CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

domingo, 9 de outubro de 2022

6 950 - A vila de Aldeia Viçosa nas mãos do MPLA! Tinha sido quartel da 2ª. CCAV. 8423!


Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa em Valongo, em 2014: da esquerda para a direita, Oliveira (clarim, de óculos e mão esquerda levantada), furriel Gomes (careca), Grave (polo vermelho), capitão Cruz, furriel Guedes (de bigode e ligeiramente à frente), Tomás, Ferreira, furriéis Ramalho (de boina) e Ferreira (de casaco e calvo), Oliveira (de azul), alferes Carvalho (de óculos) e Samuel. Segunda fila; Quaresma (de bigode pullover amarelo), Venâncio (braços cruzados), Almeida (meio tapado), Rocha (careca e bigode), alferes Capela (de vermelho), Beato, alferes Machado (polo rosa e braços cruzados), Soares (camisa branca e mãos nos bolsos), um amigo do Beato, Inácio, Alves, Santos (de bigode) e Couto. À frente, Barbosa (de casaco e braços cruzados), Sebastião (mãos nos bolsos), Freire (polo de gola azul), furriel Cruz (de amarelo), Oliveira (de bengala, cozinheiro), Verde (de verde) e Azevedo (cor de rosa).



Notícia do Diário de Lisboa
de 9 de Outubro de 1975
Há 47 anos, precisamente (a 9 de Setembro de 1975) e já com os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 todos em Portugal, soube-se por cá que Aldeia Viçosa caíra nas mãos do MPLA, «depois de violentos combates, que decorreram nos últimos dias».
Aldeia Viçosa era (e é) vila uíjana do norte de Angola, na Estrada do Café (de Luanda a Carmona) e entre Vista Alegre e Quitexe, onde se tinha aquartelado a 2ª. CCAV. 842, ao do capitão José Manuel Cruz - lá chegada a 10 de Junho de 1974 e de lá +ara Carmona rodando a 26 de Abril de 1975.
O avanço do movimento de Agostinho Neto para Carmona (um dos dois últimos redutos da FNLA) parecia inexorável. Mas, em Úcua «a sorte da batalha foi favorável à FNLA, que teria conseguido ocupar a vila». A notícia (ver o recorte) é do Diário de Lisboa de faz hoje 47 anos.
Aldeia Viçosa era «um ponto estratégico das ligações rodoviárias de Carmona com mo sul do território» angolano, sublinha(va) a notícia do jornal vespertino de Lisboa desse tempo de 1975.
Por lá passámos nos dias 24 e 25 de Setembro de 2019, quando ao Uíge fomos rever os chãos e sentir do Uíge da nossa jornada africana do norte de Angola.

Alf. Domingos
P. Martins

Alferes Martins, da 3ª. CCAÇ.
4211, faleceu há 11 anos!

O alferes miliciano Domingos Pereira Martins, da 3ª. CCAÇ. 4211, a da Fazenda Santa Isabel, faleceu há precisamente 11 anos: a 9 de Outubro de 2011. 
Supomos que de doença e na Venezuela, onde estava emigrado
O alferes Martins pertencia à CCAÇ. do BCAÇ. 4211 (com comando e CCS instalados no Quitexe) que, em Santa Isabel foi substituída pela 3ª. CCAV. 8423 dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, comandada pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes.  11 de Junho de 1974. Foi, pois e durante algum tempo, contemporâneo dos Cavaleiros do Norte daquela fazenda. 
Muitos se lembrarão dele e hoje aqui o recordamos. RIP!!!


José Reis de
Aldeia Viçosa
Reis de Aldeia Viçosa
faz 70 anos em Fátima!

O soldado Reis foi atirador de Cavalaria de especialidade militar e Cavaleiro do Norte da da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa e do capitão miliciano José Manuel Cruz
Hoje, dia 9 de Outubro de 2022, dia 9 de Outubro de 2022, pois faz 69 anos!
José Pereira dos Reis, de seu nome completo, é natural e ao tempo residia no lugar de Fontaínhas da Serra, da freguesia de Atouguia, concelho de (Vila Nova de) Ourém. Lá regressou a 10 de Setembro de 1975, depois de também ter passado pela cidade de Carmona, e reside agora em Fátima, na Cova da Iria (Rua de Nossa Senhora das Vitórias). É para lá e para ele que vai o nosso abraço de parabéns, com o voto de que a data se repita +or muitos e bons anos de saúde e alegrias!

Alf. Domingos
P. Martins

Alferes Martins, da 3ª. CCAÇ.
4211, faleceu há 10 anos!

O alferes miliciano Domingos Pereira Martins, da 3ª. CCAÇ. 4211, a da Fazenda Santa Isabel, faleceu há 10 anos: a 9 de Outubro de 2011. Supomos que de doença e na Venezuela.
O alferes Martins pertencia à CCAÇ. do BCAÇ. 4211 (com comando e CCS instalados no Quitexe) que, em Santa Isabel foi substituída pela 3ª. CCAV. 8423, comandada pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes, a 11 de Junho de 1974. Foi, pois e durante algum tempo, contemporâneo dos Cavaleiros do Norte daquela fazenda. Muitos se lembrarão dele. RIP!!!


