quarta-feira, 28 de outubro de 2015

3 297 - Visita solidária ao clarim Alexandre de Aldeia Viçosa

Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa em encontro solidário: o  1º. cabo José
Freire, o António Soares, o capitão José Manuel Cruz, o clarim Alexandre 
Oliveira e o 1º. cabo rádiotelegrafista José Maria Beato

Os 1ºs. cabos Alfredo Coelho (Buraquinho) e
Victor Florindo, da direita para a esquerda, Cavaleiros
do Norte da CCS, no Quitexe. Quem identifica os dois
companheiros da esquerda?

A 25 de Outubro de 2015, o último domingo, quatro Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa foram «mobilizados» para um encontro solidário e amigo, com o clarim Alexandre Oliveira, que luta contra uma doença degenerativa, entre o hospital e a sua residência do Seixo Alvo, em Vila Nova de Gaia. Desde Junho deste ano.
Levaram-lhe uma palavra amiga e de esperança, numa tarde de amigos. «Foi uma tarde agradável, entre abraços, conversas sobre a doença e  também da nossa vida militar. Os nossos corações, os nossos sorrisos e os nossos olhares de esperança deram alegria e a força interior que o  nosso amigo Alexandre provavelmente tanto necessitaria», disse José Maria Beato, sugerindo um forte e sentido «força amigo Alexandre», em seu nome e «em nome dos Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. do Batalhão de Cavalaria 8423».
"Rápidas melhoras e para o ano queremos-te connosco em Guimarães», sublinhou José Maria Beato, que lá esteve com o capitão José Manuel Cruz, o 1º. cabo clarim José Freira e o atirador António Soares - interrogando-se, mas afirmando: «Afinal para que servem os verdadeiros amigos?».
Rosa Coutinho, há 41 anos, afirmava
que «gorou-se a «tentativa rodesiana» para
Angola», como se vê no Diário de Lisboa
de 28 de Outubro de 1974
Há 41 anos, dia 28 de Outubro de 1974, concluiu-se a operação de desarmamento das milícias e o comandante Almeida e Brito teve «contactos operacionais» no Comando do Sector do Uíge, em Carmona - onde de deslocou acompanhado de vários oficiais da CCS. 
Em Luanda e em declarações ao jornal A Província da Angola, Rosa Coutinho afirmava que «gorou-se uma conjuntura para um golpe separatista, do tipo rodesiano». A conspiração, segundo disse, partira de «forças reaccionárias que tentaram em Lisboa um golpe, durante os acontecimentos que levaram à renúncia de António Spínola à Presidência da República».
Um ano depois, com o dia da independência (11 de Novembro) cada vez mais próximo, o MPLA progredia nas três principais frentes de combate. O Diário de Lisboa, em serviço especial do Diário de Luanda, dava conta do «avanço das forças populares sobre o Huambo» e de, após «violentos combates», tomaram Cela «de assalto» - cidade a 180 quilómetros de Nova Lisboa, na estrada para Luanda. E avançavam na estrada do Lobito para Nova Lisboa, tomando Quimbale, a 30 quilómetros da Alto Hama.
A sul, as forças da FNLA/UNITA, com mercenários, foram cercadas pelas FAPLA, na zona de Sá da Bandeira. A Norte, a situação continuava «praticamente estacionária», até com alguma «descompressão militar no triângulo Libongos/Caxito/Barra do Dande, dado o recuo das forças invasoras para a linha Sasso/Caxito»
«O MPLA progride nas três frentes», noticiava
o Diário de Lisboa de 28 de Outubro de 1975, sobre
 a situação militar em Angola
As forças do
 MPLA, a esse tempo, prosseguiam o avanço, com «o objectivo de desobstruir a estrada Caxito-Úcua-Piri». As forças da FNLA, recuadas, «lançam agora raids a partir do Ambriz, para defenderem o material pesado e as unidades que se encontram no terreno da luta».
O Uíje, terra da FNLA - dos «nossos» Quitexe, Aldeia Viçosa e Carmona (sem esquecer Zalala, Aldeia Viçosa, Vista Alegre) - o Uíge continuava fora dos noticiários. O que se passaria por lá?

1 comentário:

  1. Um enorme abraço e que seja esta recuperaçao para valer camarada saudoso .

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