CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

segunda-feira, 9 de maio de 2022

5 797 - Problemas no Uíge denunciados em Lisboa. O impossível cumprimento do Acordo do Alvor!

Cavaleiros do Norte da CCS e da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, todos furriéis
milicianos e em momento bem disposto, no Quitexe: Fernandes, Cardoso e Querido, um
da FNLA, e Rocha. Em baixo, Carvalho, Monteiro e Belo
 

As declarações de Nito Alves
ao Diário de Lisboa de há 47 anos


O dia 9 de Maio de 1975, há 47 anos e lá por Carmona, a cidade capital do Uíge (agora com este mesmo nome), todos os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 foram avisados: «Podem haver problemas». 
Ao tempo, a tropa portuguesa, com as Forças Mistas, «manteve permanente patrulhamento nos centros urbanos e nos itinerários». E iam surgindo problemas atrás de problemas, ora com militares e militantes dos movimentos angolanos de libertação, ora, surpreendentemente, com a população - nomeadamente a branca e europeia.
Ao mesmo tempo, em Lisboa (na Casa de Angola), Nito Alves fazia alarmantes declarações: «Impossível o cumprimento dos Acordos do Alvor». O então comandante e dirigente do MPLA, «sem ilusões», apontou o dedo à FNLA, «aliada à reação europeia instalada em Angola» e, falando do (nosso) Uíge, afirmou que «a situação é particularmente delicada e grave».
«Está a realizar-se no Norte de Angola toda uma operação de captura, uma operação de enforcamento, por parte do ELNA, contra militantes do nosso movimento. Há outra situação extremamente grave em Angola: é a ofensiva que, a nível governamental, as forças da reação resolveram montar», disse Nito Alves.
Esta ofensiva, segundo ele, «procurava «bloquear a acção dos ministérios controlados pelo MPLA, com especial incidência o da Comunicação». Em Angola, o dirigente do MPLA afirmou que «os jornalistas honestos não podem  informar».
Radical, apontou «única saída, uma luta armada prolongada, contra o inimigo, tal qual aconteceu no Cambodja e no Vietname». 
Isto sublinhou Nito Alves, «a menos que o Alto Comissário Português, general Silva Cardoso, o Governo Português e particularmente o MFA, assumam posições firmes na defesa do cumprimento do Acordo do Alvor».

Alexandre e furriéis Amorim e Matos,
da 2ª. CCAV. 84323, a de Aldeia Viçosa
Troca de soldados
da 2ª. CCAV. 8423 !

O soldado José Casimiro Rodrigues Guerreiro, atirador de Cavalaria de espacialidade militar, apresentou-se um ano antes no RC4, em Santa Margarida. A 8 de Maio de 1974.
Algarvio de nascimento, natural de Olhão, rodava da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e foi substituir o também soldado atirador José Luís C. Parelho, desta subunidade, «por ter aceite a troca de mobilização». Já tinha gozado a Licença de Normas - os 10 dias de férias que assinalavam a mobilização para a guerra colonial.
O Guerreiro, em Setembro de 1974 e segundo a Ordem de Serviço nº. 83, foi castigado na 2ª. CCAV. 8423 com 10 dias de prisão disciplinar, depois agravada pela justiça do BCAV. 8423 para 20 dias do mesmo grau - o que implicou a sua «transferência» para a 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala e ao tempo ainda nesta mítica fazenda uíjana. Sabemos que mora(rá) em Olhão.
O José Luís C. Parelho marchou para a Escola Prática de Cavalaria, no dia 9 de Maio de 1974. Hoje se passam 48 anos. O tempo voa!
António G. Rocha,
1º. cabo enfermeiro

A morte do 1º. cabo enfermeiro
António Gomes da Rocha !


O 1º. cabo Rocha foi enfermeiro de especialidade militar e Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423. Faleceu há 6 anos, aos 65 e vítima de doença!
António Gomes da Rocha, de seu nome completo, era natural do lugar de Ribeiro, na freguesia de Malhundes, em Penafiel, lá nasceu a 5 de Agosto de 1951. Ali fez vida até que a doença o levou.
Jornadeou pelo uíjano chão de Angola, primeiramente aquartelado em Aldeia Viçosa e depois em Carmona (no BC12), foi sempre companheiro habitual e activo dos encontros da Companhia comandada pelo capitão miliciano José Manuel Cruz.
Hoje o recordamos com saudade, aqui evocando a sua memória. RIP!!!

domingo, 8 de maio de 2022

5 796 - CCS dos Cavaleiros do Norte vai reunir e conviver a 10 de Setembro de 2022!

