CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

5 335 - O emblema braçal dos Cavaleiros do Norte! Portugal sem reconhecer a Angola independente!

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, em Caneças e em almoço de 4 de Junho de 2016,
a festejar os 67 anos do Rogério Raposo. De pé, José Almeida, António Pereira (1º. cabo 
condutor, que não era visto desde 1975), 1ºs. cabos Jaime Rego e Ângelo Lourenço, 
António Lucas, Raposo  e Orlando Martins. Em baixo, Jorge Silva, Tó Lago, furriel 
Carlos Letras (da 2ª. CCAV.), Celestino Fernandes e furriel João Dias

lferes miliciano Barros Simões, 
da 3ª. CCAV. 8423 e autor do
emblema  do BCAV. 8423
O emblema do
BCAV. 8423


O emblema braçal do Batalhão de Cavalaria 8423, «servindo o lema «Perguntai ai Inimigo Quem Somos», pertença das Tradições do RC4» foi conhecido a 11 de Fevereiro de 1974. Há 47 anos e no Destacamento do RC4, no Campo Militar de Santa Margarida.
RC4 era o Regimento de Cavalaria º. 4, a unidade mobilizadora do BCAV. 8423, aquartelado no Campo Militar de Santa Margarida, e o desenho final é da autoria do então aspirante a oficial miliciano e futuro alferes miliciano Mário José Barros Simões, atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel.
«Foi-me pedido pelo comandante Almeida e Brito, sabendo que eu trabalhava na área das artes gráficas. Deu-me as indicações e desenhei-o», disse Barros Simões, há já algum tempo, quando lhe perguntámos pela forma como foi criado o emblema dos futuros Cavaleiros do Norte.
«Com as dicas recebidas, fui-o aperfeiçoando até ao produto final», explicou este oficial miliciano da 3ª. CCAV. 8423, agora morador nas Caldas da Raínha.
O que se tornou símbolo dos Cavaleiros do Norte!
O emblema foi projetado para «plena identificação com a sua unidade mobilizadora» - o RC4 -, a fundo preto (assim como o guião), «enquanto que as Companhias adoptaram as cores vermelha (a 1ª. CCAV. 8423), a azul (a 2ª. CCAV. 8423) e a castanha (a 3ª. CCAV.)», respectivamente as da Fazenda Maria João (Zalala), Aldeia Viçosa e Santa Isabel.
A CCS - Companhia de Comando e Serviços, a do Quitexe, assumiu, naturalmente, o símbolo/emblema do BCAV. 8423.
O objectivo inicial foi «instituir o espírito de corpo ao BCAV., de modo a que se constituísse num todo coeso, disciplinado e disciplinador», sublinha o livro «História da Unidade».
A 1ª. página do Diário de Lisboa
de 11 de Fevereiro de 1975, há
46 anos, noticiando o avanço do
MPLA no sul de Angola e o
«atraso» de
 Portugal em
reconhecer Angola


Cavaleiros com  incertezas
quanto ao seu futuro !
- MPLA avançava e Portugal não reconhecia Angola

A terça-feira de há 46 anos foi dia de carnaval, era 11 de Fevereiro de 1975, e os Cavaleiros do Norte do BACV. 8423 continuavam a sua então mais tranquila jornada africana do Uíge angolano.
A sua actividade operacional estava limitada a serviços de ordem e escoltas a deslocações a fazendas e povos da zona de acção
O mês, para os Cavaleiros do Norte, «caracterizou-se pela incerteza do seu futuro destino», como refere o livro História da Unidade», sublinhando também que «iria ser considerado a fazer parte das tropas de integração determinadas pelo Acordo da Penina» - o do Alvor.
Dois anos depois, a 11 de Fevereiro de 1976, já os Cavaleiros do Norte tinham regressado a casa e pela Angola independente continuavam os combates. O MPLA avançava no sul do território e, reportava o Diário de Lisboa, «consolida(va) posições, fazendo crer que em breve dominará a totalidade do território angolano».
A posição portuguesa é que se mantinha renitente, quando ao reconhecimento da República Popular de Angola, declarada a 11 de Novembro de 1975, pelo MPLA, na voz do presidente Agostinho Neto.
«O MPLA avança, enquanto Lisboa parece, por agora, atrasar uma decisão inelutável», resumia o Diário de Lisboa, na sua edição de 11 de Fevereiro de 1976. Há 45 anos!



Fernandes da Zalala, 68
C. Fernandes
anos em Odivelas !


O atirador Celestino Marques Fernandes, soldado da 1ª. CCAV. 8423, festeja 69 anos a 11 de Fevereiro de 2020.
Cavaleiro do Norte da Fazenda Maria João, a de Zalala (Grupo RIMAGA) e depois de Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona (actual cidade do Uíge, capital da província do mesmo nome), integrou o 1º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes miliciano Mário Jorge de Sousa, dos Rangers, e é natural de Borda da Ribeira, freguesia do concelho de Vila de Rei. 
Regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, à sua terra natal, mas actualmente mora em Odivelas, para onde vai o nosso abraço de parabéns!
.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

5 334 - O dia sem correio de Portugal ! A UNITA e as terras distribuídas aos colonos brancos!

