medicina e oficial miliciano das Forças Armadas Portuguesas, concluiu a sua comissão militar em Novembro de 1974, regressando a Fafe, onde residia e exercia medicina - que continuou até há bem poucos anos, antes de fixar residência na Póvoa do Varzim.
O prestígio e a popularidade que tinha na guarnição multiplicaram empatias com os jovens Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, depois de já ter servido o BCAÇ. 4211. Também pelo cavalheirismo que assumia e sempre partilhou e a competência dos seus diagnósticos, o virtuosismo e eficácia do receituário e trato afável e a permanente jovialidade, a boa piada que sempre soltava, brincalhando o seu e nosso dia-a-dia puseram o dr. Leal no altar da nossa admiração
Havia necessidade de uma graça para o momento, aí estava a irreverência amadurecida do dr. Leal. Era preciso acudir a um civil adoentado, lá estava o dr. Leal a correr para a enfermaria ou galgar as picadas uíjanas, para ir às sanzalas «ver» o povo. De auscultadores operacionais e maleta na mão, sempre estava disponível para testar qualquer febre ou suspeita que adoentasse o cidadão - militar ou civil.
Era preciso ir às fazendas e aldeias de mata afora, lá íamos nós de arma entre os joelhos, de olhos bem abertos e a espreitar para os adiantes das picadas, sentados nos «burros de mato», a comer pó e a temer perigos, mas sempre com a enorme alegria de servir e por escoltarmos o dr. Leal, o «nosso» capitão médico..., para que acudisse ao povo sofrido.
O alferes António Cruz com o capitão médico
Manuel Leal e esposa, na Póvoa de Varzim e
no verão de 2015

Competência profissional
e condecoração militar !

O comando do BCAV. 8423 fez-lhe memória e elogio da sua competência profissional, porquanto, e citamos o louvor oficial de Setembro de 1974, «servindo no Subsector do Quitexe há cerca de dois anos, sempre demonstrou a maior competência profissional na resolução de todos os casos clínicos que he surgiram, com elevado espírito de servir, no que evidenciou perfeita identidade com a missão que lhe foi solicitada, nunca se poupando a sacrifícios, nem olhando a horas de descanso, apoiando permanentemente as populações civis, africanas e europeias».
O dr. Leal, e disso eu sou testemunha pessoal (como se fosse preciso...), não poupava a sua generosidade para servir, custasse-lhe isso centenas de quilómetros de picada, ou apenas as centenas de metros que o separavam da messe da oficiais até à enfermaria militar e à Delegação de Saúde do Quitexe, de que era responsável.
Foi condecorado com a Medalha Militar Comemorativa das Campanhas do Exército Português, com a legenda ANGOLA 1972-1973-1974. Deixou o Quitexe, com missão cumprida, em Outubro de 1974.

A filha do dr. Manuel Leal, a escritora Benedita Stingl,
recebeu, em 2018, o «Prémio Carreira» com que foi
homenageado pelo «Notícias de Fafe». Em fundo, a
imagem do «nosso» capitão médico miliciano


Fafe homenageou-o com
o Prémio Carreira !

O capitão médico miliciano Manuel Leal regressou à vida civil e, sacerdotalmente, dedicou-se à medicina, privada e social, sendo homenageado, aos 89 anos, na 6ª. Gala Ardina d´Ouro, do jornal «Notícias de Fafe»,  a 17 de Março de 2018, e recebendo o Prémio Carreira - que galardoou «um notável percurso de vida, de exemplo de entrega aos outros».
A cerimónia teve lugar no Teatro-Cinema de Fafe, lotado, perante mais de 300 pessoas, e não teve a sua presença física - imprevistamente hospitalizado, poucos dias antes, tendo a filha, a escritora Benedita Stingl, recebido o prémio. Recebeu-o no hospital, depois e «com a emoção no olhar», expressando gratidão ao jornal «pela iniciativa de homenagear alguns fafenses de sangue, ou de coração, como eu» e, depois, disse, a Fafe e aos fafenses, «pela hospitalidade imensa com que me receberam».
«Famílias inteiras, de avós a netos, confiaram em mim como médico e tornaram-se verdadeiros amigos. A todos, bem-hajam. Estão para sempre comigo», disse o dr. Manuel Leal, exibindo o (seu) Prémio Carreira.

A última vez que participou nos encontros da CCS foi em 2016, em Custóias (Matosinhos), sempre jovial e bem-disposto. Hoje o recordamos com saudade.
 RIP!!!
- Ver AQUI
Albertino F. Neves

Neves, maqueiro da CCS, 
69 anos em Gondomar !

