CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

terça-feira, 22 de maio de 2018

4 133 - Luanda mais calma, com o fim das hostilidades MPLA/FNLA

Cavaleiros do Norte do PELREC no momento da partida para mais uma ope-
ração nas matas de Angola. De pé, 1º. cabo Almeida, Messejana, Neves, 1º.
cabo Soares, Florêncio, Botelho (`?), Marcos, 1º. cabo Pinto, Caixarias e 1º.
cabo Florindo (enfermeiro). Em baixo 1º. cabo Vicente, furriel Viegas, Fran-
cisco, Leal. 1ºs. cabos Oliveira (TRMS)  e Augusto de Sousa Hipólito (que
 amanhã faz 66 anos), Aurélio (Barbeiro), Madaleno e furriel Neto
Cavaleiros do Norte do PELREC: Alberto dos Santos
 Ferreira (que amanhã faz 66 anos), 1º. cabo João Pinto e
soldados Francisco Madaleno e João Marcos


O dia 23 de Maio de 1975, um sábado e por Luanda, foi tempo para «nítida me-
lhoria do ambiente», principalmente devido, segundo a imprensa da época, à «decisão conjunta de MPLA e FNLA de cessarem hostilidades».
Não por acaso e na véspera, o presiden-
te Agostinho Neto (do MPLA) e Johny Eduardo (alto dirigente da FNLA) leram um comunicado conjunto, no qual anun-
ciaram «a cessão imediata de todas as acções de fogo e a recolha aos seus aquartelamentos de todos os militares das FAPLA e do ELNA» - os exércitos, respectivamente, do MPLA e da FNLA, ainda que, naturalmente, «com exclu-
são dos elementos que fazem parte das Forças Mistas».
O balanço era trágico: mais de 200 mortos e centenas de feridos, na sequência dos confronto entre as forças dos dois movimentos. Um médico dos Hospitais Centrais de Luanda comentou, na altura, que «só na noite de quarta-feira», o  dia 30 de Abril de 1975 - «foram autopsiados 150 cadáveres».
O Diário de Lisboa de 3 de Maio de 1975, de que nos socorremos, sublinhava que isto acontecera «após aquilo que foi considerado a pior noite de violência desde a tomada do Governo e Transição»
O Augusto Hipólito em Reims, na França,
com a mulher e um dos três filhos


Hipólito, 1º. cabo PELREC,
festeja 66 anos em França!

O 1º. cabo Hipólito, do PELREC da CCS do BCAV. 8423, está em festa de 66 anos, que comemora a 23 de Maio de 2018.
Augusto de Sousa Hipólito foi especialista de Reconhecimento de Infantaria dos Ca-
A. Hipólito (74)
valeiros do Norte - no Quitexe, primeiro, e depois em Carmona, no BC12. É natural de Vinhais, em Trás-os-Montes, mas ao tempo da jornada africana de Angola vivia na Azinhaga da Flamenga, em Marvilha (na cidade de Lisboa). Lá regressou a 8 de Setembro de 1975 e de lá partiu, em 1979, para França - radicando-se em Reims, onde agora goza a sua merecida aposentação, depois de uma vida de trabalho na área da construção civil.
O Augusto de Sousa Hipólito é casado, pai de três filhos e avô de dois netos. Para lá, para Reims, vai o nosso abraço de parabéns!
Alberto Ferreira em 2015

Ferreira do PELREC, 66
anos em Almada !

O soldado Ferreira foi atirador de Cavalaria do PELREC da CCS do BCAV. 8423 e festeja 66 anos a 23 de Maio de 2017.
Alberto dos Santos Ferreira, para além das suas obriga-
ções no pelotão, teve também responsabilidade no depó-
sito de géneros da CCS, desde o início da comissão e co-
mo quarteleiro, o que lhe valeu louvor do Comando do BCAV. 8423, nomeadamente pelo «muito acerto, honesti-
dade e maior boa vontade». De tal forma que «nas confe-
rências mensais do armazém, nunca foram notadas quaisquer anomalias».
O louvor foi publicado na Ordem de Serviço nº. 163, do BCAV. 8423, já em Carmona e no BC12, e conclui que, pelas razões expostas «se torna inteira-
mente merecedor da confiança nele depositada».
O Ferreira morava na Sobreda da Caparica, freguesia do Monte da Caparica, no concelho de Almada, e ainda lá reside, agora na Quinta da Caneira, para onde segue o nosso abraço de parabéns!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

4 132 - Alferes Ramos em Carmona, poeta e combatente dos Cavaleiros do Norte!