Os Cavaleiros do Norte da CS do BCAV. 8423 no último encontro anual, o
de 1 de Junho de 2019, há quase 3 anos e em Rans (Penafiel)
O estandarte transmitido pelo Moreira, à direita, ao
furriel Machado, à esquerda. Atrás, o sapador
Amaral; em baixo, o 1º. cabo estofador Teixeira
O capitão Acácio
Carreira da Luz



Os Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423 vão reunir-se a 10 de Setembro de 2022, em encontro de confraternização que vai decorrer em Braga. 
Um pouquinho mais de 3 anos depois da confraternização de Rans, em Penafiel, devido aos efeitos e consequências da pandemia da COVID 19. E 47 anos depois do regresso de Angola, que foi a 8 de Setembro de 1975 - em voo de Luanda para Losna e depois de 15 meses de missão pelos chãos uíjanos, pelo Quitexe (9) e por Carmona (5), ainda pelo Campo Militar do Grafanil (1).
O organizador será o furriel miliciano Manuel Machado, já restabelecido de alguns medos de saúde que o/nos preocuparam, mas afoito e entusiasmado para continuar e multiplicar a chama da saudade e da paixão que todos vivemos na nossa jornada africana pelos chão do Uíge angolano.
«Vai ser juntinho ao Santuário do Sameiro, estou a tratar de tudo e esperançado em que não tenhamos de usar máscaras», disse-nos o Machado, da sua casa do Covelo do Gerez, em Montalegre, onde repousa em fim de semana de sossego e conforto, sublinhando também, com alguma emoção, que «já todos temos todos saudades de vermos as nossas caras e apertar os nossos abraços».
O que é total verdade!
Zambujo, Serra (tapado, 1º. cabo Coelho (Buraquinho)
furriel Bento, soldado Albino e furriel Viegas, a 1 de
 Junho de 2019, no último encontro da CCS do BCAV. 8423

O capitão Luz, o furriel
Bento e o soldado Albino!

O Machado, que pelos tempos de Santa Margarida a Angola, foi especialista de mecânica de Armamento, recebeu a carta  de foral organizativo das mãos do enfermeiro Joaquim Moreira, num dia - o 1 de Junho de 2019. 
O dia foi também tempo de, pela primeira vez, conviverem o furriel Francisco Bento (que expressamente se deslocou de França) e o soldado Albino Dias, de Oliveira de Azeméis.
E também pela homenagem ao capitão Acácio Luz, agora já com 93 anos e que não esteve fisicamente presente mas depois recebeu a recordação colectiva da CCS do BCAV. 8423, na sua caasa da Marinha Grande.
A propósito, sabe bem lembrar que festejou 93 anos a 28 de Março de 2022, com saúde que deixa tranquilo e vontade de voltar a encontrar-se com os Cavaleiro do Norte da CCS, a unidade da última comissão de serviço. 
Quem quiser e/ou precisar, pode contactar o furriel Machado pelo telefone 936408336.

sábado, 7 de maio de 2022

5 795 As bananeiras e bananas de Zalala angola! Mudança de comandantes no RC4 de Santa Margarida!

A Fazenda Maria João, a de Zalala, «a mais rude escola de guerra».  Por lá se
aquartelou a 1ª. CCAV. 8423, entre 7de Junho e 25 de Novembro de 1974

O furriel  Américo  Rodrigues a apanhar
 bananas em Zalala, no ano de 1974 !

A jornada africana do norte angolano do Uíge foi tempo de muitas histórias e memórias e onde, por vezes, a fome apertava. E tempo houve, por exemplo por Zalala, em que a ementa não era a melhor coisa e as horas não passavam. 
A saída para a «crise» era... comer bananas. 
«Quando a fome apertava, o intervalo das refeições e as sobras de ração de combate já tinham esgotado, acalmava o estômago com bananas. Era a única alternativa e lá ia eu por trás das casernas, a enfermaria e padaria, entre estas e o «campo de futebol» procurar o sustento», contou-nos o furriel Rodrigues, infelizmente falecido, de doença, a 30 de Agosto de 2018.
As bananeiras eram poucas, no aquartelamento de Zalala, mas «sempre foram generosas». O truque, por lá aprendido, tinha a ver com o método de produção. «Sempre que cortávamos o cacho já maduro, tínhamos de fazer o mesmo à bananeira, porque esta voltava a reproduzir-se, numa nova planta. Conheci esta técnica numa das muitas vezes que fomos abastecer-nos de bananas a uma fazenda das redondezas», recorda o Rodrigues.
«Levem as bananas que quiserem, mas nunca se esqueçam de cortar o cacho. Dá pouco trabalho e se não o fizerem, a bananeira só cresce e nunca mais dá bananas em condições», aconselhou o fazendeiro, dando conta que «o melhor é aplicarem os dois cortes porque se o não fizerem, ficam sujeitos a que, na próxima vez, só encontrem grandes bananeiras e minúsculas bananas».
Tal e qual, lembrou-nos o Rodrigues. Só que «nós queríamos era bananas e não trabalho” e, por isso, «cortávamos uns montes de cachos e uma meia dúzia de bananeiras e depois logo se via».
Assim se agia, porque a fartura era grande e, se não fosse nessa fazenda, havia bananas noutra. Lá por Zalala é que a coisa fiava mais fino: «Tínhamos que aplicar a regra, porque as bananeiras eram escassas e a fome, por vezes, era muita».

