CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

3 617 - Amazonas do Quitexe a preparar a consoada de 1974!

As Amazonas do Norte da CCS dos Cavaleiros do Norte: Margarida Cruz
(esposa do alferes  António Albano Cruz), Graciete Hermida (idem, de José
 Leonel Hermida, com o Ricardo ao colo, filho do casal Cruz ), a esposa
e a filha do capitão António Oliveira e a esposa do tenente João Eloy Mora

O Natal dos Cavaleiros do Norte no Quitexe. Na mesa prin-
cipal, capitão Fernandes, furriel Reina, comandante Al-
meida e Brito, Armando Silva, capitães Falcão e Oliveira
 e tenente Mora. De frente, alferes Hermida e esposa Gra-
ciete, Margarida e alferes Cruz, esposa do tenente Mora.
À`esquerda, de cigarro na boca, o sargento-ajudante
 Machado, o neto e filha do capitão Oliveira, NN,
 esposa do capitão  Oliveira e NN (quem será?),  

Os Cavaleiros do Norte, há 42 anos, faziam as vésperas do seu primeiro natal africano. Um Natal sem neve e sem frio,sem chuva e sem o calor das famílias e ds amigos. Um Natal em «modo de guerra», embora esta, felizmente, andasse nos longes do Quitexe de Aldeia Viçosa, Vista Alegre e Ponte do Dange! Um Natal fora de casa e dos mimos a que nos habituaram as mães, no conforto e colo dos mais próximos e mais íntimos.
Mimos que, porém, não nos faltaram!
O Natal da Família Cruz - Margarida, António e
Ricardo -, mais íntimo, no Quitexe de 1974 
As Amazonas do Norte, mulheres presentes dos oficiais da CCS - dos alferes Cruz e Hermida, do tenente Mora e capitão Oliveira (e também a filha) -, puxaram-se de brios e afectos, esmeraram-se na sua partilha com o «povo militar» e, de aventais e entusiasmos ao peito, por este dia 21 de Dezembro de há 42 anos já preparavam os «cozinhados» de Natal! Que saboreámos na noite de consoada, no refeitório dos praças, com toda a guarnição do Quitexe.
Não faltou nada, mesmo nada, nada, nada..., das iguarias da época, as do Portugal europeu (ou metropolitano, como então se dizia...), para que todos nós nos sentíssemos mais em casa, mais felizes..., comungando a festa da grande família dos Cavaleiros do Norte do Quitexe - a esse tempo formada pela CCS comandada pelo capitão António Martins de Oliveira) e pela 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel (do capitão José Paulo Fernandes).

América nega apoio
a FNLA e UNITA

Um ano depois e já com Angola independente desde 11 de Novembro, o Natal dos Cavaleiros do Norte foi passado no conforto e intimidade das suas famílias.
A esse mesmo tempo de há 42 anos, o Senado Americano proibiu - por 54 votos, contra 22 - o «auxílio militar secreto dos Estados Unidos à FNLA e à UNITA até aí conduzido pela CIA».
A decisão dos senadores, porém e segundo o Diário de Lisboa, que citamos, «não provocara, contudo, automaticamente a cessação da intervenção americana em Angola, uma vez que a moção aprovada apenas diz respeito às operações que estão actualmente em curso ou que, de futuro, forem lançadas sem conhecimento do Senado».
Para falarmos em custos, digamos que «a capacidade de intervenção em Angola» ficava, assim, «reduzida a 8 milhões dólares, até meados de Janeiro», altura em que o Senado americano voltava a reunir para «decidir sobre a distribuição de um orçamento de 112 mil milhões de dólares, proposto pelo Departamento de Defesa».
A apresentação do furriel miliciano António Chitas (na
foto de baixo) foi publicada na Ordem de Serviço nº.
301/73, do Regimento de Cavalaria 4 (RC4)


O Chitas e o Tomé
da 2ª. CCAV. 8423

A 22 de Dezembro de 1973, há 43 anos, apresentou-se em Santa Margarida e no RC4 o futuro furriel miliciano António Milheiros Courinhas Chitas, de Armamento Pesado.
Ido do Regimento de Infantaria 3, em Beja, o jovem António Chitas (que se supõe estar actualmente a trabalhar em Angola) apresentou-se às 21 horas, «por ter sido nomeado para servir no Ultramar, com destino a 2ª. CCAV. 8423, do BCAV. 8423/RC4/RMA». 
A apresentação deste Cavaleiro do Norte foi publicada na página 3/2027 da Ordem de Serviço nº. 301, de 26 de Dezembro de 1973, do Regimento de Cavalaria 4.
O mesmo dia, mas já em 1974 e em Aldeia Viçosa, foi tempo para a celebração dos 22 anos de Eduardo Pedro Tomé, condutor da 2ª. CCAV. 8423. É de Alvarinhos, em S. João das Lamas, Sintra, onde amanhã festejará as 64 primaveras. Parabéns!