O alferes miliciano Fernando António
Morgado Ramos foi Cavaleiro do Norte
da 2ª. CCAV. do BCAV. 8423, na
cidade de Carmona (Uíge)
O alferes Ramos nas
Forças Militares Mistas


O mês de Maio de 1975, em dia indeterminado, foi tempo de chegada a Carmona do alferes miliciano Fernando Ramos, pa-
ra a 2ª. CCAV. 8423 e por ra-
zões disciplinares. «Um castigo tão guerreiro, como castren-
se», considerou ele próprio, recordando o facto.
Atirador de Infantaria, Fernan-
do António Morgado Ramos por lá fez o inventário do espólio militar da guarnição e, na primeira oportuni-
dade, disse adeus ao Uíge. «Como estava lá de cas-
tigo e pouco familiarizado com o pessoal, aprovei-
tei a primeira oportunidade para voltar de férias
Poesia do alferes
Fernando Ramos
em Luanda, onde tinha família», contou o agora advogado Fernando Ramos, em Vila Nova de Foz Coa.
A formação académica passou pelo seminário e só depois do serviço militar se licenciou em Direito. Deixou Angola a 22 de Outubro de 1975 e concluiu a vida castrense como oficial de justiça, em Sete Rios (Lisboa), função que já tinha exercido em Luanda - onde também integrou as Forças Militares Mistas. 
O seu tempo do BCAV. 8423 foi também tempo de poetar, como se viu (imagem ao lado) no jornal do 1º. aniversário em Angola.

Os trágicos dias de Junho
na cidade de Carmona


O alferes Fernando Ramos viajou para Carmona de machibombo (autocarro, na gíria angolana), com guia de marcha de Luanda.
Os incidentes de Carmona
Antes, já passara por Luvo, Mamarrosa e Damba.
Em Carmona, tinha afins familiares mas por lá esteve
pouco tempo: «Talvez em Julho, voltei a Luanda e já não voltei a Carmona». Daqui, recorda os graves in-
cidentes da primeira semana de Junho de 1975.
«Acordei na messe de oficiais, no dia 1, com a guerra fratricida dos beligerantes locais e depois, como ofi-
cial de dia, passar o dia todo no refeitório, onde, quando acabava o pequeno almoço da última vaga dos refugiados, já estava na hora de passar ao almo-
ço dos tropas e assim sucessivamente», lembra-se o alferes miliciano Fernando Ramos.
Advogado em Vila Nova de Foz Coa e comarcas circunvizinhas, tem estado liga-
do à causa pública regional, nomeadamente, entre outras actividades, como dirigente Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários desta terra das gravuras rupestres. 

domingo, 20 de maio de 2018

4 131 - O «buraco» que era Zalala, «a mais rude escola de guerra»!

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Cavaleiros futebolistas de Zalala, há 43 anos. De pé, Fião, 1º. cabo Ferreira, 
  Alegre (motorista, o Montalegre, o Mamarracho, já falecido), furriel Barreto e Rocha
(motorista). Em baixo: os motoristas Almeida (o Espinho) e Orlando Oliveira (o Al-
meida), César Rocha (1º. cabo padeiro), Famalicão (Agra), Lago (Tó, de trans-
missões) e furriel José Nascimento (vagomestre)

Natal em Vista Alegre,  1974: Santinhos, do bar (à frente), NN,
furriel Queirós (de bigode, a rir, de cabeça levantada), 1º. cabo
Ferreira (de bigode e óculos), furriel Barreto, 1º. cabo Dorindo,
NN (de mão no queixo, o electricista?). E lá atrás

O 1º. cabo Carlos Alberto Ferreira foi mecânico de armamento da 1ª. CCAV, 8423 e, em depoimento escrito, quis falar de Zalala, a mítica «mais dura escola de guerra».
«Estou e vivo em Moçambique, natura-lizado moçambicano e com família mo-çambicana. Não esqueço aquele período de camaradagem e fortes amizades, de desconforto e confortos», comentou o Carlos Fereira, que é natural de Alber-
garia-a-Velha e, já em Portugal, esteve activamente ligado ao movimento revolu-
cionário armado.
Falou (escreveu) de Zalala:
O 1º. cabo Carlos Ferreira à porta do depósito
de material de guerra de Vista Alegre (1975)

«ZALALA era um buraco e a anti-tese, longe de tudo o que se estava a passar e estavam a pas-
sar-se coisas fantásticas, de importância his-
tórica, e transformações profundas na vida do nosso país e nas então colónias. 
Estávamos ausentes e passivos, dos movimentos e decisões do MFA da altura (apesar de eu ter sido eleito para a comissão do MFA da compa-
nhia, com o dedo do capitão Davide Castro Dias sem qualquer efeito), e na produção de uma nova sociedade.
Nós, soldados (cabo ou soldado era na prática igual), não tí
nhamos recursos. Um soldado ganhava cerca de 8 euros por mês e alguns casados e com filhos, e a falta de informação era um problema muito grande. 

