CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

segunda-feira, 8 de maio de 2017

3 756 - Cavaleiros de Santa Isabel vão «combater» na Batalha!

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, no encontro de
2016, a 4 de Junho e na barragem do Castelo de Bode. Este ano, no
dia 3 de Junho, vão «combater» na Batalha


Oliveira, Azevedo, Ferreira, Rocha (que faleceu há um ano)
e Santos. Atrás, os furriéis Ferreira e Cruz (de verde),
num dos últimos encontros da 2ª. CCAV. 8423 
Os Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, vão este ano encontrar-se na Batalha. Coin-cidentemente com a CCS, que no mesmo dia estará a «combater» nas mesas do RC4, em Santa Margarida.
A organização do encontro é de Manuel Cordeiro Pedroso, o Batalha, secreta-
riado por Floro Teixeira, e a concen-
tração está marcada para o Pavilhão Multiusos da Batalha, às 12 horas. 
A carta de mobilização dos Ca-
valeiros do Norte da 3ª. CCAV.
8423, a de Santa Isabel
Seguir-se-á a celebração da missa na capela da Jordo-
eira (12,30) e, depois, a partilha do almoço de confra-
ternização - que decorrerá na Quinta da Mata do Rato (Cordeiro), em Alcogulhe, na Maceira (Leiria).
Os interessados devem inscrever-se até ao dia 20 de Maio, pelos telefones 925 748 184 (Floro) e 917 044 090 (Batalha), ou pelo email floro.teixeira@gmail.com.

Troca de soldados
da 2ª. CCAV. 8423

A 8 de Maio de 1974, apresentou-se no RC4 o soldado José Casimiro Rodrigues Guerreiro, atirador de Cava-
laria - algarvio que viria a ser da 2ª CCAV. 8423.
O Guerreiro era natural de Olhão, rodava da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e foi substituir o também soldado atirador José Luís C. Parelho, desta subunidade, «por ter aceite a troca de mobilização». Já tinha gozado a Licença de Normas - os 10 dias de férias que assinalavam a mobilização.
O Guerreiro, em Setembro de 1974 e segundo a Ordem de Serviço nº. 83, foi castigado na 2ª. CCAV. 8423 com 10 dias de prisão disciplinar, depois agravada pela justiça do BCAV. 8423 para 20 dias do mesmo grau - o que implicou a sua «transferência» para a 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala e ao tempo ainda nesta mítica fazenda uíjana.
O José Luís C. Parelho marchou para a Escola Prática de Cavalaria, no dia 9 de Maio de 1974.
Os presidentes Agostinho Neto (MPLA) e Holden Roberto
(FNLA). movimentos que há 42 anos mutuamente
se acusavam em Angola

Centenas de civis
asassinados, feridos
ou mutilados


Os Cavaleiros do Norte, um ano depois e aquartelados em Carmona, souberam, por um comunicado do MPLA,  que «na noite de 2 para 3 de Maio, as delegações e aquartelamentos de S. Salvador, Sanza Pombo e Ambrizete foram atacados por forças do ELNA» - o exército da FNLA.
«Centenas de civis foram barbaramente assassinados, feridos ou mutilados e, no dia 4, um destacamento do MPLA, enquadrando numerosos militantes do movimento, foram obrigados a abandonar Ambrizete e Sanza Pombo», conti-
nuava o comunicado do  MPLA, sublinhando «o clima de intimidação que se respira no norte de Angola».
A FNLA, do seu lado e em comunicado oficial, não desmentiu os aconteci-
mentos, antes, segundo o Diário de Lisboa, os considerou «consequência das confrontações armadas desencadeadas em Luanda».


António Rocha,
1º. cabo enfermei-
ro da 2ª. CCAV.

A morte do enfermeiro
António Gomes da Rocha

O 1º. cabo enfermeiro António Gomes da Rocha faleceu há um ano, amanhã se passam: dia 9 de Maio de 2017. Aos 65 anos!
Natural do lugar de Ribeiro, na freguesia de Malhundes, em Penafiel, ali nasceu a 5 de Agosto de 1951. Ali fez vida até que a doença o levou. Foi Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423 e com-
panheiro habitual e activo dos encontros da Companhia de Aldeia Viçosa! 
Hoje o recordamos com saudade, evocando a sua memória. RIP!!!

domingo, 7 de maio de 2017

3 755- RC4 com novo comandante e ração de combate para o BCAV. 8423

Cavaleiros do Norte da CCS e da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, todos
furriéis e em momento bem disposto, no Quitexe: Costa, Cardoso e Que-
rido, um combatente da FNLA, e Rocha. Em baixo, Carvalho, Monteiro e Belo
 

Cavaleiros do Norte de Zalala, a 1ª. CCAV. 8423. Quem
ajuda a identificar estes companheiros? 

