CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

5 619 - Unidades do Comando do Sector do Uíge (CSU) em Carmona para contactos operacionais!

O edifício da enfermaria da CCS do BCAV. 8423, no Quitexe e quando por lá passou
 o furriel Viegas, a 24 de Setembro de 2019. Mais de 45 anos depois da saída da
 vila uíjana do norte de Angola

Transmissões de Zalala: Carlos Costa 1ºs. cabos
Ângelo Lourenço e Jorge Silva, Fernando Coelho
e 1º. cabo Hélio Cunha

Os comandantes das várias unidades operacionais do Comando do Sector do Uíge (CSU) voltaram a reunir-se em Carmona, no BC12 e a 22 de Novembro de 1974.
A esse tempo de há 47anos estavam em andamento várias rotações no dispositivo militar das Forças Armadas Portuguesas do Sector militar uíjano de Angola e isso, muito naturalmente, justificava (exigia, diríamos...) frequentes «contactos operacionais», como se lê no livro «História da Unidade», dando conta de, só nesse mês de há 47 anos, reuniões que se realizaram nos dias 8, 13 e 18, estando ainda planeada uma última, para 29 de Novembro desse mesmo ano de 1974. Que se realizou.
O BCAV. 8423 esteve representado pelo capitão José Paulo de Montenegro Mendonça Falcão, que interinamente comandava a unidade de Cavaleiros do Norte com CCS aquartelada no Quitexe e companhias operacionais nas Fazendas de Zalala (1ª.) e Santa Isabel (3ª.) e em Aldeia Viçosa (a 2ª.), respectivamente comandadas pelos capitães milicianos Davide Castro Dias, José Paulo Fernandes e José Manuel Cruz.
José  L.  Esteves

Esteves, 1º. cabo, 69
anos em Viseu !

O 1º. cabo José Lopes Esteves, da secretaria do Comando do BCAV. 8423, está hoje em festa: nasceu há 69 anos!
Escriturário de especialidade militar e Cavaleiro do Norte da CCS, regressou a Portugal e a Viseu (terra natal) no dia 8 de Setembro de 1975. Fez vida profissional na área comercial do sector automóvel e já está aposentado. 
O seu aniversário atalício tem uma curiosidade muito particular: nasceu a 22 de Novembro mas apenas foi registado seis dias depois: a 28 de Novembro de 1952. É um privilegiado: faz anos duas vezes por ano.
Parabéns para ele, com quem falámos há momentos, e um grande abraço!
O 1º. cabo Vitor
M. N. Florindo

Florindo, 1º. cabo enfermeiro,
comemora 69 anos no Cartaxo !

O 1º. cabo enfermeiro Florindo, da CCS, a Companhia do Quitexe, festeja 69 anos a 24 de Novembro de 2021.
Victor Manuel Nogueira Florindo era natural e regressou ao Cartaxo no dia 8 de Setembro de 1975, depois de cumprir a sua comissão de serviço militar como Cavaleiro do Norte da Companhia de Comando e Serviços (CCS) do BCAV. 8423, na enfermaria do Quitexe, até 2 de Março de 1975, e, depois, no BC12 de Carmona - até rodar para Luanda, Grafanil e Lisboa.
É empresário do sector da restauração, estabelecido no Cartaxo com a Adega da Carraxada e onde, há 4 anos, resistiu a um ataque cardíaco. Lá vive desde sempre e para lá vai o nosso abraço de parabéns!


domingo, 21 de novembro de 2021

5 619 - A ocupação da Vista Alegre e Ponte do Dange,! Camião atascado na saída de Zalala!

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, a recuperar um Unimog. Reconhecem-se,
milicianos, os furriéis Manuel Dias (mecânico) e Plácido Queirós (atirador de Cavalaria) e
 o alferes Carlos Sampaio (atirador de Cavalaria). Quem serão os outros dois militares
militares, o de cigarro na boca e o da direita?

O 1º. cabo Carlos Ferreira com civis de Vista Alegre,
à porta do depósito de material de guerra da
 1ª. CCAV. 8423

Os Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, estavam, há 47 anos, a preparar a sua rotação para Vista Alegre e Ponte do Dange - onde iriam ocupar as instalações onde desde 1 de Abril de 1973 se aquartelava a CCAÇ: 4145/72. 
A 20 de Novembro de 1974, de lá saiu a CCAÇ. 4145/74, que lá chegara na véspera, e «tornando-se necessária a ocupação da Vista Alegre e Ponte do Dange, 
previamente teve início a rotação da 1ª. CCAV. para estes locais», como relata o livro «História da Unidade».
A CCAÇ. 4145/72 já tinha «guia de marcha» para Luanda e a rotação do dispositivo militar português implicava a «ocupação» daqueles dois pontos nevrálgicos da Estrada do Café, entre Luanda e Carmona. Nesse dia 21 de Novembro de 1974, a 4145/72 foi visitada pelo capitão José Paulo Falcão, que interinamente comandava o BCAV. 8423 - nas férias do comandante Almeida e Brito.
O 1º. cabo Jorge Silva, da 1ª CCAV.
 8423, em Vista Alegre e com
um elemento da FNLA


Camião atascado
na saída de Zalala!