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

3 616 - O adeus ao Quitexe do Pelotão de Morteiros 4281

Grupo do Pelotão de Morteiros 4281. O alferes Leite é o terceiro, a con-
 tar da direita. O terceiro da esquerda é o enfermeiro Esmoriz. E os outros,
 quem identifica? Começou a sair para Carmona, em 20/12/1974. Há 42 anos!
O tenente Acácio Luz (de costas) e, de frente, os alferes
 milicianos Carlos Silva (em primeiro plano), António
 Garcia (falecido a 02/11/1979), Jaime Ribeiro e João Leite
 (à direita), comandante do Pelotão de Morteiros 4281


O Pelotão de Morteiros 4281 (PELMOR 4281) foi contemporâneo dos Cavaleiros do Norte no Quitexe - já lá estava, quando chegámos, a 6 de Junho de 1974 - e começou a rodar para Carmona a 20 de Dezembro desse mesmo ano, no âmbito da «mutação dos dispositivo militar» da zona de acção operacional do BCAV. 8423.
Os furriéis Fernando  Pires
 e Luís Filipe Costa
A primeira fase da retracção do subsector terminara dias antes, recordemos, a 10 de Dezembro, quando a 3ª. CCAV. 8423 rodou da Fazenda Santa Isabel para o Quitexe. A mudança do Pelotão de Morteiros 4281 para Carmona (e para o BC12) só seria terminada em Janeiro de 1975.
O PELMOR 4281 partiu para Luanda a 16 de Abril de 1974, «estagiou» uns quatro ou cindo dias no Campo  Militar do Grafanil e só depois partiu para o Quitexe, integrado num MVL. Ali, rendeu um outro PELMOR, que já ali estava há 28 meses.
Era comandado pelo alferes miliciano João Leite, um oficial açoriano (foto acima) que agora é empresário nos Estados Unidos, em San Lorenzo, na Califórnia, na área das tecnologias de informação. É casado, pai de um casal e avô de 3 netos.
Valdemar e Pagaimo, ambos do
 Pelotão de Morteiros 4281

Tiros de G3 a alvos
em... andamento!

Os quadros do PELMOR 4281 incluíam os furriéis milicianos Fernando Pires e Luís Filipe Costa, para além do 2º. sargento Ferenando Gomes (que era o responsável pela secretaria). 
A memória lembra-nos um militar alto e meio desengonçado, de tez escura e já com mais de 40 anos e 3 ou 4 comissões, a primeira delas na Índia. Era casado e lá (no Quitexe) tinha a esposa Raramente frequentava o bar e messe de sargentos.
O furriel Luís Filipe Costa avivou-nos a memória sobre o 2º. sargento Gomes: «Era o antigo chefe da carreira de tiro de Mafra e uma máquina a fazer tiro de G3. Conseguia saltar de um «burro de mato» em andamento e acertar num alvo em andamento e a uma distância considerável». 
O furriel Luís Filipe Costa é agora aposentado da SONAE e administrador de condomínios em Tavira. Reside no Estoril. O Fernando Pires é reformado da GNR e reside bem perto, em S. Domingos de Rana, embora seja do Porto.
O 1º. cabo Celestino de Jesus Pagaimo era outro «morteiro» e viria a ser nosso companheiro em outras andanças da vida pós-jornada africana do Uíge angolano. É natural e residente em Cantanhede e agora está reformado das Brigadas de Trânsito da GNR. E também o Valdemar e o Delmar, de Espinho. Tudo boa gente! 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

3 615 - Acordo MPLA/UNITA, há 42 anos no Luso angolano!

Cavaleiros do Norte das Transmissões, na parada do Quitexe. De pé, 1º. cabo
 José Mendes, Couto Soares, furriel José Pires, 1º. cabo Luís Alberto Fernan-
des Oliveira (que hoje faz 64 anos, em Vila Real) e José Costa. Em baixo,
NN  (quem é?), Humberto Zambujo e 1º. cabo Jorge Salgueiro

O Alto-Comissário português Rosa Coutinho (de branco) 
 a cumprimentar Jonas Savimbi (de boina, bengala e bar-
ba), na Base Aérea do Luso. À esquerda, de óculos e cami-
sa branca, Agostinho Neto. Entre este e atrás de Rosa Cou-
tinho, Lúcio Lara (de mão direita caída, bigode e pêra)



A 19 de Dezembro de 1974, tempo de uma quinta-feira de há precisamente 42 anos, o acordo entre o MPLA e a UNITA, na véspera, foi a grande notícia do dia político angolano. «Pôr termo a toda a espécie de hostilidades e propaganda que dificultem a colaboração franca e sincera entre as duas organizações», lia-se no primeiro dos 10 pontos acordados.
Os presidentes dos 3 movimentos: Agostinho Neto (do
MPLA), Holden Roberto (FNLA) e Jonas Savimbi )UNITA)
O anúncio foi feito por Lúcio Lara e aos microfones da Emissora Oficial de Angola, no final da conversações da cidade do Luso, que envolveram os presidentes dos dois movimentos: Agostinho Neto (do MPLA) e Jonas Savimbi (da UNITA).
A notícia já era expectada e foi, naturalmente, recebida com satisfação. Porém, no âmbito do grupo de furriéis da CCS dos Cavaleiros do Norte, foi fartamente analisada, sobrando dúvidas sobre a sua exequibilidade. O ponto 8 («estudar as formas práticas de cooperação imediata no plano político e militar») era o que mais «reservas» oferecia à observação analítica dos jovens combatentes, porem ávidos de que tal se concretizasse. E rapidamente.
Outro ponto que nos oferecia dúvidas era o sétimo: «Procurar estabelecer, em conjunto com a FNLA, neste momento crucial da História do nosso povo, uma plataforma política sobre a formação de um Governo de Transição». Quem éramos nós, porém, para nos preocuparmos com os altos desígnios do acordo?
Base Aérea do Luso o tempo português