 

sábado, 8 de outubro de 2022

6 949 - Deserções e punições em Outubro de 1974! BCAV. só com CCS não é BCAV. e CCAV´s sem CCS não são Batalhão!

Alguns elementos dos grupos de mesclagem do BCAV. 8423, neste caso com militares da 1ª. Companhia, a de Zalala. Nenhum destes foi desertor!

O furriel miliciano Viegas deu as boas-vindas
aos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, no seu
primeiro encontro, a 12 de Setembro de 1995.
Aqui, a evocar os nomes dos que, ao tempo,
já tinham falecido. RIP!!!


O mês de Outubro de 1974 foi tempo de deserções e punições, entre os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423
Deserções, bem entendido, de soldados do grupo de mesclagem, aquartelado na 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa. Punições, a 12 militares europeus, das quatro companhias.
Não é que rapaziada fosse indisciplinada, não era, mas há sempre... coisas!
Os desertores foram quatro e todos oriundos do RI20. Aqui ficam os apelidos, sem os identificar totalmente, por boas razões: Gabriel (terá agora com 70 anos), Amaro e Sobrinho (com 71), Bartolomeu e Júnior (72). 
O que será feito deles, o que não será? 
Provavelmente, ao tempo, engrossaram as fileiras de um dos movimentos de libertação. Nunca saberemos. Agora, não fazemos ideia.
Quanto aos punidos foram «à dúzia».
- CCS (5): Santos e Gaiteiro, 10 dias de detenção (o primeiro agravado para 15 dias de prisão disciplinar). Coelho, 1º. cabo: 10 dias de prisão disciplinar, agravada para 20, pelo Comando de Sector do Uíge (CSU), e para 30, pelo comando da Zona Militar Norte. Pinho, 1º. cabo: 9 dias de prisão disciplinar. Marques, 20 dias de prisão disciplinar agravada, agravada para 30 dias de prisão disciplinar agravada pelo CSU.
- 1ª. CCAV. (2): Viana, furriel: 15 dias de prisão disciplinar agravada, agravado para 20, pelo Comando de Sector do Uíge; e para 30, pelo comando da Zona Militar Norte. João, do grupo de mesclagem, 20 dias de prisão disciplinar agravada, agravada para 30, pelo Comando de Sector do Uíge (CSU).- 2ª. CCAV. (2): Marques, 10 dias de prisão disciplinar, agravada no BCAV. para 15 dias de prisão disciplinar. Guerreiro, 10 dias de prisão disciplinar, agravada no BCAV. para 20 dias de prisão disciplinar agravada.
- 3ª. CCAV. (3): Barata (1º. cabo), Carvalho e Silva, os três com, cada um, 10 dias de prisão disciplinar, agravada no BCAV. para 15 dias de prisão disciplinar.
Os nomes próprios foram propositadamente omitidos, podendo os apelidos corresponder, ou não.
A carta do comandante Almeida
e Brito aos três comandantes de
Companhia do BCAV. 8423.

BCAV. só com a CCS, não é BCAV. 
e CCAV´s sem CCS não são Batalhão!

Há 25 anos, no dia 8 de Outubro de 1997, o comandante Carlos Almeida e Brito escreveu aos comandantes das três companhias operacionais do BCAV. 8423, no sentido de se avançar com o encontro de 1998, que entendia como «preparatório do que deverá ser a comemoração do que deverá ser a comemorativa dos 25 anos do nosso/vosso embarque: 1974/1999».
O primeiro encontro dos Cavaleiros do Norte, recordemos, tinha sido em Águeda, na Estalagem da Pateira, a 9 de Setembro de 1995, juntando na ordem das 300 pessoas.
O encontro do ano seguinte foi em Leiria e ainda a nível de batalhão, a 1 de Junho de 1996 e então já com mais de 400 pessoas - entre antigos combatentes e familiares.
O ano de 1997 já foi tempo para encontros das Companhias, isoladamente, estando a CCS em Penafiel. «Por razões várias, que não interessa aprofundar, não foi conseguida a reunião do Batalhão, embora a CCS, teimosamente, se tenha juntado a 27 de Setembro», escreveu Almeida e Brito, acrescentando ter verificado «o quanto foi triste, para eles, a falta das 1ª. 2ª. e 3ª. CCAV.».
«Era como um Pai sem os filhos, um companheiro sem os amigos, pois que o BCAV. só com a CCS, não é BCAV e CCAV´s sem CCS não são Batalhão», acrescentava Almeida e Brito, na missiva enviada aos capitães Castro Dias, José Manuel Cruz e José Paulo Fernandes - e também ao furriel Viegas - sugerindo que «contactem entre vós e ponham mãos à obra, se assim entenderem».
A verdade é que, por razões que já se escapam no tempo, o encontro não se realizou e, desde então (1996), nunca mais o BCAV. 8423 se encontrou junto. As companhias têm reunido cada uma por si.

Adérito Barros
Barros, cozinheiro de
Zalala, faria 70 anos !