A 21 do mesmo mês de Novembro, uma quinta-feira e ainda segundo o HdU, «começou a processar-se» a rotação da 1ª. CCAV. 8423, que era comandada pelo capitão miliciano Castro Dias. 
O dia é recordado pelo 1º. cabo Carlos Alberto Ferreira (agora em Moçambique), que lá foi mecânico de armamento ligeiro e guarda do depósito de armamento: «O primeiro camião civil a sair, antes da Companhia, foi com toda a minha tralha, armamento, munições, ferramentas, panelas, etc., numa noite de tem-pestade. Penso que apenas eu ia armado, o motorista era civil e um soldado africano ia à boleia para Luanda, de férias, e que desertou com arma e tudo».
«Ainda não tínhamos saído da fazenda e o camião enterrou-se, devido à chuva intensa. Pedimos ajuda via rádio, veio o furriel Dias, sempre ele, com macacos e pás, apenas o via a ele, no meio da lama e da escuridão, tendo após mais ou menos 2 horas desatolado o carro», recorda-se o Carlos Ferreira, acrescentan-
do que «cheguei cerca das 3 horas da madrugada a Vista Alegra, sem saber onde descarregar o material».
Mais acidente menos incidente, estava em marcha o adeus definitivo das Forças Armadas Portuguesas à mítica Fazenda Zalala! «Ocupada» desde 1961!
Notícia do Diário de Lisboa de 21 de Novembro de 1974

MPLA recusa fuzilamentos
e FNLA protege 19 populares!

O dia 21 de Novembro de 1974, pelas bandas de Luanda, foi tempo de o MPLA apresentar 6 homens, de mãos atadas atrás das costas - um deles acusado de assassínio. Outro teria extorquido dinheiro em nome do MPLA e os restantes de roubos - todos detidos pelas (suas)
Comissões de Vigilância dos musseques, onde se apresentavam co-
mo militantes do movimento de Agostinho Neto.
As ditas Comissões de Vigilância pediram o fuzilamento dos seis, mas Hermínio Escórcio, dirigente do MPLA, disse que iriam ser entregues às autoridades portuguesas. O que não aconteceu, porque com tal não concorda-
ram os mais de 2000 africanos que se concentraram junto à sede do MPLA - onde continuaram detidos os 6 homens.
A FNLA, por seu lado, denunciou que 19 populares do Bairro Residencial do Catambor, em Luanda, tinham sido obrigados a abandonar as suas casas, por elementos armados de um movimento rival, cujo nome não quis revelar.
Um comunicado militar português do tempo, entretanto, anunciou a morte de um africano e ferimentos em dois africanos e dois brancos, no decorrer de incidentes com armas de fogo nos dias anteriores.

sábado, 20 de novembro de 2021

5 618 - A chegada e o logo adeus da CCAÇ. 4145/74! O reencontro do Neto e do Gomes da CCS!

Caçadores da 4145, a Companhia de Vista Alegre, em 1974, já lá vão 47 anos:
1º. sargento Sobreiro, furriéis milicianos Freitas e Cerqueira e António Dias. 
Momento de lazer uíjano e a matar saudades dos chãos natais!
 

O 1º. cabo José Gomes e o furriel Francisco
Neto (Rangers), ambos da CCS do BCAV. 8423,
acharam-se ocasionalmente e fizeram história
das nossas histórias da jornada angolana


O dia de anteontem foi tempo de dois Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423 se acharem nos camimhos da vida. Ocasionalmente: o furriel Francisco Neto e o 1º. cabo José  Gomes.
O Neto, que por terras uíjanas de Angola foi furriel miliciano de Operações Especiais (os Rangers), andava  nos seus negócios da China e toda a manhã a «embarcar» vinho, até que, na hora do almoço, em Penafiel, abancou em restaurante para confortar o estômago e descansar o corpo.
Estava boa a ementa e melhor ainda o bem regado  acompanhamento, de tal forma que o entusiasmo nem deu por quem à volta estava. 
Não deu até que deu e deu de caras com o Gomes, enfermeiro militar, que ao lado abancava também - de braço dado com a sua «mais-que-tudo». A ambos «cheirou» a Cavalaria e, reconhecendo-se, alargaram fartos e felizes sorrisos de prazer, desfiando memórias dos tempos da nossa épica jornada africana do Uíge angolano.
A fotografia, ao lado e acima, ilustra o momento de abraço destes dois Cavaleiros do Norte da CCS, para memória futura. 
Memória dos tempos de há 47 anos foi a de quando a CCAÇ. 4145/74 chegou a Vista Alegre e, assim lá chegada, assim logo foi embora e assim não substituiu a CCAÇ. 4145 mas a de 1972. A Angola chegara esta em 1973 e, a esse tempo, em vésperas de voltar a Luanda para regressar a Portugal. Para lá acabaria por ir a 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda Maria João, a de Zalala e do capitão miliciano Davide Castro Dias.
CCAÇ. 4145/72


Os caçadores da 4145 chegaram
a Vista Alegre e foram... embora !