Encontro do Luso
a dois e a... três

O acordo do Luso envolveu o almirante Rosa Coutinho, Alto-Comissário de Portugal em Angola que, separadamente e por mais de uma vez, reuniu com Agostinho Neto e Jonas Savimbi.
Após o encontro a três, os presidentes de MPLA e UNITA «retiraram-se para uma casa particular, com os elementos das suas comissões políticas, onde concluíram as conversações entre si e assinaram o acordo que depois foi assinado e lido por Lúcio Lara, que também é chefe da Delegação do MPLA em Luanda», reportava o Diário de Lisboa de 19 de Dezembro de 1974.
Após isso, realizou-se uma conferência de imprensa dos dois presidentes, durante a qual o presidente Agostinho Neto confirmou que ainda não estava definido o local e a data da Cimeira, «mas que se realizará depois de 27 de Dezembro, em território não português e numa área geográfica já definida pelos 3 movimentos»
Viria a ser em território português, afinal. Não nos Açores, como se chegou a planear, mas no Hotel Penina, no Alvor, Algarve português.
Rosa Coutinho, de regresso a Luanda ao princípio da noite de 18 de Dezembro de há 42 anos, afirmou «o prazer» de se ter encontrado com os presidentes da UNITA e do MPLA.
António José Cruz (furriel), Luís Alberto Fernandes Oliveira
 (1º. cabo TRMS, que hoje faz 64 anos!), José Santos Pires (fur-
riel), António Gonçalves (condutor) e António Albano Cruz
 (alferes) no encontro de Custóias, a 4 de Junho de 2016

Os 22 anos do
1º. cabo Oliveira

O 1º. cabo Oliveira, das transmissões da CCS do BCAV. 8423, festejou os seus verdes 22 anos no chão enfeitiçado do nosso saudoso Quitexe.  Foi tal a 19 de Dezembro de 1974. Há 42! Hoje, pois, comemora os «sexyyyygenários» 64!
Luís Alberto Fernandes de Oliveira era (e é) natural de Vila Real, cidade a que regressou a 8 de Setembro de 1975, depois da jornada africana de Angola, e onde ainda reside. Fez vida profissional na EDP e está aposentado, em grande forma física (como se pode ver na foto ao lado, de 4 de Junho deste ano, no encontro de Custóias). É, de resto, um dos habituais participantes dos encontros anuais da CCS dos Cavaleiros do Norte. Parabéns!!! 

domingo, 18 de dezembro de 2016

3 614 - Zalala´s a consoar no Porto, Coutinho com Neto e Savimbi!

Grupo de Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, que ontem teve almoço de Natal no Porto.
 De pé, Neves (Bolinhas), Pimenta, Horácio Carneiro, Casimiro, Agra (Famalicão), Alves (Pig-Bó),
Carvalho, João Dias (furriel), Castro Dias (capitão), Leirinha, Alfredo Coelho (Buraquinho, da CCS),
Pinto, Celestino (CCS) e Maia (padeiro). Em baixo, Leal,  Rodrigues (furriel), Vilaça,  Mota Viana
(furriel), Queirós (furriel), Barreto (furriel), Barroso e Silva (Ciclista)

Cavaleiros do Norte a consoar no «Assador
 Típico», no Porto, a 17 de Dezembro de 2016

Um animado grupo de Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, esteve ontem a comungar o almoço de Natal, à mesa do já tradicional «Assador Típico», no Porto. 
Uma vintena deles, todos bem dispostos e saudosos dos tempos de África, saborearam os prazeres da ementa e recordaram momentos da jornada que os levou a África e ao Uíge angolano. E tão rápido passou o tempo, que muito ficou por contar...
Outra imagem dos «zalala´s», no «Assador Típico»
no  Porto, a partilhar o almoço de Natal de 2016
Tiveram dois «convidados» da CCS: o 1º. cabo analista de águas Alfredo Coelho - que o mundo «cavaleiro do norte» conhece como Buraquinho - e o condutor Joaquim Celestino.
Há 42 anos, recuando no tempo..., a consoada foi partilhada pelos Cavaleiros do Norte de Zalala no refeitório de Vista Alegre, com ementa que foi abacalhauzada, mas desta vez meteu entrada de rissóis e chouriço assado, carapauzinhos com arroz de tomate e posta laminada, rabanadas e leite creme, vinhos verdes e maduros, com café. Tudo «amassado» em boa conversa e um mar de recordações dos momentos vividos na terra de Angola.
Novidade nos convívios dos «zalala´s» foi a participação dos enfermeiros António Augusto Alves da Silva, o Pig-Bó, e José Manuel do Carmo Leal, para além do condutor Joaquim Carlos da Costa Silva, o Ciclista. Ciclista porque, imaginem, disputou, entre outras provas,  4 Voltas a Portugal.
O almirante Rosa Coutinho ladeado pelos presidentes
 Agostinho Neto (do MPLA) e Jonas Savimbi (da UNITA)

Savimbi e Neto no
Luso com Rosa Coutinho

O dia 18 de Dezembro, mas de 1974, já lá vão 42 anos!..., foi histórico no processo de descolonização: os presidentes Agostinho Neto, do MPLA, e Jonas Savimbi, da UNITA, desembarcaram no aeroporto do Luso, separadamente, para se reunirem com Rosa Coutinho, o Alto-Comissário português em Angola.
Reunião a três, ou separadas? Logo se veria, no seguimento destas inesperadas viagens destes três altos dirigentes para a cidade do Luso.
O presidente Jonas Savimbi, à chegada, disse que esperava «concluir o acordo com o MPLA» ainda nessa semana. O objectivo seria «criar uma frente comum que durante os passados meses tem sido afincadamente procurada pelos três movimentos de libertação». Tal frente, relatava o Diário de Lisboa, «abrirá sem dúvida caminho para uma conferência cimeira com Portugal, em que participarão ministros portugueses e dirigentes dos três movimentos».
Cimeira que, referia o DL, «estabelecer-se-ia um Governo de Transição para levar Angola à independência total».
A vistosa rapariga que foi ao
 cinema. Era um furriel «tra-
vestido» e teve de fugir!


