CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

3 819 - Comandante no Quitoque e em Quimassabi, Chipenda em Carmona!

Cavaleiros do Norte rádio-montadores, da CCS: 1º. cabo Rodolfo Tomás,
furriel António Cruz, 1º. cabo António Pais (que hoje festeja 65 anos
em Atouguia da Baleia) e António Silva, na parada do Quitexe

O 1º. cabo António Pais, o furriel miliciano Viegas e
 o 1º. cabo Emanuel (emigrado nos Estados Unidos),
no Bar do Rocha, no Quitexe 

O comandante Almeida e Brito reuniu-se a 10 de Julho de 1974 com os povos do Quitoque e Quimassabi, no âmbito do programa de «mentalização das populações» para a nova realidade angolana - decorrente da revolução portuguesa, o 25 de Abril!
Quitoque e Quimassabi ficavam na Estrada do Café, na saída do Quitexe para Carmona, e foi numa delas que tive(mos) a «surpresa» de ver 
Foto da net
uma mulher negra a lavar roupa num riacho e a fumar, com a pirisca do cigarro virado para dentro da boca. 
Já de relativamente avançada idade e de cabelos brancos, muito brancos..., mostrava os peitos caídos por cima de um minúsculo trapo de roupa, de cinta nua..., e ria, ria, ria-se para nós, como que a desdenhar da nossa surpresa e espanto. 
Outra, entre várias outras mulheres, bem mais jovem, esfregava a roupa nas mãos e levantava-se a olhar-nos, mostrando-nos os seios nus, na maior das tranquilidades, depois abaixando-se no riacho e espreitando-nos de soslaio, sempre sorrindo de boca larga, de dentes de uma brancura surpreendente, mostrando o corpo aqui e ali adornado de colares e missangas. Nas costas, pendurava uma criança - que se bombaleava aos balanços do corpo da mulher. Tudo era estranho para nós, Cavaleiros do Norte do PELREC,  idos da Europa e de outra civilização.


Notícia do Diário de
Lisboa de 10/07/1974
MPLA acusa a FNLA,
liceus de Angola ocupados

O dia de há 43 anos, por Angola, foi tempo de o MPLA declarar «não estar disposto a negociar com a FNLA», enquanto este movimento, segundo Lúcio Lara, «não libertar cerca de 20 militantes detidos em Kinshasa».
Os militantes tinha sido detidos em Kinshasa, em Junho de 1973, quando «tentavam a reconciliação entre os dois movimentos de libertação».
Lúcio Lara falava em Brazzaville e frisou que, neste quadro, «são impossíveis negociações reconciliatórias». Confirmou, todavia, que a FNLA «libertou 3 oficiais do MPLA, que seguiram para Lusaka».
Ao tempo e em Angola, «alastrava por todo o território» a greve dos estudan-
tes, que ocuparam os liceus, «reclamando a reforma das presentes estrutu-
ras»O movimento tinha apoio das associações de pais e os professores, se-
gundo noticiava o Diário de Lisboa desse dia, «estão divididos, tendo enviado telegrama ao Presidente Spínola».

O Pais e a sua «mais-que-tudo»
no encontro de 2014, na
Lomba de Gondomar

Pais, rádio-montador,
65 anos em Peniche

O 1º. cabo Pais, rádio-montador da CCS dos Cavaleiros do Norte, no Quitexe, faz hoje 65 anos.
António Correia Lourenço Pais é natural de Travassós de Baixo, na freguesia de Rio de Loba, em Viseu, e lá regres-
sou a 8  de Setembro de 1975 - quando terminou a (nossa) comissão angolana.
Lá vivia e viveu, sempre trabalhando na área da electricidade e pichelaria, até à aposentação - quando se mudou para Atouguia da Baleia, em Peniche, onde agora reside. É para lá que vai o nosso abraço de parabéns!
Daniel Chipenda

Daniel Chipenda 
em Carmona


A 10 de Julho de 1975, Daniel Chipenda deslocou-se a Carmona, numa visita que, segundo a imprensa do dia,«poderia ser significativa». Há 42 anos!
A falta de pormenores, referia o Diário de Lisboa dessa tarde, devia-se ao «não funcionamento do sistema de comunicações com aquela zona, afectado desde os últimos incidentes e não mais reconstruído».
Daniel Chipenda visitou várias fazendas (estava-se na altura da apanha do café) e fez um comício no campo de futebol, com segurança feita pelas NT e alguns elementos das Forças Militares Mistas. Na altura, recordemos, promovia-se a criação do Exército Unificado de Angola, com elementos dos dois movimentos que contionuavam em Carmona: a FNLA (o ELNA) e a UNITA (as FALA).

domingo, 9 de julho de 2017

3 818 - Fim da Operação Castiço DIH, a FLEC em Lisboa!