O Neves foi Cavaleiro do Norte da CCS, jornada angolana e está hoje em festa, dia 3 de Outubro de 2021: comemora 69 anos.
Albertino Ferreira das Neves, de seu nome completo, foi soldado maqueiro do BCAV. 8423, com o furriel miliciano António Lopes e o capitão miliciano médico Manuel Leal (aniversariantes no mesmo dia, como acima se vê) e companheiro do PELREC em muitas escoltas, patrulhas e operações realizadas pelos chãos, matas, trilhos e picadas do norte angolano do Uíge.
Regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) comissão militar angolana, e desenvolveu a sua actividade profissional como ourives, agora já aposentado. Mora em S. Cosme, no concelho de Gondomar. 
Parabéns pelos 69 anos que comemora! E que muitos mais novos anos possa festejar!

sábado, 2 de outubro de 2021

5 571 - Um exército de brancos..., as ligações à UNITA! Patrulhamentos das NT para a liberdade de itinerários !

 

Os alferes milicianos Carlos Sampaio (da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala e de oficial
  de dia no Quitexe) e 
António Garcia e o furriel Viegas, ambos da CCS e
 momentos antes da saída do PELREC para 
mais um patrulhamento por
 estradas e picadas do Uíge


Cavaleiros do Norte do PELREC: 1º. cabo Almeida (fale-
cido a 8/02/2009, de doença e em Penamacor), Messejana
(f. a 27/112009, em Lisboa e de doença), Neves, 1º. cabo
Soares, Florêncio e Ezequiel, Em baixo, 1º. cabo Vicente
(f. a 21/01/1997, de doença e em Vila Moreira, Alcanede),
furriel Viegas, Francisco e Leal (f. a 18/06/2007, de
doença e em Caixaria, Pombal)


A nova situação política angolana levou, há 47 anos, a alterações na vida operacional dos Cavaleiros do Norte, nomeadamente a partir do mês de Outubro de 1974.
Aos dias e noites esse tempo e segundo o livro «História da Unidade», acentuou-se a «intensa actividade de patrulhamentos, nomeadamente orientados para a obtenção de liberdade de itinerários». Actividade que, de resto, já se vinha a realizar, mas agora com muito mais assiduidade e, por consequência, com maior sacrifício dos militares.
O dia 2 de Outubro de 1974, há 47 anos, foi a da abertura da delegação do MPLA em Kinshasa (Zaire), depois de negociações conduzidas pelo presidente Agostinho Neto e Daniel Chipenda, vice-presidente da direcção provisória. Tal acontecia no «âmbito da ajuda concreta e da solidariedade do Zaire para com os movimentos de libertação, em geral, e para com a luta do povo angolano pela independência, em particular». O Zaire de Mobutu Sese Seko, que se sabia ser grande apoiante da FNLA.
Paralelamente, o PCDA, a FUA e a FRA - partido criados após o 25 de Abril, por colonos portugueses - organizaram «um campo de treinos, com a finalidade de formarem um exército particular», segundo noticiava o Diário de Lisboa. Era disso que o MPLA os acusava, sublinhando estarem os três partidos «a organizar um exército, para impedirem que sejam satisfeitas as legítimas aspirações do povo angolano».
Cavaleiros do Norte da secretaria da CCS: furriéis
 milicianos José Monteiro e Francisco Dias e 1ºs.
cabos Miguel Teixeira, Vasco Vieira (Vasquinho)
e, em baixo, Fernando Pires


Um exército de brancos...,
as ligações à UNITA

O presidente Agostinho Neto afirmava mesmo que os três partidos «têm ligações à UNITA», que era, ao tempo, o único movimento de libertação ainda não reconhecido pela OUA - a Organização de Unidade Africana.
O suposto exército incluiria angolanos brancos e estaria a ser treinado por militares sul-africanos «em três campos recentemente criados no território», - o que, na opinião de Neto, se encandeava no «jogo muito perigoso» que o então já retirado António Spínola vinha a fazer, nomeadamente «cultivando e escutando fantoches e dirigentes de partidos políticos que não representam o povo» - referindo-se, naturalmente, ao PCDA, à FUA e à FRA. Spínola, na sua versão (a de Neto), estaria a «apoiar activamente os grupos de colonos portugueses em Angola» e, mais, de «estar disposto a a aceitar ali um Governo minoritário».
Soube-se também que a revista «Notícia» foi multada, por causa de notícia sobre uma reunião de oficiais portugueses - que já motivara multas aos jornais «A Província de Angola» e «O Comércio», ambos de Luanda. Foi divulgado que os oficiais consideravam que «só os movimentos de libertação devam ser reconhecidos como representantes do povo angolano», o que Rosa Coutinho desmentiu, referindo ser «falsa e uma interpretação errada da reunião realizada a 20 de Setembro em Luanda, com a participação de 500 oficiais».

Fazenda Santa Isabel
Ramalho de Santa Isabel,
69 anos em Torres Vedras

O Ramalho Gomes, Cavaleiro do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, está hoje em festa: comemora 69 anos!
Duarte Francisco Ferreira Ramalho Gomes foi soldado de transmissões de especialidade militar e, às «ordens» do furriel João Cardoso, também passou pelo Quitexe e Carmona e regressou a Portugal e ao Casal da Portela, em Dois Portos, concelho de Torres Vedras a 11 de Setembro de 1975 . no final d sua jornada africana do norte uíjano de Angola.
Sabemos que ainda por lá vive, agora na Portela do Ramalho, e para lá vai o nosso abraço de parabéns!

