CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

7 335 - A inspecção à Escola de Recrutas do BCAV. 8423, em 1974! Os «recuos» de 1975!

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa. Reconhecemos, em cima, o condutor Aniano e o
 mecânico Martins (de cabeça para baixo). Em baixo e da esquerda para a direita, o condutor Samuel, o Grave,
 o Antunes, o furriel Amorim Martins, o Oliveira, o 1º. cabo Martinho, o furriel Abel Mourato (que amanhã
  faria 72 anos e faleceu a 2 de Junho de 2020) e o Barbosa. Quem ajuda a identificar os restantes?

O tenente-coronel Almeida e Brito e o capitão
miliciano José Manuel Cruz, comandantes
do BCAV. 8423 e da 2ª. CCAV. 8423


Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, ao tempo em formação no Destacamento do RC4, no Campo Militar de Santa Margarida, foi alvo, a 23 de Janeiro de 1974, há 49 anos, de uma «inspecção normal de uma Escola de Recrutas».
A visita inspectiva esteve a cargo do coronel Magalhães Corrêa, da Direção da Arma de Cavalaria (DAC), e quando por lá se dava instrução aos futuros atiradores de Cavalaria, já mobilizados para Angola.
Um ano depois, o comandante Almeida e Brito reuniu na uíjana Aldeia Viçosa com o capitão José Manuel Cruz, comandante da subunidade, e oficiais da 2ª. CCAV. 8423. Por, recorda-se do livro «História da Unidade», «necessidade de estabelecimento de contactos operacionais».

O encontro foi um de vários outros dessa época: à 1ª. CCAV. 8423, em Vista Alegre (dia 5 de Janeiro), ao Comando de Sector do Uíge (a 3, 7 e 28) e ao BC12 (dia 18). Já aqui reportados.
Ao tempo, a actividade dos Cavaleiros do Norte - como por aqui também já tem sido recordado -, era «muito limitada, por falta de meios humanos», e, por outro lado, «quase somente conduzida ao longo do «alcatrão», em constantes patrulhamentos, apeados e auto, através dos quais se garante a nossa presença e a liberdade de itinerário». 
Assim historia o livro «História da Unidade».
Notícia do «Diário de Lisboa» de há 49 anos


Um recuo em Portugal 
será um recuo para 
Angola !

Ao tempo, há 49 anos e pelas terras uíjanas do norte de Angola, continuava a murmurar-se a rotação dos Cavaleiros do Norte, em resultado das negociações da Cimeira do Alvor, sobre a independência de Angola, e não surpreenderia que a visita do (então) tenente-coronel Almeida e Brito se enquadrasse nesse âmbito.
Agostinho Neto, em Lisboa e na Associação Portuguesa de Escritores, disse «ser necessário que os povo de Angola e de Portugal se unam, porque unidos haveremos de trilhar o com caminho da liberdade, obstando a que se reinstale qualquer outro poder neocolonialista».
«Um recuo para Portugal será um recuo para Angola e um recuo em Angola será um recuo para Portugal», afirmou Agostinho Neto, frisando também crer que «depois da independência vai haver mais negros em Portugal e mais brancos em Angola».
Abel Mourato

Furriel Abel Mourato, 
vagomestre de Aldeia Viçosa, 
faleceu há 4 anos !

O furriel miliciano Abel Maria Ribeiro Mourato festejaria 72 anos a 24 de Janeiro de 2024. Amanhã e aos 68 anos. Infelizmente, faleceu a 2 de Junho de 2020!
Vagomestre da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, também jornadeou pela cidade de Carmona e regressou a Portugal e a Portalegre (a cidade de nascimento e residência, ao tempo) no dia 10 de Setembro de 1975. Fez carreira profissional na função pública - na Autoridade Tributária (as Finanças) - e, já aposentado, morava em Vila Viçosa. 
Aposentado, queixava-se ultimamente de dores na cervical e de artroses, o que o fez entrar em ciclo depressivo. A 27 de Maio de 2020, já internado, foram-lhe diagnosticados problemas de tensão alta, dificuldades de oxigenação e embolia pulmonar.
Casado em segundas núpcias com Manuela, era pai de Marta, de 19 anos. E de Nuno Miguel, de 42 e do seu primeiro casamento.
O Mourato foi um bom companheiro da jornada africana que nos levou ao Uíge de Angola, que hoje recordamos, com emoção e saudade! RIP!!!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

7 334 - Rotação dos Cavaleiros do Norte e o Governo de Transição de Angola...