A 7 de Maio de 1974, há 43 anos e «em cerimónia muito simples», o coronel Luís Maria de Sousa Campeão Gouveia assumiu o comando do Regimento de Cavalaria 4 (RC4), substituindo o tam-
bém coronel João Carlos Craveiro Lo-
pes. Do BCAV. 8423, «somente tomou parte», na cerimónia, o comandante Carlos Almeida e Brito. ao tempo tenente-coronel.
Coronel Campeão
Gouveia
Coronel Craveiro
 Lopes
Os Cavaleiros do Norte continuavam a sua IAO na Mata do Soares, nos arredores do Campo Militar de Santa Margarida, e preparando-se para a jornada africana de Angola - ainda sem saber para que zona e muito menos para que localidade. 
Sabia-se era que, em Angola, a PSPA e a OPVDCA passariam, desde esse dia, a estar sob«dependência do Comando Chefe das Forças Armadas» no território. E que tinham sido nomeadas comissões ah hoc temporárias para controlar a Emissora Oficial de Angola e Voz de Angola (formada pelo major José Lopes Rijo, tenente-coronel Garrido Borges e capitão piloto aviador Gandela Vasques) e Diário de Luanda (major Sousa Guedes, 1º. tenente Nunes da Cruz e capitão piloto aviador Beça Azevedo). 
Ainda de Angola chegava a notícia da formação de um partido político de tendência social-democrata - o Movimento Popular Unido da Angola (MOPUA), por iniciativa de antigos estudantes de Sá da Bandeira e enquadrando personalidades europeias e africanas de diversos sectores de actividade, já com núcleos em  muitos distritos angolanos.
Kenneth Kaunda

Kenneth Kaunda
da Zâmbia em Lisboa

Um ano depois, uma 4ª.-feira, o presidente Kenneth Kaunda, da Zâmbia estava em Lisboa e foi recebido pelo general Costa Gomes, na Ajuda - onde o Presidente Português acentuou o seu «papel no processo de descolonização portuguesa na África Austral». Disse o Presidente da República Portuguesa que «nos meses que se  seguiram ao 25 de Abril de 1974, os dirigentes portugueses recebe(ra)m o melhor apoio , compreensão e auxílio, na extremamente complexa tarefa de liquidar uma situação velha de séculos e agravada os últimos anos por uma guerra injusta».
A ordem de Serviço de 10 de Maio de 1974, com
ca relação dos abonados da 1ª. CCAV. 8423 com
ração de combate e pão, para o IAO da Mata do
Soares. Clicar na imagem, para a ampliar

Ordem de Serviço e
ração de combate

Há 43 anos, a Ordem de Serviço nº. 110, do RC4 publicava a relação dos militares da 1ª. CCAV. 8423 «abonados de ração de combate com pão para os dias 5 e 6 de Maio de 1974» - dois dias do IAO. Lá estão o então tenente e futuro capitão miliciano Davide Castro Dias, os aspirantes e futuro alferes milicianos Mário Jorge Sousa, Pedro Rosa, Carlos João Sampaio e José Lains dos Santos e os cabos milicianos e futuros furriéis  Américo Rodrigues, Fernando Mota Viana, Jorge António Barata (falecido a 11/10/1997), Plácido Jorge Queirós, Manuel Pinto, Victor Costa, José Baldy Pereira, João Matias Aldeagas e José Louro, além dos praças.
Tudo boa gente, como mostrou então e provou o futuro!

sábado, 6 de maio de 2017

3 754 - «IAO» na Mata de Soares, a morte de 16 não negros!

Cavaleiros do Norte no bar de sargentos da CCS, no Quitexe. Atrás, os furriéis Luís Capitão e João Cardo-
so, 1º. cabo José Almeida (cozinheiro), Carlos Lages (do bar) e há 42 anos esteve no Hospital Militar de
Tomar) e furriel  Flora. Depois e todos furriéis, António Cruz (de óculos e cara meio tapada), José Pires
(quase todo tapado), Luís Costa (Morteiros), Armindo Reino ((de bigode e garrafa na mão) e José Carvalho
(de bigode). À frente, Francisco Bento, Grenha Lopes, José Carlos Fonseca e Nelson Rocha

Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa: 1ºs cabos Luís Alves
 e João Ferreira da Silva Inácio (que amanhã faz 65
 anos na Covilhã) e soldado António Venâncio