A CCAÇ: 4145/72, co capitão Raúl Corte Real, tinha chegado a Vista Alegre no dia 1 de Abril de 1973 (..., não, não foi engano, mentira muito menos), depois de uns dias de «estágio» no Campo Militar do Grafanil, assim que foi a sua chegada a Luanda - nos últimos dias de Março de 1973. 
Os «caçadores» da 4145/74 é que nem o lugar aqueceram em Vista Alegre (e muito menos no 
Destacamento da Ponte do Dange) e, a 20 de Novembro de 1974, há precisamente 47 anos, voltaram a Luanda - onde, provavelmente, terão integrado as Forças Militares Mistas. Nada sobre isso sabemos.
A 4145/74 era, recordemos, comandada pelo capitão Gabriel Gomes, oficial que tinha estado «implicado» no Golpe das Caldas (da Rainha), em 16 de Março de 1974.
A CCAÇ. 4145/72,  a única da intervenção da zona, já agora e recordando, era comandada pelo capitão Raul Alberto Sousa Corte Real e tinha sido formada no Regimento de Infantaria nº. 1 (RI1), na cidade da Amadora. Regressou a Portugal em Dezembro de 1974.

Requisição à CP de um bilhete de Águeda para
Lamego Central, em 2ª. classe e, como se pode
ler, ««devendo a importância do mesmo trans-
 porte ser paga pelo Ministério do Exército».

Exército pagava o
transporte dos militares

Há algum tempo, encontrámos na net uma singular discussão sobre os custos das viagens da tropa colonial, nomeadamente no período de recruta e especialização, depois no de mobilização e embarque para os teatros operacionais - fosse para Angola, Moçambique e Guiné, ou Cabo Verde, Madeira, Açores, S. Tomé Príncipe, Macau e Timor.
As viagens de avião e/ou barco, eram naturalmente custeadas pelo Estado Português. Não havia dúvidas. Dúvidas havia (e em nós ficaram multiplicadas...) sobre quem pagava as deslocações internas, dentro do Portugal Metropolitano e de nossas casas para (e das) as unidades militares.
A argumentação era tão farta, de um lado e de outro - os que diziam que pagava o Estado (total ou parcialmente), ou pagava o militar. Tão farta e expressiva, que medraram as dúvidas e nenhuma certeza ganhámos quando, pelo telefone, perguntámos a meia dúzia de companheiros: pagávamos, ou não pagávamos os bilhetes da tropa? Ninguém se lembra bem!
Quis o destino que achasse, aqui por casa, um exemplar de uma requisição de transporte, em 2ª. classe, no caso à CP e da Estação de Águeda para a de Lamego Central, quando, já concluído o curso de Operações Especiais, lá fiquei colocado. Se repararam bem, verificarão que a requisição era do Ministério do Exército, via DL 2023, de 4 de Fevereiro de 1922, expressamente referindo, e citamos, «devendo a importância do mesmo transporte ser paga pelo Ministério do Exército». 
Está todo esclarecido: pagava o Estado. 
Furriel C. Viegas
 
 


Viegas, furriel do Quitexe,
69 anos em Águeda !

O furriel miliciano Viegas, do PELREC da CCS do BCAV. 8423, festeja 69 anos a 21 de Novembro de 2021.
Cavaleiro do Norte do Quitexe, e especialista de Operações Especiais (Rangers), concluiu o curso no Centro de Instrução de Operacionais (CIOE) e lá ficou como instrutor - tal qual o Monteiro e o Neto.
Mobilizado para Angola, o trio apresentou-se no RC4, em Santa Margarida e a 24 de Dezembro de 1973, véspera da Natal, de lá «arrancando» ao fim da tarde para os seus natais de família.
Jornadeou o trio pelo Quitexe e por Carmona e regressaram a Portugal a 8 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana por terras do Uíge angolano. O  Viegas fixou-se em Óis da Ribeira, a sua terra natal do concelho de Águeda, e trabalhou nas áreas administrativa, jornalística e bancária. Já aposentado, mora na mesma localidade e amanhã ficará ele com os parabéns em casa. É (sou) o editor deste blogue!

 


sexta-feira, 19 de novembro de 2021

6 618 - A chegada e o adeus da CCAÇ. 4145/74 ao Destacamento de Vista Alegre!

