CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

quarta-feira, 18 de maio de 2022

5 806 - Desconfianças no Uíge e o êxodo para Lisboa! BCAV. 8423 a «viver numa ilha do mar da FNLA»!

Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423, no Quitexe de 1974: o tenente João Mora,
os furriéis milicianos Neto, Viegas e Monteiro e o 1º. cabo escriturário Miguel Teixeira,
 que amanhã festeja 70 anos. Bonita idade, ó Miguel!
A secretaria da CCS, vista da Estrada do Café, no Quitexe.
A casa, ao fundo, era de Abílio Guerra. Ao lado esquerdo,
geminada, ficava a Casa do Furriéis da CCS


O sábado de 18 de Maio de 1974 foi tempo de férias dos futuros Cavaleiros do Norte dio BCAV. 8423, na vésperas chegados a suas casas, idos de Santa Margarida e já todos vacinados contra as doenças tropicais que poderiam fragilizar as sua saúde por terras de Angola.
Um ano depois, a cidade de Carmona e o Uíge continuavam com a «calma fictícia» de que já por aqui várias vezes falámos. A guarnição dos  Cavaleiros do Norte, e citamos o livro «História da Unidade», «não esmorecendo, expondo os seus problemas mas cumprindo, começou a verificar-se desautorizada e alvo de atropelos, o que levou a publicamente se afirmar «viver-se numa ilha do mar da FNLA, com todos os inconvenientes que daí advém». 
E não eram poucos - os inconvenientes.
As suas actividades eram «mal aceites» pelos movimentos de libertação e, imagine-se pela comunidade civil europeia. Mas, e de novo citamos o livro «HdU», «a mentalização antecedente, a coesão criada e a disciplina vivida vão levando de vencida tais situações e assim se foi cumprindo o pedido, não olhando aos factos negativos que lhe eram atribuídos, pela certeza da irrealidade e falsidade das afirmações».
Ao dia 18 de Maio de 1975, um domingo (hoje se passam 47 anos), Luanda assistia «um espectáculo verdadeiramente impressionante, com os europeus a saírem em massa».
«O êxodo assume proporções gigantescas», reportava o Diário de Lisboa, sublinhando que «enquanto nos primeiros 4 meses deste ano, saíram cerca de 5000 pessoas, na semana que findou abandonaram Angola, por via aérea, aproximadamente 4000 portugueses». 
Miguel e Almeida, 1ºs. cabos da CCS do BCAV. 8423, a
saborearem um canhangulo, matando a sede angolana

Miguel, 1º. cabo da CCS, 
70 anos na Senhora da Hora!

O 1º. cabo escriturário Miguel Soares Teixeira, da CCS do BCAV. 8423, estará amanhã em festa: é dia 19 de Maio de 2022 e comemora 70 anos.
O Miguel foi 1º. cabo escriturário de especialidade militar e colaborador da secretaria da CCS do 1º. sargento Luzia e, ao mesmo tempo, «impedido» na messe de oficiais - com o 1º.cabo José Maria Almeida, que com ele esta a foto ao lado. 
Natural de Ramalde, freguesia da cidade do Porto, lá voltou no dia 8 de Setembro de 1975 e, profissionalmente, fez carreira na área das artes gráficas - agora já aposentado.
É infalível participante dos encontros anuais da CCS e para ele vai, de véspera, o nosso abraço de parabéns, directamente para a Senhora da Hora, onde mora. 
Carlos Manuel
V. Quaresma




Quaresma de Aldeia
Viçosa faz 70 anos!

O soldado Quaresma, Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja 70 anos a 18 de Maio de 2022. Hoje!
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, Carlos Manuel Versos Quaresma é natural da freguesia de Ferro (no lugar de Monte Serrano), no concelho da Covilhã, da Serra da Estrela, onde reside e onde regressou no final da sua comissão militar africana, ao norte e pelo Uíge angolano - a 10 de Setembro de 1975.
É lá que hoje mesmo, dia 18 de Maio de 2022, comemorará a bonita idade dos 70 anos! É para lá, e para ele, que vai o nosso abraço de parabéns!

terça-feira, 17 de maio de 2022

5 805 - A manutenção da ordem no Uíge! As mortes dos furriéis milicianos Victor Guedes e João Rito!

Aldeia Viçosa, no Uíge angolano e a 24 de Setembro de 2019, quando por lá passou o ex-furriel Viegas, da
CCS: a esquadra da Polícia Nacional (PN) de Angola (casa azul), a capela da vila e parte daquele que foi
 o quartel da 2ª. CCAV.423, a do capitão miliciano José Manuel Cruz
A entrada de Vista Alegre, na Estrada do Café e do lado de Luanda.
Imagem de 24 de Setembro de 2019, quando por lá passou o
furriel Viegas da CCS do BCAV. 8423



Os dias de há 47 anos passavam em Carmona, lá pelo Uíge angolano do norte, sempre em crescendo de ansiedade e responsabilidade.
O MPLA e a FNLA cada vez mais se entendiam menos e, por exemplo, os Cavaleiros do Norte tiveram de intervir em Vista Alegre e Aldeia Viçosa, com o objectivo de «verificar o cumprimento das missões determinadas aos elementos do ELNA e das FAPLA».
«É nesta realidade que decorre o mês, havendo que considerar que foi o período onde franca e verdadeiramente se verificou a viragem das nossas possibilidades de manutenção de uma ordem que se deseja e que se impõe seja conseguida», lê-se no livro «História da Unidade», op BCAV. 8423, que citamos.
A 17 de Maio de 1975, em Abidjan, José Eduardo dos Santos - futuro Presidente da República de Angola, afirmou que o MPLA «desenvolve actualmente todos os esforços para afastar o especto da guerra civil». Por estas palavras se pode concluir do momento angolano: o espectro da guerra civil. Mas José Eduardo Santos, ao jornal «Le Soleil», francês, classificou de «manobras tendenciosas» as informações segundo as quais o MPLA estaria a preparar-se para a guerra civil.
«A verdade - salientou - é que os dolorosos acontecimentos vividos neste momento em Angola são obra de certas forças que pretendem usurpar o poder, embora não beneficiem, de modo algum, do apoio do povo».

