CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

4 356 - Cavaleiros do Norte do 8423 no festival MFA em Carmona!

Cavaleiros do Norte do PELREC. De pé 1, cabo Almeida, Messejana, Neves, 1º. cabo Soares, Florêncio,
 Botelho, Marcos, 1º. cabo Pinto, Caixarias e 1º. cabo Florindo (enfermeiro). Em baixo, 1º. cabo Vicente
 (que faleceu há 22 anos, de doença e em Vila Moreira), furriel Viegas, Francisco, Leal, 1ºs. cabos Oliveira
(TRMS) e Hipólito, Aurélio (Barbeiro), Madaleno e furriel Neto

Capitão José Paulo Fernandes, comandante da 3ª. CCAV.
8423, a de Santa Isabel, e um dos artistas militares do
espectáculo do MFA/Angola, no Recreativo do Uíge, em
Carmona e a 21 de Janeiro de 1975. Há 44 anos!

O MFA/Angola organizou, a 21 de Janeiro de 1975, em Carmona e no pavilhão do Clube Recreativo do Uíge, um espectáculo cultural destinado aos militares de todas as unidades do Comando do Sector. E lá esteve, também, gente do Batalhão de Cavalaria 8423. 
A memória confunde-me, já lá vão 44 anos: não estou certo de como, neste espectáculo, participaram militares do batalhão ao tempo ainda sediado no Quitexe (os Cavaleiros do Norte) - sendo seguro que, neste ou outro, houve parti-
O pavilhão do Clube Recreativo do Uíge, onde,
há 44 anos, decorreu o espectáculo do MFA
cipação de vários. O que não me escapa é a segurança para dizer que um dos participantes mais activos era o então capitão miliciano José Paulo Fernandes, comandante da 3ª. Companhia. 
Arrisco a dizer que cantava e tocava viola e formou um grupo musical que entusiasmou, literalmente, toda a assistência militar e, muito em particular a comunidade civil que assistia também. Alguém pode confirmar, ou esclarecer isto? A acção psicológica, como se vê, ultrapassava as fronteiras dos quartéis e assumia-se como meio de aproximação entre as forças armadas e os civis. Nesse sentido, e já com o BCAV. 8423 em Carmona, se realizaram torneios desportivos neste pavilhão. E ficou por reali-
zar, o sarau cultural e recreativo que estava marcado para 31 de Maio - o sába-do que foi véspera dos incidentes que encheram a cidade de fogo e sangue.  
Jorge Vicente, 1º
cabo em 1975
O furriel Viegas e o 1º.
cabo Vicente em 1975

Vicente, 1º. cabo do PELREC
faleceu há 22 anos !


O 1º. cabo Vicente, da CCS dos Cavaleiros do  Norte do BCAV. 8423, faleceu há 22 anos - no dia 21 de Janeiro de 1997.

Jorge Luís Domingos Vicente foi atirador de Cavalaria do PELREC, comandado pelo alferes António Garcia, com os furriéis Monteiro, Viegas e Neto, e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 - no final da sua (e nossa) jornada africana do Uíge angola-
no. Fixou-se em Vila Moreira, no concelho de Alcanena, de onde era natural.
Doença de natureza oncológica levou a que, depois de doloroso sofrimento, falecesse aos 44 anos. Hoje aqui o recordamos com saudade! RIP!!!

domingo, 20 de janeiro de 2019

4 355 - O dia 20 de Janeiro de 1975, as emoções de militares em guerra!

Os furriéis milicianos Viegas e Neto, ambos de Operações Especiais (Rangers), do PELREC da CCS
dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 e de Águeda. Aqui, no jardim do Quitexe e em 1975
Furriéis milicianos da 2ª. CCSV. 8423, a de Aldeia
 Viçosa: Matos, Guedes e Melo (em cima), Letras,
Gomes e Cruz. Há 45 anos e em Angola!
D. Dulce, a mãe, a
20/01/2019, quando
fez 98 anos!

O dia 20 de Janeiro de 1975 foi muito especialmente si-
gnificativo e emocional para o autor deste blogue. Nesse dia de há 44 anos fazia 54 a senhora sua mãe. Que hoje mesmo festejou 98, rodeada dos três filhos, dos netos e dos bisnetos.
Há 44 e viúva desde Agosto de 1972, tinha visto partir o filho mais novo para a guerra colonial (a 29 de Maio d 1974) e, mais velhas, as suas duas filhas tinham seguido o seu normal caminho, casando com os homens das suas vidas. Quer isto dizer, em palavras simples, que no espaço de 9 meses «perdeu» 4 pessoas do sua família mais íntima: o marido (por morte), as duas filhas (por casamento) e o filho mais novo (mobilizado para a guerra colonial).
Hoje, quando partilhou os seus vetustos 98 anos com os familiares mais próximos, certamente não lhe ocorreram estes pormenores de há 45 para 46 anos, mas, por mim (filho mais novo) ficou esta graça de sentir, como se fosse hoje, a emoção das suas orações e dos lutos do seu coração de mãe.
Uma mãe como as mães de milhares e milhares de rapazes que, no auge da sua vida, partiram para guerra, dela não voltando alguns!
Zalala, a mais dura
escola de guerra

Oliveira, condutor de Zalala, 
66 anos em Almeida !

