O BC12 a 25 de Setembro de 2019, quando por lá passaram o furriel Viegas, do PELREC da CCS, e o condutor Nogueira do Liberato |
Aos 20 e tantos dias do já distante Janeiro de 1975 - há 49 anos!... -, pelas bandas do Quitexe, de Aldeia Viçosa e de Vista Alegre, era cada vez maior o murmúrio sobre a remodelação que levaria (e levou) os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 para a cidade de Carmona.
O destino parecia traçado: o BC12, unidade que guarnecia a capital do distrito do Uíge desde 1961, ia ser extinto e poderia ser (e foi...) o nosso destino. No entanto, como se pode ler no livro «História da Unidade», «nada de positivo ainda se concretizou sobre tal movimento
O destino parecia traçado: o BC12, unidade que guarnecia a capital do distrito do Uíge desde 1961, ia ser extinto e poderia ser (e foi...) o nosso destino. No entanto, como se pode ler no livro «História da Unidade», «nada de positivo ainda se concretizou sobre tal movimento
Aguardava-se «sanção superior, resultante das alterações que a Cimeira do Alvor possa impor».
Os dias políticos de Angola, há 49 anos, andavam à volta de quem seria (ou não) membro do Governo de Transição. A memória do Acordo do Alvor estava fresca mas, na capital, os representantes dos três movimentos nada adiantavam.
Vaal Neto, da FNLA, dizia que «nada está definido». A UNITA, nada dizia. O MPLA nada de oficial dava a conhecer.
A imprensa de Luanda, entretanto, preocupava-se com isso e outras coisas. Por exemplo, com a Lei de Imprensa e o eventual (futuro) controlo partidário dos órgãos de comunicação social. O MPLA era acusado de manipular alguns deles.
A 24 de Janeiro de 1975, três notas da capital angolana, retiradas do Diário de Lisboa desse dia: «O êxodo dos colonos continua (embora a um ritmo menos acelerado), a par e passo com a falta de cerveja e refrigerantes e uma contínua alta de preços».
Eram os passos que então se davam, no processo de descolonização e independência de Angola.
Os dias políticos de Angola, há 49 anos, andavam à volta de quem seria (ou não) membro do Governo de Transição. A memória do Acordo do Alvor estava fresca mas, na capital, os representantes dos três movimentos nada adiantavam.
Vaal Neto, da FNLA, dizia que «nada está definido». A UNITA, nada dizia. O MPLA nada de oficial dava a conhecer.
A imprensa de Luanda, entretanto, preocupava-se com isso e outras coisas. Por exemplo, com a Lei de Imprensa e o eventual (futuro) controlo partidário dos órgãos de comunicação social. O MPLA era acusado de manipular alguns deles.
A 24 de Janeiro de 1975, três notas da capital angolana, retiradas do Diário de Lisboa desse dia: «O êxodo dos colonos continua (embora a um ritmo menos acelerado), a par e passo com a falta de cerveja e refrigerantes e uma contínua alta de preços».
Eram os passos que então se davam, no processo de descolonização e independência de Angola.
Cavaleiros do Norte do PELREC da CCS do BCAV. 8423, a 29 de Maio de 2010, no encontro de Ferreira do Zêzere: os soldados Augusto Florêncio e Francisco António, furriéis Neto e Viegas e o 1º. cabo Albino Viegas e 1º. cabo Albino Ferreira - que faleceu, de doença, a 23 de Janeiro de 2017, de doença e em Almargem do Bispo, Sintra. RIP!!! |
Os presidentes Agostinho Neto (MPLA), Holden Roberto (FNLA) e Jonas Savimbi (UNITA) |
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, pelos últimos dias de Janeiro de 1975, iam riscando os dias do calendário e sempre muito expectantes quanto à (eventual) rotação para Carmona e, consequentemente, sobre a data do regresso a Portugal.