Os furriéis milicianos Fernandes, Victor Guedes,
Rabiço, Querido e Belo, todos de Santa Isabel

Furriel Victor Guedes faria
70 anos. Faleceu em 1998!


O furriel miliciano Victor Mateus Ribeiro Guedes foi especialista de armamento pesado e integrou a 3ª. CCAV. 8423. Hoje, faria 70 anos mas faleceu a 16 de Abril de 1998.
Cavaleiro do Norte da Fazenda de Santa Isabel, onde se aquartelou a 11 de Junho, de lá rodou para o Quitexe, a 10 de Dezembro de 1974, onde esteve até 8 de Julho de 1975, quando a sua subunidade foi para a cidade de Carmona.
O Guedes foi um grande e bom companheiro da jornada angolana do Uíge, sempre sereno e muito discreto, leal e simples, cumpridor das suas tarefas, partilhando e comungando emoções que eram comuns a jovens que, na flor da juventude, estavam em zona de guerra e expostos aos sacrifícios e dores que provocavam, embainhadas na saudade dos nossos do nosso sangue e dos chãos das nossas terras.
Regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, à Travessa dos Remédios, na sua natal freguesia de S. Sebastião da Pedreira, em Lisboa - onde seus pais tinham uma oficina de artefactos de cabedal.
Apenas dele sabemos que passou a residir na Rinchoa, em Rio de Mouro (Sintra), e que ali faleceu, supostamente de doença, a 16 de Abril de 1998, há 24 e aos seus ainda jovens 46 anos de idade. Muito novo! Hoje o recordamos com imensa saudade. RIP!!

O furriel miliciano João Rito, da 1ª. CCAV. 8423,
aqui em traje civil e na Angola de 1974/1975. Foi
tragicamente assassinado, perto de Vila Nova
de Ourém, a 17 de Maio de 2008. RIP!! Atrás, o
furriel Nascimento e... NN. Quem é?


A trágica morte do
furriel João Rito !

O furriel miliciano João Correia Marques Rito foi Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, e faleceu, em condições trágicas e ainda não esclarecidas, a 17 de Maio de 2008. Há 14 anos.
Natural de Salgueira, da Freixianda, freguesia de (Vila Nova de) Ourém, lá voltou no final da sua jornada africana por terras de Angola, por lá fazendo vida, celibatário por opção (embora se lhe reconheçam algumas paixões), trabalhando na área das resinas.
A sua jornada angolana começou na 1ª. CCAÇ. do BCAÇ. 4617/73, em Camaquenzo, na zona da Lunda - o Comando era em Henrique de Carvalho -, e continuou em Vista Alegre (na Companhia de Zalala, já para lá rodada), a partir de Dezembro de 1974.
A 17 de Maio de 2008, o seu cadáver apareceu abandonado numa estrada de Albergaria dos Doze - ainda hoje não se sabendo se ali foi atropelado e abandonado, ou se, morto noutro lado, ali foi deixado por quem (sabe-se lá quem!!!...) o terá vitimado. Nunca se saberá, apesar da investigação policial feita!
Hoje o recordamos com emoção e saudade. RIP!




segunda-feira, 16 de maio de 2022

5 804 - Os pré-despedidas dos Cavaleiros do Norte e partidos negros em Angola com objectivos não violentos !


Grupo de furriéis milicianos da CCS do BCAV. 8423, na parada do Quitexe: António Cruz,
Cândido Pires, Luis Mosteias (falecido 5 de Fevereiro de 2013, de doença e em Santo André),
Francisco Neto, José Pires e Nelson Rocha

 
A avenida do Quitexe no dia 24 de Setembro de 2019. Ao
fundo, à esquerda, a Igreja de Santa Maria de Deus.
Depois, os pavilhões escolares localizados onde eram
casernas e balneário da CCS. À direita e em primeiro
plano, o que foi o edifício do comando
do BCAV. 8423












Os futuros Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, há 48 anos, iam fazendo as suas despedidas - da família, das mulheres e namoradas, dos amigos e das gentes dos seus chãos natais.
O embarque da CCS estava marcado para o dia 27 de Maio de 1974, daí a poucos dias e todos os dias era vésperas de ansiedade e expectativa. As companhias operacionais iriam nos dias seguintes mas o primeiro embarque (o da CCS) acabou por ser adiado para o dia 29 - dois dias depois.
A revolução do 25 de Abril tinha s
ido menos de um mês antes e, indo para Angola, de lá queríamos saber notícias. O que não era fácil, não havia net nem com ela se sonhava e a informação escasseava.
A leitura do «Diário de Lisboa», vespertino que se publicava na capital portuguesa, e todos os dias lia, era o mais nos aproximava da realidade angolana e, por estes dias de 1974, por ele soubemos que os trabalhadores do «Diário de Luanda» exigiram a saída do seu director.
O jornal era propriedade da Arquidiocese - que não quis substituir Luís Santos, indesejado por jornalistas e pessoal gráfico, que diziam a assegurar a edição do jornal até 30 de Junho.
Na mesma altura, era anunciado o reaparecimento do «Comércio», jornal que era dirigido por Ferreira da Costa. Reapareceria com jornalistas da revista «Notícia».