Militares do Pelotão-Auto da CCS/BCAV. 8423. Atrás, NN, Canhoto, Miguel, NN (mecânico),
Gaiteiro (que hoje faz 679 anos) e NN. A seguir, Picote (mãos nas ancas, a rir, que faleceu
 a 6/08/2018, em Óbidos), 1º. cabo A. Teixeira (pintor), NN (atrás), Serra (mãos no cinto), NN
(mecânico ?), 1º. sargento Aires (de óculos), alferes miliciano Cruz (de branco), 1º. cabo
Frangãos (Cuba), furriel miliciano Morais (de óculos), Joaquim Celestino, NN, NN e
Vicente (condutores. Em baixo, 1ºs. cabos D. Teixeira (estofador) e Marques
(Carpinteiro, falecido a 1/112011, em Ovar), Madaleno (atirador) e Pereira
  (mecânico, falecido a 21/02/2018, no Sardoal)

Quitexe, messe de sargentos do BCAV. 8423 e um
quinteto de furriéis milicianos: Flora, Costa (dos
Morteiros), Belo, Bento e Abrantes (adido à CCS)

O dia 10 de Fevereiro de há 46 anos foi uma segunda-feira de carnaval e passado tranquilamente pelas terras uíjanas do norte de Angola.
O dia, por ser uma segunda-feira, era dia sem correio de Portugal para os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, o que, aliás, era habitual.
A Luanda, na verdade, não chegavam aviões de Lisboa nesse dias da semana e, logo por isso, não chegava aerogramas - os famosos «bate-estradas» que tantas notícias e promessas de amor carrearam de um lado para o outro, da Angola africana para o europeu Portugal.
As informações das famílias e dos amigos não chegavam mas, de Portugal, ainda que muito limitadas - apenas pela onda curta da Emissora Nacional, a actual RDP, que por lá se ouvia com algumas dificuldades, cheia de ruídos -  chegava muito noticiário, muito politizado e que nós, a mais de 6 000 quilómetros, entendíamos menos bem. 
Noticiário muito revolucionário, à moda do tempo.
O Uíge, a vermelho,
no mapa de Angola

A UNITA e as áreas 
dos colonos brancos

A imprensa escrita de Angola, essa, chegava-nos  essencialmente pela leitura do diário «A Província de Angola» e dava-nos conta, nesse dia de há 46 anos da realização, em Nova Lisboa (actual Huambo), e na véspera, da 
«as áreas que tenham sido distribuídas aos colonos brancos, presidida por Jonas Savimbi e exigindo do Governo de Transição «prioridade na resolução do problema das terras», com isso directamente questionando «as áreas que tenham sido distribuídas aos colonos brancos» pela administração portuguesa.
Outra decisão importante da conferência unitista foi a de «criar um centro de administração política» e também um «serviço de segurança» para as áreas libertadas pela mesma UNITA, neste caso procurando assegurar «um processo de descolonização pacífico, metódico e democrático».
A influência da UNITA na área de acção dos Cavaleiros do Norte era praticamente inexistente. A FNLA era o movimento dominante no Uíge. Onde o MPLA tudo fazia para entrar, para tal desenvolvendo (tal como a FNLA) «intensa actividade política».
J. Celestino
em 2018

Celestino, condutor da CCS, com
alta e problemas de locomoção 

O soldado condutor Joaquim Celestino Gomes da Silva, da CCS do BCAV. 8423, já teve alta hospitalar mas sobram-lhe problemas de locomoção.
Há sensivelmente um ano foi internado no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, onde foi alvo de uma bactéria (não identificada) que  lhe afectou os membros inferiores. Sujeito a várias operações, não recuperou e, agora com alta hospitalar e aos cuidados de uma irmã, aguarda por próteses que o ajudarão a caminhar.
Limitado a uma cadeira de rodas, por agora, são a sua grande esperança e o nosso grande desejo. Grande abraço para este nosso companheiro, grande animador dos encontros anuais da CCS.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

5 333 - Domingo de Carnaval do Quitexe e as primeiras eleições pós-25 de Abril!

Trio musical improvisado na Casa dos Furriéis da CCS do BCAV. 8423, no Quitexe: Peixoto,
 Neto e Viegas. Não era grupo para festa de carnaval, mas era não mais que uma grande
«barracada» musical. Não acertavam uma nota...


Um furriel disfarçado
mas não era carnaval...
Carnaval por terras de Angola
(foto da net)

O dia 9 de Fevereiro de 1975, há precisamente 46 anos, foi domingo de Carnaval, que pelo Uíge angolano pouco vimos, a não ser, na zona do Quitexe, os alguns sons que tambores e gritos de dança que nos chegavam das sanzalas vizinhas: o Cazenza, a Aldeia, a Talambanza, as mais próximas.
A nossa curiosidade não era muita, de resto, até porque, embora já sem as cansativas escoltas na Estrada do Café, as guarnições ainda tinham tarefas que sobrassem: além dos serviços de ordem a tarefas internas distribuídas, os grupos operacionais tinham ainda escalas diárias para visitas a fazendas e povos da zona de acção. O que, é bom não esquecer, sempre implicava o perigo subjacente para quem transitava nas longas e poeirentas picadas uíjanas.
O domingo de Carnaval de há 46 anos era mesmo domingo, dia em que, para quem não estivesse de serviço, até dava para vestir a farda nº. 2 (a de saída) para o «turismo» interno _ que mão passava de alguma saltada a Carmona (que pudesse...), pi passeio dos tristes pelas ruas, restaurantes e bares do Quitexe. Em Aldeia Viçosa e Vista Alegre, não seria muito diferente o dia.
Os mais crentes iam à missa do Padre Albino Capela (na Igreja da Santa Mãe de Deus) e os mais abonados até dispensavam o rancho para irem almoçar ao Pacheco, ao Rocha ou ao Topete - restaurantes da vila quitexana.
Era dia de correio, que chegava de Carmona ao fim da tarde, normalmente pelas mãos do 1º. cabo Rodolfo Tomás, e nesse dia chegaram notícias das eleições que se iriam realizar em Portugal. As primeiras, depois do 25de Abril de 1974 - para a Assembleia Constituinte.