A morte do Ferreira,
1º. cabo do PELREC
A nossa jornada africana do Uíge angolano, confortada com as notícias que nos chegavam da Cimeira do Alvor, continuava tranquila e serena, com serviços de ordem, patrulhas e escoltas e controlo das algumas escaramuças que iam opondo, localmente, combatentes da FNLA e do MPLA - já que a UNITA por lá tinha pouca expressão. Quase nenhuma.
Agostinho Neto, presidente do MPLA, continuava em Portugal (Holden Roberto, da FNLA, e Jonas Savimbi, da UNITA, já tinham partido) e reunia com os partidos políticos portugueses. A 21 de Janeiro, por exemplo, foi recebido pelo PPD (o actual PSD) e pelo MDP/CDE. A 22, hoje se passam 46 anos, deixou Lisboa e voou para a Argélia, depois para Tanzânia e a Zâmbia - antes de chegar a Luanda, onde a 31 de Janeiro desse ano programava assistir à posse do Governo de Transição.
«Nesta nova fase da luta pela independência de Angola, as tarefas prioritárias são a resolução dos problemas políticos, o que exige a diminuição de tensões entre brancos e pretos, entre todos os movimentos políticos», disse Agostinho Neto, à saída de Lisboa.
«Nesta nova fase da luta pela independência de Angola, as tarefas prioritárias são a resolução dos problemas políticos, o que exige a diminuição de tensões entre brancos e pretos, entre todos os movimentos políticos», disse Agostinho Neto, à saída de Lisboa.
O furriel João Dias e o 1º. cabo Albino Ferreira, já visivelmente debilitado, em Outubro de 2016, a 3 meses da sua morte |
A morte do Ferreira,
1º. cabo do PELREC
O 1º. cabo Ferreira, atirador de Cavalaria do PELREC da CCS, faleceu há precisamente 4 anos, no dia 23 de Janeiro de 2017, vítima de doença.
Albino dos Anjos Ferreira nasceu na freguesia de Cardal, em Ferreira do Zêzere, aonde voltou a 9 de Setembro de 1975 e depois de, em Angola, ter rodado para a 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala. Migrou para a zona de Sintra e, por Almargem do Bispo, trabalhou na área da construção civil e, ultimamente, em automóveis usados.
A última vez que confraternizámos foi no encontro de Ferreira do Zêzere, em 2010, no qual participou com a alegria de sempre, muito bem apessoado, de fato e gravata a condizer, comungando a alegria de se partilhar com os companheiros dos tempos da terra africana.
Faleceu, de doença, a 23 de Janeiro de 2017, em Almargem do Bispo. Faria 65 anos dia 28 de Novembro de 2017 e hoje o recordamos com saudade. RIP!!!
Costa, atirador de Zalala,
69 anos em Leiria !
O soldado Mário Ventura Soares da Costa, da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, festeja de 69 anos a 23 de Janeiro de 2021.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, foi Cavaleiro do Norte da Fazenda de Zalala, em Vista Alegre, no Songo e em Carmona, no Uíge angolano, regressando a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975.
A última vez que confraternizámos foi no encontro de Ferreira do Zêzere, em 2010, no qual participou com a alegria de sempre, muito bem apessoado, de fato e gravata a condizer, comungando a alegria de se partilhar com os companheiros dos tempos da terra africana.
Faleceu, de doença, a 23 de Janeiro de 2017, em Almargem do Bispo. Faria 65 anos dia 28 de Novembro de 2017 e hoje o recordamos com saudade. RIP!!!
Fazenda de Zalala |
Costa, atirador de Zalala,
69 anos em Leiria !
O soldado Mário Ventura Soares da Costa, da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, festeja de 69 anos a 23 de Janeiro de 2021.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, foi Cavaleiro do Norte da Fazenda de Zalala, em Vista Alegre, no Songo e em Carmona, no Uíge angolano, regressando a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975.
Fixou-se em Vale de Figueira, freguesia de S. João da Talha, no concelho de Loures, e mora agora em Maceira Liz, em Leiria, para onde vai o nosso abraço de parabéns!
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