Combatentes da CCAÇ. 4145, companheiros da jornada africana do Uíge
 angolano, aquartelados em Vista Alegre: António Dias (meio tapado pela 
coluna), furriéis Freitas (de costas) e Cerqueira, capitão Raúl Corte Real (co-
mandante), 1º. sargento Sobreiro e furriel Ramos (de pé). Grande suecada!


Cavaleiros do Norte do PELREC: 1º. cabo Almeida (fale-
cido a 28/02/2008, de doença e em Penamacor), Messejana
(f. a 27/11/2009, de doença e em Lisboa), Neves, 1º. cabo
Fernando Manuel Soares (que faz 65 anos a 10/07/2017,
no Laranjeiro, em Almada) e Florêncio. Em baixo, 1º. ca-
bo Vicente (f. a 21/01/1997, em Vila Moreira, Alcanede),
furriel Viegas e Francisco



A Operação Castiço DIH terminou a 9 de Julho de 1974 e foi o grande «baptismo operacional» dos Cavaleiros do Norte por terras, trilhos, picadas e matas do Uíge angolano. Muitos medos se sentiram e «mataram» nestes dias que, felizmente, não fizeram lutos.
O início fora a 20 de Junho e nela «participaram todas as subunidades orgânicas» do BCAV. 8423: as suas 4 Companhias (a CCS do Quitexe e as operacionais de Zalala, Aldeia Viçosa e Santa Isabel) e as associadas CCAÇ. 4145 (a de Vista Alegre, ver foto), a CCAÇ 209/RI 21 (do Liberato) e o Pelotão de Morteiros 4281 (no Quitexe).
A Operação Castiço DIH, recordemos, teve a participação dos Flechas de Carmona e da 41ª. Companhia de Comandos. Esta, deveria ter «8 dias de actividade operacional», mas retirou-se da acção ao fim de 18 horas - após um seu soldado ter «accionado» uma mina anti-pessoal, num trilho da Baixa do Mungage, da qual lhe resultou a amputação de um pé. Foi evacuado pelo PELREC e para a enfermaria do Quitexe, de onde foi levado para o Hospital Militar do Negage.

FLEC com governo
Provsório em Lisboa

O dia 9 de Julho de 1974, uma 4ª.-feira, foi tempo para uma delegação da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) voar para Lisboa, com o objectivo de «travar conver-
sações com o Governo Provisório».
A FLEC, como o próprio nome indica, reivindicava a independência do território situado a norte de Angola e muito rico e petróleo. 
«É muito contestada no Enclave, por pretender a separação do restante terri-
tório angolano», reportava, porém, o Diário de Lisboa de há 43 anos, citando «os enormes jazigos de petróleo, explorados pelos americanos»
A véspera, recordemos, fora dia de a imprensa noticiar a inauguração, ma cidade de Cabinda, da sede da União Democrática dos Povos de Cabinda (UDPC) - que preconizava a união de Angola e o Enclave. Portanto, anti-separatista.  E crítico da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), considerando que os seus dirigentes eram «oportunistas»



Fernando M. Soares,
1º. cabo do PELREC

Soares, 65 anos
no Laranjeiro

O 1º. cabo Soares, Cavaleiro do Norte da CCS, está em festa de anos: faz 65 a 10 de Julho de 2017.
Fernando Manuel Soares foi especializado em Reconheci-
mento e Informação, mas afirmou-se como atirador de Cava-
laria do PELREC. Morava na Cova da Piedade, ao tempo da nossa jornada africana de Angola), e lá regressou a 8 de Setembro de 1975, fazendo vida profissional nos estaleiros. Vive agora no Laranjeiro, em Almada, já aposentado e viúvo, com alguns problemas de saúde. Para lá, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns!  


sábado, 8 de julho de 2017

3 817 - Adeus dos Cavaleiros do Norte ao «nosso» Quitexe!

O capitão José Paulo Fernandes, comandante da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa
 Isabel, que há 42 anos rodou do Quitexe para Carmona. À direita, o 1º. sar-
 gento Francisco Marchã, responsável da secretaria da Companhia
Cavaleiros do Norte da 3ª: CCAV. 8423, a de Santa Isabel,
todos furriéis milicianos: António Flora. Agostinho Belo,
António Fernandes e Alcides Ricardo

