CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

4 388 - Cavaleiros do Norte entre Carmona, Luanda e a integração!

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de
Aldeia Viçosa: António Soares, Vitorino
Branco e 1º. cabo Abílio Delgado, que
faleceu há 9 anos
BCAV. 8423


O Batalhão de Cavalaria 8423 estava, há precisamente 44 anos, a ser «pretendido pela Região Militar de Angola (RMA) e a Zona Militar Norte (ZMN)». Iria para Carmona, como se sabe.
Ao tempo, o BCAV. 8423 chegou a «ser consi-
derado a fazer parte das tropas de integração determinadas pelo acordo do Alvor» e, por isso mesmo, lembra o livro «História da Unidade» que «manteve-se a expectativa de vir a ter responsabilidades de actuação em Luanda ou em Carmona», o que só viria a ser definitivamente decidido a 26 de Fevereiro desse ano de 1975. E então, ainda segundo o HdU, «com a pressa de uma rá-
pida e imediata mudança para o BC12» - o Batalhão de Caçadores  nº. 12, que ficava aquartelado à saída da cidade de Carmona, hoje cidade de Uíge e a capital da província do (mesmo) Uíge, na estrada para o Songo.  
A CCS, comandada pelo capitão António Martins de Oliveira, do SGE, para lá rodaria do Quitexe no seguinte dia 2 de Março de 1975. 


Revolta do Leste
integrada na FNLA

O dia 21 de Fevereiro de 1975, uma sexta-feira, foi tempo de se saber da integração da Revolta do Leste na FNLA. O anúncio foi feito em Kinshasa por Daniel Chipenda, o líder desta facção dissidente do MPLA.
«A partir de agora, colocamos as nossas tropas sob o alto comando do Estado Maior General da FNLA, com a condição de os nossos oficiais continuarem a comandar as suas unidades», disse Daniel Chipenda, que falava numa confe-
rência de imprensa na capital do Zaire.
Ao tempo, citando o Diário de Lisboa (via agências ANI e France Press), admi-
tia-se que a Revolta do Leste tivesse cerca de 3000 homens armados, Chipen-
da tinha sido expulso do MPLA e, ao integrar as suas tropas na FNLA, passou a representar este movimento no Governo de Transição.
O MPLA reagiu a esta situação e, em comunicado, anunciou que vários coman-
dantes da Revolta do Leste se tinham rendido, casos de Luhele, Katchukutchu-
ku, Ácido e Muhongo Nabanca.
«Renderam-se na área do Cazombo e estão em processo de reintegração nas FAPLA, eles e as tropas que comandavam», referia o comunicado do MPLA, acrescentando que «esta rendição segue-se à dos comandantes Mafuta, Cow-Boy, Pela Virianga e Bala Direita», já em Janeiro anterior.
Abílio Delgado

Delgado, 1º. cabo de Aldeia 
Viçosa faleceu há 9 anos !

O 1º. cabo Abílio da Fonseca Delgada, da 2ª. CCAV. 8423, faleceu já 9 anos, no dia 22 de Fevereiro de 2009.
Atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa, regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975 e fixou-se no Casal da Charneca, da freguesia de Évora, no município de Alcobaça, de onde era natural. E lá fez vida familiar (pai de 3 filhas, a mais nova agora 34 anos). E profissional, neste caso com uma exploração de coelhos. 
Vítima de doença, uma embolia cerebral, faleceu a há precisamente 9 anos e hoje o recordamos com saudade. RIP!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

4 387 - A rendição do BC12, de Carmona, pelos Cavaleiros do Quitexe!

Cavaleiros do Norte no parque-auto do Quitexe. Atrás, José Costa e 1º. cabo Domingos Teixeira. Ao
 meio, o 1º. cabo João Monteiro (Gasolinas), Américo Gaiteiro, 1º. cabo Porfírio Malheiro e António
Clara Pereira - que faleceu há um ano. À frente, Alípio Canhoto
 
O mecânico António Pereira, o condutor Francisco António
e o mecânico António Simões no RC4 e em 2017

O tenente-coronel Almeida  e Brito voltou a Carmona e à ZMN no dia 20 de Fevereiro de 1975, há 44 anos, para «ultimar os aspectos da rendição do BC12», o que, na prática, significava a preparação da rotação do BCAV. 8423 para aquela unidade daquela cidade uíjana de Angola.
A questão já vinha a ser murmurada há algum tempo, sem se conhecerem pormenores, mas tal não impedia que os garbosos Cavaleiros do Norte continuassem as suas tarefas operacionais - se bem que mais reduzidas. Ao tempo, por exemplo e já desde o dia 7 de Fevereiro, deixaram de ser feitas as escoltas na Estrada do Café, serviço que, de acordo com o livro «História da Unidade», era «assaz desgastante para o pessoal e viaturas» e que, por outro lado, «não conduzia a qualquer finalidade prática»
Daniel Chipenda

