CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

sexta-feira, 13 de junho de 2025

GE´s do BCAV. 8423! NT isoladas e preocupadas, a viver no «reino da FNLA»! Os 78 anos do alferes Almeida!



Grupo de Cavaleiros do Norte da oficina-auto da CCS, em 1974, Do trio da frente, reconhece-se o Miguel, condutor, do
 lado direito. De pé, o 1º. cabo Breda (que vai organizar o encontro de 2026), o furriel Morais, Gaiteiro, NN, alferes Cruz, Mendes, Esgueira, NN e o 1º. cabo Luciano (?). Quem são os dois a seguir? Os dois sentados, são os
1ºs. cabos Domingos (estofador) e Agostinho (pintor), ambos Teixeira. E os outros dois, o sentado e o
de pé? Atrás, NN, Picote e NN. Conhecem-se as caras, mas esquecem-se os nomes. Quem os identifica?
Alferes milicianos Jaime Ribeiro, Augusto Rodrigues 
e José Alberto Almeida. Os três da CCS do BCAV. 8423
 
 
Os tempos do Quitexe de há 51 anos e lá pelo Junho de 1974 fora, foram os de assumção das responsabilidades operacionais do BCAV. 8423 sobre os Grupos Especiais (GE) «atribuídos ao Subsector».
Fazendo memória, lembremos que à CCS, no Quitexe e do capitão António Martins de Oliveira, foram atribuídos os GE´s 217 e 223.
A 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa e do capitão miliciano José Manuel Cruz, recebeu o GE 222. À CCAÇ. 4145, a de Vista Alegre e unidade orgânica dos Cavaleiros do Norte, comandada pelo capitão Raúl Corte-Real, coube o GE 208.
Ao tempo (e até ao dia seguinte), a ZA dos Cavaleiros do Norte estava ainda sob responsabilidade do BCAÇ. 4211, mas já com praticamente todas todas as competências distribuídas. Obviamente, já se sabiam quais eram as subunidades associadas às unidades orgânicas do BCAV. 8423: a CCAÇ. 209/RI21essencialmente formada por militares angolanos, com quadros europeus e aquartelada na Fazenda do Liberato, comandada pelo capitão Victor Correia), a já referida CCAÇ. 4145 e o Pelotão de Morteiros 4281, comandado pelo alferes miliciano João Leite - que já estava instalado no Quitexe e por lá esteve até finais de Dezembro de 1974
.
Emblema do BC12



NT´s isoladas e preocupadas,
a viver no «reino da FNLA!»

Um ano depois, em Junho de 1975, consolidava-se gradualmente a estabilidade pública em Carmona, cidade de onde foram retirados os elementos afectos ao MPLA - que ali foi militarmente derrotado pela FNLA -, evacuados para Luanda.
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, então já reforçados pela 1ª. CCAV. 8423 (que rodara do Songo), mantinham as linhas de segurança essenciais, embora a custo de muitos sacrifícios e intermináveis horas de serviço operacional. E com fartas objeções da FNLA.
«Mais do que nunca, as NT estão a viver no reino da FNLA, isoladas, preocupadas, e quase sem encontrar motivações justificativas da sua estada, salvo que entendem de dever e necessária a sua permanência», sublinha o Livro da Unidade, reportando este tempo de há 42 anos.
Ao tempo, era também bem evidente a animosidade de boa parte da comunidade civil branca, que não se dispensava de criticar e julgar a posição militar - embora esta (os Cavaleiros do Norte) ali se mantivesse atenta e sempre disponível para tudo o que «desse e viesse», até ao limite do possível
.
José Alberto Almeida, Cônsul de Mar-
rocos no Algarve, condecorado pela
Embaixadora Karima Benyaïch

Alferes Almeida, 78
anos em Albufeira!


O alferes miliciano José Alberto Alegria Martins de Almeida foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423 e amanhã  festeja de anos: faz 78, no Lageado, em Albufeira.
O alferes Almeida chegou ao Quitexe em Julho de 1974 e foi o oficial de reabastecimentos e de Justiça do BCAV. 8423. Natural de Oliveira de Azeméis, já ao tempo vivia em Albufeira e lá voltou a 8 de Setembro de 1975, terminada a (nossa) jornada africana do Uíge Angolano - enquanto Cavaleiros do Norte.
Licenciado em economia e arquitetura,  do ensino e
O alferes Almeida
no Quitexe (1974)
é aposentado do ensino e empresário do sector turístico (aldeamento no Lageado) e da construção civil (arquitetura, projeção e construção).
Ligado a Marrocos, pela via da arquitetura, tem gabinete de trabalho e residência em Marraquexe. É Cônsul do Reino Marroquino no Algarve e o seu trabalho diplomático foi sublinhado e elogiado pela Embaixadora Karima Benyaich, em Janeiro de 2015, quando (foto), em cerimónia oficial e pública, mandatada pelo Rei Maomé VI, lhe entregou uma condecoração real. Ver notícia AQUI.
Aos 78 anos, que amanhã comemora!..., continua profissionalmente activo e para ele vai o nosso abraço! Parabéns!

quinta-feira, 12 de junho de 2025

A rotação da 1ª. CCAV. 8423 do Songo para Carmona! O comandante no Sector do Uíge! Anos do Moreira!

