CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

4 965 - Comandante no Sector do Uíge! Os 68 anos de 3 «zalala´s»!

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, no Natal de 1974, em Vista Alegre: 1º. cabo
Hélio, Coelho (falecido em 2000), Almeida (de pé), Aires, 1º. cabo Lorenço, Costa (já falecido), Lago e
furriel João Dias - que hoje festeja 68  anos em Tomar!

O 1º. cabo Dorindo Santos
e o furriel João Dias
Almeida e Brito, tenente-
-coronel e comandante
do BCV 8423

Há 45 anos e por terras uíjanas de Angola, os dias de Fevereiro de 1975 iam sendo riscados do calendário, passando com a mínima tranquilidade e os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 assumiam-se por inteiro como actores do processo de descolonização que estava em curso.  
Ao tempo, cada vez mais se expectava sobre a provável (e muito desejada) rotação para Carmona - o que, na prática, significava um novo e decisivo passo para voltarmos a Portugal e às nossas casas, ao conforto e afecto das nossas famílias.
O comandante Almeida e Brito, nesse dia de há 44 anos, deslocou-se uma vez mais a Carmona, onde reuniu no comando do Comando do Sector do Uíge (CSU), não custando admitir que essa questão (a de o Cavaleiros do Norte rodarem para Carmona) terá sido analisada.
Outra esteve, seguramente, na mesa: a da extinção do dito Comando do Sector do Uíge, no âmbito do processo de descolonização de Angola.
O furriel João Dias, das TRMS,
e o atirador Canelas de Zalala


Dias, furriel TRMS, 1º. cabo 
Dorindo e soldado Canelas
de Zalala festejam 68 anos!

O 13 de Fevereiro de 2020 é dia de 68 anos de três Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, todos regressados a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975: o furriel miliciano Dias, o 1º. cabo Dorindo e o soldado Canelas. Na altura, não repararam na coincidência.
João Custódio Dias era especialista de Transmissões e regressou à sua natal Penas Ruivas, freguesia de Seiça, no concelho de (Vila Nova de) Ourém. Fez carreira profissional como inspector da Polícia Judiciária e, já aposentado, mora em Tomar, sendo muito habitual colaborador desta página de saudades do BCAV. 8423. Há 45 anos, em pequenas férias e também de serviço, passou o dia dos seus 23 anos em Luanda.
O 1º. cabo Dorindo dos Santos era especialista de mecânica-auto e voltou ao Soalhal, em Ílhavo, onde fez vida familiar e profissional, na Porcelanas da Vista Alegre. Está reformado e continua a viver em Ílhavo, onde foi fotografado com furriel João Dias, das transmissões (imagem a cima).
O soldado Orlando Canelas Martins, o Cabide, foi atirador de Cavalaria e vive em Santa Maria de Azóia.
Integrou o 4º. Grupo de Combate, o do alferes miliciano Lains dos Santos, e regressou aos Olivais Norte, em Lisboa. Foi operador de máquinas de terraplanagem e vive em Santa Maria de Azóia, no concelho de Loures.
Para os três, parabéns, parabéns, parabéns!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

4 964 - A Facção de Daniel Chipenda reunida com Agostinho Neto!

O pavilhão do Clube Recreativo do Uíge (CRU), a 25 de Setembro de 2019, aquando da visita do furriel
Viegas à cidade do Uíge, a Carmona do tempo colonial. A Carmona do tempo dos Cavaleiros do Norte
do Batalhão de Cavalaria 8423!
Daniel Chipenda (à esquerda) e Agostinho Neto (à direita)
com um jornalista argelino que, ao tempo, reportava
os acontecimentos de Angola


Ao dia 12 de Fevereiro de 1975, sabia-se por Angola que uma delegação da UNITA se deslocou a Ninda (no leste), onde Daniel Chipenda se aquartelava, na perspectiva de sanar as diferenças que tinha com o MPLA. 
Chipenda, antigo futebolista do Benfica e da Académica de Coimbra, liderava uma das facções dissidentes, depois de contestar a liderança de Agostinho Neto e ser expulso do movimento. Em Luanda, e já desde o dia 4 desse Fevereiro de há 45 amos, estavam Mário Andrade, Joaquim Pinto de Andrade e Gentil Viana, da Revolta Activa - outra facção dissidente do MPLA, que também discordava da orientação de Agostinho Neto.
A conciliação entre as gentes do movimento, admitia-se na altura e segundo a imprensa, era tida como «possível nos próximos dias» e saudada pelos meios políticos luandenses como sendo «um factor positivo na etapa final que levará à independência de Angola, no próximo dia 11 de Novembro».
José Frangãos
o 1º. cabo Cuba
O Frangãos e
2018, em Cuba

Frangãos, o Cuba da 
CCS, 68 anos em... Cuba!

