CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

terça-feira, 18 de agosto de 2020

5 154 - FNLA e o ELNA na Barra do Dande, às portas de Luanda !

Furriéis milicianos da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala: Eusébio Martins (falecido a 16/04/2014, em Belmonte),
Plácido Queirós e Victor Costa (de pé), Américo Rodrigues (f. a 30/08/2018, em VN Famalicão), José
Louro, Jorge Barata e Manuel Dias (f. a  20/10/2011, em Lisboa)

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423 da 2ª. CCAV. 8423,
 a de Aldeia Viçosa: Soares, Abrantes, Mendes e Teodósio,
mais o condutor Martins. Operação da transporte de água

Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, a 18 de Agosto de 1975, continuavam aquartelados no já extinto Batalhão de Intendência de Angola (BIA), no Campo Militar do Grafanil.
A cidade de Luanda digeria a manifestação da União Nacional dos Trabalhadores de Angola (UNTA), na véspera e em frente ao Palácio do Governo, apoiando as medidas de nacionalização da banca, anunciadas por Rui  Monteiro - o ministro do Planeamento e Finanças.
Ostentavam cartazes: «Nada contra o povo, tudo pelo povo?, ou «Produção é uma forma de luta», ou «Produzir é resistir». 
O ministro garantiu-lhes que «havemos de libertar todas as zonas ocupadas pelo inimigo do povo» e mandou recado às Forças Armadas Portuguesas: «É bom que nós digamos aqui, aos soldados portugueses, que a nossa luta é igual à deles, em Portugal. Se eles são filhos do povo, têm de estar ao lado de todas as revoluções e de todas as lutas dos povos progressistas».
Holden Roberto, presidente da FNLA, em 1975, a 32 
quilómetros de Luanda, na Barra do Dande (net)

FNLA na Barra do Dande,
às portas de Luanda !

O território angolano, por esse tempo de há 45 anos, continuava a ser terra de sangue.
A FNLA, citamos do DL, «retomou a sua posição anterior, limitada pelo rio Dande», depois de «mais uma tentativa gorada de entrada das suas forças, através do Caxito e da Barra do Dande», em Luanda. 
O seu exército, o ELNA, reconquistara Lucala, onde «travaram-se violentos combates, que ainda não terminaram, porque a FNLA mostra intenções de avançar em direcção a Salazar, que há mais de um mês ficou na posse do seu rival», relatava o DL. E tentava retomar o Lobito.
Registavam-se problemas com colunas de deslocados, no Luso (de onde as forças portuguesas começaram a retirar), Quando-Cubango, Nova Lisboa e Cela. Eu, em Luanda, procurava familiares de Nova Lisboa e Gabela, que suponha estarem no aeroporto. Nunca os encontrei, seguiram outros caminhos, para chegar a Portugal.
António Clara Pereira, Francisco António
e António Simões no RC4 e em 2017

Pereira, mecânico
e homem dos petróleos!

António Clara Pereira foi mecânico da CCS e regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, à Carregueira, em Mação. 
A profissão levou-os a correr os mundos dos poços de petróleo dos mares arábicos e, por isso mesmo, apenas em 2017 apareceu no encontro dos Cavaleiros do Norte. O do RC4. Nele, entusiasmadíssimo, «matou» as saudades e fez memória de muitos dos bons momentos da nossa jornada africana do Uíge angolano, partilhando-os com os seus companheiros de 1974/1975.
Foi o seu primeiro e último encontro: a morte surpreendeu-o a 21 de Fevereiro de 2018, menos de um ano depois, e vítima de um tumor no fígado. Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!

Delgado de Zalala, 67
anos na Nazaré !

O atirador Carlos Manuel Delgado Correia, atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, festeja 68 anos a 18 de Agosto de 2020.
Regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, depois de também passar pelo Quitexe, Songo e de Carmona. Fixou-se na Vivenda Vinagre, em S. Salvador, em Santarém, onde já antes residia.
Mora agora na Nazaré, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

5 153 - A reconquista de Lucala pelo ELNA da FNLA de Holden Roberto

m
Cavaleiros do Norte da CCS: 1º. cabo Almeida, Messejana, Neves, 1º. cabo Soares, Florêncio, 
1º. cabo  Silvestre, Marcos, Pinto, Caixarias e 1º. cabo Florindo (enfermeiro), em cima. Em
 baixo. 1º. cabo Vicente, furriel Viegas, Francisco Leal, 1º. cabo Oliveira (transmissões), 1º. 
cabo Hipólito, Madaleno e furriel Neto. O PELREC, pronto a sair para mais uma operação