O soldado cozinheiro Adérito dos Santos Reis Barros, da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda de Zalala, faria hoje 70 anos, mas faleceu a 2 de Julho de 2012.
Há já mais de 10 anos.
Cavaleiro do Norte do BCAV. 8423 que todos «matou fome» (era cozinheiro de especialidade miliar...), era natural do lugar de Sobreira, na freguesia de Canidelo, no transmontano município de Murça e combatente dos Cavaleiros do Norte de Zalala (e depois da Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona), lá voltando a 9 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar por terras do nortenho Uíge angolano. 
E dele nada mais sabemos, a não ser da data do seu falecimento.
Hoje, quando faria 70 anos, o recordamos com saudade. RIP!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

6 948 - A expectativa dos Cavaleiros do Norte do Quitexe ! Uma Angola, segundo Neto, também para brancos!

jj
Quitexe, da direita para a esquerda, casa da secretaria da CCS (cobertura clara e beiral 
vermelho), casa dos furriéis, messe de oficiais e, ao fundo (cobertura clara) a 
messe e bar de sargentos

Leituras do furriel Joaquim Farinhas

Aos 7 dias de Outubro de 1974, há 48 anos e pelas bandas do Quitexe, eram lidas, com expectativa, declarações de Agostinho Neto, em Lusaka, na véspera: «O MPLA garantirá os interesses dos brancos». 
O seu movimento, a fazer fé nas suas palavras, reconhecia «o direito à existência das minorias brancas de Angola» e negou «fazer racismo negro», sublinhando que era intenção do MPLA «garantir uma política que permita a existência de brancos no nosso país».
Sobre as negociações com o Governo Português, para fazer evoluir o processo de independência do território, disse Agostinho Neto que começariam "logo que se alcance a unidade, tanto no interior do MPLA como da FNLA". 
Pelo Quitexe, cogitava-se cada vez mais a iminência do cessar-fogo, muito desejado mas expectado com algumas reservas. O inimigo de ontem não se transforma, instantâneamente, no melhor amigo de hoje. Ou de amanhã. 
De Luanda, chegava a notícia, via Alberto Ferreira (o amigo da Força Aérea, que regularmente tinha acesso à imprensa de Lisboa, chegada praticamente no dia): "O Costa Gomes e o Spínola estiveram a comer num hotel. Outra vez amigos, não se percebe isto...», comentava o Alberto. 
O general António de Spínola tinha renunciado à Presidência das República, a 30 de Setembro - depois da chamada Intentona de 28!, ou Inventona, também assim apelidada - e Costa Gomes foi o seu sucessor imediato, logo confirmando Vasco Gonçalves como 1º. Ministro. O mesmo 1º. Ministro que, a 28 de Setembro, Spínola tinha querido demitir. Eram os tempos seguintes ao seu apelo à maioria silenciosa.
Lá pelo Quitexe, no imenso Uíge angolano, tudo isto era surpreendente e incomprendido por nós, Cavaleiros do Norte - mesmo com as esquerdizantes e revolucionárias prelecções políticas do Farinhas. O melhor era "fazer tempo" para o fazer de malas. Que ainda demoraria tempo. Só daí a 11 meses!!! Mas nós nem imaginávamos!

- FARINHAS: Joaquim Augusto Loio Farinhas, furriel miliciano sapador, da CCS dos Cavaleiros do Norte. Natural de Amarante, faleceu a 14 de Julho de 2005, vítima de doença. Ver AQUI

António G. Calçada,
sapador da CCS
e em 1974
Calçada, o sapador, faz 70
anos na Póvoa do Varzim!


O Calçada foi soldado sapador da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, no Quitexe e em Carmona, nos seus viçosos 22 para 23 anos. Hoje e na Póvoa do Varzim, festeja 70 anos.
O tempo voou!
António Gomes Calçada, de seu nome completo, integrou o pelotão comandado pelo alferes Jaime Ribeiro e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, ao lugar da Calçada, na Póvoa do Varzim. Trabalhou na área da construção civil, durante muito tempo em Espanha e mais recentemente em França (Marselha), mas já regressou de vez e já faz tempo que a goza a sua merecida reforma. partilhando com os companheiros de Angola, nos encontros de confraternização. Como ainda a 10 de Setembro aconteceu em Braga.
Mora, agora na Rua Bonito de Amorim, na Póvoa do Varzim, e para lá, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns! Grande abraço!
Fernando Coelho

Coelho, TRMS de Zalala,
faleceu há 22 anos !

O soldado Fernando Jesus da Costa Coelho, rádio-telegrafista de especialidade militar e combatente da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, faleceu há 22 anos - no dia 7 de Outubro de 2000.
Morador na Rua da Presa Velha, da freguesia de Campanhã, na cidade do Porto, lá voltou a 9 de Setembro de 1975. depois de cumprida a sua 8e nossa) jornada africana do norte de Angola, por terras do Uíge. que foi de 15 meses. Também passou por Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona - a actual cidade do Uíge e capital da província do esmo nome.
Apenas sabemos que nasceu a 15 de Outubro de 1952 e, por informação do furriel João Dias (também TRMS), faleceu em Outubro de 2000 (no dia 7), a poucos dias de fazer 48 anos.
Hoje o lembramos com saudade. RIP!!!

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

6 947 - O curso «Ranger» dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423! O segredado cessar-fogo angolano!