O condutor auto-rodas Oliveira, soldado dos Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda de Zalala, festeja 67 anos a 20 de Janeiro de 2019.
Orlando Marques de Oliveira jornadeou ainda por Vista Alegre, pelo Songo e por Carmona e, por razões que desconhecemos, o seu nome não consta da lista dos Cavaleiros do Norte desta companhia que, a 9 de  Setembro de 1975,  regressaram a Portugal, mas sabemos, por informação do furriel miliciano João Dias, as Transmissões, que residirá em Almeida.
Para lá vai o nosso abraço de parabéns!  
O Couchinho, de
verde, e o Parracho

Couchinho de Zalalala, 67
anos em Casal de S. Braz !

O 1º. cabo António Manuel Couchinho, atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda Zalala e do capitão Castro Dias, festeja 67 anos a 20 de Janeiro de 2019.
Atirador de Cavalaria, integrou o 3º. Grupo de Combate, coman-
dado pelo alferes miliciano Pedro Rosa, com os tambem milicianos furriéis Manuel Pinto, João Aldeagas e Victor Velez. Regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 e fixou-se na sua residência de Idanha-a-Nova, onde ao tempo morava. Apenas sabemos que trabalahou Na TAP e que mora em Casal de S. Braz, na Amadora, para onde e para ele vai o nosso abraço de parabéns!

sábado, 19 de janeiro de 2019

4 354 - Cavaleiros do Norte a «beber» a expectativa descolonizadora

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, em imagem bem recente (de Setembro de 2018) e civil
mas todos milicianos: furriéis  Manuel Pinto, Victor Velez, João Dias e José Louro, capitão Castro Dias
e furriéis Victor Costa e Mota Viana
Cavaleiros do Norte da CCS, todos do PELREC: furriel
 miliciano Neto, Madaleno, NN e 1º. cabo Ezequiel Silvestre,
que amanhã festeja 67 anos na Sobreda de Almada

As notícias que de Luanda e Lisboa chegavam ao Uíge, sobre a evolução do processo de descolonização de Angola, animavam o espírito dos jovens Cavaleiros do Norte, que por lá jornadeavam no Quitexe, em Aldeia Viçosa e Vista Alegre e expectando já a rotação para Carmona.
Resultados,
classificação
e mais jogos
O dia de há 44 anos, um domingo, foi tempo para muitos deles assistirem à s cerimónias religiosas católcas da Igreja da Santa Mãe de Deus do Quitexe, onde misssionava o padre Albino Capela e, além dos serviços de ordem, tempo também para ouvir os relatos de futebol do campeonato português.
O campeonato nacional da 1ª. divisão ia na sua 18ª. jornada, os jogos eram todos às 15 horas e chegavam ao Quitexe através da Onda Curta da Emissora Nacional - a actual RDP. E os relatos eram religiosamente escutados. 
O Benfica, com 29 pontos, passou a comandar a prova, depois de, nesse mesmo domingo de há 44 anos ter ido vencer tangencialmente (1-0) a Olhão e beneficiando da derrota (1-2) do FC do Porto (28) no campo do Sporting (26).
Ez. Silvestre

Ezequeiel, 1º cabo da CCS,
67 anos na Sobreda de Almada

O 1º. cabo Ezequiel Maria Silvestre, da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, festeja 67 anos a 20 de Janeiro de 2019.
Atirador de Cavalaria de especialidade e integrando o PELREC, comandado pelo alferes miliciano António Garcia, jornadeou pelo Quitexe e por Carmona (no BC12), regressando a Portugal no dia 8 de Setem-
bro de 1975, fixando-se no Laranjeiro - no outro lado do Tejo e onde já morava.
Actualmente e já aposentado, reside no Vale de Figueira, da Sobreda, no muni-
cípio de Almada,  para onde vai o nosso abraço de parabéns! 


sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

4 353 - Comandante do BCAV. 8423 no Comando de Sector do Uíge!