A Revolta do Leste
e Daniel Chipenda

Actual, por esse tempo, era a questão Chipenda, cuja facção - denominada Revolta do Leste e dissidente do MPLA de Agostinho Neto - continuava a preocupar os agentes políticos angolanos. 
A UNITA de Jonas Malheiro Savimbi e a FNLA de Holden Roberto, por exemplo, e citando o Diário de Lisboa desse dia, apelaram a Daniel Chipenda, via rádio e a partir de Luanda, para «abandonar a sua existência como grupo armado», já que tal, a manter-se, «poderia levar a uma luta fratricida». E sugeriram que se integrasse num daqueles dois movimentos.
Daniel Chipenda, que dias antes tinha entrado em Angola pela zona leste, es-
taria neste tempo em Kinshasa, a capital do Zaire - a actual República Demo-
crática do Congo, ao tempo presidido por Mobutu Sese Seko.

António Pereira

Pereira, da CCS, 
faleceu há um ano!

O soldado Pereira, mecânico-auto da CCS do BCV. 8423, faleceu há um ano, no dia 21 de Fevereiro de 2018, vítima de doença.
António Clara Pereira, de seu nome completo, foi Cavaleiro do Norte no Quitexe e em Carmona, tendo regressado a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 e fixando-se na sua natal Carregueira, da freguesia e concelho de Mação. De lá partiu para correr mundos e, profissionalmente, andou pelas mares das arábias, na prospecção de petróleo.
O encontro da CCS de 2017, no RC4, foi oportunidade para nos surpreender com a sua participação (a primeira, que viria a ser a última) e de o rever 42 anos depois do adeus a Angola e às terras uíjanas por onde jornadeámos entre 1975. Apareceu bem disposto e aparentando boa saúde, nada fazendo prever o desenlace que meses depois nos surpreenderia: faleceu a 21 de Fevereiro de 2018, vítima de doença - um letal tumor no estômago.
Hoje e aqui o recordamos com saudade!|

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

4 386 - A rotação do BCAV. 8423 para Carmona e para o BC12

Quarteto de Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, em momento bem
 descontraído: 1º. cabo Carlos Ferreira (actualmente em Moçambique), Jose Aires,
 Rogério Silvestre Raposo (que amanhã festeja 67 anos em Sintra) e Fernando  Coelho
O capitão José Paulo Falcão, o clarim Armando Silva
e o tenente-coronel Carlos Almeida e Brito

O tenente-coronel Carlos Almeida e Brito, comandante do BCAV. 8423, deslocou-se a Carmona no dia 19 de Fevereiro de 1975, para, em sede da Zona Militar Norte (ZMN), «ultimar os aspectos da rendição do BC12».
A rotação dos Cavaleiros do Norte esta-
va, pois, iminente, faltando saber o dia da saída do Quitexe - onde, ao tempo, se aquartelavam a CCS (comandada pelo capitão António Martins Oliveira, do SGE) e a 3ª. CCAV. 8423 (do capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes), que, a 10 de Dezembro de 1974, saíra da Fazenda Santa Isabel. 
As restantes Unidades continuavam em Aldeia Viçosa, a 2ª. CCAV. 8423 (a do capitão miliciano José Manuel Cruz) e Vista Alegre e Ponte do Dange, a 1ª. CCAV. 8423 (do capitão Davide Castro Dias).
O comandante Carlos Almeida e Brito, pela mesma razão, voltou a Carmona e à ZMN nos seguintes dias 20, 26, 26, 27 e 28 de Fevereiro, em «algumas das vezes acompanhado do oficial adjunto» - que era o capitão de Cavalaria José Paulo Falcão.
A rotação do BCAV. 8423 já era ponderada fazia tempo, dado que as suas Uni-
dades «estavam a braços com grandes problemas no respeitante às suas cargas». O que, de resto, levou a que não se realizassem as habituais visitas do Comando às Unidades, deixando-lhes, assim, «liberdade de actuação».
Rogério Raposo
em 1974/1975
R. Raposo
em 2018

Raposo de Zalala, 67
anos em Sintra !

O soldado de transmissões Raposo, da 1ª. CCAV. 8423, festeja 67 anos a 20 de Fevereiro de 2018.
Rogério Silvestre Raposo, de seu nome completo, regressou a Portugal uma semana antes dos Cavaleiros do Norte de Zalala, evacuado directamente do Hospital Militar de Luanda para o de Lisboa, a 31 de Agosto de 1975 e devido a problemas físicos (nas pernas) - que o tinham levado a internamento. 
Voltou a Angola, por razões de natureza profissional, e por lá trabalhou mais de 20 anos, numa empresa da cidade de Viana, nos arredores de Luanda. Agora já aposentado, mora em Sintra e para lá e para ele vai o nosso abraço de parabéns.
José Silva
Chandragoa

Silva da Chandragoa
faleceu há um ano !