Coronel Luís MS
Campeão Gouveia
Coronel João
Craveiro Lopes
Comandantes Craveiro Lopes
e Campeão Gouveia no RC4 !

O dia de Maio de 1974, já lá vão 48 anos, foi tempo de, «em cerimónia muito simples», se realizar a cerimónia oficial de transição de comando do RC4, a unidade mobilizadora do BCAV. 8423.
O coronel Luís Maria de Sousa Campeão Gouveia tomou posse  assumiu o comando do Regimento de Cavalaria 4 (RC4), substituindo o também coronel João Carlos Craveiro Lopes - que era filho de Marechal Craveiro Lopes, antigo Presidente da República. O BCAV. 8423 «somente tomou parte», na cerimónia, o comandante Carlos Almeida e Brito, ao tempo tenente-coronel de de Cavalaria de patente militar.
Os futuros Cavaleiros do Norte do norte uíjano de Angola continuavam, a esse tempo,  a sua IAO na Mata do Soares, nos arredores do Campo Militar de Santa Margarida, e preparando-se para a jornada africana de Angola - ainda sem saber para que zona e muito menos para que localidade.


sexta-feira, 6 de maio de 2022

5 794 - A rotação das companhias do BCAV. 8423! A data da partida para Angola!


O comandante Bundula,  da FNLA, e o capitão Cruz, da 
2ª. CCAV. 8423, em Aldeia Viçosa (1975). De costas, 
o alferes Machado

 O mês de Maio de 1975, ja la vão 47 anos!!!..., parecia que iria correr tranquilo pelas bandas dos chão uíjanos de Angola, por onde jornadeavam os Cavaleiros do Norte. 
«O fim tácito de vários anos de guerra em Angola traria como consequência, situações de acalmia em todo o território», admitia-se ao tempo, como se lê no livro «História da Unidade» - o BCAV. 8423. 
Aparentemente, assim se desejava e assim seria, os movimentos emancipalistas fariam enraizar nas populações os seus ideários políticos e sociais e caminhar-se-ia para a paz e a independência.«Daí, com maior ou menos facilidade, conduzir-se-iam as suas acções no decurso do processo de descolonização», previa o tenente-coronel Carlos Almeida e Brito, oficial de Cavalaria e comandante dos Cavaleiros do Norte.
Alf. Fernando
A. M. Ramos

Forças Mistas de Angola
alferes Fernando Ramos !

Ao tempo, fomentava-se a criação das chamadas forças mistas - que deveriam ser (e não foram) o futuro Exército Nacional de Angola - e as posições militares portuguesas eram ocupadas pelos nacionalistas. 
Assim aconteceu com Vista Alegre e Ponte do Dange, de onde saiu a 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, do capitão miliciano Castro Dias, a 24 de Abril de 1975. E Aldeia Viçosa, a 26, comandada pelo capitão José Manuel Cruz.
Os "zalalas» rodaram para o Songo, com um destacamento em Cachalonde. Os Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa para Carmona, instalando-se no BC12 - onde, desde 2 de Março, já estava a CCS. Foi por estes dias que, ido de Luanda, se apresentou na 2ª. CCAV. o alferes miliciano Fernando António Morgado Ramos, atirador de infantaria e que agora e advogado em Vila Nova de Foz Coa.
O Lages, atrás do balcão do bar de sargentos da
CCS do Quitexe, com os furriéis João Cardoso,
António Cruz, José F. Carvalho e Grenha Lopes

A data da partida
para Angola !

Um ano antes, o dia 6 de Maio de 1974, foi uma segunda-feira e o quarto da Instrução Altamente Operacional (IAO) que o Batalhão de Cavalaria 8423 (BCAV. 8423) fazia na Mata do Soares, nos arredores do Campo Militar de Santa Margarida.
A partida para Angola já tinha data marcada: dia 27 de Maio. Mas seria, afinal, adiada por dois dias - quando, a 29, de Lisboa e sobre a rota Rota do Atlântico, a CCS finalmente voou para Luanda.
Os países africanos não autorizavam que aviões portugueses sobrevoassem o seu espaço aéreo.
O dia foi também tempo para o Carlos Alberto Aguiar Lajes, atirador de Cavalaria do PELREC, voltar ao Hospital Militar Regional nº. 3 (em Tomar), para nova consulta externa de cardiologia. Voltou às 15 horas e já lá tinha estado e de lá voltado no dia 3 desse Maio de há 48 anos.
O Lages iria a ser, no Quitexe, o homem do bar e da messe de sargentos.