Os furriéis milicianos Neto, Viegas e Monteiro
do PELREC da CCS do BCAV. 8432
3
A 4 de Outubro de 1973, a Ordem de Serviço nº. 234, do Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE), em Lamego, publicava as notas finais dos cadetes e instruendos do 2º. Curso de Rangers desse ano, terminado a 29 de Setembro anterior e que envolveu vários futuros Cavaleiros Norte do BCAV. 8423.
Damos conta, para memória futura, das respectivas classificações:
- Curso de oficiais, futuros alferes milicianos: António Manuel Garcia, da CCS, Companhia do Quitexe (14,70 valores), Mário Jorge de Sousa, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala (14,73), João Machado, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa (14,75) e Augusto Rodrigues, da 3ª. CCAV., a de Santa Isabel 8423 (14,78).
- Curso de instruendos, futuros furriéis milicianos: José Augusto Monteiro (16,05 valores), Viegas (15,33) e Francisco Neto (14,68), da CCS; Manuel Pinto, da 1ª. CCAV. 8423 (14,23) e António Carlos Letras, da 2ª. CCAV. 8423 (13,25). O furriel Armindo Reino, da 3ª. CCAV. 8423, foi instruendo do curso seguinte.
A 6 de Outubro de 1974, há 47 anos, chegou ao Quitexe e ao Uíge nortenho de Angola, a notícia, originária de Lisboa, da «grande jornada de trabalho, como manifestação de alegria pela vitória das forças democráticas sobre a reação, no dia 28 de Setembro».
Grande jornada, bem entendido e segundo o Diário de Lisboa desse dia, reportada a 5 de Outubro, o dia de véspera.
Um ano depois, mas a 6 de Outubro de 1974, conhecia-se o apelo do então 1º. Ministro, o general Vasco Gonçalves e, nesse 6 de Outubro, «o país inteiro levantou-se à hora normal de trabalho e dirigiu-se firme e consciente do alcance da sua atitude, para os seus locais de trabalho», como releio agora, no Diário de Lisboa, o vespertino da capital portuguesa desse dia.
A guarnição quitexana pouco, ou mesmo nada, ligou a tão momentoso assunto, mais preocupada estava com o que por Angola se passava e, mais em pormenor, pelo «nosso» Uíge - onde desde Junho desse amos se jornadeava em favor da independência de um novo país de expressão oficial portuguesa.
Em segredo, ia-se falando do cessar-fogo e, como já foi dito, as NT limitavam-se aos serviços de rotina e aos sempre preocupantes patrulhamentos nos itinerários principais, para garantir a segurança do tráfego.

O. Monteiro
Ornelas Monteiro
fari hoje 91 anos !

O coronel Ornelas Monteiro faria 91 anos a 7 de Outubro de 2022. Faleceu a 16 de Julho a 2012, há precisamente 10 anos.
José Luís Jordão Ornelas Monteiro, de seu nome completo, era major de Cavalaria quando foi mobilizado como 2º. comandante do BCAV. 8423 e, em Santa Margarida e no RC4, acompanhou toda a formação do Batalhão comandado pelo tenente-coronel Almeida e Brito. Dias antes do embarque para Angola, porém, foi «desviado» para o Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné - a então futura Guiné-Bissau e à ordem do Movimento das Forças Armadas (MFA).
Hoje, quando faria 92 anos de idade, o recordamos com saudade, dele fazendo memória! As nossas continências! RIP!!!
Évora Soares


Furriel Évora Soares
chegou a Zalala!

Há 48 anos, em data que não podemos precisas, mas por estes dias de Outubro de 1974, chegou à Fazenda Zalala e à 1ª. CCAV. 8423,o furriel Évora Soares, atirador de Cavalaria de especialidade militar.
José Carlos Évora Soares chegou para substituir o também furriel miliciano Fernando Manuel Mota Viana, que razões disciplinares «mandaram» para Sanza Pombo. Chegado a Zalala, integrou-se no 1º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes Mário Jorge de Sousa (falecido a 26 de Janeiro de 2021, de doença e no Porto) e que incluía os furriéis Victor Costa e José Baldy Pereira (falecikdo, de doença a 26 de Novembro de 2016)
O Évora Soares faleceu a 21 de Agosto de 2008, em Loures, nos arredores de Lisboa, não sabendo nós quais as razões do seu passamento.
Hoje recordamos com saudade! RIP!!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

6 946 - O 5 de Outubro de 1974 vivido pelo BCAV. 8423 por terras uíjanas do norte de Angola !


