CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

- Ano 2023, há 3 anos: A morte do alferes miliciano José Leonel Hermida!

Alferes milicianos dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, no Quitexe: Pedrosa de Oliveira, Jaime
Ribeiro, António Albano Cruz, António Manuel Garcia (falecido a 2 de Novembro de 12979) e José
 Leonel Hermida - que faleceu a 16 de Janeiro de 2013, nos Hospitais da Universidade de Coimbra

Equipa de Transmissões do Quitexe: Costa, furriel Pires, alferes Hermida, os
1ºs. cabos Oliveira e Mendes (de pé), Zambujo, Couto e 1ºs. cabos
Salgueiro e Felicíssimo


O alferes miliciano José Leonel Pinto deAragão Hermida foi  Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423 e faleceu a 16 de Janeiro de 2013, há 3 anos e vítima de doença, nos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Aos 76 anos de idade!
«Foi tudo muito rápido, em dois meses, começou com uma dor nas costas em Outubro, cuidou-se no Hospital da Figueira da Foz, passou o Natal e ano novo connosco, passou para Coimbra», disse-nos a dra. Graciete Hermida, que o acompanhou na nossa jornada africana do Uíge angolano e que ao princípio da tarde de há 3 anos, foi oficialmente informada do seu passamento, no Hospital da Universidade de Coimbra.
 
Natural de Coimbra, o alferes Hermida lá nasceu a 28 de Novembro de 1946, de família materna originária de Castro Daire - os Aragão.
Licenciou-se em engenharia electrónica e foi professor de matemática e física, radicando-se na Figueira da Foz - onde vivia com a esposa, a dra. Graciete Marques, também professora e pais da doutora Margarida Dulce Hermida, que foi (é) investigadora de biologia na Universidade de Universidade de Brighton, no Reino Unido.
«Ainda ontem se despediu do pai, antes de voltar para a Universidade, falou com ele, como que se despediram...», disse-nos a dra. Graciete Marques, há 3 anos e em dor de luto pelo passamento do homem e amor grande da sua vida: «Nunca teve uma dor, queixou-se das costas em Outubro, foi-lhe diagnosticada uma hérnia e umas sombras, deixa-nos 2 meses depois».
Internado nos Hospitais da Universidade de Coimbra, esteve em tratamento de diálise e teve uma paragem cárdio-respiratórtia do final da manhã de 16 de Janeiro de 2023.
O casal Hermida com o furriel Viegas,
na Figueira da Foz, Fevereiro de 2015

Um (re)encontro na
Figueira da Foz !

Aos 21 dias de Fevereiro de 2015, dois Cavaleiros do Norte reencontraram-se, depois do adeus do Quitexe, no de 1975: o alferes Hermida e o furriel Viegas. 
Aí estão eles, na imagem ao lado, com a «mais-que-tudo» do nosso antigo oficial de transmissões. 
Ao tempo, há 40 anos que se não viam e selaram o reencontro com fartos abraços e muita conversa das memórias quitexanas!
O alferes Hermida foi um dos jovens oficiais milicianos que, na nossa jornada africana do Uíge angolano, se acompanharam das suas jovens esposas. No caso, a professora Graciete, que deu aulas na escola primária da vila.
Ao mês de Fevereiro de 1975, o alferes Hermida deixou o Quitexe, passou pelo Songo, foi parar a Luanda e seguiu para Nova Lisboa, capital do Huambo, onde conheceu (e sentiu) os perigos da metralha que lá tragicamente opôs irmãos angolanos. De lá, de onde Graciete Hermida saiu num avião, à pressa, com famílias de outros oficiais, viajou o jovem alferes miliciano para sítio bem pior: o Luso!
Os dias do leste angolano não foram nada fáceis para a guarnição portuguesa, lá «entalada» entre fogos de irmãos angolanos que se fizeram inimigos, na luta pelo poder do país que nascia.
«Foram tempos muito maus, mas inesquecíveis, com coisas e coragens que só a idade permite», disse-nos oalferes Hermida, há 11 anos e na sua casa da Figueira da Foz, embrulhando a saudade desses tempos com o gosto e a alegria do prazeroso momento do reencontro.
- NOTA: O alferes miliciano José Leonel Hermida, ver AQUI

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

O 1º. cabo João Estrela, «cripto» da CCS, festeja 75 anos na Amadora !