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel:
Eusébio, furriel Carvalho, Simões e Caroço

A FNLA e o seu ELNA, reconquistaram Lucala a 17 de Agosto de 1975. Mas não fez o mesmo ao Caxito, a principal «parede» de entrada na capital, a cidade de Luanda. 
Era em Luanda, no Campo Militar do Grafanil, que os Cavaleiros do Norte continuavam a cortar dias no calendário, expectando o seu regresso a Portugal e aos seus chãos natais. 
Cavaleiros do Norte de Zalala: Tarciso, furriel Nascimento
e alferes Lains dos Santos, por terras do norte angolano 
O BCAV. 8423, já se sabia por estes dias de há 45 anos, partiria de Luanda no navio «Niassa», para Lisboa, a 8 de Setembro. O que, felizmente, não se viria a concretizar: viajámos de avião, em quatro levadas aéreas, de 8 a 11 desse mês.Era Luanda, o grande objectivo da FNLA e, segundo o Diário de Lisboa, de 18 de Agosto, a reconquista de Lucala tinha sido resultado de «um outro golpe de força poderá envolver 10 000 homens do ELNA».
Lucala, recordemos, era localidade importante do eixo Luanda-Luso, entre Salazar e Malanje. Por lá passaram os Cavaleiros do Norte, pelas 14 horas de 5 de Agosto - depois de um «héli» do reconhecimento aéreo ter sido alvejado. E ali foi abandonada uma viatura, avariada.
«Travaram-se violentos combates, que ainda não terminaram, pois a FNLA manifestou o objectivo de avançar para Salazar», relatava o Diário de Lisboa de 18 de Agosto de 1975. Salazar, a actual N´Dalatando, estava na posse do MPLA há algumas semanas.
Três Cavaleiros do Norte em 2015: furriel Viegas,
Cabrita e furriel Cruz, que amanhã festeja 69
 anos naPó voa de Santo Adrião

Cruz, furriel do Quitexe, 69
anos na Póvoa de Santo Adrião!

O furriel miliciano Cruz, rádio-montador de especialidade militar, festeja 69 anos a 18 de Agosto de 2020. 
António José Dias Cruz, de seu nome completo e Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423, é natural de Cardigos, município de Mação, na Beira Baixa, mas desde cedo se radicou em Lisboa - onde fez carreira profissional como colaborador da área eléctrica e manutenção de equipamentos na Câmara Municipal, onde casou e viveu - agora na Póvoa de Santo Adrião, município de Odivelas, na Grande Lisboa.
Aposentado, dedica-se à gestão do seu património de Cardigos e, lá por casa da Póvoa  e mai-la sua «mais que tudo» Manuela, ao cuido dos netos. Para ele vai o nosso abraço de parabéns!

domingo, 16 de agosto de 2020

5 152 - Aviões de combate da FNLA no Negage para atacar Luanda

Cavaleiros do Norte. Um grupo de furriéis milicianos da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel: José 
 Querido, Victor Guedes (falecido a 16 de Abril de 1998, de doença), António Fernandes, Agostinho 
Belo (de óculos) e Ângelo Rabiço

Diário de Lisboa de 16 de Agosto de 1975,
A primeira página, com a notícia do (iminente)
ataque aéreo da FNLA a Luanbda

A cidade de Luanda, pelo sábado de 16 de Agosto de 1975, há 45 anos, fervilhava de boatos. Nada prometedores, a neles crer: a FNLA iria atacar a capital, envolvendo meios aéreos.
Seria assim, não seria (ver abaixo), importava estarmos atento e activos, para evitar banhos de sangue, na fratricida guerra civil que enlutava Angola  
O dia, um sábado e por mim e pelo Neto, foi, porém, passado na ilha, com jantar marcado com o conterrâneo Albano Resende. 
O BCAV. 8423 continuava como «unidade de reserva» do Quartel General (QG) da Região Militar de Angola (RMA), mas isso não impediu que programássemos (e fomos) ao bacalhau do Vilela, no bairro da Cuca, mas antes passámos pelo restaurante onde trabalhava outro conterrâneo, o Neca Reis (Taipeiro) - que estava extremamente preocupado, ele que já tinha«fugido» de Úcua, quando por lá as «coisas» se precipitaram. Com a mulher e a filha.
A base aérea do Negage