A Estrada do Café, na entrada da vila do Quitexe e do lado de Carmona
O BC12 a 25 de Setembro de 2019, quando por lá 
passaram o furriel Viegas, do PELREC da CCS,
e o condutor Nogueira do Liberato
 

Aos 20 e tantos dias do já distante Janeiro de 1975 - há 49 anos!... -,  pelas bandas do Quitexe, de Aldeia Viçosa e de  Vista Alegre, era cada vez maior o murmúrio sobre a remodelação que levaria (e levou) os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 para a cidade de Carmona.
O destino parecia traçado: o BC12, unidade que guarnecia a capital do distrito do Uíge desde 1961, ia ser extinto e poderia ser (e foi...) o nosso destino. No entanto, como se pode ler no livro «História da Unidade», «nada de positivo ainda se concretizou sobre tal movimento
Aguardava-se «sanção superior, resultante das alterações que a Cimeira do Alvor possa impor».
Os dias políticos de Angola, há 49 anos, andavam à volta de quem seria (ou não) membro do Governo de Transição. A memória do Acordo do Alvor estava fresca mas, na capital, os representantes dos três movimentos nada adiantavam.
Vaal Neto, da FNLA, dizia que «nada está definido». A UNITA, nada dizia. O MPLA nada de oficial dava a conhecer.
A imprensa de Luanda, entretanto, preocupava-se com isso e outras coisas. Por exemplo, com a Lei de Imprensa e o eventual (futuro) controlo partidário dos órgãos de comunicação social. O MPLA era acusado de manipular alguns deles.
A 24 de Janeiro de 1975, três notas da capital angolana, retiradas do Diário de Lisboa desse dia: «O êxodo dos colonos continua (embora a um ritmo menos acelerado), a par e passo com a falta de cerveja e refrigerantes e uma contínua alta de preços».
Eram os passos que então se davam, no processo de descolonização e independência de Angola.
O furriel João Dias e o 1º. cabo Albino
Ferreira, já visivelmente debilitado, em
Outubro de 2016, a 3 meses da sua morte

A morte de Albino Ferreira, 
1º. cabo do PELREC e
de Zalala!

O 1º. cabo Ferreira foi atirador de Cavalaria do BCAV. 8423 e faleceu, de doença, a 23 de Janeiro de 2017. 
Albino dos Anjos Ferreira integrou o PELREC da CCS, no Quitexe, e rodou depois para a 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala.
Natural do Cardal, freguesia de Ferreira do Zêzere, onde nasceu a 28 de Novembro de 1952, lá voltou a 9 de Setembro de 1975. Mudou-se, entretanto, para a zona de Sintra e por lá trabalhou na área da construção civil e, ultimamente, em automóveis usados -  fixado em  Almargem do Bispo, onde, em finais de 2016, foi localizado pelo furriel miliciano João Dias, TRMS da 1ª. CCAV. 8423.
A última vez que confraternizámos foi no encontro de Ferreira do Zêzere, em 2010, no qual participou com a alegria de sempre, muito bem apessoado, de fato e gravata a condizer, comungando a alegria de se partilhar com os companheiros dos tempos da sua/nossa jornada da terra africana por terras do Uíge.
Hoje, 7 an anos depois da sua morte, o recordamos com saudade. RIP!!

A Fazenda Zalala, a da 1ª. CCAV. 8423!
Costa de Zalala, faz
72 anos em Leiria !

O soldado Mário Ventura Soares da Costa, Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, festeja 72 anos a 23 de Janeiro de 2024. Amanhã.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, jornadeou por Zalala, Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona, tendo regressado a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975. A Vale de Figueira, na freguesia de S. João da Talha, em Loures - onde então residia. 
Sabemos, por prestimosa informação do furriel miliciano João Custódio Dias (TRMS), que mora agora na freguesia de Maceira-Lis, no concelho de Leiria - por lá tendo trabalhado numa fábrica de cimentos. É para lá que vai o nosso abraço de parabéns.
















Cavaleiros do Norte do PELREC da CCS do BCAV. 8423, a 29 de Maio de 2010, no encontro de Ferreira do Zêzere:
os soldados Augusto Florêncio e Francisco António, furriéis Neto e Viegas e o 1º. cabo Albino
 Viegas e 1º. cabo Albino Ferreira - que faleceu, de doença, a 23 de Janeiro de 2017, de doença
 e em Almargem do Bispo, Sintra. RIP!!!