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Cavaleiros do Norte da CCS e 3ª. CCAV. 8423, na entrada da messe de sargentos do Quitexe,todos furriéis milicianos: Ribeiro e Fernandes (de mãos dadas) Viegas, Belo (de óculos), Grenha Lopes (tapado), Bento, Costa (dos Morteiros) e Floro. À frente, Rabiço, Graciano e Abrantes (de cachimbo)
 
Cavaleiros em festa, no bar de sargentos do Quitexe: 1º.cabo
1º. cabo Almeida (cozinheiro), Lajes (do bar) e furriel Flora.
Ao meio, Costa (dos Morteiros), Reino e Carvalho. À frente,
Bento e Fonseca, todos furriéis milicianos



A 1ª. CCAV. 8423 concluiu a sua rotação para a cidade de Carmona no dia a 12 de Junho de 1975. 
Há 50 anos!
Começara a 6, ida do Songo, «porquanto era imperioso obter um efectivo que permitisse acorrer a situações semelhantes às vividas na primeira semana do mês», como se explica no livro «História da Unidade» - o BCAV. 8423.
A situação geral, por Angola estava aparentemente normalizada. «A situação é completamente calma, embora ainda se continue a sentir os efeitos dos violentos combates que se registaram no últimos dias», reportava o «Diário de Lisboa» do dia 11. A 12, o mesmo jornal da tarde referia que a excepção era Henrique de Carvalho, no leste, «onde se registaram confrontações de dimensões ainda desconhecidas».
Confirmava-se nesse dia que a Cimeira de Nairobi seria a 15 de Junho, entre os três movimentos de libertação de Angola, e por Luanda passou Jonas Savimbi, presidente da UNITA, «onde se avistou com diversas personalidades» e de seguida voou para o Quénia.
O «Diário de Luanda» desse mesmo dia anunciava a constituição de Delegação do MPLA à Cimeira: Agostinho Neto, Lúcio Lara, Hermínio Escórcio, Lopo do Nascimento, Van-Dunen, Diógenes Boavida, Iko Carreira, Maria do Carmo Medina, Nito Alves, Afonso N´Binda e Victor Carvalho.
Almeida e Brito, oficial-adjunto do
BCAV. 1917, o comandante deste (tc
António Amaral) e o comandante da
CCAÇ. 1306

Comandante no
do Sector do Uíge!


Um ano antes, a 12 de Junho de 1974, o comandante Almeida e Brito deslocou-se a Carmona, ao Comando do Sector do Uíge (CSU), para «estabelecer contactos operacionais».
O BCAV. 8423, ao tempo, ainda não tinha assumido responsabilidades operacionais na sua (futura) Zona de Acção (ZA) - que, aliás, já era bem conhecida do tenente-coronel Carlos Almeida e Brito, pois lá estiveram em 1968, como oficial adjunto da BCAV. 1917.
A responsabilidade operacional era ainda do BCAÇ. 4211, cujo comandante recebera Almeida e Brito e o capitão José Paulo Falcão a 27 de Maio - quando lá se deslocaram, via FAP e pelo aeroporto do Negage, para «os primeiros contactos» - que foram os mínimos, mesmo «muito superficiais», por desnecessários, devido ao conhecimento que da ZA tinha o comandante do BCAV. 8423.

Alfredo Coelho (Buraquinho) e
Joaquim Ribeiro Moreira (1974/75)
Joaquim Moreira


Moreira, o maqueiro, faz
73 anos em Penafiel!


O soldado Joaquim Ribeiro Moreira foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423, a do Quitexe, e festeja 73 anos a 13 de Junho de 2025.
Maqueiro de especialidade militar de maqueiro, também passou por Carmona (e pelo BC12) e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, à Rua da Ponte Nova, do lugar de Outeiro, na penafidelense freguesia de Duas Igrejas.
Ainda por lá vive e fez vida profissional, no sector dos transportes, como industrial de camionagem. Foi o organizador do encontro de 2019, em Rans (Penafiel). E sabemos que sempre está disponível, se necessário for, para voltar a organizar.
Ao tempo da nossa jornada africana do uíjano norte de Angola, muitas vezes acompanhou o PELREC em operações, patrulhamentos (apeados ou transportados) e escoltas pelas estradas e picadas do Uíge, para além do seu habitual trabalho na enfermaria quitexana e serviços de ordem.
Há 50 anos, assinalou os 23 em Carmona e ainda na ressaca dos trágicos acontecimentos da primeira semana de Junho. Agora, festeja os 73 no afecto e tranquilidade da família.
Grande abraço de parabéns!

quarta-feira, 11 de junho de 2025

- Há 51 anos: A chegada da 3ª. CCAV. 8423 a Santa Isabel! Comandante em Vista Alegre e Liberato!


