CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

sexta-feira, 11 de maio de 2018

4 122 - Cavaleiros em festas de anos, dos 66 aos 76 de Albino Capela!

O capitão Davide Castro Dias, comandante da 1ª. CCAV. 8423
8423, ladeado pelos alferes milicianos Pedro Rosa e Lains
 dos Santos, no encontro de 2016
O alferes João Machado e o
capitão Castro Dias em 1975

Castro Dias, o dirigente do
Sindicato dos Professores
do Norte /CGTP/IN)

O padre Albino Capela num baptizado da
Igreja da Mãe de Deus do Quitexe

O dia 11 de Maio é de aniversário natalício de vários Cavaleiros do Norte: o capitão Davide Castro Dias, o furriel José Freitas Ferreira e os soldados José Caetano e Jaime Fernandes. Também do dr. Albino Capela, que foi padre da Igreja da Mãe de Deus do Quitexe! 
O dia assinala, também, o falecimento do soldado clarim João Marques, que foi Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423.
Castro Dias

Castro Dias, capitão
de Zalala, 76 anos!

Davide de Oliveira Castro Dias foi capitão miliciano de Infantaria e comandante da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, o que lhe valeu lou-
vor do comandante Almeida e Brito porque «soube sempre orien-
tar a sua subunidade para o cumprimento das missões que lhe fo-
ram solicitadas, muito embora as circunstâncias nem sempre fossem favoráveis, quer devido ao isolamento iniciam que a Companhia viveu, quer, depois, devido a ter transitado para zonas particularmente delicadas».
Ali foi, sublinha o louvor, «zelador do cumprimento do processo de descolo-
nização, o que nem sempre se mostrou fácil de conseguir».
O louvor destaca que foi «disciplinado, de lealdade vincada, não olhando aos esforços pedidos, a que uma saúde frágil por vezes não correspondida, pro-
curou sempre as melhores soluções para os problemas em discussão, torneando as dificuldades logísticas por vezes vividas, de modo a obter as melhores condições de vida para os seus subordinados que muito estima».
Isso, mesmo assim, «não constituiu motivo de abrandamento da sua acção de comando», sublinha o louvor do comandante Almeida e Brito, precisando que «deste modo se credita merecedor de ver os serviços por si prestados à RMA enaltecidos pelo presente louvor» - que foi publicado na Ordem de Serviço nº. 174 do BCAV. 8423.
Castro Dias seguiu, profissionalmente, a carreira do ensino, como professor e director de escolas, assim como dirigente sindical (no Sindicato dos Professores do Norte, afecto à CGTP/IN). Festeja 72 magníficos anos! Parabéns!
Furriel Freitas Ferreira

Freitas Ferreira, 66
anos em Guimarães

José Maria Freitas Ferreira foi atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8423, mas um acidente de em serviço, a 1 de Julho de 1974, levou à sua reclassificação como ama-
nuense e colocação, já em Outubro desse ano, numa unidade de Luanda.
O acidente aconteceu no Quibaxe, numa curva para a Fazenda Maria Fernanda, onde o Unimog em que se-am «atravessou a estrada e caiu na ravina».
«Eu rebolei até ao fundo, assim como o condutor», recorda-se o Freitas Ferreira, referindo que «não me lembro do nome dele», do condutor.
Ambos ficaram feridos - o furriel com uma perna e clavículas partidas«Gostava mais de ter continuadoest em Aldeia Viçosa, com os nossos companheiros da Companhia», disse ele, que vive em Costa (Guimarães), onde é profissional da área da auditoria, consultadoria fiscal e contabilidade.
Hoje, festeja 66 anos e para ele vai o nosso abraço de parabéns!
José Caetano
Caetano, o clarim, 66
anos em VN de Gaia !

O soldado clarim Caetano, da CCS dos Cavaleiros do Norte, festeja 66 anos a 11 de Maio de 1952. 
José António Cardoso Caetano é natural do Bairro do Bonsucesso, da cidade do Porto, aonde regressou a 8 de Setembro de 1975. Tem a particularidade de o seu registo de nascimento ter sido efectuado apenas no dia 25 desse Maio de há 66 anos, Actualmente, vive em Vila Nova de Gaia, na Rua das Oliveiras, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

António Albino Vieira Martins Capela foi o padre da Igreja da Mãe de Deus do Quitexe, onde sacerdotava o padre Albino Capela. Pertencia á Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e, depois de regressar a Portugal deixou o sacredócio e cursou
Humanidades na Universidade Católica. Casou e é pai  de um casal, sendo frequentador habitual dos encontros anuais da CCS, «sem nunca esquecer Angola», onde viveu das maiores e mais marcantes experiências de vida.
Vive em Barcelos e hoje festeja 76 anos! Parabéns!