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

5 57'0 - Costa Gomes assumiu a descolonização! Partidos de colonos angolanos a «formar» exércitos!!!...

O que resta do aquartelamento de Vista Alegre, onde esteve a 1ª. CCAV. 8423, a
de Zalala. Imagem de 24 de Setembro de 2019, quando por lá passou o furriel
miliciano Viegas da CCS

Notícia do Diário de Lisboa de 2 de Outubro
de 1975, sobre a situação política e militar
de Angola, na véspera

A 2 de Outubro de 1974, os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 iam no seu quinto mês de jornada angolana do Uíge, chegaram ao Quitexe e embrulhadas em jornal, notícias frescas de Luanda.
Rosa Coutinho, presidente da Junta Governativa de Angola, falara na véspera (hoje se fazem 47 anos) à população angolana, através da rádio, e dera conta que o general Costa Gomes, Presidente da República, iria dirigir pessoalmente as negociações que levassem à independência de Angola. Já António Spínola dissera o mesmo, mas abdicara da presidência, semanas antes.
O MPLA, entretanto e a partir de Dar-Es-Salaam, anunciou que cancelara os seus planos para a reabertura das actividades, militares, após uma trégua de 4 meses. Isto porque, segundo o presidente Agostinho Neto, «Portugal continua a ser uma democracia, na linha do Movimento das Forças Armadas». O que, na sua versão, não acontecia com Spínola na presidência, já que «estava a fazer um jogo muito perigoso, cultivando e escutando fantoches e dirigentes de partidos políticos que não representam o povo».
Mais longe foi o dedo acusatório de Agostinho Neto: o general «apoia(va) activamente grupos de colonos portugueses em Angola» e também estaria disposto «a aceitar ali um governo minoritário».


Cavaleiros do Norte do PELREC. Atrás, 1º. cabo Hipólito,
furriel Monteiro e, já falecidos, os 1ºs. cabos Almeida e
Vicente. À frente, alferes Garcia e Leal (já falecidos),
furriel Neto e Aurélio (Barbeiro)
Partidos de colonos a
formar exércitos !

Ao avivar a memória nestas leituras, ocorre-me a preocupação com que no Quitexe - o Machado, o Neto, eu, o Garcia, o Cruz e outros... - observámos esta situação, embora a analisássemos de forma «imberbe» (eu diria...) e desprendida, digo eu agora.
Preocupante era também outra acusação de Agostinho Neto: soldados sul-africanos estariam a treinar angolanos brancos em três campos recentemente criados no territórios, com o objectivo de formarem um exército particular. Seriam campos organizados pelo Partido Democrático Cristão (PDC), pela Frente de Unidade de Angola (FUA) e pela Frente de Resistência de Angola (FRA), fundados por colonos portugueses, depois do 25 de Abril.
O presidente do MPLA acusou os três partidos de terem ligações com a UNITA - o único movimento de libertação que não tinha sido reconhecido pela Organização da Unidade Africana (OUA) - e de estarem «a organizar um exército para impedir que sejam satisfeitas as legítimas aspirações do povo angolano».
No Quitexe, lá continuávamos a nossa vida, a riscar os dias do calendário, sem futurar outra coisa que não fosse o nosso regresso a Portugal. Que, não sabíamos, mas estavam bem distante!

António Coelho e José Borges em 2014,
em reencontro de memória e saudades
da jornada angolana do Uíge
Coelho e Borges
em Angola e 
em 1974/75

Borges e Coelho, 69 anos
em VF de Xira e Coruche!

Os soldados  Borges e Coelho foram Cavaleiros do Norte de Zalala, ambos atiradores de Cavalaria de especialidade militar e festejam 69 anos a 1 de Outubro de 2017. Hoje!
António Pedro Coelho integrou o 2º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes miliciano Carlos Jorge Sampaio e com os furriéis Plácido Jorge Queirós, Fernando Mota Viana (que depois saiu, rendido pelo João Rito) e Eusébio Martins. Fez vida profissional como motorista da Câmara Municipal de Coruche, onde vive, agora já aposentado.
José Borges Martins também integrou o 2º. Grupo de Combate de Zalala e regressou à sua terra de Braços, freguesia de Arega, no concelho de Figueiró dos Vinhos. Vive agora em Castanheira do Ribatejo, onde, como empresário, trabalha na área comercial do calçado. 
Há 7 anos, reencontraram-se para grande abraço de saudade e emoção (como a imagem documenta), fazendo memória da nossa jornada africana do Uíge angolano - por onde também passaram por Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona.
Parabéns para ambos!