CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

domingo, 10 de fevereiro de 2019

4 377 - A 2ª.-feira de Carnaval de 1975 dos Cavaleiros do Norte

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa: Joaquim Henrique Ferreira Pereira
Verde (atirador de Cavalaria,  que hoje festeja 67 anos em Leiria), 1º. cabo José Freire (clarim) e
Oliveira (condutor). Aqui no encontro de 2014, em Valongo
Jonas Savimbi, presidente da UNITA


A segunda-feira de Carnaval de 1975, dia 10 de Fevereiro de há 44 anos, foi passa-
do na paz dos anjos pelas bandas do Uíge angolano, por onde jornadeavam os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 - a CCS e a 3ª. CCAV. 8423 na vila do Quitexe, a 2ª. CCAV. 8423 em Aldeia Viçosa, a 1ª. CCAV. 8423 em Vista Alegre e Ponte do Dange.
O Uíge, a vermelho, no norte
de Angola, «terra» dos
Cavaleiros do Norte
O dia, uma segunda-feira, era o do meio de dois dias fartos da festa carnavalesca desse ano mas os Cavaleiros do Norte - Domingo Gordo e Dia de Entrudo, 3ª. feira. Mas era também o único (todas as 2ªs.-feiras) em que não havia correio de Portugal e, por isso mesmo, as informações que nos chegavam era limitadas. No entanto, a imprensa escrita de Angola dava conta da realização, em Nova Lisboa (actual Huambo), e na véspera, da Conferência Magna da UNITA, presidida por Jonas Savimbi e exigindo do Governo de Transição «prioridade na resolução do problema das terras», com isso directamente questionando «as áreas que tenham sido distribuídas aos colonos brancos» pela administração portuguesa.
Outra decisão importante da Conferência Magna unitista foi a de «criar um centro de administração política» e também um «serviço de segurança» para as áreas libertadas pela mesma UNITA, neste caso procurando assegurar «um processo de descolonização pacífico, metódico e democrático».
A influência da UNITA na área de acção dos Cavaleiros do Norte era praticamente inexistente. A FNLA era o movimento dominante no Uíge.
Joaquim Verde

Verde de Aldeia Viçosa,
67 anos em, Leiria !

O atirador de Cavalaria Joaquim Verde, da 2ª. CCAV. 8423, festeja 67 anos a 10 de Fevereiro de 2019.
Joaquim Henrique Ferreira Pereira Verde é o seu nome com-
pleto e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, depois de 15 meses de comissão militar por terras do norte de Angola. Fixou-se no lugar de Casal da Cortiça, na freguesia de Barreira, município de Leiria. 
A vida «levou-o», entretanto, para Vale do Gracioso, da freguesia de Azóia, também em Leiria, ali bem próximo, onde actualmente  reside e para onde vai o nosso abraço de parabéns!

sábado, 9 de fevereiro de 2019

4 376 - O domingo de carnaval de 1975 pelas terras do Uíge angolano!

Cavaleiros do Norte do Parque-Auto, aqui «disfarçados» de futebolistas. De pé,  1º. cabos Teixeira (esto-
fador), Malheiro,  Frangãos (Cuba) e Marques (Carpinteiro), Pereira (condutor) Gaiteiro (que amanhã fes-
teja 67 anos) e 1º. cabo Teixeira (pintor). Em baixo, 1º. cabo Monteiro (Gasolinas), Pereira (mecânico),
 Celestino e Gomes (condutores), 1º. cabo Mendes (bate-chapas) e Miguel 
A. Gaiteiro e A. Canhoto,
condutores da CCS e
em 1974, no Quitexe
O alferes Sousa Cruz, em 2012 e ladeado pelo 1º.
cabo Teixeira (pintor), à esquerda, e o condutor
Gaiteiro, que amanhã festeja 67 anos

O dia 9 de Fevereiro de 1975 foi dia de Carnaval e, pelas bandas do Uíge angolano, houve curiosidade de saber-se como era festejado.
Ouvimos, no Quitexe, sons de batuques e cantares inin-
teligíveis, que vinham da sanzala Canzenza, ali mesmo ao lado da vila, e puxou-nos a curiosidade para lá ir ver. Vale a pena dizer que a tropa circulava sem quaisquer problemas pelas sanzalas que envolviam da vila - a Talambanza, a Qual e a Quimassabi, na Estrada do Café, para a cidade de Carmona; ou Aldeia, Cazenza e Tabi, para o lado de  Camabatela.
Da Cazenza, que espreitáramos do adro da Igreja de Santa Maria de Deus, chegava curiosidade que medrava no caminho para lá, onde se festejava o entrudo - muito diferente dos entrudos que se viviam nas nossas aldeias.
Os mais velho(a)s sentavam-se por ali e acolá e a esfumaçar, de boa cachaça, o marufo, ou cerveja fresca na mão, eles, e elas a soltar gargalhadas cheias na mão e espreitando e incentiovando os mais novos, que dançavam e cantavam, mascarados de forma simples, outros de rostos pintados, com (elas) de saias da palha e a saracotearem-se de forma sensual, quase provocadora (aos olhos europeus...), que enchia os nossos olhos e a a alma de desejos.
Fazenda Santa Isabel


Joel, 1º. cabo de Santa Isabel,
faria 67 anos. Faleceu em 1983!