O capitão Castro Dias recebia alguns jornais, como o Expresso, e lembro-me de andar à volta desses jornais, depois de lidos, como cão atrás de osso. Por muitas  vezes, era ele quem os dava, outras vezes era o Tininho, soldado dos oficiais, que trazia quando podia e queria.
Fazíamos recortes do que achávamos mais importantes, para o pessoal ler, tipo jornal de caserna. Principalmente na informação da organização e existência dos partidos da altura. Nunca soube se isso teve  alguma importância para as pessoas visadas.
É necessário recordar a miséria económica e cultural dos soldados, no geral, dos quais uns 35 a 40% eram analfabetos.

Picada para Zalala, foto do 1º. cabo Carlos
 Ferreira, DE 15 de Dezembro de 2012
Quero enviar um grande abraço, se aceitarem, para as pessoas que lembro e outras que não lembro, terem tido espaço na minha existência da altura e importância para mim, por quem tenho amizade: os furriéis Manuel Dias (mecâ-
nico), o Plácido Queirós (meu chefe directo), Pinto (bom tipo), o Barreto (da enfermaria, muito curtido) e o Aldeagas (alentejano), quase todo o pessoal das transmissões, cozinheiros, cabos mecânicos e condutores, outros furriéis e soldados meus amigos da altura. Um abraço para todos.
Recordo especialmente, com estima e gratidão, o capitão Castro Dias, com que agia bastante e por quem tenho grande consideração. Foi buscar-me a sítios onde estava injustamente, considero eu, apenas por capricho de um oficial padreco. Sítios que posteriormente viria a conhecer melhor, noutro contexto, e que não desejo a ninguém».
Carlos Alberto Ferreira, 1º. cabo mecânico de armamento ligeiro, dixit.


Novo, 1º. cabo de Zalala, 66
anos em Oliveira do Bairro!

O 1º. cabo Novo, foi apontador de morteiros médios da 1ª. CCAV. 8423 e está hoje em festa natalícia, dia 20 de Abril de 2018: comemora 66 anos!
Manuel de Almeida Novo foi Cavaleiro do Norte de Zalala e regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975. A Paraduço, lugar da freguesia de Calde, em Viseu. Segundo nota do furriel miliciano João Dias, reside agora Oliveira do Bairro, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

sábado, 19 de maio de 2018

4 130 - Rumores em Luanda e êxodo de portugueses para Portugal!

Cavaleiros do Norte da Secretaria da CCS, no Quitexe: furriéis milicianos
 José Augusto Monteiro e Francisco Brogueira Dias e 1ºs. cabos escriturários
Miguel Soares Teixeira (que hoje faz 66 anos na Senhora da Hora, em Mato-
sinhos) e Vasco Vieira (Vasquinho). Em baixo, João Pires
Miguel Teixeira e José Maria Almeida, 1º. cabos escriturá-
rio e cozinheiro da CCS, ambos adidos à Messe de Oficiais
do BCAV. 8423, no Quitexe


O dia 19 de Maio de 1975, pelas terras uíjanas de Angola, foi tempo de conhecer a realização de uma cimeira, a 1 de Ju-
nho, entre os três movimentos emancipalistas: MPLA, FNLA e UNITA.
O jornal «A Província de Angola», consi-
derado afecto à FNLA, há dias que vinha a anunciar o regresso do presidente Holden Roberto, o que era entendido como tendo a ver com a cimeira. De 
Os presidentes Holden
Roberto (da FNLA),

Agostinho Neto (do
MPLA) e Jonas Savim-
bi (da UNITA)
acordo, aliás, e citamos o Diário de Lisboa, com «rumores que correm insistentemente na capital» esse pormenor (a chegada de Holden Roberto) «pode confirmar essa hipótese».

Êxodo português
para... Portugal!

Ao Uíge e a toda Angola chegavam também notícias do êxodo de portugueses. «O espectáculo do aeroporto de Luanda é verdadeiramente impressionante, com os europeus a saírem em massa. O êxodo assume proporções gigantescas», lia-se no Diário de Lisboa desse dia.
A instabilidade medrava em Angola e semeava de sangue e mortes o seu chão, numa guerra fratricida e particularmente em Luanda, mas as questões de insegurança alastravam-se território fora.
A comunidade branca - e nomeadamente a europeia - começou a tomar decisões e, em muitos e muitos casos, a abandonar Angola. Os primeiros 4 meses do ano, de Janeiro a Abril, tinha registado a saída de «cerca de 5000 pessoas», mas em Maio e «na semana que fundou abandonaram Angola, por via aérea, cerca de 4000 portugueses».
O furriel Nelson Rocha e o
1º. cabo Miguel Teixeira,
em Custóias (em 2015)

Miguel, 1º. cabo do Quitexe,
66 aos na Senhora da Hora !

