sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

3 276 - Reunião do CSU no Quitexe e acordo na Cimeira do Alvor

Cavaleiros do Norte do Quitexe (CCS). A equipa de futebol do Parque-Auto. Domingos Teixeira 
(estofador), NN, NN, Carpinteiro, NN, Gaiteiro e Agostinho Teixeira (pintor). Em baixo: Monteiro 
(Gasolinas), NN, NN, NN, NN e Miguel. Quem ajuda a identificar os NN´s?

Delegação Portuguesa na Cimeira do
Alvor. À frente, NN, NN, Almeida Santos,
Rosa Coutinho, Costa Gomes r Melo Antunes

A 15 de Janeiro de 1975, o tenente coronel Almeida e Brito, comandante do Batalhão de Cavalaria 8423, recebeu no Quitexe o comandante Comando do Sector do Uíge (CSU) - que se fez acompanhar de oficiais do seu Estado Maior.
A reunião envolveu os comandantes de todas as unidades do CSU, naturalmente para analisar e decidir questões operacionais, numa altura em que, no Alvor português do Algarve, se fechava a cimeira do Governo Português com os três movimentos de libertação. A assinatura do protocolo do acordo estava prevista para as 20 horas desse já distante dia 15 de Janeiro de 1975, uma terça-feira.
O Governo de Angola seria, segundo o Diário de Lisboa, «dirigido por um Conselho Presidencial, com três vice-primeiros ministros», um de cada movimento. E já se sugeriam três nomes: Jorge Valentim (pela UNITA), Johny Eduardo (da FNLA) e Lúcio Lara (MPLA).
A primeira página do Diário de Lisboa
de 15 de Janeiro de 1975 titulava o acordo
da Cimeira do Alvor
O Presidente da República, ainda segundo o mesmo acordo, seria eleito pela Assembleia Constituinte e tomaria posse no dia da independência - 11 de Novembro. As novas informações davam  conta que o Governo de Transição, para além dos três vice-primeiros ministros, teria 12 ministros: três de Portugal e três de cada um dos três movimentos de libertação. Portugal assumiria as pastas da Economia, Obras Públicas e Transportes e Comunicações. O Alto Comissário (que seria Silva Cardoso), entre outras tarefas, responsabilizar-se-ia pela Defesa e Segurança Pública. Os movimentos, entre outras, teriam as da Informação (MPLA), Administração Interna (FNLA) e Trabalho (UNITA). Cada um dos ministros dos movimentos teria dois Secretários de Estado - um da cada um dos outros dois movimentos.
Os Cavaleiros do Norte continuavam expectantes e a cumprir, escrupulosamente, as tarefas que a jornada angolana lhes exigiam. E, em tempos livres, faziam do pelado do Quitexe o campo das suas futeboladas. 

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