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, todos furriéis milicianos. António Flora
 (atirador), Agostinho Belo (vagomestre), António da Costa Fernandes (atirador, que amanhã festeja 67 anos
em Braga) e Alcides Ricardo (atirador). Gente do alto!
Os furriéis milicianos Fernandes e Viegas na Estrada do
Café  (a Rua de Cima) da vila do Quitexe e em 1975

O dia 18 de Janeiro de 1975 foi tempo, uma vez mais, de o comandante do BCAV. 8423, se deslocar a Carmona, onde reuniu no BC12 com os comandantes das outras unidades operacionais do Comando do Sector do Uíge (CSU).
O tenente-coronel Carlos Almeida e Brito (é dele de quem falamos, comandante dos Cavaleiros do Norte) como habitualmente, fez-se acompanhar do oficial adjunto e de operações (o capitão José Paulo Falcão) e naturalmente que, em ponto de agenda de trabalhos, esteve a consequência imediata da Cimeira do Alvor - que, recordemos, foi a de acordo do Governo de Portugal com os três movimentos de libertação, com vista à independência de Angola. então marcada para 11 de Novembro desse já distante ano de 1975.
«Em reflexo desses resultados, começou a ser murmurada uma nova remode-
lação de dispositivo, na qual o BCAV. 8423 iria sediar-se em Carmona», lê-se no livro «História da Unidade», o BCAV. 8423, que citamos. Na verdade, tal se começaria a verificar a 2 de Março, quando a CCS rodou do Quitexe para a ci-
dade de Carmona e para o BC12, na saída para o Songo.
Os furriéis milicianos António
da Costa Fernandes e José
 Querido, Cavaleiros do
Norte da 3ª. CCAV. 8423

Fernandes, furriel de Santa Isabel,
67 anos em Lomar de Braga!

O furriel miliciano Fernandes, da 3ª. CCAV 8423, a de Santa Isabel, festeja 67 anos a 19 de Janeiro de 2019.
António da Costa Fernandes foi atirador de Cavalaria de especialidade e, na sua jornada africana do Uíge ango-
lano, passou também pelo Quitexe (sede do BCAV. 8423) e Carmona, antes de, a 11 de Setembro de 1975, regressar à sua natal terra de Lomar, nos arredores de Braga, no final da sua (e nossa) comissão militar.
Profissionalmente, fez carreira como professor e, já aposentado, lá mora nos prazeres de quem sabe que, na vida, foi cidadão exemplar. Parabéns! 
Damião Viana

Damião, 1º cabo do CCS,
67 anos em Fânzeres !

O 1º. cabo Damião Viana, escriturário da CCS, festeja 67 anos a 19 de Janeiro de 2019, na sua terra natal de Fânzeres, em Gondomar.
Damião Augusto das Neves Viana trabalhou na secretaria do co-
mando do BCAV. 8423 e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975. E na sua terra natal se fixou e por lá fez vida profissional e familiar, pai de um casal. A saúde vai levá-lo, na próxima terça-feira, 22 de Janeiro de 2019, a uma intervenção cirúrgica à bexiga, no Hospital de Santo António, no Porto. Que tudo corra bem! Parabéns pela bonita idade que vai festejar!
Florinda Rosa, a
mãe de Buraquinho

Coelho, 1º. cabo Buraquinho,
de luto pela morte da mãe!

O 1º. cabo Alfredo Coelho, o Buraquinho, está de luto pelo falecimento da mãe, ao final do dia 17 de Janeiro de 2019 - dia em que ele festejou 67 anos.
Florinda Rosa Ferreira Pereira tinha 90 anos e deixa viúvo Antó-
nio Pereira Coelho, sacristão da Paróquia de Custóias, em Mato-
sinhos. O casal teve 8 filhos e a matriarca faleceu de doença - ao fim do dia em que Buraquinho fazia 67 anos. O funeral (e as respectivas cerimónias litúrgi-
cas) está marcado para as 11,30 horas de amanhã, sábado, dia 19 de Janeiro de 2019, em Custóias, da capela mortuária da Igreja e para o cemitério local.
Ao Alfredo Coelho, o Buraquinho, companheiro da nossa jornada africana de Angola, mandamos o nosso abraço solidário. RIP!!!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

4 352 - A noite do incêndio nas instalações quitexanas do BCAV. 8423

O incêndio do Quitexe de há 44 anos. Repare-se no carro dos bombeiros e no tamanho dos tanques de
 água, com bomba manual accionada por um militar do BCAV. 8423 (quem será. alguém o reconhece?). E 

no olhar sorridente  do alferes miliciano António Garcia. O perigo já tinha passado!
Os bombeiros e a fachada
do edifício que ardeu
O edifício do BCAV. 8423 que ardeu
na noite de 17 de Janeiro de 1975