O 1º. cabo Miguel, escriturário da CCS, a Companhia dos Cavaleiros do Norte do Quitexe, está em festa a 19 de Maio de 2018: comemora 66 anos!
Miguel Soares Teixeira é oriundo de Ramalde, freguesia do Porto, aonde regressou a 8 de Setembro de 1975. No Quite-
xe, trabalhou na secretaria dos Cavaleiros do Norte do capitão António Oli-
veira, com o 1º. sargento José Luzia e os furriéis milicianos José Monteiro e Francisco Dias, e também como «impedido» da messe de oficiais.
Profissionalmente, trabalhou na área das artes gráficas e, já aposentado, mora na Senhora da Hora (Rua de Oslo), para onde vai o nosso abraço de parabéns!
Cavaleiros de Zalala: o Casi-
miro e o Maia da Costa

Maia, atirador de Zalala, 66
anos no Castelo da Maia !

O Maia, atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, festeja 66 anos a 19 de Maio de 2018.
Manuel Maia da Costa pertenceu ao 2º. grupo de combate (o do alferes Carlos Sampaio) e foi também padeiro dos «zalalas». É natural de Gondim, da Maia, e lá regressou a 9 de Setembro de 1975. É empresário da área da lacagem e continua em Gondim, freguesia de Castelo da Maia, na Maia, para onde fazemos seguir os nossos parabéns!

sexta-feira, 18 de maio de 2018

4 129 - A cimeira angolana e o gigantesco êxodo dos portugueses

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423 no encontro de 2016, em Ferreira do Zê-
zere. Este ano, os homens da Fazenda Santa Isabel  e do BCAV. 8423
vão reunir-se a 2 de Junho, na Mealhada
Os furriéis milicianos António Flora e António Fernan-
des, ambos atiradores de Cavalarie e no final de uma
caçada na Fazenda Santa Isabel 

A notícia maior do dia 18 de Maio de 1975, por Angola, tinha a ver com a data da realização da cimeira dos três movimentos de libertação: MPLA, FNLA e UNITA. 
«Deve realizar-se no dia 1 de Junho, em Luanda, de acordo com rumores insistentes que correm na capital», referia o Diário de Lisboa.
O vespertino da capital portuguesa adiantava que «um pormenor que pode confirmar esta hipótese» era a insistência com que o jornal A Província de Angola, afecto à FNLA, estava a «noticiar o regresso de Holden Roberto» a Luanda.
O Diário de Lisboa de 19 de Maio de 1975
Ao mesmo tempo, também de acordo com o vespertino  Diário de Lisboa, «o espectáculo do aeroporto de Luanda é verdadeiramente impressionante, com os europeus a saírem em massa», acrescentando que «o êxodo atinge proporções gigantescas».
Os números, de resto, eram bem expressivos e explicavam tudo, ou quase tudo: de Janeiro a Abril desse ano, tinham saído cerca de 5000 pessoas de Angola - principalmente para Portugal. Pois só no último fim de semana, o segundo de Maio de 1975, noticiava o Diário de Lisboa que «abandonaram Angola, por via aérea, cerca de 4000 pessoas».
Números brutais. Assim ia o processo de descolonização de Angola.

Rocha de Santa Isabel, 66
anos na Figueira da Foz!

O soldado condutor auto-rodas Rocha, da 3ª. CCAV. 8423, festeja 66 anos a 19 de Maio de 2018, na Figueira da Foz.
Manuel dos Reis Rocha foi Cavaleiro do Norte de Santa Isabel e do Quitexe, antes de Carmona, da Companhia liderada pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes, e regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975. Fixou-se no lugar de Arneiros de Fora, da freguesia da Maiorca, no concelho de Figueira da Foz.
Mora agora na Rua da Alegria, nesta cidade litoral do centro do país, e para ele vai o nosso abraço de parabéns!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

4 128 - Preparação psicológica do BCAV. 8423 no Campo Militar de Santa Margarida!

Alargado número de Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423 na parada do Quitexe. Atrás, Madaleno,
Moreira (?), furriéis Mosteias e Neto, 1º. cabo Gomes, furriel José Pires, 1º. cabo Florindo, furriéis Rocha
 (de braços cruzados) e Cândido Pires, 1º, cabos Soares, Almeida e Felicíssimo, 1º. cabo Oliveira e (?) alfe-
res Ribeiro. De cócoras, NN, 1º. cabo Tomás, NN, 1º. cabo Pais, furriel Cruz (de óculo e bigode), Silva,
Cabrita, 1º. cabo Emanuel, Soares, NN e NN. Sentados, Zambujo, Salgueiro, 1º. cabo Coelho (Buraquinho),
NN e 1º. cabo Salgueiro (de bigode)