O dia 9 de Fevereiro de 2018 seria dia dos 67 anos do Joel Catarino, que foi 1º. cabo atirador de Cavalaria da 3ª. BCAV. 8423, a de Santa Isabel. Faleceu em 1983.
Joel Carlos Gonçalves Catarino residia, ao tempo, em Paiva, freguesia de Amora, município do Seixal, e lá voltou a 11 de Setembro de 1975 - no final da sua comissão angolana. Nada mais sabemos dele, a não ser que faleceu a 1 de Novembro de 1983, já lá vão 45 anos e com 31 de idade.
Hoje o recordamos com saudade!
Os furriéis milicianos Monteiro,
Lopes e Neto, com o condutor
Gaiteiro em Paredes (2012)

Gaiteiro, condutor da CCS,
67 anos em Matosinhos !

O soldado condutor Américo Gaiteiro, Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423, a do Quitexe, comemora 67 anos 10 de Fevereiro de 2019.
Américo Manuel da Costa Nunes Gaiteiro regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana de Angola, e fixou-se em Perafita, no município de Matosi-
nhos - onde ao tempo já residia. E por lá fez vida familiar e carreira profis-
sional, agora já aposentado da Petrogal, reestabelecido de algumas debili-
dades de saúde e sempre animador dos encontros da CCS.
Para lá vai o nosso abraço de parabéns!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

4 375 - Segurança de pessoas e bens, os Cavaleiros do Norte no Uíge!

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, todos milicianos. Atrás, o alferes João
 Machado, 2º. comandante da Unidade. À frentes, os furriéis José Fernando Melo (que amanhã faz 67
anos, em Leiria), António Artur Guedes e António Carlos Letras
Furriéis milicianos da 2ª. CCAV. 8423. De pé, Mário
Matos, António Artur Guedes e José Fernando
Melo. Em Baixo, Carlos Letras, José Gomes
e António Cruz. Gente do alto!

Os Cavaleiros do Norte, há 44 anos e pelas bandas do Quitexe, continuavam as suas acções de segurança de pessoas e bens, embora já muito menos bem entendidos pela comunidade civil branca, a europeia.
A véspera, dia 8 de Fevereiro de 1975, assinalou o fim das escoltas na Estrada do Café (as habituais, duas ou três vezes por dia..., controlando o tráfego de Luanda a Carmona), embora, quando solicitados, continuassem disponíveis para todas as solicitações da população. E, por elas, muitas vezes galgando as sempre perigosas picadas do interior uíjano.
Tal serviço era «assaz desgastante para o pessoal e viaturas», mas os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 nunca regatearam qualquer apoio, a quem quer que fosse e custasse isso os sacrifícios que custassem ao pessoal. 
«A actividade operacional», de resto e segundo o livro «História da Unidade», o BCAV. 8423, «manteve as características anteriores, com visitas a fazendas e povos». Tal operacionalidade, ainda de acordo com o HdU, «levava a percorrer a rede estradal à nossa responsabilidade com elevada frequência»
Bem nos lembramos desse tempo de há 44 anos, que era de permanente actividade, constante nas 24 horas do dia, se necessário tal fosse.
Capa do livro
«História da Unidade»

Comício do PAIGC
no Quitexe !

O dia 8 de Fevereiro de 1975, há 44 anos e na vila do Quitexe, foi tempo da realização de um comício do PAIGC, o movimento de libertação da Guiné.
Não temos grande memória de tal acontecimento (de resto surpreendente, um comício do PAIGC no Quitexe?), apenas o que nos recorda o livro «História da Unidade», o BCAV. 8423, que aqui citamos.
«Em colaboração com a FNLA», é sobre tal dia e acontecimento o que nos relata o HdU, explicando que tal comício «não teve significado para a história do BCAV.», mas que é recordado porque «indirectamente se encontrar na área de responsabilidade» dos Cavaleiros do Norte.
José Fernando Melo,
furriel de Aldeia Viçosa

Melo, furriel da 2ª. CCAV.,
67 anos na cidade de Leiria!