Partidos de há 42 anos, nas pri.
meiras eleições pós-25 de Abri
l


As primeiras eleições do
Portugal pós-25 de Abril

As eleições era um dos «pratos fortes» das vastas e fartas tertúlias da messe de sargentos (e noutros locais da guarnição, certamente), nalguns casos com posições muito extremadas, abundantemente discutidas e divididas entre as ideias que hoje se chamariam de direita e de esquerda, sem que na altura as identificássemos com a mínima clareza.
O que eram PS, PCP, PPD (agora PSD) ou CDS para os militares da guarnição quitexana? Ou os já desaparecidos PDC, FSP, PCPT/MRPP, MDP/CDE ou MES, FEC/ML, LCI, UDP e AOC? Ou o PPM?
Alguns deles nem chegariam ao acto eleitoral de 25 de Abril (só os da imagem) e, para a maioria de nós, pouco diziam e menos importavam. O que nos importava era a data de regresso a Portugal.
Fazendo memória desse tempo de há 46 anos, recordamos os partidos que por essa altura se apresentavam a eleições:
- PS: Partido Socialista.
- PCP: Partido Comunista Português.
- PPD: Partido Popular Democrático (actual PSD).
- CDS: Centro Democrático Social.
- PDC: Partido Democrata Cristão.
- FSP: Frente Socialista Popular.
- PCTP/MRPP: Partido Comunista dos Trabalhadores de Portugal/Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado.
- MDP/CDE: Movimento Democrático Português/Comissão Democrática Eleitoral.
- MES: Movimento da Esquerda Socialista.
- FEC/ML: Frente Eleitoral de Comunistas (Marxistas-Leninistas).
- LCI: Liga Comunista Internacionalista.
- UDP: União Democrática Popular.
- AOC. Aliança Operária Camponesa.
- PPM: Partido Popular Monárquico.
O que é que nos diziam estes partidos todos? Nada. Ou muito pouco. O nosso ponto de interesse estava centrado no regresso a Portugal, o que só viria a acontecer em Setembro desse ano de 1975.

O Verde em 2014

Verde de Aldeia Viçosa já
maduro aos 69 anos de vida!

O soldado Joaquim Henrique Ferreira Pereira Verde, atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8423, festeja 69 anos a 10 de Fevereiro de 2021.
Cavaleiro do Norte de Aldeia Viçosa e depois de Carmona, é natural de Casal da Cortiça, povoação da freguesia de Barreira, em Leiria - aonde regressou a 10 de Setembro de 1975.Por lá fez a sua longa carreira profissional na área da serração de mármores e mora no Vale Gracioso, em Azóia, também em Leiria.
Para lá, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

5 332 - O dia em que faz 69 anos o furriel Melo, que já foi dado como morto!

Grupo de combate de Aldeia Viçosa comandado pelo
alferes Machado (atrás), com os furriéis José F. Melo
 (que hoje festeja 69 anos, em Leiria), António Artur
Guedes e Carlos Letras - todos milicianos. Aqui, em
«duro combate» nas piscinas de Carmona (1975)


O furriel miliciano Melo, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja 69 anos a 9 de Fevereiro de 2021. Amanhã e em Leiria.
José Fernando Noro Dias de Melo foi atirador de Cavalaria, formado na Escola Prática de Santarém, e é originário da Granja do Ulmeiro, em Soure, tendo integrado a 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa - no grupo de combate comando pelo alferes miliciano João Machado e os furriéis miliciano Carlos Letras (os dois de Operações Especiais, os Rangers) e António Artur Guedes, atirador de Cavalaria.
Regressou a Portugal no dia 10 de
O JF Melo em 2011
 Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) jornada africana do norte de Angola, por terras uíjanas, e à Granja do Ulmeiro, em Soure, de onde é natural.

O morto por doença
que... ressuscitou !
 
Há 10 anos, em 2011, foi aqui dado como morto, devido a doença. Mas, final e felizmente, estava vivo. E está. A 22 de Junho do mesmo ano, demos conta da «ressurreição» e em Agosto visitámo-lo na sua casa de Leiria - onde nos emocionámos pela dita «ressurreição» e pelas memórias que desfiámos a nossa jornada de África em Angola. De quando em vez, falamos pelo telefone.
Fez carreira profissional nas Brigadas de Trânsito (BT) da GNR e está aposentado, assumindo as dores da morte de um filho, que nos disse ter sido agredido com objecto contundente, na estrada, há 3 anos, tendo sido, segundo a sua versão, simulado um acidente de viação para absolver o(s) agressor(es). Com ele falámos há momentos, e aqui renovamos nosso abraço solidário e de parabéns pelos 68 anos que amanhã assinala.

- «A morte do furriel Melo». - Ver AQUI - «O Melo está vivo» - Ver AQUI

Fazenda Santa Isabel: o eirado de café
e a torre/fortaleza do Comando

Joel de Santa Isabel
faria 69 anos !|

O 1º. cabo José Carlos Gonçalves Catarino, atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423, faria 69 anos a 9 de Fevereiro de 2021. Faleceu há 38 anos.
Cavaleiro do Norte da Fazenda Santa Isabel, também jornadeou pelo Quitexe e Carmona, tendo regressado a Portuga no dia 11 de Setembro de 1975, a Paivas, freguesia de Amora, no concelho do Seixal - onde residia. Desconhecemos a razão, mas sabemos que faleceu a 1 de Janeiro de 1983 - já lá vão mais de 38 anos.
Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!
Cavaleiros do Norte da CCS: 1º. cabo
Agostinho Teixeira, alferes António A.
Cruz e condutor Gaiteiro, que amanhã
festeja 69 anos em Perafita
A. Gaiteiro
em 1974/75


Gaiteiro, condutor da CCS,
69 anos em Perafita !