Furriéis milicianos da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel: José A. Querido, Victor Guedes (falecido a16/04/1998), António Fernandes, Agostinho Belo (de óculos) e Ângelo Rabiço

Furriéis da 3ª. CCAV.: Graciano Silva, António
,Fernandes, José F. Carvalho, Rocha (da CCS) e  
o 1º. sargento Francisco Marchã
O capitão José Paulo
Fernandes, comandante
da 3ª.  CCAV. 8423


A 3ª. CCAV. 8423 rodou do Campo Militar do Grafanil para a Fazenda Santa Isabel a 11 de Junho de 1974. Há 51 anos!
A ordem, tal qual como às outras três Companhias do BCAV. 8423, foi do Quartel General da Região Militar de Angola, já depois de completadas, quanto às subunidades operacionais, «com os grupos de mesclagem». Os grupos formados por militares da incorporação angolana, praças na sua esmagadora maioria e total neste caso.
Os Cavaleiros do Norte da uijana Fazenda de Santa Isabel eram comandados pelo capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes e o quadro de oficiais incluía os alferes (também milicianos) Augusto Rodrigues (de Operações Especiais, os Rangers), Mário José Barros Simões, Luís António Pedrosa de Oliveira e Carlos Almeida e Silva (todos atiradores de Cavalaria).
Francisco António Gouveia Marchã era o 1º. sargento da secretaria e o quadro de furriéis milicianos era formado por Armindo Reino (de Operações Especiais, os Ranges), Delmiro Ribeiro, António Flora, António Fernandes, Alcides Ricardo, José Fernando Carvalho, Graciano Silva, António Luís Gordo, José Grenha Lopes, Luís Capitão (falecido a 05/01/2010, de doença e em Ourém) e José Adelino Querido (todos Atiradores de Cavalaria), Victor Guedes (de Armamento Pesado, falecido a 16/04/1998, de doença e em Lisboa), João Cardoso (Transmissões), Agostinho Belo (vagomestre), José Lino (mecânico) e Ângelo Rabiço (enfermeiro).
Equipa de futebol da CCAÇ. 4145. De pé e da esquerda para
a direita: Sousa, Calado, NN, Alves, capitão Corte Real, 1º. 
sargento Heleno, Ramos, Nogueira, Israel (?) e 1º. sargento 
Sobreiro. Em baixo, Pires, Velhinha, Pinho da Silva,
Cerqueira, 
alferes Moreira e Tó Sobreiro (mascote),
 Veiga, Pereira e Freitas

A Companhia, entre as várias especialidades, incluía 31 primeiros cabos e 69 soldados, para além de 36 militares do Grupo de Mesclagem que rodou do RI20, unidade de recrutas de Luanda.
A 3ª. CCAV. 8423 do capitão José Paulo Fernandes foi a última guarnição portuguesa aquartelada na fazenda Santa Isabel, de onde saiu a 10 de Dezembro de 1974, meio ano depois - quando rodou para o Quitexe. Em Julho de 1975, rodou para o BC12, na cidade de Carmoma.

Comandante no Liberato
e em Vista Alegre


O Comandante Almeida e Brito visitou a CCAÇ. 4145, a de Vista Alegre e a 11 de Junho de 1974. Há 51 anos.
O objectivo era «estabelecer contactos operacionais» e, na oportunidade, também foi visitado o seu Destacamento, na Ponte do Dange.
A CCAÇ. 4145 era comandada pelo capitão Raúl Corte Real. «Estive pouco tempo com o BCAV. 8423, até porque no último período, a nossa Companhia integrou uma grande operação no Quanza Zona Norte - a Operação Turbilhão - e eu fiquei a comandar uma Zona de Intervenção, a  única do Uíge», recordou este 
O capitão Victor (e a esposa, à esquerda) e o furriel
José Oliveira, da CCAÇ. 209/RI 21, a do Liberato 
oficial das terras nortenhas de Angola.
A CCAÇ. 4145 foi substituída pela 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala e do capitão Castro Dias, a 21 de Novembro de 1974, rodando para Luanda - onde, disse o capitão Corte Real, «ficámos a aguardar o
regresso a Lisboa». 
O comandante Carlos Almeida e Brito, no mesmo dia 11 de Junho de 1974, também visitou outra subunidade do BCAV. 8423, a CCAÇ. 209/RI 21, que estava aquartelada na Fazenda Liberato.
O comandante era o capitão Victor Correia (casado com uma senhora holandesa, que cm ele morava na fazenda) o furriel miliciano vagomestre (em rendição individual) era José Oliveira, que tinha sido companheiro de escola técnica do autor deste blogue, em Águeda.
Viegas da CCS e Nogueira do Liberato