A Fazenda de Zalala, a da 1ª. CCAV. 8423


Jaime, de Zalala, 66
anos em Odivelas!

O soldado condutor Jaime Galvão Fernandes foi Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423 e festeja 66 anos a 11 de Maio de 2018.
O seu nome não consta da relação do pessoal da Companhia de Zalala que a 9 de Setembro de 1975 desembarcou no aeroporto de Lisboa, depois da jornada africana de Angola. Nãlo sabemos a razão. O furriel João Dias informou o blogue que mora em Odivelas, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

Marques de Zalala
faleceu há 9 anos ! 

João Nunes Marques foi soldado da 1ª. CCAV. 8423 e faria 66 anos a 11 de Maio de 2018. Faleceu há quase 9 anos! 
Clarim dos Cavaleiros do Norte de Zalala, regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 e fixou-se em Vale do Coelheiro, freguesia de Santo André dos Toseiros, em Castelo Branco - a sua terra natal. Faria 66 anos a 11 de Maio de 2018, mas faleceu a 20 de Dezembro de 2009 e aqui o recordamos com saudade! RIP!!!

quinta-feira, 10 de maio de 2018

4 121 - Dia final do IAO do BCAV. 8423 em terras de Santa Margarida

O Regimento de Cavalaria 4, em primeiro plano e no Campo Militar de
Santa Margarida. O RC4 foi a unidade mobilizadora do BCAV. 8423. O IAO
decorreu entre 3 e 10 de Maio de 1974, na Mata do Soares
Viegas, Monteiro (meio encoberto) e Neto, no tempo do IAO
 em Santa Margarida. Em primeiro plano, Ferreira, de
uma outra unidade mobilizada para Angola 

A período de Instrução Altamente Ope-
racional (IAO) do BCAV. 8423 terminou a 10 de Maio de 1974, há precisamente 44 anos e pelas bandas da Mata do Soares, nos arredores do Campo Militar de San-
ta Margarida. 
O IAO tinha começado no dia 3 anterior e com as quatro Companhias dos futu-
ros Cavaleiros do Norte «já com auto-
nomia (...), com vista a pô-las a viver à
Cavaleiros do Norte no  IAO: os futuros
furriéis milicianos Letras, Louro e Costa
(de pé) e Brejo (sentado)
semelhança, embora ténue, daquilo que iria ser a sua vida no ultramar». Em Angola, no nosso caso.
O PELREC «funcionava» como inimigo (o IN) das três companhias operacionais e destes dias recordo que sofri a mais violenta dor de cabeça de toda a minha vida. E, valha a verdade, nem sequer sou «utente» desta doença. Pois foi de tal forma violenta que me mandaram à enfermaria do RC4 onde, algo estranhamente, um velho médico militar me receitou massagens nas pernas. E a verdade é que as dores de cabeça passaram. Até hoje!
Outro momento que recordo foi o de termos parti-
cipado no almoço de um casamento, nesse fim fim de semana e... convidados. Vivia-se, ao tempo, a euforia do 25 de Abril e, ao verem a tropa (o PELREC) a passar, chamaram-nos para a boda, que festiva-
mente decorria ao ar livre, numa espécie de quinta. Fomos vivamente aplau-
didos, comemos e bebemos e retomámos a função de IN, depois deste insólito momento de preparação militar - dita altamente operacional.
Os então futuros furriéis milicianos Antonio
Artur Guedes, Jorge Barata (falecido a 10 de
Outubro de 1977, de doença e em Alcains) e José
José F. Melo, no RC4,  a 25 de Abril de 1974

Guerreiro de Aldeia Viçosa
trabalha e vive em Olhão !