O furriel miliciano Melo, atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8433, festeja 67 anos a 9 de Fevereiro de 2019.
José Fernando Noro Dias de Melo, Cavaleiro do Norte de Aldeia Viçosa e depois da cidade de Carmona, regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, fixando-se em Granja do Ulmeiro, município de Soure, de onde é natural e onde residia.
A carreira profissional foi feita nas Brigadas de Trânsito da GNR e agora, já aposentado, mora em Leiria, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

4 374 - O fim das escoltas da Estrada do Café, pelos Cavaleiros do Norte!

Render de parada no BC12, em Carmona. O oficial de dia era o alferes miliciano António Albano Cruz.
De serviço estava também o sargento de dia, furriel miliciano João Peixoto, o primeiro à direita.
Mais atrás, reconhece-se o 1º. sargento José Luzia, da secretaria da CCS do BCAV. 8423
Furriéis milicianos do Quitexe: João Peixoto. Francisco
 Neto e Viegas, num momento de descontração musical.
Há 45 anos, na Casa dos Furriéis do Quitexe!

O dia 7 de Fevereiro de 1975, pelas bandas do Uíge angolano, foi tempo de «acabarem às escoltas à Estrada do Café», a estrada em asfalto que ligava Luanda a Carmona e, em termos dos aquartelamentos do BCAV. 8423, passava por Ponte do Dange, Vista Alegre, Aldeia Viçosa e Quitexe, a 40 quilómetros de Carmona.
«O serviço era assaz desgastante para o pessoal e viaturas e não conduzia a qualquer finalidade prática», relata o livro «História da Unidade», que faz memória dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, na sua jornada africana do Uíge angolano.
A actividade operacional, nos restantes aspectos e por esse tempo de há 44 anos!!!..., «manteve as características anteriores, com muitas visitas a fazendas e povos». Tal facto, ainda segundo o HdU, «levava a percorrer a rede estradal à nossa responsabilidade com elevada frequência».
Ao tempo, vale a pena recordar, os Cavaleiros do Norte, muitas vezes maltratados e desclassificados pela sociedade civil, eram, afinal, os garantes da segurança de pessoas e bens desse tempo. E disso nos orgulhamos.
Furriel João Peixoto

Peixoto, furriel do Quitexe,
67 anos em Braga !

O furriel miliciano Peixoto foi Cavaleiro do Norte numa situação muito particular, rodado da CCAÇ. 4741/74 , formada nos Açores e que, em Angola, estava aquartelada  em Santa Cruz de Macocola - agora Milunga -, a nordeste de Carmona (Uíge). Em Março de 1975, já estava no Negage e foi quando (a 17) passou a depender operacionalmente do comando dos Cavaleiros do Norte. Assim como a 1ª. CCAÇ. do BCAÇ. 4911, estacionada em Sanza Pombo. 
O furriel Peixoto deixou Carmona e rodou para Cabinda e, regressado a Portugal, fixou-se na sua natal terra de Braga, fazendo carreira profissional como professor do ensino secundário, agora já aposentado.
Pai e avô, feliz da vida e cheio de saúde, hoje festeja 67 anos e sabemos, pela conversa de há momentos, que está feliz cm a sua vida e família. Parabéns!

Pires, 1º. cabo da CCS,
67 anos nos Estados Unidos!

O 1º. cabo Pires, sapador da CCS dos Cavaleiros do Norte da CCS, Companhia do Quitexe, e festeja hoje 67 anos.

Albino Jorge de Oliveira Pires, de seu nome completo, era especialista como sapador de infantaria e integrou o pelo-
tão do alferes miliciano Jaime Rodriges Picão Ribeiro. Então residente em Folgosinho, no município de Gouveia, lá voltou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar em Angola, e onde é conhecido como o Jorge Borrego, irmão do Luciano e todos boa gente.
A vida levou-o à diáspora da emigração e há muitos anos que está nos Estados Unidos da América, cá voltando de quando em férias.  Parabéns para ele!!!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

4 373 - A chegada de Agostinho Neto a Luanda; os lutos do BCAV. 8423!

A chegada de Agostinho Neto, presidente do MPLA, a Luanda, há 44 anos, no dia 4 de Fevereiro
de 1975. Foi recebido por «uma multidão de mais de 300 000 pessoas», segundo a imprensa da época
O 1º. cabo Manuel Quaresma da Silva, da 1ª. CCAV. 8423,
a de Santa Isabel. Faleceu a 6 de Fevereiro de 2004,
de doença e em Cacia (Aveiro). aos 51 anos
Agostinho Neto,
presidente do MPLA


