Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, no 8 de Agosto de há 46 anos, continuavam aquartelados no extinto Batalhão de Intendência de Angola (BIA),no Campo Militar do Grafanil, muito mal instalados e muito expectantes sobre o seu futuro próximo.
A expectativa maior era a de saber o dia do regresso a Portugal e aos seus chãos natais, aos abraços de familiares e amigos. O dido adeus a uma guerra que, tragicamente, se levedava entre sangue de irmãos contra a irmãos (angolanos).
«A tomada eventual da capital por forças da FNLA, por soldados da FNLA, como anunciado por certa imprensa, não se registará porque vamos opôr ao invasor a resistência popular generalizada», disse Iko Carrreira, sublinhando o inverso: «Cerca de 3000 militantes da FNLA foram neutralizados e evacuados de Luanda, por forças do MPLA». Tinham sido,
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| A picada de Zalala, com 3 «zalala´s»: o Santos e os furriéis milicianos Barreto e Nascimento |
Comandante Almeida
e Brito em Zalala
Um ano antes, o comandante Almeida e Brito deslocou-se a Zalala, onde estava aquartelada a 1ª. CCAV. 8423, comandada pelo capitão miliciano Davide Castro Dias.
O mês de Agosto de 1974 decorria «com inúmeras visitas a povos e fazendas, em apoio às vidas de todos estes», no seguimento de «directivas superiores, que impõem a não realização de acções ofensivas».
A esse tempo, os Cavaleiros do Norte continuam a proteger os trabalhos de requalificação do itinerário (picada) do Quitexe para Zalala, que estavam a ser realizados pela Junta de Autónoma de Estradas de Angola (JAEA).
Os trabalhadores da JAEA, na prática, trabalhavam «sob a proteção de escoltas militares». Como, por exemplo, acontecia na estrada do Café. entre Vista Alegre e Ponte do Dange. Ou na picada para o Liberato.

