O fazendeiro José da Silva, dono da Chandragoa, faleceu há um ano, a 19 de Fevereiro de 2018. Estava a caminho dos 93 anos - nascido a 17 de Junho de 1925, em Valpaços.
Serviu Portugal como 2º. sargento de Cavalaria e em Angola foi tam-
bém proprietário de 3 sapatarias em Carmona, cidade onde era co-
nhecido com Silva do Quitexe. E, no Quitexe, como o Silva da Chandragoa. A partir da fazenda, chegou a fornecer os militares do Quitexe com o famoso tilápia, peixe de que produtor, nos tanques da Chandragoa. 
José Silva era pai de Júlio (que trabalha em Paris) e Manuel (Zeca) Silva (em Sines), nossos contemporâneos do Quitexe, a quem enviamos o nosso abraço solidário neste dia de saudosas memórias. RIP!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

4 385 - A Escola de Recrutas, há 45 anos, dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423

Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 em tempo de exercícios finais da Escola de Recrutas que se iniciou a 18
 de Fevereiro de 1974, há 45 anos, na Mata do Soares, em Santa Margarida. Aqui e em momento menos
operacional, os futuros furriéis milicianos  Plácido Queirós e Victor Costa, ambos da 1ª. CCAV. 8423
Cavaleiros do Norte em Santa Margarida, em tempos
de formação do BCAV. 8423, há 45 anos: o 1º. cabo Hélio
 Cunha, o alferes Lains dos Santos e os furriéis  Plácido
Queirós e Américo Rodrigues (falecido a 20/08/2018)


Os exercícios finais da escola de re-
crutas do BCAV. 8423 começaram a 18 de Fevereiro de 1974, há precisamente 45 anos e no Destacamento do Regi-
mento de Cavalaria nº. 4 (RC4) em Santa Margarida. Um momento que aconteceu há já 44 anos. O tempo voa!
A acção formativa decorreu na mítica Mata do Soares, até 22 de Fevereiro e, de acordo cm o livro «História da Uni-
dade», o BCAV. 8423 «completando deste modo a primeira fase da sua instrução, a chamada instrução 
Os futuros furriéis milicianos Neto, Viegas,
Matos e Monteiro no RC4 de Santa
Margarida, há 45 anos!
especial».A espinha dorsal do Batalhão de Cavalaria 8423 estava formada, faltavam os vários especialistas, mas o corpo operacional estava quase totalmente definido, formatado em três diferentes Esquadrões de Instrução: o 4º. QI, que viria a corrresponder à 1ª CCAV. 8423 (co-
mandada pelo então tenente e futuro capitão mi-
liciano Davide de Oliveira Castro Dias), o 5º. QI, o do futuro capitão miliciano José Manuel Romeira Pinto Cruz (a CCAV. de Aldeia Viçosa) e o 6º. QI, o do então tenente miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes (a futura companhia da Fazenda Santa Isabel). 
Ao tempo, já eram conhecidos, também, os futuros oficiais milicianos: os al-
feres Mário Jorge Sousa, João Carlos Sampaio, Pedro Rosa e Lains dos San-
tos (da 1ª. CCAV., a da Fazenda Zalala), João Machado, Jorge Capela, Carvalho de Sousa e João Periquito (da 2ª. CCAV., a de Aldeia Viçosa) e Augusto Rodri-
gues, Pedrosa de Oliveira, Mário Simões e Carlos Silva (da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel). 
A CCS, por sua vez e em termos operacionais, já conhecia os seus quadros operacionais, milicianos: o futuro alferes António Garcia e os futuros furriéis Monteiro, Viegas e Neto, todos de Operações Especiais (Rangers). 
Manuel Oliveira,
da 2ª. CCAV. 8423

Oliveira de Aldeia Viçosa,
67 anos em Penafiel !

O soldado Oliveira, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja 67 anos a 18 de Fevereiro de 2019.
Cavaleiro do Norte e atirador de Cavalaria de especialidade mili-
tar, Manuel Joaquim Martins de Oliveira (é este o seu nome com-
pleto) é natural do lugar de Serra, da freguesia de Canelas, no município de Penafiel, lá voltou a 10 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) comissão de soberania em Angola, pelo norte uíjano. Sofreu um AVC em 2000 e está reformado desde 2001. E lá continua a viver e para lá vai o nosso abraço de parabéns!

domingo, 17 de fevereiro de 2019

4 384 - A dissidência de Chipenda e as comissões populares de bairro

Grupo de Cavaleiros do Norte, todos furriéis milicianos e na messe de sargentos do Quitexe. Atrás, Bento,
Rocha, Viegas, Flora, Lopes (CCS), Capitão (falecido a 5 de Janeiro de 2010, de doença e em Ourém) e
Ribeiro. À frente, Carvalho, Belo, Lopes (atirador) e Reino
Cavaleiros do Norte de Zalala, todos de transmissões. De
 Dpé, Rogério Raposo e António Lago. Em  baixo, Carlos
 Costa (Carlitos), José Aires, 1ºs. cabos Ângelo Lourenço e
Hélio Cunha e Fernando Coelho