Partidos negros em Angola
com objectivos não violentos !

Odia, na mesma Luanda de 17 de Maio de 1974, foi tempo de Dongala Garcia, presidente do Partido da Reunificação dos Povos de Angola (PRPA), lançar um apelo aos movimentos pacifistas - nomeadamente o MDIA e o NTO-BKO - no sentido de se «agruparem num partido único, com objectivos não violentos».
Ao mesmo tempo, estava praticamente constituído o Partido Democrático do Negro Angolano (PDNA), dirigido por Manuel Guerra Dinis de Moura. Não admitia «qualquer segregação racial» mas explicava a denominação de negro (embora aceitando mulatos) por «verificar que o elemento branco tinha fundado partidos, esquecendo-se, objectivamente ou subjectivamente, de proporcionar ao negro uma participação directa nos mesmos».
Queria criar uma Assembleia para a qual «seria transferida toda a competência legislativa do Ministro do Ultramar» e apontava José Pinheiro da Silva para Governador Geral. Tinha sido Secretário Provincial da Educação de Angola. Foram partidos que, valha a verdade, não me recordo ouvir falar. A não ser do MDIA e vagamente.
A 17 de Maio de 1974 era anunciado o controlo da imprensa pelas Forças Armadas. Já tal acontecia com a Emissora Oficial, a Voz de Angola e o Rádio Clube Português, mas passava a vigorar «para toda a imprensa de Luanda».

Joaquim António
A. Rodrigues

Rodrigues da 2ª. CCAV., 709
anos em Camarate de Loures!

O soldado Joaquim António de Almeida Rodrigues, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja 70 anos a 16 de Maio de 2022.
Hoje mesmo e com saúde da boa.
Cavaleiro do Norte especialista de transmissões, regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, no final da sua comissão de serviço, de 15 meses e por terras do Uíge nortenho de Angola - a cidade de Carmona depois da vila de Aldeia Viçosa.
O Rodrigues regressou à sua casa de Camarate, no concelho de Loures, onde morava e onde ainda reside. Para lá, e para ele, vai o nosso forte abraço de parabéns!


domingo, 15 de maio de 2022

5 803 - Sargento-ajudante Luís Machado faria hoje 102 anos!!! A morte do alferes Meneses Alves há 9 anos e em Leiria!


O sargento ajudante Luís Machado, em primeiro plano e à esquerda, de cigarro na mão, na noite
 de Natal de 1974 e no Quitexe. Atrás, NN (de pé), tenente Luz (sentado), Lages e 1º. cabo Soares.

Sentados e de frente, capitão Fernandes, furriel Reino, comandante Almeida e Brito, clarim Armando
Silva e capitães Falcão e Oliveira (de óculos) e tenente Mora. Sentados e de frente, os alferes Hermida e
 esposa e Cruz e esposa e a esposa do tenente Mora. De costas e à direita do sargento ajudante
Machado, o neto e a filha do capitão Oliveira, NN, esposa do capitão Oliveira e NN
O soldado sapador Baltazar Brites, da CCS do BCAV.
8423, há 47 anos e no Uíge angolano. Hoje, festeja 70 anos!

O 1º. sargento-ajudante Machado serviu na secretaria do Comando do BCAV. 8423 e faria hoje 102 anos. Faleceu aos 80, a 12  de Julho de 2000 e em Évora.
Luís Ferreira Leite Machado, ao tempo com 54 para 55 anos, era a discrição em pessoa e era-lhe visível alguma dificuldade física - que se lhe adivinhava na andar assim meio desengonçado e na dificuldade auditiva.
Discreto, já dele dissemos, muito discreto mas eficiente - como se sabia... - nas suas funções da adjunto na secretaria do comando do BCAV. 8423. O grupo de furriéis milicianos com que acamaradava no bar e messe de sargentos, por ele nutria um enorme respeito e rodeava-o de cortesias. Estivéssemos nós nas algaraviadas e excessos da idade e chegasse o 1º. sargento-ajudante Machado e logo se moderavam comentários, desvios e exuberâncias vocabuláricas. 
O 1º. sargento-ajudante Machado chegava, como quem não se desse por ele, pendurado no cigarrinho que lhe distraía as horas, deixava-se adormecer no passo e sorria-se para nós, como que contemporizando as nossas traquinices. 
Olha-se para o sorriso da foto (acima) e todos estamos a ver o 1º. Machado a galgar a umbreira da porta do bar dos sargentos, a sapatear mais forte no tapete, como quem diz «olhem, aqui estou eu...», mas sem uma palavra, acenando com mão disponível mas sempre como que se fazendo cúmplice das nossas juvenis irreverências. Nunca do sargento-ajudante Machado se ouviu um azedume, ou um remoque. Nunca se lhe conheceu um abuso de poder, uma arbitrariedade. O que não podemos dizer de outros! Deixou saudades!!! RIP!!!

Alferes  miliciano Ma-
nuel Meneses Alves

Alferes Meneses
faleceu há 9 anos!