O 1º. cabo Frangãos, pela jornada angolana do Uíge angolano conhecido como Cuba, festeja 68 anos a 12 de Fevereiro de 2020.
José das Dores Caeiro dos Frangãos, é este o seu nome completo, foi especialistas de mecânica-auto da CCS do BCAV. 8423 e natural da alentejana Cuba, por isso Cuba lhe chamavam..., aonde regressou a 8 de Setembro de 1975. E por lá, o Caeiro.
A Cuba natal foi por onde fez (e faz) toda a sua vida pessoal e familiar, à mecânica continuando ligado e também ao futebol, como no Quitexe mas por cá como atleta e treinador. Também à música e organização de eventos, e lá ainda vive, feliz, para lá indo o nosso abraço de parabéns!
Carlos Costa
o Mouraria

Costa de Aldeia Viçosa,
68 anos na Amadora !

O Costa, o Mouraria, Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, festeja 68 anos a 12 de Fevereiro de 2020.
Especialista de transmissões na uíjana e angolana Aldeia Viçosa, Carlos Alberto de Abreu Costa - é este o seu nome completo... -, voltou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, à sua casa residencial da Rua do Bem Formoso, na cidade de Lisboa.
Mora agora na vizinha Amadora, na Estrada da Circunvalação, para onde «transmitimos» as nossas felicitações. E muitos mais e bons anos venham!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

4 963 - O emblema dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 desenhado pelo alferes Simões

O capitão José Manuel Cruz, comandante da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, no encontro de 28 de
Setembro de 2019, na Póvoa de Varzim. À esquerda, sentado e de camisa azul, reconhexe-se o furriel
miliciano Freitas Ferreira. À direita, de pé e também de azul (e gravata), o 1º. cabo José Maria Beato
Alferes Mário José Simões, autor
do emblema do BCAV. 8423
Emblema do  BCAV 8423
O emblema do BCAV. 8423 foi apresentado a 11 de Fevereiro de 1974, há 46 anos, «servindo o lema «PERGUNTAI AO INIMIGO QUEM SOMOS, pertença das tradições do Regimento de Cavalaria 4», como se lê no livro «História da Unidade».O objectivo era «desde o início instituir espírito de corpo ao BCAV., de modo a que o mesmo se constituísse num todo coeso, disciplinado e disciplinador». 
O livro «HdU» refere também que «começou a idealizar-se o futuro emblema braçal da Unidade, ao mesmo tempo que se  se desejou a sua plena identificação com a sua unidade mobilizadora» - o RC4.
O desenho foi do então aspirante a oficial miliciano Mário José Barros Simões (foto), da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel - que, ao tempo, estava ligado às artes gráficas. Foram-lhe dadas sugestões (naturalmente a partir do comandante Almeida e Brito) e Barros Simões desenhou aquele que, ainda hoje e para a eternidade, é o símbolo dos Cavaleiros do Norte.
O emblema, em fundo preto, como o que se vê na imagem, representava o BCAV. 8423. As companhias operacionais adoptaram as cores vermelha (a 1ª. CCAV., a de Zalala, do comando do capitão Castro Dias), azul (a 2ª. CCAV., a de Aldeia Viçosa, de José Manuel Cruz) e castanho (a 3ª. CCAV., a de Santa Isabel, de José Paulo Fernandes).
Foi isso há 46 anos. O tempo passa!!! Voa, voa, boa!!!... E nós cá estamos a lembrar a história e de(n)ela fazendo memórias!
Celestino Fernandes

Fernandes de Zalala, 

66 anos em Odivelas!

O atirador Fernandes, Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, festeja 68 anos a 11 de Fevereiro de 2020.