Aviões da FNLA no Negage
para atacar Luanda

As «notícias» davam conta que a FNLA preparava o ataque a partir do norte e que, na base aérea do Negage, já estariam vários aviões de combate - os caça-bombardeiros Mirage. E alguns Skymaster, que transportariam material de guerra. 
Tudo para, segundo a imprensa do tempo, apoiar as suas forças terrestres que, há semanas, se encontravam no Caxito, a poucos quilómetros de Luanda.
A base, recordemos, tinha sido abandonada a 4 de Agosto, o dia em que todas as guarnições militares portuguesas abandonaram o Uíge, na coluna dos Cavaleiros do Norte.
Luanda era, todavia e mesmo assim, uma cidade estranhamente calma, calmíssima - num tempo de fim de semana em que a população, no geral, era também estranhamente indiferente aos incidentes com armas de guerra que se repetiam. O mesmo acontecia no restante território. 
«Os confrontos armados que ainda decorrem caracterizam-se por uma possível vitória do MPLA na cidade do Lobito, depois de já ter assegurado o controlo de Benguela», noticiava o Diário de Lisboa desse dia de há 45 anos.
Carmona, a agora cidade do Uíge, antiga avenida
 Capitão Pereira, agora avenida Agostinho Neto.
À direita, a velha pensão Moreno. Quem não se
 se lembra dela? Ao fundo, a praça onde ficava
a ZMN, os Correios e o Tribunal

FAPLA´s destroçaram
o exército da FNLA

Um comunicado do MPLA, de 14 de Agosto, referia que «ao ataque traiçoeiro da UNITA/UPA/FNLA, perpetrado na madrugada de ontem, tentando destruir o MPLA e as FAPLA, estas responderam com violência revolucionária, derrotando os inimigos do povo». «A partir de hoje, a gloriosa bandeira do MPLA flutua no quartel general da UNITA. O ELNA/UPA/FNLA foi destroçado e a respectiva delegação ocupada pela braço armado do povo angolano - as FAPLA», sublinhava o documento.
A proclamada vitória não era, porém,  confirmada pelas autoridades portuguesas.
Da «nossa» Carmona, a 30 e poucos quilómetros da base do Negage, nada se sabia, para além de relatos avulsos. Sabia-se, porém, que a FNLA impedia a remessa, para Luanda. de fundos das agências bancárias - o que levou (como ontem vimos) o ministro Saidy Mingas a «nacionalizar» a banca.
Um ano antes, o comandante Almeida e Brito, visitou a Fazenda Guerra, nos arredores do Quitexe.

Fernando Martins Simões
1º. cabo de Santa Isabel
Fernando M. Simões

Simões de Santa Isabel
faleceu há 22 anos !

O 1º. cabo Simões, da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, faleceu há 22 anos.
Fernando Martins Simões era apontador de metralhadoras e regressou a Portugal a 11 de Setembro de 1975, louvado pela
«entrega ao trabalho que lhe era solicitado, numa perfeita honestidade nas missões que lhe foram confiadas», como se pode ler na OS 165. 
O louvor sublinha que «foi militar fundamental em todas as acepções da palavra», para além de ser «voluntário para qualquer tipo de tarefa, dando assim provas repetidas da aberta confiança que nele se deposita».«Altamente disciplinado e camarada como poucos, auxiliando sempre quem  precisava do seu amparo (...), o seu exemplo e carácter são dignos do merecicido louvor», proposto pelo capitão Paulo Fernandes, comandante da 3ª. CCAV. 
Natural de Lourinhal, em Penacova,lá casou com Maria Esmeralda Gomes da Cruz. O casal teve a filha Zaida e graves problemas de esquizofrenia, levaram a que, a 17 de Agosto de 1998, aos 46 anos, pusesse termo à vida, por enforcamento.
Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!

sábado, 15 de agosto de 2020

5 151 - O da 15 de Agosto e o nascimento de vários Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423!

O condutor José Luís Nogueira, da CCAÇ. 209/RI 21, a da fazenda do Liberato, que hoje festeja
69 anos em Almada, com o furriel Viegas e no Quitexe, a 24 de Setembro de 2019
Grupo de furriéis milicianos da 1ª. CCAV. 8423. Atrás, Américo
Rodrigues (já falecido), Mota Viana, Eusébio Martins (já fale-
cido) e Manuel Pinto - que hoje festeja 68 anos, em Paredes.
Em baixo, Jorge Barreto, Plácido Queirós e João Dias 
Manuel Pinto
a 08/08/2020