Cavaleiros do Norte de Zalala, da 1ª. CCAV. 8423: furriel
miliciano Rodrigues e Manuel Amaral (Bolinhas). À frente,
o condutor Gonçalves, também conhecido por Bigodes
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, há 44 anos, viviam os últimos dias das vésperas de partida para Angola, para onde a 27 de Maio deveria voar a CCS. 
Não voou, foi apenas dois dias depois, e o mesmo aconteceu com as três Companhias operacionais - todas de partida dois dias depois da (sua) data prevista. 
Os mobilizados estavam de férias, iam fazendo as despedidas de familiares e amigos e expectavam sobre o futuro.
«As exigências, ensinamentos e exemplos dos teus superiores são princípios que tens de seguir, de compreender, pois são essas afirmações te levarão a, como já um dia disse, querer e saber querer», lê-se no livro «A História da Unidade», reportando algumas das «palavras permanentes de incitamento e de preparação psicológica de todos os militares do BCAV. 8423», palavras do comandante Carlos Almeida e Brito - ao tempo tenente-coronel de Cavalaria.
Notícia do Diário de Lisboa
sobre a criação de partidos
de negros em Angola 

Partidos políticos
em Angola !

Angola era o destino e de lá queríamos saber notícias. A imprensa de 17 de Maio de há 44 anos dava conta do ape-
lo de Dongla Garcia, presidente do Partido de Reunifica-
ção dos Povo de Angola (PRPA), no sentido de «se agru-
parem num só partido, com objectivos não violentos».
Dirigia-se, especialmente, aos dirigentes de partidos como o Movimento de Defesa dos Interesses da Angola (MDIA) e o NTO/ Bako (mais tarde Partido Democrático Pacífico de Angola, o PDPA/NTO/BACO) - que, muito natural-
memte, nos eram totalmente desconhecidos.
O Diário de Lisboa desse dia 17 de Maio de 1974, que citamos, anunciava também que «está praticamente constituído o Partido Democrático do Negro Angolano», dirigido por Manuel Garrett Dinis de Moura e que era criado, segundo o seu comunicado oficial, porque «o elemento branco fundou partidos esquecendo-se, objectivamente ou subjectivamente, de proporcionar ao negro uma participação directa nos mesmos».
Carlos Quaresma,
da 2ª. CCAV. 8423


Quaresma de Aldeia Viçosa, 
66 anos na Covilhã !

O Carlos Quaresma foi soldado atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8423 e festeja 66 anos a 18 de Maio de 2018.
Carlos Manuel Versos Quaresma, de seu nome completo, foi Ca-
valeiro do Norte dos comandados do capitão miliciano José Ma-
nuel Cruz da uíjana terra angolana de Aldeia Viçosa e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, fixando-se na sua natal terra de Monte Serrano, povoação da freguesia de Ferro, no concelho da Covilhã. É lá que continua a viver, onde fez toda a sua vida pessoal e profissional e onde agora comemora a bonita idade dos 66 anos. Parabéns!

quarta-feira, 16 de maio de 2018

4 127 - Furriéis Victor Guedes e João Rito, uma imensa e sentida saudade|

l
Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, todos furriéis milicianos e em frente
ao bar A Cubata: António Fernandes, Vitor Mateus Ribeiro Guedes (que hoje
 faria 66 anos mas faleceu a 16 de Abril de 1998), Ângelo Rabiço,
José Querido e Agostinho Belo
O furriel miliciano João Rito, sentado e de barbas,
foi da 1ª. CCAV. 8423 e apareceu morto, na estrada,
a 17 de Maio de 2008, perto de Ourém

O dia 17 de Maio tem significados espe-
ciais e diferentes para os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, particularmente os da 1ª. CCAV. (a da Fazenda de Zalala e do comando do capitão miliciano Davide Castro Dias) e da 3ª. CCAV. (a da Fazen-
da Santa Isabel, do miliciano capitão Jo-
sé Paulo Fernandes): há 10 anos, em
Furriel Victor M.
Ribeiro Guedes
2008, faleceu o furriel miliciano João Rito, em Ourém e provavel-mente assassinado. O furriel miliciano Victor Guedes nasceu em 1952 e faria 66 anos. Faleceu a 16 de Abril de 1998, há 20 anos!

Victor Guedes, furriel
de Santa Isabel !

