sábado, 23 de abril de 2016

3 375 - Carmona preparou eleições e Angola sem lei para elas...

Oficiais dos Cavaleiros do Norte na avenida do Quitexe e em frente ao 
edifício do comando: os alferes Jaime Ribeiro e António Garcia e os tenentes 
Acácio Luz e João Mora - que faleceu há 23 anos, a 21 de Abril de 1993! RIP!!!


O ex-furriel Viegas e  o ex-1º. cabo Soares, dois Cavaleiros
do Norte do PELREC que se abraçaram 41 anos depois
da jornada africana do Uíge angolano, agora (dia 20 de
Abril) «achados» do outro lado de Lisboa, em Almada!
Carmona e o BC12 foram palco, a 23 de Abril de 1975, de uma nova palestra sobre  as eleições do dia 25 (seguinte), as primeiras da era democrática e que elegeriam (como elegeram) os deputados que viriam a elaborar e aprovar a Constituição.
O objectivo era, como facilmente se imagina, esclarecer o pessoal da guarnição sobre o acto eleitoral, que era absoluta novidade para toda a gente - não só para os militares, como também para os civis. Como seria, como não seria!...
O dia foi de viagem aérea, minha e do António Cruz, do Lobito para Luanda, a bordo de um avião dos TAAG (Transportes Aéreos de Angola) e com um grande «cagaço» na chegada à capital, ao sobrevoar Catete, quando a aeronave «caiu» num poço de ar e nos sentimos (todos os passageiros) pendurados por onde não digo. Mas lá aterrámos e, logo depois, pousámos malas no Katekero e «voámos» para a baixa, à procura de «matar» a fome.
Recorte da Ordem de Serviço nº. 77, do RC 4 (de 4
de Abril de 1974) com a transferência interna de alguns
1ºs. cabos milicianos Cavaleiros do Norte para a 1ª.
CCAV. 8423, a (futuramente) de Zalala: Manuel Pinto,
Mota Viana, José Louro, Américo Rodrigues, Eusébio
Martins (falecido a 16/04/2014), Baldy Pereira, João
Aldeagas, Victor Costa, Jorge Barata (falecido a
11/10/1997), Plácido Queirós e João Dias
Luanda, à imagem de semanas antes - quando por lá começamos as férias abrilina desse 75 de há 41 anos!... - aparentava calma, mas ficámos a saber que, afinal, as eleições (previstas para Outubro) poderiam ser adiadas. 
«Podem ser canceladas...», admitia Agostinho Neto, presidente do MPLA, falando em Dar-Es-Salam, e citado pela agências ANI e AP.
A legislação ainda não tinha sido elaborada, muito menos aprovada e sequer regulamentada. A «falha» era do Governo de Transição e Agostinho Neto falou do projecto de lei que, para o efeito, o MPLA tinha apresentado, assegurando, por outro lado, que o seu movimento/partido «continuaria a fazer a sua campanha». E falou também dos (então) recentes incidentes em Angola, oferecendo-se para «uma reunião dos presidentes dos três movimentos» - o MPLA, a FNLA e a UNITA. 
«Em vez de nos alvejarmos uns aos outros, em vez de usarmos a violência, poderíamos discutir os nossos problemas» , disse Agostinho Neto.
Agora, a 20 de Abril de 2016, dois Cavaleiros do Norte do PELREC (o ex-furriel Viegas e o ex-1º. cabo Soares) reencontraram-se no Laranjeiro, em Almada - a terceira vez, depois do regresso de Angola.
A «viagem» foi feita com o prestabilíssimo João Nogueira, condutor da Companhia do Liberato, e a memória avivou-se, lembrando muitos nomes e personagens da nossa jornada africana do Uíge angolano. Por sorte (ou azar), não achámos o Ezequiel Silvestre (a trabalhar), o João Pinto (mudou de residência) e o Dionísio Baptista (na Suíça). Um dia os «acharemos», para rebobinarmos a vida e fazermos história do tempo em que fomos companheiros os Cavaleiros do Norte.

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