O dia 15 de Agosto é dia natal de vários Cavaleiros do Norte. Pelo menos, os dos furriéis milicianos Manuel Pinto e Eusébio Martins (entretanto falecido), 1º. cabo João Pinto e Adelino Couto - todos nascidos em 1952. Também do condutor Nogueira da Costa, do Liberato, mas nascido em 1951.
1 - PINTO. Manuel Moreira Pinto foi furriel da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, e especialista de Operações Especiais, os Rangers, do mesmo curso, no CIOE/Lamego, de outros Cavaleiros do Norte, todos milicianos: os alferes António Garcia (CCS), Mário Sousa (1ª. CCAV.), João Machado (2ª. CCAV.) e Augusto Rodrigues (3ª. CCAV.). E dos furriéis Monteiro, Viegas e Neto (da CCS) e Carlos Letras (2ª. CCAV.).
Integrou o Grupo de Combate comandado pelo alferes Pedro Rosa, com os furriéis João Aldeagas e Victor Velez, e regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, a Penafiel, onde residia, e é agora empresário do ramo 
Eusébio Martins
em 1974/1975
automóvel em Paredes.
2 - EUSÉBIO. Eusébio Manuel Martins foi atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423, especializado na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e integrou o Grupo de Combate do pelo alferes João Carlos Sampaio e com os furriéis Mota Viana (substituído por João Rito) e Plácido Queirós. Regressou a Portugal no dia 9 de Setembro, à sua natal terra de Caria, freguesia do concelho de Belmonte. Fez carreira profissional como funcionário público e, já aposentado, foi vítima de grave doença, que começou por obrigar
João Pinto
em 1975/1975
a amputação de uma perna e se desenvolveu até que faleceu a 16
de Abril de 2004. Há 6 anos !RIP!!!
3 - PINTO. João Augusto Rei Pinto, 1º. cabo atirador de Cavalaria do PELREC da CCS, comandado pelo alferes miliciano António Garcia, no Quitexe. Em Setembro de 1974 e por motivos disciplinares e despromovido a soldado, foi transferido para a 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala.  Regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975 e fixou-se no Alto do Moinho, freguesia de Amora, no concelho do Seixal, no outro lado do Tejo.
Adelino Couto
em 2018
Mora agora no Alto do Moinho, em Corroios.
4 - COUTO. Adelino Augusto Ferreira do Couto, soldado apontador de morteiros médios da 2ª. CCAV. 8423, a dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa, comandada pelo capitão miliciano José Manuel Cruz. Regressou a Portugal, no final da sua comissão militar em Angola (que também passou pela cidade de Carmona) no dia 10 de Setembro e à sua residência de Lousada, freguesia do concelho de Vila Nova de Famalicão. Ainda lá mora, agora no Alto dos Seixos.

O furriel Viegas e o condutor Nogueira, do
Liberato, em Luanda, Outubro de 2019
Nogueira da Costa, do Liberato,
69 anos em Almada e Tomar

5 - NOGUEIRA. José Luís Nogueira da Costa, soldado condutor da CCAÇ. 209/RI 21, a da Fazenda do Liberato. 
Natural de Tomar, foi ainda criança para Angola, onde já estava seu pai, e residia no Lobito aquando do seu serviço militar, mobilizado pelo Regimento de Infantaria 21, de Nova Lisboa, actual Huambo), e que cumpriu no Uíge, naquela subunidade do BCAV. 8423. 
Regressou a Portugal, já civil e por altura da descolonização, fazendo vida profissional como condutor da Carris. Já aposentado, divide-se entre Tomar e a zona da Almada, onde tem residência e onde, no Hospital Garcia de Horta, agora foi operado à vesícula. Correu tudo bem e já está está em casa. Foi nosso companheiro na viagem e Angola, em Setembro de Outubro de 2019.
Parabéns para todos!!!

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

5 150 - Cavaleiros sem notícias do Uíge! Carência de alimentos em Luanda!

A entrada do Grafanil, em imagem de 23 de Setembro de 2019. Foi ali, no aquartelamento do Batalhão de
Intendência de Angola, o BIA, onde, há precisamente 45 anos estavam (mal) aquartelados os Cavaleiros 
do Norte do BCAV 8423

O 1º. cabo José Almeida, José Rebelo
e, à frente, Joaquim Duarte cozinhei-
ros da CCS por terras do Uíge

Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 continuavam, há 45 anos, sem ter notícias de Carmona e das terras do Uíge por onde tinham jornadeado até 4 de Agosto desse ano de 1975: Quitexe, Aldeia Viçosa, Vista Alegre e Ponte do Dange e Fazendas Zalala, Santa Isabel, Luísa Maria e Liberato.
O Uíge era a «terra da FNLA» e de lá, na verdade, não chegavam quaisquer comunicações! Era um mundo fechado.
Notícias de combates, de dimensões diferentes, sabiam-se do Lobito, de Nova Lisboa e de Cabinda, pelo menos. Notícia do dia foi também a de o MPLA ter sido convidado a abandonar Luanda, cidade que «controlava», para «ali criar uma zona de paz, para melhor receber os refugiados em melhores condições». 
O movimento de Agostinho Neto opôs-se à saída, alegando que os movimentos rivais, a FNLA e a UNITA, «continuam a dominar várias cidades do país, sem que tenha sido exigida a sua retirada». Era o caso da FNLA, no Uíge!
A Estalagem Leão (net)

Luanda com grandes
incertezas a pairar !