Os furriéis milicianos Viegas e José
 Pires, com um combatente da FNLA,
a 04/11/1974, no Dambi Angola
O Diário de Lisboa de
6 de Outubro de 1974




O feriado nacional de 5 de Outubro de 1974, no Quitexe angolano do Uíge, foi dia de sábado e tempo de lá chegarem ecos da «grande jornada nacional» que em Portugal comemorava os 64 anos da implantação da República - a primeira vez, depois do 25 de Abril.
A data, digamos, não passou indiferente às várias guarnições dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, mas não tanto como o registo da primeira página do «Diário de Lisboa» (que se vê na imagem), referindo a apoteótica aclamação ao Presidente Costa Gomes mas também, e aqui queríamos chegar, a atribuição do nome 25 de Abril à até aí chamada Ponte Salazar.
Ao reler isto, a memória flui para a farta discussão do bar de sargentos, opondo a absoluta concordância dos furriéis milicianos Joaquim Farinhas, José Carlos Fonseca e Cândido  Pires, do Montijo - que se davam com politicamente muito esclarecidos... - quanto à ponte sobre o Rio Tejo passar a chamar-se 25 de Abril, deixando de ser Salazar -, às dúvidas, sobre esta matéria, dos também furriéis milicianos Manuel Machado, Francisco Neto, Luís Mosteias e de mim mesmo (Viegas), os três não tão concordantes com o «milagre» de fazer uma ponte numa noite (ou num dia) de apoteose revolucionária. 
Não chegámos a acordo, se bem me lembro... Nem era para chegar!!! E o novo nome da ponte «pegou de estaca», como todos sabemos, e anda hoje é a Ponte 25 de Abril.
Quanto a «septeto» de furriéis, veio o Fonseca de férias em Janeiro de 1975 e não voltou a Angola; o Machado está por Braga, o Neto e o Viegas em Águeda, o Cândido Pires em Nisa; os sapadores Farinhas (a 14/07/2005, em Amarante) e Mosteias (a 05/02/2013, em Santo André)  infelizmente já faleceram, ambos por doença.
Hoje os recordamos com saudade! RIP!!!

Furriel J. Pires

Furriel Pires da CCS,
70 anos em Bragança!

O furriel miliciano José dos Santos Pires, da CCS do BCAV. 8423, está hoje em festa: o dia 5 de Outubro de 2021 é tempo de comemorar 70 anos.
Cavaleiro do Norte especialista de transmissões, do grupo do alferes miliciano José Leonel Hermida e com o também miliciano furriel Nelson Rocha, é natural de Vale de Nogueira, lugar da freguesia de Salsas, em Bragança.
Lá voltou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) jornada africana do norte de Angola - que o (nos) levou ao Quitexe e a Carmona - actual cidade do Uíge.
Fez carreira profissional na GNR, como operacional das Brigadas de Trânsito (BT), e, já aposentado, mora na cidade de Bragança, entretendo a vida com algumas tarefas agrícolas e vinícolas e fartos e regulares passeios cicloturísticos e... outros. Voando, por exemplo, pelos céus da Europa e do mundo.
É para lá, e para ele, que vai o nosso abraço de parabéns!

Furriel Flora

Flora, furriel de Santa Isabel,
70 anos em Famões de Odivelas

O furriel miliciano António Pires Flora foi atirador de Cavalaria de espacialidade militar e Cavaleiro do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda Santa Isabel. Hoje, dia 5 de Outubro de 2022, está em festa  dos seus 70 anos.
O Flora é natural de Tinalhas, em Alcains, morava ao tempo no Lumiar, em Lisboa, aonde regressou a no dia 11 de Setembro de 1975 - depois de também passar pelo Quitexe e por Carmona, no decorrer da sua comissão militar jornadeada pelo norte de Angola.
Bancário de profissão, fez carreira na Caixa Geral de Depósitos e, já aposentado, mora em Famões, no concelho de Odivelas, mas sempre voltando à sua natal Tinalhas, para matar saudades e rever os tempos de jovem, os familiares e os haveres emocionais da sua vida.
Parabéns!

terça-feira, 4 de outubro de 2022

6 945 - O confronto armado entre movimentos no Quitexe! Os anos diamante do capitão Paulo Fernandes de Santa Isabel!


Os capitães José Paulo Fernandes (de mão na boca e que hoje festeja 75 anos, em Torres Vedras) e José Manuel
Cruz, comandantes da 3ª. CCAV. e 2ª. CCAV. 8423, respectivamente, com o comandante Bundula, da FNLA (1975)

Os 1ºs. cabos Novo e Deus, ambos da 3ª. CCAV. 8423, 
junto da avioneta que evacuou os feridos dos
incidentes do Quitexe, em Julho de 1975

Capitão José Paulo
Oliv. Fernandes


O comandante Carlos Almeida e Brito deslocou-se a Carmona no dia 4 de Outubro de 1974, há 48 anos e ao Comando
de Sector do Uíge (CSU), para «contactos operacionais» com os comandos da ZMN e de outras unidades a operar na Zona Militar Norte  - a ZMN.
Um ano depois, os incidentes de Julho de 1975, na vila do Quitexe, foram particularmente delicados e graves e a acção do capitão miliciano José Paulo Fernandes, que lá comandava a 3ª. CCAV. 8423, justificou o louvor do comandante do BCAV. 8423, nele destacando «o desequilíbrio de forças» e a actuação da sua subunidade (a 3ª. CCAV 8423) «aquando da eclosão dos graves acontecimentos de confronto armado entre os movimentos de libertação» na área do quitexana. E bem graves foram, na verdade - obrigando a uma vasta operação de evacuação aérea de feridos dos movimentos de libertação.
Já aposentado, mora agora em Torres Vedras, de boa saúde e melhor disposição, sendo participante infaltoso e sempre pró-activo e dinâmico dos encontros dos Cavaleiros do Norte de Santa Isabel. Para ele vai o nosso abraço de parabéns!