O Guerreiro, por quem há poucos dias aqui  per-
guntámos (sem dele sabermos) e foi Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, vive em Olhão, de onde é, e fez vida como pescador, mestre de uma embarcação de que é proprietário. É lá que amanhã (11 de Maio) festeja 66 anos
O furriel João Dias esteve com
 o José Guerreiro em Olhão,
no verão de 2018
O Guerreiro foi mobilizado por troca com José Luís C. Parelho, que há precisamente 44 anos, no dia 9 de Maio de 1974, foi transferido para a Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, por, e citamos a Ordem de Serviço nº. 109, do RC4 (Santa Margarida) «ter sido deferido o requerimento de troca com  o soldado Guerreiro».
O Guerreiro tinha-se apresentado na véspera, dia 8 de Maio, às 14 horas «por ter aceitado a troca com o soldado José Luís C. Pare-
lho». Integrou a 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, e dela saiu em data inde-
terminada, mas depois de Outubro de 1974, devido a motivos disciplinares que, no limite, o levaram a sofrer 40 dias de prisão disciplinar agravada, apli-
cados pela Região Militar de Angola - depois da pena inicial do BCAV. 8423 (10 dias, agravados para 20 dias de prisão disciplinar agravada) e pelo Comando de Sector do Uíge (30). Rodou, por isso mesmo, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, para a 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala.
Nada sabíamos dele, mas sabemos agora.
O furriel miliciano João Dias, da 1ª. CCAV. 8423, «achou-o» no Algarve, em Olhão e no ano passado, onde reside: «Disse-me que esteve em mais compa-
nhias do batalhão, para além da CCS, mas não soube concretizar. Notei-o um pouco confuso e reservado, apenas com a certeza de que a comissão em terras de Angola foi muito atribulada».
O Dias lembra, também, que «integrava a 1ª, CCAV. 8423 quando regressámos, ou pelo menos consta de uma lista que foi elaborada e distribuído um exem-
plar a todo o efectivo». Mas, afinal, não consta da lista de desembarque, em Lisboa e a 9 de Setembro de 1975, publicada na Ordem de Serviço nº. 6, de 8 de Janeiro de 1976
«Disse-me que fez vida como pescador, que foi proprietário de uma embarca-
ção, em Olhão, mas agora já com actividade reduzida, pois aguardava a re-
forma», concluiu o João Dias.
O furriel António Artur Guedes, da 2ª. CCAV. 8423, na qual o José Casimiro Rodrigues Guerreiro primeiramente esteve, de Junho a Outubro de 1974 (pelo menos) lembra-o como «um algarvio que era muito indisciplinado».
«Foi punido várias vezes, mas não e recordo das razões», acrescentou este Cavaleiro do Norte de Aldeia Viçosa, precisando, também, que «tinha alguns problemas de saúde e se previa, a esse tempo, uma intervenção cirúrgica». 
«Não sei se a tal operação se chegou a concretizar, pois saiu da Companhia», concluiu o furriel António Guedes.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

4 120 - Clima de tensão e intimidação, há 43 anos, no Norte de Angola

Cavaleiros do Norte de Santa Isabel com civis e combatentes da FNLA, aqui já no
Quitexe. Reconhecem-se o 1º. sargento Francisco Marchã (o quinto, de pé e de
camisola de cavas), furriel miliciano Agostinho Belo (6º.) e o 1º. cabo Simões
(o primeiro, à direita e de pé).  Quem conhece os restantes militares?
O 1º. cabo Victor Cunha (enfermeiro) e o furriel miliciano
 Mota Pinto (atirador de Cavalaria), ambos Cavaleiros do
 Norte da 1ª. CCAV. 8423., a de Zalala


Os dias de Carmona, há 43 anos, nas-
ciam cada vez mais tensos e, apesar dos constantes patrulhamentos na cidade e itinerários principais, respiravam-se ca-
da vez mais dúvidas e levedavam-se muitas ansiedades e medos, nomeada-
mente de parte da comunidade civil.
A missão dos Cavaleiros do Norte era cada vez mais delicada - todos tínhamos essa noção!... - e agravada pela crescen-
te animosidade e desconfiança entre di-
gentes, militantes e combatentes/milita-
O Diário de Lisboa de 8 de Maio de 1975
res dos movimentos de libertação - principal-
mente entre forças do MPLA e da FNLA, este, o movimento mais implantado em terras do Uíge.
O MPLA, em comunicado de 8 de Maio de 1975, deu conta do «clima de intimidação que se vive no  norte de Angola» e falou de «centenas de civis barbaramente assassinados, feridos e mutilados» nos ataques dos dias 2 e 3 desse mês, às suas delegações e aquartelamentos de Sanza Pombo, Ambrizete e S. Salvador, por forças da FNLA.
Sanza Pombo não era muito longe de Carmona, apenas uns 260/270 quilóme-
tros, o que, em termos de África, é «ir-ali-e-vir». Muito perto! Por outras pala-
vras: era cada vez mais iminente qualquer tipo de confrontação entre os dois movimentos, que fosse para além das escaramuças que, entre MPLA e FNLA, cada vez mais periclitavam a segurança de Carmona.
A última guarnição militar portuguesa ali estacionada fôra a 1ª. CCAÇ. 4911, do BCAÇ. 4911, que a 17 de Março anterior (de 1975) passara «a depender opera-
cionalmente do BCAV. 8423»
A 1ª. CCAÇ. 4911 foi a unidade para a qual foi transferido o furriel miliciano Fernando Manuel Mota Viana, atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423 (a de Zalala), em Outubro de 1974. Actualmente, trabalha na área gráfica, desenho e orçamentação e reside na sua Braga natal (Gualtar).
Furriéis milicianos da 3ª. CCAV. 8423, a de
Santa Isabel: José Querido, Victor Guedes,
António Fernandes, Agostinho Belo (de
óculos) e Ângelo Rabiço

Rabiço, enfermeiro.
promovido a furriel!