O presidente do MPLA, Agostinho Neto, chegou a Luanda no dia 5 de Fevereiro de 1975, há precisamente 44 anos, e asseverou ao povo que o recebeu no aeroporto, que «desejamos, do fundo do coração, construir em Angola uma Nação unida, uma Nação Democrática, onde não haja mais fissuras, por onde o colonialismo que nos persegue possa penetrar, dividir-nos outra vez e fazer com que caiamos no neocolonialismo».
Agostinho Neto voltara a Luanda na antevéspera (dia 4) e, no aeroporto, «foi recebido por uma multidão da mais de 300 000 pessoas, que o vitoriou», precisamente no dia em que, 13 anos antes, o MPLA iniciara, com armas, o seu combate ao colonialismo português - atacando as prisões de Luanda, acção em que morreram 7 polícias e 30 elementos do movimento.
«Hoje, dia 4 de Fevereiro, estamos a celebrar o início da luta armada para a libertação do nosso País. Esta luta foi precedida por outras lutas, tanto no plano legal como no plano clandestino, por aquele que culminou com a acção do nosso povo vitorioso pela independência», disse Agostinho Neto.
M. Quaresma

Quaresma, 1º. cabo de Santa
Isabel, morreu há 15 anos  !

O 1º. cabo Manuel Quaresma da Silva, apontador de morteiros da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Santa Isabel,  faleceu há 15 anos, a 6 de Fevereiro de 2004, vítima de doença.
Natural da vila de Cacia, vizinha da cidade e pertencente ao con-
celho de Aveiro, lá voltou a 9 de Setembro de 1975, no final da sua vida militar por Angola, e por lá vez vida pessoal e profissional, até que a saúde o traiu e dela faleceu. Vítima de problemas no estômago.
O 1º. cabo Manuel Deus recorda-o como «uma pessoa discreta, amiga do seu amigo e cumpridora das tarefas de que foi incumbido». 
Manuel Deus foi operador-cripto dos Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423 e, de Quarsma, deixou o desejo de que «repouse em paz, pois a doença de que padeceu, certamente lhe terá causado grande sofrimento».
Hoje aqui fazemos memória de Manuel Quaresma da Silva, que nasceu a 15 de Dezembro de 1952, lá por Cacia de Aveiro, e nosso companheiro foi da jornada africana do Uíge angolano. RIP!!!
Manuel Nunes,
o Amarante

Nunes, o sapador Amarante,
faria hoje 67 anos!

O sapador Manuel Augusto Nunes foi soldado da CCS do BCAV. 8423, a Compan hia do Quitexe, e hoje faria 67 anos, dia 6 de Fevereiro de 2019. Faleceu há 19 anos.
Cavaleiro do norte popularizado como Amarante, o nome da sua terra natal cncelhia, regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 e fixou-se em Gandarinho, lugar da freguesia de Gândara, de onde era natural, na mesma Amarante. O casamento «levou-o» para a Estrada de Telões, no mesmo município, onde faleceu, vítima de doença, a 24 de Maio de 2000. Tinha 48 apenas anos. Hoje dele fazemos memória. RIP!!!  

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

4 372 - A morte de D. Esmeralda Morais do Quitexe!

O casal José Morais e Esmeralda Corga Vidal no Quitexe dos anos 70!
O casal Morais no Quitexe, em convívio
com civis e militares, nos anos 70!


A Família Morais, contemporânea dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, no Quitexe, está de luto pela morte de D. Esmeralda Corga Vidal, viúva do saudoso José Morais.
O casal tinha as filhas Lurdes e São, ao tempo estudantes em Carmona, que, com a mãe, regressaram a Portugal por altura da independência de Angola. Por lá ficou o pai José Morais e tarde voltou ao seu chão natal de Valongo do Vouga (Águeda), quando a família já desesperava pela sua vida e dele não tinha notícias. Faleceu em Portugal aos 54 anos, depois de uma delicada operação 
Esmeralda Corga
Vidal faleceu aos
90 anos. RIP!!!
operação, de que ficou em com, a 18 de Agosto de 1985.
D. Esmeralda Corga Vidal desde há alguns anos que sofria de um mieloma múltiplo dos ossos e era cuidada pela filha São - a Antónia da Conceição Corga Morais Ribeiro Teixeira, que mora em Valongo do Vouga (no município de Águeda). Maria de Lurdes Corga Morais Coutinho, a irmã, é enfermeira e trabalha no Hospital Garcia da Horta, em Almada.
O funeral esta marcado para amanhã, dia 6 de Fevereiro de 2019, saindo às 15,45 horas da capela de Nossa Senhora da Conceição, em Arrancada do Vouga (Águeda), para a Igreja Matriz de Valongo do Vouga, onde as exéquias fúnebres decorrerão meia hora depois. O corpo será sepultado no cemitério da Paróquia.
O blogue «Cavaleiros do Norte | Quitexe» apresenta sentidas condolências à família Corga Morais - filhas São e Lurdes, genros e netos. RIP!!

4 371 - A última reunião de comandantes do Comando do Sector do Uíge!