Os presidentes Agostinho Neto (MPLA), Holden
Roberto (FNLA) e Jonas Savimbi (UNITA)

Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, pelos últimos dias de Janeiro de 1975, iam riscando os dias do calendário e sempre muito expectantes quanto à (eventual) rotação para Carmona e, consequentemente, sobre a data do regresso a Portugal.
A nossa jornada africana do Uíge angolano, confortada com as notícias que nos chegavam da Cimeira do Alvor, continuava tranquila e serena, com serviços de ordem, patrulhas e escoltas e controlo das algumas escaramuças que iam opondo, localmente, combatentes da FNLA e do MPLA - já que a UNITA por lá tinha pouca expressão. Quase nenhuma.
Agostinho Neto, presidente do MPLA, continuava em Portugal (Holden Roberto, da FNLA, e Jonas Savimbi, da UNITA, já tinham partido) e reunia com os partidos políticos portugueses. A 21 de Janeiro, por exemplo, foi  recebido pelo PPD (o actual PSD) e pelo MDP/CDE. A 22, hoje se passam 46 anos, deixou Lisboa e voou para a Argélia, depois para Tanzânia e a Zâmbia - antes de chegar a Luanda, onde a 31 de Janeiro desse ano programava assistir à posse do Governo de Transição.
«Nesta nova fase da luta pela independência de Angola, as tarefas prioritárias são a resolução dos problemas políticos, o que exige a diminuição de tensões entre brancos e pretos, entre todos os movimentos políticos», disse Agostinho Neto, à saída de Lisboa.
O furriel João Dias e o 1º. cabo Albino
Ferreira, já visivelmente debilitado, em
Outubro de 2016, a 3 meses da sua morte


A morte do Ferreira,
1º. cabo do PELREC
 
O 1º. cabo Ferreira,  atirador de Cavalaria do PELREC da CCS, faleceu há precisamente 4 anos, no dia 23 de Janeiro de 2017, vítima de doença.
Albino dos Anjos Ferreira nasceu na freguesia de Cardal, em Ferreira do Zêzere, aonde voltou a 9 de Setembro de 1975 e depois de, em Angola, ter rodado para a 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala. Migrou para a zona de Sintra e, por Almargem do Bispo, trabalhou na área da construção civil e, ultimamente, em automóveis usados.
A última vez que confraternizámos foi no encontro de Ferreira do Zêzere, em 2010, no qual participou com a alegria de sempre, muito bem apessoado, de fato e gravata a condizer, comungando a alegria de se partilhar com os companheiros dos tempos da terra africana.
Faleceu, de doença, a 23 de Janeiro de 2017, em Almargem do Bispo. Faria 65 anos dia 28 de Novembro de 2017 e hoje o recordamos com saudade. RIP!!!

Fazenda de Zalala

Costa, atirador de Zalala,
69 anos em Leiria !

O soldado Mário Ventura Soares da Costa, da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, festeja de 69 anos a 23 de Janeiro de 2021.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar,  foi Cavaleiro do Norte da Fazenda de Zalala, em Vista Alegre, no Songo e em Carmona, no Uíge angolano, regressando a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975.
Fixou-se em Vale de Figueira, freguesia de S. João da Talha, no concelho de Loures, e mora agora em Maceira Liz, em Leiria, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

domingo, 21 de janeiro de 2024

7 333 - Festa militar do Comando de Sector no pavilhão do Recreativo do Uíge!

 

O capitão José Paulo Fernandes, em primeiro
plano. Foi vedeta do espectáculo de 49 anos,
em Carmona. Tocou, cantou e encantou...
O pavilhão do CRU



O pavilhão desportivo do Clube Recreativo do Uíge (CRU) foi espaço para, há 49 anos e na noite de 21 de Janeiro de 1975, a realização de um espectáculo cultural e musical destinado aos militares de todas as unidades do Comando do Sector do Uíge - o CSU.
O evento, na cidade de Carmona, a capital da Província do Uíge (agora e desde a independência, com este nome), teve participação activa de alguns Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423.
A memória confunde-me de alguma maneira, afinal já lá vão 49 anos!!!..., mas é seguro que o capitão José Paulo Fernandes, comandante da 3ª. CCAV. 8423 - a da Fazenda de Santa Isabel mas ao tempo já na vila do Quitexe - foi uma das vedetas de noite, com grupo musical improvisado mas de elevado nível. Ele mesmo cantando, encantando e tocando viola.
O grupo musical militar, na verdade, entusiasmou toda a assistência e, muito em particular, a comunidade civil que tambem assistiu e literalmente encheu o pavilhão da capital da província.
Jorge Vicente, 1º.
cabo do PELREC
Vicente, 1º. cabo do
PELREC, faleceu há
já 27 anos !