O alferes miliciano Manuel Meneses Alves, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, faleceu a 15 de Maio de 2013, há 9 anos, de doença e em Leiria.
Atirador de infantaria de especialidade militar, rodou de Cabinda e da CCS do BCAÇ. 4519 em Fevereiro de 1975, notabilizando-se em Carmona quando, a 13 de Abril deste ano, «actuou de forma rápida, decidida e enérgica», pondo fim a «uma manifestação não autorizada superiormente (...), na qual se verificou confronto entre dois movimentos emancipalistas, com uso de armas de fogo, na via pública».
O comandante Carlos Almeida e Brito louvou-o por essa acção militar, destacando que «não deixou dúvidas quanto à determinação do pequeno grupo de tropas que comandava, com o que conseguiu a detenção de dois elementos em confronto e ainda, de imediato, ter feito abortar a manifestação».
Regressado a Portugal, foi empresário do sector das carnes em Leiria e, sabendo do seu estado de saúde, por duas vezes organizou almoços de despedida da família e amigos. Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!
Baltazar Brites


Baltazar Brites, 70 anos
em S. João da Pesqueira !

O soldado sapador Brites, do Pelotão de Sapadores da CCS do BCAV. 8423, festeja 70 anos a 15 de Maio de 2022.
Cavaleiro do Norte do Quitexe e depois de Carmona, Baltazar Serafim  Brites regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, ao lugar de Sarzedinho, freguesia de  Ervedosa do Douro, em S. João da Pesqueira. Já antes da tropa tinha estado emigrado em França e lá voltou a ser depois da jornada angolana, agora por terras da Suíça - por onde fez vbida profissional e se reformou.
Há 3 anos, em 2019, lembrou-nos que, em 1996 e para participar no encontro do Pombal, fez 12 foras de comboio. «Entrei no Pinhão, até ao Porto e daqui até a Pombal. E fiz a viagem de regresso, para aí umas 6 horas para cada lado».
«Quero ver se para o ano estou...», disse-nos então. Não esteve, obviamate, nem houve encontro, que a pandemia interrompeu, assim como em 2021. Mas este ano de 2022
 está finalmente previsto para Braga.
Parabéns!

sábado, 14 de maio de 2022

5 802 - A luta entre movimentos angolanos! O «turismo» militar às Quedas do Duque de Bragança!

As Quedas do Duque de Bragança, em Maio de 1975, quando por lá turistaram Cavaleiros
do Norte do BCAV. 8423. Agora se chamam Quedas do Calandulo

Cavaleiros de Zalala em excursão a Malanje e às Quedas do Duque
de Bragança. De pé, Almiro Brasil, João Dias (furriel), Lains dos
Santos (alferes), Évora Soares (furriel), Carlos Carvalho (1º. cabo
enfermeiro) e António Lopes Agra (Famalicão). Em baixo,
Carlos Costa (TRMS) e Fernando Silva (Mamarracho)

Os meados de Maio de 1975, à volta dos Cavaleiros do Norte do BCAV -. 8423, foram tempos em que cada vez mais se iam levedando nossas esperanças de voltar a Lisboa. Lá por Carmona, a capital do Uíge, mal adivinhávamos o tempo que ainda teríamos pela frente.
«Pareceria que o fim tácito de vários anos de guerra traria como consequência situações de acalmia em todo o território», admitia o livro «História da Unidade», de que nos socorremos.
As operações militares tinham acabado e a rotina dos operacionais passava pelos serviços de ordem, nos aquartelamentos; pela garantia de segurança no tráfego rodoviário (desimpedindo troços onde, algumas vezes, se assaltava e roubava, agredia e ameaçavam pessoas, se destruíam bens e se despejavam ódios mal curados), pelos patrulhamentos na cidade e, no meu caso, também de serviços de Polícia de Unidade (PU) - a versão de Polícia Militar (PM) da cidade capital do Uíge.
Uíge que, para «a bem ou a mail= como relarao «História da Unidade,, era «terá que ser terra da FNLA«, iq eu levava a que «não será bem aceite no seu solo qualquer outra opção política», razão por que «resulta permanentes quezílias entre movimentos, as quais dia a dia vão tendendo a aumentar».
Bem isso iríamos sentir na pele e na alma, principalmente na primeira semana de Junho desse ano de 1975.
O alferes Machado, da 2ª. CCAV. 8423,
nas Quedas do Duques de Bragança

Turismo militar às 
Quedas do Duque de Bragança!

O tempo era também de turismo... militar.
As unidades do BCAV. 8423 organizavam excursões em Berliets e o destino mais desejado e procurado eram as majestáticas Quedas do Duque de Bragança. Agora denominadas Quedas de Calandula, situadas no rio Lucala (o mais importante afluente do Cuanza ) e com uma extensão de 410 metros e uma altura de 105, sendo as segundas maiores de África.
Também por lá cirandou as várias companhias passeios,  a CCS, por exemplo, ainda quando jornadeava pelo Quitexe.
O (ex-alferes) Machado e a sua gente dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa, também por lá vadiaram passeios turísticos, neles afogando as saudades da família, das namoradas, das mulheres e dos amigos, dos seus chãos natais. Aqui o vemos, na todo mesmo acima, em data indeterminada e em pose hollyoodesca, aperaltado e mostrando-se junto à placa da entrada de Duque de Bragança. A foto de cima (a das Quedas) é de sua autoria.
Também os Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAC. 8423, a de Zalala, Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona (na segunda foto) e os da 3ª. CCAV., a da Fazenda Santa Isabel, do Quitexe e também de Carmona.
Assim iam os dias da jornada uíjana dos Cavaleiros do Norte, pelos tempos de Maio de 1975. Há 47 anos!!! Bons velhos tempos!
O 1º. cabo José Louro, 

Louro, 1º. cabo sapador
da CCS, faria hoje 70 anos !