A segunda reunião mensal do BCAV. 8423 realizou-se a 8 de Julho de 1974, no Quitexe e por «ainda não existirem estruturas nas restantes unidades, que permitissem a realização da reunião nas suas instalações».
O encontro, para além do comandante Almeida e Brito, do BCAV. 8423, incluía os capitães comandantes das
Furriéis Grenha Lopes, Agostinho Belo e, em baixo,
Graciano Silva, os três da 3ª. CCAV. 8423
rias subunidades: António Martins de Oliveira, do SGE (da CCS), e os milicianos Davide de Oliveira Castro Dias (da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Zalala), José Manuel Romeira Pinto da Cruz (da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa) e José Paulo de Oliveira Fernandes (da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel). Também os capitães Victor (da CCAÇ. 209/RI 21, a da Fazenda do Liberato) e Raúl Corte-Real (da CCAÇ. 4145, a de Vista Alegre). 
O dia, uma segunda-feira, foi tempo de a imprensa dar conta da inauguração, em Cabinda, da sede da União Democrática dos Povos de Cabinda (UDPC) - que preconizava a união de Angola e o Enclave. Portanto, anti-separatista.  E crítico da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), considerando os seus dirigentes como «oportunistas». 
«A melhor solução para o Enclave - afirmaram os dirigentes da UDPC - é a transformação do território num distrito autónomo, com estatuto próprio, sem ficar desligado de Angola».
A placa do Quitexe, aqui com o condutor
Henrique Nunes Esgueira, da CCS


Adeus da 3ª. CCAV. 8423
à vila do Quitexe

Um ano depois, a 8 de Julho de 1975, «fez-se a rotação da 3ª. CCAV. 8423 para Carmona», ida do nosso inesquecível e saudoso Quitexe, completando-se, assim, «totalmente a retracção do dispositivo do Uíge e abandonando-se mais uma povoação». 
A rotação tinha a ver, também, com «a necessidade de preparar uma  maior presença na cidade» (de Carmona, a capital do Uíge) e o primeiro Grupo de Combate dos Cavaleiros do Norte de Santa Isabel (mas então no Quitexe) acontecera já a 1 de Julho.
A 3ª. CCAV. 8423, lembremos, era comandada pelo capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes e tinha rodado da Fazenda Santa Isabel a 10 de Dezembro de 1974, «continuando a mutação do dispositivo militar» que, ao tempo e no dia 14, envolveu a saída do Grupo de Combate da 2ª. CCAV. 8423 que estava aquartelado no Destacamento de Luísa Maria - que «nessa data foi extinto».

Adelino V. Santos,
atirador da 2ª. CCAV.

Santos, atirador,
65 aos em Leiria

O atirador de Cavalaria Santos, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, comemora 65 anos a 8 de Julho de 2017.
Adelino Vieira dos Santos era residente no lugar de Fontes, na freguesia de Cortes, em Leiria. Lá regressou a 10 de Setembro de 1975 e lá vive, agora em Souto de Cima, na freguesia da Caranguejeira. Para lá vai o nosso abraço de parabéns e o desejo de muitos e mais bons anos de vida, com saúde e saudades dos (nossos) bons e irrepetíveis tempos de Cavaleiros do Norte!

sexta-feira, 7 de julho de 2017

3 816 - Comandante em Aldeia Viçosa e no Destacamento da Fazenda Negrão!

Cavaleiros do Norte de Zalala. Atrás, o clarim Mário Costa e Raposo. De
 pé, o furriel Aldeagas e o casal Sousa (alferes, que amanhã fez 66 anos, 
 e
esposa), Jorge Silva, NN e Hélio Cunha. Em baixo, furriéis 
Jorge Barreto
(com a criança ao colo) e Louro; e o Famalicão


Irmã Maria Augusta, NN, alferes milicianos Hermida (de
 bigode), Pedrosa, Simões, Cruz, Ribeiro e Garcia (de
dedo a apontar). À frente, o padre Albino Capela. Todos
na escola primária da sanzala do Canzenza


O comandante Almeida e Brito, a 7 de Julho de 1974, deslocou-se à 2ª. CCAV. 8423, aquartelada em Aldeia Viçosa, e ao Destacamento da Fazenda Negrão.
Os Cavaleiros do Norte desta vila uíjana eram comandados pelo capitão miliciano José Manuel Cruz e a coluna incluiu o padre Albino Capela - que era o titular da Missão Católica do Quitexe,
O capitão miliciano José Manuel Cruz e o
tenente-coronel Almeida e Brito, coman-
dantes da 2ª. CCAV. e do BCAV. 8423
 que incluía as áreas 
(administrativas) de Aldeia Viçosa, Vista Alegre e Cambamba, pelo menos.
O padre Albino Vieira Martins Capela era da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e, sempre que possível, aproveitava as escoltas militares para estar com as (suas) comunidades católicas e foi o caso desse domingo de há 43 anos - ora nas localidades administrativamente mais, ora nas sanzalas e até em fazendas.
«Sempre fui muito bem recebido por toda a gente. Quando ia celebrar missa a uma sanzala, os nativos faziam uma festa: cantavam, dançavam tocavam batuque. E nesse dia sabia-se que havia churrasco na casa do soba», recorda-se o padre Albino Capela, que no Quitexe tinha a irmã (de sangue) Maria Augusta Vieira Martins - a Irmã Maria Augusta da Congregação a Obra da Imaculada Conceição e Santo António, depois de iniciada na Congregação da Obra de Santa Zita.
Dois irmãos dedicados à causa religiosa, naturais da Carvalheira, em Terras do Bouro. A Irmã Maria Augusta faleceu a 21 de Junho de 29006, vítima de doença cancerosa, em Lisboa. Era a mais velha de 9 irmãos.
O alferes Mário Jorge
de Sousa C. de Sousa


Alferes Sousa, 66
anos em Andorra!