Filmes no Quitexe
e «rapariga» a fugir

Há 42 anos, precisamente no dia 18 de Dezembro de 1974, uma quarta-feira, terminou o ciclo de exibições de cinema programado pela Acção Psicológica dos Cavaleiros do Norte e que começara duas semanas antes, no dia 4 e no Quitexe.
A «fita» deu a volta por todas as unidades do BCAV. 8423 e também foi exibida para a comunidade civil da vila onde se aquartelava o comando, a CCS e a ª. CCAV. (a da Fazenda Santa Isabel), no Clube do Quitexe. Foi numa destas sessões, nocturnas, que uma vistosa rapariga se pavoneou na sala, suscitando lascivos galanteios de um jovem alferes miliciano. Era afinal, a rapariga, um jovem furriel miliciano «travestido».
O problema é que as «investidas» do jovem oficial passaram dos piropos de boca para mãos a tocar os joelhos que a pequena saia deixa ver e, antes de mais avanços, a rapariga teve de «dar o fora» da sala do Clube do Quitexe!




sábado, 17 de dezembro de 2016

3 613 - Angola em debate na ONU, natal dos Cavaleioros de Zalala!

Natal dos Cavaleiros do Norte de Zalala, em 1974 e já em Vista Alegre: Horácio
 Carneiro (o primeiro da esquerda) e furriéis milicianos Plácido Queirós (tercei-
ro) Eusébio Manuel Martins, o primeiro da direita, de bigode. Faleceu a
 16 de Abril de 2014, de doença e na sua natal Belmonte


 Natal em Vista Alegre,  1974: NN (atrás, a sorrir),  Santi-
nhos, do bar (à frente), furriel Queirós (de bigode e a rir,
cabeça levantada), 1º. cabo Ferreira (de bigode e óculos),
furriel Barreto, 1º. cabo Dorindo, NN (de mão no queixo,
 o electricista?). e os dois, lá atrás




A terceira terça-feira de Dezembro de 1974, dia 17, foi tempo de, em Luanda, o jornal «A Província de Angola» noticiar que «20 militantes angolanos de um movimento de libertação estão presos na República do Congo, após incidentes na fronteira com o Enclave de Cabinda».
Os detidos eram do MPLA e, segundo o Diário de Lisboa, «controlavam uma passagem fronteiriça entre Cabinda e o Congo/Brazaville». 
Vista Alegre em 2012 (foto da net)
Detidos porque, tendo ordenado a 18 civis que se transportavam em viaturas que parassem em Massabi (a fronteira), eles acabaram por entrar no país vizinho - onde os homens do MPLA os procuraram deter, para «fazerem cumprir as suas ordens»
A expectativa era que «fossem libertados antes do Natal», depois da intervenção do Governador de Cabinda, o brigadeiro Lopes Alves. Detidos por quem? O Diário de Lisboa de que nos socorremos não explica.
No mesmo dia mas Lisboa, o MPLA participou num jantar oferecido pelo PS, por ocasião do primeiro  congresso socialista na legalidade. A delegação era chefiada por Paulo Jorge - que falou em nome de todas as delegações estrangeiras, para agradecer «a hospitalidade do PS» e sublinhar «a contribuição dos socialistas para o processo de descolonização em curso».

O caso de Angola
na AG da ONU

Um ano depois, com Angola já independente desde 11 de Novembro desse ano de 1975, «a sessão mais acrimoniosa da Assembleia Geral da ONU depois da guerra fria», reunia 144 países e ia terminar em «uma atmosfera de acusações mútuas». Porquê? Por causa do «problema crítico de Angola», assim como do Sara espanhol e da intervenção da Indonésia em Timor Leste - o Timor ex-português.
Quanto a este caso, que também dizia respeito a Portugal, a Assembleia Geral da ONU «deplorou a situação e pediu a retirada imediata das forças indonésias». mas pouco ou nada adiantou. Um dos «principais problemas» que se punham tinham a ver, reportava o Diário de Lisboa, com as «acentuadas divisões dentro do grupo de países do terceiro mundo»

Natal dos Zalala´s 
é hoje no Porto

Um grupo de Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV . 8423, a de Zalala, realiza hoje (17 de Dezembro de 2016) o seu almoço de Natal marcada para o restaurante «Assador Típico», no Porto - o habitual pouso das jornadas gastronómicas extra-convívios anuais dos comandados do capitão miliciano Davide Castro Dias.
O furriel Américo Rodrigues, um dos co-organizadores do evento, sublinhou «a importância e significado» deste almoço de Natal que, de alguma forma, «vai fazer reviver as emoções da noite de há 42 anos, quando estávamos em Vista Alegre».
 Bom apetite, boas festas, tudo de bom para os Cavaleiros do Norte das  4 companhias, neste Natal que se aproxima e no 2017 que está para nascer!  

O 1º. cabo M. J. Mendes
faz hoje 64 anos!
Mendes da 2ª. CCAV.,
64 anos em Monfortinho

O 1º. cabo Manuel de Jesus Mendes, atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8423, comemora hoje 64 anos. Há 42, precisamente, festejou 22 na uíjana vila de Aldeia Viçosa.
O Mendes é natural das Termas de Monfortinho, onde foi proprietário do restaurante «O Javali», até ao ano 2000. Posteriormente, fez vida na área da construção civil e reside na sua Travessa das Fragateiras.
O trabalho não abunda por aquelas bandas, mas o Mendes não se atemoriza e, como diz, vai «tranquilamente fazendo pela vida». tem saudades dos tempos de Angola e já hoje foi felicitado por vários companheiros da jornada angolana. 
O nosso abraço de parabéns vai direitinho para as Termas de Monfortinho!!!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

3 612 - Cavaleiros delegados no MFA, encontro de Neto e Savimbi!