O enfermeiro Ângelo Tuna Rabiço foi promovido a furriel miliciano no dia 10 de Maio de 1974, de acordo com a Ordem de Serviço nº. 109, desse dia e do Regimento de Cavalaria 4 (RC4), em Santa Margarida.
A antiguidade foi contada a 1 de Maio desse ano e o Rabiço integrava a 3ª. CCAV. 8423, que se iria aquartelar na Fazenda Santa Isabel, no norte uíjano de Angola. Regressou a Portugal (e a Lordelo, em Vila Real) no dia 11 de Setembro de 1975. Já era professor do ensino básico (pri-
mário) e professor continuou, agora já aposentado e radicado em Guimarães.

terça-feira, 8 de maio de 2018

4 119 - Cavaleiros de Santa Isabel este ano no leitão da Bairrada!

Os Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Dazenda de Santa Isabel,
no encontro de 2017, que decorreu em Leiria

Cavaleiros do Norte em Ferreira do Zêzere, no encontro
de 2016, a bordo de barco turístico na barragem
Os Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, estão a preparar-se para o encontro de 2018, marcado para de Junho e numa zona excelente: a da Bairrada, na Mealhada e para «devorar» o seu magnífico leitão. 
A concentração está marcada para as 12 horas, no restaurante Manuel Júlio, e a concentração está marcada para as 12
Carvalho e o furriel João Cardoso,
coorganizadores de 2018, com o
furriel Flora (de óculos)
horas, no restaurante Manuel Júlio, e a 
ementa começa com as habituais e apetitosas entra-das bairradinas, seguindo-se bacalhau e o tal leitão à moda da Bairrada, que tantas saudades vai matar aos companheiros de Santa Isabel. Não faltarão sobreme-
sas e bebidas para animar este encontro de memórias dos Cavaleiros do Norte que foram, também,  última guarnição militar portuguesa na vila do Quitexe.
O restaurante Manuel Júlio fica em Santa Luzia, no Largo da Feira e à saída sul e muito perto da cidade de Coimbra, no actual IC2 (antiga EN1). A norte da Mea-
lhada, na freguesia do Barcouço.
O condutor Miguel no
encontro de 2014, com
o capitão Luz e esposa 

Miguel, condutor da CCS,
66 anos em Gondomar!

O condutor Miguel da Cruz Ferreira foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423 e festeja 66 anos a 10 de Maio de 2018.
O Miguel era soldado e integrava o Pelotão do Parque-Auto, comandado pelo alferes miliciano António Albano Cruz, e (é) natural e residia no lugar de Sande, na freguesia de Lomba, no concelho de Gondomar, aonde voltou no final da sua comissão militar em Angola, a 8 de Setembro de 1975. 
Toda a vida trabalhou como condutor de carros pesados de transportes e foi o organizador do encontro da CCS do ano de 2014. Continua a morar na Lomba (mas agora em Pé de Moura) e para lá vai o nosso abraço de parabéns! 

segunda-feira, 7 de maio de 2018

4 118 - Voluntário para substituição e com prisão disciplinar agravada em Angola

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, no encontro de 2014, em Valongo:
Oliveira, Azevedo e Ferreira, o malogrado Rocha (falecido a 9 de Maio de
2016) e Santos. Atrás e entre o Azevedo e o Ferreira, os furriéis Ferreira e Cruz
Grupo de Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423 em momento
de descontracção. O primeiro, à esquerda, é o Abrantes, o
terceiro é o Aniano Tomás. Quem identifica os outros?
 

A  8 de Maio de 1974, o soldado José Casimiro Rodrigues Guerreiro apresen-
tou-se em Santa Margarida, por «ter aceitado a troca de mobilização com o soldado José L. C. Parelho». Era este da guarnição da unidade mobilizadora do BCAV. 8423, o RC4, e «com destino a 2ª. CCAV. 8423».
O Guerreiro era atirador de Cavalaria e 
rodava da Escola Prática de Cavalaria, 
Aquartelamento de Aldeia Viçosa, fotografado
pelo Carlos Ferreira, em Dezembro de 2012
em Santarém, na qual se tinham especializado todos os alferes e furriéis milicianos do BCAV. 8423 e da mesma especialidade 
Já em Angola, e em Aldeia Viçosa, onde se aquartelava a 2ª. CCAV. 8423, foi alvo, em Se-tembro de 1974, de uma situação disciplinar que lhe atribuiu 10 dias de prisão disciplinar, agravada pelo Comando do BCAV. 8423 para 20 dias de prisão disciplinar agravada, de acordo com a Ordem de Serviço nº. 83. 
O castigo, por razões que desconhecemos, foi replicado na Ordem de Serviço nº. 114, agora com notas de dois agravamentos: para 30 dias, por despacho do Comando do Sector do Uíge (OS nºs. 112 E 125); depois, para 40 dias de prisão disciplinar agravada, pela Região Militar de Angola (OS nºs. 142 e 20).
A partir daí, desconhecemos o que se terá passado com ele, sendo certo que não mais integrou o BCAV. 8423. Terá rodado para outra unidade, em Angola.
António G. Rocha,
1º. cabo enfermeiro

Rocha, 1º. cabo enfermeiro,
da 2ª. CCAV., faleceu há 2 anos!