O soldado condutor-auto Gaiteiro, da CCS do BCAV. 8423, comemora 69 anos a 10 de Fevereiro de 2021.
Américo Manuel da Costa Nunes Gaiteiro foi Cavaleiro do Norte no Quitexe e em Carmona, regressando a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 - à sua Perafita de residência, em Leça de Palmeira, concelho de Matosinhos. Trabalhou anos a fio na Petrogal e já está aposentado.
Corajosamente, tem enfrentado uma série de delicados problemas de saúde, sem deixar «falecer» a sua eterna boa disposição e irreverência. A 11 de Setembro de 2012, «foi à faca», por causa de um problema da próstata. A este problema juntou-se uma complicação da bexiga, que os cirurgiões entenderam «limpar». E limparam, aproveitando o momento e deixando-o por aí e para as curvas da... vida.
Mora em Perafita e para ela vai o nosso abraço de parabéns!

domingo, 7 de fevereiro de 2021

5 331 - O último dia das escoltas dos Cavaleiros do Norte na Estrada do Café!

O furriel Viegas, da CCS, e o condutor Nogueira, do Liberato, na placa de Úcua, a
 24 de Setembro de 2019, quando lá passaram a caminho do Quitexe e Carmona.
Fizeram  a mesma rota das escoltas que os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423
terminaram a 7 de Fevereiro de 1975. Há precisamente 45 anos!

A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo - os
Tocoistas - em Úcua. O furriel Viegas, a 24/09/2019
e a caminho de Ponte do Dange, Vista Alegre,
Aldeia Viçosa, Quitexe e Carmona


O dia 7 de Fevereiro de 1975 foi o último das escoltas que os Cavaleiros do Norte faziam na Estrada do Café, a via que ainda hoje liga a capital Luanda a Carmona - a actual cidade do Uíge e capital da província do mesmo nome.
As escoltas estendiam-se por qualquer coisa como 200 quilómetros, desde das portas de Carmona até a Úcua. «Um serviço assaz desgastante para o pessoal e viaturas» e que, segundo o livro «História da Unidade», que citamos, «não conduzia a qualquer finalidade prática».
Trazia, isso sim, pequenos conflitos com os movimentos de libertação, que reclamavam o controlo da estrada (sabe-se lá para que fins), e também com muitos motoristas civis dos camiões pesados que asseguravam o escoamento e p abastecimento de bens - de e para a província do Uíge. Sempre muito renitentes às operações de controlo militar.
A actividade operacional continuou noutros campos, já sem operações nas matas uíjanas. «Manteve as características anteriores, com muitas visitas a fazendas e povos, o que levava a percorrer a redes estradal com elevada frequência», desse tempo faz memórias o «HdU».
Furriel João
D. Peixoto


Peixoto, furriel atirador,
69 anos em Braga !

O furriel miliciano Peixoto foi Cavaleiro do Norte por «empréstimo» e hoje, em Braga, festeja os seus magníficos 69 anos!
João Domingos Faria Taveira de Peixoto era atirador de infantaria e para Angola foi integrado na CCAÇ. 4741/74, formada nos Açores e destinada a Santa Cruz, onde fez «baptismo» de guerra. Só mais tarde rodou para a CCS do BCAV. 8423, no Quitexe. Depois, ainda esteve connosco em Carmona e seguiu para Cabinda - onde acabou a sua comissão militar..
«Apareci na vossa CCS transferido por motivos disciplinares», contou-nos ele, que em Sanza Pombo  encontrou o Mota Viana - que de Zalala saiu em Outubro de 1974, também por razões disciplinares.
Regressado a Portugal fez carreira no ensino e, agora já aposentado, continua a viver na sua Braga natal, para onde vai o nosso abraço de parabéns!  
Furriel João
 Baldy Pereira

Baldy Pereira, furriel de
Zalala,m faria 69 anos !

O furriel miliciano João Manuel Baldy Belém Pereira foi atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Zalala, e faria 69 anos a 7 de Fevereiro de 2021. Faleceu a 26 de Novembro de 2016.
A sua missão como Cavaleiro do Norte foi algo meteórica, pois em Julho de 1974 foi punido com 10 dias de prisão disciplinar agravada (OS nº. 28), agravada para 20 dias, pelo Comando do Sector do Uíge (OS 46) e depois transferido para Salazar (N´Dalatando) - onde foi achado em finais de Julho e a 4 de Agosto de 1975, quando por lá passaram os Cavaleiros do Norte na sua épica viagem de regresso a Luanda.
Regressou a Portugal em data desconhecida e desenvolveu actividade profissional como delegado de propaganda médica. Vivia em Santo António dos Cavaleiros quando, 5 meses dates da sua partida, lhe foi despistada uma galopante doença cancerosa.
Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!
João Pires
1º. cabo

Pires, 1º. cabo sapador, 69 
anos nos Estados Unidos !