Grupo de militares da CCAÇ. 4145/72, a de Vista Alegre, num momento de boa disposição,
lá pelas terras africanas do Uíge angolano. Era comandada pelo capitão Raúl Corte Real.
Alguém pode ajudar a identificá-los?

Caçadores da 4145, a Companhia de Vista Alegre, em
1974:  1º. sargento Sobreiro, furriéis Freitas e Cerqueira
 e António Dias. Momento de lazer uíjano!

A CCAÇ. 4145/74 chegou a Vista Alegre no dia 19 de Novembro de 1974, há 47 anos e iria substituir a CCAÇ. 4145/72, comandada pelo capitão miliciano Raúl Corte-Real e adida aos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423. 
Mas rapidamente rodou: «A 20 de Novembro saiu do Subsector e permitiu o início da saída definitiva da CCAÇ. 4145/72 para Luanda», refere o livro «História da Unidade» - a do BCAV. 8423.
A saída da CCAÇ. 4145/72 «começou a processar-se a 21 de Novembro», uma quinta-feira, já a 1ª. CCAV. 8423, a da
 O estandarte da CCAÇ.
4145/72, de Vista Alegre
Fazenda de Zalala, tinha iniciado a sua movimentação para Vista Alegre e Destacamento da Ponte do Dange - que seria concluída no dia 25, a terça-feira seguinte.
Estas rotações estavam devidamente planificadas e em nada alteraram a vivência quotidiana das outras Companhias do BCAV. 8423 - a CCS (aquartelada no Quitexe), a 2ª. CCAV. 8423 (em Aldeia Viçosa) e a 3ª. CCAV. 8423 (em Santa Isabel), se bem que esta já estivesse, por esse tempo, em ordem de marcha para a vila sede do Batalhão.
O 19 de Novembro foi uma terça-feira e a estas movimentações não seria alheia da reunião do Comando do Sector do Uíge (CSU), na véspera e que decorreu no BC12, em Carmona, e na qual participou o capitão José Paulo Falcão - oficial de operações do BCAV. 8423 e que, por esse tempo, exercia as funções de comandante interino do Batalhão, substituindo o comandante, tenente-coronel Carlos de Almeida e Brito, de férias em Lisboa.
O alferes miliciano Adão Moreira, em 1974,
 na messe de oficiais de Vista Alegre

Os quadros da 
CCAÇ. 4145/72

O alferes miliciano Adão Moreira era oficial «mais velho» e, por isso mesmo, comandou a CCAÇ. 4145/72 durante os períodos de doença e férias do capitão Corte Real. Mas, nesse dia de saída, há 47 anos, já estava em Luanda.
«Fui mais cedo para o Grafanil, com cerca de 50 homens da incorporação angolana, para processar a desmobilização deles», disse o antigo oficial miliciano de Vista Alegre.
Outros oficiais que por lá jornadearam, quadros da CCÇA, 4145/72, foram os alferes Rosa (que comandou o 1º. pelotão), Fonseca (o 3º.) e Aguiar (o 4º.).
Adão Moreira e Rosa são de Setúbal e este substituiu o alferes Dias (despromovido a furriel) e é aposentado das Finanças. Fonseca, é advogado em Lisboa. Aguiar, outro alferes e provavelmente também residente na capital, substituiu o alferes Damas - que foi desmobilizado, ainda em Portugal.

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

5 617 - A formação do BCAV. 8423 e o adeus do capitão médico Leal, do alferes capelão Almeida e do cozinheiro Baião!

Alferes milicianos António Garcia e Jaime Ribeiro, capitão miliciano médico
 Manuel Leal (que há 43 anos disse adeus ao Quitexe e aos Cavaleiro do Norte,
regressando a Portugal) e o tenente Acácio Luz. Oficiais da CCS/BCAV. 8423
 

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, todos milicianos. Em
cima, furriéis Graciano e Carvalho, com o alferes Simões ao.
Em baixo, furriel Capitão, infelizmente falecido a 5 de Janeiro
 de 2010, em (Vila Nova de) Ourém e de doença. RIP!!!

O Batalhão de Cavalaria 8423, de acordo com o livro «História da Unidade, «começou a existir cerca de Outubro/Novembro de 1973, com a mobilização da maioria dos seus quadros e tendo como unidade mobilizadora o RC4, sendo mobilizado com destino a Angola».
Foi isto há 48 anos!
O 4º. turno de instrução especial deveria ter-se realizado em Dezembro mas, de novo citando «História da Unidade, «por diversos condicionalismos, esse período de instrução não se realizou».
Assim, e por isso mesmo e continuando a citar o «HdU», «o encontro da maioria do pessoal do futuro Batalhão - oficiais, sargentos e praças - só se deu em Janeiro de 1974, no aquartelamento do Destacamento do RC4, em Santa Margarida».
A maioria dos quadros milicianos, todavia, apresentou-se ao longo o mês de Dezembro de 1974. Alguns deles, em véspera da Natal - como foi o caso dos futuros furriéis milicianos Monteiro, Viegas e Neto, nesse dia lá chegados, pouco antes do meio dia e transferidos, os três, do Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE), em Lamego. Apresentados, logo entraram em gozo de breve licença - que se prolongou até 2 de Janeiro de 1974, quando voltaram a Santa Margarida para a, então, já definitiva formação do BCAV. 8423. Envolvendo os futuros praças das 4 Companhias a do Comando (CCS) e as três operacionais.
O capitão miliciano médico Manuel leal, com
 a esposa e o alferes miliciano António Cruz,
há 5 anos e na Póvoa do Varzim

Adeus do capitão miliciano
médico Manuel Leal !