O 1º. cabo José Adriano Nunes Louro, sapador de especialidade militar, faria hoje 70 anos. Hoje, que é dia 14 de Maio de 2022.
Nascido em 1952, faleceu, por suicídio  23 de Julho de 2008 e aos seus quase (56)  anos de idade.
Cavaleiro o Norte da CCS do BCAV. 8423 e do pelotão comandado pelo alferes miliciano Jaime Ribeiro, jornadeou pelo Quitexe e Carmona, na nossa aventura que foi a jornada africana do norte uíjano de Angola.
Regressou ao Casal do Pinheiro, na freguesia de Casais, em Tomar, casou e teve um filho (que é 1º. sargento do Exército). 
A doença «roubou-lhe» a esposa (cancerosa) e ele mesmo, pouco tempo depois - no dia 23 de Julho de 2008, há quase 14 anos -, de desgosto e com a mesma doença igualmente incurável (que lhe foi diagnosticada) optou pelo suicídio - opção que deixou explicada num dramático e corajoso documento escrito e nos foi contado pelo filho: «Para não sofrer, nem fazer sofrer a família».
Hoje o recordamos com imensa saudade e respeito! RIP!!

sexta-feira, 13 de maio de 2022

5 801 - O dia 13 de Maio e de Fátima na vida dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423!


José Gomes Coelho, no Quitexe, ao centro de bigode. Reconhecem-se os 1ºs cabos
 João Monteiro «Gasolinas» (à esquerda) e Soares (à direita). Os dois companheiros
 que ladeiam o José Coelho, quem são? Recordamos  os rostos, mas esquecemos os
 nomes. Quem os identifica?
Os alferes António Cruz (à esquerda), da CCS, e Mário
Jorge  Sousa (?), da 1ª. CCAV. à entrada de Zalala 



O místico dia 13 de Maio, o do ano de 1974, foi uma segunda-feira e, no calendário, a duas semanas de distância do dia marcado para o embarque da CCS do BCAV. 8423 para Angola.
O dia, para mim (furriel Viegas) foi tempo de actividades hortícolas, numa propriedade que é hoje minha mas, ao tempo, era uma das que minha mãe trabalhava ao longo do ano, na agricultura de subsistência que caracterizava os anos 70.
Era dia de Fátima e veio à baila as muitas promessas que se faziam, de ir em peregrinação apeada ao santuário, cumprir as promessas de os militares regressarem sãos e salvos.
A minha família é profundamente católica e estaria na mente de minha mãe tal promessa fazer por mim (pela minha ida para Angola e para a guerra).
«Olhe que se fizer promessa, é para ir você a pé!...», disse-lhe eu, enquanto semeávamos feijão e plantávamos couves, na horta do Subalo - com a capela de Santo António ali a 30 metros.
Se disse uma heresia (e julgo que isso terá pensado minha mãe, sem, porém, fazer quaisquer comentários sobre o pormenor), adiantou-me, todavia, que a questão era dela e eu o seu filho. Portanto, faria ela o que bem entendesse e lhe ordenasse a sua fé.
«Não foi essa a educação que te dei...», afirmou-me cheia de convicção, convicta como sempre foi na vida dela, e, naturalmente, condenando a minha dispensa da promessa.
Argumentei-lhe que havia a moda de prometer irem terceiros a pé (os beneficiados) e não só quem prometia e que isso era errado. Devia ir a pé quem prometesse. Só quem prometesse ir a pé.
A minha mãe, que faleceu já com mais de 100 anos e a 9 de Maio de 2021 (há um ano, que hoje vamos recordar e missa na Igreja de Santo Adrião de Óis da Ribeira, aqui esmo ao lado...) arrumou a conversa, com um seco «esse problema é meu...», mandou-me calar, acabámos as tarefas da horta e viemos embora.
Há alguns anos por lá passámos e o assunto veio à conversa:
«Nessas coisas sempre foste um bruto. Mas olha que rezei todos os dias por ti...», disse-me ela, sem me pôr os olhos em cima e do alto da autoridade dos seus então 91 anos!
Não prometeu e também não foi em peregrinação apeada a Fátima. Nem ela, nem eu, nem ninguém. Mas, além das suas orações (e sei lá mais o quê...), manteve uma vela acesa em lamparina de azeite, durante todos os 15 meses da minha comissão angolana.

José G Coelho,
soldado sapador

A morte do sapador
José Gomes Coelho

O soldado sapador José Gomes Coelho, que pelos Cavaleiros do Norte jornadeou pelo Uíge, faleceu há precisamente 15 anos: a 13 de Maio de 2007.
O Coelho integrava o Pelotão de Sapadores da CCS e comandado pelo alferes miliciano Jaime Ribeiro, e, regressado a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, voltou à sua terra natal de Oldrões da Calçada, em Penafiel.
Trabalhou na Universidade do Porto, como carpinteiro, nas a doença antecipou-lhe a reforma por invalidez.
«Teve um tumor cerebral. Nunca quis ser operado», disse-nos Ângela Coelho, uma das duas filhas. A viúva, Maria Elisa Sousa Ferreira, foi quem nos deu a notícia da sua morte, quando, em 2009 (já lá vão 13 anos), organizámos o encontro de Águeda da CCS do BCAV. 8423.
Faleceu aos 55 anos, ainda muito novo, e ainda teve a felicidade de conheceu dois netos. Hoje o evocamos com saudade. Até um destes dias, caro Coelho! RIP!!!
! 
José C. Neves

Atirador José Neves
faz 70 anos em Sintra !