Celestino Marques Fernandes integrou o 1º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes miliciano Mário Jorge de Sousa, dos Rangers, e
é natural de Borda da Ribeira, concelho de Vila de Rei. Lá voltou a 9 de Setembro de 1975 e actualmente mora(rá) em Odivelas, para onde vai o nosso abraço de parabéns!
Sanfins da Castanheira em Chaves

Silva, cortador da CCS, 
faleceu já mais de 20 anos!

O soldado cortador Carlos Alberto Morais da Silva, da CCS dos Cavaleiros do Norte, faleceu «há mais de 20 anos».
Natural de Sanfins da Castanheira, freguesia de Chaves, lá voltou a 8 de Setembro de 1975 e por lá fez vida familiar e profissional, interrompida, segundo Fernando Ribeiro, um conterrâneo que tal nos informou, «há mais de 20 anos, ainda muito novo e deixando 3 filhos».
O tratamento a uma simples dor de garganta levou-o a reacção alérgica a um injectável, provocando-lhe a morte. Teria feito 68 anos a 12 de Janeiro de 2020. Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

4 962 - A última Bandeira de Portugal na Fazenda de Zalala!

A última Bandeira de Portugal da Fazenda de Zalala  arriada há mais de 45 anos e hoje lembrada em
Águeda: furriéis Ribeiro e Branco, da 1ª. CCAÇ. 4211, Davide Castro Dias, capitão e comandante da 1ª. CCAV.
8423, e furriel Viegas, da CCS do BCAV. 8423. Todos milicianos!
Os furriéis Ribeiro e Branco e o capitão Castro Dias
a desfiarem memórias num álbum de Angola


A última Bandeira de Portugal na Fazenda de Zalala foi arriada a 25 de Novembro de 1974, pelo comandante da 1ª. CCAV.  8423, o capitão miliciano Davide de Oliveira Castro Dias. Hoje, como se vê na imagem, «esteve» em Águeda.
O propósito foi (re)encontrar dois antigos 
A imagem de Nossa Senhora de Fátima
e o furriel Branco, em Zalala (1974)
combatentes de Zalala, que, enquanto militares da 1ª. CCAÇ. 4211 - a do capitão miliciano Palma Nunes -, foram antecessores dos Cavaleiros do Norte: os furriéis milicianos  Carlos Ribeiro e Joaquim Branco - ambos de Águeda, como o Viegas e o Neto. 
O Joaquim Branco, por lá mecânico-auto, há dias e sobre Zalala, foi reportado na SIC e falou da fé e das cartas a Nossa Senhora de Fátima, venerada na uíjana Fazenda Maria João, em Zalala, onde se aquartelavam os «caçadores» da 4211. Ver AQUI.
Hoje foi dia de fazer memórias desses tempos da jornada africana e Castro Dias foi portador da Bandeira de Portugal que, há pouco mais de 45 anos, arriou embrulhado num misto de emoções: o alívio do adeus a uma guerra que ia em 14 anos e o de estar a fazer história numa História de 500 anos de colonização.  
Hoje, em memória da jornada africana do Uíge angolano, (re)viram-se imagens (de álbuns que as não deixam esquecer) e reviveram-se momentos dos muitos momentos que fizeram a história desse tempo de nascer um novo país! Angola!!!   
O Gaiteiro actual

Américo Gaiteiro 
em 1974/1975
Gaiteiro, condutor da
CCS, 68 anos de vida!

O condutor Gaiteiro, da CCS do BCAV. 8423, festeja 68 anos a 10 de Fevereiro de 2020.
Américo Manuel da Costa Nunes Gaiteiro, dele se trata, é natural de Perafita, em Matosinhos, e lá regressou a 8 de Setembro de 1975. Trabalhou na PETROGAL (em Matosinhos) e está aposentado, agora cuidando-se de doenças da idade, que lhe tem dado algumas preocupações, mas não lhe tiraram a irreverência e a boa disposição. Faz regulares revisões médicas e diz ele que «está tudo sem problemas...». Mora em Matosinhos e para lá e para ele vai o nosso abraço de parabéns!
J. Verde em 2014

Verde de Aldeia Viçosa
é «maduro» de 68 anos! 

