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| O BC12 na saída para o Songo (em 1974) |
Os tempos da cidade de Carmona e do Uíge de há 51 anos, em termos de segurança de pessoas e bens, foram tempos de um «galopar desenfreado dos acontecimentos» que, de acordo com o livro «História da Unidade», «leva(ram) a admitir a necessidade de, pelo menos, fazer vir a 1ª. CCAV. 8423 para Carmona, abandonando Songo e Cachalonde».
As duas guarnições estavam sob o comando do capitão miliciano Castro Dias (que ontem festejou 80 anos) e já eram consideradas «desnecessárias, senão inconvenientes» naquelas localidades, enquanto Carmona continuava ser cenário de incidentes entre os movimentos e eram cada vez mais e maiores as dificuldades sentidas para garantir a segurança de pessoas e bens.
Paralelamente, e da parte da comunidade civil, levedava crescente hostilidade relativamente às NT - e os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 eram já, à altura, a única força militar portuguesa no distrito do Uíge.
A FNLA de Hoden Roberto, entretanto, anunciava a sua recusa categórica em participar na cimeira dos três movimentos «a que esteja associado um representante do Governo Português». Isto, referia o comunicado do grupo liderado por Holden Roberto, devido «à evidente parcialidade e falta de objectividade que certos membros do Governo de Lisboa dão provas em relação à FNLA».

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