Cavaleiros do Norte à porta de messe de sargentos do Quitexe: furriéis milicianos Pires e Costa (dos Morteiros),
 Graciano, Fernandes, Carvalho e Rocha (o três de bigode) e 1º. sargento Marchã. Na segunda fila,  Cardoso,
 Grenha Lopes, António Flora (de boca tapada pelo Fernandes) e Viegas (de braço esquerdo no ar). À frente,
Abrantes (de cachimbo), Rabiço, Lages (soldado do bar, tapado pela mão do Bento), Bento (à frente do
 Viegas) e Ribeiro (à 
frente do Bento). Momento bem disposto!

Cruz e Viegas, dois furriéis milicianos na avenida
 do Quitexe. Atrás e à direita, a cantina/bar dos praças
 e a cobertura das aulas regimentais
A reunião de Delegados do MFA d Zona Militar Norte (ZMN) realizou-se a 16 de Dezembro de 1974, desta vez mas instalações do Batalhão de Cavalaria 8324, em Sanza Pombo. O dos Cavaleiros do Norte era o 8423! A realização destas reuniões seria quinzenal (assim diz o Livro de Unidade), mas assim não estava a acontecer, pois a primeira decorrera a  7 de Dezembro, no CSU, em Carmona.
Alferes milicianos António Manuel Garcia e José Alber-
 to Almeida. Atrás, os 1ºs. sargentos João Barata e Joa-
quim do Aires. Gente da CCS dos Cavaleiros do Norte
O Batalhão de Cavalaria 8423 (BCAV. 8423) tinha elegido os seus delegados, ao início de Dezembro de 1974 e no âmbito da «reestruturação do MFA», delegados formavam «a comissão a nível do Batalhão» e que participavam regular e activamente nessas reuniões. Da CCS e dos milicianos, iam os furriéis Cruz e Viegas (ora um ou outro, ou ambos) e, estamos em crer, da parte dos oficiais milicianos era o alferes António Manuel Garcia (infelizmente falecido a 2 de Novembro de 1979, num acidente de viação ao serviço de Polícia Judiciária do Porto), ou (ou com) o alferes José Alberto Alegria Martins de Almeida - que actualmente é o Cônsul de Marrocos no Algarve. O Garcia, de Operações Especiais (Rangers) e comandante do PELREC; o Almeida, oficial de reabastecimentos e justiça.
Agostinho Neto e
Jonas Savimbi


Savimbi no Luso e
d´acordo com MPLA

O dia, no aeroporto do Luso, foi o da chegada de Jonas Savimbi a Angola, vindo de Lusaka - onde estivera a negociar com o MPLA e a FNLA, também com representantes do Governo Português, numa delegação chefiada pelo tenente-coronel Passos Ramos.
«Milhares de pessoas ovacionaram ontem o dr. Jonas Savimbi, no aeroporto do Luso, no seu regresso de Lusaka, términus de uma digressão por várias capitais africanas, onde se avistou com líderes políticos desses países e com Holden Roberto e o dr. Agostinho Neto», relatava o Diário de Lisboa de 16 de Dezembro de 1974.
Jonas Savimbi, no Luso, «presidiu a um comício dos militantes do seu movimento» e, entre outras «afirmações de relevo», sublinhou que «o esquema de Governo de Transição apresentado pelo Ministro Almeida Santos na Assembleia Geral da INU, foi categoricamente recuado pela UNITA, pela FNLA e pelo MPLA».
«Só aceitaremos participar num Governo em que sejamos responsáveis», disse Jonas Savimbi, frisando igualmente acreditar que o de Transição «seja formado ainda este ano». Não foi, como se sabe.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

3 611 - Cavaleiros em rotinas e a turistar, acordo MPLA/UNITA

Cavaleiros do Norte das Transmissões, na parada do Quitexe. De pé, o
1º. cabo José Mendes, Couto Soares, furriel miliciano José Pires,
1º. cabo Luís Oliveira e José Costa. Em baixo, NN (quem o identifica?), 
Humberto Zambujo e 1º. cabo Jorge Salgueiro


Grupo de Zalala a caminho das Quedas do Duque de
 Bragança: Almiro Maciel, furriel João Dias, alferes Lains
 dos Santos, furriel Évora Soares, Carlos Coelho e António
 Famalicão (de pé), Carlos Costa e Fernando Silva (cócoras)


Aos meados de Dezembro de 1974 e com a classe política a definir as etapas do processo de descolonização de Angola, não era muito activa a vida operacional dos Cavaleiros do Norte - agora aquartelados ao longo da Estrada do Café: no Quitexe (a CCS e a 3. CCAV. 8423, a de Santa Isabel), em Aldeia Viçosa (2ª. CCAV. 8423) e Vista Alegre e Ponte do Dange (a 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala). 
O furriel miliciano José Carvalho, da 3ª. CCAV. 8423,
 a caminho das Quedas do Duque de Bragança. Aqui,
 em frente à Igreja de Camabatela
Os serviços dos aquartelamentos e uma ou outra escoltas, segurança das localidades e itinerários principais eram as principais actividades que por esse tempo se desenvolviam, «intervaladas» por folgas e passeios a Carmona ou às quedas do Duque de Bragança - um excelente destino turístico, para o qual as «berliets» serviam de autocarros.
Os movimentos emancipalistas, esses, no que diz respeito ao Uíge dos Cavaleiros do Norte e «procurando ir estendendo a sua acção ao interior de Angola, abriram delegações em Carmona e, com o decorrer do mês, apareceram secretarias desses movimentos em Quitexe e Vista Alegre», como narra o Livro da Unidade.
A ZA dos Cavaleiros do Norte era, recordemos, principalmente influenciada pela FNLA, de Holden Roberto (o movimento mais implantado, o que tinha «maior incidência» nos povos, como refere o Livro da Unidade), embora «também em alguns casos do MPLA», de Agostinho Neto.
A UNITA poucos militantes por lá teria. Mal se ouvia falar, por aquelas bandas, do movimento liderado por Jonas Savimbi.
Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423 a controlarem
 incidentes frente à delegação da FNLA do Quitexe, já
 depois de 02/03/1975. À frente, o 1º. cabo Manuel Deus 

