Os Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423 deixaram a Fazenda Santa Isabel a 10 de Dezembro de 1974!
Definitivamente e há precisamente 50 anos!!!O dia, na verdade, foi o da conclusão da sua rotação para a vila do Quitexe, onde se juntou à CCS e conforme a planificação do Comando do Sector do Uíge (CSU) da Zona Militar Norte (ZMN), oportunamente definido em reuniões na cidade de Carmona - a actual Uíge.
A subunidade dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 era comandada pelo capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes e lá tinha chegado a 11 de Junho de 1974 (ver foto principal), depois do «estágio» do Campo Militar do Grafanil e então, em Santa Isabel, substituindo a 3ª. CCAÇ. 4211.
A rotação da Companhia começara dias antes, para o Quitexe - onde se aquartelava a CCS e o Comando do Batalhão. O espaço de alojamento não era muito, mas foi partilhado com toda a tranquilidade, uns melhor..., outros não tão bem, mas comungando, todos, as mesmas condições. Recordo que as refeições da cantina dos praças passou a ser feita em dois turnos seguidos. Aquarteladas no Quitexe passaram a estar duas companhias e ainda o Pelotão de Morteiros 4281.
O capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes recordou-nos, faz tempo, a história desse dia da presença da tropa portuguesa em terras uíjanas, há 50 anos:
«Saí na última leva, numa coluna com pelo menos dois dos nossos pelotões, talvez três..., a fazerem segurança aos homens dos serviços, os mecânicos, os de transmissões, o pessoal de enfermagem e cozinha, toda a gente não operacional».
«Foi um dia emotivo, lá ficou a comunidade civil da fazenda, com a qual nos dávamos muito bem», disse José Paulo Fernandes - agora engenheiro aposentado e a viver em Torres Vedras, sempre participante activo e desejado dos encontros da 3ª. CCAV. 84243. Não falha um, sempre interveniente e activo.
Os trabalhadores ficaram lá, moravam numa sanzala. Também ficou Luís Pires Carvalho, que era o administrador, assessorado por 10 europeus brancos.
«Soube mais tarde que pouco tempo lá ficaram, pois acabaram por ir para Luanda, via Estrada do Café», recordou o capitão José Paulo Fernandes, citando uma informação que «pouco depois chegou ao Quitexe».
Há 50 anos assim se fazia a história do BCAV. 8423!
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