O alferes miliciano Sousa, Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, faz 66 anos a 8 de Julho de 2017.
Mário Jorge de Sousa Correia de Sousa, de Operações Especiais (Rangers), era residente em Lisboa e casado. A esposa acompanhou-o na sua jornada africana do Uíge angolano: por Zalala, Vista Alegre/Ponte do Dange e Songo, antes de Carmona.
Regressou a Portugal e fixou-se no Grade Porto, em Alfena. Actualmente, e segundo informação do (furriel) João Dias, esta(rá) radicado em Andorra.
Onde quer que esteja, e que esteja bem, para ele vai o nosso abraço de parabéns!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

3 815 - Reunião com os povos quitexenses de Aldeia e Luege!

Cavaleiros do Norte à porta da messe de Sargentos, todos furriéis milicianos: Fernando Pires e Luís Costa
 (que amanhã faz 65 anos), ambos dos Morteiros ; Cardoso (de bigode), Grenha Lopes, Graciano. Fernan-
des (de bigode e quico, com as mãos na boca do Flora), Carvalho (de boina) e Rocha (de bigode). Depois,
Abrantes (de cachimbo), Flora (com boca tapada pelo Fernandes), Reino (à frente do Flora e tapado pela
 mão do Bento) e Viegas. À frentes, Rabiço (de bigode), Bento (de bigodes e mãos no ar) e, quase
deitado, o Ribeiro. De pé, à direita, o 1º. sargento Marchã

O comandante Almeida e Brito e o capitão José Paulo
Falcão. Ao meio, o clarim Armando Mendes da Silva,
da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel

A 6 de Julho de 1974, fez-se um  mês da nossa chegada ao Quitexe, idos do Campo Militar do Grafanil e Estrada do Café fora - passando por Cacuaco, Caxito, Quibaxe, Úcua, a Ponte do Dange e Vista Alegre, depois Aldeia Viçosa e, finalmente, a saudosa vila onde se aquartelou a CCS e o Comando do BCAV. 8423.
Mapa do Quitexe, feito de memória por
João Nogueira Garcia, com os povos de
Luege e Aldeia assinalados 
O dia foi de reunião do comandante Carlos Almeida e Brito e alguns oficiais Cavaleiros do Norte - nomeadamente, o capitão José Paulo Falcão - com os povos de Aldeia e Luege, conti-
nuando o programa de «mentalização das populações para o Programa do MFA», escla-
recendo-as sobre o futuro próximo de Angola - que iria ser (e foi) independente.
A «nova série de reuniões», como lhe chama o Livro da Unidade, incluiu, no mesmo dia, uma outra, esta com «os camionistas que servem o poderio económico da área», que pretendiam «obter uma melhor liberdade de movimentos na chamada Estrada do Café».
Os camionistas, na verdade, eram essenciais para
A Estrada do Café: aqui, na saída do
Quitexe para a cidade de Carmona (Uíge)
o escoamento dos produtos locais e  abastecimento das comunidades do interior angolano.

Carmona: críticas das
populações brancas ! 

Um ano depois, e já em Carmona, o BCAV. 8423 «continuava as preocupações vividas do antecedente», emergidas dos graves incidentes e combates da primeira semana de Junho, e que, refere o Livro da Unidade, «continuaram  ser os factores dominantes em Carmona».
«Diariamente se verificaram factos que contrariavam a chamada neutralidade activa», sublinha o Livro da Unidade, acrescentando que tais factos «retiravam toda e qualquer espécie de autoridade às NT, dando ainda ocasião a que fossem permanente alvo de críticas das populações brancas». 
Foram dias bem difíceis, de permanentes dedos apontados às NT que, todavia, se mantiveram serenas e activas, sabe-se lá com que sacrifícios e riscos, para defender pessoas e bens - embora acusadas de muitas coisas que nada tinham a ver com a sua missão.
Luís F. Costa, furriel
miliciano do Pelotão
de Morteiros 4281

Costa, furriel dos
Morteiros, 65 anos!