A CCAÇ. 209/RI 21 era principalmente formada por militares angolanos (naturais ou residente, africanos ou continentais), com alguns quadros europeus. Um dos condutores era José Luís Nogueira da Costa, natural de Tomar mas que fora criança para Angola. 
Com ele andámos por terras de Angola entre 22 de Setembro e 10 de Outubro de 2019. De Luanda a Ponte do Dange, Vista Alegre, Aldeia Viçosa, Quitexe e Carmona. Também pelo sul angolano: de Nova Lisboa (Huambo) a Benguela e Lobito, outras terras mais.

terça-feira, 10 de junho de 2025

Os dias 10 de Junho na memória do BCAV. 8423! As mortes de Moreira e Valetas de Zalala!

Aldeia Viçosa, parte do quartel da 2ª. CCAV. 8423 e a igreja. À esquerda, fica a esquadrada Polícia Nacional de Angola. A imagem é de 24 de Setembro de 2019, há quase 6 anos,quando por lá passou o furriel Viegas da CCS
O capitão José Manuel Cruz, o segundo da esquerda e de pé, comandante
da 2ª. CCAV. 8423, com os alferes Carvalho de Sousa, à esquerda, António
Cruz (da CCS) e João Periquito, de pé. Em baixo, alferes Jorge Capela

 

 

O dia 10 de Junho, sendo agora o Dia de Portugal, de Camões e da Comunidades, está associado a vários acontecimentos ligados ao BCAV. 8423.
Vejamos, ano por ano:
- 1973, há 51 anos: Juramento de bandeira, em Santarém e na Escola Prática de Cavalaria, dos futuros furriéis milicianos Brogueira Dias e Viegas (da CCS, a Companhia do Quitexe, futuros vagomestre e especialista de Operações Especiais, os Rangers), Plácido Queirós, Mota Viana, Victor Costa, João Aldeagas e José Louro e os já falecidos Jorge Barata (a 11 de Outubro de 1997, de doença e em Alcains), Américo Rodrigues, também de doença e em Vila Nova de Famalicão, a 30 de Agosto de 2018), João Dias (TRMS) e Eusébio Martins, igualmente de doença e em Belmonte (a 16 de Abril de 2014), todos da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala), Cruz, Freitas Ferreira, Mário Matos, João Brejo, José Fernando Melo, Rafael Ramalho, José Manuel Costa, José Gomes e António Artur Guedes (da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa), Carlos Silva (futuro alferes), Delmiro Ribeiro, António Flora, António Fernandes e Alcides Ricardo, José Fernando Carvalho, Graciano Silva, António Luís Gordo, Grenha Lopes, José Querido e o já falecido Luís Capitão, de doença e em Vila Nova de Ourém (a 5 de Janeiro de 2010), todos da 3ª. CCAV. 84233, a de Santa Isabel.
- 1974, há 51 anos: Chegada da 2ª. CCAV. 8423, a do capitão miliciano José Manuel Cruz, a Aldeia Viçosa - vila onde se aquartelou. Rodava do Campo Militar do Grafanil onde, voando de Lisboa, de onde tinha chegado no dia 4 de Junho. No mesmo dia, lá esteve o comandante Almeida e Brito.


Agostinho Moreira

Moreira da Zalala,
o bruxo de Rio Moinhos
faria 73 anos !


O soldado Agostinho Mendes Moreira foi  Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Maria João, a de Zalala, faria 73 anos a 10 de Junho de 2025.
Infelizmente, foi assassinado, em 2009.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 e fixou-se na sua natal terra de Rio Moinhos, em Penafiel, onde, entre outras actividades, se dedicou ao espiritismo, por isso sendo nacionalmente conhecido como o Bruxo de Rio Moínhos. «Arte» que por Angola passou despercebida a todos,
A 22 de Outubro de 2009, apareceu morto, barbaramente espancado e assassinado, aos 57 anos e no decorrer de um assalto à sua residência, com roubo de avultada quantia em dinheiro. Casa onde morava com um irmão, ambos solteiros e este também fortemente agredido.
Condenados em primeiras instâncias, o Tribunal da Relação do Porto confirmou as penas aplicadas aos  seus assassinos. José Cardoso apanhou a condenação mais pesada, com 20 anos de cadeia. Os outros dois cúmplices na morte, Angel Hernandez e Paulo Freitas, tinham apanhado 19 anos. 
Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!
José G. Nunes
(Valetas)

Nunes, o Valetas 

Zalala, faria 73 anos !