O dia 6 de Maio de 1974 foi uma segunda-feira e o quarto da Instrução Altamente Operacional (IAO) que o Batalhão de Cavalaria 8423 (BCAV. 8423) fazia na Mata do Soares, arredores do Campo Militar de Santa Margarida.
A partida para Angola já tinha data mar-cada: 27 de Maio. Mas seria, afinal, adiada por dois dias - quando, a 29, de Lisboa e sobre a rota Rota do Atlântico, a CCS finalmente voou para Luanda.
Os furriéis milicianos Norberto Morais e António Lopes.
Atrás deles, está o bar e messe de sargentos do Quitexe
O dia foi também tempo para o Carlos Alberto Aguiar Lajes, atirador do PEL-
REC, voltar ao Hospital Militar Regional nº. 3 (em Tomar), para nova consulta externa de cardiologia. Voltou às 15 horas e já lá tinha estado e de lá voltado no dia 3 desse Maio de há 42 anos. Viria a ser, no Quitexe, o homem do bar e messe de sargentos.

MPLA rejeitou
Estado Federal

Angola interessava-nos todos os dias e essa fome de notícias da terra que nos iria receber era «morta» nos jornais de Lisboa.
O projecto de um Estado Federal, suscitado pelo general António de Spínola (o Presidente da República) foi desde logo rejeitado pelo MPLA. «(...) Somos entidades diferentes. Angola não é Portugal, como o não é Guiné-Bissau e Moçambique. Recusamos a ser considerados portugueses de pele negra», disse Jorge Paulo Teixeira, director de Informação e Propaganda do MPLA, falando em Argel, sublinhando também que «a Junta de Salvação Nacional deverá adoptar uma posição clara no que respeita ao colonialismo português em África».

Expulsão dos «pides» e 16 não
negros entre 500 cadáveres!

Um ano depois, a notícia do dia tinha a ver com a expulsão dos agentes de PIDE/DGS que ainda estavam em Angola, por decisão do Conselho de Ministros. Teriam de sair até 15 de Maio.
«O MPLA exigiu ao Alto-Comissário português que todos esses agentes sejam imediatamente detidos, afim de não tentarem a fuga», reportava o Diário de Lisboa de 6 de Maio de 1975.
Grande parte dos agentes da antiga PIDE/DGS estavam integrados na Polícia de Informação Militar (PIM) portuguesa e o Diário de Lisboa noticiava que «sabe-se que nos acontecimentos de Março último, esses agentes colaboraram com a FNLA». Observadores políticos de Luanda, por sua vez, consideravam que «esti-veram envolvidos activamente nos acontecimentos do último fim de semana».
Ainda sobre estes, entidades da morgue anunciavam que «dos 500 cadáveres recebidos, só 16 não são negros». E acrescentavam «recear que hajam outra 500 vítimas, cujos corpos não deram entrada na casa mortuária».
J. Inácio, 1º. ca-
bo de A. Viçosa

Inácio de Aldeia Viçosa,
65 anos na Covilhã

O dia 7 de Maio de 2017 é tempo de o 1º. cabo Inácio, atirador de Cavalaria, comemorar 65 anos de vida.
João Francisco da Silva Inácio jorneadou por Angola na 2. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa. E passou depos pelo BC12, em Carmona, antes de rodar para o Campo Militar do Grafanil, nos arredores de Luanda - local da derradeira etapa da sua presença em terras de Angola.
Regressou a Portugal e à sua natal povoação de Cortes do Meio, freguesia do concelho da Covilhã, a 10 de Setembro de 1975. Por lá tem feito vida e para la vai o nosso abraço de parabéns!

sexta-feira, 5 de maio de 2017

3 753 - Exectativas boas no Uíge, 1000 vítimas dos incidentes de Luanda

Cavaleiros do Norte em Aldeia Viçosa, noite de consoada de 1974: tenente
miliciano José Manuel Cruz (comandante da 2ª. CCAV. 8423). tenente-coronel
Almeida e Brito (comandante do BCAV 8423), alferes milicianos João
Machado e Jorge Capela e furriel miliciano José Fernando Melo

Cavaleiros do Norte do PELREC, amnos atira-
dores de Cavalaria: Manuel Leal (falecido a
18/06/2007, em Pombal e de doença) e Fran-
cisco Madaleno, que é da Covilhã

O que os Cavaleiros do Norte tinham como ex-
pectável, nos primeiros dias de Maio de 1975 e por terras da africana Angola, eram «situações de acalmia em todo território, procurando os diversos movimentos emancipalistas, através da ideologia político-social que defendem, fa-
zer enraizar nas populações esses seus ideais».
O Livro da Unidade faz memória desse tempo e refere que «daí, com maior ou menor facilida-
de, conduzir-se-iam as suas acções no decurso do processo de descolonização».
O propósito era, ao tempo, o que mais e melhor se esperava (e desejava) e tal foi anotado no Livro da Unidade. Do BCAV. 8423, os Cavaleiros do Norte, e falando do Uíge. 
Hasteamento da Bandeira de Portugal
na Fazenda Santa Isabel, onde jorna-
deou a 3ª. CCAV. 8423 (foto da net). O

da direita, será o Quaresma. E o outro?
Só que a realidade angolana, no geral, era bem diferente, com aqui temos relatado nos últimos dias - citando a imprensa. E para pior!