A cidade de Luanda acordou, nesse dia 14 de Agosto de 1975, relativamente calma, embora «continuem a pairar grandes incertezas, devido à carência de alimentos», o que, noticiava o Diário de Lisboa desse dia, «provoca intermináveis bichas à porta dos restaurantes».
Os Cavaleiros do Norte saíam do Grafanil e muitas vezes se «socorreram» dos restaurantes da Shell (que tinha bombas e funcionava 24 horas por dia) e da Estalagem Leão - que nos nossos últimos dias de Angola tinha coelho como prato de todos os dias e de todas refeições. Ambos na Estrada de Catete, em direcção a Luanda.
Ao mesmo tempo, «colunas e automóveis forma(va)m-se à entrada das estações de abastecimento, aguardando os condutores a oportunidade de obterem os 10 litros de gasolina a que tem direito». Frente aos bancos, registavam-se também «grandes aglomerações de pessoas», tentando levantar dinheiro, o que, registava o Diário de Lisboa desse dia, era «operação cada vez mais difícil», devido aos condicionamentos criados pelo Ministro das Finanças, o angolano Sady Mingas, do MPLA, que assim queria «evitar a fuga constante de capital». 
Adelaide Almeida,
 a Lai-Lai de Luí-
sa Maria

Lai-Lai de Luísa Maria
faz anos em Condeixa !

A Lai-Lai da fazenda Luísa Maria, nos arredores do Quitexe, está hoje em festa: faz anos em Condeixa.
Adelaide Fernandes Almeida era filha de Eduardo Silva, que foi gerente da fazenda e contemporâneo dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423. Agora,  dá-se pelo nome de Adelaide Almeida e mora em Condeixa, para onde vai o nosso abraço de parabéns! São 60 e alguns que comemora, mas, como anda a boa etiqueta, de uma senhora não se diz a idade. Parabéns!

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

5 149 - Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa não realizam encontro de 2020!

Os Cavaleiros do Norte da 2ª. C CAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, no encontro de 2019, na Póvoa de Varzim.
O encontro de 2020 foi adiado para 2021, devido à COVID-19
João Rito e o
alferes Capela
Maria dos Anjos e o saudoso João Rito

Os Cavaleiros do Norte da 2ª. CCCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, não vão realizar o encontro de 2020 - o que, resto aconteceu já com as outras três companhias. 
«É adiado, devido às regras impostas pela Direcção Geral de Saúde e pelo governo, relativamente aos ajuntamentos em massa e à instabilidade do COVID-19», disse José Maria Beato, o 1º. cabo que é secretário permanente da organização.
O encontro iria decorrer a 26 de Setembro, em Castelo Branco e com organização de Maria dos Anjos Jerónimo, viúva de João  Jerónimo Rito, que foi soldado atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8423 e faleceu a 1 de Março de 2016, vítima de doença. 
Maria dos Anjos Jerónimo é Amazona do Norte habitual frequentadora dos encontros dos «aldeias viçosas» - antes e depois da viuvez - e assumiu a organização em memória do seu saudoso marido e nosso companheiro da jornada africana do Uíge angolano, compromisso que passará para 2021.
«Salvaguardar a saúde de todos nós e dos nossos acompanhantes e a razão do adiamento para o mesmo mês, no mesmo local e no próximo ano de 2021», disse José Maria Beato.
O alferes Fernando Ramos foi
Cavaleiro do Norte e elemento
das Forças Militares Mistas

Alferes Ramos, 70 anos

em Vila Nova de Foz Coa !

