CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

domingo, 15 de julho de 2018

4 187 - FNLA quis armas do BCAV. 8423; a morte de Bernardo Oliveira!

Os tenentes João Mora e Acácio Luz com os alferes milicianos António Garcia
e Jaime Ribeiro, que hoje festeja 68 anos no Tramagal. Atrás, vêem-se o 1º. ca-
bo Serra Mendes e o edifício do comando do BCAV. 8423, na avenida do Quitexe 
O comandante Almeida e Brito e o capitão José Paulo
Falcão no encontro de 1995, do BCAV. 8423 e em Águeda

O dia 15 de Julho de 1975, por Luanda, foi tempo da mais confrontações entre as forças dos do MPLA e da FNLA, com consequências trágicas: 12 mortos e 60 feridos. Pelas bandas do Uíge e na zona de acção dos Cavaleiros do Norte, re-
gistou-se «um pedido de armas retidas no quartel», feito pela FNLA e pronta-
mente rejeitado pelo comandante Carlos Almeida e Brito.
As armas estavam em depósito do 
 O alferes João Machado e os capitães
José Paulo Falcão e José Diogo The-
mudo na varanda do BC12
BCAV. 8423, tinham sido dos Flechas de Carmona (a força militarizada da DGS, antiga PIDE) e dos GE´s, grupos entretanto desactivados, e, ao que por esse tempo se murmurava, eram pretendidas pelas forças locais do movimento de Holden Roberto não só para reforçar o seu arsenal como, principalmente (quiçá), para evitar que fossem entregues ao MPLA. Seria isso que mais receariam.
Tal quadro (o da eventual entrega de armas à FNLA) foi questionado por um grupo de furriéis milicianos - que tal analisaram com o comandante, o então te-
nente-coronel Almeida e Brito, que os recebeu no seu gabinete do BC12 (acompanhado pelos capitães José Diogo Themudo, 2º. comandante do BCAV. 8423, e José Paulo Falcão, oficial adjunto e de operações), alegando o risco de, sendo entregues ao IN, se virarem contra nós. Obviamente, foram descansados: tal não iria acontecer, garantiu Carlos Almeida e Brito, na conversa com os jovens e descontentes furriéis milicianos. E não aconteceu!
Os alferes milicianos Jaime Ribeiro, que hoje
faz 68 anos, Augusto Rodrigues e José Alberto
Almeida na messe de oficiais do Quitexe

Alferes Ribeiro, 68 
anos no Tramagal!

O alferes miliciano Jaime Ribeiro está hoje em festa, neste domingo de 15 de Julho de 2018: comemora 68 anos!
Jaime Rodrigues Picão Ribeiro era licenciado em engenharia mecânica e especialista em minas e armadilhas, comandando o Pelotão de Sapadores da CCS do BCAV. 8423.
«Um bom condutor de homens» é como o louvor do comandante Almeida e Brito define este oficial dos Cavaleiros do Norte, frisando que tal «o credita como merecedor da consideração dos seus superiores, a admiração dos seus iguais e estima dos seus inferiores» hierárquicos.
O louvor foi publicado na ordem de serviço 174 e frisa que «paralelamente às funções de comandante do Pelotão de Sapadores, foi sempre um precioso co-
laborador do seu comandante de Companhia, facto que foi notório na resolu-
ção dos diversos problemas surgidos com o elevado número de pessoal civil que pediu a protecção das NT durante os incidentes de Carmona».
O «espírito de justiça e disciplina» demonstrado pelo alferes miliciano Jaime Ribeiro aliou-se aos «excelentes dotes de carácter» sublinhados no mesmo louvor, precisando que tal «muito o honra e o dignifica como oficial do com-

plemento que é». Isto é: oficial miliciano.
Aposentado, trabalha ainda na área da formação profissional, vive no Tramagal, sua vila natal, e para lá vai o nosso abraço de parabéns!
Fazenda Santa Isabel

Soldado Bernardo, da 3ª. CCAV.,
 morreu há 44 anos!

O soldado Bernardo Oliveira, do recrutamento local e integrado na 3ª. CCAV. 423, faleceu a 15 de Julho de 1975, vítima de um acidente de viação.
Natural da angolana Caiango, no Alto Cauale, tinha 25 anos e foi incorporado pelo Regimento de Infantaria nº. 20, em Luanda. Pertencia ao Grupo de Mes-
clagem atribuído à companhia da Fazenda Santa Isabel, comandada pelo ca-
pitão miliciano José Paulo Fernandes, e foi o primeiro Cavaleiro do Norte a falecer, nenhum deles em combate. Ele de acidente (como o Jorge Grácio, o Spínola, também da 3ª. CCAV. 8423, em Julho de 1975), outros de doença, casos de Joaquim Henriques (da 1ª. CCAV., em Setembro de 1974).
Hoje os recordamos com saudade! RIP!!!

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