A questão da Revolta do Leste, a façção de Daniel Chipenda dissidente do MPLA, continuava na ordem do dia 17 de Feve-
reiro de 1975, há 44 anos.
Lúcio Lara, chefe da delegação do mo-
vimento de Agostinho Neto em Luanda, acusou Chipenda de se «vender aos interesses estrangeiros» e, por outro lado, de «lançar a instabilidade no nosso país» e exortou os elementos da Revolta do Leste a «lutar patrioticamen-
Momento de lazer em Zalala: o atirador
 Borges Martins e condutor Tarciso Rebelo
te por uma Angola melhor, mas sem armas, ou, pelo menos, sem armas que ameacem o nosso povo».Os elementos da facção eram, no dizer de Lúcio Lara, «veteranos de guerra contra o colonialismo português» e, de acordo com o Diário de Lisboa, tinham sido expulsos na quinta-feira anterior (dia 13 de Fevereiro de Fevereiro de 1975) de Luanda, «por forças do MPLA, que invadiram os escritórios que tinham  capital».
O dia foi também no do regresso de Agostinho Neto a Luanda, vindo de Cabinda, onde presidiu a um comício do MPLA, onde disse, por exemplo, que «embora se tivessem alcançado já grandes vitórias, ainda não se obtiveram nem consolidaram os objectivos finais pretendidos».
Luanda foi também, no mesmo dia, tempo para Ngopa Kabangu, ministro do Interior do Governo de Transição de Angola e membro do comité político da FNLA, pedir «a dissolução imediata das chamadas comissões populares de bairro» - que tinham sido organizadas pelo MPLA.
Ngopa Kabangu falava num conferência de imprensa e estava acompanhado por Samel Abrigada e Hendrick Vaal Neto, respectivamente Ministro da Saúde e Secretário de Estado da Informação, ambos do comité político da FNLA.
Baldy Pereira

Baldy, furriel de Zalala, faria 
67 anos. Faleceu em 2016!

O furriel miliciano Baldy Pereira, atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423 festejaria 67 anos 7 de Fevereiro de 2019. Faleceu a 26 de Novembro de 2016.
João Manuel Baldy Belém Pereira, é este o seu nome completo, integrou o 1º. grupo de combate dos Cavaleiros do Norte de Za-
lala, comandado pelo alferes Mário Jorge de Sousa e com os também furriéis milicianos Victor Costa e Évora Soares. Regressou a Portugal em data que desconhecemos, por, em Julho de 1974, ter saído da Fazenda de Zalala. 
Residia em Santo António dos Cavaleiros, do município de Loures e nos arre-
dores de Lisboa, e exerceu a profissão de delegado de propaganda médica. Infelizmente, faleceu a 26 de Novembro de 2016, vítima de doença cancerosa - 5 meses depois de ter sido diagnosticada. 
Hoje o recordamos com saudade, em memória de um companheiro da jornada africana do Uíge angolano! RIP!!!

sábado, 16 de fevereiro de 2019

4 383 - Cavaleiros no Uíge a «olhar» para o futuro de Angola

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, em Caneças e em almoço de hoje, organizado pelo Rogério Rapo-
so. De pé, Almeida, Pereira (cabo Car, que não era visto desde 1975), Jaime, Lourenço, Lucas, Raposo e Or-
 lando Martins. Em baixo, Jorge Silva, Tó Lago, furriel Carlos Letras, Celestino Fernandes e furriel João Dias

Furriéis milicianos da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel:
Alcides Ricardo, António Fernandes, Agostinho Belo
(que amanhã festeja 67 anos) e António Flora

O dia 16 de Fevereiro de 1975, um domingo de há 44 anos, foi tempo de a UNITA de Jonas Savimbi admitir a eventual adesão a Revolta do Leste ao seu movimento, ou mesmo à FNLA.A Facção de Daniel Chipenda tinha sido «expulsa» de Luanda, por uma força militar do MPLA, e Miguel Nzau Puma, secretário geral da UNITA, falava em Cabinda - onde também de encontrava Agostinho Neto, o presidente do MPLA - sem pôr objecções (Puma) a outra possível integração da Revolta do Leste - na FNLA de Holdem Roberto
As dissidências do MPLA (a outra era a Revolta Activa, liderada por Pinto de Andrade) foram tema para opinião de Holden Roberto, presidente da FNLA, declarando que «deixaram de ser um problema de ordem interna para se transformar num problema nacional».
Os Cavaleiros do Norte, em jornada pelo Uíge angolano, continuavam expec-
tantes quanto ao desenvolvimento do processo de descolonização e também quanto à cada vez mais falada rotação para Carmona e para o BC12. Não sa-
bíamos, na altura, mas estávamos a duas semanas do adeus ao Quitexe.
O domingo de há 44 anos foi tempo para se «olhar» atentamente para o futuro de Angola! Que também era o nosso!|
Furriéis João Cardoso, Agostinho Belo e 
António Flora em 2015 (Vila Real)

Furriel Belo
em 1974/1975
Belo, furriel de Zalala,
67 anos no Retaxo !