Joaquim Henrique Ferreira Pereira Verde, da 2ª. CCAV. 8423 (a de Aldeia Viçosa), comemora 68 anos a 10 de Fevereiro de 2020.
Naural do Casal da Cortiça, na freguesia de Barreira, em Leiria, e atirador de Cavalaria por terras de Angola, está aposentado, depois de uma longa carreira profissional na área da serração de mármores.-
Mora no Vale Gracioso, em Azóia, também em Leiria, e para ele vai o nosso abraço de parabéns!




domingo, 9 de fevereiro de 2020

4 961 - O jornal do BCAV. 8423 e os anos e as dores do furriel Melo!

As Amazonas do Norte da uijana, angolana e saudosa Aldeia Viçosa, «amores-perfeitos» dos
garbosos
combatentes da 2ª..CCAV. 8423, no encontro de 28 de Setembro de 2019, na Póvoa de Varzim
Cavaleiros do Norte no refeitório. À direita e de frente, o 
Gaiteiro (que amanhã faz 65 anos), seguido do Serra, Ma-
 lheiro (boina no ombro), Aurélio (Barbeiro), S. Mendes,
(de óculos) e...? Na segunda fila, Monteiro (Gasolinas, de
 bigode), Cabrita, Calçada, Coelho (sapador), NN e NN (de 
costas) e Florêncio (de bigode) e... Alguém ajuda
 a identificar os outros companheiros)


A edição de um jornal de parede foi uma das iniciativas do oficial de acção psicológica do Batalhão de Cavalaria 8423, pelo tempo de Fevereiro de 1975. Há 45 anos!
«Teve a melhor adesão dos militares, seus únicos colaboradores, e a maior aceitação por sua parte», refere o livro «História da Unidade».
Ao tempo, e por razão da saída do alferes José Leonel Hermida, era
Jornal do BCAV. 8423
o alferes António Manuel Garcia o responsável pela acção psicológica dos Cavaleiros do Norte.
O tempo passa, já lá vão 45 anos!!!..., mas embora não sendo referida no documento de memória do BCAV. 8423, lembramos-nos da criação, por essa altura quitexana, de um pequeno estúdio fotográfico - no qual muitas fotos de militares foram reveladas (e, porventura, outras tantas estragadas...). Não estamos certos, mas parece-nos que ficava nas traseiras da enfermaria. Muitas das imagens que temos em arquivo pessoal lá foram reveladas. E tantas outras, para Portugal e família enviadas,a matar saudades!
O jornal de parede do BCAV. 8423 incluía variada colaboração em prosa e verso, abordando naturalmente questões relacionadas com a vida quotidiana dos Cavaleiros do Norte. Apenas dispomos de um exemplar, o da comemoração do 1º. aniversário (que foi único) da chegada a Angola - cuja 1ª. página aqui reproduzimos.
O furriel Melo em 1975,
na 2ª. CCAV. 8423
O Melo em 2011

As dores do furriel Melo,
que faz 68 anos em Leiria!

O furriel miliciano Melo, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja hoje 68 anos, dia 9 de Fevereiro de 2020. 
José Fernando Noro Dias de Melo foi atirador de Cavalaria, é originário da Granja do Ulmeiro, em Soure, e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975. Em 2011, foi aqui dado como morto, devido a doença. Mas, final e felizmente, estava vivo. E está. A 22 de Junho do mesmo ano, demos conta da «ressurreição» e em Agosto visitámo-lo na sua casa de Leiria - onde nos emocionámos pela dita «ressurreição» e pelas memórias que desfiámos a nossa jornada de África em Angola, por terras do Uíge. 
Fez carreira profissional nas Brigadas de Trânsito (BT) da GNR e está aposentado, assumindo as dores da morte de um filho, que nos disse ter sido agredido com objecto contundente, na estrada, há 3 anos, tendo sido, segundo a sua versão, simulado um acidente de viação para absolver o(s) agressor(es). Com ele falámos há momentos, e aqui renovamos nosso abraço solidário e de parabéns pelos 68 anos que amanhã assinala.
- «A morte do furriel Melo». - Ver AQUI - «O Melo está vivo» - Ver AQUI


Catarino de Santa Isabel
faria hoje 68 anos !