Número de vítimas
próximo das... 1000!

A 5 de Maio de há 42 anos, a imprensa anunciava que «a situação em Luanda encontra-se pratica-

mente normalizada» e que «na noite anterior e manhã de hoje não se registaram incidentes».
O recolher obrigatório, porém, continuava e «centenas de refugiados estão albergados nos liceus e estabelecimentos de ensino superior, onde foram organizados centros de socorro».
Aviões da Força Aérea Portuguesa transportavam «alimentos provenientes de outras zonas de Angola».
Aqui já foi lembrado que tinham entrado 500 cadáveres nas morgues da cidade, mas que, e citamos o Diário de Lisboa de 5 de Maio de 1975, «o número total de vítimas dos últimos acontecimentos deve elevar-se a cerca de um milhar».

Militares recusaram
embarcar para Angola

Os Cavaleiros do Norte, um ano antes, estavam em IAO na Mata do Soares e notícia do dia foi 4 de Maio foi a da recusa de alguns militares da CCAÇ 4519 embarcarem para Angola. Para Cabinda.
A manifestação de activistas do MRPP e famílias dos militares correspondeu ao grito transversal do 1º. de Maio: «Nem mais um embarque». Isto é: nem mais um militar para a guerra colonial.
A situação agravou-se, em «situação agitada», e chegaram mesmo a ouvir-se três disparos. O presidente António Spínola chegou a deslocar-se ao aeroporto (Base Aérea nº. 1), onde «teve oportunidade de assistir à primeira concretização da palavra de ordem anti-colonialista» do 1º. de Maio desse ano de 1974, «gritada nas grandes manifestações»: «Nem mais um embarque!» - que era, reportava o Diário de Lisboa, «representativa do desejo popular».
Os futuros Cavaleiros do Norte, longe dessas envolvências revolucionárias, faziam a sua IAO (Instrução Altamente, ou de Aperfeiçoamento Operacional) na Mata do Soares, nos arredores do campo Militar de Santa Margarida.
Alberto Marques,
1º. cabo-cripto

Os 65 anos do 1º. 
cabo A. Marques

O 1º cabo Alberto Marques, da 2ª. CCAV. 8423, festejou 23 anos a 5 de Maio de 1975, em terras de Angola.
Alberto Joaquim de Oliveira Marques foi operador-cripto em Aldeia Viçosa. Natural de Mafamude, em Vila Nova de Gaia, lá voltou a 10 de Setembro de 1975. Actualmente reside na Rua Professor Urbano de Moura, na mesma cidade gaiense, para onde vai o nosso abraço de parabéns. Hoje, dia 5 de Maio de 2017, quando faz 65 anos!



quinta-feira, 4 de maio de 2017

3 752 - Cavaleiro Jesuíno Pinto, furriel de Aldeia Viçosa, vai hoje a enterrar!!!

Os furriéis milicianos Jesúino Fernandes Pinto, que hoje vai a enterrar em
Parada do Gatim (Vila Verde), José Gomes, Carlos Letras e Amorim Mar-
tins. Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa

Jesuíno Fernandes Pinto foi furriel miliciano Cava-
leiro do Norte, animador cultural e de rádio, pre-
sidente da Junta de Freguesia e fundador do Gru-
po Folclórico das Lavradeiras de Parada de Ga-
tim. Vai hoje a enterrar na terra natal. RIP!