O 1º. cabo João Estrela


O 1º. cabo João Francisco Lavadinho Estrela foi combatente da CCS do BCAV. 8423 e festeja 75 anos a 15 de Janeiro de 2026. Hoje mesmo e na Amadora.
Operador-cripto de especialidade militar e alentejano nascido em Campo Maior, este Cavaleiro do Norte também passou por Carmona, antes de, no final da sua jornada africana do norte de Angola, regressar a Portugal - o que aconteceu no dia 8 de Setembro de 1975. Regressou a Lisboa e à Rua dos Amenos, em Benfica - a sua residência desse tempo.
Actualmente, vive na Mina de Água, em S. Braz da Amadora, onde, profissionalmente, exerce(u) as funções de consultor imobiliário.
É para lá, e para ele, que vai o nosso de parabéns!

O 1º. cabo Marques foi carpinteiro da CCS e hoje faria 74 anos !

O 1º. cabo Manuel Marques,
o Carpinteiro da CCS



O 1º. cabo Marques Manuel Augusto da Silva Marques foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423 e faria 74 anos a 15 de Janeiro de 2026. 
Hoje mesmo e em Ovar.
Infelizmente, faleceu a 1 de Novembro de 2011. 
Carpinteiro de especialidade militar e por este nome popularizado por terras do chão angolano do nortenho Uíge, era a boa disposição permanente em pessoa e regressou a Portugal e a Esmoriz, em Ovar, a sua terra natal, no dia 8 de Setembro de 1975 - concluída a sua missão africana.
Por lá fez a sua vida familiar e profissional, falecendo de morte súbita quando, no dia 1 de Novembro de há 15 anos e depois de participar nas cerimónias religiosas do dia, regressava a casa, com a esposa, e caiu fulminado, no momento em que procurava abrir a porta.
Hoje, e fazendo memória de um excelente companheiro de d´armas, sempre muito folgazão e bem disposto, o recordamos com saudade. 
RIP!!!

O alferes Sampaio Sampaio, de Zalala, festeja 74 anos na Costa da Caparica!

Alferes Carlos
João Sampaio

 de Angola,



O alferes miliciano Carlos João da Costa Sampaio foi atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423 e festeja 74 anos a 15 de Janeiro de 2026.
Hoje mesmo!
Cavaleiro do Norte da mítica Fazenda Maria João, a de Zalala - e depois de Vista Alegre/Ponte do Dange, do Songo e de Carmona -, foi comandante do 2º. Grupo de Combate sa subunidade docapitão miliciano Davide Castro Dias e regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, no final da jornada angolana do Uíge, fixando-se na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa - onde já residia.
Sabemos que mora(rá), actualmente, na Costa da Caparica, em Almada, e para e para ele lá vai o nosso abraço de parabéns!

Zeca da Chandragoa foi contemporâneo do BCAV. 8423 me em festa de 71 anos !

 

 

Zeca Silva em 1974
Zeca Silva em 2018

Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 tinham, no geral, boas relações com a comunidade civil da sua zona da acção, fosse no Quitexe, em Aldeia Viçosa, Vista Alegre e Ponte do Dange e/ou nas fazendas de Zalala, Liberato e Luísa Maria. 
Relações temperadas pelo respeito mútuo e até afectuosas e relativamente íntimas, nalguns casos mais particulares.
O Zeca Silva, da Fazenda Chandragoa, era um dos jovens contemporâneos desse nosso saudoso tempo uíjano (ele, a Carla Gaspar, as irmãs Morais, a Laide e o irmão Eduardo..., a Gena) e o pai (Manuel Silva) muitas vezes fornecia aos militares do Quitexe o famoso peixe tilápia, do qual era produtor na fazenda - a Chandragoa. Oriundo de Valpaços, faleceu (o pai) a 18 de Fevereiro de 2018, aos 93 anos.
O Zeca concluiu o 5º. ano do curso industrial em Carmona e ainda se aventurou no curso de regente agrícola no Tchivinguiro, mas deixou-se atrair pelos negócios da família e na fazenda de 2 850 hectares, que, por ano, produzia cerca de 700 toneladas de café. Em Carmona, o Pai Silva tinha sapatarias na Rua do Comércio (frente à Ourivesaria Cunha), na Avenida Portugal (frente ao Bar do Eugénio) e na Rua da República (próximo do Tribunal).
Trabalhou na Galp Energia, em Sines, e este ano faz 71 anos! Com uma curiosidade muito particular pelo meio: nasceu a 9 de Janeiro de 1955, em Sintra, mas o bilhete de identidade aponta-lhe 15 como a data natal. Vá lá saber-se a razão. Como há dias AQUI recordámos.
«Festejo sempre no dia em que nasci», disse-nos em tempos, agora já aposentado e de velas assopradas e vida feliz, ainda que saudoso dos chãos de Angola. Parabéns!  

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

O 1º. cabo Novo, de Zalala, faleceu há 4 anos, em Oliveira do Bairro!

