CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

domingo, 10 de maio de 2026

- ANO 1974, há 52 anos: O último dia do «IAO» do BCAV. 8423!


O Regimento de Cavalaria 4, em Santa Margarida (imagem dos anos 2000)

Os futuros furriéis milicianos Ferreira (de outra unidade), Viegas,
Monteiro (encoberto) e Neto. Há 52 anos e no RC4!


O período de Instrução Altamente Operacional (IAO) do BCAV. 8423 terminou a 10 de Maio de 1974, na Mata do Soares, nos arredores do Campo Militar de Santa Margarida.
Há 52 anos!
O BCAV. 8423 era comandado pelo tenente-coronel Carlos Almeida e Brito (que faleceu a 20 de Junho de 2003, no decorrer de um passeio turístico e subitamente, em Espanha, já reformado e general de patente militar) e as quatro companhias pelo capitão António Martins de Oliveira (a CCS) e os então tenentes e futuros capitães milicianos Davide Castro Dias (da 1ª. CCAV. 8423), José Manuel Cruz (da 2ª. CCAV. 8423) e José Paulo Fernandes (da 3ª. CCAV. 8423).
O IAO tinha começado no dia 3 anterior e com as quatro Companhias dos futuros Cavaleiros do Norte «já com autonomia (...), com vista a pô-las a viver àsemelhança, embora ténue, daquilo que iria ser a sua vida no ultramar».
Em Angola, no caso! Para onde partíriamos a 29 de Maio de 1974, desembarcando no aeroporto internacional de Luanda, na manhã do dia seguinte: 30 de Abril de 1974. 
Cavaleiros do Norte no IAO: os futuros
furriéis milicianos Letras, Louro e Costa
(de pé) e Brejo (sentado)

O PELREC numa boda
do após 25 de Abril!


O PELREC era comandado pelo alferes miliciano António Garcia - que faleceu de acidente a 2 de Novembro de 1979, quando era agente da Polícia Judiciária - e «funcionava» como inimigo (o IN) das três companhias operacionais.
Inusitado, destes dias de instrução recordo que sofri a mais violenta dor de cabeça de toda a minha vida. E, valha a verdade, nem sequer sou «utente» desta doença.
Há 52 anos, todavia, foi de tal forma violenta que me mandaram à enfermaria do RC4 onde, algo estranhamente, um velho médico militar me receitou... massagens nas pernas. E a verdade é que as dores de cabeça passaram. Até hoje!
Outro momento que recordo foi o de termos participado no almoço de um casamento, nesse fim fim de semana e... convidados. Em S. Miguel de Rio Torto. Vivia-se, ao tempo, a euforia do 25 de Abril e, ao verem a tropa (o PELREC) a passar, chamaram-nos para a boda, que festivamente decorria ao ar livre, numa espécie de quinta. Fomos vivamente aplaudidos, comemos e bebemos e retomámos a função de IN, depois deste insólito momento de preparação militar - dita altamente operacional.
Isto foi há 52 anos! Passou rápido, o tempo! Quase nem demos por ele!

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