O soldado José Gonçalves Nunes foi combatente da 1ª. CCAV. 8423 e hoje faria 73 anos. Infelizmente, faleceu a 23 de Maio de 2018. 
Atirador de Cavalaria de especialidade militar e por Zalala popularizado como Valetas, também passou por Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona, regressando a Portugal a 9 de Setembro de 1975, a Castelo Branco. Por lá fez parte da sua profissional e familiar - com dois filhos (um casal). 
Também esteve emigrado em França, onde trabalhou como operador de máquinas, e faleceu, vítima de doença cancerosa, aos quase 66 anos de vida. 
Hoje o recordamos com saudade. RIP!

segunda-feira, 9 de junho de 2025

- Há 51 e 50 anos: A 2a. CCAV. 8423 em Aldeia Viçosa! - Tiros e rebentamentos em Luanda!




Notícia do «Diário de Lisboa»
de 9 de Junho de 1975

A 2ª. CCAV. 8423 foi comandada pelo capitão miliciano José Manuel Cruz e, há 51 anos, estava a preparar-se o para a viagem do Campo Militar do Grafanil, nos arredores de Luanda, para o seu destino uíjano: a vila de Aldeia Viçosa.
Para lá partiria e lá chegaria no dia seguinte - o dia 10 de Junho de 1974.
Um ano depois, e depois dos graves conflitos dos primeiros dias de Junho, serenava a situação militar em Carmona e no Uíge. 
A guarnição dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 aquartelada na cidade tinha sido reforçada pela 1ª. CCAV. 8423, que rodava do Songo desde o dia 6 (até 12), e a do Negage também aumentada com «a desactivação de Sanza Pombo» - cuja tropa para lá rodou.
Luanda também acalmava, «deixando de ser tão frequente o tiroteio e o rebentamento de granadas e morteiros, pelo menos na zona próxima da cidade».
A acalmia era atribuída às «medidas de recolher obrigatório e uma maior vigilância das Forças Militares Mistas». Mas o balanço dos incidentes, «com a aproximação dos conflitos à zona do asfalto», incluía «um rebentamento junto à Messe da Força Aérea, na Avenida dos Combatentes, e tiroteios dentro da cidade».
A UNITA também estava envolvida nos incidentes e o «Diário de Lisboa» referia que tal acontecia «em consequência dos ataques que lhe foram dirigidos por parte das FAPLA» - o exército do MPLA.
As Forças Armadas Portuguesas, por seu lado e ainda segundo o diário vespertino de Lisboa, «foram obrigadas a reagir directamente contra delegações do MPLA e da FNLA, havendo a assinalar, segundo determinadas fontes, a destruição de três delegações da FNLA e de uma do MPLA». E porquê? Porque se registaram «ataques, a partir destas instalações, contra soldados portugueses».
Não era assim tão calma, afinal, a situação na capital de Angola.

O 1º. cabo José Gomes festeja 73 anos em Lousada!

 


O 1º. cabo Gomes foi enfermeiro da CCS e está hoje em festa, dia 9 de Junho de 2025: faz 73 anos. 
José Gomes é mesmo o seu nome completo e foi Cavaleiro do Norte do BCAV. 8423, com passagem pelas enfermarias do Quitexe e de Carmona, antes de, a 8 de Setembro de 1975, regressar a Portugal - cumprida a sua (e nossa), jornada africana do Uíge do norte angolano. Onde trabalhou com o capitão miliciano Manuel Leal, o alferes miliciano Honório Campos (ambos médicos) e o furriel enfermeiro António Maria Lopes. 
Profissionalmente, trabalhou na Brisa e, nessa qualidade, cirandou pelo país, estando agora já naturalmente aposentado. Nã esteve no encontro de Ferreira do Zêzere, por razões que desconhecemos.
Natural de Meinedo, em Lousada, lá continua a viver e para lá, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns!

 

 

O soldado Domingos Guilherme, de Santa Isabel, faz 73 anos em Santarém!