O 1º. cabo Catarino, da 3ª. CCAV. 8423, faria hoje 68 anos. Faleceu a 1 de Novembro de 1983.
Joel Carlos Gonçalves Catarino era atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte de Santa Isabel e regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, a Paivas, no município do Seixal, depois da sua jornada africana de Angola, que também o fez passar pelo Quitexe e por Carmona.
Não conhecemos o motivo do seu falecimento,  apenas que ocorreu a 1 de Novembro de 1983, já lá vão 47 anos e com 31 de idade.  Aqui o recordamos com saudade. RIP!!!

sábado, 8 de fevereiro de 2020

4 960 - Espectáculo para soldados e passeios às Quedas do Duque de Bragança




Os furriéis milicianos Carlos Letras e António Chitas,da 2ª. CCAV. 8423, numa das viagens
 turísticas às quedas do Duque de Bragança
O furriel José Pires, TRMS da CCS do BCAV. 8423,
e a grandiosidade das Quedas do Duque de Bragança

O Movimento das Forças Armadas (MFA) organizou «um espectáculo de soldados para soldados», a 8 de Fevereiro de 1975 e na cidade de Carmona. 
A iniciativa realizou-se nesse sábado à noite e «causou impacto positivo no estado psicológico das tropas», como sublinha o livro «História da Unidade» - se bem que pouca ideia tenhamos dele, assim como companheiros que sobre ele falámos. 
A actividade incluiu-se nas que, da responsabilidade do oficial de acção psicológica, se vinham efectuando desde os finais de Janeiro e já tinham envolvido o espectáculo do dia 21, também em Carmona e no pavilhão gimnodesportivo do Clube Recreativo do Uíge (CRU) - para além de jogos de futebol e passeios turísticos às Quedas do Duque de Bragança, Malanje, Cacuso e Salazar. E até um jornal de parede.
As mudanças no modelo de actuação deviam-se, segundo o livro «HdU», à «saída do oficial de acção psicológica do BCAV. , por motivos disciplinares e a sua substituição», o que «fez melhorar os trabalhos inerentes àquela função». Falamos dos alferes miliciano José Leonel Hermida (Transmissões), substituído pelo também alferes miliciano António Manuel Garcia (de Operações Especiais, os Rangers).
O dia, no Quitexe, foi tempo para um comício do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), «em colaboração com a FNLA». 
O livro «HdU» tem este breve registo, apenas, e dele também não temos alguma memória. É até estranho, de alguma maneira, a realização de tal comício, apoiado pela FNLA, já que o PAIGC tinha relações próximas com o MPLA - do qual era politicamente mais cúmplice.
Furriel mil. João
Domingos Peixoto
Albino Pires
1º. cabo

Cavaleiros do Norte 
em dias de 68 anos!

O dia 7 de Fevereiro de 2010 foi tempo dos 68ºs. aniversários de dois Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423.
Actualizamos a lista ontem iniciada e aqui noticiada:
- PEIXOTO: Furriel miliciano João Domingos Faria Taveira de Peixoto, que esteve adido à CCS, no Quitexe, em trânsito. Há de Carmona, rodou para Cabinda. Profissionalmente, foi professor do ensino secundário e, já aposentado, mora em Braga, a sua terra natal.
- PIRES: Albino Jorge de Oliveira Pires, 1º. cabo sapador da CCS. Natural de Folsosinho, em Seia (Serra da Estrela), está emigrado nos Estados Unidos onde, já aposentado, gere «a propriedade de uma jornalista milionária» e de onde e a Portugal vem duas vezes por ano.
Furriel João
Baldy Pereira
Manuel Qua-
resma, 1º. cabo

Cavaleiros do Norte
falecidos a 7 de Fevereiro

O dia 7 de Fevereiro, infelizmente, tem a ver com o falecimento, em anos diferentes, de três Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423.
- BALDY: João Manel Baldy Belém Pereira, furriel miliciano da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala. Faria 68
M. Nunes,
o Amarante
anos mas faleceu de doença cancerosa a 26 de Novembro de 2017. Foi delegado de propaganda médica, residia na Amadora e a morte «levou-o» 5 meses depois de ter sido diagnosticada a doença.
- QUARESMA: Manuel Quaresma da Silva, 1º. cabo apontador de morteiros da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel. Faleceu neste dia de 2004, também de doença cancerosa. Nasceu a 13 de Dezembro de 1952 e vivia em Cacia, no município de Aveiro. 
- NUNES: Manuel Augusto Gomes, o Amarante, sapador de infantaria e Cavaleiro do Norte da CCS, faria 68 anos, mas, de doença, faleceu a 24 de Maio de 2000 - há quase 20 anos. Morava em Telões, município de Amarante, daí ser popularmente conhecido por Amarante.
RIP!!! RIP!!! RIP!!!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

4 958 - As orações e cartas dos «zalalas» a Nossa Senhora de Fátima!...