O alferes miliciano Fernando António Moreira Ramos, da 2ª. CCAV. 8423, festeja 70 anos da 14 de Agosto de 2020.
Oficial miliciano de infantaria, apenas em Maio de 1975 se juntou aos Cavaleiros do Norte, já em Carmona, onde fez o espólio da guarnição. Ido de férias para Luanda, lá ficou e integrou as Forças Militares Mistas. Regressou a Portugal no dia 22 de Outubro e concluiu a sua vida militar como oficial de justiça em Sete Rios (Lisboa) - função que, de resto, também já tinha assumido em Angola.
Concluiu depois a licenciatura em Direito, depois da sua formação académica inicial em seminário, e, profissionalmente, exerce a advogacia em Vila Nova de Foz Coa, de onde é natural, de Horta do Douro, onde reside e é cidadão ligado ao movimento associativo, nomeadamente aos Bombeiros Voluntários. É  amanhã que comemora a bonita idade dos 70 anos. Parabéns!
Ângelo Rabiço

Rabiço, furriel de Santa Isabel,
69 anos em Guimarães !

O furriel miliciano Ângelo Tuna Rabiço, da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, festeja 70 anos a 13 de Agosto de 2020.

Professor do ensino primário de profissão, era enfermeiro de formação militar e regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana do Uíge - que também passou pela vila do Quitexe e pela cidade de Carmona.
Aposentado, reside na cidade de Guimarães, para onde, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns pela bonita e excelente idade que comemora.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

5 148 - Cavaleiros no Grafanil, 29 mortos e 233 feridos em Luanda!


O Diário de Notícias de 12 de Agosto de 1975 noticiou a barafunda do aeroporto de 
Lisboa, provocada pelo êxodo dos portugueses que estavam em Angola
Os furriéis Neto e Viegas com os conterrâneos
Gilberto e Sucena, civis, nos últimos dias de
Angola, em Agosto de 1975, há 45 anos!

Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, há precisamente 45 anos, dia 12 de Agosto de 1975, continuavam aquartelados no Grafanil e como «unidade de reserva» do Comando Operacional de Luanda (COPLAD), à espara do voo de regresso a Lisboa.
A imprensa angolana desse dia anunciava que, só em Luanda e nessa semana, houve «pelo menos 29 mortos e 233 feridos, entre brancos e negros». 
O Diário de Notícias, matutino de Lisboa (e de que, ao lado, parcialmente reproduzimos a página 5), noticiava incidentes em vários locais luandinos.
Um grupo de negros, por exemplo e no Bairro do Golfe,  impediu a Cruz Verme-
lha de remover o cadáver de um negro, morto por uma patrulha militar. No Mota, foi incendiada uma residência e apedrejadas viaturas. Civis negros assaltaram e roubaram civis brancos e um soldado, na Estrada da Brigada. 
Os Bairros Rangel e Marçal escaparam aos incidentes mas as forças militares andaram a remover barricadas. Um civil branco armado foi detido, no bairro da Lixeira, depois de fazer vários disparos. Também aqui, um civil negro de um grupo de assaltantes fugiu à perseguição de uma patrulha (abandonando uma pistola) e continuou a remoção de barricadas.
Uma patrulha da PSP foi apedrejada, disparou e deteve 4 elementos de um grupo, entre a Maianga e o Bairro de Alvalade. Um dos detidos era portador de uma bomba.
«Regresso de colonos de Angola e de Moçam-
bique». O acontecimento foi notícia do Diá-
rio de Notícias de 12/08/1975. Há 45 anos!

Êxodo dos portugueses
a fugir da... guerra!!!! 


O aeroporto de  Lisboa registou movimento inusitado, com a chegada de «numerosos portugueses radicados em Angola». E  chegou o navio Infante D. Henrique com«cerca de um milhar de colonos de Moçambique».
O Diário de Lisboa desse 12 de Agosto de 1975 noticiava que «reina a calma na cidade de Luanda, de onde os últimos efectivos da FNLA estavam acantonados no Forte de S. Pedro da Barra, foram já retirados»O forte «foi imediatamente ocupado pela tropa portuguesa»
O MPLA, ainda segundo o DL,«mantém as suas posições na capital», enquanto a UNITA «também já retirou da cidade», ficando apenas um funcionário - que iria para Nova Lisboa.
A este dia 12 de Agosto de há 41 anos previa-se «a evacuação das restantes forças da FNLA». Por via marítima, tinham sido retirados os 500 combatentes do seu  ELNA que participaram nos recontros do Bairro de Saneamento.  
A cidade continuava sem reabastecimentos alimentares (embora sem «atingir o nível de alarme») e faltava café, gasolina e tabaco. Isto, enquanto no sul «a água se torna rara, a carne é difícil de encontrar e o pão inexistente».
Nova Lisboa «assistia» à saída do MPLA, depois do acordo entre os três movi-
mentos, patrocinado pela tropa portuguesa e «depois das violentas confrontações» entre a FNLA e a  UNITA, «havendo grande número de desaparecidos (...) saques e destruição de habitações», que o DL atribuía aos dois movimentos.
A situação era tanto mais grave quanto à cidade afluíam «dezenas de milhares de refugiados diariamente provenientes de outras zonas, aguardando o avião que os repatriará para a metrópole». Até em Sá da Bandeira,«cidade até aqui liberta de quaisquer incidentes armados, se regista um crescente aumento de tensão»Assim a Angola que ia ser independente a 11 de Novembro de 1975.
Maria Amélia F. Silva

A morte de Maria Amélia,
mãe da Carla do Quitexe !