O furriel miliciano Costa festejou 22 anos a 7 de Julho de 1974, quando prestava serviço no Pelotão de Morteiros 4281, aquartelado no Quitexe e contemporâneo do BCAV. 8423, os Cavaleiros do Norte.
Luís Filipe dos Santos Costa - é este o seu nome completo - era (é) natural do Estoril e lá voltou no final da comissão em Angola, iniciada a 16 de Abril de 1974. Fez vida profissional na área da contabilidade e serviços, estando já aposentado (da SONAE) .
O Pelotão de Morteiros 4281 era comandado pelo alferes João Leite e incluía os furriéis milicianos Luís Costa e Fernando de Freitas Reimão Pires, para além do 2º. sargento Gomes. Saiu do Quitexe a 20 de Dezembro de 1974, para Carmona, concluindo a rotação a 3 de Janeiro de 1975.
O Luís Costa vive no Estoril, dividindo a sua reforma com a administração de um condomínio de Cabanas de Tavira, no Algarve. Para lá (onde estiver neste dia 7 de Julho de 2017), os nossos parabéns pelos seus 65 anos!


Leiria faz 65 anos
no Fogueteiro !

O Fernando Leiria, 1º. cabo atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, faz 65 anos a 7 de Julho de 2017.
Fernando José Trigoso Leiria de seu nome completo, integrou esta subunidade dos Cavaleiros do Norte, mas, em Setembro de 1974, foi punido com 20 dias de prisão disciplinar agravada (OS nº. 84), depois agravada para 30 dias, pelo Comando do Sector do Uíge (OS nº. 97) e para 40 dias, pela Região Militar de Angola (OS 122). E foi despromovido a soldado e transferido para a 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa. 
Residia na Brandoa, concelho de Oeiras, e lá voltou a 10 de Setembro de 1975. Sabemos que, actualmente, mora no Fogueteiro, em Almada, onde amanhã faz 65 anos. Parabéns!

quarta-feira, 5 de julho de 2017

3 814 - A reunião de Comandantes do Comando do Sector do Uíge

Cavaleiros do Norte da Secretaria (e à porta) da CCS, no Quitexe: furriéis
milicianos José Monteiro e Brogueira Dias (que amanhã faz 65 anos) e 

1ºs. cabos Miguel Teixeira, Vasco Vieira (Vasquinho) e, em baixo, João Pires 

O furriel miliciano Mota Viana, à direita e a tocar vila,
com o 1º. cabo enfermeiro Victor Cunha, em Zalala


O dia 5 de Julho de 1974 foi tempo para a realização da «reunião mensal de Comandos do Comando do Sector do Uíge» - a primeira em que participou o tenente-coronel Almeida e Brito, comandante do BCAV. 8423.
Os trabalhos decorreram em Sanza Pombo, onde se aquartelava o BCAV. 8324 e que, em Outubro desse ano, foi destino do furriel miliciano Fernando 
Crachá do BCAV. 8324,  que
estava em Sanza Pombo
Manuel Mota Viana, atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423 (a de Zalala) - para lá transferido por razões disciplinares, em Outubro de 1974. Tinha sido «apanhado» no Quitexe e pelo comandante Almeida e Brito menos bem uniformizado e, segundo a Ordem de Serviço nº. 97, foi punido com 15 dias de prisão disciplinar agravada. O facto de ser filho de um capitão do Exército, «pesou» ma «mão pesada» de Almeida e Brito, que achava que, por isso, deveria ser «exemplo para os praças»

O tempo de tropa e a 
independência de Cabo Verde

O dia 5, mas de 1975, foi também tempo para se saber que o serviço militar passava a ser encurtado para 15 meses e que era reformulada a formação de oficiais milicianos, passando a ser feita em função das suas aptidões militares e das necessidades de cada unidade. À partida, todos os mancebos eram iguais, com ou sem curso superior completo. 
Data particularmente importante para Cabo Verde: foi o dia da sua independência. Era sábado e desde as 00.00 horas que o Atlântico e o mundo passaram a ter um novo pais de expressão portuguesa.

Furriel miliciano Francisco
José Brogueira Dias em 1974

Brogueira Dias,
furriel, 65 anos !

O furriel miliciano Dias, Cavaleiro do Norte da CCS, no Quitexe, está em véspera dos 65 anos. 
Festeja-os amanhã, dia 6 de Julho de 2017.
Francisco José Brogueira Dias foi vagomestre no Quitexe e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 - ao Porto e à Costa Cabral, onde residia. Faz carreira profissional como bancário e reside actualmente em Rio Tinto, para onde vai o nosso abraço de parabéns! 

terça-feira, 4 de julho de 2017

3 813 - A Polícia de Informação Militar (PIM) do Quitexe!