Victor Mateus Ribeiro Guedes foi especialista de armamento pesa-
do e integrou a 3ª. CCAV. 8423, da Fazen-da de Santa Isabel, co-
mandada pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes. Lá aquarte-
lou entre 11 de Junho e 10 de Dezembro de 1974, quando a Companhia rodou para o Quitexe e aqui esteve até 8 de Julho, quando foi para Carmona.
O Victor Guedes era um homem sereno e discreto, culto, leal e bom companhei-
ro, militar cumpridor, de ideias reformistas mas pouco expansivo. Morava, en-
tão, na Travessa dos Remédios, da freguesia de S. Sebastião da Pedreira, na ci-
dade de Lisboa, e lá voltou a 11 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) jornada africana do Uíge angolano.
Pouco mais sabemos dele, apenas que, em data indeterminada, passou a residir na Rinchoa, em Rio de Mouro (Sintra), e que faleceu, supostamente de doença, a 16 de Abril de 1998, aos 46 anos de idade. Muito novo! Tinha nascido a 17 de Abril de 1952 e hoje o recordamos com imensa saudade.

O furriel João
Rito, em imagem
de civil

A trágica morte 
do furriel Rito !

O furriel miliciano João Rito foi Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, e faleceu, em condições trágicas e ainda não esclarecidas, a 17 de Maio de 2008. Há 10 anos.
João Correia Marques Rito era natural de Salgueira, freguesia da Freixianda, em (Vila Nova de) Ourém, e lá voltou, por lá fazendo vida, celibatário por opção (embora se lhe reconheçam algumas paixões), trabalhando na área das resinas.
A sua jornada angolana começou na 1ª. CCAÇ. do BCAÇ. 4617/73, em Cama-

quenzo, na zona da Lunda - o BCAÇ. 4617 tinha o Comando em Henrique de Carvalho -, e continuou em Vista Alegre (na Companhia de Zalala. já para lá rodada de Zalala), a partir de Dezembro de 1974.
A 17 de Maio de 2008, o seu cadáver apareceu abandonado numa estrada de Albergaria dos Doze - ainda hoje não se sabendo se ali foi atropelado e não assistido, abandonado, ou se, morto noutro lado, ali foi deixado por quem (sabe-se lá quem...) o terá vitimado. Nunca se saberá!
O blogue Cavaleiros do Norte curva-se ante a sua memória e hoje o recorda, com emoção e saudade.



terça-feira, 15 de maio de 2018

4 126 - Portugal fora da cimeira angolana; o alferes Meneses faleceu há 5 anos!

Cavaleiros do Norte em 1974. De frente e da direita para a esquerda, os fur-
 riéis milicianos Ribeiro, Belo (de óculos), Viegas, Bento (de bigode), Fonse-
ca (de cigarro na mão) e Rocha (de bigode). À frente e da esquerda para a
 direita, Monteiro, Machado (a fumar) e Costa, mais o Lajes, barista da
messe de sargentos (de cigarro na boca) 
Cavaleiros do Norte na parada do Quitexe. Atrás, Costa
 e 1º. cabo D. Teixeira. Ao meio, Gaiteiro e 1º. cabo Ma-
lheiro. À frente, o condutor Canhoto. Ao lado direito,
o mecânico António Pereira

A grande notícia do dia 15 de Maio de 1975, há precisamente 43 anos, foi «a não participação de Portugal na próxima cimeira entre os três movimentos eman-
cipalistas angolanos». Notícia dada por Melo Antunes.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal regressou nesse dia a Lisboa, depois de, separadamente e em Luanda, ter reunido com os presidentes Agosti-
nho Neto (do MPLA) e Jonas Savimbi (da UNITA) e com Johny Eduardo (represen-
tante de Holden Roberto, da FNLA), as-
sim como «com diversos ministros do Governo de Transição de Angola, quer dos movimentos de libertação quer da parte portuguesa».
Entretanto, continuavam, de acordo com o Diário de Lisboa, a «registar-se incidentes esporádicos, nomeadamente devido a buscas, mas a situação mantém-se relativamente calma» - no geral, pelo território angolano.
Carmona e o Uíge, cidade e província onde jornadeavam os Cavaleiros do Nor-
te, não eram excepção e repetiam-se incidentes e pequenas escaramuças en-
tre homens armados de FNLA e MPLA (a UNITA não se fazia notar) e continua-
va a especialização dos militares dos três movimentos que iriam formar o (que seria, e não foi, o futuro)  Exército único de Angola. Dada por militares portu-
gueses do BCAV. 8423 e a partir do BC12.
Alferes  miliciano Ma-
nuel Meneses Alves

Alferes Meneses
faleceu há 5 anos!