A mãe de Carla Gaspar, nossa contemporânea do saudoso Quitexe e de Carmona, foi hoje a enterrar no cemitério de Santo André, em Sines.
Maria Amélia Cardoso da Silva tinha 82 anos e era viúva de Carlos Gaspar, fazendeiro muito popular do Uíge e com casa no Quitexe. Membro da família de Ricardo Matos Gaspar (RIMAGA), da Fazenda de  Zalala, foi companheiro de bons momentos da nossa jornada africana do Norte de Angola. 
Os Cavaleiros do Norte, à distância que não encurta saudade e solidariedade, daqui manda carinhoso abraço a Carla Gaspar, neste momento doloroso de perda física da senhora Sua Mãe. RIP!!!

terça-feira, 11 de agosto de 2020

5 147 - Comissão de Descolonização em Lisboa e espectro de fome em Luanda!

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa: alferes milicianos João Machado e Domingos
 Carvalho de Sousa (que hoje faz 65 anos), 1º. sargento Fernando Mendes Pereira Norte (já falecido) e

 furriel miliciano Jesuíno Fernandes Pinto (falecido a 3 de Maio de 2017, de doença e em Vila Verde) 
Furriéis milicianos João Aldeagas,
António Cruz, Graciano Silva e Nelson
Rocha. À frente, José Pires. Frente
à Casa dos Furriéis, no Quitexe


A segunda-feira de 11 de Agosto de 1975, há 45 anos, foi tempo, em Lisboa, de uma reunião da Comissão Nacional de Descolonização para apreciar a situação em Angola.
A altura não era a mais pacífica, já que o MPLA sugeria, ou ameaçava, ir declarar unilateralmente a independência do território.
As violentas confrontação de dois dias antes (9 de Agosto, sábado) levaram a que fossem evacuados os militares e ministros da FNLA, numa operação realizada por «tropas portuguesas»
Vasco Vieira de Almeida, ministro da Economia - em representação de Portugal - comentou «não saber» se a evacuação dos ministros «significaria a queda do Governo de Transição».
«Há semanas que não vejo alguns dos meus colegas de Gabinete», disse Vasco Vieira de Almeida, acrescentando que «o meu próprio Ministério, onde tenho Secretários de Estado dos três movimentos, não está a funcionar».
Notícia do Diário de
Lisboa de 11/08/1974

Angola sem Governo e 
espectro da fome em Luanda


A imprensa de 11 de Agosto de 1975 dava conta que «paira sobre Luanda o espectro da fome».
«Começam a rarear os combustíveis e a comida e não tem chegado reabastecimentos», noticiava o Diário de Lisboa.
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, ao tempo aquartelados no extinto Batalhão de Intendência de Angola (BIA), no Campo Militar do Grafanil, bem sentiram esse problema - nomeadamente as classes de sargentos e oficiais. Sem direito a comer na cantina geral, procuravam alimentação nos restaurantes de Luanda e arredores - muitas vezes sem a encontrar. Ou encontrá-la em quantidades muito escassas. E cara. Não foram os melhores dias de Angola, as vésperas do regresso a Portugal.
Alferes Domingos
Carvalho de Sousa

Alferes Carvalho, 65 anos
em Marrazes de Leiria !

O alferes miliciano Domingos Carvalho de Sousa, da 2ª. CCAV. 8423, festeja 68 anos a 12 de Agosto de 2020.
Atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa, regressou a Portugal a 10 de Setembro de 1975 e ao lugar de Marinheiros, da freguesia de Marrazes, em Leiria, de onde é natural e onde residia. Ainda hoje lá vive - agora na Travessa do Outeiro do Pomar e já aposentado, depois de, entre outras actividades, ter, profissionalmente, sido técnico comercial. 
Grande abraço para ele, neste dia 12 de Agosto de 2020, em que galga mais um bonito passo da sua vida de sénior. Parabéns! 
A Irmã Maria Augusta
Capela com Ricardo, o
filho do alferes Cruz

Irmã Maria Augusta faria

84 anos. Faleceu em 2006!