O 1º. cabo enfermeiro Rocha, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, faleceu há dois anos: a 9 de Maio de 2016.
António Gomes da Rocha era natural do lugar de Ribeiro, da freguesia de Milhundos, concelho de Penafiel, onde nasceu a 5 de Agosto de 1951, e lá regressou a 10 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar em Angola, por terras do nortenho Uíge. Também na cidade de Carmona (no BC 12), para além da vila de Aldeia Viçosa.
Habitual e activo participante dos encontros dos Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, vivia na cidade de Penafiel, trabalhou como encarregado fabril numa unidade fabril têxtil e a sua morte, por doença, surpreendeu todos os companheiros da sua (e nossa) jornada africana de Angola. 
Hoje o recordamos com saudade!

domingo, 6 de maio de 2018

4 117 - Cavaleiros do Norte da CCS vão reunir em Santarém

Os Cavaleiros do Norte da CCS no encontro de 2017, que decorreu no RC4,
a unidade mobilizadora do BCAV. 8423. Voltaram ao quartel de origem 43
anos depois da mobilização para Angola

A esposa e o capitão Acácio Luz, o Carlos Ferreira, organi-
zador de 2018, Domingos Teixeira (1º. cabo), Cândido Pires
(furriel miliciano) e Zambujo, no encontro de 2017, no RC4

Os Cavaleiros do Norte da CCS vão reu-nir-se a 9 de Junho, desta vez na Quinta Nova, em Comeiras de Baixo, perto de Santarém. O organizador é o Carlos Ferreira, que em Angola foi cozinheiro do refeitório dos praças. 
A concentração será na quinta, às 10,30 horas, e o Ferreira pede que «comuni-
quem o mais rápido possível o número de participantes». «Procurem não exce-
Quinta Nova, onde vai decorrer o Encontro
2018 dos Cavaleiros do Norte da CCS
der o dia 15 de Maio», recomenda o orga-nizador, pedindo «a divulgação do evento junto de outros companheiros».
Os interessados podem contactar o Ferreira (914500581). Ou o Vicente, organizador de 2017 (937350194) e o blogue (917665857).

Lages no Hospital
Militar de Tomar


C. Lages
O soldado Carlos Lages, da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, deslocou-se ao Hospital Militar de Tomar, a 6 de Maio de 1974, para uma consulta externa.
Carlos Alberto de Aguiar Lajes, é dele que falamos, foi atirador de Ca-
valaria e integrou o PELREC, mas, em Angola, serviu como barista na messe e bar de sargentos do Quitexe. Já se tinha deslocado ao mesmo hospi-
tal, também para consulta externa, no dia 3 imediatamente anterior. Em ambos os casos, ao RC4 regressando no mesmo dia.
O Lages mora(va) em Lisboa, ao tempo no Pátio da Bica, da freguesia do So-
corro, e estava ligado a uma companhia de teatro. Infelizmente, desconhece-
mos a sua actual situação, apesar das diligências feitas nos últimos anos.
João Inácio

Inácio da Aldeia Viçosa,
66 anos na Covilhã !

O 1º. cabo João Francisco da Silva Inácio, da 2ª. CCAV. 8423, a do capitão José Manuel Cruz, festeja 66 anos a 7 de Maio de 2018.
Atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa e natural de Cortes do Meio, no concelho da Covilhã, lá regressou no final da sua jornada angolana do Uíge, a 10 de Setembro de 1975. Lá fez vida familiar e profissional e lá ainda reside, na Rua do Calvário, para lá indo o nosso abraço de parabéns!

sábado, 5 de maio de 2018

4 116 - Ração de combate na Mata do Soares; a morte do furriel Rito!