Um ano depois e por terras do Uíge angolano, os Cavaleiros do Norte iam já no 7º. mês de comissão mas, felizmente, já num período de acalmia. Que foi também tempo de adeus(es).
O capitão médico miliciano Manuel Soares Cipriano Leal foi um dos Cavaleiros do Norte que, em final de comissão, regressou a Portugal. 
Já estava por Angola quando o BCAV. 8423 lá chegou, era médico do BCAÇ. 4211. Estava no Quitexe e chegámos lá a 6 de Junho de 1974. Regressou a Portugal e a Fafe, onde exerceu medicina até ao final da sua vida. Faleceu a 10 de Abril de 2020, aos quase 92 anos.
Foi condecorado com a Medalha de Mérito Militar Comemorativa das Campanhas do Exército Português, com a legenda «ANGOLA 2972-73-74, 
porque «sempre demonstrou a maior competência profissional, na resolução de todos os casos clínicos que lhe surgiram, com elevado espírito de servir», no que, sublinha o louvor, «evidenciou perfeita identidade com a missão que lhe foi solicitada, não se poupando a sacrifícios, nem olhando a horas de descanso». 
Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!

Alferes capelão
Ferreira de Almeida
O alferes miliciano
capelão José Almeida

O padre capelão José Ferreira de Almeida, alferes miliciano do BCAV. 8423, foi outro Cavaleiro do Norte a deixar o Quitexe há 47 anos.
Faria 76 anos a 13 de Julho de 2020, mas faleceu, de doença cancerosa, a 2 de Março de 1995, aos 50 anos e quando era professor em Viseu.
Natural de Vila, da freguesia de Silvã de Cima, no município de Sátão, nasceu a 13 de Julho de 1944, filho do segundo casamento de Firmino Seixas de Almeida, viúvo, e de Maria do Carmo Ferreira. Foi ordenado sacerdote católico a 23 de Julho de 1967, aos 22 anos e por D. José Pedro da Silva, ao tempo Bispo da Diocese de Viseu.
Regressado a Portugal, viria a abandonar o sacerdócio em 1978/1979 e casar em 1992 com Conceição Isabel Rodrigues da Silva, depois Conceição Isabel Rodrigues da Silva Ferreira de Almeida, que era técnica administrativa do Centro de Saúde de Viseu. Depois de um longo processo canónico.
Os caminhos da vida levaram a que enveredasse pelo ensino, tendo sido professor de Português em várias escolas do distrito de Viseu, cidade onde sempre viveu e onde está sepultado. Faleceu quando se preparava para iniciar o doutoramento e foi sempre muito apaixonado pelo estudo da literatura, especialmente Aquilino Ribeiro e Miguel Torga, que, ironicamente, conheceu no IPO de Coimbra, quando ambos estavam às portas da morte.
Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!
Antero Baião

O Baião da cozinha
da CCS do Quitexe

O soldado Antero Lourenço Baião foi outro Cavaleiro do Norte que, há 47 anos, abandonou o Quitexe, por desmobilização citada na Ordem de Serviço 123, do BCAV. 8423, por razões que tiveram a ver com doença.
Doença certamente grave, ou não seria desmobilizado.
O que dele sabemos é que nasceu a 16 de Março de 1952, tem 69 anos e foi cozinheiro de especialidade militar, trabalhando na cozinha da CCS, na vila do Quitexe.
Também sabemos que, por informação do soldado sapador Albino Dias, que com ele por vezes com ele se encontra, que mora em Nova Ermida, no concelho de Mira, a sua terra natal, já aposentado.
- NOTA: Não estamos seguros que a foto aqui publicada seja
a de Antero Baião. Alguém nos pode ajudar a (não) confirmar?

5 616 - Mobilizações, há 48 anos, para Angola de futuros Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 !

A mobilização dos futuros furriéis milicianos Monteiro, 
Viegas e Neto, da CCS e na Ordem de Serviço 286,
do CIOE, a 17/11/973. Há 48 anos!