J. Nascimento em
Luanda, 08/1975
Furriel Nascimento
em Zalala (1974)

Nascimento, furriel, 70
anos nos Estados Unidos!

O furriel miliciano José António Moreira do Nascimento foi vagomestre dos Cavaleiros do Norte de Zalala e hoje festeja 70 anos, nos Estados Unidos da América do Norte.
 onde há muitas luas está emigrado.
Quadro da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica «mais rude escola de guerra», é n
atural e ao tempo residente na freguesia de Campanhã, na cidade do Porto, lá voltando a 9 de Setembro de 1975, depois de cumprida a sua jornada africana por terras do Uíge nortenho de Angola. 
A sub-unidade do BCAV. 8423 comandada pelo capitão miliciano Davide Castro Dias também passou pelos aquartelamentos de Vista Alegre/Ponte do Sange, Songo e Carmona.
A vida levou-o para terras americanas, onde há mutos anos está emigrado e onde agira goza os porazeres da reforma,  vivendo em Peoria, no Arizona. Para lá e para ele vai um abraço de parabéns!

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

6 944 - A Comissão Local de Contra-Subversão do Quitexe! O saudoso médico dr. Leal faria 94 anos!

Os alferes milicianos António Garcia (falecido a 01/11/1979, de acidente) e Jaime Ribeiro, capitão
médico Manuel Leal (que hoje faria 94 anos mas faleceu a 10 de Abril de 2020, aos quase 92) e o
então tenente e agora capitão Acácio Carreira da Luz. No Quitexe e em 1974!

Os capitães Manuel Leal e Acácio Luz no encontro
da CCS de 2016, em Custóias (Matosinhos)


A 3 de Outubro de 1974, hoje se fazem 48 anos, a (CLCS) reuniu no Quitexe. Eram encontros habituais de trabalho, entre as lideranças militar e civil (e agentes locais), para a analisar a situação da zona de acção dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423.
As CLCS agiam directamente junto das populações, através de acção psicológica e com o objectivo de influenciar o seu comportamento, para uma maior fixação no território e negar o apoio a elementos infiltrados.
O dia foi o dos 46 anos capitão miliciano médico Manuel Leal, oficial miliciano da unidade comandada pelo tenente-coronel Almeida e Brito, concluiu a sua comissão militar em Novembro de 1974, regressando a Fafe, onde residia e exercia medicina - que continuou até há bem poucos anos, antes de fixar residência na Póvoa do Varzim.
Hoje faria 94 anos, mas faleceu a 10 de Abril de 2020!
O prestígio e a popularidade que tinha na guarnição multiplicaram empatias com os jovens Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, depois de já ter servido o BCAÇ. 4211. 
O comando do BCAV. 8423 fez-lhe memória e elogio da sua competência profissional, porquanto, e citamos o louvor oficial de Setembro de 1974, «servindo no Subsector do Quitexe há cerca de dois anos, sempre demonstrou a maior competência profissional na resolução de todos os casos clínicos que lhe surgiram, com elevado espírito de servir, no que evidenciou perfeita identidade com a missão que lhe foi solicitada, nunca se poupando a sacrifícios, nem olhando a horas de descanso, apoiando permanentemente as populações civis, africanas e europeias».
O dr. Leal, e disso eu sou testemunha pessoal (como se fosse preciso...), não poupava a sua generosidade para servir, custasse-lhe isso centenas de quilómetros de picada, ou apenas as centenas de metros que o separavam da messe da oficiais até à enfermaria militar e à Delegação de Saúde do Quitexe, de que era responsável.
Foi condecorado com a Medalha Militar Comemorativa das Campanhas do Exército Português, com a legenda ANGOLA 1972-1973-1974. Deixou o Quitexe, com missão cumprida, em Outubro de 1974. - Ver AQUI

Miguel, 1º. cabo de Zalala, 70
anos em Colares de Sintra !


O 1º. cabo António Pedro Caetano Miguel, da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, festeja(rá) 70 anos a 3 de Outubro de 2022.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, integrou o 2º. grupo de combate, comandado pelo alferes miliciano João Carlos Sampaio - com os furriéis Mota Viana (e depois João Rito, já falecido), Queirós e Eusébio (também já falecido) -, passando depois por Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona e regressando a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975.
Fixou-se na Praia das Maçãs, em Colares, concelho de Sintra - onde ainda vive(rá) e para onde, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns!

Albertino F. Neves
Neves, maqueiro da CCS, 
faz 70 anos em Gondomar !

O soldado Neves foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423 e está hoje em festa, dia 3 de Outubro de 2022: comemora 70 anos.
Albertino Ferreira das Neves, de seu nome completo, foi maqueiro de especialidade militar e companheiro do PELREC em muitas escoltas, patrulhas e operações realizadas pelos chãos, matas, trilhos e picadas do norte angolano do Uíge.
Regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) comissão militar angolana, e desenvolveu a sua actividade profissional como ourives, agora já aposentado. Mora em S. Cosme, no concelho de Gondomar. 
Parabéns pelos 70 anos que comemora! E que muitos mais novos anos possa festejar!


domingo, 2 de outubro de 2022

6 943 - Patrulhamentos dos Cavaleiros do Norte para a liberdade de itinerários do Uíge angolano!