J. Inácio, 1º. ca-
bo de A. Viçosa

Inácio de Aldeia Viçosa,
70 anos na Covilhã !

O 1º. cabo Inácio, dos Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, comemora 70 anos de vida a 7 de Maio de 2022. Amanhã!
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, o João Francisco da Silva Inácio (é este o seu nome completo) jornadeou pelo norte de Angola começando pela vila de Aldeia Viçosa e continuando em Carmona, no BC12, antes de rodar para o Campo Militar do Grafanil, nos arredores de Luanda - local da derradeira etapa da sua presença em terras de Angola.
Regressou a Portugal e a Cortes do Meio, freguesia do concelho da Covilhã, a 10 de Setembro de 1975. Por lá tem feito vida e para lá, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns!

quinta-feira, 5 de maio de 2022

5 793 - Os homens das transmissões em teatro de guerra! O pesado rádio RACAL TR28 !

Cavaleiros do Norte da Transmissões do BCAV. 8423. De pé, José Costa (?), furriel José Pires,
alferes José Leonel Hermida e 1ºs. cabos Luís Oliveira e José Mendes. Em baixo, Humberto
 Zambujo, Couto Soares e 1ºs. cabos Jorge Salgueiro e, da 1ª. CCAV., Abel Felicíssimo
TRMS de Zalala: Cigano e o Bolinhas 
 (atrás), Raposo e o furriel Louro

Os especialistas de transmissões são fundamentais em teatros de guerra! 
Fundamentais por todas as razões, exigindo permanente atenção e segura qualificação os seus operadores.
Por mim, não esqueço uma operação de três dias, em plena Baixa do Mungage, uma área de muitos medos e muitas mortes do Uíge angolano, quando ficámos sem ligações na manhã do primeiro e por lá, repetindo tentativas, só chegámos a bom termo comunicacional na manhã do terceiro - quando fomos escutados no Quitexe. E se fosse necessária uma evacuação, ou qualquer outra urgência? 
Nem é bom pensar.
Numa outra, com o operador em declínio emocional - stressado, dir-se-ia agora... -, tivemos (eu e o Neto) de alocar os nossos conhecimentos na área, adquiridos em Lamego (no curso de Operações Especiais) para operacionalizar o pesado Racal TR28 e seguirmos a operação.
Hoje, fazendo memória desses estratégicos «homens da guerra», trago aqui homens TRMS do Quitexe e de Zalala, identificados nas fotos. E neles homenageamos e recordamos todos os Cavaleiro do Norte desta especialidade militar.
O Racal TR28, de origem sul-africana mas montado nas oficinas do exército português, era pesado (à volta de 10 quilos, se me lembro bem) e de nada fácil transporte, mas muito eficiente. Tinha 24 canais, o que permitia um variado grupo de redes, sem ser necessário alterar a frequência. Mas todos quantos com ele carregaram pelas picadas e trilhos do Uíge angolano, bem sabem como era leve a G3 e a mochila dos «deves & haveres, quando comparados com os sacrifícios dos homens das transmissões - verdadeiros «burros de carga», para assegurarem as comunicações militares.
João Rito, furriel mil.
da 1ª. CCAV. 8423

Rito, furriel de Zalala,
faria hoje 70 anos !

O furriel miliciano João Correia Marques Rito, atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423, faria hoje 70 anos. Faleceu a 17 de Maio de 2008.
Cavaleiro do Norte da mítica fazenda de Zalala, lá se apresentou em Dezembro de 1974, em rendição individual - substituindo o furriel Mota Viana, de lá saído em Outubro de 1974. Rodava do Casage e da 1ª. CCAÇ. 4617, formada em Évora. 
Natural de Freixianda, em (Vila Nova de) Ourém, o furriel Rito lá voltou a 9 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana do Uíge angolano, e onde, sempre solteiro, trabalhou na área da extração de resinas. Apareceu morto, numa estrada, a 17 de Maio de 2008, por razões desconhecidas, em circunstâncias trágicas e nunca esclarecidas. Provavelmente assassinado.
Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!
Carla Gaspar, em 1975 e no Quitexe,
com furriel V. Guedes, da 3ª. CCAV.


Carla Gaspar, do Quitexe,
em festa dos seus 61 anos !

