CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

segunda-feira, 20 de maio de 2019

4 427 - O estigma da guerra na juventude dos Cavaleiros do Norte!




Albino Dias em Angola, soldado sapador da CCS
do BCAV. 8423, aqui nos anos de 1974/1975
Notícia do Diário de Lisboa
sobre mortos em combate

A 20 de Maio de 1974, uma segun-
da-feira como a de hoje mas há 45 anos e a uma se-
mana do anun-
ciado embarque da CCS do BCAV. 8423 para Luanda e para a jornada africana do norte de Angola, um comunicado do Serviço de Informação Pública das Forças Arma-
das (SIPFA) dava conta, oficialmente, de mais «mortos em combate» e em Angola: um 1º. cabo e dois soldados.
José Augusto de Castro Alexandre era o 1º. cabo, natural da Sé Nova, em Coimbra, deixando viúva Maria da Anunciação Dâmaso. O soldado José Fernando Ferreira da Rocha era do Sobrado, em Valongo,e viúva deixou Amélia da Silva Sousa. Também soldado, era Bento Ribeiro, de Guimarães.
O comunicado do SIPFA dava conta, também, da morte do soldado José Ama-
ral de Sousa Alves, açoriano da Ribeira Seca e em Moçambique; e, ma Guiné, do furriel miliciano José Fernando Felisberto Pereira, de Lisboa.
Todos eles da incorporação de 1971 e na flor da idade: aos 24 anos!
O destino próximo dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 era Angola e para posições de guerra e estas notícias não deixavam de os preocupar. Mas era uma guerra que todos sabíamos ir «viver» deste criança, crescendo com esse estigma. Estava a chegar a hora da verdade!

A notícia, há 45 anos, da partida
de Américo Tomaz e Marcelo
 Caetano para o Brasil
Américo Tomás e Marcelo Caetano
partiram para o Brasil

O dia de há 45 anos foi também, historicamente, o da partida dos Presidentes Américo Tomaz (da República) e Marcelo Caetano (do Conselho)  para o exílio do Brasil.
Saíram do Funchal a bordo do navio «Pirata Azul», do armador José Maria Branco e com destino à ilha do Porto Santo, onde chegaram às 10,30 horas e de onde partiram em voo directo para o Rio de Janeiro. Os seus familiares continuaram no Funchal, assim como César Moreira Baptista, que era o Secretário de Estado da Informação e do Turismo do Governo de Caetano.
Albino Dias
em 2018

Sapador Albino Dias
no encontro de Penafiel

O soldado sapador Albino Dias vai participar no encontro da CCS pela primeira vez. É o reencontro com um companheiro a quem a doença antecipou o regresso a Portugal.

O livro «História da Unidade» não faz qualquer referência ao Dias, mas contou-nos ele o que se passou: «Sofria de ataques epilécti-
cos e aos 6 meses de Angola fui evacuado para Luanda, onde fui dado como incapaz»O capitão médico Manuel Leal chegou a dizer-lhe, ainda no Quitexe, que «enquanto eu aqui andar, tu também andarás», mas a verdade é que o Hospital Militar de Luanda acabou por decidir o seu destino e voltou a Portugal no dia 26 de Fevereiro de 1975.
Albino Marques Dias, de seu nome completo regressou a Portugal e a Oliveira de Azeméis e por lá tem feito a sua vida, ultimamente como colaborador da Junta de Freguesia de Loureiro, em Oliveira de Azeméis. A 1 de Junho deste ano da graça de 2019 o reencontraremos, para um abraço tão grande como o que se mede desde 1975. Inté!

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