O furriel João Rito, de barbas e Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, num
 momento de lazer na jornada africana do Uíge angolano. faria hoje 66 anos
 mas faleceu há 10 anos - a 17 de Maio de 2008. RIP!!!
O furriel miliciano João Rito
em imagem (civil) dos seus
últimos anos de vida
BCAÇ. 4617

O furriel miliciano João Rito foi Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, e aqui o recordámos/evocámos no dia (5 de Maio de 2018) em que faria 66 anos. Fale-
ceu a 17 de Maio de 2008. Há 10 anos!!!
João Correia  Marques Rito, o seu nome completo, era natural de Salgueira, lugar da freguesia da Freixianda, em (Vila Nova de) Ourém, e lá voltou no final da jornada angolana de terras do Uíge. Por lá fez vida, celibatário por opção (embora se lhe reconheçam algumas paixões) e trabalhando na área das resinas.
A comissão angolana começou por levar João Rito a Casage, integrando a 1ª. CCAÇ. do Batalhão de Caça-
dores 4617. Rodou para a 1ª. CCAV. 8423 em Dezembro de 1974, por razões disiciplianres - já os Cavaleiros do Norte de Zalala então se aquartelavam em Vista Alegr e Ponte do Dange.
A 17 de Maio de 2008, em circunstâncias não bem conhecidas, o seu cadáver apareceu abandonado numa estrada de Albergaria dos Doze - ainda hoje não se sabendo se ali foi atropelado e não assistido, ou se, morto noutro lado, ali foi deixado por quem (sabe-se lá quem...) o terá vitimado. Nunca se saberá!
O blogue Cavaleiros do Norte, neste dia em que faria 66 anos, curva-se ante a sua memória e hoje aqui o evoca. Paz à sua alma! RIP!!!
Cavaleiros do Norte da 1ª.  CCAV.
8423, todos milicianos: furriéis
Louro, Rodrigues, Queirós, Nasci-
mento, Barata e Barreto, alferes
Sousa e Lains

Ração de combate
em Santa Margarida

Um ano antes e pelas terras da Mata do Soares, em Santa Margarida, os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 continuavam o seu IAO e a Ordem de Serviço nº. 110 publicou a relação ds militares da 1ª. CCAV. 8423 que «foram abonados com ração de combate» para os dias 5 e 6 de Maio desse anoa de 1975.
A 1ª. CCAV. 8423, recordamos, era comandada pelo capitão miliciano Davide Castro Dias e integrava os alferes milicianos Pedro Rosa, Carlos Sampaio, Lains dos Santos (atiradores de Cavalaria) e Mário Correia de Sousa (de Operações Especiais, os Rangers). E os furriéis milicianos Américo Rodrigues, Mota Viana, Jorge Barata, Plácido Queirós, Victor Costa, Baldy Pereira, João Aldeagas e José Louro - todos eles atiradores de Cavalaria. E Manuel Pinto (Rangers).
Não participaram, por razões  desconhecidas, os furriéis milicianos João Dias (TRMS), Manuel Dinis Dias (meânico), Eusébio Martins, Victor Velez e João Baldy Pereira (atiradores de Cavalaria) e Jorge Barreto (enfermeiro).

sexta-feira, 4 de maio de 2018

4 115 - (Não) combate na Ponte do Dange, 500 mortos em Luanda!

O BC12, à saída de Carmona (agora cidade do Uíge), na estrada para o Son-
 go, é agora o Quartel General da Região Militar Norte das Forças Armadas
 de Angola. A foto é do 1º. cabo Carlos Alberto Ferreira, que foi Cavaleiro do
 do Norte de Zalala, de Dezembro de 2012

Alferes Carvalho e furriéis Brejo, Guedes e Matos,
todos milicianos da 2ª. CCAV. 8423, de Aldeia Viçosa
As notícias de Luanda que, a 4 de Maio de 1975, um domingo de há 43 anos, chegavam a Carmona, eram boas: a gra-vidade da situação tendia a melhorar. Piores eram, porém, os números da tra-
gédia já conhecidos: «Julga-se que o número total das vítimas dos últimos acontecimentos deve elevar-se a cerca de um milhar», noticiava o Diário de Lisboa.
O médico legista do Hospital Central con-firmava que «tinham entrado na morgue 500 cadáveres». E nem se calculava o nú-
O furriel Viegas a ler o jornal Expresso, no
varandim da Casa dos Furriéis do Quitexe
mero de feridos e muitos menos aqueles que, vencidos pelo medo, fugiam dos bairros subur-
banos (os mussseques), protegendo-se o fogo das balas, dos morteiros e dos obuses, das gra-nadas que incendiavam os céus de Luanda e regavam o chão de muito sangue inocente. E encharcava de morte os corpos de inocentes, velhos, mulheres e crianças.
A esse tempo, a pequena e cansada guarnição dos Cavaleiros do Norte mantinha firme a sua obrigação de garantir o tráfego nos itinerários principais - de e para o Songo, para o Negage e o Quitexe e daqui, pela Estrada do Café fora, até Úcua, outros daqui até Luanda. 
Os patrulhamentos eram muito exigentes, mas de corpo inteiro assumidos pela guarnição, particularmente os operacionais, que se entregavam à tarefa com determinação e coragem, sem cuidar de sacri-
fícios e dores físicas, extenuados e mal-considerados pela comunidade civil.
Destes dias de Maio de 1975 chegaram notícias publicadas em Portugal, desin-
formando o jornal Expresso sobre confrontos entre forças do MPLA e da FNLA na Ponte do Dange - que a teriam destruído.
Não era verdade! Tínhamos estado lá na véspera, no ir-para-lá-e-para-cá dos patrulhamentos a Úcua, e nada se passara. A desinformação era clara. 
Alberto Marques,
1º. cabo op.-cripto

Marques da 2ª. CCAV., 66
anos em Vila  Nova de Gaia!