A lindérrima uíjana Carla Gaspar, nossa contemporânea do Quitexe e Carmona, festeja hoje 61 anos, dia 5 de Maio de 2022 e em Vila Nova de Santo André - no litoral alentejano.
Ao tempo, juvenilíssima e muito desinibida estudante do Liceu Nacional de Carmona, com 14 florescentes anos, era filha de Amélia e do empresário Carlos Gaspar (já falecidos), com fazenda nos arredores do Quitexe. E sobrinha-neta de Ricardo Gaspar (o fundador da Fazenda Maria João, a da mítica Zalala). Nasceu, à moda dos partos desse distante ano de 1961, na casa que foi a messe de oficiais do BCAV. 8423, no Quitexe e que era de um familiar.
Há bocadinho e em «pé de orelha» telefónico» com ela, ficámos a saber que estava a festejar os anos, feliz da vida e com ela satisfeita. Trabalha no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), em Sines, e para ela vai o nosso (repetido) abraço de parabéns!

quarta-feira, 4 de maio de 2022

5 792 - Os primeiros dias de Maio de 1975, PM em actividade permanente e conflitos entre movimentos!

 

A Rua do Comércio, em Carmona, nos dias 25 e 26 de Setembro de
2019, quando por lá passou o furriel Viegas da CCS do BCAV. 8423

Carmona, a Rua do Comércio, reconhecendo-se a Residencial
Apolo, nos idos anos de 1975, quando por lá jornadearam os
Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 !

Os primeiros dias de Maio de 1975, em Carmona, misturaram expectativa com desilusão: o fim das hostilidades militares e a chegada dos movimentos independentistas às zonas urbanas, faziam crer que o processo político seria tranquilo, mas assim não foi.
Não havia dia sem um qualquer incidente e era cada vez mais evidente o clima de hostilidade de parte da comunidade civil europeia, relativamente aos militares.
A presença da PM na cidade era permanente, justamente para evitar conflitos que envolvessem a tropa - que era vulgarmente insultada em ruas, avenidas, cafés e restaurantes, cinemas e casas nocturnas, onde quer que passasse, ou estivesse.
Essa hostilidade senti-a bem, nos primeiro serviços depois de férias! Carmona não estava igual!! Eram regulares os conflitos entre movimentos e nem sempre estes aceitavam de bom modo o papel de arbitragem que nos era dada, como prioridade em qualquer intervenção. Fizéssemos o que fizéssemos, agíssemos como agíssemos, nunca nos era reconhecido a isenção que estatuía o nosso papel.
Paralelamente, corria a vida e a cidade gorgitava de movimento comercial, empresarial, social, cultural, desportivo e recreativo. Com restaurantes, bares e esplanadas cheias, cinemas esgotados - o que não deixava de ser um paradoxo.
A imagem, que recolhi da net, mostra a rua do Comércio e julgo ver ao fundo, do lado direito (onde se vê um pequeno carro branco), uma discoteca onde comprei o LP «Independência», de Teta Lando - o primeiro lançamento da Companhia de Discos de Angola (CDA), disco de canto livre, com o doce sotaque angolano. E onde me deixei surpreender com o nostálgico single «Flores para Coimbra», fado coimbrão na voz do meu conterrâneo António Bernardino - que o mundo inteiro, então, já consagrara. Discos que agora foi rever, neles apalpando saudades!
Alberto Marques, 1º.
cabo em 1974/1975
Alberto Marques
na actualidade


Marques, 1º. cabo cripto, festeja
70 anos em Vila Nova de Gaia !

O 1º. cabo Alberto Jorge de Oliveira   Marques, combatente da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja 70 anos a 5 de Maio de 2022.
Cavaleiro do Norte com a especialíssima  especialidade de operador-cripto, também passou também pela cidade de Carmona (agora Uíge e capital da província do mesmo nome, no norte da Angola) e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana do norte de Angola.
Fixou-se em Mafamude, freguesia do município de Vila Nova de Gaia. Por lá fez a vida e lá mora, agora na Urbano de Moura, para onde, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns!


Dulce Pagaimo
O 1º. cabo C. Pagaimo com os furriéis
 Viegas, à esquerda, e Neto, finais de 2019
A viuvez do 1º. cabo Pagaimo,
do Pelotão de Morteiros 4281!

O 1º. cabo Pagaimo, especialista de transmissões do Pelotão de Morteiros 4281, enviuvou a 4 de Maio de 2019,  pelo falecimento de Maria Dulce Pagaimo, a sua esposa e aos 62 anos!
O 1º. cabo Celestino de Jesus Pagaimo foi c
ontemporâneo dos Cavaleiros do Norte no Quitexe e regressou a Portugal no Verão de 1975. Fez carreira profissional nas Brigadas de Trânsito da GNR e, já aposentado, vive em Moinho da Mata, Montemor-o-Velho!
Dulce Pagaimo foi professora primária e já em 2011 teve extração de um rim, devido a problemas cancerosos, que em 2016 «passaram» para os pulmões. O estado de saúde agravou-se e passou os últimos anos de vida entre o Instituto Português de Oncologia (IPO), de Coimbra, e os cuidados paliativos.
Hoje, 3 anos depois do seu falecimento, aqui fica o nosso abraço solidário e amigo. RIP!!!

terça-feira, 3 de maio de 2022

5 791 - Os incêndios provocados nas bermas das picadas do Uíge angolano de há 48 anos!