Os furriéis milicianos Joaquim Branco, o primeiro à direita, de pé, e Carlos Ribeiro, o primeiro, á
direita, sentado, ambos a 1ª. CCAÇ. 4211, a de Zalala e antecessores dos Cavaleiros do Norte na mítica
 mítica Fazenda de Zalala, a mais rude escola de guerra»
O furriel Joaquim Branco, mecânico-auto
da 1ª. CCAÇ. 4211, junto da imagem de
Nossa Senhora de Fátima de Zalala
As Portas de Zalala


A Fazenda de Zalala era sede de aquartelamento da tropa portuguesa, que de lá saiu a 8 de Novembro de 1974, quando a 1ª. CCAV. 8423 rodou para Vista Alegre e Ponte do Dange. Assim se fechou «a mais rude escola de guerra».
A 1ª. CCAV. 8423 lá tinha substituído, a 7 de Junho de 1974, a 1ª. CCAÇ.  4211. Foram desta, e entre muitos outros combatentes, os furriéis milicianos Joaquim Matos Branco. mecânico-auto, e Carlos Alberto Martins Ribeiro, atirador de Infantaria, ambos de Águeda e companheiros de banco de escola do Franciaco Neto e do Viegas, também furriéis milicianos mas de «Operações Especiais» (os Rangers) da CCS do BCAV. 8423, no Quitexe.
O Branco, há dias, foi entrevistado pela SIC, em programa de memórias da guerra colonial. nele se confessando ferveroso crente de Nossa Senhora de Fátima, que em imagem bem pequena, era ícone de fé da tropa na distante, perigosa e saudosa Zalala.
«Se eu recebesse alguma coisa pelas orações a Nossa Senhora, era um bálsamo, rezando-lhe, sentia-me em família, em companhia da família, mais seguro», disse ele, emocionado e grato pelas graças de que se disse «ter sentido» e como se, na sua jornada africana de Zalala, se sentisse «em casa».
«São coisas que não se explicam, acontecem», diz Joaquim Branco, agora nos seus corridos 69 anos e aposentado da função pública, evocando «os momentos de fé e oração» que na sua jornada africana do Uíge angolano se viviam junto da imagem de Nossa Senhora de Fátima.
O furriel Joaquim Branco em 2020 (na SIC)


Rezar a Nossa
Senhora de Fátima!

A maioria dos «caçadores» da 4211 de Zalala era do norte, comandados pelo capitão miliciano Palma Nunes, e, recorda 
O capitão Castro Dias e o
 alferes João Machado,
do BCAV. 8423
Joaquim Branco, 
«rezavam a Nossa Senhora, junto à imagem, em grupos ou isolados, pedindo protecção».
E muitos escreviam cartas, cheias de fé e de louvor, dando e pedindo-Lhe graças! 
«Ficávamos mais aliviados e confiantes e havia quem escrevesse a Nossa Senhora cartas de conforto e de fé. Se hoje escrevesse a Nossa Senhora, eu diria..., eu diria para que foi o sacrifício, para que valeu o esforço da guerra colonial. De que valeu?», interrogou-se Joaquim Branco, no programa transmitido pela SIC.
A imagem de Nossa Senhora de Fátima a que se refere foi trazida de Zalala pelo capitão miliciano Davide de Oliveira Castro Dias, comandante dos Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423 e entregue a um sacerdote seu familiar. Estará algures, num altar de Portugal.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

4 957 - A morte do furriel Mosteias! O comandante em Carmona!

