CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

domingo, 11 de janeiro de 2026

- Há 50 anos: O segundo dia da Cimeira do Alvor! Os Cavaleiros do Norte no Uíge angolano!

A avenida do Quitexe, ou Rua de Baixo, em imagem de 24 de Setembro de 2019 - quano lá passou o furriel Viegas.
 A segunda casa,  do lado direito, era a do Comando e secretaria da CCS do BCAV. 8423 e Casa dos Furriéis. A
seguir, a Messe de Oficiais e, mais ao fundo, o bar e messe de sargentos


Grupo de Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa
Isabel, em momento de ócio. O 1º. cabo Fernando M. Simões
(falecido a 17/08/1998, por enforcamento, em Penacova) é o
 segundo, de pé. Quem ajuda a identificar os restantes?


O dia 11 de Janeiro de 1975, há precisamene 50 anos,  um sábado e segundo dia da Cimeira do Alvor, os expectantes Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 continuavam no Uíge angolano e um comunicado oficial dava conta de «progressos substanciais».
A nota divulgada pelos jornais e por estes chegada ao Quitexe (onde se aquartelavam a CCS e a 3ª. CCAV.), a Aldeia Viçosa (2ª. CCAV.) e Vista Alegre/Ponte do Dange (1ª. CCAV.), dava conta que, na Cimeira, se tinha «atingido acordo em relação a vários pontos fundamentais, nomeadamente no que se refere ao estabelecimento das estruturas governamentais de Angola».
O general Francisco Costa Gomes, o então Presidente da República Portuguesa, confirmou, em declarações à imprensa, que «a independência ocorrerá este ano» e indicou mesmo uma data possível, ainda que sem quaisquer certeza: 11 de Novembro de 1975. Data que se viria a confirmar.
O ministro António Almeida Santos, da Coordenação Inter-Territorial, por sua vez e a meio da tarde, falara em «três ou quatro pontos quentes» da Cimeira, nomeadamente os problemas da Constituição Angolana, chefia do Governo Provisório e organização das Forças Armadas, com combatentes dos três movimentos de libertação - que, do ponto de vista português, teriam colaboração e comando... português.

Furriéis Rodrigues (falecido a 30/08/2018)
 e Pinto, dois Cavaleiros do Norte de
Zalala, em pose artística

Portugal e movimentos
com posições diferentes!


Um dos pontos que vinha a diferenciar as posições portuguesa e do MPLA, da FNLA e da UNITA era precisamente as permanência das forças armadas portuguesas em território angolano.
Defendiam os movimentos angolanos que deveriam sair 4 meses antes da independência, contra a posição portuguesa: a de permanecerem até ao dia da independência.
Outro ponto que afastava as posições era «o da formação do governo»: pretendiam os movimentos 5 pastas ministeriais para cada um e duas para Portugal. Queria a delegação portuguesa que os movimentos se ficassem por quatro, cada um.
As guarnições portuguesas dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, ao tempo, embora muito expectantes quanto ao desenrolar da Cimeira, continuavam o se dia-a-dia: serviços de ordem, escoltas e patrulhamentos nas estradas de alcatrão. E muita expectativa sobre o desenvolvimento da cimeira.
«O que é que irá dar?...», era a interrogação corrente, há 50 anos e entre os combatentes que jornadeavam pelos chãos uíjanos de Angola.

Sem comentários:

Enviar um comentário