Acordo do MPLA

com a UNITA

O dia 15 de Dezembro de 1974 foi de negociações entre o MPLA e a UNITA, através dos respectivos presidentes, Agostinho Neto e Jonas Savimbi, e em Lusaka, a capital da Zâmbia. Pouco se soube desse acordo, assim como das negociações da mesma UNITA com Holden Roberto, presidente da FNLA. Negociações que, num caso e outro e segundo Jonas Savimbi, «decorreram em ambiente mais que fraternal».
O mesmo Jonas Savimbi adiantou, porém, que a Cimeira dos Açores «não seria no dia 18» de Dezembro (daí a três dias), «nem nos Açores». Provavelmente, disse o presidente da UNITA, «será depois do Natal, em data e local a combinar com os três movimentos».
Relativamente ao acordo com o MPLA, negociado em Lusaka, esclareceu Jonas Savimbi que «as suas linhas só serão reveladas num comunicado conjunto que será divulgado dentro de quatro dias».

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

3 610 - O adeus ao destacamento da Fazenda Luísa Maria

As instalações militares da Fazenda Luísa Maria, onde os Cavaleiros do
 Norte tiveram um Destacamento entre 10 de Junho e 14 de Dezembro de

 1974. Foi a última guarnição portuguesa naquele espaço uíjano 

O alferes João Machado, ladeado pelos furriéis António
 Carlos Letras e José Fernando Melo, do primeiro grupo
 de combate do BCAV. 8423 a estar em Luísa Maria

O dia 14 de Dezembro de 1974, há precisamente 42 anos!!!..., foi sábado e o do adeus militar ao Destacamento da Fazenda Luísa Maria, onde os Cavaleiros do Norte se aquartelaram desde 10 de Junho desse mesmo ano, mal a 2ª. CCAV. 8423 chegou a Aldeia Viçosa e de lá partiu o pelotão comandado pelo alferes miliciano João Machado, de Operações Especiais (Rangers).
Eduardo Bento da Silva,
gerente de Luísa Maria
O processo de retracção do dispositivo militar estava em desenvolvimento, a 1ª. CCAV. 8423 já tinha rodado de Zalala para Vista Alegre (e Ponte do Dange) a 25 de Novembro e a 3ª. CCAV. 8423 da Fazenda Santa Isabel para o Quitexe (a 10). No que aos Cavaleiros do Norte dizia respeito, apenas se expectava a saída do Pelotão de Morteiros 4281, que iria (e foi) para Carmona - «prevista para Janeiro de 1975», como refere o Livro da Unidade.
O Destacamento foi principalmente ocupado por grupos de combate da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Voçoza, mas também lá esteve um da 3ª. CCAV., a de Santa Isabel, comandado pelo alferes miliciano Carlos Silva 
A Fazenda Luísa Maria era de um empresário chamado Patrocínio, mas foi localmente gerida pelo irmão Abílio e, no tempo dos Cavaleiros do Norte, por Eduardo Bento da Silva (foto), que faleceu a 11 de Setembro de 2011 em Condeixa-a-Nova. Tinha um mini-mercado em Taveiro e faria 81 anos a 10 de Outubro seguinte.
«Tive o privilégio de privar com o sr. Eduardo, a sua hospitalidade e da da esposa e filha, julgo que se chamava Lai-Lai», disse Carlos Silva, sublihando que «foram tempos inerquecíveis».

Cavaleiros do Norte do PELREC na Destacamento
 de Luísa Maria: 1º. cabo Hipólito e furriel Viegas
 (atrás), Caixarias, 1º. cabo Ezequiel e Marcos

A Cimeira com os
três Movimentos

Angola por esse tempo expectava sobre a realização da cimeira nos Açores e sabia-se que «não se realizará antes do Natal, como Portugal teria proposto, mas mais próximo do fim do ano ou mesmo no princípio de Janeiro», como referia o Diário de Lisboa.
Notícia do Diário de Lisboa
 de 14 de Dezembro de 1974
O jornal vespertino da capital portuguesa acrescentava, na sua edição de há precisamente 42 anos, que «um dos movimentos já pediu o adiamento» e que uma ilha açoriana seria o local do encontro. Mas ainda não era referida qual. Projectava-se a criação de um Governo Provisório de Coligação para Angola, a integração das forças militares de libertação num só exército e a marcação da data da independência, entre outras questões.
A Cimeira dos Açores não se chegaria a realizar, como se sabe, acontecendo no Hotel Penina, em Alvor, no Algarve, a 10 de Janeiro de 1975 e seguintes.
Aldeia Viçosa vista do polidesportivo do quartel português,
onde esteve a 2ª. CCAV. 8423, vendo-se a Estrada do
 Café, de Luanda para o Quitexe e Carmona