Há precisamente 48 anos, no dia 17 de Novembro de 1973, pela Nota nº. 47 000 da Repartição de Pessoal (RSP) da Direcção de Serviço de Pessoal (DSP) do Ministério do Exército (ME), que citamos, «foram nomeados para servir o ultramar» - em Angola - os então futuros furriéis milicianos Monteiro, Viegas e Neto, da CCS do BCAV. 8423.
Os três estavam colocados no Centro de Instrução de Operações Especiais (o CIOE), em Lamego, onde, a 29 de Setembro anterior, tinham concluído o curso, lá ficando colocados. O Monteiro, em Penude, na Companhia de Instrução d
o curso «Ranger» que era frequentado pelo Reino, que viria a ser furriel miliciano da 3ª. CCAV., a de Santa Isabel; o Viegas e o Neto no quartel-sede, a serviços de escala e em prontidão para as provas de treinamento de Penude.
A mobilização só chegou ao nosso conhecimento a 7 de Dezembro desse ano, pela leitura da Ordem de Serviço nº. 286, do CIOE, que dava conhecimento de outros «Rangers» colocados em Lamego e futuros furriéis milicianos: João Matos, Joaquim Grilo, Manuel Ferreira, Joaquim Gonçalves, Rui Lucas e Joaquim Nogueira, na 1ª. CCAÇ., e, na Companhia de Instrução, em Penude, Rui Praxedes, Américo Ferreira, Fernando Ribeiro, João C. Pedro, Fernando Rodrigues, Fernando Caldeira, Cristovão Cunha, Zacarias Ramos, Fernando Salgueiro e Abílio Gama.
O António Augusto Faria Novais Rebelo, de transmissões de infantaria e que, como furriel miliciano, viria a integrar a 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, também foi mobilizado por esta Nota 47 000, publicada há 48 anos.
Mapa da zona de acção operacional
dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423


Zalala e Santa Isabel
a prepararem rotação!

Um ano depois e já com meio ano de jornada africana de Angola cumprida, o trio de «rangers» e toda a guarnição expectavam sobre o futuro próximo, quando já iam semanas depois do cessar-fogo anunciado por FNLA e MPLA. Da UNITA, pouco se falava por lá.
A 1ª. CCAV. 8423, do comando do capitão miliciano Davide Castro Dias, ultimava a rotação para Vista Alegre e Ponte do Dange e o definitivo abandono da mítica Fazenda Zalala. E a 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, também começava a pre-
parar-se para «viajar» para o Quitexe.
Cabinda era notícia: a Força Aérea Portuguesa violou o espaço aéreo do Congo e bombardeou algumas posições. O objectivo era pôr cobro a um motim no norte do Enclave de Cabinda. A operação, de acordo com a France Press, decorreu a 15 e 16 de Novembro de 1974, e o objectivo do ataque era «libertar 22 mili
tares portugueses presos como reféns de elementos da FLEC». Estes, recuaram ara território congolês e as autoridades locais (congolesas) tomaram conta dos reféns e de um mercenário francês.
Eugénio G. Carmo

Carmo de Aldeia Viçosa, 
69 anos na Covilhã !

O 1º. cabo Carmo, da 2ª. CCAV. 8423, festeja 69 anos a 19 de Novembro de 2021, lá pelos altos da Serra da Estrela.
Eugénio Gonçalves do Carmo de seu nome completo, foi atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa e regressou a Portugal a 10 de Setembro de 1975, quando terminou a sua comissão de serviço em Angola, fixando-se na Malhada Chã, da freguesia de Piodão, no concelho de Arganil. A vida levou-o para outras paragens e mora agora no Peneireiro, povoação da freguesia de Sobral de S. Miguel, concelho da Covilhã. 
Para lá e para ele vai o nosso abraço de parabéns!

terça-feira, 16 de novembro de 2021

5 615 - A desactivação dos GE (Grupo Especiais)! O problema do Enclave de Cabinda !

Os furriéis milicianos Francisco Neto e Viegas, responsáveis,  com
 Miguel Peres dos Santos, dos GE 217 e 223, da CCS e no Quitexe

Furriéis milicianos Viegas e Miguel,
responsáveis, com Neto, pelos
 GE´s 217 e 223 do Quitexe
 



O BCAV. 8423, com comando aquart
elado na vila do Quitexe, tinha adidos vários Grupos Especiais (GE), uma força irregular formada por voluntários africanos da etnia local, que opera
vam como subunidades locais do Exército Português. 
Angola, no seu auge operacional, teve 99 grupos de GE, cada um com 31 homens, mais um menos um, que operavam concertadamente e sob comando das tropas portuguesas.
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 tinham 4 grupos: o GE 217 e o GE 223 (adidos à CCS do capitão António Martins Oliveira, no Quitexe), o GE 222, em Aldeia Viçosa (2ª. CCAV. 8423, a do capitão miliciano José Manuel Cruz) e o GE 208, em Vista Alegre (CCAÇ. 4145, a do capitão miliciano Raúl Corte Real).
Outras forças irregulares a actuar em Angola e sob dependência das FA, eram a Organização Provincial de Voluntários de Defesa Civil de Angola (OPVDCA), as Forças Aéreas Voluntárias (milícia aérea), a Guarda Rural (auxiliar da PSP), as Tropas Especiais (TE, ver abaixo), os Fiéis Catangueses (exilados do Zaire), os Leais Zambianos (exilados da Zâmbia) e os Flechas (força paramilitar da PIDE/DGS).
 