O 1º. cabo Jorge Luís Domingues Vicente, Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423, faleceu há precisamente 27 anos - no dia 21 de Janeiro de 1997, uma terça-feira.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, integrou o PELREC, comandado pelo alferes António Garcia, com os furriéis Monteiro, Viegas e Neto, todos milicianos, e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 - no final da sua (e nossa) jornada africana do nortenho Uíge angolano.
Regressou e fixou-se em Vila Moreira, no município de Alcanena, de onde era natural e onde fez vida familiar e profissional.
Foi animador activo e muito entusiasta participante dos dois primeiros encontros anuais da CCS (em 1995 e 1996), mas doença de natureza cárdio-vascular levou a que, depois de doloroso sofrimento, falecesse muito novo. Aos 44 anos.
Hoje se passam 27 e aqui, dele fazendo memória, o recordamos com saudade! RIP!!!

sábado, 20 de janeiro de 2024

7 332 - As eleições para a Constituinte de 1975 e os Cavaleiros do BCAV. 8423 no Quitexe!

Cavaleiros do Norte no Quitexe. Da esquerda para direita, Francisco e Madaleno, Ferreira (de garrafa na mão), o 1º. cabo
Almeida (falecido  28/02/2009, em Penamacor e de doença) e três sapadores. Depois, em círculo e a partir da esquerda,
Botelho (de bigode), Aurélio e Florêncio (de bigode), Aurélio (Barbeiro), Messejana (f.a 27/11/2009, em Lisboa e de doença),
1º.s cabos 
Soares (f. em 2018) e Vicente (f. a 21/01/1997, de doença e em Alcanede), Leal (f. a 18/06/2007, de doença e em
Pombal), NN e NN, 1ºs. cabos Ezequiel Silvestre e José Cordeiro (de bigode), Domingues
 e alferes António Garcia (f. 
02/11/1979, de acidente). Sublinhado, o 1º. cabo   Ezequiel Maria Silvestre, que hoje faz 71 anos, na Sobreda, em Almada.
À direita dele, Marcos e NN
A propaganda partidária das
eleições de há 49 anos!


O Quitexe de 20 de Janeiro de 1975, uma segunda-feira de 49 anos, teve notícias de Portugal - por lá sempre muito esperadas e ansiadas... -, com o Movimento das Forças Armadas (MFA), a partir de Lisboa, a assegurar a realização das primeiras eleições do pós-25 de Abril. 
O dia, por outras razões, era muito particularmente emotivo para mim: minha mãe fazia 54 anos (hoje, celebraria 103 mas faleceu com mais de 100 anos e a 9 de Maio de 2021!!!) e era a primeira vez que dela estava distante. A saudade era bem maior!
Mais e mais grave: eu estava em cenário de guerra, o que, já ele viúva de meu pai, lh´enlutava a alma, por muito que eu lhe dissesse, escrevendo-lhe regularmente, que do meu lado estava tudo bem - no que ela não acreditava minimamente! 
«Isso é o que tu dizes!..., mas não é o que por cá se conta!!!...», comentava ela, sempre que, de cá para lá e em aerogramas caronhosamente escritos em tardes de domingos, m´enviava os seus recados e conselhos, dando troco às minhas notícias e mandando-me outras, do seu dia-a-dia, da família e da nossa aldeia natal, da terra que ela diariamente trabalhava. E do que, de mais trágico ou grave e perigoso, ela ia ouvindo sobre o que se passava em Angola. 
Outras vezes - e muitas foram, valha a verdade!!!!... - perguntava-me por familiares e conterrâneos que estavam radicados na imensa terra de Angola e de lá, por isto ou aquilo, não davam sinal de vida.
Era a vida, assim..., a de há 49 anos!
Ezequiel Maria Silvestre
em 1974 e por Angola

Ezequiel, 1º. cabo do 
PELREC, festeja 72 anos 
em Almada!