O 1º. cabo Albino Jorge de Oliveira Pires, sapador da CCS do BCAV. 8423, está hoje em festa, pelos 69 anos que comemora  nos Estados Unidos
Cavaleiro do Norte do pelotão do alferes miliciano Jaime Ribeiro e por Angola acumulou funções com as de responsável pelo bar dos soldados. 
Regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, a Folgosinho, em Seia, e, logo em Janeiro de 1976, «vou» para os Estados Unidos, onde já se encontravam os pais. Fixou-se em Danbury, a uns 90 quilómetros de Nova Iorque, e aposentou-se há 5 anos, depois de 37 a laborar numa fábrica de produtos de alumínio «mais finos que um cabelo».
Casado e pai de dois filhos, a pandemia tem impedido o seu «vaivém» anual, entre Estados Unidos e Portugal, e para ele, que por lá está, daqui vai o nosso abraço!


sábado, 6 de fevereiro de 2021

5 330 - O funeral de Victor Vicente e as mortes do 1º. cabo Quaresma e do soldado Amarante!

Victor Vicente e Teresa, a esposa
em imagem de 2018/2019
V. Vicente 
em 2016



O funeral de Vitor Manuel Nunes Vicente, 1º. cabo apontador de metralhadoras da 2ª. CCAV. 8423, está marcado para 12 de Fevereiro de 2021.
Cavaleiro do Norte de Aldeia Viçosa, depois de Carmona, regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, fixando-se em Lisboa, onde já morava - agora na Rua Cesário Verde. Profissionalmente, foi empresário do sector da reparação automóvel, até que lhe despistada a doença de Parkinson. Há vários meses, entretanto, esteve internado nos cuidados Paliativos de Clínica 
O João Palongo, à esquerda,
com o 1º. cabo Vicente, a 3 de
Julho de 2019, em Setúbal
João de Deus, em Lisboa onde, além da doença de Parkinson, recordou-nos o 1º. cabo José Maria Beato que «repentinamente, foi atacado por uma Paralisia Super Locrian Progressiva», doença que chegou à paralisação total de todos os músculos do corpo e o levou a perder 40 kgs. de peso e ficar dependente.

Morte de 2 irmãos
no mesmo dia !

A 4 de Fevereiro de 2021, anteontem, faleceu por volta das 18 horas, não por causa das doenças de que há muito padecia, mas vítima de COVID-19, vírus que, explicou José Maria Beato, o contagiou na própria clínica onde estava internado.
O corpo de Victor Vicente vai ser cremado e está em lista de espera, pelo que o seu funeral se irá realizar apenas no próximo dia 12 de Fevereiro de 2021, às 8 horas da manhã e para o cemitério do Alto de S. João, em Lisboa.
O dia da sua morte, ao fim da tarde, coincidiu com a do irmão Aladim Alves Nunes, de 85 anos, da parte da manhã e vítima de um cancro na próstata. Deixa viúva a esposa Teresa, a quem e a todos os familiares, mandamos o nosso abraço solidário. RIP!!!


M. Quaresma
1º. cabo AdM
 
Quaresma, 1º. cabo de Santa
Isabel, faleceu há 17 anos !

O 1º. cabo Manuel Quaresma da Silva, apontador de morteiros da 3ª. Companhia do BCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, faleceu a 6 de Fevereiro de 2004. Há 17 anos.
Natural de Cacia (Aveiro), onde nasceu a 13 de Dezembro de 1952, jornadeou por Santa Isabel, Quitexe e Carmona e regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 e por lá fez vida familiar e profissional. Vítima de letal doença no estômago, faleceu com apenas 52 anos, em Aveiro e deixando viúva e filhos. 
Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!
M. A. Nunes, 
o Amarante

Nunes, o Amarante, 
faria hoje 69 anos !

O soldado sapador Manuel Augusto Nunes, da CCS do BCAV. 8423, faria hoje 69 anos mas faleceu há quase 21 anos!
Cavaleiro do Norte conhecido por Amarante, por de Amarante ser natural, fez a sua comissão militar angolana no Quitexe e em Carmona, tendo regressado a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 e fixado residência em Telões, sua terra natal neste município, por onde trabalhou e onde casou, sem filhos.
Faleceu a 24 de Maio de 2000, ainda não tinha 48 anos, vítima de doença, e hoje o recordamos com saudade. RIP!!!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

5 329 - As mortes do furriel Mosteias, há 8 anos, e do 1º. cabo Vicente, ontem e de Covid!

O 1º. cabo Victor Vicente, apontador de morteiros, da 2ª. CCAV. 8423, faleceu ontem em
Lisboa, vítima de Covid 19. Aqui, à esquerda e em 1975, com Eduar
do Tomé (Sintra, o
 Mercedes, condutor), e, da CCS, os
 1ºs. cabos Victor Florindo e Coelho (Buraquinho)

Victor Vicente, ontem falecido em
Lisboa, em imagem recente. RIP!!!

O 1º. cabo Victor Manuel Nunes Vicente, da 2ª. CCAV. 8423, faleceu ao fim da tarde de ontem, vítima da COVOD 19 e quando estava internado nos cuidados paliativos da Clínica João de Deus, em Lisboa.
Apontador de morteiros de especialidade militar, era natural de Xabregas, na capital portuguesa, e morava na Rua Gil Vicente. Sofria de Parkinson, doença recentemente agravada com uma paralisia Locrion progressiva, com paralização gradual dos sistema muscular, como aqui noticiámos a 2 de Janeiro deste ano de 2021.
Perdeu 40 quilos de peso e faleceu por volta sensivelmente das 18 horas, não pelas doenças de que há muito padecia mas com o COVID-19, com que foi contagiado na clínica onde estava internado
A trágica notícia para as famílias de Victor Vicente e dos Cavaleiros do Norte, esta enlutada pela perda de mais um companheiro da jornada africana do norte de Angola, é agravada pelo facto de também ontem, ao princípio da manhã, ter falecido o seu irmão Aladim Alves, aos 85 anos e vítima de cancro na próstata.
O corpo do nosso malogrado companheiro Victor Vicente vai ser incinerado e não se conhece, ainda, a data do funeral - que aqui daremos, mal saibamos.
Abraço solidário para a família de Victor Vicente. RIP!!! 
Luís Mosteias
no Natal de 1974
O furriel Mosteias num
Unimog do BCAV. 8423

Luís Mosteias, furriel da CCS, 
faleceu há 8 anos !