Grupos Especiais, força 
irregular formadas por 
voluntários africanos
Desactivação oficial dos
«GE´s» do BCAV. 8423

Aos tempos de há 47 anos, por meados de Novembro de 1974, estava em marcha a desactivação dos 4 Grupos Especiais (GE´s) do BCAV. 8423. 
Os do Quitexe, operavam sob comando directo dos furriéis milicianos milicianos Miguel Peres dos Santos (paraquedista então temporariamente colocado na CCS), Viegas e Neto, ambos de Operações Especiais (Rangers). 
«A ineficiência que se vinha verificando e a sua desnecessária existência levaram os escalões superiores a prever a sua desactivação», reporta o livro «História da Unidade», quanto ao mês de Novembro e a esta força irregular que tantas dores de cabeça por lá nos deu, não só em operações como no seu dia-a-dia, no geral  demasiadamente indisciplinado.
A memória faz-nos recordar dois dos seus chefes: o João Quatorze e o João Bernardo. Este, que se ufanava de ter filhos a estudar no Estoril, viemos a encontrá-lo (eu e o Neto) em Luanda, já em Agosto de 1975 e como capitão do MPLA, na Avenida D. João II, perto da Messe da Combatentes.  
«Subi nos vida..., suuuubiiii nos vida», disse-nos ele, em sotaque caracterís-
tico da sua etnia e de olhos a brilhar de alegria, a apontar para os galões de capitão, que reluziam ao sol angolano e o tornaram comandante do MPLA.
O que será feito deles?
O Diário de Lisboa de 16 de
Novembro de 1974 falava
do problema de Cabinda

O problema do
Enclave de Cabinda

Angola, ao tempo, continuava com o delicado problema da (não) independência de Cabinda em jogo e repetiam-se incidentes no Enclave. 
O Diário de Lisboa de 16 de Novembro de 1974 titulava, em primeira página, que «Há banditismo e não guerrilha em Cabinda», adiantando que as Forças Armadas Portuguesas estavam a levar a cabo «uma operação para desalojar um grupo armado, denominado FLEC».
O jornal citava o presidente da Junta Governativa, o almirante Rosa Coutinho, à sua chegada a Luanda, precisamente oriundo de Cabinda, frisando que «é obrigação das Forças Armadas garantir a integridade do território, durante o processo de independência». Disse mais, Rosa Coutinho: disse «serem inadmissíveis as exigências formuladas pela FLEC e pelos TE, que mantém em seu poder vários reféns».
FLEC, entenda-se Frente de Libertação do Enclave de Cabinda. Por TE, Tropas Especiais, força inicialmente formada por 1 200 guerrilheiros que se desagregou da UPA (FNLA, movimento independentista) e passaram a combater por Portugal. Operavam em Cabinda e Norte de Angola e chegaram a atingir um pico de 2 000 efectivos, organizados em 4 batalhões de 16 grupos de combate, cada qual com 31 homens.
Maria dos Anjos e
 João Jerónimo Rito


Maria dos Anjos Jerónimo, 69
anos em Castelo Branco !


A albicastrense Maria dos Anos Jerónimo, viúva de João Rito, Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja 69 anos a 16 de Novembro de 2021.
João Jerónimo Rito, atirador de Cavalaria de especialidade militar e companheiro da nossa jornada africana, ele por terras de Aldeia Viçosa e Carmona, e faleceu 1 de Março de 2016, já lá vão mais de 5 amos.
Um ano antes, a vida pregara-lhes dura partida: a morte de um filho, de 37 anos - vítima de acidente.
Maria dos Anjos, em honra e memória de seu marido,  continuou a participar nos encontros dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa e, hoje e aqui, com abraço solidário, lhe deixamos um outro: o de parabéns!
Tempos uíjanos dos irmãos
Cocenas da Silva: Eduardo
(que hoje festeja 69 anos)
Adelaide (Lai-Lai) e Rosa
Eduardo Silva e a sobrinha
Lucília, filha de Lai-Lai


Eduardo de Luísa Maria,
69 anos de boas cenas !