O furriel Américo Rodrigues (falecido, de doença, a 
30 de Agosto de 2018 e em Vila Nova de Famalicão)
e um incêndio provocado na picada de Zalala

As picadas do norte uíjano de Angola (ou quaisquer outras) eram caminhos de medos e sementeiras de perigos. 
Quantos corações por lá arfaram, em corpos molhados de suores frios e de morte!!! E quantos de nós por lá perderam a vida, vítimas de emboscadas, de minas, de deflagar da metralha, das rajadas de mortes, dos obuses, das gradas, das minhas e das armadilhas!!
A segurança das picadas era essencial. O inimigo poderia espreitar-nos atrás de uma árvore gigante, ou escondido no capim imenso por logo onde poderia desaparecer dos nossos olhos. Por ela, pela picada, se fazia tudo. Até se provocavam incêndios.
O furriel Américo Rodrigues, que por Famalicão nasceu e fez vida - infelizmente e de doença falecido a 30 de Agosto de 2018! -, foi um dia encomendado para atear as margens da mítica picada da Zalala! Como nos recordou há 10 anos!
«E logo eu, que não percebia nada de incêndios», recordou ele, então e 38 anos depois.
A verdade é que, embora de imediato questionasse a ordem recebida, lá a cumpriu.
«Vais fazer uma queimada ao capim, na picada de Zalala», foi-lhe instruído, para determinado local.
A tarefa não tão fácil como se possa pensar mas ordens são ordens e são para se cumprirem e ele cumpriu-as. «Primeiro, tínhamos de verificar de que lado estava o vento e só depois ateávamos o fogo. O problema poderia ser o vento e o fogo virar-se contra nós», lembra o Rodrigues, a falar de memória das labaredas que lambiam as matas, em áreas de muitos quilómetros quadrados.
Agora, 38 anos depois, entende melhor o objectivo: «Evidentemente que, depois do capim queimado em volta da picada, ficávamos com ângulos de visão muito superiores, nos espaços envolventes, e isso era fundamental para a nossa defesa. Por vezes só depois de executarmos alguns trabalhos, que à primeira não entendíamos, dávamos posteriormente o seu valor e eficiência para a nossa estadia por aquelas bandas», opinou o Rodrigues - que hoje recordamos com saudade!
C. Almeida e Brito e esposa,
D. Maria Isabel, no encontro
da CCS de 1997, em Penafiel


D. Isabel, viúva de Almeida e 
Brito, faleceu há 7 anos !

A viúva do comandante Carlos Jos
e Saraiva de Lima Almeida e Brito, a senhora dona Maria Isabel, faleceu a 3 de Maio de 2015, há 7 anos e de doença, em Lisboa.
A nossa querida amazona maior participou nos encontros dos Cavaleiros do Norte de 1995 (em Águeda) e 1996 (em Leiria), ambos a nível de Batalhão, e no de 1997, da CCS (em Penafiel), sempre neles irradiando enormíssima simpatia e afecto para com os combatentes do último comando de guerra colonial do senhor seu marido, o então tenente-coronel Almeida e Brito. 
O comandante do Batalhão de Cavalaria 8423, tenente-coronel de Cavalaria no nosso tempo e então já general, faleceu a 20 de Junho de 2003, de morte súbita e no decorrer de um passeio a Espanha. Aos 76 anos! 
Regressado a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, com a CCS, exerceu depois e entre outros cargos, os de comandante da Polícia Militar (em Lisboa), 2º. comandante da Região Militar Centro (em Coimbra), 2º. comandante geral da GNR e comandante da Região Militar Sul (em Évora).
Hoje, ambos recordamos com saudade, aqui deles fazendo memória! RIP!!! RIP!!!
Jesuíno Fernandes
Pinto nos anos 2000
Jesuíno Pinto
furriel miliciano

em 1974/75

Jesuíno, furriel de Aldeia
Viçosa, faleceu há 5 anos !