O soldado Domingos Maria Guilherme foi atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Maria João, a de Zalala, comemora 7 anos a 9 de Junho de 2025. 
Cavaleiro do Norte do 4º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes miliciano José Manuel Lains dos Santos (na foto), com os furriéis Jorge Barata (falecido a 10/10/1997), Américo Rodrigues ((f. a 30/08/2018) e José Louro, também passou por Vista Alegre/Aldeia Viçosa, Songo e Carmona. 
Ao tempo residente na freguesia de Marvila, no concelho de Santarém, lá regressou a 9 de Setembro de 1975, depois de concluída a comissão militar em Angola. E é o que dele sabemos. Parabéns para ele, se por acaso nos lê! Oxalá!

domingo, 8 de junho de 2025

- Há 51 anos: Os Cavaleiros do Norte a adaptarem-se à misteriosa terra uíjana de Angola!

A entrada na vila do Quitexe, a 24 de Setembro de 2019, quando, mais de 45 anos
 da chegada dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, por lá passou o furriel Viegas
 da CCS. A matar saudades da jornada angolana de 1974/1975


 



Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 eram, há 51 anos, jovems «maçaricos» pelos chãos uíjanos de Angola ne procuravam adaptar-se aos novos ritmos, expectando o futuro com esperança mas com alguma intranquilidade.
O que viria aí? 
Que desafios nos esperavam e que perigos iríamos ter nas operações, nas escoltas e patrulhamentos que a actividade operacional nos iria pôr, dia após noite, pela misteriosa terra africana a que chegávamos?
Chegada, já tinha sido a CCS - ao Quitexe e a 6 de Junho. A 7, a 1ª. CCAV. 8423 aquartelou-se na Fazenda Maria João, em Zalala. A 10 e 11, iriam chegar a 2ª. CCAV. 8423 (a Aldeia Viçosa) e a 3ª. CCAV. 8423 (à Fazenda Santa Isabel).
Um ano depois, a UNITA de Jonas Savimbi, no fim de semana de 7 e 8 de Junho de 1975 envolveu-se nos incidentes que se vinham a repetir em Luanda, provavelmente, admitia o Diário de Lisboa, «em consequência dos ataques que lhe foram dirigidos por parte das FAPLA» - as Forças Armadas Populares de Libertação de Angola, o exército do MPLA.
As Forças Armadas Portuguesas, nesse período, «foram obrigadas a reagir directamente contra delegações da FNLA e do MPLA, havendo a registar (...) a destruição de três delegações da FNLA e uma do MPLA, por se registarem ataques a partir daquelas instalações contra soldados portugueses».
Carmona, nesse domingo de 1975, recebeu abastecimentos por via aérea, que foram carregados em viaturas militares.-
O livro «História da Unidade» refere que «o mês decorreu sob forte tensão emocional, quer pelos alguns atritos que voltaram a dar-se, quer também porque estão se estão vivendo momentos de carências logísticas»
.

O furriel miliciano Alcides Ricardo festeja 73 anos em Loures!



Furriel Alcides Ricardo


O furriel Alcides dos Santos da Fonseca Ricardo foi Cavaleiro do Norte da 3ª. CCAV. 8423 e hoje festeja 73 anos. Dia 8 de Junho de 2025 e em Loures.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, é natural de Paipenela, freguesia do concelho da Meda, mas aos 12 anos «emigrou» com a família para a grande Lisboa, onde estudou.
Cumprida a jornada africana do norte de Angola, por Santa Isabel, Quitexe e Carmona, regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, fixando-se em Loures, onde ainda vive. Há pouco tempo (mas já um pouco antes da pandemia, em Dezembro de 2019) lá estivemos com ele, o Querido e o Rebelo.
Profissionalmente, trabalhou na área administrativa de um laboratório da indústria farmacêutica e agora, já aposentado, continua a morar em Loures, para onde vai o nosso abraço de parabéns.


sábado, 7 de junho de 2025

- Há 51 anos: A chegada da 1ª. CCAV. 8423 à Fazenda de Zalala!

 

A Fazenda de Zalala



A 1ª. CCAV. 8423 chegou à Fazenda Maria João, em Zalala, a 7 de Junho de 1974 - há precisamente 51 anos.
A subunidade do BCAV. 8423 era comandada pelo capitão miliciano Davide de Oliveira Castro Dias e chegara a Angola no dia 1 imediatamente anterior - aquartelando-se no Campo Militar do Grafanil.
Os oficiais milicanos eram os alferes Mário Jorge Sousa Correia de Sousa (que faleceu a 26 de Janeiro de 2021, de doença e no Porto), Pedro Marques da Silva Rosa, Carlos João da Costa Sampaio e José Manuel Lains dos Santos.
O 1º. sargento era Alexandre Joaquim Fialho Panasco e, também da guarnição de Zalala, eram os furriéis milicianos Jorge Manuel Mesquita Barreto (enfermeiro, falecido a 2 de Novembro de 2020, de doença e em Gondomar), João Custódio Dias (TRMS), José Antómio Moreira do Nasimento (vagomestre), Manuel Moreira Pinto (de Operações Especiais), Manuel Dinis Dias (mecânico, falecido a 21 de Outubdo de 2011, de doença e em Lisboa), e os atiradores Fernando Manuel da Mota Viana, Jorge António Eanes Barata (falecido a 11 de Outubro de 2012, de doença e em Alcains), Américo Joaquim da Silva Rodrigues (falecido a 30 de Agosto de 2018, de doença e em VN de Famalicão), Victor Moreira Gomes da Costa, Eusébio Manuel Martins (falecido a 16 de Abril de 2014, de doença e em Belmonte), João Matias MotaAldeagas e José dos Santos Louro.
A 1ª. CCAV. 8423 foi sustituir a 1ª. CCAÇ. 4211. Foi há 51 anos e éramos todos menos jovens!