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, ambos
milicianos e num jardim de Carmona: o furriel Agostinho Belo e o alferes
Carlos Silva - que festeja 65 anos a 6 de Julho de 2017!
O alferes Carlos Silva com Belmira, a então
noiva, em Luanda (com a baía ao fundo)
  e nas Quedas do Duque de Bragança



O dia 4 de Julho de 1974 «completou-se o quadro orgânico da Polícia de Informação Militar» -  PIM do Quitexe. Nesta data, apresentou-se o Chefe de Posto desta Polícia. instalado na vila que era sede do BCAV. 8423.
Não tenho grande memória da PIM, a não ser, e sem grande pormenor, da participação dos Flechas (seu braço armado) numa operação conjunta - a Castiço DIH - logo nos nossos primeiros tempos de Angola.
Crachá dos Flechas
Do Chefe de Posto também não, não sei quem seria e poucos, muito poucos conheceriam a sua identidade, devido ao carácter secreto da organização - que era uma espécie de sucedâneo da PIDE/DGS, mas por lá com «trabalho» na área militár.
Terá sido por estes dias, aliás que se completou a «Operação Castiço DIG», durante a qual se registou «novo contacto como o IN na «central» do Negage, novamente sem consequências», como retrata o Livro da Unidade, mas, acrescenta, «desenvolveu-se elevado úmero de acções e operações em toda a ZA, mas nomeadamente sobre Mungage, Aldeia e Tabi». Baixa do Mungage de onde, recordemos, o PELREC evacuou um soldado da 41ª. Companhia de Comandos, vítima de uma mina anti-pessoal e que, lamentavelmente, «sofreu a amputação de um pé»

Cozinheiro Alcino
faria 65 anos!

O 1º. cabo cozinheiro Alcino, da CCS dos Cavaleiros do Norte, faria 65 anos a 5 de Julho de 1917. Faleceu a 25 de Junho de 1984.
Alcino Fernandes Pereira,. de seu nome completo, prestou serviço no refeitório geral dos Cavaleiros do Norte do Quitexe e era natural da Benfeita, freguesia de Cortegaça, em Mortágua. Lá voltou a 8 de Setembro de 1975, cumprida a sua jornada africana de Angola, mas a vida levou-o até à Grande Lisboa. Vivia em Idanha, em Sintra, e lá faleceu há 33 anos. Dele nada mais sabemos e recordamo-lo com saudade. RIP!   
Alferes Carlos Silva

Alferes Carlos Silva,
65 anos em F. Zêzere

O alferes miliciano Silva, da 3ª. CCAV. 8423, comemora 65 anos a 6 de Julho de 2017. Em Ferreira do Zêzere.
Carlos Almeida da Silva foi atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte da Fazenda Santa Isabel e regressou a Portugal e a Outeiro do Marco, freguesia do Beco, em Ferreira do Zêzere, a 11 de Setembro de 1975. Voltou mas para voltar a Angola, perdido d´amores por Belmira, que perduram aos dias de hoje, e com ela lá se casar a 18 de Outubro de 1975.
Aposentado bancário, vive os prazeres da reforma na sua aldeia natal, «dividindo-se», ou multiplicando-se, por actividades associativas locais ligadas à cultura e o prazer da fotografia.
Parabéns!
- «Combates entre angolanos
e amores de toda uma vida»
- Ver AQUI

segunda-feira, 3 de julho de 2017

3 812 - Comandante na PSPA do Quitexe, o problema de Cabinda!

Cavaleiros do Norte de Zalala: o furriel miliciano Américo Rodrigues e Ma-
nuel Amaral (Bolinhas). À frente, o condutor Gonçalves,  também conheci-
do por Bigodes e/ou Bolinhas, que faz 65 anos a 5 de Julho de 2017


O guião da 1ª. CCAV. 8423, a
de Zalala, com o (ex-furriel)
Dias no Museu do RC4

O comandante Almeida e Brito esteve em visita de trabalho à 2ª. Companhia da Polícia de Segurança Pública de Angola / Guarda Rural (PSPA/GR) do Quitexe, no âmbito do plano de «estabelecimento de contactos operacionais».
A Companhia, recordemos, passara à dependência operacional do BCAV. 8423: «Pode dizer-se que o mês começou com a atribuição da responsabilidade operacional da OPVDCA do Dange e das 3ª. e 4ª. Companhias da PSPA/GR, respectivamente sediadas  em Quitexe e Vista Alegre», reporta o Livro da Unidade, acrescentando que «mercê de determinações superiores, estas forças «passaram ao comando operacional das forças militares em Subsector».  
O Enclave de Cabinda

Cabinda é parte integrante
de Cabinda

O dia foi tempo de se conhecerem declarações da Agostinho Neto, sobre Cabinda: «Para nós, não há Cabinda de Angola, há simplesmente Angola, por Cabinda faz parte do território angolano», disse o presidente do MPLA. acrescentado que «o problema de Cabinda põe-se de tempos a tempos, como um ponto de divergência entre nós, angolanos, e certos países, mesmo no seio da OUA».
Agostinho Neto lembrou também que na então recente Cimeira do Quénia, os três movimentos de libertação (MPLA, FNLA e UNITA) «tinham registado nas suas decisões a observação que Cabinda não era parte separada de Angola».
E, por outro lado, que «há ainda, no nosso país, forças reaccionárias que pro-
curam utilizar algumas contradições em que vivemos, como o tribalismo, racismo, regionalismo e  mesmo a divisão entre os movimentos de libertação».
No exterior, acrescentou Agostinho Neto, «há também forças reaccionárias que interferem na vida do povo angolano e cuja imiscuição tem por fim contribuir para o estabelecimento de um regime neo-colonial».
João Nunes, condutor
de Zalala. Ou o
Bigodes, o Cigano!