O alferes miliciano Meneses, da 2ª. CCAV. 8423, faleceu há 5 anos, a 15 de Maio de 2013, de doença e em Leiria.
Manuel Meneses Alves chegou a Aldeia Viçosa em Fevereiro de 1975, rodando de Cabinda, onde tinha integrado a CCS do BCAÇ. 4519. Notabilizou-se em Carmona quando, a 13 de Abril de 1975, «actuou de forma rápida, decidida e enérgica», pondo fim a «uma manifestação não autorizada superiormente (...), na qual se verificou confronto entre elementos de dois movimentos emancipalistas, com uso de armas de fogo, na via pública».
A sua acção mereceu louvor do comandante Carlos Almeida e Brito, publicado na Ordem e Serviço nº. 90, destacando que a acção «não deixou dúvidas quan-
to à determinação do pequeno grupo de tropas que comandava, com o que conseguiu a detenção de dois elementos em confronto e ainda, de imediato, ter feito abortar a manifestação».
Foi empresário do sector das carnes - em Leiria, sua cidade natal... - e, sabendo do seu estado de saúde, por duas vezes organizou almoços de despedida da família e amigos. Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!
Joaquim António
A. Rodrigues

Rodrigues da 2ª. CCAV., 66
anos em Camarate de Loures!

O soldado Rodrigues, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja 66 anos a 16 de Maio de 2018.
Joaquim António de Almeida Rodrigues foi Cavaleiro do Norte es-
pecialista de Transmissões, com o furriel miliciano António Rebe-
lo, e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, no final da sua comissão de serviço, de 15 meses, por terras do Uíge angolano. Regressou à Rua Eduardo Augusto Pinto, em Camarate, concelho de Loures, onde morava e onde ainda reside. Para lá vai o nosso abraço de parabéns!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

4 125 - ANGOLA A PREPARAR CIMEIRA E CAVALEIROS EM FESTAS DE NATAL!

O Quitexe actual, visto em imagem do Google. A mancha urbana é bem
 maior que a do tempo dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, em 1974 e
1975. Evoluiu principalmente para o lado de Luanda

Cavaleiros do Norte do PELREC da CCS. De pé, o furriel
 Monteiro (à civil), ladeado pelos 1ºs. cabos Hipólito (à es-
querda) , Almeida e Vicente. Em baixo, alferes Garcia,
Leal, furriel Neto e Aurélio (Barbeiro). Almeida, Vicente,
Garcia e Leal já faleceram

Os dias de Maio de 1975, pelas bandas do Uíge angolano, foram de constante adaptação do Cavaleiros do Norte aos novos tempos: os de implantação das mensagens políticas dos movimentos de libertação. Nem que à força fosse...
«Pareceria que o fim tácito de vários anos de guerra em Angola traria, como consequência, situações de acalmia em todo o seu território, procurando os vários movimentos emancipalistas através da ideologia política-social que 
O Diário de Lisboa de 14 de
Maio de 1975 falou da situa-
ção política de Angola
defendem,  fazer enraizar na populações esses seus ideais e, daí, com maior ou menor facilidade, conduzir-se-iam as suas acções, no decurso do processo de descolonização», nota o livro «História da Unidade», do BCAV. 8423.
O problema é que, com os Cavaleiros do Norte expectantes, atentos e actuantes, falavam mais as armas que a palavra e sucediam-se os incidentes, um pouco por toda a Angola (com centenas de mortos em Luanda) e também a repetirem-se em Carmona e outras localidade do Uíge.
A imprensa do dia notava a presença de Melo Antunes em Luanda, para reunir com os três movimentos de libertação. O ministro dos Negócios Estrangeiros tinha encontros marcados com dirigentes do MPLA, da FNLA e da UNITA. Mas também notícias de incidentes, «embora de pouca gravidade», nomeadamente em Nova Lisboa, Teixeira de Sousa, Vila Nova, Cuíla e Caala.
Ao mesmo tempo e dia, chegaram a Lisboa «cerca de 800 colonos, que aban-
donaram Angola, após os últimos acontecimentos de Luanda» - cidade, que, de acordo com o Diário de Lisboa de 14 de Maio de há 43 anos, «continua a viver um clima de tensão nos bairros suburbanos».
José Louro, 1º. cabo
sapador da CCS


Louro, 1º. cabo sapador,
faria hoje 66 anos !!!

O 1º. cabo sapador José Louro, da CCS do BCAV. 8423, faria 66 anos a 14 de Maio de 2018, precisamente hoje. Faleceu a 23 de Julho de 2008, tragicamente, de suicídio. 
José Adriano Nunes Louro foi Cavaleiro do Norte no Quitexe e Carmona e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975. Fixou-se em Casal do Pinheiro, da freguesia de Casais, em Tomar, de onde era natural. Por lá fez vida, foi operador de máquinas pesadas, e casou (o filho é 1º. sargento do Exército), mas pôs termo à vida há 10 anos, pouco depois da morte da esposa, vítima de grave doença. Ao ser-lhe diagnosticada idêntica doença, e por «não querer sofrer, nem fazer sofrer a família», com acontecera com a sua mulher, optou por pôr termo à vida. Hoje, e com imensa saudade, recordamos este bom companheiro da jornada africana do Uíge angolano. RIP!!!