Almeida foi TRMS de Zalala e festeja 73 anos em Sesimbra !

José AG Almeida



O soldado José António Gomes de Almeida foi especialista de Transmissões de Infantaria da 1ª. CCAV. 8423 e festeja 73 anos a 7 de Junho de 2025.
Cavaleiro do Norte da mítica e saudosa Fazenda de Zalala, operacionalmente integrou o 4º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes miliciano José Manuel Lains dos Santos, e também passou por Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona, antes do Grafanil, em Luanda.
Regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, à sua casa da Travessa do Antunes, em Sesimbra, onde continua a viver e para onde - e para ele... - vai o nosso abraço de parabéns!

O 1º. cabo Jacinto Diogo festeja 73 anos na Quarteira!

 

O 1º. cabo Jacinto em Carmona (1974/75)


O 1º. cabo Jacinto Sebastião Gomes Diogo foi escriturário do Comando de Sector do Uíge (CSU) e contemporâneo dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 em Carmona.
Hoje, dia 7 de Junho de 2025, festeja 73 anos de vida.
Natural de Odeleite, em Castro Marim (no Algarve), Jacinto Sebastião Gomes Diogo lá regressou em 1975, depois de cumprir a sua comissão em  Angola, onde foi louvado pelo seus bons serviços militares. 
Foi nosso companheiro da comissão uíjana, desde que a CCS do BCAV. 8423 se instalou em Carmona, a 2 de Março de 1975.
A vida levou-o para mais junto do mar e tornou-se próspero empresário do sector da restauração, fundador e gestor do  afamadíssimo restaurante «O Jacinto», na avenida Sá Carneiro da algarvia e turística Quarteira. É lá que sempre o achamos nas nossas passagens pelo Algarve.
Acabámos de falar com ele e está de boa saúde e sempre bem disposto. Parabéns!

- Há 50 anos: Portugal acusado de favorecer o MPLA nos sangrentos combates de Carmona e Uíge!

O ELNA, exército da FNLA de Holden Roberto, quis, há 50 anos,
fazer-se «dono» da cidade de Carmona e de todo o Uíge
 

Os graves e trágicos incidentes de Carmona de há 50 anos ainda faziam levedar ódios pela terra uíjana do norte de Angola, já seis dias passados - desde a sangrenta madrugada do dia 1 de Junho de 1975, um domingo.
A 7 de Junho imediatamente seguinte, era já certo que «as forças do MPLA foram expulsas, recolhendo aos quartéis portugueses». Recolhidos não só os militares do MPLA/FAPLA da guerrilha urbana dos movimentos angolanos, como muitos civis, de todas as raças, cores e credos 
Parada do BC12, há 46 anos: a evacuação
de refugiados do BC12 em autocarros civis 
e com proteção do BCAV. 8423
políticos. Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 823 não faziam distinção. Qualquer que fosse.

Refugiados no BC12 com 
proteção do BCAV. 8423 

As forças do MPLA, em termos de combatentes, formavam as Forças Armadas Populares de Libertação de Angola - as FAPLA do presidente Agostinho Neto! Pelo Uíge, derrotadas pelo Exército de Libertação Nacional de Angola, o ELNA da FNLA de Holden Roberto.
«Tudo o que se possa considerar simpatizante ou combatente do MPLA foi expulso do distrito», reporta o livro «História da Unidade», acrescentando que «no melhor dos casos» era a expulsão, porque, precisa do documento, «noutros há a citar algumas dezenas de mortos».
Centenas, diríamos nós! Milhares, quiçá!
Isto, enquanto dirigentes da FNLA - a força armada/movimento ganhadora da região - acusavam as NT (ali, exclusivamente os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423) de comportamento discricionário e partidário, questionando, até, a proteção dada à população civil que se refugiara no BC12. Mais de um milhar, talvez 2000, nunca se saberá ao certo!
Aumentavam, entretanto, os problemas de abastecimento, agudizados por «estarem cortadas as ligações rodoviárias com Luanda», como noticiava o «Diário de Lisboa» desse dia.
O abastecimento (militar) era feito, por esta altura, por aviões da Força Aérea Portuguesa, transportando toneladas de mantimentos para militares e civis do Uíge.
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sexta-feira, 6 de junho de 2025