Condutor João Nunes, 
o Cigano, 65 anos !

O condutor João Nunes, Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, festeja 65 anos a 5 de Junho de 2017.
João Inácio Rodrigues Gonçalves, de seu nome completo, era popularmente conhecido por Bigodes (basta olhar para a foto aqui ao lado) e/ou Cigano. Morava, ao tempo, no Carvalhido, freguesia da Moita do Ribatejo, no concelho da Moita, e lá voltou a 9 de Setem-
bro de 1975, depois de concluída a sua (e nossa) comissão militar em Angola.
Pouco mais se sabe dele. Apenas que residirá em Évora. Onde quer que esteja, para ele vai o nosso abraço de parabéns!

domingo, 2 de julho de 2017

3 811 - A morte, por acidente, do Jorge Grácio, o soldado Spínola!

A Estrada do Café, aqui entre Quitexe e Carmona. A imagem é do (1º. cabo
mecânico de armamento ligeiro) Carlos Alberto Ferreira, da 1ª. CCAV. 8423,
a de Zalala, que por ali passou em Dezembro de 2012
Jorge Custódio Grácio, o Spínola, fale-
ceu de acidente há exactamente 42 anos,
na  estrada entre Quitexe e Carmona


O dia 1 de Julho de 1975, para os Cavaleiros do Norte, foi tristemente assinalado com a morte de Jorge Custódio Grácio, vítima de um acidente de motorizada, na curva da fazenda Pumbaloge, na Estrada do Café e entre o Quitexe e Carmona.
O Grácio era soldado atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel mas que, ao tempo e já desde 10 de Dezembro de 1974, estava aquartelada no Quitexe. Era popularmente conhecido por Spínola e ali ganhou a Corrida de S. Silvestre, na noite de passagem do ano de 1974 para 1975.
Nesse dia de há 42 anos, ia de boleia para a cidade,
A Estrada do Café. O Quitexe,
em baixo, e Pumbalog
com um empreiteiro civil, de nome Sidónio e numa carrinha 4L (deste), quando, na curva da Fazenda Pumbaloge, lhes apareceu pela frente e contra a mão uma ambulância Land Rover que tinha sido roubada à Delegação de Quitexe. 
O Spínola foi cuspido da 4L e morreu pouco depois - ainda assistido pelo 1º. cabo Coelho (Buraquinho), que o seguia noutra viatura. Também um guerrilheiro da FNLA que ia de boleia com o Sidónio - que ficou (este) caído no alcatrão e com a cabeça aberta.
Jorge Custódio Grácio era natural do Casal das Raposas, em Vieira de Leiria, onde o seu corpo foi deputado, depois de trasladado para Portugal no mesmo avião que transportou a (sua) 3ª. CCAV. 8423. Recordamo-lo com saudade! RIP!!!
Grupo da OPVDCA com uma mulher e filha capturadas
 na Aldeia, pela  CCART 3564, em Novembro de 1973 

A PSP/Guarda Rural
e a OPVDCA

Um ano antes e pelo Quitexe, «o mês come-
çou com a atribuição da responsabilidade operacional da 3ª. e 4ª. Companhias da PSPA/GR e das 3ª. e 4ª. Companhias da PSPA/GR, respectivamente sediadas no Quitexe e Vista Alegre». Por determina-
nação superior, «passaram ao comando 
Organização Provincial
de Voluntários de Defesa
Civil de Angola - OPVDCA
operacional das forças militares em Subsector». Isto é, no caso, ao comando do Batalhão de Cavalaria 8423. 
A Polícia de Segurança Pública de Angola/Guarda Rural passou-me despercebida no Quitexe, embora há uns 3 anos e por ser amigo do 1º. cabo Fernando Soares (PELREC) dela tenha falado com um agente lá contemporâneo e que mora no Laranjeiro, em Almada.
A Organização Provincial de Voluntários e Defesa Civil de Angola (OPVDCA) tinha quartel na saída do Quitexe para Carmona, ao lado direito. Era um corpo de voluntá-
rios (de ambos os sexos) que auxiliava as Forças Armadas, directamente subordinado ao Governador Geral de Angola e, por esta via, aos Governos Provinciais.
Polícia de Segurança Pú-
blica de Angola - PSPA
Também pouca actividade recordo desta força, embora a memória tenha presente o incidente de uma noite em que, cumprindo ordens, fomos ao quartel e lá fomos recebidos muito pouco simpaticamente, chegando a haver armas empunhadas. 
O blogue «CART 3564 - Os Furões», que citamos, faz alusão à OPVDCA do Dambi/Quitexe e publica uma foto de Novembro de 1973, com uma mulher e filha capturadas numa sua operação de assalto ao quartel Aldeia, da FNLA. O autor do blogue (o alferes Óscar Santos) refere que algumas das suas unidades eram «compostas só por mulheres»A imagem, aliás, mostra um grupo OPVDCA com várias mulheres!
- «A morte do soldado Jorge Grácio,
o Spínola», por Alfredo Coelho 
(Buaraquiho). - Ver AQUI