O saudoso furriel miliciano Luís João Ramalho Mosteias faleceu, vítima de doença, a 5 de Fevereiro de 2013, já lá vão 8 anos!
Sapador de especialidade militar e natural de Cabeção, na alentejana Mora, onde nasceu a 2 de Janeiro de 1952, já era casado e foi pai (a 21 de Setembro de 1974) quando, como quadro da CCS do BCAV. 8423, connosco jornadeou pelo Quitexe e Carmona, no norte uíjano de Angola.
Foi um grande camarada do dia-a-dia da nossa jornada africana do Uíge angolano e homem de fortes convicções, um combatente sem medos, um companheiro generoso e leal, de total frontalidade, inesquecível, um companheiro de sempre!
Soubemos da sua doença há 8 anos, no dia do seu aniversário (faria 61 anos), quando lhe ligámos a felicitá-lo e por ele soubemos da doença que o atirou para uma cama do Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém - onde acabou por falecer, hoje se passam 8 anos. Hoje, o recordamos com muita, muita, muita  saudade. RIP!!!
Os furriéis milicianos Cruz e Viegas
na avenida do Quitexe e em 1975

A última reunião do
Comando Sector do Uíge

A última reunião de comandantes das unidades do Comando do Sector do Uíge (CSU) realizou-se no Songo, a 5 de Fevereiro de 1975.
A agenda de trabalhos tinha a ver com razões de natureza operacional e numa altura em que se prepara a rotação dos militares que, o tempo, estavam aquarteladas nesta área nortenha de Angola.
O encontro decorreu no BCAÇ. 5015, na cidade do Songo, e o BCAV. 8423 fez-se representar pelo comandante Almeida e Brito, que se fez acompanhar pelos furriéis milicianos Cruz e Viegas, da CCS e delegados do MFA, já que lá ocorreu, também, uma reunião do Movimento. 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

5 328 - Apresentação do major Ornelas Monteiro, 2º. comandante do BCAV. 8423!

 O então major Ornelas Monteiro, à esquerda, a 10 de Junho de 1973 e nos Açores,
quando foi condecoradocom Medalha de Prata de Serviços Distintos, com palma.
Foi 2º. comandante do BCAV. 8423 até às vésperas da partida para Angola, quando
foi deslocado para a Guiné e integrou o MFA local
Ornelas Monteiro

A notícia da colocação de
Ornelas Monteiro na PM
 


O major Ornelas Monteiro apresentou-se no RC4 a 4 de Fevereiro de 1974, para assumir as funções de 2º. comandante do BCAV. 8423.
Oficial de Cavalaria, José Luís Jordão Ornelas Monteiro fez depois, no Destacamento do RC4, «a sua apresentação formal» aos futuros Cavaleiros do Norte. Mas por pouco tempo esteve nestas funções, mais ou menos 3 meses, já que «por motivos imperiosos de serviço», como refere o livro «História da Unidade», «acabou por não acompanhar o BCAV. para a RMA (Região Militar de Angola), tendo sido deslocado nas vésperas para o CCFAG» - o Comando Chefe da Forças Armadas da Guiné -, por «solicitação do Movimento das Forças Armadas». 
O BCAV. 8423 partiu sem oficial nesta função para Angola, a 29 de Maio de 1974, mas só em finais de Março de 1975 viria a ter 2º. comandante: o major José Diogo da Mota e Silva Themudo.
Ornelas Monteiro nasceu a 7 de Outubro de 1931 e faleceu a 17 de Julho de 2011. Após o regresso da Guiné, foi, a 26 de Dezembro de 1975, colocado no Regimento de Polícia Militar, em Lisboa, como 2º. comandante e adjunto do tenente coronel Carlos Almeida e Brito, no Regimento de Polícia Militar, em Lisboa. Aposentado, faleceu a 17 de Julho de 2011, vítima de doença. Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!

Feriados de Angola
e Neto em Luanda !

O dia 4 de Fevereiro de um a no depois (1975) foi tempo para a celebração do Dia do MPLA, movimento presidido por Agostinho Neto - quer nesse mesmo dia chegou a Luanda.
O livro «História da Unidade», dá conta que «foi comemorado o dia oficial do MPLA, sem expressão na área do BCAV.». E assim era, pois era a FNLA do presidente Holden Roberto que mais influência tinha no Uíge - onde mal se ouvia falar do MPLA e menos, até, da UNITA do presidente Jonas Savimbi.
O Governo de Transição de Angola, entretanto, declarou esse dia como feriado nacional, observando «o significado histórico na luta de libertação de Angola», por ter sido, em 1961, o dia do ataque do MPLA às prisões de Luanda. Há 60 anos!
O mesmo fim foi consagrado para os outros dois movimentos de libertação de Angola, observando os seus dias de feriaod (mais especiais) e consagrando-os, também, como feriados nacionais de Angola:
- FNLA, dia 15 de Março de 1961: Dia do «ataque generalizado do norte de Angola», levado a cabo pela UPA - a futura FNLA de Holden Roberto.
- UNITA, dia 25 de Dezembro de 1966: Dia do ataque a Teixeira de Sousa.