O soldado José Coutinho das Neves foi  atirador de Cavalaria do PELREC da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423.
Residente em Rio de Mouro, no concelho de Sintra, lá voltou a 8 de Setembro de 1975, quando terminou a sua e nossa jornada africana por terras uíjanas do norte de Angola - pelo Quitexe e por Carmona. 
Sofria de doença do foto epilético - o que não o auto-dispensava de querer participar em todas os patrulhamentos e operações do PELREC - e viverá, agora, na Quinta do Alemão, em Manique de Cima, também em Sintra. 
Infelizmente, não temos notícias precisas sobre ele, mas não lhe dispensamos o nosso abraço de felicitações. Um abraço, caro Neves!

quinta-feira, 12 de maio de 2022

5 800 - O furriel Costa que, de pulso engessado, se fez passar pelo furriel Dias...



O furriel Dias teve um acidente e fracturou um pulso (foto de cima). Mas foi o Costa (em baixo) a mandar a foto para Portugal, com o pulso do Dias. O caso só foi esclarecido 38 anos depois. Há 9, em 2013 e em Odivelas
O furriel Victor Costa
da 1ª. CCAV. 8423


Há 47 anos e aí por 12 ou 13 de Maio de 1975, no Songo, o furriel miliciano João Custódio Dias, especialista de transmissões da 1ª. CCAV. 8423, quis sair pela parte lateral à cancela da entrada do aquartelamento mas, desconhecendo que o capim escondia arame, deu um bruto de um trambolhão, que lhe provocou uma fratura de um dos ossos do pulso esquerdo. 
O enfermeiro Jorge Barreto - infelizmente falecido a 2 de Novembro de 2020, de doença! -, atento e pressuroso, logo o assistiu no quartel, mas no dia seguinte teve de ir ao hospital civil de  Carmona, onde lhe imobilizaram o braço.  
A fotografia de cima mostra o João Dias, no local do «crime» - do acidente, melhor dizendo.... -, uma semana depois.
A história é esta, igual a muitas outras. Estava para vir a outra - a que envolve o Costa - o também furriel miliciano Victor Moreira Gomes da Costa, atirador de Cavalaria e que se vê aqui ao ldo e «engessado».
O Costa, numa daquelas brincadeiras da idade e da época, resolveu tirar uma fotografia com o braço do... Dias. É a que se vê aqui ao lado. 
«Tratou-se de um arranjo, na tomada de vistas, porque na altura desconhecíamos  as técnicas laboratoriais de manipulação fotográfica e de fotografia digital nem sequer se falava», recorda o Dias, fazendo memória dessa brincadeira de há 47 anos.
O certo e/o errado, porém, é que o Costa, por inadvertida brincadeira que se viria a tornar complicada, enviou a fotografia aos pais e teve, depois, dificuldade em convencê-los de que o braço não era o dele.  E não é que não convenceu mesmo?!!!
A dúvida só foi esclarecida 38 anos depois!!!, quando o João Dias se encontrou com o Victor Costa, em Odivelas, e o «caso» foi lembrado. «Conheci a mãe do Costa, a sra. D. Blandina, foi recordada a história e confirmado o episódio e, de uma vez por todas, confirmada a realidade», disse o Dias, à conversa com o blogue.
José Mendes, 1º. cabo TRMS da CCS, com o
furriel Viegas, em Abril de 2016 e em Lisboa

Mendes, 1º. cabo TRMS,
faz 70 anos em Lisboa

O José da Fonseca Mendes foi 1º. cabo de transmissões e comemora 70 anos a 13 de Maio de 2022 e em Lisboa. Amanhã.
Empresário do sector da restauração, é natural de Alvoco da Várzea, em Oliveira do Hospital, «emigrou» para Lisboa aos 10 anos e por lá foi ardina, electricista e merceeiro, até que, aos 18, entrou no ramo da restauração, colaborando com um irmão que já por lá fazia pela vida. 
Cumpriu o serviço militar e, de volta a Portugal e a Lisboa,  depois da jornada angolana do norte, pelas uíjanas terras de Quitexe e de Carmona, continuou a trabalhar na área da restauração, na Praça da Armada, e, em 1987, já lá vão 35 anos..., abriu o (seu) próprio Restaurante A Travessa, na Travessa das Necessidades - que continua a gerir.
Parabéns e grande abraço de felicitações, pelos 70 anos que amanhã vai festejar! Em dia 13 de Maio!  


Guerreiro de Aldeia Viçosa
trabalha e vive em Olhão !

O soldado José Casimiro Rodrigues Guerreiro foi Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, vive em Olhão, de onde é, e fez vida como pescador, mestre de embarcação de que era proprietário. 
Ontem, dia 11 de Maio de 2022, festejou 70 anos.
Integrou a 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, e dela saiu depois de Outubro de 1974, devido a motivos disciplinares. O furriel miliciano João Dias, da 1ª. CCAV. 8423, «achou-o» em Olhão e em 2017. 
«Disse-me que esteve em mais companhias, mas não soube concretizar. Notei-o um pouco confuso e reservado, apenas com a certeza de que a comissão em terras de Angola foi muito atribulada», disse o Dias, lembrando que «integrava a 1ª. CCAV. 8423 quando regressámos, ou pelo menos consta de uma lista que foi elaborada e distribuído um exemplar a todo o efectivo». 
O furriel António Artur Guedes, da 2ª. CCAV. 8423, na qual o Guerreiro esteve de Junho a Outubro de 1974 (pelo menos), lembra-o como «um algarvio que era muito indisciplinado» e que «foi punido várias vezes».
Parabéns!



quarta-feira, 11 de maio de 2022

5 799 - O dia de anos de Cavaleiros do Norte e dos 80 do padre Albino Capela do Quitexe !