O dia 17 de Janeiro de 1975 foi marcado por um incêndio no Quitexe, que poderia ter resultado numa tragédia. Felizmente, tal não aconteceu.
«Por motivos que se julgam originários num curto-circuito, ardeu completamente uma das casas onde o BCAV. tinha a arrecadação de material de aquartelamento da CCS e os quartos dos oficiais», relata o livro «História da Unidade», frisando que houve «avultados prejuízos materiais».
O alarme foi dado ao princípio da noite, o edifício situava-as na Estrada do Café (a Rua de Cima da vila do Quitexe) e rapidamente acorreram os militares, com tudo o que tinham à mão e pudesse combater as chamas.
O mais que puderam, retiraram o que estava no edifício, nomeadamente have-
res pessoais de oficiais milicianos dos Cavaleiros do Norte que ali se hospe-
davam, já que «chegar» às munições e retirá-las era... impossível.
«Embora tivesse havido a maior dedicação da parte do pessoal militar, não houve possibilidade de evitar a destruição total do imóvel, por falta de meios adequados a apagar o incêndio, inclusive a própria água», pode ler-se no «História da Unidade».
O material de aquartelamento da CCS foi retirado
para fora do edifício e pousado na Estrada do Café.
À direita, está o capitão António Oliveira

Milhares de munições
a estourarem nas chamas

O combate inicial foi feito pelos Cava-
leiros do Norte da CCS e da 3ª. CCAV. 8423 (que no Quitexe estavam aquarte-
lados) e só mais tarde,  e já para o rescaldo, chegou uma pequena força de bombeiros de Carmona, menos de meia-dúzia de homens que, de resto, pouco poderiam fazer - tão deficientemente equipados estavam. Recordamos que a bomba de água era manual e os depósitos transportavam seguramente menos de 1000 litros de água.
O principal problema tinha a ver com o armazenamento de material de guerra no edifício e na memória ainda está o som estridente de muitas munições a estourarem, às centenas, porventura milhares... - o que, grandemente, dificul-
tou a perigosa tarefa dos militares no combate às chamas.
Temeu-se o pior, mas felizmente que, para além dos elevados prejuízos mate-
riais, nada mais se registou de grave - se nos lembrarmos, embora, do enorme susto daqueles momentos do início da noite de há precisamente 44 anos.

Presidentes, cada
um para seu lado!

Há 44 anos e depois da Cimeira do Alvor, «o Algarve deixou de ser o centro das atenções». O protocolo estava assinado.
Os presidentes dos movimentos de libertação tomaram roo-
tas muito diferentes: Agostinho Neto (do MPLA), viajou para Lisboa, Jonas Savimbi (da UNITA) para Luanda (via Lusaka, capital da Zâmbia) e Holden Roberto (da FNLA) para Kinshasa, capital do Zaire.
«Vai começar a dura tarefa de tornar independente, até Novembro, um país que continua a ser alvo de cobiças imperialistas», reportava o Diário de Lisboa.
O país novo: ANGOLA! Que estava para nascer, no tempo da jornada africana, pelo Uíge, dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

4 351- Cavaleiros no comando do RC4 e expectantes, um ano depois!

O acordo do Alvor foi assinado a 15 de Janeiro de 1975, no Alvor e entre o Governo de Portugal e os
 três movimentos de libertação da Angola - MPLA, FNLA e UNITA . A independência ficou marcada
para 11 de Novembro de 1975 
Cavaleiros do Norte em pose fotográfica_o 1º. cabo Victor
Vicente e o condutor Eduardo Tomé (o Sintra), da 2ª. CCAV.
8423 e os 1ºs. cabos Victor Florindo e Alfredo Coelho, o
Buraquinho, que amanhã festeja 67 anos e Custóias  

Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, ao tempo em formação no Regimento de
Cavalaria nº 4 (RC4), em Santa Margari-
da, participaram, a 16 de Janeiro de 1974 - já lá vão 44 anos!... -  nas cerimónias de posse do  novo comandante o coronel Craveiro Lopes, que era filho do marechal do mesmo nome, antigo Presidente da República.
Oficial de Cavalaria, já desde 26 de 
Coronel C. Lopes
Dezembro de 1973 que era comandante do RC4 e foi substi-
tuído a 6 de Maio de 1974, pelo coronel Luís Maria de Sousa Campeão Gouveia. Revelou-se um comandante exigente, áspero até nalgumas vezes, e muito disciplinador. e da Unidade mobilizadora - o dito Regimento de Cavalaria nº. 4.
Era o primeiro acto oficial do BCAV. 8423, enquanto «Unidade constituída» eo comandante empossado foi  o coronel Craveiro Lopes, que era filho do marechal do mesmo nome, antigo Presidente da República
Oficial de Cavalaria, já desde 26 de Dezembro de 1973 que era comandante do RC4 e foi substituído a 6 de Maio de 1974, pelo coronel Luís Maria de Sousa Campeão Gouveia. Revelou-se um comandante exigente, áspero até nalgumas vezes, e muito disciplinador. 
Ao tempo e em período de formação para a guerra subversiva que nos esperava em Angola, pouca importância os futuros Cavaleiros do Norte deram ao assunto, muito embora, por dever, tivesse participado  na parada oficial.
O livro «História da Unidade», referindo-se ao momento, refere que terá sido «a primeira aparição como unidade constituída», o BCAV. 8423.
 Cavaleiros do Norte, todos furriéis milicianos: Joaquim 
Abrantes, Francisco Bento, Agostinho  Belo, Luís Filipe 
Costa (Morteiros) e António Flora

Acordo assinado
e futuro à vista !