O Afonso Henriques e os 
furriéis Neto e Viegas, em
 Mortágua, ano de 2015

Afonso Henriques, 69
anos em Mortágua !

O soldado Afonso Henriques de Sousa, da CCS do BCAV. 8423, a companhia do Quitexe, festeja hoje 69 anos a 4 de Fevereiro de 2021.
Sapador de infantaria de especialidade militar e natural do Freixo, fa freguesia e município de Mortágua, lá voltou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua jornada angolana do Uíge - pelo Quitexe, primeiro, e depois por Carmona. 
Por lá tem feito vida familiar e profissional, trabalhando na Câmara Municipal de Mortágua. Foi eleito da Junta de Freguesia e o organizador do encontro da CCS de 2015.
Aposentado, por lá continua os seus dias e para lá vai o nosso abraço de parabéns!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

5 327 - Cavaleiros seguros e confiantes ! Excursões às Quedas do Duque de Bragança!

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423 em turismo para as Quedas do Duque de
 Bragança: Almiro Maciel, furriel João Dias, alferes José Lains, furriel Évora Soares, 
Carlos Coelho e Famalicão (de pé), Carlos Costa e Fernando Silva

Grupo do Pelotão de Sapadores da CCS do BCAV.
8423 pronto para mais um patrulhamento

Os primeiros dias de Fevereiro de 1975, pelo chão uíjano do norte de Angola, onde jornadeavam os Cavaleiros do Norte, foram tranquilos, no essencial. 
Uma e outra «escaramuças» entre combatentes e dirigentes da FNLA com os do MPLA (ou vice-versa) não intimidaram os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, que, seguros e confiantes, tudo faziam para assegurar a segurança de pessoas e bens.
Os tempos foram-se passando em paz, assim se pode dizer, com os serviços internos de rotina e patrulhamentos - já tinham acabado as operações pelos trilhos e matas de norte uíjano de Angola. Mas, por exemplo, as escoltas na Estrada do Café terminaram no dia 7.
O livro «História da Unidade» faz-nos lembrar que, ao tempo, «foi possível pensar em realizar passeios de fins de semana para alguns militares, nomeadamente a Malanje, aproveitando ainda para mostrar Duque de Bragança, Cacuso e, em alguns casos, Salazar».
Duque de Bragança eram (e são) espectaculares quedas de água, situadas no rio Lucala, o maior afluente do rio Kwanza, com 410 metros de extensão e 105 de altura, as segundas maiores de África. Actualmente, e depois da independência, são denominadas Quedas da Kalandula, por ficarem neste município da província de Malanje.
A iniciativa, refere o «História da Unidade, «foi do maior agrado e teve extensão a todas as nossas subunidades, servindo de molde a outras unidades da ZMN».
Carlos Mendes


Mendes, 1º. cabo da
CCS, faria 69 anos !

O 1º. cabo Carlos Alberto de Jesus Mendes, da CCS, faria 69 anos a 3 de Fevereiro de 2021. Faleceu a 21 de Abril de 2010.
Cavaleiro do Norte com a especialidade de mecânico-electricista, serviu os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, fixando-se em Lisboa - onde residia na Rua Maria Pia, ao tempo freguesia de Santa Isabel.
Sabemos que faleceu a 21 de Abril de 2010, dentro de quase 11 anos, mas desconhecmos a causa. Hoje o lembramos com saudade! RIP!!!

JA Sousa de Zalala, 69
anos em Leça do Balio!

O soldado Sousa, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, festeja 69 anos a 3 de Fevereiro de 2021.
José António Tavares de Sousa foi apontador de morteiros de especialidade militar, prestou serviço ma mítica Fazenda Maria João, em Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona, regressando a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975.
Fixou-se em Pedras Novais, freguesia de Leça da Palmeira, concelho de Matosinhos, para onde vai o nosso abraço de parabéns!


terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

5 326 - Comício da FNLA em Aldeia Viçosa! Cavaleiros fazem 69 anos por duas vezes

O comandante Bundula, da FNLA (à direita), seguido do capitão José Manuel Cruz,
comandante da 2ª. CCAV. 8423, um quadro da FNLA, capitão José Paulo Falcão, 
comandante da 3ª. CCAV., e um elemento da administração civil de Aldeia Viçosa

Oficiais do BCAV. 8423 de Aldeia Viçosa, todos
milicianos: alferes Carvalho de Sousa, capitão
José Manuel Cruz, alferes António Albano Cruz
(CCS), de pé, e Jorge Capela (em baixo)

A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) realizou um comício em Aldeia Viçosa, a 2 de Fevereiro de 1975, dele havendo memória de incidentes entre este movimento e o MPLA.

O livro da «História da Unidade» regista «incidentes entre FNLA e MPLA, rapidamente sanados pelas NT», o que deixa entender que não devem ter sido de grande monta. Havia, porém, já algum cadastro de experiência nestes casos, por anteriores «situações de atrito».
A 26 de Janeiro desse ano, registou-se «a mais grave», aquando da abertura da delegação da FNLA naquela localidade. Então, os dois movimentos pretenderam fazer um comício conjunto, mas «não conseguiram entendimento».
Os movimentos de Holden Roberto (FNLA), que o Uíge considerava «seu», e de Agostinho Neto (MPLA) não se entendiam e desenvolviam intensa actividade de politização do povo, deste querendo ganhar adeptos. Por vezes, falavam, mais as armas e os ódios que as palavras de paz de de fraternidade - o que teve evidência mais trágica nos primeiros 6 dias de Junho desse ano de 1975.  
O 2 de Fevereiro de 1975 poderá ter sido o dia que os capitães milicianos José Manuel Cruz e José Paulo Fernandes, respectivamente, comandantes da 2ª. CCAV. 8423 e da 3ª. CCAV. 8423 - se acharam com o comandante Bundula, operacional da FNLA e por lá e a esse tempo tido como sanguinário e pouco escrupuloso para com os (seus) inimigos.
Francisco Madaleno

Madaleno faz 69 anos
pela segunda vez !