A última Bandeira de Portugal arriada na Fazenda Maria João, a de Zalala: os furriéis milicianos
Ribeiro e Branco, da BCAÇ. 4211, e os Cavaleiros do Norte Castro Dias, capitão e comandante
da 1ª. CCAV. 8423 (quem a arriou) e o furriel Viegas, da CCS


O capitão Castro Dias em 1974/75
O dia 11 de Maio, em 1974, foi um sábado e fim de semana  do BCAV. 8423, depois da exigente Instrução Altamente Operacional (IAO).
É dia, também, de festa de anos de vários Cavaleiros do Norte do BCAV 8423. Por exemplo, do capitão Davide Castro Dias, ao furriel Freitas Ferreira, do clarim José Caetano e do condutor Jaime Galvão. E do padre Albmo Capela.
Também foi dia, nesse ano, de se saber da morte, em Angola, de soldados e do recrutamento local: Julião Ambrósio Moçâmedes, natural de Novo Redondo; e Salomão Joaquim, de Porto Amboim. O mesmo comunicado dava conta de mais 5 mortos em combate: 4 na Guiné (Vicente Rodrigues, Policarpo Augusto Gomes, Nulasso Augusto Gomes e Samper Mendes, todos do recrutamento local) e 1 em Moçambique (José Henriques Jesus Pessoa, natural de Alto do Estanqueiro, no Montijo).

Capitão Castro Dias
festeja hoje 80 anos!


O capitão miliciano Davide de Oliveira Castro Dias foi comandante de 2ª. CCAV. 8423, a de Zalala, e festeja 80 anos e jovem como um pero e permanente conviva dos regulares encontros dos «zalalas», continua activo, há 47/48 anos.
Ao tempo residente em Rio Tinto (Gondomar) e assistente da Universidade do Porto. Mobilizado para Angola, jornadeou por Zalala, Aldeia Viçosa e Ponte do Dange, Songo e Carmona. Regressou a Portugal a 9 de Setembro de 1975 e continuou a carreira de professor, mais tarde também como dirigente sindical. Aposentado, continua a ser presença inevitável e imprescindível nos vários encontros que, anos atrás de anos, os «zalalas» organizam para refrescar memórias e alimentar as saudades que não querem deixar morrer. Parabéns!!! Ver AQUI
Dr. Albino Capela

Albino Capela festeja
80 anos em Barcelos!

O padre Capela está hoje em festa: a dos seus magníficos 80 anos. Em 1974 e no Quitexe assoprou as velas dos 32 anos, em vésperas da chegada da CCS dos os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423. A terceira unidade militar que conheceu por terras do Uíge.
«Os dias do Quitexe foram muito felizes, principalmente com os militares», disse-nos há momentos, em conversa telefónico de há momentos. 
António Albino Vieira Martins Capela, de seu nome completo, pertencia à Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e, na altura, missionava na Igreja de Santa Maria de Deus do Quitexe - de onde partia em missão para comunidades da região uíjana. Regressado a Portugal, deixou o sacerdócio e enveredou pelo ensino, constituiu família e vive em Arcozelo, no concelho de Barcelos.
Hoje, completa 80 anos - são os anos de bodas de nogueira (ou carvalho) de um vida de serviço!... - e, marido apaixonado e pai e avô felicíssimo, é companheiro activo dos encontros da CCS. Para ele vai um grande abraço de parabéns, embrulhado no afecto partilhado de todos os Cavaleiros do Norte! * Ver AQUI
Furriel F. Ferreira

Furriel Freitas Ferreira,
70 anos em Guimarães!

O furriel miliciano José Maria Freitas Ferreira está hoje em festa, a dos seus 70  anos. Dia 11 de Maio de 2022!
O Ferreira foi furriel miliciano atirador de Cavalaria de especialidade militar e da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa. Na sequência do acidente que sofreu a 1 de Julho de 1974, numa curva do Quibaxe e no decorrer de um patrulhamento militar, foi reclassificado como amanuense e transferido para Luanda - onde concluiu a sua jornada angolana.
Profissional da área da auditoria, da consultadoria fiscal e da contabilidade, mora em Costa, freguesia do concelho de Guimarães. Foi aqui que organizou no encontro de 2016.
Parabéns, neste dia bonito e feliz da sua vida. * Ver AQUI

Clarim Caetano
Clarim José Caetano
70 anos em VN de Gaia!

O clarim Gomes, da CCS do BCAV. 8423, nasceu a 11 de Maio de 1952, mas só foi registado duas semanas depois (a 25). É um privilegiado: faz anos das vezes por ano! Já vai nos 140: 70 mais 70!!!
José António Cardoso Caetano, de seu nome completo, é natural da freguesia de S. Nicolau, na cidade do Porto, e lá voltou a 8 de Setembro de 1975 - quando terminou a sua (e nossa) jornada africana de Angola. Actualmente, e, agora já aposentado, mora em Mafamude, concelho de Vila Nova de Gaia, para onde vai o nosso abraço de parabéns pelos 70 anos que amanhã festeja! Com repetição no dia 25, sem falta e com alegria. 
Parabéns!
Fazenda de Zalala, da 1ª. CCAV. 8423


Jaime Galvão, de Zalala,
70 anos em Odivelas!