Grupo de furriéis milicianos da CCS do BCAV. 8423: António Cruz (rádio-montador), os sapadores
Cândido Pires e Luís Mosteias (que faleceu há 6 anos), Francisco Neto, de Operações Especiais (Ran-
gers) e os TRMS José Pires e Nelson Rocha
O capitão Tojal de Meneses, comandante da CCAÇ. 5015,
e o furriel miliciano Américo Rodrigues, da 1ª. CCAV.
8423, a 12 de Maio de 2012

O comandante Carlos Almeida e Brito deslocou-se ao Songo no dia 5 de Fe-
vereiro de 1975, há 44 anos!..., para mais uma reunião de comandantes das unidades que operavam no Comando Sector do Uíge (CSU) angolano.
O objectivo era a usual análise da situa-
ção militar e política, numa altura imediatamente seguinte ao Acordo do Alvor e quando cada vez mais se expectava a rotação do BCAV. 8423 para a cidade de Carmona, onde iria ser extinto o BC12 - que viria a ocupar.
A reunião de comandantes viria a ser a última e decorreu no aquartelamento da CCAÇ. 5015, comandada pelo capitão Tojal de Meneses, que agora é professor doutor e investigador do Centro de Estudos de Língua, Comunicação e Cultura do Instituto Superior da Maia (ISMAI)
A CCAÇ. 5015 já tinha estado em Chimango e no Lucunga, ao tempo no Songo, antes de, no regresso a Luanda, ter passado alguns (poucos) dias por Carmona - onde se aquartelou com os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, no BCAV. 8423. Regressou a Portugal no dia 13 de Maio de 1975.
A 12 de Maio de 2012, por uma coincidência do destino, o capitão Tojal de Meneses encontrou-se ocasionalmente  com o furriel miliciano Américo Rodrigues, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala - descobrindo, então, que tinham sido contemporâneos no norte de Angola, por terras do Uíge.
A delegação do BCAV. 8423, para além do comandante Carlos Almeida e Brito, incluiu «um delegado do MFA, já que ali havia também uma reunião deste movimento». A memória já perdeu a identidade deste delegado do MFA. 
Capitão Ramiro José
Amaro Azevedo Pinheiro

Incidentes de Luanda com
morte de oficiais portugueses

O dia 5 de Fevereiro de 1975, uma quarta-feira de há preci-
samente 44 anos, foi tempo de ao Quitexe chegarem notícias dos incidentes que dois dias antes tinham ocorrido em Luanda e que, entre outras, resultaram nas mortes do capitão miliciano Ramiro José Amaro de Azevedo Pinheiro e o alferes José Domingues dos Santos, também miliciano - ambos oficiais das Forças Armadas Portuguesas.
Álvaro Lopes, sargento da FNLA, também faleceu - para além dos civis Joaquim Dulo, Afonso Figueiredo, Kianguili Kalena e José Alfredo Silva. Em estado grave e também do Exército Português, ficou o capitão miliciano Manuel Guilherme Carvalho de Figueiredo.
Os incidentes ocorreram na área do mercado do Bairro de S. Paulo, parte alta da capital angolana. e, pelo menos, tiveram mais 10 feridos graves, todos internados no Hospital de S. Paulo da cidade de Luanda.
Os furriéis milicianos Viegas e Mosteias
no varandim da Casa dos furriéis do
 Quitexe, em 1975/1975

Mosteias, furriel da CCS,
faleceu há 6 anos !

O furriel miliciano Luís Mosteias, da CCS do BCAV. 8423, faleceu a 5 de Fevereiro de 2013, vítima de doença. já lá vão 6 anos!
Luís João Ramalho foi Cavaleiro do Norte com a es-
pecialidade de sapador e um inesquecível compa-
nheiro da jornada africana que nos levou às nortenhas terras do Uíge angolano. Regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, à Amadora, onde, já casado e pai, se fixou familiar e profissionalmente.
Originário de Cabeção, em Mora, morava em Vila Nova de Santo André e faleceu no Hospital do Litoral Alentejano, não resistindo a doença que, galopante, o levou desta vida e em todos os Cavaleiros do Norte deixando eternas saudades.
Hoje e aqui o recordamos com saudade. RIP!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

4 370 - Apresentação do major Ornelas Monteiro, os feriados de Angola!