Futebol dos Cavaleiros
de norte a... sul

Os tempos operacionalmente bem mais calmos dos tempos uíjanos de há 42 anos, da parte dos Cavaleiros do Norte, «criaram» mais tempos de lazer, de recreio e de desporto. 
O futebol era um dos «passatempos» preferidos e, para além das renhidas partidas entre pelotões e subunidades, em Aldeia Viçosa jogava-se o futebol de cinco - modalidade antecessora do actual futsal. Era de cinco, ou de sete, a mudar aos cinco e acabar aos dez, fosse lá como fosse, mas o polidesportivo da 2ª. CCAV. 8423 (na foto) era um espaço de vida autêntica na família militar da vila uíjana! 
Ver AQUI
e AQUI

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

3 609 - A nomeação para Angola de meia centena de furriéis do BCAV. 8423

Furriéis milicianos do BCAV. 8423, à porta da casa do Quitexe: João Aldea-
gas, António José Cruz, Graciano Silva, Nelson Rocha, António Carlos Letras,
José A. Monteiro e José Fernando Carvalho. De lado, José Pires (transmissões)

Furriéis milicianos da CCS na parada do Quitexe:
 António Cruz, Cândido Pires, Luís Mosteias (falecido 

a 5 de Fevereiro de 2013) e Francisco Neto
O dia 13 de Dezembro de 1973 foi farto em «nomeações para o ultramar», no que ao BCAV. 8423 diz respeito, os futuros Cavaleiros do Norte do Uíge angolano e quanto a furriéis milicianos.
A Ordem de Serviço nº. 291 do RC4 dá conta, nas suas páginas 6 e 7 /2179, que «nos termos da alínea c) ao Artigo 20º. do Decreto-Lei 49107, de 7 de Julho de 1969, foram nomeados para servir no ultramar e com destino ao BCAV. 8423/73, os graduados a seguir mencionados».
Furriéis da CCS e da 3ª. CCAV. 8423: Carvalho e Grenha
Lopes (atrás), Belo (de óculos), Reino (de bigode), Flora
 (a rir) e Lopes, enfermeiro (de óculos). À frente,
Rocha (de bigode e boina na mão) e Viegas
E menciona a lista seguinte, de futuros furriéis milicianos de várias especialidades, a cujos nomes (e apelidos em destaque) acrescentamos alguns dados minimamente actualizados, tanto quanto nos é possível:

CCS, a Companhia
do Quitexe

- LOPES, António Maria Verdelho da Silva: Enfermeiro. Natural e residente na vila de Vendas Novas. É aposentado da função pública (administração fiscal).
- PIRES, José dos Santos: Transmissões. É aposentado da GNR, natural de Vale de Nogueira e morador em Bragança.
- ROCHA, Nelson dos Remédios da Silva Rocha. Transmissões. É técnico comercial e vive em Valadares, Vila Nova de Gaia.
- DIAS, Francisco José Brogueira: Vagomestre. É funcionário bancário e reside em Rio Tinto, nos arredores do Porto.
- FARINHAS, Joaquim Augusto Loio: Sapador. Faleceu a 14 de Julho de 2005, vítima de doença e em Amarante, sua terra natal.
- PIRES, Cândido Eduardo Lopes: Sapador. Natural do Montijo e morador em Niza, onde é funcionário da Câmara Municipal.
- MOSTEIAS, Luís João Ramalho: Sapador. Natural de Cabeção, em Mora, faleceu a 5 de Fevereiro de 2013,  de doença e em Santo André, Sines, onde residia.
- CRUZ, António José Dias: Rádio-Montador. Natural de Cardigos, reside na Póvoa de Santo Adrião e é aposentado da Câmara Municipal de Lisboa.
- BENTO, Francisco Manuel Gonçalves: Operações e Informações. Natural de Santo André, no Barreiro, está emigrado em França.
- FONSECA, José Carlos Pereira da: Escriturário. Natural de Lisboa, não regressou a Angola quando veio de férias a Portugal. É técnico de contas em Lisboa e além-Tejo.
Furriéis de Zalala: Eusébio, Queirós, Victor Costa,
 Rodrigues, José Louro, Jorge Barata e Manuel Dias


1ª. CCAV. 8423, a
da Fazenda Zalala


- NASCIMENTO, José António Moreira do: Vagomestre. Natural do Porto, está emigrado nos Estados Unidos.
- BARRETO, Jorge Manuel Mesquita: Enfermeiro. Natural de Mira, é aposentado da função pública (saúde) e mora em Baguim do Monte.
- DIAS, João Custódio: Transmissões. Natural de Pêras Ruivas, em Seiça (Vila Nova de Ourém) e residente em Tomar, é aposentado da função pública (Polícia Judiciária).
- PINTO. Manuel Moreira: Operações Especiais (Rangers). É empresário do ramo automóvel, natural de Penafiel e residente em Paredes (Porto).
- MOTA VIANA, Fernando Manuel: Atirador de Cavalaria, natural e residente em Braga, onde é trabalha na área das artes gráficas.
- SILVA, Francisco JC: Atirador de Cavalaria. Não terá chegado a integrar a 1ª. CCAV. 8423. Não embarcou para Angola.
- LOURO, José dos Santos. Atirador de Cavalaria. Funcionário da Universidade de Évora, de onde é e onde reside.
- RODRIGUES, Américo Joaquim da Silva: Atirador de Cavalaria. Aposentado do sector têxtil, natural e residente em Vila Nova de Famalicão.
- BALDY PEREIRA, João Manuel Belém: Atirador de Cavalaria. 
- EUSÉBIO Manuel Martins: Atirador de Cavalaria. Faleceu a 16 de Abril de 2014, de doença e em Belmonte, sua terra natal.
- COSTA, Victor Moreira Gomes da: Atirador de Cavalaria. Pré-aposentado e morador em Queluz.
- ALDEAGAS, João Matias Mota: Atirador de Cavalaria. É empresário do sector agro-pecuário e é e reside em Estremoz.
- BARATA, Jorge António Eanes: Atirador de Cavalaria. Faleceu a 11 de Outubro de 1997, vítima de doença e em Alcains, sua terra natal.
-  QUEIRÓS, Plácido Jorge de Oliveira Guimarães: Atirador de Cavalaria. Natural e residente em Braga, é aposentado do ramo comercial automóvel.
Furriéis milicianos da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia
 Viçosa: Mário Matos, António Artur Guedes e José
 Fernando Melo (de pé), António Letras, José

 Gomes e António Cruz. 