Os alferes milicianos Carlos Sampaio (da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala e de oficial de dia no Quitexe)
  e 
António Garcia e o furriel Viegas, ambos da CCS e momentos antes da saída do PELREC para 
mais um patrulhamento por  estradas e picadas do Uíge

Cavaleiros do Norte do PELREC: 1º. cabo Almeida (falecido a 
a 08/02/2009, de doença e em Penamacor), Messejana (f. a
27/112009, em Lisboa e de doença), Neves, 1º. cabo Soares
(f. em 2019), Florêncio e Ezequiel, Em baixo, 1º. cabo Vicente
(f. a 21/01/1997, de doença e em Vila Moreira, Alcanede),
furriel Viegas, Francisco e Leal (f. a 18/06/2007, de
doença e em Caixaria, Pombal)


O livro «História da Unidade», os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, regista, sobre os dias e noites de há 48 anos, que se acentuava a «intensa actividade de patrulhamentos, nomeadamente orientados para a obtenção de liberdade de itinerários». 
Actividade operacional  que, de resto, já se vinha a realizar pelas picadas e estradas (mais por estas) no norte uíjano de Angola, mas agora com muito mais assiduidade e, por consequência, com maior sacrifício dos militares do BCAV. 8423 que por lá jornadeavam desde Junho desse ano.
O dia 2 de Outubro de 1974, por outro lado, foi o da abertura da delegação do MPLA em Kinshasa (Zaire), depois de negociações conduzidas pelo presidente Agostinho Neto e Daniel Chipenda, vice-presidente da direcção provisória. Tal acontecia no «âmbito da ajuda concreta e da solidariedade do Zaire para com os movimentos de libertação, em geral, e para com a luta do povo angolano pela independência, em particular»O Zaire de Mobutu Sese Seko, que se sabia ser grande apoiante da FNLA.
Paralelamente, o PCDA, a FUA e a FRA - partido criados após o 25 de Abril, por colonos portugueses - organizaram «um campo de treinos, com a finalidade de formarem um exército particular», segundo noticiava o Diário de Lisboa. Era disso que o MPLA os acusava, sublinhando estarem os três partidos «a organizar um exército, para impedirem que sejam satisfeitas as legítimas aspirações do povo angolano».
Cavaleiros do Norte da secretaria da CCS: furriéis
 milicianos José Monteiro e Francisco Dias e 1ºs.
cabos Miguel Teixeira, Vasco Vieira (Vasquinho)
e, em baixo, Fernando Pires


Um exército de brancos...,
as ligações à UNITA

O presidente Agostinho Neto afirmava mesmo que os três partidos «têm ligações à UNITA», que era, ao tempo, o único movimento de libertação ainda não reconhecido pela OUA - a Organização de Unidade Africana.
O suposto exército incluiria angolanos brancos e estaria a ser treinado por militares sul-africanos «em três campos recentemente criados no território», - o que, na opinião de Neto, se encandeava no «jogo muito perigoso» que o então já retirado António Spínola vinha a fazer, nomeadamente «cultivando e escutando fantoches e dirigentes de partidos políticos que não representam o povo» - referindo-se, naturalmente, ao PCDA, à FUA e à FRA. Spínola, na sua versão (a de Neto), estaria a «apoiar activamente os grupos de colonos portugueses em Angola» e, mais, de «estar disposto a a aceitar ali um Governo minoritário».
Soube-se também que a revista «Notícia» foi multada, por causa de notícia sobre uma reunião de oficiais portugueses - que já motivara multas aos jornais «A Província de Angola» e «O Comércio», ambos de Luanda. Foi divulgado que os oficiais consideravam que «só os movimentos de libertação devam ser reconhecidos como representantes do povo angolano», o que Rosa Coutinho desmentiu, referindo ser «falsa e uma interpretação errada da reunião realizada a 20 de Setembro em Luanda, com a participação de 500 oficiais».

Fazenda Santa Isabel
Ramalho de Santa Isabel,
70 anos em Torres Vedras

O soldado Ramalho Gomes foi Cavaleiro do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, está hoje em festa: comemora a bonita idade de 70 anos!
Duarte Francisco Ferreira Ramalho Gomes, de seu nome completo, foi operador de transmissões de especialidade militar e, às «ordens» do furriel miliciano João Cardoso, também passou pelo Quitexe e por Carmona, regressando a Portugal e ao Casal da Portela, em Dois Portos, concelho de Torres Vedras, a 11 de Setembro de 1975 - no final d sua jornada africana do norte uíjano de Angola.
Sabemos que ainda por lá vive, agora na Portela do Ramalho (Dois Portos), e para lá e para ele vai o nosso abraço de parabéns!

sábado, 1 de outubro de 2022

6 942 - Os dias 1 de Outubro na memória dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 !