O 1º. cabo Ezequiel Maria Silvestre foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423 e festeja 72 anos a 20 de Janeiro de 2024. 
Hoje mesmo e em Almada.
Natural de Cercal do Alentejo, do município de Santiago do Cacém, migrou para a Grande Lisboa e foi combatente do PELREC e tendo Reconhecimento e Informação como especialidade militar, por lá foi atirador de Cavalaria, sempre muito companheiro e solidário, e regressou a Portugal e ao (seu) Laranjeiro, em Almada, no dia 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) comissão militar por terras uíjanas do norte de Angola. Onde vivia, ao tempo.
Trabalhou na área da construção civil e, agora já aposentado e mais dedicado aos prazeres da família, vai fazendo «uns biscates» da sua área profissional, para para matar o tempo e «algum ganhar», e mora na Sobreda, em Almada (do outro lado do Tejo), para onde segue, amigo, o nosso abraço de parabéns!



Couchinho, 1º. cabo
de Zalala, 72 anos no
Casal de S. Braz!

O 1º. cabo António Manuel Couchinho, Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Maria João, a de Zalala, festeja 72 anos a 20 de Janeiro de 2024. Hoje mesmo.

Atirador de Cavalaria de especialidade militar, integrou o 3º. Grupo de Combate comandado pelo alferes Pedro Rosa e com os furriéis João Aldeagas, Manuel Pinto e Victor Velez. Jornadeou, também, pelos uíjanos chãos de Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e cidade de Carmona antes de, a 9 de Setembro de 1975, regressar a Portugal.
Sabemos que que mora(rá) no Casal de S. Braz, na zona de Lisboa. Para ele, o nosso abraço de parabéns!   
Orlando Oliveira


Oliveira, condutor de 
Zalala, faz 72 anos em 
Almeida! 

 O soldado Orlando Marques de Oliveira foi condutor-auto da 1ª. CCAV. 8433, a de Zalala, e festeja 72 anos a 20 de Janeiro de 2024. 
Natural da vila de Almeida (e por Almeida por Angola conhecido e popularizado), também jornadeou por Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona, regressando a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 - no final da comissão de serviço no norte de Angola. 
Fez carreira profissional na Polícia de Segurança Pública (PSP) e já está aposentado, fixando residência na terra da sua naturalidade.
Para lá, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns!

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

7 331 - Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 à espera da rotação para Carmona!

A Igreja de Santa Maria de Deus do Quitexe no dia em que por lá passou o furriel Viegas, da
CCS do BCAV. 8423. A 24 de Setembro de 2019, já lá vão mais de 4 anos. O templo fica(va)
mesmo ao lado do aquartelamento do BCAV. 8423, junto à parada, casernas e oficinas
Trio musical da CCS: os furriéis milicianos João Peixoto, Francisco
Neto e Viegas, nos saudosos tempos de 1974/1975


O domingo de 19 de Janeiro de 1975, há 40 anos, 
foi tempo para os mais crentes jovens combatentes do BCAV. 8423 - e muitos por lá viviam e semeavam r alimentavam a sua fé!..., - , participarem na celebração da missa do padre Albino Capela, na Igreja de Santa Maria de Deus do Quitexe.
Os Cavaleiros do Norte da CCS e da 3ª. CCAV. 8423, lá aquarteladas, continuavam, entretanto, muito expectantes quanto aos efeitos práticos da Cimeira do Alvor que dias antes decorrera no Algarve português e que, curiosamente e por esse tempo, era por nós mais conhecida por Cimeira de Penina, por ser no hotel deste nome que se realizou, embora no Alvor.
Os murmúrios sobre a rotação do BCAV. 8423 para Carmona - a cidade capital do Uíge e que fica a uns 40 quilómetros do Quitexe - continuavam e dela se falava no dia-a-dia, mas nada de concreto se sabia. Se bem que o Pelotão de Morteiros 4281 já para lá tivesse rodado, começando a 20 de Dezembro de 1974 e concluindo a mudança no dia 4 de Janeiro de 1975. Mas era apenas uma das subunidades do BCAV. 8423, mais antiga até na sua missão de soberania por terras de Angola.
O BC12, que viria a ser o quartel do BCAV. 8423 (a partir de 2 de Março seguinte), «ia ser extinto», como relata o livro «História da Unidade», mas por todo o mês de Janeiro de há 46 anos «nada de positivo se concretizou», quanto à rotação dos Cavaleiros do Norte. O movimento já «está(va) esboçado», mas, ainda segundo o «HdU», «aguarda-se ainda a sansão superior, resultante de alterações que a cimeira do Algarve possa impôr».
Ao tempo, recordamos, ja a 1ª. CCAV. 8423 tinha rodado de Zalala para Vista Alegre (a 20/21 de Novembro) e a 3ª. CCAV. 8423 de Santa Isabel para o Quitexe (a 10 de Dezembro de 1974).