O furriel miliciano Belo, da 3ª. CCAV. 8423, da Fazenda de Santa Isabel, festeja 67 anos a 17 de Fevereiro de 2019.
Agostinho Pires Belo foi Cavaleiro do Norte especialista como vagomestre (gestor do sector militar de alimentação) e regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975 - depois de terminada a sua missão angolana, que, Uíge fora, também o levou pela vila do Quitexe e pela cidade de Carmona. Fez carreira profissional como funcionário de Finanças e, já aposentado, mora no Retaxo, a sua terra natal, em Castelo Branco.
É para lá que vai o nosso forte e saudoso abraço de parabéns!
Furriel F. Pires
em 1974/1975
F. Pires
em 2018/2019

Pires, furriel dos Morteiros, 67
anos em S. Domingos de Rana!

O furriel miliciano Pires, do Pelotão de Morteiros 4281, festeja 67 anos a 17 de Fevereiro de 2019.
Fernando de Freitas Reimão Pires é natural do Porto e, regressado a Portugal, já «preso» de amores pela sua «mais-que-tudo» de sempre (enamorados desde o Quitexe das nossas muitas sauda-
des!!!...), seguiu a carreira militar como profissional da GNR, integrado em forças especializadas que, em várias e suces-
sivas missões, o levaram a vários teatros de guerra espalhados pelo mundo.
Aposentado como sargento-mor, mora em S. Domingos de Rama, município de Cascais, para onde vai, inteirinho e forte, o nosso abraço de parabéns! 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

4 382 - Cavaleiros garbosos no Uíge, expectantes quanto à descolonização!

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala. O 1º. cabo José Manuel do Carmo Leal, enfermeiro
que amanhã  festeja 67 anos em Vila Nova de Gaia, é o segundo a contar da esquerda, entre os milicia-
nos alferes João Carlos Sampaio e o furriéis Rodrigues e Eusébio, já ambos falecidos
Dissidentes do MPLA: Daniel Chipenda, da Revolta
do Leste, e Mário Pinto de Andrade, da Revolta Activa

O tempo de há 44 anos, dia 15 de Fevereiro de 1975, foi de expectativa uíjana, onde a tranquilidade era soberana, sobre os incidentes de Luanda, que contavam 20 mortos e muitos feridos, na sequência dos incidentes entre as forças do MPLA e da Facção Chipenda
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, na verdade, continuava, seguros e convictos da sua muito mal compreendida missão, mas garbosos e corajosos. Não seria por eles que o processo descolonizador não teria bom fim.
A imprensa do dia, um sábado, dava conta que «forças militares mistas, cons-
tituídas pelo Exército Português do do MPLA, da FNLA e da UNITA continuam a ocupar as instalações da Facção Chipenda». Enquanto isso, forças da UNITA e da FNLA guardavam o Hospital de S. Paulo, na cidade de Luanda, onde, re-
portava o Diário de Lisboa, «se encontram os feridos, entre os quais 7 parti-
dários da Facção Chipenda» - que já teria abandonado Angola.
O mesmo Diário de Lisboa falava do alegado ataque dos «chipendas» a um hospital do MPLA na cidade do Luso (de que ontem aqui falámos) mas que, entretanto, foi desmentido por uma fonte militar portuguesa.
José Leal, 1º.
cabo de Zalala

Leal, enfermeiro de Zalala,
67 anos em VN de Gaia !

O 1º. cabo enfermeiro Leal, da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, festeja 67 anos a 16 de Fevereiro de 2019.
José Manuel do Carmo Leal era de S. Mamede de Infesta, em Ma-
tosinhos, e lá voltou a 9 de Setembro de 1975, quando terminou a sua comissão militar em Angola. Vive agora em Vila Nova de Gaia e é um convicto resistente da saúde que o tem fragilizado , sendo, por isso mesmo, utente do IPO, onde já foi duas vezes intervencionado. Casado e pai da Raquel (a morar na Suécia), foi profissionalmente empregado de armazém e já está aposentado há alguns anos. Por consequência da doença.
Falámos com ele há momentos, achámo-lo de muito boa disposição e para ele vai o nosso sentido abraço de parabéns!
João Lino Silva,
da 3ª. CCAV. 8423

Silva da 3ª. CCAV. 8423
faleceu há 36 anos !