A Irmã Maria Augusta Martins Capela, da Missão do Quitexe,  faria 87 anos a 11 de Agosto de 2020. Faleceu a 21 de Junho de 2006, de doença e em Lisboa.
A Irmã Maria Augusta pertencia à Congregação da Obra da Imaculada Conceição e Santo António e missionou no Quitexe, no tempo dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 e com seu irmão de sangue, o padre Albino Capela - da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. A missionária continuoiu em Angola depois da independência e até pouco tempo antes da sua morte. Hoje a recordamos com saudade RIP!!!"

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

5 146 - MPLA ameaça com independência unilateral! Dois furriéis, dois destinos!


Cavaleiros do Norte na aldeia do Cazenza, à saída do Quitexe, para Camabatela: capitão António 
Oliveira, alferes António Cruz, Jaime Ribeiro e António Garcia, furriel Viegas e alferes Simões.
Ao fundo, vê-se a Igreja do Quitexe. Em baixo, os furriéis Costa (morteiros) e Farinhas (sapador), que
 amanhã faria 68 anos, em Amarante, mas faleceu a 14/07/2005



A situação política e militar agravava-se em Angola, pelo dia 10 de Agosto de 1975,  e Agostinho Neto admitia declarar unilateralmente a independência.
«Nunca se sabe, é uma hipótese», declarou o presidente do MPLA, acrescentando que «tudo depende do comportamento das forças em presença» e, por outro lado, «ser muito cedo para se falar em paz em Angola», embora se declarasse «optimista quanto à solução militar».
«Sempre fomos optimistas, mesmo quando nos julgavam desfeitos», sublinhou Agostinho Neto, acrescentando ainda que «há alguns recontros em Angola, mas, para o MPLA, tudo está a correr bem».
Os Cavaleiros do Norte, enquanto isso e aquartelados no BIA, ao Grafanil, continuavam expectantes relativamente à situação -  na qual poderiam intervir a qualquer momento, pois estavam como unidade de reserva - mas também, naturalmente, quanto à data do regresso a Portugal.
Furriel Pinto, alferes Rosa e furriel Aldeagas,
que amanhã festeja 68 anos em Estremoz!
Farinhas e Aldeagas: dois 
furriéis e dois destinos !

O dia 11 de Agosto está, por razões diferentes, ligado a dois furriéis milicianos dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423: o Farinhas, da CCS, e o Aldeagas, da 1ª. CCAV. 8423.
Joaquim Augusto Loio Farinhas foi furriel miliciano sapador da CCS, no Quitexe, e militar muito reservado mas excelente companheiro do dia-a-dia.
Tinha ideias políticas e sociais muito bem vincadas (que algumas vezes o prejudicaram) e, por razões de natureza disciplinar, deixou a CCS em Março de 1965, já em Carmona. Dele apenas em 1995 tivemos notícias, aquando o primeiro encontro do BCAV. 8423, em Águeda, por ele mesmo ficando a saber que tinha estado emigrado nos Estados Unidos e que era guarda-florestal em Amarante, de onde era natural e onde residia.
Faria 68 anos a 11 de Agosto de 2020, mas, infelizmente, faleceu a 14 de Julho de 2005, vítima de doença. Hoje o recordamos com saudade. RIP!
João Matias Mota Aldeagas foi furriel miliciano atirador de Cavalaria e agora (e desde que regressou de Angola) empresário do sector agro-pecuário em Estremoz. 
Integrou  3º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes miliciano Pedro Rosa, com os furriéis milicianos Manuel Pinto e Victor  Velez e foi um grande companheiro da jornada africana do Uíge angolano-
Abraço de parabéns para Estremoz e para ele!
Ângelo S. Teixeira,
TRMS da 3ª. CCAV.

Teixeira de Santa Isabel,
68 anos em VF de Xira !

O soldado Teixeira, especialista de transmissões da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, festeja 68 anos a 11 de Agosto de 2020.
Ângelo Simões Teixeira, de seu nome completo e natural de Amoreira Cimeira, da freguesia de Portela do Fogo, em Pampilhosa da Serra, lá voltou a 11 de Setembro de 1975 - no final da sua comissão militar por terras do Uíge angolano. Mudou-se, depois para a Grande Lisboa e é empresário do sector do calçado, gestor do Grupo Sitex, com armazém e lojas, nomeadamente na área de Vila Franca de Xira. Para lá e para ele vai o nosso abraço de parabéns!