O 1º. cabo Marques, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja 66 anos a 5 de Maio de 2018.
Alberto Joaquim de Oliveira Marques, de seu nome completo, foi operador-cripto dos Cavaleiros do Norte comandados pelo capi-
tão miliciano José Manuel Cruz e é natural e ao tempo residia na Rua Filaho de Almeida, em Mafamude, concelho de Vila Nova de Gaia. Lá re-
gressou a 10 de Setembro de 1975, no final da sua comissão de serviço em terras angolanas. Vive agora na Rua Professor Urbano de Moura, também na cidade gaiense, e para lá vai o nosso abraço de parabéns!

quinta-feira, 3 de maio de 2018

4 114 - O BCAV. 8423 no IAO, há 44 anos, da Mata Soares de Santa Margarida!

Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 em tempo de IAO, em Santa Margarida:
os futuros furriéis milicianos de Operações Especiais (Rangers) Neto,  Vie-
gas e Monteiro, os três da CCS, com o atirador de Cavalaria Matos, da 2ª.
CCAV. 8423 (o segundo, à direita, em cima do blindado)
Furriéis milicianos António Guedes, Jorge Barata e
José Fernando Melo, do BCAV. 8423 e no dia 25 de
Abril de 1974, em Santa Margarida, no RC4

A Instrução Altamente Operacional (IAO) do BCAV. 8423 iniciou-se a 3 de Maio de 1974, há precisamente 44 anos e na Mata do Soares, na área envolvente do Destacamento do Regimento de Cavalaria 4 (RC4), a unidade mobilizadora, no Campo Militar de Santa Margarida.
Era uma 6ª.-feira, uma 6ª.-feira de muito calor, e a véspera fôra tempo de «efecti-
vamente ser decidida a realização dos exercícios da Instrução Operacional», que todos os combatentes tinham de realizar imediatamente antes das suas partidas para os teatros e guerra. O IAO foi marcado para «entre 3 e 10 de Maio» e o objectivo primário era colocar as Companhias «a viver à semelhança, embora ténue, daquilo que viria a ser a sua vida no ultramar». Companhias «já com autonomia»
O PELREC da CCS «funcionava» como o inimigo (IN) das operacionais, neste IAO de há 44 anos, «atacando» os futuros Cavaleiros do Norte de Zalala, de Aldeia Viçosa e Santa Isabel nos trilhos  emboscadas da Mata do Soares. 
Os líderes e Angola

Mais de 200 mortos
em Luanda!

Um ano depois, aquartelados em Carmona, no Quitexe e no Songo, os Cavaleiros do Norte continuavam a sua missão de garantia de segurança de pessoas e bens. O que nada fácil era. Nada, mesmo.
Por Luanda, as patrulhas mistas controlavam a situação depois dos sangrentos dias das vésperas. O Diário de Lisboa, em despacho da capital de Angola, dava nota de informações de um médico legista do Hospital Principal, admitindo que «o número total de vítimas poderá exceder os 200» que tinham sido referidos  na véspera. Quanto aos feridos, «o número é várias vezes superior».
A maior parte das vítimas dos combates, sublinhava o DL, «são pessoas que vi-
viam na zona periférica da cidade, nos musseques»«As lutas ali travadas fo-
ram as mais violentas e muitas casas ficaram destruídas, ao serem atingidas por granadas e outros projectéis pesados», noticiava o Diário de Lisboa.
António Cruz

Os 2ºs. 66 anos
do furriel Cruz!

O furriel miliciano António de Oliveira Cruz, da 2ª. CCAV. 8423, fes-
teja hoje os seus 66 anos. Os do registo civil. Nasceu antes, a 1 de Maio de 1952. Tem dois dias de festejar anos!
Atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa, é natural de Figueiró, lugar da freguesia de Mosteiro, no concelho de Vieira do Minho. Lá voltou a 10 de Setembro de 1975 e por lá fez vida familiar e pro-
fissional, neste caso como empresário de madeiras e professor. Agora aposen-
tado do ensino, é lá que vive e recebe o nosso abraço de parabéns!
Almeida e Brito
e D. Isabel Alm.
e Brito