O soldado Francisco José Matos Madaleno festeja 69 anos, pela segunda vez, a 3 de Fevereiro de 2021.
Atirador de Cavalaria do PELREC da CCS do BCAV. 8423, nasceu a 1 de Janeiro da 1952 mas o registo foi feito mais de um mês depois, que era «longe» ir da Estrada do Cimeiro à cidade da Covilhã e à conservatória. Era assim, naquele tempo.
Jornadeou pelo Quitexe e Carmona, lá pelo Uíge angolano do norte, e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, à sua terra natal. Mora na Rua da Saudade (e que saudades tem ele de  Angola!...), para onde vai renovado abraço de parabéns!
Raúl Caixarias
«protegido» pela
então namorada
e hoje esposa

Os primeiros 69 anos
do soldado Caixarias !

O soldado Caixarias nasceu 3 de Fevereiro de 1952, mas só foi registado no dia 14 seguinte. Faz 69 anos por duas vezes.
Raúl Henriques Caixarias foi atirador de Cavalaria e membro do PELREC da CCS do BCAV. 8423, companheiro do Madaleno, de quem, aliás, se fez amigo na tropa e para a vida e as famílias. Ambos, com a peculiar coincidência de terem datas diferentes de nascimento e registo.
Jornadeou também pelo Quitexe e Carmona e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, à sua casa de Sarge, freguesia de Santa Maria, em Torres Vedras. Aposentado, ainda lá vive e para lá e para ele vai um abraço de parabéns!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

5 325 - Fevereiro de 1975 com incertezas do BCAV. 8423 quanto ao destino!

O PELREC: 1º. cabo Almeida, Messejana, Neves, 1º. cabo Soares, Florêncio, Armindo 
(?) Marcos, 1º. cabo Pinto, Caixarias e 1º. cabo Florindo (enfermeiro). Em baixo, 1º.
cabo Vicente,  furriel Viegas, 
Francisco, Leal, 1ºs. cabos Oliveira (TRMS) e Hipólito,
Aurélio (Barbeiro), Madaleno e  furriel Neto. O Almeida, o Messejana, o Soares, o
Vicente e o Leal já faleceram. RIP!!!

O alferes António Garcia, comandante do PELREC,
na porta d´armas do BC12, em Carmona (1975)
 
 

O mês de Fevereiro de 1975, pelas bandas do Uíge nortenho de Angola e para os Cavaleiros do Norte, «caracterizou-se pela incerteza do seu futuro destino», como se lê no livro «História da Unidade».
O BCAV. 8423, pelo que se ia murmurando, muito provavelmente «iria ser considerado a fazer parte das tropas de integração determinadas pelo Acordo do Alvor». Não se sabia era para onde iria. Se para Luanda, se para Carmona.
O BCAV. 8423, na verdade, era «pretendido pela RMA e solicitado pela ZMN», pelo que, há 46 anos, a nossa expectativa era saber para onde rodaríamos. Só a 26 desse mês de Fevereiro tal se definiria e, pelo que releio no HdU, «agora com a pressa de uma rápida e imediata mudança, para o aquartelamento do BC12, em extinção, o que só se viria a realizar a 2 de Março».

Efectivamente, a CCS nesse dia rodou para Carmona e instalou-se no BC12, que, como Unidade, ia ser extinto. E lá estivemos até 5 de Agosto de 1975, quando as duas últimas Companhias se deslocaram para o Campo Militar do Grafanil.

O Alto Comissário Silva Cardoso, à 
esquerda, na posse do Governo de 
Transição de Angola


A posse do Governo
de Transição de Angola

Recuando 46 anos e lembrando que a posse do Governo de Transição tinha sido na véspera, a 1 de Fevereiro de 1975 chegaram às terras dos Cavaleiros do Norte os ecos da cerimónia do Palácio do Governador. 
«Cerca de 5000 pessoas, agitando bandeiras dos três movimentos de libertação, saudaram com um brado uníssono de «glória, glória», os membros do Governo de Transição e o Alto-Comissário português que assomaram a uma da varandas do Palácio do Governador Geral, depois de ter sido anunciada a tomada de posse», refere a imprensa desse dia 1 de Fevereiro de 1975. 
Há 46 anos! E parece que ainda foi ontem.
Imediatamente antes, tinham guardado um minuto de silêncio, «em memória dos angolanos que tombaram de armas na mão, durante os 13 anos de luta pela independência».
O Alto-Comissário de Portugal era o general Silva Cardoso, que se vê na foto, à esquerda e à civil, na cerimónia de posse.

Ângelo Lourenço

Lourenço, 1º. cabo de Zalala,
69 anos em Odivelas ! 

O 1º. cabo Ângelo Pereira Lourenço, da 1ª.  CCAV. 8423, a da Fazenda Maria João, a de Zalala, festeja 69 anos a 3 de Fevereiro de 2021.
Operador-cripto de especialidade militar, também jornadeou por Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975.  À Rua de Nampula, em Odivelas, ao tempo freguesia de Loures.
 Fez carreira profissional no Sindicato dos Táxis de Lisboa e mora em Odivelas, para onde vai o nosso abraço de parabéns!