Um ano depois, Portugal e os três movi-
mentos de libertação já timham assi-
nado o histórico acordo do Alvor, que abria portas para a independência de Angola.
«A partir de agora, vós e os vossos movimentos, estão colocados perante um desafio duplo. É a esperança de todos os angolanos a exigir que homens e partidos, apesar das diferenças sociais, filosóficas e políticas, saibam encontrar soluções angolanas autênticas, baseadas na capacidade de diálogo, no espírito de cooperação e na boa vontade de servir o vosso país», disse o Presidente Costa Gomes, no encerramento e dirigindo-se aos dirigentes do MPLA, da FNLA e da UNITA que participaram na Cimeira do Alvor.
O presidente do MPLA interveio em nome dos três movimentos:«Aqui, as pretensões dos colonialistas ficaram enterradas para sempre», disse Agos-
tinho Neto, acrescentando que «afastado o obstáculo do colonialismo, nem o povo português nem o povo angolano desejarão recuar na sua transformação progressiva, para uma nova definição do homem na sociedade».
«A dinâmica da vida - acrescentou o presidente do MPLA - só nos pode condu-

zir a um destino. O destino do progresso. Se recuarmos, o processo em Portugal e em Angola, este importante acordo, hoje selado, pelo estabelecimento das relações justas entre os nossos povos, romper-se-á inevitavelmente».
O dia confirmou que o almirante Rosa Coutinho deixava o Alto Comissariado e seria substituído pelo brigadeiro Silva Cardoso. Jonas Savimbi, presidente da UNITA e na véspera, voou nos Transportes Aéreos de Angola (TAAG) para Luanda e Agostinho Neto para Lisboa e depois para o Porto (num avião da Força Aérea Portuguesa). Holden Roberto, presidente da FNLA, seguiu para Kinshasa, a capital do Zaire de Mobutu.
Alfredo Coelho, 1º. cabo, com o
 seu amor  de então (1975) e
de hoje. De sempre!
1º. cabo Coe-
lho em 1975

Coelho, o 1º. cabo Buraquinho,  
67 anos em Custóias !

O 1º. cabo Alfredo Coelho, da CCS dos Ca-
valeiros do Norte da CCS, festeja 67 anos a 17 de Janeiro de 2019.
Alfredo Rodrigo Rodrigo Ferreira Coelho era especialista de análise e depuração de águas e pela jornada africana o Uíge angolano se imortalizou com o epíteto de Buraquinho. Não se pergunte pelo 1º. cabo Coelho, pergunte-se  pelo Buraquinho e... está tudo dito, em termos e Cavaleiros do Norte.
Ainda hoje, e por bons motivos, é figura ímpar dos encontros anuais dos Cavaleiros do Norte, depois de ter regressado a Portufal no dia 11 de Setembro de 1975 e regressado à sua terra natal de Custóias, em Matosinhos. Por lá foi empresário do sector da restauração e, actualmente aposentado, por lá vive. E para lá vai o nosso abraço de parabéns!

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

4 350 - O acordo da Cimeira do Alvor foi assinado há 44 anos!

O Acordo do Alvor foi assinado a 15 de Janeiro de 1975. Na imagem e da esquerda para a direita,
Melo Antunes, Rosa Coutinho, Agostinho Neto (MPLA), Costa Gomes, Holden Roberto (FNLA),
Jonas Savimbi (UNITA), Mário Soares e Melo Antunes
Trio de furriéis milicianos da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa
Isabel: o mecânico-auto José Lino, o vagomestre Agosti-
nho Belo e  atirador de Cavalaria António Luís Gordo


O dia 15 de Janeiro é histórico para a memória mais recente de Angola: o da assinatura do protocolo entre o Governo de Portugal e os três movimentos de libertação, no final da Cimeira do Alvor. E do anuncio oficial da data da independência, 11 de Novembro desse ano, proferido pelo Presidente Costa Gomes.
A imprensa deu natural destaque ao acontecimento e o acordo foi assinado pelos presidentes Costa Gomes (República Portuguesa), Agostinho Neto (do MPLA), Holden Roberto (FNLA) e Jonas Savimbi (UNITA).
O Governo de Transição seria, afinal, formado por 12 ministros: três de cada parte. Portugal, além do Alto Comissário (que seria o responsável pela Defesa e Segurança Pública) teria as pastas da Economia, das Obras Públicas e das Comunicações e Transportes. Já eram conhecido que a Informação seria para o MPLA. o Trabalho para a UNITA e a Administração Interna para a UNITA.
Cada ministério tutelado por Portugueses teria três Secretários de Estado (um de cada movimento), cada ministério dos movimentos teria dois Secretários de Estado dos dois outros movimentos.
O Diário de Lisboa de 15 de
Janeiro de 1975