O soldado condutor Jaime Galvão Fernandes foi Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Maria João, a de Zalala, e festeja(rá) 70 anos a 11 de Maio de 2022.
O seu nome não consta da relação do pessoal da Companhia de Zalala que a 9 de Setembro de 1975 desembarcou no aeroporto de Lisboa, depois da jornada africana do norte de Angola. Não sabemos a razão. 
O furriel João Dias, especialista de transmissões desta subunidade do BCAV. 8423, informou o blogue, há já algum tempo, que mora(rá) em Odivelas, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

Marques de Zalala
faleceu há 13 anos ! 

O soldado João Nunes Marques, da 1ª. CCAV. 8423, faria 70 anos a 11 de Maio de 2022, mas faleceu há quase 13 anos! 
Clarim dos Cavaleiros do Norte da mítica fazenda Maria João, a de Zalala, regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 e fixou-se em Vale do Coelheiro, freguesia de Santo André dos Toseiros, em Castelo Branco - a sua terra natal.
Hoje, faria 70 anos, mas, por razões que não conhecemos, faleceu a 20 de Dezembro de 2009 e aqui o recordamos com saudade! RIP!!!

terça-feira, 10 de maio de 2022

5 798 - Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel, em Santa Maria da Feira !

 

Os Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, do BCAV. 8423 e da Fazenda Santa Isabel,
 reunidos no Fundão, a 1 de Junho de 2019. Há 3 anos! Um grande dia, que se vai repetir
a 4 de 
Junho de 2022, em Santa Maria da Feira

Cavaleiros do Norte de Santa Isabel, a 3ª. CCAV.
8423: Batalha (tapado pelo Novo), capitão José
Paulo Fernandes, 1º. cabo Floro Teixeira, Abílio
e Mário. À frente, José Novo (de azul), furriel
José Lino, Carlos Carvalho e Friezas


Os Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Santa Isabel, vão reunir-se em Santa Maria da Feira. A 4 de Junho de 2022.
O encontro é organizado pelo soldado rádio-telegrafista José de Oliveira Novo e retoma a tradição anual que a pandemia COVID 19 interrompeu em 2020 e 2021, depois da jornada social de 1 de Junho de 2019, no Fundão - onde foi «mestre de cerimónias» o furriel José Lino.
Será tempo de os «santa isabéis» recordarem a partida para Angola, a 5 de Junho de 1974 - já lá vão nada mais nada menos que 48 anos... - e certamente se vão «engravidar» de emoções e de memórias da sua (e nossa) histórica jornada africana do Uíge angolano.
«Há um tempo que não se repete, mas que se recorda, já não temos outro tanto tempo», disse o capitão José Paulo Fernandes, o comandante da 3ª. CCAV. 8423, que não falta a um encontro e frisando também que «é essa certeza determos cumprido uma missão histórica, que motiva esta feliz emoção».
Os Cavaleiros do Norte de Santa Isabel vão, por tudo isso, galgar quilómetros atrás de quilómetros, de norte a sul do país, para partilharem mãos e abraços nestes momentos de «intensa e quase infantil felicidade» e fazendo evocação de uma irrepetível fase das suas vidas: que semeou afectos e solidariedade, num companheirismo que partilhou e multiplicou momentos inolvidáveis, que (n)os fizeram mais homens, mais amadurecidos e adultos, maiores e seguramente melhores.
A concentração está marcada para as 10 horas, junto ao Castelo da Feira, e o almoço de confraternização será no restaurante Xiriri, em S. Miguel do Souto (Santa Maria da Feira).
Os interessados podem contactar o José Novo, através do telemóvel 965492081.

António Moita
Moita de Santa Isabel,
70 anos em Alverca !

O soldado António Carvalho Moita, da 3ª. CCAV. 8423, festejou 70 anos no dia 9 de Maio de 2022. Ontem, precisamente.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar e combatente dos Cavaleiros do Norte da Fazenda Santa Isabel e do capitão José Paulo Fernandes, passou depois pelo Quitexe e pela cidade de Carmona, regressando a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975 - cumprida a missão que o levou a terras uíjanas do norte de Angola. 
A esse tempo de há 47 anos, fixou-se na Quinta do Ferro, Campo de Santa Clara, em Lisboa. Actualmente, e segundo informação do soldado atirador João Silva, da 2ª. CCAV. 8423, mora em Alverca, para onde vai o nosso abraço de parabens!
Miguel Ferreira e capitão
Luz e esposa (em 2014)

Miguel, condutor da CCS,
70 anos em Gondomar !

O condutor Miguel da Cruz Ferreira, da CCS do BCAV. 8423, festeja 70 anos a 10 de Maio de 2019. Hoje!
Cavaleiro do Norte natural de Lomba, em Gondomar, lá regressou a 8 de Setembro de 1975, com louvor pela «maneira dedicada como sempre desempenhou os serviços da sua especialidade». Além disso e ainda segundo o louvor publicado na Ordem de Serviço 181, «dados os seus conhecimentos técnicos, foi várias vezes chamado a aplicá-los, o que sempre fez, dando o melhor do seu esforço e muito contribuindo para a solução de casos diversos», o que «em grande parte deu ocasião a superar as tantas deficiências encontradas, razões que merecem ser distinguidas».
Fez carreira profissional como motorista e, já aposentado, mora na Lomba, em Gondomar, onde em 2014 muito bem organizou o encontro da CCS desse ano. Para lá e ele vai o nosso abraço de parabéns!