Pelotão de Sapadores, equipa de futebol. De pé, Irineu Sousa, Afonso Henriques de Sousa (que hoje
 festeja 67 anos em Mortágua), NN, Jerónimo de Sousa e Américo Oliveira. Em baixo, António Amaral,
António Calçada, 1º. cabo Fernando Grácio, NN e José Coelho (que faleceu a 13/05/2007, de doença e
em Penafiel). Alguém pode ajudar a identificar os NN´s?
Major José Luís Jordão
Ornelas Monteiro
BCAV. 8423

O dia 4 de Fevereiro de 1974, pelas bandas de Santa Margarida e do RC4 foi tempo de apresentação do major Ornelas Monteiro, mobilizado como 2º. comandante do BCAV. 8423.
A apresentação foi formal, na parada do Destacamento do RC4 e feita pelo co-
mandante Carlos Almeida e Brito, tenente-coronel ao tempo, mas, e citamos o livro «História da Unidade», «por motivos imperiosos de serviço e a solicitação do Movi-
mento das Forças Armadas, acabou por não acompanhar o BCAV. para a Região Militar de Angola».
Na verdade e já em vésperas do embarque para Angola - que, quanto à CCS, a primeira companhia a partir, foi a 29 de Maio de 1974 -, foi deslocado para a Guiné, onde foi prestar serviço no Comando-Chefe das Forças Armadas (CCFAG) - no âmbito do então processo descolonização daquela ex-colónia portuguesa. O então major acabou por ser Cavaleiro do Norte do BCAV. 8423 por apenas pouco mais de três meses. 
José Luís Jordão Ornelas Monteiro era oficial de Cavalaria e nasceu a 7 de Outubro de 1931. Ao tempo de ser Cavaleiro do Norte, estava, pois, a caminho dos 43 anos e, prosseguindo a sua carreira militar, atingiu a patente militar de tenente-coronel, na qual se aposentou de quadro das Forças Armadas. Faleceu a 16 de Julho de 2011, aos 80 anos e já aposentado, de doença e em Lisboa. Hoje e aqui o recordamos com saudade. RIP!!!

Dias e feriados, 
Neto em Luanda !

O dia 4 de Fevereiro de um a no depois (1975) foi tempo para a celebração do Dia do MPLA, movimento presidido por Agostinho  Neto - quer nesse mesmo dia chegou a Luanda. 
O livro «História da Unidade», dá conta que «foi comemorado o dia oficial do MPLA, sem expressão na área do BCAV.». E assim era, pois era a FNLA do presidente Holden Roberto que mais influência tinha no Uíge - onde mal se ouvia falar do MPLA e menos, até, da UNITA do presidente Jonas Savimbi.
O Governo de Transição de Angola, entretanto, declarou esse dia como feriado nacional, observando «o significado histórico na luta de libertação de Angola», por ter sido, em 1961, o dia do ataque do MPLA às prisões de Luanda.
O mesmo fim feriedal foi consagrado para os outros dois movimentos de li-
bertação de Angola, observando os seus dias (mais especiais) e consagrando-os, também, como feriados nacionais de Angola:
- FNLA, dia 15 de Março de 1961: Dia do «ataque generalizado do norte de Angola», levado a cabo pela UPA - a futura FNLA de Holden Roberto.
- UNITA, dia 25 de Dezembro de 1966: Dia do ataque a Teixeira de Sousa.
O Afonso Henriques e os fur-
riéis Neto e Viegas, em Mor-
tágua e no ano de 2015

Afonso Henriques, 67
anos em Mortágua !

O Cavaleiro do Norte Afonso Henriques de Sousa, da CCS do BCAV. 8423, a companhia do Quitexe, festeja hoje 67 anos, dia 4 de Fevereiro de 2019.
Especialista como sapador de infantaria e natural do Freixo, povoação da freguesia e município de Mortágua, lá voltou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua jornada angolana do Uíge - pelo Quitexe, primeiro, e depois por Carmona. Por lá tem feito vida familiar e profissional, neste caso como colaborador da Câmara Mu-
nicipal de Mortágua, e foi o organizador do encontro da CCS de 2015.
Aposentado e depois de também ter sido autarca da Junta de Freguesia de Mortágua,  por lá continua os seus dias, cuidando da sua saúde (com ele fa-
lámos há poucos momentos). E para lá vai o nosso abraço de parabéns!

domingo, 3 de fevereiro de 2019

4 369 - O 1º. cabo Cardoso, o Madaleno e o Caixaria, do PELREC, e o Sousa!

Atiradores do PELREC do BCAV. 8423. De pé, 1º. cabo Cordeiro, Messejana (já falecido), Neves, 1º. cabo
 Soares (falecido), Florêncio, António, Marcos, 1º. cabo Pinto, Caixarias e 1º. cabo Florindo (enfermeiro).
À frente, 1º. cabo Vicente (falecido), furriel Viegas, Francisco, Leal (falecido), 1ºs. cabos Oliveira (TRMS)
e Hipólito, Aurélio, Madaleno e furriel Neto. O Madaleno e o Caixarias festejam hoje 67 anos. Parabéns!