Manuel A. Novo,
1º. cabo de Zalala
 .

O 1º. cabo Manuel de Almeida Novo foi apontador de morteiros médios de especialidade miitar e combatente da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda Zalala.
Faleceu há 4 anos, aos 69!!!!..., hoje se passam, de doença e em Oliveira do Bairro.
Natural de Paraduço, lugar da freguesia de Calde, no município de Viseu - onde nasceu 20 de Maio de 1952 -, lá regressou a 9 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana do norte de Angola, que o levou aos chãos uijanos de Zalala, de Vista Alegre/Ponte do Dange, do Songo e de Carmona.
A vida levou-o até à Bairrada e vivia na Murta, lugar da freguesia e município de Oliveira do Bairro. A escassa meia dúzia de quilómetros da «sede» deste blog, mas sem que alguma vez por cá nos tenhamos cruzado. Ironias da vida!
Foi casado com Albina dos Santos Figueiredo e o casal teve as filhas Sílvia Naria e Elisabete dos Santos Almeida.
Hoje o recordemos com saudade! RIP!!!

- Há 51 anos: O Governo de Transição de Angola e o BCAV. 8423 a riscar dias do calendário!

Quitexe, a vila uíjana do norte de Angola que foi sede dos Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423. E mais
tarde também da 3ª. CCAV. 8423. Aqui se recorda a Estrada do Café (a Rua de Cima), no centro da localidade,
vendo-se a bomba de gasolina. Imagem do dia 24 de Setembro de 2019, de quando por lá passaram o furriel
Viegas, da  CCS do BCAV. 8423, e o condutor Nogueira, da CCAÇ. 209/RI 21, a da Fazenda do Liberato

Rosa Coutinho e Silva Cardoso

A constituição do Governo de Transição de Angola tinha avançado, há 51 anos, para uma formação diferente das até aí propostas e discutidas e e de aqui por várias vezes falámos.
A 14 de Janeiro de 1975 (vejam lá como o tempo passa...., parece que foi ontem...), soube-se que «compreenderá três vice-primeiros ministros, um por cada movimento, além do Alto-Comissário, de nomeação Portuguesa».
Alto-Comissário que, segundo o «Diário de Lisboa», jornal que citamos, já não seria António Alva Rosa Coutinho, o Almirante Vermelho, mas antes o Brigadeiro Silva Cardoso.
Portugal teria, assim se expectava, as pastas a Economia e da Informação, enquanto cada um dos três movimentos teriam cinco ministérios. Não iria ser bem assim.
Na verdade, admitia-se, há 51 anos, que os vice-1º.s ministros fossem Lúcio Lara (indicado pelo MPLA), Johny Eduardo (pela FNLA e sobrinho do presidente Holden Roberto) e António Vakulukuta (pela UNITA).
O futuro Exército de Angola teria 36 000 homens: 18 000 de Portugal e 6 000 de cada movimento. Os portugueses, porém, iriam gradualmente abandonar Angola, necessariamente até à data de independência: jamarcada para 11 de Novembro de 1975.
O Alto-Comissário Português acumularia com o Comando-Chefe das Forças Armadas, «não sendo de excluir a formação de comissões militares mistas, a exemplo do que tinha acontecido em Moçambique». Acumularia com o Comando-Chefe das Forças Armadas, «não sendo de excluir a formação de comissões militares mistas, a exemplo do que tinha acontecido em Moçambique».
Assim se planeou mas assim não viria a ser!
Capa do «Diário de Lisboa»,
com notícias de Angola, no dia
 14 de Janeiro de 1975


Cavaleiros do Norte a 
riscar dias do calendário!

Os dias de Janeiro de 1975 iam sendo riscados do calendário, um a um, enquanto no Algarve português continuava a Cimeira do Alvor.
A 14, uma terça-feira de há 51 anos, ficou a saber-se que o Governo de Transição de Angola seria formado até ao dia 31 desse Janeiro. E que o acordo entre Portugal e os três movimentos de libertação seria assinado no dia seguinte, às 20 horas.
Que boas notícias chegaram ao Quitexe, a Aldeia Viçosa e a Vista Alegre/Ponte do Dange, terras uíjanas de Angola por onde jornadeavam os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423!!!
Mesmo muito boas!
«Pode dizer-se que o acordo está praticamente concluído, tendo voltado as quatro delegações a reunir esta manhã, para ultimarem a redação dos últimos pontos do protocolo, os quais. segundo algumas fontes, se referem à atribuição das pastas ministeriais», reportava o «Diário de Lisboa» de 14 de Janeiro de 1975, que citamos.



terça-feira, 13 de janeiro de 2026

- Há 51 anos: As notícias da Cimeira do Alvor que chegavam ao Quitexe!