Conselho Presidencial e
saída da tropa portuguesa

O Governo de Transição teria três vice-primeiros ministros, um de cada movimento, e o Diário de Lisboa projectava que fossem Jorge Valentim (da UNITA), Lúcio Lara (do MOLA) e Johny Eduardo da FNLA).
Decisão muito esperada pelos combatentes portugueses tinha aver com o seu regresso a Portugal. Previa-se que tal acontecesse a partir do mês de Junho seguinte, precisamente quando os Cavaleiros do Norte faria um ano de presença em Angola. 
«Iniciar-se-á em Junho e devendo estar concluída no dia da independência», reportava o Diário de Lisboa de 15 de Janeiro de 1985, há 44 anos.
Os dias desse tempo de muitas saudades foram festivamente e emotivamente vividos pelos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423. Cumpriam a sua nobre mis-
são militar e «viam» mais perto o regresso aos seus chãos natais e ao conforto e afectos das suas famílias e amigos. Seria em Setembro, mas adivinhávamos a data!


Ferreira de Santa Isabel,
67 anos em Guimarães !

O 1º. cabo José Agostinho da Silva Ferreira, da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Santa Isabel festeja 67 anos a 17 de Janeiro de 2019.
Apontador de morteiros médios de especialidade, jornadeou também pelo pelo Quitexe (onde comemorou os 23 anos) e por Carmona, regressando a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, fixando residência em Vila Chã, lugar de Santo Estevão de Briteiros, em Guimarães.
Lá continua a residir e para ele vai o nosso abraço de parabéns!
Zeca Silva em 1974
Zeca Silva em 2018

Zeca da Chandragoa
em festa de anos !

As relações dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 com a comunidade civil do Quitexe foram temperadas pelo respeito mútuo, afectuosas e até relativamente íntimas, nalguns casos. 
O Zeca Silva, da Fazenda Chandragoa, era um dos jovens contemporâneos desse tempo (ele, a Carla, as irmãs Morais, a Laide...) e o pai muitas vezes for-
necia aos militares do Quitexe o famoso peixe tilápia, do qual eram produtores. Oriundo de Valpaços, faleceu (o pai) a 18 de Fevereiro de 2018, aos 93 anos.
Manuel, o Zeca Silva da Chandragoa, trabalha na Galp Energia, em Sines, e está hoje em festa de anos: 64 anos! Para lá e para ele vão os nossos parabéns!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

4 349 - A véspera do dia final da Cimeira do Alvor

Cavaleiros do Norte em modo civil e em Luanda, todos 1º.s cabos: Vasco Vieira (Vasquinho), Damião Viana,
Miguel Teixeira, António Carlos Medeiros (falecido a 10/04/2003, de doença e no Porto) e João Francisco
 Lavadinho Estrela, que amanhã festeja 68 anos na Amadora 
A Cimeira do Alvor, com 4 presidentes e há 44 anos:  Agos-
tinho Neto (do MPLA), Costa Gomes (de Portugal), Hol-
den Roberto (da FNLA) e Jonas Savimbi (da UNITA)

«O Governo de Transição de Angola deverá estar formado até 31 de Janeiro, segundo os termos do acordo que amanhã será assinado entre o Governo Português e os três movimentos de libertação de Angola», noticiava o Diário de Lisboa de 14 de Janeiro de 1975, em serviço de reportagem dos seus enviados especiais à Cimeira do Alvor. 
Ao tempo, nesse dia da há 44 anos e ainda segundo o DL, antecipava-se que «compreenderá três vice-primeiros ministros, um por cada movimento, além do Alto Comissário de nomeação portuguesa» - que não deveria ser o almi-
rante Rosa Coutinho e se admitia que fosse o brigadeiro Silva Cardoso.
Quanto aos vice-primeiros ministros, falava-se em Lúcio Lara (do MPLA), em Johny Eduardo (da FNLA e sobrinho do presidente Holden Roberto) e em An-
tónio Vakulukuta (da UNITA). O jornal adiantava que, relativamente a ministros, Portugal asseguraria as pastas da Economia e Informação, ficando com um dos três movimentos com 5 pastas.
O Exército Nacional de Angola seria formado por 36 000 homens - 6 000 de ca-
da movimento de libertação e 18 000 de Portugal, cujas tropas retirariam gra-
dualmente até ao dia da independência. O Alto Comissário de Portugal seria o Comandante-Chefe das Forças Armadas.
Cavaleiros do Norte de Zalala: os furriéis mili-
cianos Victor Costa, à esquerda, e José Nasci-
mento, ladeando o Costa (Leão, o Trombone)