D. Isabel Almeida e Brito
faleceu há 3 anos!!!

Dona Maria Isabel Almeida e Brito, esposa do comandante Carlos Almeida e Brito, foi Amazona do Norte maior. Faleceu há 3 anos, a 3 de Maio de 2015, de doença e em Lisboa.
A Senhora Dona Isabel era a simpatia ao vivo! Que irradiava espon-
tâneamente em cada abraço, cada cumprimento, em cada sorriso rasgado e feliz, nos contactos com os últimos comandados do Senhor Seu Mari-
do, em terras uíjanas de Angola. Que multiplicava  nos afectos e na palavra do-ce, no comentário súbtil e no gesto afectuoso que parecia sempre trazer em-
brulhado em açafate de flores. Não havia (não há!...) Cavaleiro do Norte que por ela não tivesse carinho e profundo respeito. Era assim que se gostava dela, todos gostavam dela, desta Mulher, assim..., tal qual era. Grande mulher, de olhos vivos e coração grande, ao lado de Grande Homem!
Hoje a recordamos com saudade, em memória de Ela, a Senhora Dona Isabel, e no «Nosso» Comandante Almeida e Brito! RIP!!!

terça-feira, 1 de maio de 2018

4 112 - Dificuldades no Uíge, mais de 100 mortos e feridos em Luanda!

Grupo de Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423. Ao centro, de braços
cruzados, o alferes miliciano Jaime Ribeiro, comandante do Pelotão de Sa-
padores. À sua esquerda, o furriel José Pires. À frente dele, o furriel Luís
Mosteias (falecido a 5 de Fevereiro de 2013, de doença e em Sines). À fren-
te deste e apoiado na mão direita, o 1º. cabo Manuel Marques (o Carpinteiro,
falecido a 1 de Novembro de 2011, de doença e em Ovar)

Os furriéis milicianos Farinhas (falecido a 14 de Julho
de 2005, de doença e em Amarante), Neto e Viegas no
Quitexe, com o inesquecível (não) engraxador Papelino

Os incidentes de Luanda, do final de Abril para Maio de 1975, resultaram em «mais de um centena de mortos e feridos», como noticiava a imprensa do dia 2 deste último mês. «Após dois dias de lutas entre movimentos de libertação rivais», notava o Diário de Lisboa de há precisamente 43 anos.
As autoridades portuguesas fizeram, na noite da véspera (dia 1), «apelos à or- 
dem», após «reuniões de emergência 
Notícia do Diário de Lisboa de
2 de Maio de 1975, sobre os
graves incidentes de Luanda
com os três movimentos de libertação».
A FNLA, pouco depois e ainda de acordo com o DL, «pediu aos seus partidários que cessem todas as suas hostilida-
des» e, por outro lado, «ordenou às suas tropas que re-
gressem aos seus aquartelamentos».
O MPLA, outro dos movimentos envolvidos nos lamentá-
veis e dramáticos incidentes/combates da capital Luanda, da mesma forma e pela voz do presidente Agostinho Neto, «aconselhou os seus militantes a evitarem qualquer acção ofensiva».
A UNITA de Jonas Savimbi, de seu lado, insistiu que o seu movimento - um dos três movimentos angolanos de libertação - «não esteve envolvido nas lu-
tas» de Luanda e pediu aos seus partidários que «mantivessem a disciplina».
Almeida e Brito, co-
mandante do BCAV. 8423

Tempo do Uíge,
há 43 anos !

Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, há precisamente 43 anos, prosseguiam a sua jornada por terras do Uíge, onde, de acordo com o livro «História da Unidade», crescentemente, e para além da evidente hostilidade da comunidade branca, no-
meadamente a europeia, começaram a ter «uma enorme difi-
culdade em fazer vingar o papel de árbitro atribuído», principalmente nas deli-
cadas e frias relações entre os movimentos angolanos de libertação.
Era essa «a missão prioritária» atribuída e corajosamente assumida pela uni-
dade de Cavalaria comandada pelo tenente-coronel Carlos Almeida e Brito, que a procurou exercer em «posição de isenção». E efectivamente exerceu, mesmo. Com garbo e permanente coragem, sem quaisquer medos!
A Fazenda Santa Isabel, onde se aquartelou a
3ª. CCAV. 8423, a que pertenceu o 1º. cabo
Cardoso, que amanhã faz 66 anos na Moita 

Cardoso, 1º. cabo de Santa 
Isabel, 66 anos na Moita!

O 1º. cabo Cardoso, atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, festeja 66 anos a 2 de Maio de 2018.
António Manuel da Costa Cardoso, de seu no-me completo, foi Cavaleiro do Norte dos co-mandados do capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes e regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975. Fixou-se na Moita do Ribatejo, povoação da freguesia do Carvalhinho, no concelho da Moita - onde ainda mora, agora no Prédio Venezuela, da Estrada Principal. Para lá o vai o nosso abraço de parabéns.