Pavilhões escolares na antiga parada do BCAV. 8423, no Quitexe - onde ficavam os balneários da CCS. A
sapata de cimento era onde ficava a caserna do PELREC. A imagem é do furriel Viages, quando lá
passou a 25 e 26 de Setembro de 2019

O jornal «A Província de Angola» de
há 51 anos, Janeiro de 1975


O jornal «A Província de Angola», o actual «Jornal de Angola», editava-se em Luanda, era matutino e, na prática, o único diário que chegava ao Quitexe - onde há 51 anos se aquartelavam a CCS e a 3ª. CAV. 8423, dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423. Também se publicavam o «Comércio» e o «Diário de Luanda», pelo menos. E, que nos lembre, a revista «Notícia».
Há 51 anos, o «A Província de Angola» foi o primeiro jornal a que tivemos acesso, no Quitexe e já a 12 de Janeiro de 1975, sobre o que se passava na Cimeira do Alvor, entre as Delegações de Portugal e dos três movimentos de libertação de Angola - o MPLA, a FNLA e a UNITA.
A Emissora Nacional (a actual RDP) só lá era captada em onda média e nem sempre com regularidade e boas condições técnicas. As comunicações não eram tão rápidas e eficientes como nos dias de hoje.
Os presidentes Jonas Savimbi (da UNITA), Agostinho Neto (MPLA)
Holden Roberto (da FNLA) em momento certamente
  muito optimista em relação à independência de Angola

As delegações oficiais
da Cimeira do Alvor !


A lista oficial das Delegações participantes da Cimeira de Penina foi divulgada na tarde de 12 de Janeiro de 1975.
Há 50 anos e as seguintes:
- PORTUGAL: Ministros Melo Antunes (de Estado), Almeida Santos (Coordenação Inter-Territorial) e Mário Soares (Negócios Estrangeiros), brigadeiro Silva Cardoso, tenente-coronel Passos Ramos, majores Pezarat Correia, Gonçalves da Costa e José Pimentel, Fernando Reino, Sá Machado, António Cordeiro, Corucho de Almeida e Rui Machete.
- Alto Comissário: Rosa Coutinho, conselheiros Brito de Figueiredo, Amílcar Martins, António Castilho, Salvação Barreto, Edmundo Gonçalves, Sindicato, Américo Silva, José Nunes Pedro, Cardoso e Cunha e Morais Sarmento.
- MPLA: Agostinho Neto, Diógenes Boavida, Afonso Van Dúnem (Mbinda), Lúcio Lara, Paulo Jorge, Lopo do Nascimento, Carlos Rocha, Joaquim Kapango, Saydi Mingas, Pascoal Costa, Albertino Almeida, Maria do Carmo Medina, Mateus Van Dúnem, Maria Mambo Café, Rui Carvalho, Rui Moreira, Miguel Whekeni, Armando Ginapo, Jacob Caetano (Monstro Imortal), César Augusto Kiluanji e Filipe Costa.
- UNITA: Jonas Savimbi, Jorge Sangumba, Rony C. Fernandes, José N´Dele, Marques Karumba, Jorge Valentim, Eliseu Chimbili, Fernando Wilson, Rubon Chitacumbili, Fernando Wilson, Rubom Chitacumbi, O. Goundiam, Jean-Paul Jouzinho, Waldemar Chindondo, Samuel Lumumba, Francisco Bole-Pole, M. Doringui, Fernando Jambiri, António Vakulukuta e Lucas Tukongelgni».
O jornal, citando um despacho da ANI, não fazia referência à Delegação da FNLA, por razões que desconhecemos. É cer
to que foi liderada pelo seu presidente Holden Roberto, e incluía figuras como o general Samba Lé, que representava o Exército de Libertação Nacional de Angola (ELNA) e os seus ministros nomeados para o Governo de Transição - os do Interior, Saúde, Assuntos Sociais e Agricultura.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Carlos Silva foi cortador da CCS e faria 74 anos em Chaves!

Sanfins da Castanheira (Chaves)


O soldado Carlos Alberto Morais da Silva foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423 e faria 74 anos a 12 de Janeiro de 2026. 
Hoje mesmo! Faleceu, porém, nos anos 90 do século XX, em data que não conseguimos saber.
Cortador de carnes de especialidade militar, jornadeou pelo Quitexe e por Carmona, tendo regressado a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975. A Sanfins da Castanheira, freguesia do concelho de Chaves - onde ao tempo residia.
Trabalhou na agricultura, casou e teve 3 filhos: um deles radicado em Chaves e dois outros emigrados em França. Infelizmente, e de acordo com Rui Pintor, que foi presidente da Junta de Freguesia de Sanfins de Castanheira, faleceu «há uns 20 e tal anos», nos anos 90 do século XX, aos 40 e poucos anos e vítima de doença cancerosa. Hoje o recordamos com saudade. RIP!