Damião Viana em
«formato» anti-covid,
a 19/01/2021

Damião Viana
em 1974/75

Damião Viana, 1º. cabo
da CCS, faria 72 anos 
em  Gondomar !

O 1º. cabo Damião Augusto das Neves Viana, Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423, festejaria 72 anos a 19 de Janeiro de 2024. Hoje mesmo! Infelizmente, faleceu a 21 de Fevereiro de 2021!
Escriturário de especialidade militar, jornadeou pelo Quitexe e depois por Carmona, sendo companheiro sempre muito discreto e prestável, por toda a nossa jornada africana do Uíge norte-angolano, antes do (nosso) regresso a Portugal, no dia 8 de Setembro de 1975. Ele à sua Valbom natal, do município de Gondomar.
Trabalhou na área da ourivesaria e, já aposentado, lá continuou a residir. Infelizmente, não resistiu a pesada e dolorosa doença do foro oncológico e faleceu a 21 de Fevereiro de 2021 - como se pode recordar AQUI e também AQUI.
Hoje o lembramos com muita saudade, dele fazendo memória!!!
O O Dias em versão
dos dias de hoje
Dias em versão
de 1974/1975


Dias, 1º. cabo da CCAÇ.
4145,  festeja 73 anos
na Amadora !

O 1º. cabo condutor auto-rodas António Fernandes Dias festeja 73 anos a 19 de Janeiro de 2024. Hoje mesmo!
Combatente da CCAÇ. 4145, esta companhia esteve aquartelada na uíjana Vista Alegre, logo depois de Ponte do Dange e na Estrada do Café, antes de Aldeia Viçosa e do Quitexe. Era adida do BCAV. 8423 e comandada pelo capitão Raúl Corte Real e chegou àquela vila do norte de Angola a 1 de Abril de 1973. E logo participou na Operação Turbilhão, como companhia de intervenção, a única do Sector do Uíge. Saiu de Vista Alegre a 20/21 de Novembro de 1974, quando rodou para Luanda, para regressar a Portugal.
O condutor Dias, agora já aposentado e dividindoos seus prazers de via com as vitórias do seu Sporting, reside na Amadora, para onde, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns! 

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

7 330 - O Acordo do Alvor na guarnição do BCAV. 8423! O comandante em Carmona e no CSU!

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da saudosa e uíjana Fazenda Santa Isabel, todos milicianos: António
Flora, Agostinho Belo, António da Costa Fernandes (que amanhã faz 72 anos, em Braga) e Alcides Ricardo

Avenida do Quitexe. À direita, a entrada para a parada do BCAV. 8423 e a
Bandeira Portuguesa na entrada do edifício do Comando. A seguir, a
 secretaria da CCS, casa dos furriéis e messes de oficiais e sargentos


Os efeitos do Acordo do Alvor não tiveram grande repercussão na guarnição dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 que, aos dias 18 de Janeiro de 1975, há 49 anos, jornadeavam e pelas bandas uíjanas do norte de Angola.
Os próprios quadros graduados - que estariam minimamente informados... - não estavam muito preocupados.
Os praças, quiçá menos esclarecidos, ainda procuravam saber do que se tinha discutido e decidido no Algarve. Mas, na verdade, o que verdadeiramente sobrava era a expectativa sobre o dia do regresso a Portugal. Questão que, aliás, medrava desde a nossa chegada a Luanda - a 30 de Maio de 1974. Pouco já nos apoquentava.
A vida quotidiana não teve quaisquer alterações, continuaram os serviços de ordem, as patrulhas da Estrada do Café e as escoltas habituais e, lê-se livro «História da Unidade», «começou a ser murmurada uma nova remodelação do dispositivo, na qual o BCAV. iria sediar-se em Carmona, dado que o BC12, que desde 1961 guarnecera a capital dos Distrito do Uíge, iria ser extinto».
Como se sabe, a CCS para do BCAV. 8423 lá rodou no dia 2 de Março de 1975, transferida do Quitexe.
Comandante Almeida e Brito e capitão José
Paulo Falcão em 1995. Já falecidos!

