CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

- Há 50 anos: Patrulhas e escoltas no Uíge angolano, a Cimeira no Alvor...

O comandante Bundula, da FNLA, em Aldeia Viçosa, com o capitão miliciano José Manuel Cruz (comandante
da 2ª. CCAV. 8423), um militar (?) da FNLA, o capitão miliciano José Paulo Fernandes (comandante da
3ª. CCAV. 8423) e o administrador civil (careca)
Cavaleiros do Norte no Quitexe. Atrás, os furriéis F. Pires e
 L. Costa (Morteiros) Graciano, Fernandes, Carvalho e Rocha
 e 1º. sargento Marchã. A seguir, Cardoso, Grenha Lopes,
Flora (tapado pelas mãos do Fernandes) e Viegas. Depois,
Abrantes (de cachimbo), Rabiço, Reino (tapado pela mãos
do Bento), Bento (de bigode) e Ribeiro



Há 50 anos, decorria a Cimeira do Alvor no Hotel Penina (no Algarve) e, pelas bandas do Uíge angolano, os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 continuavam a sua jornada africana, continuadamente muito expectantes e confiantes.
Patrulhas nos principais itinerários e visando a segurança do tráfego, era uma das principais missões do dia a dia, e de noite, toda a noite e nem sempre com a compreensão e colaboração de condutores de carros ligeiros e motoristas de
pesados - normalmente transportadores de café. 
As escoltas, principalmente a fazendas e sanzalas da zona de acção, eram também frequentes. Para além dos serviços de ordem, nos quartéis do BCAV. 8423 - ora no Quitexe (onde estavam a CCS e a 3ª. CCAV., a de Santa Isabel), em Aldeia Viçosa (a 2ª. CCAV.) e em Vista Alegre e Ponte do Dange (1ª. CCAV., a de Zalala).
A 1ª. página do «Diário de Lisboa»
de 11 de Janeiro de 1975

A Cimeira do Alvor
com intensos trabalhos


O dia 12 de Janeiro de 1975 foi um domingo e, da véspera e sobre a Cimeira que decorria no Alvor algarvio, chegavam notícias  de «uma intensa sessão de trabalhos, que durou das 22 horas de ontem até ao começo da madrugada de hoje» - dia 11.
O jornal vespertino «Diário de Lisboa» do dia 11 reportava que «a Cimeira angolana entrou na sua fase verdadeiramente delicada e complexa, não só pelas naturais divergências de ordem política entre os três movimentos, como ainda pela posição firme, embora conciliadora do Movimento das Forças Armadas, apostado em garantir para Angola uma via descolonizadora verdadeiramente progressista».
A primeira sessão desse dia 11 de Janeiro de 1975, e ainda de acordo com o Diário de Lisboa, que citamos, foi consagrada à «ratificação dos acordos emergentes da pré-cimeira de Mombaça».

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