- Há 50 anos: Patrulhas e escoltas no Uíge angolano, a Cimeira no Alvor...

O comandante Bundula, da FNLA, em Aldeia Viçosa, com o capitão miliciano José Manuel Cruz (comandante
da 2ª. CCAV. 8423), um militar (?) da FNLA, o capitão miliciano José Paulo Fernandes (comandante da
3ª. CCAV. 8423) e o administrador civil (careca)
Cavaleiros do Norte no Quitexe. Atrás, os furriéis F. Pires e
 L. Costa (Morteiros) Graciano, Fernandes, Carvalho e Rocha
 e 1º. sargento Marchã. A seguir, Cardoso, Grenha Lopes,
Flora (tapado pelas mãos do Fernandes) e Viegas. Depois,
Abrantes (de cachimbo), Rabiço, Reino (tapado pela mãos
do Bento), Bento (de bigode) e Ribeiro



Há 50 anos, decorria a Cimeira do Alvor no Hotel Penina (no Algarve) e, pelas bandas do Uíge angolano, os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 continuavam a sua jornada africana, continuadamente muito expectantes e confiantes.
Patrulhas nos principais itinerários e visando a segurança do tráfego, era uma das principais missões do dia a dia, e de noite, toda a noite e nem sempre com a compreensão e colaboração de condutores de carros ligeiros e motoristas de
pesados - normalmente transportadores de café. 
As escoltas, principalmente a fazendas e sanzalas da zona de acção, eram também frequentes. Para além dos serviços de ordem, nos quartéis do BCAV. 8423 - ora no Quitexe (onde estavam a CCS e a 3ª. CCAV., a de Santa Isabel), em Aldeia Viçosa (a 2ª. CCAV.) e em Vista Alegre e Ponte do Dange (1ª. CCAV., a de Zalala).
A 1ª. página do «Diário de Lisboa»
de 11 de Janeiro de 1975

A Cimeira do Alvor
com intensos trabalhos


O dia 12 de Janeiro de 1975 foi um domingo e, da véspera e sobre a Cimeira que decorria no Alvor algarvio, chegavam notícias  de «uma intensa sessão de trabalhos, que durou das 22 horas de ontem até ao começo da madrugada de hoje» - dia 11.
O jornal vespertino «Diário de Lisboa» do dia 11 reportava que «a Cimeira angolana entrou na sua fase verdadeiramente delicada e complexa, não só pelas naturais divergências de ordem política entre os três movimentos, como ainda pela posição firme, embora conciliadora do Movimento das Forças Armadas, apostado em garantir para Angola uma via descolonizadora verdadeiramente progressista».
A primeira sessão desse dia 11 de Janeiro de 1975, e ainda de acordo com o Diário de Lisboa, que citamos, foi consagrada à «ratificação dos acordos emergentes da pré-cimeira de Mombaça».

domingo, 11 de janeiro de 2026

- Há 50 anos: O segundo dia da Cimeira do Alvor! Os Cavaleiros do Norte no Uíge angolano!

A avenida do Quitexe, ou Rua de Baixo, em imagem de 24 de Setembro de 2019 - quano lá passou o furriel Viegas.
 A segunda casa,  do lado direito, era a do Comando e secretaria da CCS do BCAV. 8423 e Casa dos Furriéis. A
seguir, a Messe de Oficiais e, mais ao fundo, o bar e messe de sargentos


Grupo de Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa
Isabel, em momento de ócio. O 1º. cabo Fernando M. Simões
(falecido a 17/08/1998, por enforcamento, em Penacova) é o
 segundo, de pé. Quem ajuda a identificar os restantes?