O furriel miliciano Jesuíno Fernandes Pinto, da 2ª. CCAV. 8423 dos Cavaleiros do Norte, a de Aldeia Viçosa, faleceu há precisamente 5 anos, no dia 3 de Maio de 2017.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, nasceu a 29 de Setembro de 1952 e apresentou-se em Aldeia Viçosa, a companha do capitão miliciano José Manuel Cruz, em Agosto de 1974. Há quase, quase 48 anos!
Regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975 e fixou-se no seu natal lugar de S. Braz, na freguesia de Parada do Gatim, concelho de Vila Verde. Por lá viveu, sempre ligado ao movimento associativo desportivo, social e radiofónico, e lá faleceu, de doença e há precisamente 5 anos! 
Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!

segunda-feira, 2 de maio de 2022

5 790 - IAO na Mata do Soares de Santa Margarida e nem mais um soldado para a guerra colonial!


O PELREC da CCS do BCAV. 8423, aqui já no Quitexe e antes de partir para
mais uma missão nas matas do Uíge do norte angolano


Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423:
Raúl, Carvalho, Tobias e Romão

 
O 25 de Abril já lá ia há uma semana e se a euforia popular «ditava» que «nem mais um soldado para a guerra colonial», a verdade é que, por lá, os futuros Cavaleiros do Norte acertavam esporas para a missão que os levaria a Angola.
A 2 de Maio de 1974, uma quinta-feira de há 48 anos, foi decidida a realização do IAO, em Santa Margarida - onde se formava o Batalhão de Cavalaria 8423. Destinado a Angola!
A 3 de Maio, começaram os exercícios operacionais, na Mata do Soares, e o PELREC era o IN das 3 companhias (a 1ª., a 2ª., e a 3ª. CCAV´s) - funcionando todas as quatro subunidades com autonomia própria, com vista a, e respigo do livro «História da Unidade», a «pô-las a viver à semelhança, embora ténue, daquilo que viria a ser a sua vida no ultramar».
É de domingo seguinte (5 de Maio de 1974) o «ataque» do PELREC a um casamento em S. Miguel de Rio Torto, onde noivos e convidados receberam a tropa com entusiasmo delirante, sentando-nos à mesa, na qual comensámos do bom e do melhor e ainda melhor bebidos. A tal ponto, que discursos houve e de tal maneira entusiasmado e envolvido ficou o pessoal que, já noite adentro, culminaram os «festejos» num café da localidade.
O PELREC na caserna do Quitexe

Frio no «IAO» de
Santa Margarida !

As «emboscadas» às 3 companhias operacionais (do IAO) ficaram para a madrugada, com breve passagem pelo acampamento montado perto de Malpique, onde repousámos das «operações» do dia e nos defendemos do frio com os ponchos enrolados no corpo.
Frio? É verdade, o frio das noites da Mata do Soares, depois aquecido na marcha apeada que o aspirante a oficial miliciano Garcia comandou já a abrir a madrugada, de azimute em azimute, até emboscarmos o IN - uma das três companhias operacionais (não me lembro qual).
O PELREC foi, de alguma forma, privilegiado nestes dias de IAO, pois, agindo, como IN das 3 CCAV.´s, tinha autonomia que não se comprometia com horários e «atacava» quando queria. Luxo era também o facto de termos comida quente, servida pelo RC4, enquanto as companhias, julgo estar certo, andavam a ração de combate. E não era nada fácil, nada mesmo..., andar 8 dias a ração e cantil, sem uma comidinha quente que contentasse e afagasse os estômagos. 
Vida de tropa que se preparava para a guerra!
- IAO: Instrução Altamente Operacional. Também chamada de Aperfeiçoamento Operacional ou Adaptação Operacional.
- IN: Abreviatura de Inimigo.
- PONCHO. Capa de protecção contra a chuva, muito resistente e confortável, garantindo 100% de impermeabilidade. Inclui capuz com atilhos de ajuste e 
molas para o prender. Os pontos de fixação, nas extremidades e com ilhós, permitiam, com facilidade, construir abrigos entre duas árvores ou outros pontos fixos.


Cardoso de Santa Isabel, 
1º. cabo, 70 anos na Moita !

O 1º. cabo António Manuel da Costa Cardoso, combatente da 3ª. CCAV. 8423, festeja 69 anos a 2 de Maio de 2021.
Atirador de Cavalaria, foi Cavaleiro do Norte da Fazenda Santa Isabel, onde comandava o capitão miliciano José Paulo Fernandes, e no Quitexe e na cidade de Carmona (no BC12). Regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975 e fixou-se no Carvalhinho, freguesia da Moita do Ribatejo, concelho da Moita. Mora na Moita, na Estrada Principal (Prédio Venezuela) e para lá, e paraele, vai o nosso abraço de parabéns!

domingo, 1 de maio de 2022

5 789 - Alferes Garcia, o Cavaleiro do Norte do BCAV. 8423 que a morte levou aos 27 anos e na PJ!