O soldado João Lino de Oliveira e Silva, da 3ª. CCAV. 8423, faleceu a 10 de Março de 1983. Já lá vão quase 36 anos. Faria 67 anos a 16 de Fevereiro de 2019. 
Atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte da Fazenda San-
ta Isabel, regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, fixando-se em Torre do Bispo, lugar da freguesia de S. Vicente do Paul, em Santarém. Trabalhou a IPETEX (fábrica de tubos de PVC) e tornou-se mecânico de motas (com oficina própria), falecendo vítima de um acidente de viação, casado há 3 meses e atropelado por um camião, quando, de motorizada, se-
guia na estrada da Portela das Padeira, em S. Pedro, no cruzamento de San-
tarém para Rio Maior. Hoje o recordamos com saudade. RIP!! 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

4 381 - Incidentes em Luanda com 20 mortos. Cavaleiros serenos no Uíge!

Grupo de Cavaleiros do Norte de Zalala exibindo um «troféu» de caça: furriel Américo Rodrigues (de
camuflado, falecido  30 de Agosto de 2018), 1º. cabo Carlos Ferreira, Santos (Santinhos da cantina), Adé-
rito Barros (cozinheiro, falecido a 2 de Julho de 2012), Domingos Guilherme (atirador e às vezes cozi-
nheiro) e o 1º. cabo Temporão Campos (também cozinheiro)
Cavaleiros do Norte do Parque-Auto: Pereira (con- 
dutor?), 1ºs. cabos Porfírio Malheiro (com Ricardo,
filho  
do alferes Cruz, ao colo) e João Monteiro
 
(Gasolinas), furriel Manuel Machado e
José Canhoto (?, condutor)

A actualidade quitexana, há 44 anos e relati-
vamente a 13 de Fevereiro de 1974, foi alarma-
da com a notícia de incidentes em Luanda, entre forças do MPLA e da Revolta do Leste, a facção liderada por Daniel Chipenda.
 As agências noticiosas ANI e France Press davam conta que teriam morrido 20 pessoas e muitas mais teriam ficado feridas.
Os incidentes começaram pelas 3 horas da madrugada, quando forças do MPLA cercara a delegalão da FC. A acção «não tinha como objectivo a confrontação armada, mas apenas levar o Governo de Transição a tomar medidas para neutralizar ou dissolver a Facção Chi-
penda». Porém, segundo o Diário de Lisboa
Notícia do Diário de Lisboa de 14/02/1975
(de que nos socorremos), «os homens desta facção abriram fogo contra os militares do MPLA, estabelecendo tiroteio que se arrastou até ao princípio da manhã».
«Tropas portuguesa guardam agora as instala-
ções semi-destruídas da Facção Chipenda e a vida regressou à normalidade», precisava o jornal, acrescentando que «fora dos musseques não se registaram incidentes e nem as tropas portuguesas nem as forças da FNLA ou da UNITA estiveram envolvidas no tiroteio».
O Governo de Transição de Angola tomou posição e, em comunicado assinado pelo Alto Comissário Silva Cardoso e representantes do MPLA (Lopo do Nas-
cimento), da FNLA (Johny Eduardo) e da UNITA (José N´dele), anunciou um inquérito aos incidentes, para «estabelecer responsabilidades e tomar as me-
didas que se impõem».
O mesmo dia foi tempo de «notícias recebidas do Luso» sobre um ataque da Facção Chipenda a um hospital do MPLA, de que terá resultado a morte de 5 enfermeiros. Não foi possível confirmar oficialmente o incidente.
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, pelas bandas do Uíge, continuavam tranquilamente a sua jornada angolana! Expectando rodar para Carmona!
O casal Raúl e bAlzira
Caixarias em 1974/75

Caixarias a festejar
registo dos 67 anos !

O Caixarias, atirador de Cavalaria do PELREC da CCS, festeja hoje os 67 anos do seu registo de nascimento. Porém, nasceu a 3 de Fevereiro de 1952.
Raúl Henriques Caixarias nasceu em Sarge, no município de Torres Vedras, e lá regressou a 11 de Setembro de 1975, integrado na 3ª. CCAV. 8423 - para a qual tinha sido transferido em data indeterminada. Por lá fez vida e, por razões de saúde, está reformado desde 2004, depois de ter feito carreira como profissional de serralharia pesada. E ser operado à coluna por duas vezes e ter feito apertos medulares. 
O nascimento foi a 3 de Fevereiro de 1952, dia em que festeja o aniversário, mas, como muitas vezes acontecia nesse tempo, só foi registado no seguinte dia 14. Parabéns a dobrar, a caminho da torrejana Sarge!

Martinho de Zalala, 67
anos em Andorra !

