CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

quinta-feira, 26 de março de 2026

- ANO 1975, há 51 anos e no Uíge: Os primeiros passos do (não) Exército Integrado de Angola!

 

O PELREC, 1975: O 1º. cabo Almeida e Messejana (já falecidos), Neves, 1º. cabo Soares (já
falecdo), Marcos. 1º. cabo Pinto, Caixarias e 1º. cabo Florido (enfermeiro). Em baixo, 1º. cabo
Vicente (já falecido), furriel Viegas, Francisco, Leal (falecido), 1ºs. cabos Oliveira (TRMS) e
Hipólito, Aurélio (Barbeiro), Madaleno e furriel Neto

Os furriéis Pinto (já falecido), Letras, Gomes e Guedes
(atrás) e os soldados Sebastião e Oliveira (cozinheiro),
todos da 2ª. CCAV. 8423
                                                                                   
                                                                                                                                                 A noite de 26 para 27 de Março de 1975, há 51 anos, foi a de «estreia» dos patrulhamentos mistos na cidade de Carmona, envolvendo forças portuguesas, da FNLA (o Exército de Libertação Nacional de Angola -  o ELNA), do MPLA (as Forças Armadas Populares de Libertação de Angola - as FAPLA) e da UNITA (as Forças Armadas de Libertação de Angola - as FALA).                                        O livro «História da Unidade» dá conta que «deste modo, ensaiando-se os primeiros passos de actividade operacional em Exército integrado com os movimentos emancipalistas, a seu pedido e porque se verificou um deteriorar da situação, nomeadamente nos distritos de Salazar e Luanda, iniciaram-se patrulhamentos mistos do Exército Português, ELNA, FAPLA e FALA». Aqui já se contou que «esta actividade militar já havia sido experimentada em 15 de Março, aquando das comemorações do feriado da FNLA e exclusivamente em serviço de segurança dos locais aonde iriam celebrar-se as comemorações». 
Cavaleiros do Norte da CCS e da 3ª. CCAV., todos furriéis:
António Fernandes, João Cardoso, José A. Querido, um
combatente da FNLA e Nelson Rocha. Em baixo, José
Fernando Carvalho, José Monteiro e Agostinho Belo
                                                                          Experiência uíjana
muito  proveitosa! 
                                                                                                                    Experiência uíjana que, de resto e continuando a citar o «HdU», se «mostrou proveitosa, que teve a maior receptividade por parte das forças militares dos movimentos e que, por parte dos nossos soldados foi bem compreendida e aceite, com certa expectativa inicial mas sem problemas de execução».
Repetível, por isso.
E assim foi durante várias semanas, por Março fora e Abril de 1975 adentro, até à sangrenta e dramática primeira semana de Junho - a dos incidentes de Carmona.
A experiência dos Cavaleiros do Norte, aliás, viria a ser «imitada» noutras cidades do território angolano.
«Tem-se verificado boa aceitação das medidas militares tomadas, o que tem sido a origem do clima de paz que se vive no distrito», sublinha o livro «História da Unidade». Por distrito (ou província como também às vezes era denominado), entenda-se o Uíge, de que Carmona era a capital.

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