Comandante Almeida
e Brito em Carmona e
no CSU !

O comandante Almeida e Brito esteve em Carmona no dia 18 de Janeiro de 1975, há 49 anos, para mais reunião no Comando de Sector do Uíge (CSU).
Oficial de Cavalaria e então com a patente de tenente-coronel, liderava o BCAV. 8423 e foi acompanhado pelo capitão José Paulo Falcão, oficial adjunto e de operações da unidade, e esteve na capital da província em função, de acordo como livro «História da Unidade», da «necessidade de estabelecimento de contactos operacionais».
Já lá vão 49 anos, é verdade e, sabemos hoje (não sabíamos na altura), que já se preparava a rotação dos Cavaleiros do Norte para Carmona e para o BC12.
Os dois oficiais já faleceram: Carlos Almeida e Brito, com a patente de general e a 20 de Junho de 2003, no decorrer de um passeio turístico a Espanha. O capitão Falcão, então tenente-coronel, a 9 de Dezembro de 2019, de doença e em Coimbra, cidade onde residia.
Os furriéis Fernandes e
Viegas no Quitexe (1975)

António Fernandes
nos dias de hoje

Fernandes, furriel de Santa
Isabel, 72 anos em Braga!


O furriel miliciano Fernandes, Cavaleiro do Norte da 3ª. CCAV. 8423, está hoje em véspera de festejar 72 anos. Amanhã, dia 19 de Janeiro de 2024 e em Braga! 
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, António da Costa Fernandes, de seu nome completo, foi instruendo da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e jornadeou pelo chão africano de Angola do norte, primeiro na Fazenda Santa Isabel, onde chegou a 11 de Junho de 1974. depois na vila do Quitexe (a partir de 10 de Dezembro desse ano) e mais tarde em Carmona - neste caso, entre 5 de Junho e 4 de Agosto de 1975. Neste mesmo dia, já agora e vale a pena recordar, dali partiu na epopeica coluna militar que, de Carmona percorreu 570 quilómetros até o Campo Militar do Grafanil, nos arredores de Luanda, e demorou nada mais nada menos que 58,45 horas.
O furriel Fernandes regressou a Portugal e a Lomar, em Braga, a sua terra natal, no dia 11 de Setembro de 1975 e fez carreira profissional como professor.  Agora já aposentado, para ele vai o nosso abraço de parabéns!
E já te «cantam» 72 aninhos e vida, ó Fernandes!!!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

7 329 - O incêndio na arrecadação militar do Quitexe! O pós-acordo do Alvor de 1975!

O incêndio do Quitexe de há 49 anos. Repare-se no carro dos bombeiros e no tamanho dos tanques de água, com
 bomba manual accionada por um militar do BCAV 8423 (quem será, alguém o reconhece?). E 
no olhar sorridente  do alferes miliciano António Garcia. O perigo já tinha passado!

Os bombeiros e a fachada do edifício
militar que ardeu no Quitexe


O incêndio que a 17 de Janeiro de 1975, há 49 anos, ocorreu nas instalações do BCAV. 8423, na CCS do Quitexe, poderia ter resultado numa tragédia. 
Felizmente, tal não aconteceu.
«Por motivos que se julgam originários num curto-circuito, ardeu completamente uma das casas onde o BCAV. tinha a arrecadação de material de aquartelamento da CCS e os quartos dos oficiais», relata o livro «História da Unidade», frisando que houve «avultados prejuízos materiais».
O alarme foi dado ao princípio da noite, o edifício situava-as na Estrada do Café (a Rua de Cima da vila do Quitexe) e rapidamente acorreram os militares, com tudo o que tinham à mão e pudesse combater as chamas.
O mais que puderam, retiraram o que estava no edifício, nomeadamente haveres pessoais de oficiais milicianos dos Cavaleiros do Norte que ali se hospedavam, já que «chegar» às munições e retirá-las era... impossível.
«Embora tivesse havido a maior dedicação da parte do pessoal militar, não houve possibilidade de evitar a destruição total do imóvel, por falta de meios adequados a apagar o incêndio, inclusive a própria água», pode ler-se no «História da Unidade».
O material de aquartelamento da CCS foi retirado para fora do
edifício e pousado na Estrada do  Café, À direita, está o capitão
António Oliveira, comandante da CCS do BCAV. 8423

Milhares de munições
a estourarem nas
chamas!