Sapadores do BCAV. 8423. O 1º. cabo Cardoso será o
militar em frente, com a arma na mão direita e a outra
boca. Quem pode confirmar a identidade?
O dia 3 de Fevereiro de 2019 é dia dos 67 anos de dois Cavaleiros do PELREC: o Caixarias e o Madaleno, ambos atira-dores de Cavalaria. E de um sapador: o 1º. cabo Cardoso. Também do Sousa, que foi apontador de morteiros da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala.
Os dois atiradores têm histórias dife-
rentes quanto ao dia natalício, ambas inusitadas, todavia: o Francisco José Matos Madaleno nasceu a 1 de Janeiro mas só foi registado a 3 de Fevereiro de 1952. O Raúl Henriques Caixarias nasceu a 3 de Fevereiro mas só foi registado a 14 de Fevereiro do mesmo ano de há 67.
Não é certamente por esses singulares pormenores, mas são dos Cavaleiros do Norte que, 43/44 anos depois da jornada africana do Uíge angolano, manti-
veram a amizade parida por terras de Santa Margarida (na formação do BCAV. 8423) e de Angola (em tempo de comissão), levedada e multiplicada ao longo dos anos e desde sempre aberta e partilhada pelas respectivas famílias. 
O Madaleno em 1974/1975, por terras
africanas do Uíge angolano
Os dois regressaram a Portugal no dia 8 de Setem-
bro de 1975: o Madaleno ao seu sítio natal da Es-trada do Cimeiro, na Covilhã. E na Covilhã conti-
nua a residir, já aposentado. O Caixarias voltou a Sarge, em Torres Vedras, e lá fez (e faz) a sua vida pessoal e profissional, agora já aposentado.

O 1º. cabo Cardoso
e o apontador Sousa

O 1º. cabo Silvério Teixeira Cardoso, sapador dos Cavaleiros do Norte, regressou a Feira da Lomba, 

O casal Caixaria, há
um ano: Alzira e Raúl!
lugar de freguesia de Cerva, município de Ribeira de Pena, de onde era (é) natural. Pouco mais sabemos dele: apenas que a vida o levou a «migrar» para sul e que mora(rá) em Alfornelos, no município da Amadora. 
José António Tavares de Sousa foi soldado apontador de morteiros médios da 1ª. CCAV. 8423 e jornadeou pela Fazenda de Zalala, por Vista Alegre/Ponte do Dange, pelo Songo e cidade de Carmona. Também pouco mais dele sabemos. Regressou a Portugal a 9 de Setembro de 1975 e à sua casa natal de Pedras de Novais, em Leça da Palmeira, município de Matosinhos. Lá vive, segundo a informação do (furriel miliciano) João Dias, de transmissões.
A todos e para todos, aqui fica e daqui vão os nossos abraços de parabéns!

sábado, 2 de fevereiro de 2019

4 368 - O comício da FNLA em Aldeia Viçosa, com o comandante Bundula!

O comandante Bundula, da FNLA, à direita e no comício deste movimento em Aldeia Viçosa, a 2 de
 Fevereiro de 1975. Reconhecem-se os capitães José Paulo Fernandes (de mão na boca) e José
Manuel Cruz, respectivamente comandantes das 3ª. CCAV. 8423 e 2ª. CCAV. 8423
O comandante Bundula e a esposa, no comício
da FNLA em Aldeia Viçosa, a 2 de Fevereiro
 de 1975. Há 44 anos!

O dia 2 de Fevereiro de 1975 foi tempo da reali-
zação de um comício da FNLA em Aldeia Viçosa, onde se aquartelava a 2ª. CCAV. 8423, comandada pelo capitão miliciano José Manuel Cruz. E lá esteve, também, comandante da 3ª. CCAV. 8423, o capitão miliciano José Paulo Fernandes. 
O livro «História da Unidade» pouca referência faz ao acontecimento, referindo embora «incidentes entre MPLA e FNLA» - o que era de todo expec-
tável, tendo em conta as escaramuças de 26 de Janeiro anterior (entre os dois movimentos) e que motivaram pronta e serena intervenção das NT. 
O alferes João Machado, deste dia 2 de Fevereiro de 1975,recorda a presença do comandante Bundula (do movimento liderado por Holden Roberto) e a de «grupos de jovens angolanas, semi-despidas e em danças tribais - o que atraiu muitos curiosos ao local do comício, a  estrada do café. "Dançavam e, com os outros militantes, cantavam palavras de ordem».
João Machado era especialista de Operações Especiais, adjunto do cap+ião José Manujel Cruz, e frisou-no a calma como tudo correu, apesar de tudo, numa zona que «era essencialmente do MPLA»«Lá-lá-lá... / efe-ene-éle-á!!!», era o que gritavam as jovens, saracoteando o corpo aos olhares masculinos e fazendo coro com os seus companheiros de movimento emancipalista (que se fazia partido político). O comício, como outros e segundo o Livro da Unidade, foram «sem significado para a história do BCAV.», mas foi(ram) registado(s) porque aconteceu(ram) na sua «área de responsabilidade».
O furriel João Dias, da 1ª. CCAV. 8423, coorde-
nou o transporte de militantes da FNLA de Vista
Alegre para o comício de Aldeia Viçosa

Cavaleiros levaram «fnla´s»
para Aldeia Viçosa !