Comandantes no Quitexe
e notícias no BCAV. 8423

A evolução da Cimeira do Alvor foi recebida, a 14 de Janeiro de 1975, com entusiasmo nas várias guarnições do BCAV. 8423: a do Quitexe, onde se aquartelavam a CCS do capitão Antó-
nio Martins de Oliveira e a 3ª. CCAV., a do ca-
pitão José Paulo de Oliveira Fernandes (a da Fazenda Santa Isabel), a de Aldeia Viçosa, da 2ª. CCAV. e do capitão José Manuel Romeira Pinto da Cruz, e a de Vista Alegre/Ponte do Dange, a da 1ª. CCAV. do capitão Davide de Oliveira Castro Dias, a da Fazenda Zalala.
Na verdade, quanto mais depressa se chegasse a acordo, mais rápida seria a independência, mais cedo voltaríamos a casa. E era isso o que mais deseja-
vam todos os expectantes Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423.
O dia foi tempo, também, para mais uma reunião de comandantes das  unida-
des do Comando do Sector do Uíge (CSU), que decorreu no Quitexe - onde foram anfitrionados pelo comandante Carlos Almeida e Brito. O objectivo era «o estabelecimento de contactos operacionais».
João F. L.  Estrela,
1º. cabo e em 1975
João Estrela
em 2018

Estrela 1º. cabo da CCS,
68 anos na Amadora !

O 1º. cabo Estrela, Cavaleiro do Norte da CCS do Batalhão de Cavalaria 8423, festeja 68 anos a 15 de Janeiro de 2019, amanhã.
João Francisco Lavadinho Estrela foi especia-
lista como operador-cripto e colaborou também no jornal do Batalhão. É alentejano de Campo Maior (onde nasceu a 15 de Janeiro de 1951) e na altura morador em Benfica, na cidade de Lisboa. Lá regressou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) jornada africana do Uíge angolano, e reside agora na Amadora (na Mina de Água, em S. Braz), onde é quadro profissional da Remax. Para lá vai o nosso abraço de parabéns! 

domingo, 13 de janeiro de 2019

4 348 - Costa Gomes anuncia independência de Angola para 1975!

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, mas neste tempo já em Vistas Alegre, em passeio
às quedas do Duque de Bragança. De pé, Almiro Maciel, furriel João Dias, alferes Lains dos Santos,
furriel Évora Soares, 1º. cabo Carlos Carvalho e António Lopes (Agra, o Famalicão). Em baixo,
Carlos Costa e Fernando Silva (Mamarracho) 
Os 1ºs. cabos João Monteiro (Gasolinas) e Manuel
Marques (Carpinteiro), que nasceu a 15 de Janeiro
de 1952 e faleceu a 1 de Novembro de 2011, de doença
e em Ovar. Aqui, em 1975 e na parada do BC12,
em Carmona

O dia 13 de Janeiro de 1975 foi o tempo de, na Cimeira do Alvor, se chegarem a «progressos substanciais» nas nego-
ciações entre o Governo de Portugal e os movimentos de libertação - FNLA, FNLA e UNITA -, quando ao processo de descolonização de Angola. Nomeadamente, e citamos o Diário de Lisboa desse dia de há 44 anos, «o acordo em relação a pontos fundamen-
tais, no que se refere ao estabelecimen-
to das estruturas governamentais». As de Angola, bem entendido.


Almeida Santos, Rosa Coutinho, Presidente
Costa Gomes e Melo Antunes
Presidente Costa Gomes 
anuncia independência

O jornal diário vespertino da capital portuguesa adiantava mesmo que o desenvolvimento das negociações apontava mesmo para «uma solução mais rápida do que a prevista ainda esta manhã». E Costa Gomes, o Presidente da República Portuguesa, confirmou, em decla-
rações aos jornalistas, que «a independência ocorrerá este ano». Ainda sem confirmação oficial, era apontado dia 11 de Novembro. Data que, como sabemos, se veio a confirmar - embora com três declarações de independência: a do MPLA, em Luanda (que «vingou»), a da FNLA e a da UNITA. O acordo do Alvor tinha sido «rasgado» e as armas, in-
lizmente, substituíram a política. 
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, lá pelo Uíge angolano, continuavam as suas missões habituais mas naturalmente atentos, o mais que podiam, ao que se passava na Cimeira. Do que ela resultasse, modificaria o destino próximo da sua jornada africana, que já ia no seu oitavo mês e numa altura em que pelas bandas uíjanas cada vez mais se murmurava a hipótese de mais uma rotação. O que era muito bom sinal! 
Manuel A. Marques
nos anos 2000, já civil
O 1º. cabo M.
Marques (1975)

Marques, o 1º. cabo Carpinteiro
 faria 67 anos e faleceu em 2011!