As paginas 5 e 6 da reportagem sobre a viagem do furriel Viegas a Angola, 44 anos depois da jornada
uíjana e quando nascia o País Angola e publicada no suplemento «B.I.» do «Sol», semanário nacional de
 Lisboa, de 1 de Fevereiro de 2020
Os furriéis milicianos Viegas, Luis Mosteias (falecido há 7
 anos) e Francisco Neto, na messe do Bairro Montanha 
Pinto, na cidade de Carmona  (1975)


O furriel miliciano Luís Mosteias faleceu há dois anos, a 5 de Fevereiro de 2013. Não resistiu à violência de uma doença que, em finais de Dezembro anterior, o atirou para uma cama do Hospital do Litoral Alentejano. Foi um dos grandes e maiores Cavaleiros do Norte, um companheiro de sempre, um amigo imortal!
Soubemos da sua doença a 2 de Janeiro desse ano de 2013,
Os furriéis milicianos Mosteias e Viegas,
 à porta da secretaria da CCS do BCAV.
8423, na Avenida do Quitexe (1974)
quando lhe ligámos  para o abraço dos 61 anos - que (ele) fazia nesse dia! Já estava internado no Hospital do Litoral Alentejano e falou-nos da doença, diminuindo-lhe a gravidade e gracejando, até, com a forma como com ele lidavam os médicos.
Companheiros da jornada africana do Uíge Angolano testemunharam-lhe, nesse intervalo de tempo, toda a solidariedade que tanto merecia, encorajando-o para o combate que travava.
Faleceu há 7 anos, precisamente há 7 anos e derrotado pela grave doença que levou à hospitaliazação. Hoje, como nesse dia, deixamos aqui a palavra que define a imortalidade do Mosteias, entre os Cavaleiros do Norte: SAUDADE!!!
Eterna SAUDADE!!!
                                                      Comandante do BCAV. 8423 no BC 12 de Carmona                                              O comandante Almeida e Brito deslocou-se a Carmona n dia 5 de Fevereiro de 1975, numa altura em que os Cavaleiros do Norte cada vez mais expectavam sobre o futuro próximo.          O mês de Fevereiro de 1975, de resto e segundo o livro «História da Unidade». «caracterizou-se para o BCAV. pela incerteza do seu futuro destino, já que «iria ser considerado a fazer parte das tropas de intervenção determinado pelo acordo de Penina» - o do Alvor.
O comandante Almeida e Brito fez-se acompanhar pelo capitão José Paulo Falcão, que era o oficial-adjunto dos Cavaleiros do Norte.
- MOSTEIAS. Luís João Ramalho Mosteias, furriel 
miliciano sapador, da CCS do Batalhão de Cavalaria 8423. 
Oriundo de Cabeção (Mora), com vida feita por Lisboa, 
Montijo (terra de afeição) e Vila Nova de Santo André. 
Faleceu a 5 de Fevereiro de 2013, no Hospital do Litoral Alentejano.
RIP!!!
Ver AQUI
E AQUI
E AQUI


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

4 956 - Não «partiria» eu todo completo sem voltar a Angola!

As segunda e terceira páginas das seis da reportagem da visita do furriel Viegas a Angola, 
no suplemento «B.I.» do jornal «Sol», semanário de Lisboa, a 1 de Fevereiro de 2020


Nogueira , Viegas e Mário na Angola de finais de 2019,
  para reviver os tempos que, há 44 para 45 anos,  fizeram
nascer um novo País. Angola!
Jornal SOL
A reportagem publicada pelo jornal «Sol», semanário nacional que se edita em Lisboa, no suplemento «B.I.», da edição de 1 de Fevereiro de 2020, evoca os meus dias de Angola, 44 anos depois do regresso 

A chegada a Luanda: Mário Ribeiro, engº. Eugénio Silva,
furriel Viegas, Nogueira e um amigo do engº. Eugénio
a Portugal, no já bem distante dia 8 de Setembro de 1975.
Dias que, agora, foram de farta emoção e grávidos de memórias, galgando milhares de quilómetros para sentir os cheiros da terra uíjana e «matar» a saudade de um tempo irrepetível e imortal da minha vida: o da jornada que, como militar, me levou ao norte, ao Quitexe e a Carmona - agora cidade do Uíge.
Me levou, também e como civil de férias militares, às huambanas Nova Lisboa, Silva Porto e Caala, à quanzana Gabela, às litorais Benguela, Catumbela e Lobito. E pela grande metrópole que já era Luanda, à sua baixa e locais de culto da tropa, à restinga e às praias, ir ao Mussúlo e contemplar a baía. E Viana, Catete, o Dondo, Quibala, Alto Hama, Cubal, Porto Amboim, Novo Redondo. De passagem e para o norte, o Cacuaco, o Piri, Úcua, Ponte do Dange, Vista Alegre e Aldeia Viçosa! Quantas terras mais?! Quantas gentes, tão diferentes e tão iguais!
A baía de Luanda vista da fortaleza

Não «partiria» completo 
sem voltar a Angola!