O cozinheiro Júlio Martinho, da 1ª. CCAV. 8423, festeja 67 anos no dia 15 de Fevereiro de 2019.
Cavaleiro do Norte de Zalala, Júlio Manuel Tavares Martinho (é este o seu nome completo) era (é) natural de Felgueira Velha, lugar da freguesia de Seixo da Beira, município de Oliveira do Hospital, aonde regressou a 9 de Setembro de 1975 - no final da sua jornada angolana do Uíge.
A vida levou-o a emigrar para Andorra e por lá julgamos que continua, para lá indo, bem «cozinhado», o nosso abraço de parabéns!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

4 380 - Comandante no Sector do Uíge e os 68 anos de 3 combatentes de Zalala!


Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, no Natal de 1974, em Vista Alegre: 1º. cabo
Hélio, Coelho (falecido em 2000), Almeida (de pé), Aires, 1º. cabo Lorenço, Costa (já falecido), Lago e
furriel João Dias - que hoje festeja 68  anos em Tomar!
O 1º. cabo Dorindo Santos
e o furriel João Dias
Almeida e Brito, tenente-
-coronel e comandante
do BCV 8423

Há 45 anos e por terras uíjanas de Angola, os dias de Fevereiro de 1975 iam sendo riscados do calendário, passando com a mínima tranquilidade e os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 assumiam-se por inteiro como actores do processo de descolonização que estava em curso.  
Ao tempo, cada vez mais se expectava sobre a provável (e muito desejada) rotação para Carmona - o que, na prática, significava um novo e decisivo passo para voltarmos a Portugal e às nossas casas, ao conforto e afecto das nossas famílias.
O comandante Almeida e Brito, nesse dia de há 44 anos, deslocou-se uma vez mais a Carmona, onde reuniu no comando do Comando do Sector do Uíge (CSU), não custando admitir que essa questão (a de o Cavaleiros do Norte rodarem para Carmona) terá sido analisada.
Outra esteve, seguramente, na mesa: a da extinção do dito Comando do Sector do Uíge, no âmbito do processo de descolonização de Angola.
O furriel João Dias, das TRMS,
e o atirador Canelas de Zalala


Dias, furriel TRMS, 1º. cabo 
Dorindo e soldado Canelas
de Zalala festejam 68 anos!

O 13 de Fevereiro de 2020 é dia de 68 anos de três Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, toos reghressados a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975: o furriel miliciano Dias, o 1º. cabo Dorindo e o soldado Canelas. Na altura, na altura não repararam na coincidência.
João Custódio Dias era especialista de Transmissões e regressou à sua natal terra de Penas Ruivas, freguesia de Seiça, no concelho de (Vila Nova de) Ourém. Fez carreira profissional como inspector da Polícia Judiciária e, já aposentado, mora em Tomar, sendo muito habitual colaborador desta página de saudades do BCAV. 8423. Há 45 anos, em pequenas férias e também de serviço, passou o dia dos seus 23 anos em Luanda.
O 1º. cabo Dorindo dos Santos era especialista de mecânica-auto e voltou ao Soalhal, em Ílhavo, onde fez vida familiar e profissional, na Porcelanas da Vista Alegre. Está reformado e continua a viver em Ílhavo, onde foi fotografado com furriel João Dias, das transmissões (imagem a cima).
O soldado Orlando Canelas Martins, o Cabide, foi atirador de Cavalaria e vive em Santa Maria de Azóia.
Integrou o 4º. Grupo de Combate, o do alferes miliciano Lains dos Santos, e regressou aos Olivais Norte, em Lisboa. Foi operador de máquinas de terraplanagem e vive em Santa Maria de Azóia, no concelho de Loures.
Para os três, parabéns, parabéns, parabéns!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

4 379 - Os dissidentes do MPLA «vistos» pelos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423!

Cavaleiros do Norte do Parque-Auto, no Quitexe. Em destaque, o 1º. sargento Joaquim Aires, o alferes 
miliciano António Albano Cruz (de camisola branca), o 1º. cabo Frangãos, o Cuba (que hoje festeja 67
anos, em... Cuba e o furriel miliciano Norberto Morais 
Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423 no encontro de 2018:
 Carlos Costa, o Mouraria (que hoje festeja 67 anos na Ama-
 dora), Joaquim Rodrigues e o capitão José Manuel Cruz

Quarta-feira de Cinzas de 1975, dia 12 de Fevereiro. Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 continuam a sua missão por terras africanas do Uíge e atentos a que se passa no imenso território angolano.
E as novidades chegaram da Ninda, no sudoeste, onde a Revolta do Leste de Daniel Chipenda, dissidente do MPLA, negociava um possível acordo com a UNITA, para a sua integração no processo de descolonização de Angola.
Chipenda, pormenorizando a realidade do tempo, contestava a autoridade de Agostinho Neto, como presidente do MPLA e, por isso, tinha sido expulso do movimento. As agências noticiosas ANI (portuguesa) e France Press (francesa) informavam que «as actuais dili-
gências são feitas com o conhecimento do dr. Agostinho Neto»
Ao mesmo tempo, em Luanda e já desde o dia 4, estavam Mário Pinto de An-
drade e Gentil Viana, dirigentes da Revolta Activa (a outra facção dissidente do MPLA, que também discordava da orientação de Agostinho Neto).
«A conciliação nas fileiras do MPLA, tida como possível nos próximos dias, é saudada nos círculos políticos locais como um factor positivo na etapa final que levará Angola à independência no próximo dia 11 de Novembro», repor-
tava o Diário de Lisboa desse dia de há 44 anos.
José Frangãos,
o 1º. cabo Cuba

Frangãos, o 1º. cabo Cuba,
67 anos na alentejana Cuba!