O dia 11 de Janeiro de 1975, há precisamene 50 anos,  um sábado e segundo dia da Cimeira do Alvor, os expectantes Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 continuavam no Uíge angolano e um comunicado oficial dava conta de «progressos substanciais».
A nota divulgada pelos jornais e por estes chegada ao Quitexe (onde se aquartelavam a CCS e a 3ª. CCAV.), a Aldeia Viçosa (2ª. CCAV.) e Vista Alegre/Ponte do Dange (1ª. CCAV.), dava conta que, na Cimeira, se tinha «atingido acordo em relação a vários pontos fundamentais, nomeadamente no que se refere ao estabelecimento das estruturas governamentais de Angola».
O general Francisco Costa Gomes, o então Presidente da República Portuguesa, confirmou, em declarações à imprensa, que «a independência ocorrerá este ano» e indicou mesmo uma data possível, ainda que sem quaisquer certeza: 11 de Novembro de 1975. Data que se viria a confirmar.
O ministro António Almeida Santos, da Coordenação Inter-Territorial, por sua vez e a meio da tarde, falara em «três ou quatro pontos quentes» da Cimeira, nomeadamente os problemas da Constituição Angolana, chefia do Governo Provisório e organização das Forças Armadas, com combatentes dos três movimentos de libertação - que, do ponto de vista português, teriam colaboração e comando... português.

Furriéis Rodrigues (falecido a 30/08/2018)
 e Pinto, dois Cavaleiros do Norte de
Zalala, em pose artística

Portugal e movimentos
com posições diferentes!


Um dos pontos que vinha a diferenciar as posições portuguesa e do MPLA, da FNLA e da UNITA era precisamente as permanência das forças armadas portuguesas em território angolano.
Defendiam os movimentos angolanos que deveriam sair 4 meses antes da independência, contra a posição portuguesa: a de permanecerem até ao dia da independência.
Outro ponto que afastava as posições era «o da formação do governo»: pretendiam os movimentos 5 pastas ministeriais para cada um e duas para Portugal. Queria a delegação portuguesa que os movimentos se ficassem por quatro, cada um.
As guarnições portuguesas dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, ao tempo, embora muito expectantes quanto ao desenrolar da Cimeira, continuavam o se dia-a-dia: serviços de ordem, escoltas e patrulhamentos nas estradas de alcatrão. E muita expectativa sobre o desenvolvimento da cimeira.
«O que é que irá dar?...», era a interrogação corrente, há 50 anos e entre os combatentes que jornadeavam pelos chãos uíjanos de Angola.

sábado, 10 de janeiro de 2026

A morte de Joaquim Gaspar Mendes, soldado da 2ª. CCAV. 8423!

Joaquim Gaspar Mendes
 


O soldado Joaquim Gaspar Mendes foi Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423 e foi hoje a enterrar no cemitério de Vila de Rei. Atirador de Cavalaria de especialidade militar, era natural do lugar de Souto, freguesia de Fundada, em Vla de Reis - onde nasceu a 17 de Abril de 1952 e onde regressou a 10 de Setembro de 1975, depois de cumprida a sua jornada africana por terras do norte uíjano de Angola, pela vila de Aldeia Viçosa e cidade de Carmona.
A vida levou-o depois para Estevais (na Rua da Sobreira), freguesia do mesmo município de Vila de Rei, onde casou e foi pai de dois filhos.
A saúde fragilizou-o muito nos últimos tempos, com operações e sucessivos internamentos em hospitais de Lisboa, Abrantes e Coimbra - onde ontem faleceu.
A câmara ardente decorreu desde ontem na capela dos Estevais e as exéquias religiosas realizaram-se na manhã de hoje, na antiga Igreja Matriz de Vila de Rei, sendo o corpo sepultado no cemitério desta vila do distrito de Castelo Branco.
O nosso abraço solidário para a família, neste momento de adeus a este bravo Cavaleiro do Norte do BCAV. 8423. RIP!!!

O 1º. cabo Fernando Grácio festeja 72 anos em Amor de Leiria!

 

O 1º. cabo Fernando Grácio



O 1º. cabo Fernando Martinho Grácio foi sapador de especialidade militar e era um dos «caçulas» da CCS dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423.
Era voluntário e a 11 de Janeiro de 1975, festejou 21 anos no Quitexe. Nascido que tinha sido a 11 de Janeiro de 1954.
O Grácio integrou o Pelotão de Sapadores, o do alferes Jaime Ribeiro, mas foi também o responsável pelo depósito de géneros da CCS, no Quitexe, e por lá também se notabilizou como guarda-redes de futebol.
Regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 e fixou-se no seu natal Casal dos Colares, povoação da freguesia de Amor, no município e arredores da cidade de Leiria.
Trabalhou nas áreas da construção civil e horticultura e, já aposentado, lá continua a morar e para lá vai o nosso abraço de parabéns, pelos 72 anos que festeja a 11 de Janeiro de 2026! Amanhã e em... Amor de Leiria.

Há 51 anos: A Cimeira do Alvor de 1975 «polarizou todas as atenções»!


Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423. De pé, Cabrita, 1º. cabo Emanuel, NN e 1º. cabo João Cardoso.
Sentados, 1º. cabo Luciano Borges, António Amaral, António Calçada e 1ºs. cabo Victor Vieira (Sacristão)
e Fernando Martinho Grácio, que amanhã faz 74 anos, em Amor (Leiria) 

Cavaleiros do Norte no encontro de Mortágua, em 2015: Raúl
Caixarias, Francisco Madaleno, Fernando Grácio e ntónio Silva
 (à frente): Atrás, Delfim Serra,Henrique Esgueira e furriel  Neto

A Cimeira do Alvor começou a 10 de Janeiro de 1975, há precisamente 51 anos, e, lá pelas bandas do nortenho Uíge de Angola, por onde jornadeavam os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, era grande a expectativa mas poucas as notícias que lá chegavam do histórico evento. 
A informação desse tempo não tinha a rapidez de agora. Nem pensar...
A mais rápida chegava através da onda curta da Emissora Nacional (a actual RDP), que se escutava mal por lá e,
A revista NOTICIA de 11
de Janeiro de 1975
por isso mesmo, não permitia grandes conclusões sobre o andamento dos trabalhos. A cimeira, lê-se no livro «História da Unidade», «polarizou todas as atenções», é verdade, e sobre o que se passou neste dia de há 51  anos, chegou a confirmação que Rosa Coutinho, afinal, não integrava a delegação portuguesa e que, na primeira sessão plenária da cimeira e de acordo com o Diário de Lisboa, «as delegações ter-se-ão limitado a ratificar os acordos emergentes da plataforma comum acordada na pré-cimeira» - a de Mombaça. 
E que há 51 anos foram apresentados à Delegação de Portugal.
Outra novidade, e até algo estranha e surpreendente, foi o «apagamento» interventivo dos ministros Mário Soares (dos Negócios Estrangeiros) e António Almeida Santos (da Coordenação Inter-Territorial).
O comunicado final sobre os trabalhos do dia 10 de Janeiro de 1975, o primeiro da cimeira, referia que «houve reuniões entre todos os participantes nas conversações e que a vários níveis e por diversas formas foram abordados, preliminarmente, alguns aspectos relacionados com aspectos de fundo». 
O comunicado relatou também «a cordialidade e franca compreensão na procura de soluções para os problemas inerentes à descolonização de Angola».

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

O furriel Luís Capitão nasceu há 74 anos. Faleceu em 2010!

 

O furriel Luís Capitão

O saudoso furriel miliciano Luis Ribeiro Capitão foi combatente da 3ª. CCAV. 8423 e nasceu a 9 de Janeiro de 1952 - há 74 anos, que hoje faria. Infelizmente, faleceu há 16, de doença, a 5 de Janeiro de 2010.
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, primeiramente jornadeou pela Fazenda de Santa Isabel e depois pelo Quitexe e pela cidade de Carmona.
A Ordem de Serviço nº. 164, do BCAV. 8423, publicou um louvor que lhe destacou o «alto espírito de querer e inabalável vontade de cumprir», para além do «bom trato social, altamente disciplinado e exigente disciplinador» e que se «mostrou sempre como exemplo de camaradas e subordinados» - ver AQUI.
Regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975 e fixou-se em Mata do Norte, lugar de Caxarias, freguesia de Urqueira, no município (Vila Nova de) Ourém
Profissionalmente, trabalhou como maquinista da CP e hoje o recordamos com saudade, fazendo memória de um bom companheiro da jornada africana do Uíge angolano. RIP!!!


Zeca Silva da Chandragoa festa 70 anos em Sines!



Manuel Silva, o Zeca da
Chandragoa, aos 18 anos


Manuel Silva era (é) o Zeca da Chandragoa e está hoje em festa: comemora 70 anos! Linda idade!
Contemporâneo dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, era filho de José Silva, natural de Valpaços, gerente da Fazenda Chandragoa e que, aos 93 anos, faleceu a 18 de Fevereiro de 2018. Fazenda que era habitual fornecedora da CCS - do famoso peixe tilápia.
O filho Manuel, por terras uíjanas popularizado como Zeca, o Zeca Silva da Chandragoa, trabalhava e estudava e, ao tempo de há 50 anos, costumava passear-se no Quitexe, num Land Rover azul e sempre com um pastor alemão todo preto.
Regressou a Portugal por altura da independência e faz carreira prfissional na Galp Energia, em Sines. É leitor habitual deste blog, boa e forte razão para o saudarmos!
O seu nascimento foi em Sintra e tem uma curiosidade: foi a 9 de Janeiro (data em que o festeja) mas o BI data-o do dia 15 seguinte.
Grande abraço e os nossos parabéns!

- Há 50 anos: A Cimeira do Alvor no Penina do Algarve!