Foi isso há 44/45 anos, em 1974/75.
Agora, por Setembro e Outubro de 2019 adentro, deixei levedar o meu feliz e quase infantil entusiasmo, galgando as mesmas rotas, as mesmas estradas e caminhos, para reviver esses tempos que fizeram nascer um novo País. Angola!
Não sabia, quando parti de Lisboa para Luanda, mas soube quando voltei: não morreria completo, não partiria eu «todo» para o outro lado, se não tivesse voltado a Angola.
Fui e voltei feliz!
Quero aqui sublinhar a segurança que sempre senti, por Angola adentro, relaxado nos cuidados e garantia da condução, afabilidade e cortesia de Mário Rui da Silva Farinha Ribeiro - o Mário, o Márito, empresário no Lobito e cidadão maior de toda a Angola.
Os milhares de quilómetros que me levaram pela imensa Angola fora não teriam sido tão tranquilos, quanto felizes, se não fosse a competência, a disponibilidade e a segurança proporcionada pelo Márito, o Mário Rui Ribeiro que, do Lobito e da sua «TUDAOPNEU», mostra toda a Angola que conhecíamos e (re)descobrimos.

Obrigado, Márito!

sábado, 1 de fevereiro de 2020

4 955 - Redescobrindo Angola, 44 anos depois...! Reportagem no jornal «Sol»!

As duas primeiras das seis páginas que o jornl «Sol» hoje publica, no suplemento BI, sobre a recente 
 viagem do furriel Viegas a Angola e a terras dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423
Os furriéis Viegas e Neto junto ao
pequeno monumento do jardim do
Quitexe, em 1974/19755. Em baixo,
Viegas, no mesmo local e 44 anos
depois, em finais de 2019
«SOL», jornal semanário
de Portugal


O jornal «Sol», semanário nacional de Lisboa, publica na edição de hoje, dia 1 de Fevereiro de 2020 e no suplemento «B.I.», uma reportagem de 6 páginas sobre a recente viagem do furriel Viegas a Angola e a terras dos Cavaleiros do Norte, as da nossa jornada africana do Uíge.
Sugerimos que a leiam e aqui deixamos as duas primeiras páginas (em imagem) e alguns dos primeiros parágrafos:
O furriel Viegas o e o engº. Eugénio
Silva em finais de 2019

Redescobrindo Angola,
44 anos depois...
- Militar português dos tempos da descolonização foi rever os sítios onde nascia um país novo (Angola), num tempo de guerra sangrenta entre irmãos que combatiam pela independência

O cheiro de Luanda já me enche a alma quando, fora do aeroporto, faço memória do 30 de Maio de há 45 anos e ali pousei, então de farda vestida para servir as Forças Armadas Portuguesas na construção do País novo que ia nascer. 

Estava em Angola, em jornada de saudade e, ainda no avião da TAP, olhando a baía luandina, já redescobrira os aromas desta terra enorme, já reachara os seus cheiros, a sua grandeza.
O meu caminho era para o Uíge, por onde, em 1974/75, fiz a minha jornada Angolana de África e esperam-me o Mário Ribeiro e o João Nogueira - que iriam ser companheiros de um tempo de
18 dias a galgar o chão angolano e a reencontrar sítios onde, com orgulho, com garbo, muitos militares portugueses arriscaram a vida para garantir o processo de descolonização.
«Furriel Viegas?!», perguntou-me, ao lado, um angolano, o engenheiro Eugénio Silva, que fez vida na prospecção de petróleos e que nos trágicos primeiros 6 dias de Junho de 1975 morava em Carmona, a actual cidade do Uíge, e foi um dos milhares de cidadãos uíjanos que a tropa portuguesa recolheu nas ruas da cidade e refugiou no quartel, salvando-os da matança que foram os dramáticos combates que regaram a cidade de sangue e de mortes».
- NOTA: Ver as 6 páginas no jornal «Sol», na edição papel, de 01/02/2020