Alferes Garcia e furriel Viegas, na avenida do
Quitexe (1974), momentos antes da partida para
 mais uma operação militar






Alferes AM Garcia



O alferes miliciano Garcia, comandante do
PELREC da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, faria hoje 70 anos!! Dia 1 de Maio de 2022! Faleceu a 2 de Novembro de 1979,A 3 de Novembro de 1979, um sábado, cheguei cedo a Águeda, lá levando minha mãe que, no mercado, ia fazer venda da sua produção hortícola, para gerir a sua magra economia doméstica. Ficava ela por lá, ela a mercar, e ia eu fazer horas para o Café Moderno, a botar leituras e palavras em dia.
O «Jornal de Notícias» era de consulta obrigatória e, de minha parte, aguçada pelo cheiro da minha colaboração, que vinha mesmo antes do serviço militar. Ao fundo, na mesa do canto, folheei o jornal, parando nas novas do dia, que eram de véspera. Parei, assustado, na de um acidente de viação, entre Viseu e Mangualde: um morto e um ferido grave, ambos agentes da Polícia Judiciária. A vítima mortal era o agente António Manuel Garcia. O ex-alferes Garcia, comandante do PELREC, o nosso pelotão da CCS do BCAV. 8423! Aos 27 anos!
A dor foi imensa! Pouco tempo antes, estivéramos no Porto, em prolongada conversa, continuada de outras, ele feliz da vida por ver crescer a filha Marta e querendo convencer-me e levar-me para o curso de PJ - o que cheguei a admitir. Não fui. Frequentara a casa dele, no Porto e já casado com Olga, e dos tempos de tropa continuava essa fraternal ligação, uma espécie de afecto umbilical que o tempo levedava.
O Garcia, se por cá andasse connosco, faria hoje 70 anos! Com uma vida cheia de bondade, de generosidade e competência, fraternidade, coragem, solidariedade e amor aos seus e aos todos, que todos somos!
Posso imaginá-lo, de sorriso largo, rasgado de orelha a orelha e, nas tranquilidades disponíveis da aposentação, a sentar o neto no colo, a embebecê-lo de mimos e a narrar-lhe épicos feitos da missão que nos levou a Angola. A deixar molhar os olhos de alegria, a emocionar-se, a emocionar!! A falar dos momentos epopeicos dos 15 meses em que pisámos terra angolana. E não lhe escaparia, por certo, a narrativa da histórica viagem do adeus a Carmona! E tantas, tantas outras!...
Faria hoje 70 anos!!!
Até um dia, grande e inesquecível Garcia!
1 - O corajoso alferes Garcia e o 1 de Junho de 1975. Ver AQUI
2 - Memória do Alferes Garcia em Pombal de Ansiães. Ver AQUI
3 - Carta ao Garcia. Ver AQUI

RIP!
Furriel António
Oliveira Cruz
Furriel Cruz, 70
anos em Vila Verde!

O furriel miliciano António Oliveira Cruz, Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, nasceu há 70 anos - dia 1 de Maio de 1952. Mas só foi registada no dia 4 seguinte.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar e natural do lugar de Figueiró, na freguesia de Mosteiro, do concelho de Vila Verde, lá regressou a 10 de Setembro de 1975 - depois da jornada africana do norte de Angola e pelos chãos uíjanos. 
Cursou na Escola Prática de Cavalaria (EPC) em Santarém e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, fixando-se na sua terra natal. Exerceu o professor e a actividade empresarial na área da serração de madeiras e, já aposentado, por lá vive e para lá vão os nossos parabéns!
F. Carlos


Carlos, sapador da CCS,
70 anos em Tondela !

O soldado sapador Francisco Simões Carlos foi combatente do pelotão comandado pelo alferes miliciano Jaime Ribeiro, do BCAV. 8423.
Cavaleiro do Norte da CCS, a companhia do Quitexe uíjano (e depois no BC 12, em Carmona, actual cidade do Uíge), regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa comissão militar em Angola).
Regressou à sua natal terra do Botulho, no município de Tondela, onde vive e onde é empresário do sector das limpezas. Comemora hoje 70 anos dia 1 de Maio de 2022, e para ele vai o nosso abraço de parabéns.
A Fazenda Maria João, a de Zalala

Gonçalves, 1º. cabo de
Zalala,79 anos em França !


O 1º cabo Joaquim Teixeira Gonçalves foi  atirador de Cavalaria, da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Maria João, em Zalala, e festeja 70 anos a 1 de Maio de 2022.
Cavaleiro do Norte de Zalala e depois de Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona, regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, ao seu natal lugar de Lordelo, freguesia de Veade, em Celorico de Basto.
Sabemos, por informação do furriel miliciano João Custódio Dias das TRMS), que esteve (ou está) emigrado em França e será lá que festeja os seus 70 anos!
Onde quer que sejam, onde quer que esteja, para ele vão os nossos parabéns-