2ª. CCAV. 8423, a 
de Aldeia Viçosa

- MOURATO, Abel Maria Ribeiro: Vagomestre. Aposentado da função pública (administração fiscal) e residente em Vila Viçosa.
- SILVÉRIO, Jaime J. V.: Enfermeiro. Não terá chegado a integrar a 2ª. CCAV. 8423.
- REBELO, António Augusto Faria Novais Rebelo: Transmissões. É tesoureiro da Câmara Municipal de Guimarães, cidade natal e de residência. 
- LETRAS, António Carlos Dias: Operações Especiais (Rangers). Aposentado do sector empresarial e residente em Palmela.
- FERREIRA, José Maria Freitas: Atirador de Cavalaria. Fo reclassificado em amanuense, devido a um acidente numa escolta, em Julho de 1974, e colocado em Luanda. É técnico oficial de contas em Guimarães.
- GOMES, José da Silva: Atirador de Cavalaria (nº. mec. 09071473). Mora no Prado, em Vila Verde.
- GOMES, José M. S.: Atirador de Cavalaria (nº. mec. 03307171). Desconhecido.
- COSTA, José Manuel Cerqueira da: Atirador de Cavalaria. Aposentado da área comercial de adubos e químicos, mora em Santa Cruz do Bispo, Matosinhos.
- SANTOS, Mário A.: Atirador de Cavalaria (nº. mec. 06218173). Desconhecido.
- CRUZ, António Oliveira: Atirador de Cavalaria. É professor em Vieira do Minho, terra natal e de residência.
- GUEDES, António Artur César Monteiro Guedes: Atirador de Cavalaria. Aposentado da GNR, como sargento-mor, natural da Régua e morador em Salvaterra de Magos.
- MELO, José Fernando Noro Dias de Melo: Aturador de Cavalaria. Natural de Alfarelos e morador em Leiria, é aposentado da GNR.
- BREJO, João António Piteira: Atirador de Cavalaria. Natural de Montemor-o-Novo, é aposentado da área da segurança e mora em Foros de Amora.
- CHITAS, António Milheiros Courinhas: Atirador de Cavalaria. Natural de Cabeção (Mora), tem residência em Sobralinho, Vila Franca de Xira, e supõe-se que está a trabalhar em Angola.
Furriéis milicianos da 3ª. CCAV. 8423, a de
 Santa Isabel: Grenha Lopes, Agostinho Belo
 e, à frente, Graciano Silva


3ª. CCAV. 8423, a 
de Santa Isabel

- BELO, Agostinho Pires: Vagomestre. É aposentado da função pública (Finanças) e reside no Retaxo, em Castelo Branco, a terra natal.
- RABIÇO, Ângelo Tuna: Enfermeiro. É de Vila Real, professor primário aposentado e mora em Guimarães.
Manuel Quaresma da Silva, 1º. cabo apontador de mor-
 teiros da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel. Faria hoje 64
 anos e faleceu a 06/02/2004, em Cacia, Aveiro, de doença
- CARDOSO, João Augusto Martins: Transmissões. Aposentado da função pública (notariado), é natural de Arganil e reside em Coimbra.
- FLORA, António Pires: Atirador de Cavalaria. É aposentado da Caixa Geral de Depósitos, natural de Alcains e residente em Famões, Odivelas.
- QUERIDO: José Adelino Borges: Atirador de Cavalaria. Natural da Penha de França, em Lisboa, aposentado e comerciante em Odivelas.
- GRACIANO Correia da Silva: Atirador de Cavalaria. Quadro superior de uma empresa produtora de Vinho do Porto, mora na sua natal Lamego. 
- CARVALHO, José Fernando da Costa: Atirador de Cavalaria. É aposentado da PSP e reside no Entroncamento, a sua terra natal.
- RICARDO, Alcides dos Santos da Fonseca: Atirador de Cavalaria. Aposentado como quadro profissional da área industrial, é de Camarate e mora em Loures (?). 
- RIBEIRO. Delmiro da Silva: Atirador de Cavalaria. Licenciado em engenharia e aposentado da EDP é natural e residente em Vila Real.
- GORDO, António Luís Barradas Mendes: Atirador de Cavalaria. Funcionário da Câmara Municipal, natural e residente em Alter do Chão.
- LOPES, José Avelino Grenha: Atirador de Cavalaria. Natural da Várzea, em Barcelos, é empresário do sector têxtil em Lisboa.
- GUEDES, Victor Mateus Ribeiro: Armamento Pesado. Natural de S. Sebastião da Pedreira, em Lisboa, faleceu de doença a 16 de Abril de 1998.

Morte do apontador
Quaresma da Silva

Manuel Quaresma da Silva foi 1º. cabo apontador de morteiros da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel. E um bom companheiro da jornada africana do Uíge angolano dos Cavaleiros do Norte.
Faria 64 anos a 13 de Dezembro de 2016 (hoje), mas faleceu aos 52, vítima de doença e há 12, a 6 de Fevereiro de 2004, em Cacia, nos arredores e do município de Aveiro.
Hoje o recordados com saudade! RIP!!!
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