O engenheiro Eduardo Cocenas da Silva faz hoje 69 anos.
Lembram-se dele? Era filho do saudoso
 Eduardo Bento da Silva, que foi gerente da mítica Fazenda Luísa Maria,
Ainda criança, quase de colo, chegou em 1956 à fazenda uíjana, ido de Condeixa e com a irmã Rosa Maria e a que se «juntou» Adelaide (a Lail-Lai que os Cavaleiros do Norte conheceram por 1974/1975). Estudou em Luanda (na Escola Industrial de Comercial) e, regressado a Portugal, licenciou-se em engenharia electrónica no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC).
Aposentado, foi profissional no Complexo Industrial de Sines e divide o seu tempo de agora entre o «bem-bom» das terras de S. João da Talha (onde reside) e a Inglaterra, onde moram o filho, a nora e o neto. 
Parabéns! 

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

5 614 - As FAPLA´s avançaram na chamada «Rota do Café», tendo tomado Porto Quiri, Úcua e Quibaxe !




Cavaleiros do Norte de Zalala: os furriéis milicianos Louro e Manuel Dias
(falecido a 20 de Outubro de 2011). E o do meio, quem é? Um militar da
 incorporação local, que poucos dias esteve na 1ª . CCAV. 8423

Furriéis milicianos de Zalala: Costa,
Queirós e João Dias. À frente, Manuel Dinis
Dias, falecido a 20 de Outubro de 2011


A 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala e do capitão miliciano Davide Castro Dias, preparava, há precisamente 47 anos, a sua rotação para Vista Alegre e Destacamento de Ponte do Dange - que se viria a completar no dia 25 de Novembro de 1974.
A CAÇ. 209/RI 21 já tinha abandonado a Fazenda Liberato (no dia 8) e a CCAÇ. 4145/72 também iria sair para Luanda (a 20), episodicamente substituída pela CCAÇ. 4145/74 - que ali chegou a 19 e no dia seguinte foi embora, sendo substituída pelos «zalalas».
A esse tempo de há 47 anos, nas restantes subunidades do BCAV. 8423, lê-se no livro «História da Unidade», que «foi mantida a actividade desenvolvida do antecedente, excepção feita à 3ª. CCAV. 8423, na qual se iniciaram os preparativos para o seu movimento para o Quitexe, a realizar no início de Dezembro».
E assim foi.
Na verdade, os Cavaleiros do Norte comandados pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes completaram a sua rotação para a vila do Quitexe, a sede do BCAV. 8a23 a 10 de de 1974, ali partilhando o aquartelamento com a CCS - ali instalada desde 6 de Junho do mesmo ano.
Ainda em termos de rotação, seria no dia 14 de Novembro seguinte o da saída da Fazenda Luísa Maria, onde estava um grupo de combate da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa.
«Angola no «top» mundial: Governo
MPLA talvez amanhã», noticiava o
Diário de Lisboa de 12 de Novembro de 1975

Governo do MPLA na
Angola independente

Um ano depois e com a independência de Angola já proclamada a 11 de Novembro de 1975 e os Cavaleiros do Norte já em Portugal, a guerra civil não parou.
O Diário de Lisboa do dia seguinte (12), na perna do jornalista Eugénio Alves, dá conta que, e citamos, depois de «grandes momentos de entusiasmo e exaltação patriótica (...), também nas frentes de combate, onde a luta nunca cessou, se noticiam novos encontros».
Era o caso de Cabinda, onde se registou «o rechaçar de mais uma tentativa agressora da FLEC, que teve de bater em retirada», e a norte, onde «as FAPLA avançam na chamada «rota do café», tendo tomado Porto Quiri, Úcua e Quibaxe». 
Localidades que fica(va)m no caminho, acrescentamos nós, de Ponte do Dange, Vista Alegre, Aldeia Viçosa e Quitexe, antes de, na mesma estrada do café, chegarem a Carmona - terras onde jornadearam os Cavaleiros do Norte e eram o grande reduto da FNLA e do seu ELNA. A sul, ainda segundo o DL, combatia-se na Balabaia, abaixo de Novo Redondo, «no intuito de se oporem às forças mercenárias».
O MPLA formava governo e Lúcio Lara era indicado como 1º. Ministro e Mário de Andrade como possível nos Negócios Estrangeiros. Outros nomes, indicados como prováveis: Garcia Neto e Lopo do Nascimento (também para os Negócios Estrangeiros), Iko Carreira (Defesa), Carlos Rocha (Coordenação Económica), David Bernardino (Saúde) e Rui Monteiro (Informação).
Martins Oliveira

Martins de Aldeia Viçosa
festeja 69 anos em Leiria!

O soldado atirador de Cavalaria Martins Pereira de Oliveira, da 2ª. CCAV. 8423, festeja 69 anos a 16 de Novembro de 2021.
Cavaleiro do Norte de Aldeia Viçosa (e depois de Carmona, a actual cidade do Uíge e capital da província angolana deste nome), foi atirador de Cavalaria de especialidade militar e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar Angola. 
Fixou-se na sua natal terra de Aparícios, lugar da freguesia de Santa Eufêmia, a sua terra natal do município de Leiria. Onde fez a sua vida familiar e profissional.
Ainda lá reside e para lá vai o nosso abraço de parabéns!