- Há 50 anos: Evacuação de MPLA´s e rodagem da 1ª. CCAV. 8423 para Carmona. Cidade sem abastecimentos

Cavaleiros do Norte com refugiados de
Carmona, há 50 anos e na parada do BC12
 


Os trágicos acontecimentos de Carmona de há 50 anos prolongaram-se até ao dia 6 de Junho de 1975.
Ao poucos, a cidade começou a serenar, depois dos agitados e sangrentos primeiros dias do mês.
«Em Carmona, outro ponto quente dos combates desta semana, as tropas do ELNA e das FALA/UNITA dominam a cidade, tendo sido evacuados os membros do MPLA que sobreviveram aos ataques. A cidade, porém, continua sem abastecimentos», noticiava o Diário de Lisboa.
O dia 6 de Junho de 1975 foi o início de rodagem da 1ª. CCAV. 8423, a do capitão Davide Castro Dias, para Carmona, rodando do Songo e «indo ocupar o aquartelamento da extinta ZMN». 
Os Cavaleiros do Norte de Zalala já tinham estado, recordemos, em Vista Alegre e Ponte do Dange e concluíram a rodagem a 12 de Junho, nesta data «entregando os quartéis da área do Songo às AA, de acordo como determinado».
Os piores dias de Carmona estavam a acabar, sem quaisquer baixas entre as NT e depois de mil perigos. Ufff!!!..., que alívio se sentiu por essa altura de há 50 anos!

- Há 51 anos: A chegada da CCS do BCAV. 8423 ao Quitexe!

O edifício (à esquerda) do Comando do BCAV. 8423, na Avenida do Quitexe
Os furriéis milicianos Viegas e Rocha, ambos da
CCS do BCAV. 8423 e na sua primeira fotografia do
Quitexe, há nada mais nada menos que 51 anos !
BCAV. 8423

Os Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423 chegaram ao Quitexe no dia 6 de Junho de 1974!
Há 51 anos!
E parece que foi ontem, como ainda no sábado, no encontro de Ferreira do Zêzere, tão fartamente foi lembrado!
Saímos do Grafanil de madrugada e fomos galgando quilómetros em asfalto, na chamada Estrada do Café - que ligava (e liga) Luanda a Carmona, pelo Cacuaco, Piri, Úcua, pelos Dembos afora, até à mítica Ponte do Dange, já entrando no território da então província/distrito do Uíge - depois por Vista Alegre e Aldeia Viçosa, ainda o Dambi Angola e muitas outras sanzalas da beira da estrada, antes da vila do Quitexe.
A mesma estrada, quase igual e sem buracos, por onde voltei a 24 de Setembro de 2019, quando viajei pelos chãos do Uíge da nossa saudade.
O comandante Almeida e Brito, tenente-coronel, e o capitão José Paulo Falcão (oficial adjunto) lá lá tinham estado no dia 27 de Maio, para «contactos com o comandante do BCAÇ. 4211», que íamos substituir. Contactos que, segundo o livro «História da Unidade», «foram muito superficiais».
O Quitexe, de resto, já nem era «novidade» para o tenente-coronel Carlos de Almeida e Brito, que lá tinha sido oficial de operações, era major de patente e oficial-adjunto do BCAV. 1917, em 1968.

O atirador Barroso, de Zalala, festeja 73 anos em Vila do Conde!


Manuel Barroso
Barroso e Pimenta (falecido
 7 de Janeiro de 2020), dois
 «zalalas» de Vila do Conde 


O soldado Manuel Joaquim Faria Barroso foi combatente da 1ª. CCAV. 8423 e comemora 73 anos a 6 de Junho de 2025.
Cavaleiro do Norte com a especialidade de atirador de Cavalaria, jornadeou pala mítica Fazenda de Zalala e passou depois por Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona, sempre integrando o grupo de combate comandado pelo alferes miliciano Mário Jorge de Sousa Correia de Sousa, especialista de Operações Especiais (os Rangers, já faecido), com os furriéis milicianos Victor Moreira Gomes da Costa e os já falecidos José Carlos Évora Soares e José Manuel Baldy Gomes Pereira.
O Barroso regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 e fixou-se em Vila do Conde, a sua terra natal e onde, profissionalmente, foi comerciante de legumes e frutas.
É para lá (para Vila do Conde) e para ele que vai o nosso abraço de parabéns! Grandes e bons 73 anos!