O 1º. cabo Manuel Augusto da Silva Marques, Ca-
valeiro do Norte da CCS do BCAV. 8423, a do Quitexe, faria 67 anos a 15 de Janeiro de 2019. Faleceu a 1 de Novembro de 2011.
Popularizado como Carpinteiro, a sua especialidade militar, foi louvado pelo capitão António Oliveira, comandante da CCS, nomeadamente por «se ter manifestado ser um militar muito trabalhador» nas tarefas da sua especialidade,  realçando-se também «a sua colaboração nos serviços da cozinha aquando ao apoio aos refugiados de Carmona, em que dia e noite ali permaneceu, ajudando os cozinheiros a orientar e atender o grande número de crianças e senhoras à hora das refeições servidas no quartel». Por outro lado, refere o louvor publicado na ordem de serviço nº. 170, «não deixando também de emprestar o seu esforços a quaisquer outras missões que lhe fossem solicitadas».
O Carpinteiro faleceu, de doença súbita, a 1 de Novembro de 2011, no final das cerimónias religiosas do dia e quando, estando com esposa, abria a porta da sua residência de Esmoriz, em Ovar, aonde regressou no dia 8 de Setembro de 1975, no final da sua e nossa jornada africana de Angola.
Hoje o recordamos com saudade. RIP!  

sábado, 12 de janeiro de 2019

4 347 - O terceiro dia da Cimeira Portugal/Angola, Cavaleiros expectantes!

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a  da mítica Fazenda Zalala, quase todos identificados na imagem.
 À esquerda, o alferes miliciano Carlos João Sampaio, atirador de Cavalaria que comemora 67 anos a
15 de Janeiro de 2019, na Costa da Caparica
Cavaleiros do Norte do 2º. Grupo de Combate da 1ª. CCAV.
8423, a de Zalala: furriéis Mota Viana e Eusébio Martins (fa-
lecido a 16/04/2014, de doença e em Belmonte), alferes Carlos
 João Sampaio e furriel Plácido Queirós. Aqui, há 45 anos
e na instrução do Campo Militar de Santa Margarida

A cimeira do Alvor continuou a 12 de Janeiro de 1975 e, a meio da tarde desse sábado de há  44 anos, o ministro An-
tónio Almeida Santos falou de «três ou quatro pontos quentes, nomeadamente os problemas da constituição e chefia do Governo Provisório e da organização da Forças Armadas com o Movimentos, em colaboração com  mas portuguesas e o respectivo comando».
Outra questão era «o tempo de perma-
nência das forças militares portuguesas em território angolano». Os movimentos defendiam que fosse até 4 meses antes da data da independência, enquanto a delegação portuguesa propunha, e citamos o Diário de Lisboa desse tempo, «a presença das forças portuguesas até ao próprio dia da mudança de sobera-
nia». Assim viria a ser, a 11 de Novembro de 1975! 
A proposta da delegação portuguesa justificava-se na «necessidade um Go-
verno Transitório equilibrado e susceptível de poder preparar o terreno para uma independência pacífica e total». A de Angola!
A formação e chefia do Governo era outro dos pontos quentes: Portugal queria 16 ministérios, quatro  para cada parte - Portugal, MPLA, FNLA e UNITA. Os movimentos sugeriam dois para Portugal e 5 para cada um deles. Seriam 17. Viria a ser aprovada a proposta portuguesa.
Capa do jornal A Província de Angola, que
então se publicava em Luanda. É o
actual Jornal de Angola

Cavaleiros do Norte
no Uíge angolano !

Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 enquanto isso, e informados sobre a Cimeira principalmen-
te pela onda curta da Emissora Nacional (a actual RDP), ou pela imprensa angolana, continuavam muito, muito expectantes sobre tudo o que se passava no algarvio Alvor.
O general Costa Gomes, Presidente da República, comentou a 12 de Janeiro de 1975, hoje se passam 44 anos, que «a independência ocorrerá ainda este ano», tendo sido indicado o dia 11 de Novembro como «data segura», ainda que sem confirmação oficial. 
O comunicado oficial sublinhava terem-se dado «progressos substanciais, tendo-se obtido acordo em relação a pontos fundamentais, nomeadamente no que se refere ao estabelecimento das estruturas governamentais de Angola».
Alferes Carlos
João Sampaio
em 1974
Alferes CJ Sampaio
em Zalala (1974)

Sampaio, alferes de Zalala,
67 anos na C. Caparica !

O alferes miliciano Carlos João da Costa Sam-
paio, da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda de Zalala, festeja 67 anos a 15 de Janeiro de 2019.
Atirador de Cavalaria, comandou o 2º. Grupo de Combate  dos «zalalas», com os furriéis Eusébio Martins, Mota Viana (depois João Rito) e Plácido Queirós, e regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, fixando-se na Rua 5 de Outubro, em Lisboa. Mais tarde, mudou-se para Benfica e, de acordo com o furriel João Dias, morará actual-
mente na Costa de Caparica. Para ele vai o nosso abraço de parabéns!