 


Cavaleiros do Norte do PELREC. Francisco e Madaleno (à esquerda). De bigode, à frente, o Silvestre, 
depois o Aurélio (Barbeiro (abaixado), o Florêncio (de bigode), Messejana, 

Soares e Vicente (ambos de
  bigode).  Atrás destes, de cerveja na mão, o Alberto Ferreira. Aqui à frente, o alferes Garcia e o Armindo Gomes (a rir). O António (de boina no ombro), o Dionísio, 2 desconhecidos e Leal (de boina no
ombro). Atrás dele, o 1º. cabo  Almeida. E os três da direita, lá atrás? Parecem ser sapadores. Sete, já faleceram:
o Messejana (a 27/11/2009), o Soares (2019), o Vicente (a 21/11/1997), o alferes Garcia (a 02/11/1979), 
Almeida (a 28/02/2009), o Gomes (03/09/1989) e o Leal (18/06/2007). RIP!!!


O furriel Barreto, ladeado pelo Santos, à esquerda,
e o furriel Nascimento. Gente de Zalala, em 1974!
Aos primeiros dias de Outubro de 1974, os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 iam no seu quinto mês de jornada angolana do Uíge e chegaram ao Quitexe e embrulhadas em jornal, notícias frescas de Luanda.
Rosa Coutinho, presidente da Junta Governativa de Angola, falara a 1 de Outubro à população angolana, através da rádio, e dera conta que o general Costa Gomes, Presidente da República, iria dirigir pessoalmente as negociações que levassem à independência de Angola. Já António Spínola dissera o mesmo, mas abdicara da presidência, semanas antes.
Ao avivar a memória nestas leituras, ocorre-me a preocupação com que no Quitexe - o Machado, o Neto, eu, o Garcia, o Cruz e outros... - observámos esta situação, embora a analisássemos de forma «imberbe» (eu diria...) e desprendida, digo eu agora.
Ao tempo de há 48 anos, lá continuámos a nossa vida, a riscar os dias do calendário, sem futurar outra coisa que não fosse o nosso regresso a Portugal. Que, não sabíamos, mas estavam bem distante!


J. Barreto em
imagem recente

Furriel enfermeiro Barreto faria 71
anos. Faleceu em Novembro de 2020!

O furriel miliciano Jorge Manuel Mesquita  Barreto, enfermeiro da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda de Zalala, faria hoje 71 anos - dia 1 de Outubro de 2022. Faleceu a 2 de Novembro de 2020, de doença súbita.
Natural de Mira, lá regressou a 9 de Setembro de 1975, seguindo carreira profissional na área da enfermagem civil, no Porto e como técnico e professor, residindo em Baguim do Monte, Gondomar, onde faleceu.
Não falhava a um encontro dos Cavaleiros do Norte da mítica Zalala, mostrando-se sempre de largo e franco sorriso, algo «escondido» nas fartas barbas brancas que eram a sua grande imagem marca. E o cachimbo!
Hoje o recordamos com saudade. RIP!!


O furriel Monteiro
a cuidar da saúde !
Furriel José Monteiro em
operação a uma anca !

O furriel miliciano José Augusto Guedes Monteiro, da CCS do BCAV. 8423, está internado em unidade hospitalar, devido a uma intervenção na anca esquerda.
«Já fiz a cirurgia e parece que está a correr tudo bem», disse este «Ranger» dos Cavaleiros do Norte do Quitexe, acrescentando, confiante, que «vou ter mais qualidade de vida», pois, precisou ainda, «já andava a mancar muito e as dores também não me largavam».
Já tinha sido operado ao joelho esquerdo, o que o levou a gracejar: «Tá visto que a minha esquerda está a perder!».
Como eu t´entendo, ó Monteiro! Fiz o mesmo à anca direita, no dia em que fiz 65 anos. E está fixe, passados 5, ainda na quarta-feira, e com as cautela que a idade nos traz, fui fazer exames. E deles saí contente.
Apacienta-te , rapaz..., e cuida-te, meu caro. Os tempos de Lamego, quando tivemos aquela preparação toda e saúde para dar e vender, já foram há 49 anos. Agora estamos velhotes! Boa saúde!!!

António Coelho e José Borges em 2014,
em reencontro de memória e saudades
da jornada angolana do Uíge
Coelho e Borges
em Angola e 
em 1974/75

Borges e Coelho, 70 anos
em VF de Xira e Coruche!

Os soldados José  Borges Martins e António Pedro Coelho foram Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV.  8423, a de Zalala, e f
estejam 70 anos a 1 de Outubro de 2022. Hoje mesmo!
Ambos atiradores de Cavalaria de especialidade militar, integraram o 2º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes miliciano Carlos Jorge Sampaio e com os furriéis Plácido Jorge Queirós, Fernando Mota Viana (que depois saiu, rendido pelo João Rito) e Eusébio Martins.
O Coelho fez vida profissional como motorista da Câmara Municipal de Coruche, onde vive, agora já aposentado.
José Borges Martins regressou à sua terra de Braços, freguesia de Arega, no concelho de Figueiró dos Vinhos. Vive em Castanheira do Ribatejo, onde é empresário na área comercial do calçado. 
Há uma dezena de anos, reencontraram-se para um grande e forte abraço de saudade e emoção (como a imagem documenta), fazendo memória da nossa jornada africana do Uíge angolano - por onde também passaram por Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona.
Parabéns para ambos!