Os dias do Quitexe, na realidade de 1975 e depois da saída da CCS para Carmona, não foram nada fáceis para os Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, que lá tinham chegado a 10 de Dezembro de 1974, rodados da Fazenda Santa Isabel.
«Lembro-me dos patrulhamentos mistos das NT com as forças independentistas que, na altura, estavam em força no Quitexe, a FNLA e a UNITA», recorda o alferes milíciano Carlos Silva, acrescentando entre uma e outra memória, a de «uma madrugada em que fomos acordados, por tiros e rebentamentos, porque militares da FNLA e UNITA se desentenderam e desencadearam violentos combates».
«Lembro-me dos patrulhamentos mistos das NT com as forças independentistas que, na altura, estavam em força no Quitexe, a FNLA e a UNITA», recorda o alferes milíciano Carlos Silva, acrescentando entre uma e outra memória, a de «uma madrugada em que fomos acordados, por tiros e rebentamentos, porque militares da FNLA e UNITA se desentenderam e desencadearam violentos combates».
Passados tantos anos, já lá vão 51 e na verdade, diz Carlos Silva, que comandava o 1º. Grupo de Combate da 3ª. CCAV. 8423, «recordo apenas alguns pormenores, porque passados tantos anos e porque não fiz registos torna-se um pouco difícil».
O 1º. Grupo de Combate incluía os furréis milicianos António Pires Flora, António Luís Barradas Mendes Gordo e José Avelino Borges Querido - especialistas, os três, como atiradores de Cavalaria tal qual o alfees Carlos Silva.
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| O alferes Carlos Silva voltou a Angola para se casar com Belmira, seu amor de sempre, a 18 de Outubro de 1975 |
Corpos mutilados
e degolados!
A memória desse dia está fresca, no entanto, pela bravura e desprezo pela vida para que os Cavaleiros do Norte «pudessem intervir, a não ser acudir aos civis (que já eram poucos) que se refugiaram junto de nós e tentar tratar dos feridos».
A evacuação dos feridos, a cargo das Forças Armadas Portuguesas, sempre generosas e sem medos, coube à 3ª. CCAV. 8433, comandada pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes, feitas de avioneta, a partir da precária pista do Quitexe.
«Recordo um comandante, penso que da FNLA, com um tiro no peito, que quase deixava ver o coração, e um soldado da UNITA, também bastante ferido», lembra-se o alferes Carlos Silva, não esquecendo «as sedes destruídas e os corpos mutilados e degolados» desses dias da descolonização de Angola, na vila do Quitexe.
A evacuação dos feridos, a cargo das Forças Armadas Portuguesas, sempre generosas e sem medos, coube à 3ª. CCAV. 8433, comandada pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes, feitas de avioneta, a partir da precária pista do Quitexe.
«Recordo um comandante, penso que da FNLA, com um tiro no peito, que quase deixava ver o coração, e um soldado da UNITA, também bastante ferido», lembra-se o alferes Carlos Silva, não esquecendo «as sedes destruídas e os corpos mutilados e degolados» desses dias da descolonização de Angola, na vila do Quitexe.




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