Ervedosa do Douro, de
onde é o Baltazar Brites
Brites, sapador, 66 anos
em S. João da Pesqueira!

O sapador Baltazar Serafim Brites, da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, está em festa no dia 15 de Maio de 2018: comemora 66 anos!
O Brites é natural de Serzedinho do Douro, da freguesia de Ervedosa do Douro, no concelho de S. João da Pes-
queira. Voltou lá no dia 8 de Setembro e faz vida profis-
sional com trabalhador da construção civil. Assim era, há 9 anos, quando foi contactado para o encontro de Águeda (em 2009). Sabemos que ainda lá re-
side, em período pré-reforma, e para lá vai o nosso forte abraço de parabéns!

domingo, 13 de maio de 2018

4 124 - Angola a preparar cimeira e Cavaleiros em festas de anos!

O PELREC da CCS dos Cavaleiros do Norte da CCS. O José Coutinho das
 Neves, terceiro a contar da esquerda e de pé, festeja 66 anos a 13 de Maio de
2018, em Cabriz (Sintra). O pelotão fotografado na partida para mais uma
operação, reconhecendo-se, em baixo, os furriéis milicianos Viegas (segundo, da
 esquerda) e Neto (primeiro, à direita). Já faleceram, o 1º. cabo Almeida e o
Messejana (primeiro e segundo à esquerda, de pé) e, em baixo, o 1º. cabo
Vicente (primeiro, da esquerda) e Leal (o quarto)  
Cavaleiros do Norte das TRMS da CCS. De pé, o 1º. cabo
José Fonseca Mendes, que hoje festeja 66 anos em Lisboa,
Soares, furriel Pires, 1º. cabo Oliveira e José Costa. Em
baixo, Zalala, Zambujo e 1º. cabo Salgueiro

O 13 de Maio de 1975 foi dia da chegada de Melo Antunes a Luanda, para reunir com os movimentos de libertação e, com eles, preparar a cimeira sugerida por Portugal, prosseguindo a intenção do Governo Português intervir mais activamente no processo de descolo-
nização de Angola.
O MPLA, já se sabia, aderia à ideia, mas a FNLA e a UNITA punham objecções, opondo-se «a participar numa cimeira com as autoridades de Lisboa».
O 1º. cabo José Mendes e o
 furriel Viegas em Lisboa,
mês de Abril de 2016
O movimento de Agostinho Neto  achava que a revisão do acordo do Alvor não poderia dispensar Portugal, pois «os 3 movimentos não podem deliberar sobre um documento assinado pelas 4 partes».

Mendes, 1º. cabo, 66
anos em Lisboa !

O 1º. cabo José da Fonseca Mendes foi Cavaleiro do Norte das Transmissões da CCS e comemora 66 anos a 13 de Maio de 2018.
Natural de Alvoco da Várzea, em Oliveira do Hospital, de lá saiu para Lisboa, aos 10 anos, trabalhando como ardina. Trabalhou depois na área eléctrica, no Calvário (aos 14), passou por uma marcenaria e, aos 17 para os 18, fixou-se na área da restauração - colaborando na tasca de um irmão, na Praça da Armada. Em 1987, fez obras numa mercearia próxima do Palácio das necessidades e tornou-se empresário de restauração. Ali, é dono e gestor do Restaurante A Travessa. Para lá vai o nosso abraço de parabéns!
José Neves, atrás,
e J. Messejana

Neves, atirador, 67
anos na zona de Sintra!

O soldado atirador José Coutinho da Neves foi Cavaleiro do Norte do PELREC da CCS e faz 66 anos a 13 de Maio de 2018.
O Neves, assim era conhecido, sofria de problemas epiléticos e, num dos seus ataques, disparou uma rajada de G3 na arrecada-
ção que funcionava no edifício do bar dos soldados, na avenida do Quitexe e quase em frente à messe de oficiais. Felizmente, sem quaisquer feridos. Regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, fixando-se em Rio de Mouro, concelho de Sintra - onde ainda reside, na Travessa da Lapa, em Cabriz. Para lá vai o nosso abraço de parabéns! 
Brites da Costa,
condutor. Será?

Brites, condutor da CCS, 
66 anos, mas... onde?

O soldado condutor Brites, da CCS  dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, faz 66 anos a 13 de Maio de 2018.
Manuel Brites da Costa é natural de Atouguia, no concelho de Torres Novas - aonde regressou no final da sua (e nossa) comis-
são militar em Angola. Nada mais dele sabemos, apesar de, no seu domicílio do tempo, já ter sido procurado pelo Raúl Caixarias. Eventual-
mente, terá emigrado. Para onde quer que se encontre, os nossos parabéns!