O 1º. cabo José das Dores Caeiro dos Frangãos, mecânico-auto da CCS, está em festa a 12 de Fevereiro de 2019: comemora 67 anos!
Cavaleiro do Norte do Quitexe e por lá  popularizado como Cuba, a terra alentejana da sua naturalidade, regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 e por lá fez toda a sua vida. Ligado ao des-
porto, foi futebolista e treinador do clube local (na área da formação) e sempre ligado às cantigas e actividades culturais e recreativas, outra parte da sua vida social e associativa. Agora, também vocacionada para a realização de eventos.
O Cuba já futebolista foi na jornada angolana do nosso saudoso Quitexe (titu-
lar dos «ferrugens» do Parque-Auto e da CCS) e para ele e para lá (para Cuba) vai o nosso abraço de parabéns!
Carlos Costa, de
AV, o Mouraria

Costa de Aldeia Viçosa, 67
anos na Amadora !

O Costa das transmissões da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja 67 anos a 12 de Fevereiro de 2019.
Carlos Alberto de Abreu Costa, é este o seu nome completo mas por lá conhecido como Mouraria, regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, no final da sua jornada angolana do Uíge, e fixou-se na cidade de Lisboa - onde então morava, na Rua do Bem Formoso, da freguesia do Socorro. Actualmente, vive na Estrada da Circunvalação, na Amadora, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

4 378 - O emblema e guião do BCAV. 8423, criado pelo alferes Simões!

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, todos milicianos Em baixo, os furriéis milicianos
Luís Capitão (falecido a 5 de Janeiro de 2010, de doença) e José Fernando Carvalho. Atrás, o furriel
Graciano Silva e o alferes Mário Simões, autor do emblema do BCAV. 8423
Mário Simões, alferes miliciano da
3ª. CCAV. 8423 e autor do emblema
 do BCAV. 8423, em imagem actual
Emblema do BCAV. 8423



O guião e emblema do BCAV. 8423 foi definido a 11 de Fevereiro e 1974, em Santa Margarida e no RC 43, onde os futuros Cavaleiros do Norte faziam a sua escola de recrutas (os atiradores de Cavalaria), com vista à jornada africana de Angola.
«Desejando, desce o início, instituir o espírito de corpo ao BCAV., de modo a que se constituísse num corpo coeso, disciplinado e disciplinador, começou a ideali-
zar-se o emblema braçal da Unidade, ao mesmo tempo que se de desejou a sua plena identificação com a sua Unidade mobilizadora», especifica o livro «História da Unidade», explicando também que foi esta «a razão de ser do emblema escolhido e por isso e dentro do contexto, servindo o lema «Perguntai ao Inimigo Quem Somos», pertença das tradições do RC4».
O autor foi o então futuro alferes miliciano Mário José Barros Simões, da 3ª. CCAV. 8423.«Quando cheguei a Santa Margarida, sabendo que eu era desenha-
dor, fui chamado ao comandante Almeida e Brito, que me apresentou o concei-
to que pretendia para os crachás e galhardete, símbolo que iria representar o Batalhão, assim como as cores para cada companhia, em terras de Angola», explicou o agora professor aposentado.
Almeida e Brito mostrou-lhe um galhardete com um cavalo em fuga e, recorda Mário Simões, «foi a partir dessa base que comecei a trabalhar algumas ma-
quetas».«Foi um trabalho exausto e desafiante, mas ao fim de alguns dias chegou-se ao resultado final, pois o tempo era curto, havia que mandar executar os vários crachás, os autocolantes e os galhardetes», disse Mário Simões, o criador do emblema e guião do BCAV. 8423.
Há 45 anos, o seu trabalho criativo foi aprovado e feito memória definitiva do BCAV. 8423. Um abraço para ele! E parabéns, por ser actor maior desta nossa memória colectiva!

C. Fernandes
em foto actual
Fernandes de Zalala, 67
anos em Odivelas !

O soldado Celestino Marques Fernandes, da 1ª. CCAV. 8423, festeja 67 anos a 11 de Fevereiro de 2019.
Atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte da Zalala, regres-
sou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 e fixou-se em Borda da Ribeira, lugar da freguesia e concelho de Vila de Rei - de onde era natural. O tempo passou e a vida levou-o para Odivelas, onde fez vida profissional, onde  reside e para onde vai o nosso abraço de parabéns!