O dia de hoje, 3 de Maio de 2017, está impressivamente marcado pelo funeral do ex-furriel miliciano Pinto, Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa. Que ontem faleceu, aos (quase) 65 anos, vítima de morte súbita!
Jesuíno Fernandes Pinto era natural de Para-
da de Gatim, em Vila Verde. Concluiu o curso de Atirador de Cavalaria na Escola Prática de Santarém e apresentou-se em Aldeia Viçosa, no Uíge angolano, em Agosto de 1974. 
Regressou a Portugal, com a 2ª. CCAV. 8423, no dia 10 de Setembro de 1975. E à sua terra natal, onde se dedicou ao interesse colectivo, servindo a sua comunidade.
Jesuíno Fernandes Pinto, Freitas Ferreira, José Gomes e
António Guedes num dos últimos encontros anuais da
da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa! Todos furriéis!
Foi presidente da Junta de Freguesia de Parada de Gatim eleito pelo PS, que em nota de ontem, sublinha que «Parada de Gatim perde (...) um baluarte do seu desenvolvimento e afirmação cultural».
«Autarca dedicado e folclorista eminen-
te, deixa um legado que perdurará no tempo», refere o PS de Vila Verde, des-
tacando que «o militante a activista prestigiou-nos a todos com a sua
Furriéis Guedes, Gomes, Martins (de bigode e mais abaixo),
Letras e Jesuíno Pinto. Em baixo, Sebastião e Oliveira.
Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423 em Aldeia Viçosa
dedicação às causas em que sempre acreditamos».
Jesuíno Pinto foi um dos fundadores e dinamizadores do Grupo Folclórico das Lavradeiras de Parada de Gatim - um dos primeiros grandes embaixadores das danças, cantares e tradições do folclore vilaverdense e do Minho. E de toda a sua cultura comum!
Desportivamente, foi conhecido futebo-
lista do Vilaverdense Futebol Clube - a que se entregou com a paixão que sem-
pre o fazia partilhar-se, sem pedir trocos ou prebendas, com a «coisa pública».
Cidadão assumida e apaixonadamente comprometido com os interesses colec-
tivos, foi conhecido interventor social, destacando-se também na animação radiofónica, aos microfones da extinta Rádio Popular de Barcelos e, depois, da Rádio Voz do Neiva - a que emprestou talento e permanente cumplicidade.
O seu corpo está hoje e, câmara ardente, na Igreja Paroquial de Parada de Gatim, e o funeral está marcado para as 18,30 horas, para o cemitério local.
Os Cavaleiros do Norte, seus companheiros e cúmplices na comum jornada africana do Uíge angolano, aqui deixam, sublinhada, a sua (nossa) continência de emoção e de memória por um dos nossos que partiram e nos deixa em saudade eterna. Um dos bons Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423!
Até um dia destes, companheiro Jesuíno!
RIP!!!


Furriel Cruz em Aldeia Viçosa,
há  42 para 43 anos! Hoje,

festeja 65 em Via Verde
Os 65 anos do furriel
Cruz de Aldeia Viçosa

O furriel miliciano Cruz, Cavaleiro do Norte de Aldeia Viçosa, tem a virtude (e a sorte) de poder comemorar anos em duas datas: a de nascimento (1 de Maio) e a de registo (dia 5 desse mês de 1952).
António Oliveira Cruz foi companheiro da jornada africana de Aldeia Viçosa, como atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8423. Natural de Figueiró, na freguesia de Mosteiro, em Vieira do Minho, lá regressou a 10 de Setembro de 1975. Fez carreira profissional no ensino secundário (professor) e aposentou-se há 3 anos. Vive o gosto de fazer 65 anos, feliz e de boa saúde.
O nosso abraço de parabéns!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

A morte do furriel Jesuíno Pinto

O furriel miliciano Jesuíno Pinto (assinalado com a seta branca), da 2ª. CCAV.
8423, faleceu hoje. O funeral realiza-se amanhã, às 8,30 horas, da Igreja Matriz
para o cemitério paroquial de Parada de Gatim (Vila Verde)

Jesuíno Fernandes
Pinto em foto recente.
Faleceu hoje. RIP!
O furriel miliciano Pinto, Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, faleceu hoje em Parada de Gatim, concelho de Vila Verde, vítima de doença.
Jesuíno Fernandes Pinto foi atirador de Cavalaria e chegou a Aldeia Viçosa no mês de Agosto de 1974. Regressou a Portu-
gal a 10 de Setembro de 1975. A sua actividade profissional foi diversa, tendo, por exemplo, sido animador de rádio.
A doença afastou-o da vida activa e ultimamente estava inter-
nado na instituição particular de solidariedade social de S. José de Areias do Vilar, em Barcelos. Faria 65 anos a 29 de Setembro de 2017.
O funeral realiza-se amanhã, dia 4 de Maio, às 18,30 horas, da Igreja Mariz de Parada de Gatim, em Vila Verde, para o cemitério local.
A memória do companheiro Pinto aqui fica em acta pública. RIP!


3 750 - O «IAO» na Mata do Soares, mais de 200 mortos em Luanda!

Cavaleiros do Norte na messe de sargentos do Quitexe. Da esquerda para a
 direita, os furriéis Monteiro, Machado (a fumar) e Costa (morteiros) e o sol-
dado Lages (impedido do bar e que, há 43 anos, foi a uma consulta externa
ao Hospital Militar Regional de Tomar). Depois, da direita para a esquerda,
Ribeiro, Belo (de óculos), Viegas e, de bigode, Bento, Fonseca e Rocha

Cavaleiros de Zalala. À frente, os furriéis Nascimento,
Rodrigues e Manuel Dias (à civil, falecido a 20/10/2011,
em Lisboa e de doença). Na segunda linha,  o 1º. cabo
Ferreira e furriéis Barata (falecido a 11/19/1997,
de doença e em Alcains) e Louro. E os outros dois?