Os Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423 asseguraram o transporte de militantes da FNLA, desde Vista Alegre, e o furriel miliciano João Dias esteve no comício de Aldeia Viçosa.
Recorda «perfeitamente desse dia»
«Estava lá porque fui incumbido de chefiar duas  viaturas militares que, de Vista Alegre, transportaram simpatizantes da FNLA ao comício».
O furriel Manuel Pinto, também da 1ª. CCAV. 8423, igualmemte se lembra desse dia: «Não me fales nesse comício... Ia dando para o torto...».
«A FNLA e o MPLA não se endendiam e quase que ainda comíamos por tabela. Eles sempre se entenderam bem à... pancada!», comentou o Manuel Pinto.


Mendes, 1º. cabo da CCS,
faria 67 anos. Faleceu em 2010

O 1º. cabo Carlos Alberto de Jesus Mendes, da CCS do BCAV. 8423, faria 676 anos a 3 de Fevereiro de 2019. Faleceu  21 de Abril de 2010.
O Mendes era bate-chapas e morava na Rua Maria Pia, em Lisboa. Lá regres-
sou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) jornada angolana do Uíge. O que sabemos dele é muito pouco: apenas que morava na Presidente Arriaga, na capital e que terá sido sepultado no cemitério dos Prazeres. Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!
Ângelo Lourenço

Lourenço de Zalala, 67
anos em Odivelas !

O 1º. cabo Lourenço, Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, festeja 67 anos a 3 de Fevereiro de 2019.
Ângelo Pereira Lourenço foi operador-cripto da Fazenda de Zalala - depois de Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Car-
mona - e regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, fixando-se na Rua de Nampula, em Odivelas. Fez carreira pro-
fissional no Sindicatos dos Taxistas, em Lisboa, e, já aposen-
tado, continua a morar em Odivelas, cidade onde amanhã (3 de Fevereiro de 2019) comemora 67 anos e para onde vai o nosso abraço de parabéns!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

4 367 - Os dias de Fevereiro de 1975, excursões a Duque de Bragança!

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423 a caminho das Quedas do Duque de Bragança, em jornada turística.
 Reconhecem-se, milicianos, o furriel José Adelino Querido (o primeiro à esquerda) e o alferes Carlos Silva
(assinalado a amarelo). Quem identifica os restantes?  
Os furriéis milicianos António Carlos Letras
e António Milheiros Chitas nas Quedas
do Duque de Bragança

Os primeiros dias do mês de Fevereiro de 1975, para os Cavaleiros do Norte e depois da posse do Governo de Transição de Angola, foram tranquilos e até de realização de alguns passeios turísticos, nomeadamente às Quedas do Duque de Bragança.
As várias companhias organizaram-se em excursões, nas «luxuosas» Berliets militares fabricadas no Tramagal e viajaram pela imen-
sidão do 
O furriel José Pires (TRMS) nas
Quedas do Duque de Bragança
território angolano.

(...) foi possível ao BCAV. pensar em realizar passeios de fim-de-semana para alguns dos seus militares, nomeadamente a Malange, aproveitando ainda para mostrar Duque de Bragança, Cacuso e, em alguns casos, Salazar»
, reporta o Livro de Unidade. 

Duque de Bragança era (é) terra das famosas Quedas do Duque de Bragança (conhecidas por Quedas de Calandula, desde a independência de Angola) e foi visita de sucessivas «excursões» de berliets militares dos Cavaleiros do Norte. A iniciativa «foi do maior agrado», como relata o livro «História da Unidade», e de tal forma que «teve extensão a todas as subunidades, servindo de molde a outras unidades da ZMN».

As quedas de Calandula ficam no rio Lucala, o mais importante afluente do Quanza, e a 420 quilómetros de Luanda e 80 da cidade de Malanje, capital da provínicia. Têm 410 metros e 105 de altura, sendo as segundas maiores de África.


Eira, atirador de Zalala,
67 anos em Vila de Rei

O Eira foi soldado atirador da 1ª. CCAV. 8423 e está hoje festa, dia 1 de Fevereiro de 2019: comemora 67 anos.
Celestino Baptista Marques da Eira foi Cavaleiro do Norte do 1º. Grupo de Combate de Zalala, comandado pelo alferes miliciano Mário Jorge de Sousa, de Operações Especiais (Rangers), com os furriéis milicianos Baldy Pereira, Évora Soares e Victor Costa.
Regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 e fixou-se em Louça, povoação do concelho de Vila de Rei, e por lá vez vida pessoal e profissional. E para lá vai o nosso abraço de parabéns!