A primeira página do «Diário
de Lisboa» de há 50 anos



O dia 9 de Janeiro de 1975, há exactamente 50 anos, foi véspera do início da Cimeira entre o Governo de Portugal e os três movimentos de libertação de Angola - o MPLA, a FNLA e a UNITA.
O jornal «Diário de Lisboa» (ver imagem) titulava a toda a largura da sua primeira página: «Cimeira angolana começa amanhã». E subtitulava: «O general Costa Gomes preside à sessão inaugural».
Ao tempo, já se sabia que iria decorrer no Hotel Penina, no algarvio Alvor, e que a delegação portuguesa era chefiada pelo major Melo Antunes e incluía Mário Soares (o então ministro dos Negócios Estrangeiros), Almeida Santos (ministro da Coordenação Inter-Territorial), almirante Rosa Coutinho (Alto Comissário em Angola) e o tenente-coronel Gonçalves Ribeiro (secretário de Estado da Administração Interna de Angola).
A delegações dos movimentos angolanos eram lideradas pelos seus respectivos presidentes: Agostinho Neto (do MPLA), Holden Roberto (da FNLA) e Jonas Savimbi (da UNITA). Mas, titulava o «Diário de Lisboa«, «ainda não chegou a Faro qualquer dos presidentes dos três movimentos»
Isto, a 9 de Janeiro de 1975, há 50 anos!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

O soldado Raúl Ferreira, de Santa Isabel, festeja 74 anos em Sintra!

 

Raúl Ferreira

Raúl Ferreira em Santa Isabel




O soldado Francisco Raúl de Sousa Costa Ferreira foi combatente da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, e festeja 74 anos a 8 de Janeiro de 2026.
Hoje mesmo!
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, integrou o grupo de combate do alferes miliciano Mário Simões, da sub-unidade comandada pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes, e com os furriéis milicianos José Fernando Carvalho, Graciano Silva e Luís Capitão (falecido a 5 de Janeiro de 2010, de doença e em Vila Nova de Ourém). 
O Raúl Ferreira regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, instalando-se em A-das-Beja, povoação da freguesia de Belas, em Sintra.
Pouco mais, ou mesmo nada, dele sabemos - mas mora(rá) na Serra da Silveira, também lá pelos lados de Sintra. Hoje e daqui lhe enviamos os nossos parabéns!

O condutor Idalmiro de Zalala festeja 74 anos no Pico dos Açores!


Manuel Idalmiro Vargas

O soldado Manuel Idalmiro Vargas foi combatente da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda de Zalala, e festeja 74 anos a 8 de Janeiro de 2026.
Hoje mesmo!
Condutor-auto de especialidade militar, este Cavaleiro do Norte do BCAV. 8423 também jornadeou por Vista Alegre/Ponte do Dange, pelo Songo e por Carmona, antes do regresso aos Açores, no dia 9 de Setembro de 1975.
Voltou a Angola já pelo menos por 4 vezes, em viagens de profissionais de negócios, e continua a viver na sua açoriana ilha do Pico, onde tem um posto de gasolina e armazéns de venda de tudo e mais alguma coisa.
Não se dispensa dos encontros anuais da 1ª. CCAV. 8423 e, para isso, todos os voa para o continente para recordar, recarregar e multiplicar memórias com os seus companheiros de Zalala, fazendo-se sempre acompanhar por familiares.
Parabéns, Açoriano!!!, e muitos mais e bons anos de vida!!!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

O condutor Esgueira, da CCS, festeja 74 anos na Amadora!

 neiro e 17 de Dezembro de 1968.

Henrique Esgueira
em 1974/1975
H. Esgueira
a 09/09/2022




O soldado Henrique Nunes Esgueira foi combatente da CCS do BCAV. 8423 e hoje, dia 7 de Janeiro de 2026, está em festa: comemora 74 anos!!!
Condutor auto-rodas de especialidade militar, é um dos Cavaleiros do Norte que «faz anos» por duas vezes em cada ano: a 7 de Janeiro (quando efectivamente nasceu) e a 12 de Março (quando oficialmente foi registado, em 1952).
Natural de Figueira Redonda, lugar da freguesia de Serra, no concelho de Tomar, lá voltou a 8 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) comissão militar pelo norte de Angola. 
Actualmente, reside em Alfragide, na Amadora, onde é empresário do sector da construção civil. Em 2024 e em Tomar, organizou o tradicional e sempre emotivo encontro anual dos Cavaleiros do Norte da CCS.
Hoje e neste seu primeiro dia de anos, o do nascimento e até ao do registo, para ele vai o nosso abraço de parabéns!