A Instrução Altamente (ou de Aperfeiçoa-mento) Operacional (IAO) dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 começou há exacta-
mente 43 anos: a 3 de Maio de 1974. Decorreu na Mata do Soares e, sublinha o Livro da Unidade, «já com autonomia das diversas companhias, com vista a pô-las a viver à semelhança, embora ténue, daquilo que iria ser a sua vida no ultramar».
O dia, uma 6º.-feira, foi tempo para dois futuros Cavaleiros do Norte se apresenta-
rem em Tomar, para consultas externas de cardiologia no Hospital Regional Militar: Carlos Alberto Aguiar Lages (da CCS) e Rui Manuel Duarte Rocha (da 2ª. CCAV. 8423.
Francisco Madaleno, atirador de Cavalaria
do PELREC, com UIm GE dos Grupos
da CCS, no Quitexe e em 1974
O Rui Rocha já lá tinha estado a 28 de Março, o Carlos Lages voltou a 6 de Maio. Pela mesma razão - a consulta de cardiologia.
Rui Rocha foi 1º. cabo condutor da companhia que se viria a aquartelar em Aldeia Viçosa, a do capitão José Manuel Cruz. Morava em S. Sebastião da Pedreira, freguesia da cidade de Lisboa - a que voltou no dia 10 de Setembro de 1975.
Carlos Lages, atirador de Cavalaria do PELREC da CCS, no Quitexe, foi o impedido do bar e messe de sargentos em toda a comissão. Também era de Lisboa e lá regressou a 8 de Setembro de 1975 - ao Pátio da Bica, na freguesia do Socorro.
Uíge, a verde mais claro,
onde esteve o BCAV. 8423

Libertação de presos
políticos de Angola

As notícias de Angola interessavam-nos sobremaneira e a 3 de Maio de há 43 anos soubemos que «a Assembleia Legis-
lativa do Estado de Angola mantém-se em exercício, no cumprimento de instruções emanadas da Junta de Salvação Nacional». Mas não se realizou a sessão prevista para esse dia. Seria a segunda, dos trabalhos dessa legislatura. A primeira, curiosamen-
te e segundo a Agência Lusitânia, tinha sido a 24 de Abril, véspera da revolu-
ção. Não foi explicado porque não se realizou a sessão de 3 de Maio de 1974.
O que estava em processamento era, segundo o Diário de Lisboa, «a libertação de presos políticos do Estado de Angola». Não se sabia era qual «o critério que presidirá a esse processamento, embora se saiba que começara a ser libertadas algumas pessoas», como avançava a Agência Lusitânia.
BC12, onde o BCAV. 8423 esteve aquartelado entre Março
e Setembro de 1975, visto da estrada e do lado do Songo

Incidentes em Luanda
com mais de 200 mortos!

Um ano depois, os Cavaleiros do Norte continuavam a sua jornada uíjana e cada vez mais alvos de críticas e desrespei-
tos de parte da comunidade civil.
A situação por lá, pela cidade de Carmona e toda a Província, era de «calma fictícia», como historia o Livro da Unidade, mas com (pequenos) incidentes que os Cavaleiros do Norte iam resolvendo, com mais ou menos dificuldade.
Notícia do dia era a realização de uma reunião da Comissão Nacional de Descolonização, para «analisar os acontecimentos de Angola». Teve participação de dois membros da Comissão Coordenadora do MFA/Angola, do tenente-coronel Passos Ramos e do ministro Melo Antunes.
Situação em Angola onde, como reportava o Diário de Lisboa, «as confronta-
ções entre movimentos de libertação - MPLA e FNLA - parecem ter terminado ma tarde de ontem», dia 2 de Maio de 1975. Mas «após três dias de violência, mais de 200 pessoas morreram e centenas ficaram feridas».
A cidade luandina estava a ser patrulhada por forças mistas (portuguesas e das forças armadas dos movimentos) e um oficial superior português declarou que «fôra alcançado o objectivo de pôr fim à violência».
«A tensão diminuiu nas últimas horas, em consequência de uma série de medidas pelo Governo, que reforçou o patrulhamento, por forças mistas, nas áreas afectadas pelos incidentes», reportava o Diário de Lisboa.
Carmona e o Uíge, vivendo embora a tal «calma fictícia», eram uma espécie de oásis. O esforço dos contínuos patrulhamentos «saía» do corpo e da alma dos Cavaleiros do Norte! Que nunca tal regatearam!

terça-feira, 2 de maio de 2017

3 749 - O início d «IAO» em 1974 e o encontro de 2017!