sábado, 1 de julho de 2017

3 810 - O acidente do furriel Ferreira, 3 cavaleiros em festa de anos!

Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa, todos furriéis milicianos, em 2014:
Jesuíno Pinto (falecido a 3 de Maio de 2017, em Parada do Gatim, Vila
Verde e de doença), Freitas Ferreira, José Gomes e António Artur Guedes
O furriel miliciano Freitas Ferreira num
momento de viola, em Aldeia Viçosa,
no ano de 1974. Há 43!


O mês de Julho de 1974 começou de maneira menos boa para a 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viosa, devido a um acidente com um UNIMOG, desptado no Quitexe e com dois feridos: o condutor (cujo nome infelzmente não lembramos) e o furriel miliciano Freitas Ferreira.
O 1º. Grupo de Combate de Aldeia Viçosa fazia um patrulhamento, integrado numa coluna comanda-
da pelo capitão José Manuel Cruz, quando o UNIMOG se despistou numa curva para a Fazenda Maria Fernanda.
«Atravessou a estrada e caiu na ravina, eu rebo-
lei até ao fundo, assim como o condutor», recor-
da-se o José Maria Freitas Ferreira, referindo que «não me lembro do nome dele», do condutor.
Ambos ficaram feridos e o furriel com mais gravidade, com uma perna e uma clavícula partidas) de tal forma que viria a ser considerado inapto como atirador de Cavalaria (a sua especialidade) e reclassificado como amanuense, sendo transferido para Luanda.
«Fui contra a minha vontade, pois gostava  mais de ter continuado em Aldeia Viçosa, com os nossos companheiros da Companhia», disse ele, recordando esse dia de há 43 anos. Vive em Costa (Guimarães), onde é profissional da área da auditoria, consultadoria fiscal e contabilidade.
Uma das últimas notícias do A Província de Angola.
A 1 de Julho de 1975 passou a Jornal de Angola. Em
baixo, o cabeçalho do jornal fechado a 30/07/1975


A Província de Angola, 
o ««Jornal de Angola» 

O dia 1 de Julho de 1975, um ano depois, foi o da saída da primeira edição do «Jornal de Angola», que substituiu o «A Província de Angola», o maior diário que então se publicava no futuro país africano de língua oficial portuguesa, encerrado na véspera. Com o mesmo director: Ruy Correia de Freitas.

O jornal teve alguns problemas com os poderes pós-25 de Abril e, pelo menos uma vez, foi alvo de ataque à bomba, por alegadamente apoiar a FNLA. Numa outra altura (porventura entre outras), o director teve de fugir para a África do Sul, neste caso «porque também publicava coisas da UNITA, não era só do MPLA»
Ruy Correia de Freitas retornou a Angola em 1975, de onde saiu para o Brasil, em 1976, e depois para Portugal, em 1979. Faleceu a 16 de Outubro de 2009, de morte súbita e em Sintra.
O último número de "A Província de Angola" saiu a 30 de Junho de 1975.  Nascia o "Jornal de Angola" a 1 de Julho de 1975, hoje se fazem 42 anos.


José J.  P. Freire
de Aldeia Viçosa
Jacinto, Freire e Aires,
Cavaleiros de 65 anos! 

O dia 2 de Julho de 2017 é de aniversário de três Cavalaeiros do Norte, um de cada companhia operacional: fazem 65 anos o Victor Jacinto, o José Freire e o José Aires.
José Pereira da Costa Aires foi soldado de Transmissões da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Zalala. Era da Baixa da Banheira, na Moita, e lá regressou e lá reside.
José P. Aires,
TRMS de Zalala
José Joaquim Pereira Freire foi 1º. cabo clarim da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa. Era natural e residia no lugar de Venda Nova, freguesia de Louredo, concelho de Paredes. Lá regressou a 10 de Setembro de 1975 e neste concelho mora, em Beire.
Victor Manuel Gouveia Jacinto foi soldado condutor da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel. Era de Fazendas de Almeirim e por lá tem feito vida, até aos dias de hoje.
Parabéns para os três. Muitos e bons mais anos de vida para todos!