O combate inicial foi feito pelos Cavaleiros do Norte da CCS e da 3ª. CCAV. 8423 (que no Quitexe já estavam aquartelados) e só mais tarde, e já para o rescaldo, chegou uma pequena força de bombeiros de Carmona, menos de meia-dúzia de homens que, de resto, pouco poderiam fazer - tão deficientemente equipados estavam. 
Recordamos que a bomba de água era manual e os depósitos transportavam seguramente menos de 1000 litros de água.
O principal problema tinha a ver com o armazenamento de material de guerra no edifício e na memória ainda está o som estridente de muitas munições a estourarem, às centenas, porventura milhares... - o que, grandemente, dificul-
tou a perigosa tarefa dos militares no combate às chamas.
Temeu-se o pior, mas felizmente que, para além dos elevados prejuízos mate-
riais, nada mais se registou de grave - se nos lembrarmos, embora, do enorme susto daqueles momentos do início da noite de há precisamente 44 anos.
Os presidentes Agostinho Neto (MPLA),  Costa
Gomes (Portugal), Holden Roberto (FNLA e
Jonas Savimbi (UNITA)

Presidentes no Alvor: 
cada um para seu lado!

O Algarve, há 49 anos e depois da Cimeira do Alvor, «deixou de ser o centro das atenções»
O protocolo estava assinado.
Os presidentes dos movimentos de libertação tomaram rotas muito diferentes: Agostinho Neto (do MPLA), viajou para Lisboa, Jonas Savimbi (da UNITA) para Luanda (via Lusaka, capital da Zâmbia) e Holden Roberto (da FNLA) para Kinshasa, capital do Zaire.
«Vai começar a dura tarefa de tornar independente, até Novembro, um país que continua a ser alvo de cobiças imperialistas», reportava o Diário de Lisboa.
O país novo: ANGOLA! 
Que estava para nascer, no tempo da jornada africana, pelo Uíge, dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423
Alfredo Coelho, 1º. cabo, com o
 seu amor  de então (1975) e
de hoje. De sempre!
O 1º. cabo Alfredo
Coelho (em 1975)

Alfredo Coelho, o 1º. cabo 
Buraquinho, faz 72 anos 
em Custóias !

O 1º. cabo Alfredo Rodrigo Ferreira Coelho, especialista de análise e depuração de águas da CCS do BCAV. 8423, festeja 72 anos a 17 de Janeiro de 2024. Hoje mesmo e em Custóias!
Popularizado como Buraquinho, pelo tempo da nossa jornada africana do nortenho Uíge angolano, não se pergunte alguma vez pelo 1º. cabo Coelho, que ninguém sabe(rá). Pergunte-se pelo Buraquinho e... está tudo dito, em termos e entre os Cavaleiros do Norte.
Ainda hoje, e por bons motivos, é figura ímpar dos encontros anuais dos Cavaleiros do Norte, depois de ter regressado a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, quando fazia parte da 1Ç. CCAV. 8423 (a de Zalala) e regressado à sua terra natal de Custóias, em Matosinhos. Por lá foi empresário do sector da restauração e, actualmente já aposentado, por lá continua, de boa saúde e sempre boa disposição. 
Com ele falámos há momentos, por telefone, e confirmámos que recupera bem de uam recente operação à próstata (doença da idade...) e que dela recupera muito bem.
Grande abraço e parabéns!


O 1º. cabo Ferreira de 
Santa Isabel, 72 anos em 
Guimarães !

O 1º. cabo José Agostinho da Silva Ferreira, Cavaleiro do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da saudosa Fazenda de Santa Isabel e do comando do capitão miliciano José Paulo Fernandes, festeja 72 anos a 17 de Janeiro de 2024.
Operador-cripto de especialidade militar, também jornadeou pela uíjana vila do Quitexe (o quarel-sede do BCAV. 8423) e cidade de Carmona, regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar. A Rua de Vila Chã, na freguesia de Santo Estevão de Briteiros, em Guimarães.
Pouco mais sabemos dele e supomos que ainda lá residirá e para, e para ele, lá vai o nosso abraço de parabéns!