Tempos do RC4 em Santa Margarida, em 1974, há precisamente 43 anos:
 os futuros furriéis milicianos Neto, Viegas, Matos e Monteiro, todos da CCS
(menos o Matos). O BCAV. 8423 preparava-se para a jornada africana de Angola
Cavaleiros da 1ª. CCAV. 8423, em Santa Magarida: 1º. cabo
 Hélio Cunha (?), furriel Américo Rodrigues, alferes Lains
 dos Santos e furriéis Plácido Queirós e Américo Rodri-
gues. E os que estão mais atrás?


A 2 de Maio de 1974, uma quinta-feira de há exactamente 43 anos, «foi efecti-
vamente decidida a realização dos exercícios da Instrução Operacional». Para decorrerem «entre 3 e 10 de Maio», lê-se no Livro da Unidade.
O BCAV. 8423 estava, ao tempo, aquartelado mo campo Militar de Santa Margarida, no RC4 (e respectivo Desta-
camento), com destino marcado para Angola. Faltava saber o dia.
O condutor Vicente Alves e o atirador Ezequiel
Silvestre (1º. cabo) em 2016. O Vicente é o organi-
zador do encontro de 2017 da CCS, a 3 de Junho
A véspera fôra dia do primeiro 1º. de Maio depois do 25 de Abril, com dezenas de comícios e manifestações por todo o país e um «grito» transversal a todas elas: «Independência imediata para as colónias» - por estas se subentendendo Angola, Moçam-
bique e Guiné/Cabo Verde. Não se falava em Timor, nem em S. Tomé e Príncipe.
Kennetk Kaunda, presidente da Zâmbia e nesse dia falando em Lusaka, a capital do país e na sua primeira declaração oficial depois do 25 de Abril português, pediu ao novo regime de Lisboa para que «conceda a independência a Angola e Moçambique». E reafirmou o seu apoio aos «movimentos de libertação que lutam contra as forças militares portuguesas em territórios africanos».
Um ano depois e com os Cavaleiros do Norte a jornadear pelo Uíge, e citamos o Livro de Unidade, «pareceria que o fim tácito de vários anos de guerra em Angola traria como consequência situações de acalmia em todo o território». Mas não era bem assim, como se afirmava nos muitos incidentes  militares entre os movimentos emancipalistas - e em particular entre o MPLA e a UNITA - que, só em Luanda e como ainda ontem aqui lembrámos,  resultaram, nas vésperas, em «mais de um centena de mortos».


Os 65 anos do Cardoso,
1º. cabo de Santa Isabel

O 1º. cabo Cardoso, atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, faz 65 anos a 2 de Maio de 2017.
António Manuel da Costa Cardoso era do Carvalhido, na fre-
guesia da Moita do Ribatejo, concelho de Moita. Lá regressou a 11 de Setem-
bro de 1975 e por lá tem feito vida. Actualmente e a fazer 65 anos, mora no Prédio Venezuela, na Moita, e é para lá que vai o nosso abraço de parabéns!

Cavaleiros da CCS
reúnem no RC4

O encontro da CCS de 2017 está marcado para 3 de Junho e vai decorrer nas instalações do Regimento de Cavalaria 4 (RC4), a unidade mobilizadora do BCAV. 8423, em Santa Margarida.
O «mordomo» é o Vicente José Alves, que foi condutor na jornada angolana. «É o local onde tudo começou e que todos conhecem muito bem», diz ele, na carta-convite enviada aos Cavaleiros do Norte, para «a mobilização geral».
A concentração será às 10 horas, na parada do RC4, seguindo-se a missa de sufrágio na capela do Campo Militar de Santa Margarida (11) e, antes do almoço de convívio, uma visita ao Museu da Unidade, para «recordar a campanha dos grandiosos combatentes de Angola».
Os interessados em participar nesta jornada de memória e de saudade devem inscrever-se até ao próximo dia 15 de Maio, impreterivelmente e pelos telefo-
nes 274898456 e 937350194, ambos do Vicente José Alves, em Vila de Rei.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

3 748 - O 1º. de Maio de Portugal e mais de 100 mortos em Luanda!

Os alferes milicianos António Manuel Garcia (que hoje faria 65 anos mas fa-
 leceu a 02/11/1979, de acidente de viação) e José Alberto Almeida. 
Atrás, es-

tão os 1º.s sargentos João Barata e Joaquim do Aires. Todos da CCS

Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa, todos
furriéis milicianos: Matos, Guedes e Melo (de
pé). Letras, Gomes e Cruz (que hoje faz
65 anos em Vieira do Minho

O dia 1 de Maio de 1974 foi intensamente vivido nas ruas de Portugal, com manifestações nas principais cidades e vilas do país. «O 1º. da Maio da libertação | Festa da Fraternidade do Povo Português», titulava o Diário de Lisboa.
Os Cavaleiros do Norte, aquartelados no RC4 e respectivo Destacamento, passaram o dia - foi uma quarta-feira... - muito tranquilamente, em serviços de ordem e muita expectativa quando ao futuro próximo. 
Já por esses dias se gritava «não mais nenhum soldado para a guerra», pelas ruas, praças e avenidas de Portugal inteiro. Mas o BCAV. 8423 tinha consciência de que teria de ir: havia combatentes a render.
Notícia do Diário de Lisboa sobre os incidentes de Luan-
da, de Abril para Maio de 1975. Mais de 100 mortos!

Mais de 100 mortos
em Luanda!

Um ano depois, em 1975 e já em Angola, no chão uíjano que foi chão da sua jornada africana, os Cavaleiros do Norte tiveram notícia dos incidentes de Luanda, que dois dias antes tinham «obrigado» os furriéis Cruz e Viegas a ficar em Luanda, depois do abortado voo do avião que os levaria a Carmona.
Ao princípio da noite desse 1 de Maio de 1975 (já estávamos em Carmona) e após 2 dias de lutas entre os movimentos de libertação rivais, as autoridades militares portuguesas lançaram apelos à ordem. Julgava-se, nessa altura, que os combates «causaram mais de uma centena de mortos e feridos».
Pouco depois, reportava o Diário de Lisboa de 2 de Maio, «a FNLA pediu aos seus partidários que cessem imediatamente todas as hostilidade» e «ordenou às suas tropas que regressem aos respectivos aquartelamentos». O presidente do MPLA, Agostinho Neto, aconselhou os militantes do seu partido «a evitarem qualquer acção ofensiva».
O recolher obrigatório continuava durante a noite e a imprensa dava conta que «a cidade continua a viver num clima de tensão, embora o tiroteio tenha praticamente terminado durante a tarde».
Fôra dessa cidade que, menos de um dia antes, tinham saído os furriéis milicianos Cruz e Viegas.
António M. Garcia

Os 65 anos do
alferes Garcia

O alferes miliciano Garcia faria hoje 65 anos! Faleceu a 2 de Novembro de 1979, num acidente de viação, ao serviço da Polícia Judiciária.
António Manuel Garcia era natural de Pombal de Ansiães, em Carrazeda de Ansiães. Cursou Operações Especiais (Rangers) em Lamego, no segundo turno de 1973, com os também alferes Sousa (1ª. CCAV. 8423), Machado (2ª. CCAV.) e Rodrigues (3ª. CCAV.) e os furriéis milicianos Monteiro, Viegas e Neto (CCS), Pinto (1ª. CCAV.) e Letras (2ª. CCAV.).
Comandou o PELREC e afirmou-se como militar corajoso. 
O louvor publicado na Ordem de Serviço nº. 162 refere que «como comandante do PELREC, sempre manifestou o maior desembaraço e competência, possuindo alto espírito de sacrifício em todos os momentos difíceis em que foi necessária a sua acção, salientando-se a sua colaboração sempre pronta e esforçada à actividade operacional desenvolvida na cidade de Carmona, aquando dos graves incidentes aí verificados».
«Possuidor de boas qualidades morais,. humanas e militares, o alferes Garcia constituiu sempre um todo coeso com os soldados que comandava, com o que muito contribuiu para que na sua Companhia se mantivesse perfeita disciplina e respeito pela hierarquia, muito facilitando a missão do comando que directamente servia, isto sem que deixasse de merecer o respeito dos seus subordinados, o que o torna merecedor do presente louvor», sublinha o documento.
Hoje, no dia em que faria 65 anos, o recordamos com saudade. RIP!
António O. Cruz

Furriel Cruz, 65
anos em Vila Verde

O furriel miliciano António Oliveira Cruz, da 2ª. CCAV. 8423, nasceu há 65 anos - dia 1 de Maio de 1952. Mas só foi registada no dia 4 seguinte.
Natural do lugar de Figueiró, na freguesia de Mosteiro, do con-
celho de Vila Verde, lá regressou a 10 de Setembro de 1975 - depois da jornada africana de Angola. Foi atirador de Cavalaria, cursado na Escola Prática de Santarém, e dele falaremos mais em pormenor no dia 4 de Maio. Até lá e para lá, para Vieira do Minho, vão os nossos parabéns!